Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Q3951458 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando o texto, analise os trechos a seguir quanto à ocorrência de vícios de linguagem e assinale a alternativa em que a classificação apresentada está correta, de acordo com a tradição gramatical normativa.
Alternativas
Q3944992 Português
Considerando o emprego dos porquês, assinalar a alternativa cujos elementos preenchem as lacunas abaixo CORRETAMENTE.

__________ Maria chegou tarde, Paulo saiu atrasado. Essa situação _________ ele passou foi constrangedora para o seu caráter, já que nunca chegara atrasado em lugar nenhum. Paulo nunca soube os ________ do atraso de Maria. Para ele, entender o ________ é difícil.
Alternativas
Q3944991 Português
Tendo em vista o emprego de certas palavras e expressões, assinalar a alternativa cujos elementos preenchem as lacunas abaixo CORRETAMENTE.

I. 1% da turma ________ que prestar atenção!
II. _______ ser elogiado, foi vaiado exaustivamente.
III. Sempre soube que eles escondiam assuntos _______.
IV. E aí, garota! Está _______ de mim? 
Alternativas
Q3944562 Português
Considerando o emprego de certas expressões, analisar os itens.

I. Em princípio, os livros do Ensino Médio deveriam ensinar gramática.
II. Seu aluno faz tampouco exercício, por quê?
III. Nunca fui de encontro às ideias dele, pois são excelentes.
IV. Levam-se encomendas a domicílio.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3942426 Português

Leia o texto a seguir.


No contexto da comunicação interna da Câmara, um servidor redige o seguinte e-mail institucional:


Assunto: Encaminhamento de documentação


Prezado Senhor,

Conforme solicitado, encaminho em anexo os documentos referentes ao processo nº 4.215/2025.

Fico no aguardo de orientações adicionais.

Atenciosamente,

João Silva

Departamento Técnico  


Considerando as características do gênero e-mail institucional, a norma-padrão da língua portuguesa e os princípios de clareza, formalidade e adequação comunicativa, a avaliação correta do texto quanto à sua construção linguística é a de que, no texto,

Alternativas
Q3941941 Português
Leia o texto a seguir.
Entra no prego uma mulher classe média baixa, olhando atentamente as mercadorias. RIBEIRO – Às suas ordens, dona. MULHER (Nervosa.) – Vem me afobá não, tá? Vem não, que por enquanto só tô oiano. Vem cus reclame não, que eu sei muito bem o que eu quero, tá? É por isso que eu gosto de supermercado, lá num tem vendedô pra fica cutucano e vexano a gente. RIBEIRO – Por isso não, dona, pode ficar à vontade. MULHER – Fico, memo! Fico e fico memo! Oia, moço, se depois dos sessenta ano eu deixá vendedô me passa a perna vai sê uma vergonha, num é? (Olha a tudo, desconfiada.) – Escuta aqui, o senhor tem aí um secadô de cabelo usado mais bão?
ZORZETTI, Hugo. “Ópera cínica”. In: ______. Comédias. Goiânia: Ed. da UCG, 2005. p. 94.
O fragmento do texto teatral Ópera Cínica, de Hugo Zorzetti, contém exemplos de uso da língua que se distanciam da norma padrão. No que diz respeito aos termos “oiano”, “cutucano” e “vexano”, trata-se de variedades 
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Q3941101 Português
Os vícios de linguagem consistem em usos inadequados da língua que se afastam das normas gramaticais, podendo resultar tanto de lapsos ocasionais do falante quanto do desconhecimento das regras que regem o idioma. Com base nisso, analise as frases:
I.A educação atua como um elo de ligação entre o conhecimento científico e a formação crítica do cidadão.
II.O cliente disse ao dono do restaurante que era baiano.
III.A diretora viu a aluna chorando na sala.
IV.As águas doces do rio embelezavam a paisagem.
É correto afirmar que as frases que apresentam o vício de linguagem denominado pleonasmo são: 
Alternativas
Q3941066 Português
Analise os conceitos sobre vícios de linguagem e os exemplos apresentados, e identifique a alternativa que contém alguma informação INCORRETA.
Alternativas
Q3938816 Português

A cacofonia é um vício de linguagem que ocorre quando a combinação das sílabas finais de uma palavra com as iniciais da seguinte produz um som desagradável ao ouvido. Muito comum na linguagem coloquial, esse fenômeno acontece muitas vezes sem que o falante perceba. Com base nisso, analise as frases a seguir:



I.Carlos fez um belo jantar de surpresa inesperada para a esposa.


II.Desde então, ela nunca mais participou das festas na casa dos amigos de escola.


III.Custa um real por cada tomate que você comprar.


IV.O irmão colocou a culpa nela, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo erro ocorrido.



As frases que apresentam cacofonia são:

Alternativas
Q3936795 Português
Com base nos estudos de Bagno (2007) e Faraco (2011), a gramática normativa (ou prescritiva) orienta-se por padrões considerados corretos da língua, estabelecendo regras que servem como referência formal de comunicação. Essa concepção, embora fundamental para o ensino da escrita, pode entrar em tensão com a variedade linguística observada na fala dos diferentes grupos sociais.
Analise os itens a seguir e assinale (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS:
( )A gramática normativa busca descrever a língua em todos os seus usos sociais, sem hierarquizar variantes.
( )Essa abordagem estabelece normas que indicam como a língua deve ser utilizada, sobretudo em contextos formais.
( )A gramática normativa tende a privilegiar a normapadrão, frequentemente negligenciando variações regionais e sociais.
( )Um desafio da gramática normativa é que a ênfase na correção normativa pode restringir a criatividade linguística do falante.
Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3933625 Português
    A Amazônia é a maior floresta tropical úmida do mundo e abrange uma vasta área na América do Sul; sua preservação é essencial para a manutenção da biodiversidade e a estabilidade climática.
WWF Brasil. Amazônia. Internet: <wwf.org.br>.
De acordo com os sentidos expressos no texto precedente, o trecho "para a manutenção da biodiversidade e a estabilidade climática" poderia ser corretamente reescrito como
Alternativas
Q3929083 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do período abaixo, considerando a norma culta:
"Não se sabe o __________ de tamanha resistência às novas diretrizes; talvez seja __________ elas exijam mais tempo de planejamento. O questionamento é: as mudanças ocorrerão __________, se ainda não há consenso? Eis a razão __________ lutamos por mais diálogo."
Alternativas
Q3929055 Português
Analise a colocação do pronome oblíquo átono nos períodos abaixo e assinale a única alternativa que segue estritamente as prescrições da gramática normativa: 
Alternativas
Q3929053 Português
No que tange à justificativa de diretrizes pedagógicas, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, observando a norma-padrão da língua:
"Os docentes discutiram exaustivamente __________ as avaliações diagnósticas não foram aplicadas no prazo previsto; entretanto, o __________ de tal atraso permanece obscuro, possivelmente __________ houve falha na logística de distribuição, motivo __________ todos ainda aguardam esclarecimentos."
Alternativas
Q3929001 Português
A Hegemonia do Padrão e o Silenciamento das Alteridades

A persistência do mito do monolitismo linguístico no Brasil constitui um dos maiores entraves à democratização do ensino de língua materna. Ao erigir a norma-padrão como a única manifestação legítima do pensamento, o sistema educacional frequentemente opera uma clivagem que marginaliza o sujeito em sua própria fala. Não se trata de negar a importância da variedade de prestígio — ferramenta essencial para o acesso aos espaços de poder —, mas de desmistificar a ideia de que a gramática normativa é um sistema autônomo e neutro. Na verdade, a norma é uma construção histórica e política, frequentemente utilizada como instrumento de distinção social.

Para o docente de Língua Portuguesa, o desafio é equilibrar a função de mediador da norma com a de analista crítico das relações de poder que a perpassam. O ensino produtivo deve, portanto, pautar-se pela plurivalência discursiva, permitindo que o aluno compreenda a língua como um território em constante disputa. Ignorar a natureza dinâmica do idioma em prol de uma rigidez descritiva é uma forma de anacronismo pedagógico. O texto, nesse contexto, deve ser visto como um espaço de negociação, onde a subjetividade do autor se choca com as expectativas sociais de correção, exigindo do professor um olhar que vá além da superfície textual para alcançar as camadas de interdiscursividade que sustentam o dizer. 
O autor afirma que a variedade de prestígio é uma "ferramenta essencial para o acesso aos espaços de poder". Essa afirmação revela que o texto:
Alternativas
Q3928999 Português
A Hegemonia do Padrão e o Silenciamento das Alteridades

A persistência do mito do monolitismo linguístico no Brasil constitui um dos maiores entraves à democratização do ensino de língua materna. Ao erigir a norma-padrão como a única manifestação legítima do pensamento, o sistema educacional frequentemente opera uma clivagem que marginaliza o sujeito em sua própria fala. Não se trata de negar a importância da variedade de prestígio — ferramenta essencial para o acesso aos espaços de poder —, mas de desmistificar a ideia de que a gramática normativa é um sistema autônomo e neutro. Na verdade, a norma é uma construção histórica e política, frequentemente utilizada como instrumento de distinção social.

Para o docente de Língua Portuguesa, o desafio é equilibrar a função de mediador da norma com a de analista crítico das relações de poder que a perpassam. O ensino produtivo deve, portanto, pautar-se pela plurivalência discursiva, permitindo que o aluno compreenda a língua como um território em constante disputa. Ignorar a natureza dinâmica do idioma em prol de uma rigidez descritiva é uma forma de anacronismo pedagógico. O texto, nesse contexto, deve ser visto como um espaço de negociação, onde a subjetividade do autor se choca com as expectativas sociais de correção, exigindo do professor um olhar que vá além da superfície textual para alcançar as camadas de interdiscursividade que sustentam o dizer. 
Ao caracterizar a rigidez descritiva como um "anacronismo pedagógico" (2º parágrafo), o autor critica:
Alternativas
Q3928998 Português
A Hegemonia do Padrão e o Silenciamento das Alteridades

A persistência do mito do monolitismo linguístico no Brasil constitui um dos maiores entraves à democratização do ensino de língua materna. Ao erigir a norma-padrão como a única manifestação legítima do pensamento, o sistema educacional frequentemente opera uma clivagem que marginaliza o sujeito em sua própria fala. Não se trata de negar a importância da variedade de prestígio — ferramenta essencial para o acesso aos espaços de poder —, mas de desmistificar a ideia de que a gramática normativa é um sistema autônomo e neutro. Na verdade, a norma é uma construção histórica e política, frequentemente utilizada como instrumento de distinção social.

Para o docente de Língua Portuguesa, o desafio é equilibrar a função de mediador da norma com a de analista crítico das relações de poder que a perpassam. O ensino produtivo deve, portanto, pautar-se pela plurivalência discursiva, permitindo que o aluno compreenda a língua como um território em constante disputa. Ignorar a natureza dinâmica do idioma em prol de uma rigidez descritiva é uma forma de anacronismo pedagógico. O texto, nesse contexto, deve ser visto como um espaço de negociação, onde a subjetividade do autor se choca com as expectativas sociais de correção, exigindo do professor um olhar que vá além da superfície textual para alcançar as camadas de interdiscursividade que sustentam o dizer. 
No que diz respeito à neutralidade da gramática, a tese defendida no texto sustenta que:
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Q3928997 Português
A Hegemonia do Padrão e o Silenciamento das Alteridades

A persistência do mito do monolitismo linguístico no Brasil constitui um dos maiores entraves à democratização do ensino de língua materna. Ao erigir a norma-padrão como a única manifestação legítima do pensamento, o sistema educacional frequentemente opera uma clivagem que marginaliza o sujeito em sua própria fala. Não se trata de negar a importância da variedade de prestígio — ferramenta essencial para o acesso aos espaços de poder —, mas de desmistificar a ideia de que a gramática normativa é um sistema autônomo e neutro. Na verdade, a norma é uma construção histórica e política, frequentemente utilizada como instrumento de distinção social.

Para o docente de Língua Portuguesa, o desafio é equilibrar a função de mediador da norma com a de analista crítico das relações de poder que a perpassam. O ensino produtivo deve, portanto, pautar-se pela plurivalência discursiva, permitindo que o aluno compreenda a língua como um território em constante disputa. Ignorar a natureza dinâmica do idioma em prol de uma rigidez descritiva é uma forma de anacronismo pedagógico. O texto, nesse contexto, deve ser visto como um espaço de negociação, onde a subjetividade do autor se choca com as expectativas sociais de correção, exigindo do professor um olhar que vá além da superfície textual para alcançar as camadas de interdiscursividade que sustentam o dizer. 
A partir da leitura do primeiro parágrafo, depreende-se que a "clivagem" mencionada pelo autor refere-se: 
Alternativas
Q3928770 Português
Sobre estar doente

    Considerando-se como a doença é comum, como é enorme a alteração espiritual que ela provoca e como são surpreendentes, quando as luzes da saúde estão fracas, as terras ainda não descobertas que então se revelam — quando pensamos em tudo isso e infinitamente mais, parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura. Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe; poemas épicos, à febre tifoide; odes, à pneumonia; breves poemas, à dor de dente. Mas não; com poucas exceções, a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso, pela qual passa o olhar direto e claro da alma, e que o corpo, exceto no que toca a uma ou duas paixões, como o desejo e a ambição, é nulo, negligenciável e inexistente.
    Mas justamente o contrário disso é que é verdade. O dia todo e a noite inteira, o corpo interfere; embaça ou aclara, colore ou descolore, transforma-se em cera no calor de junho, adensa-se em sebo na escuridão de fevereiro. A criatura que vai dentro só pode olhar pela placa, encardida ou rósea; não pode, nem por um instante, separar-se do corpo como a bainha da faca ou a vagem do grão; tem de passar por toda a infinita sucessão de mudanças, calor e frio, conforto e desconforto, fome e satisfação, saúde e doença, até que ocorra a inevitável catástrofe: o corpo se parte em cacos, e a alma (é o que se diz) escapa. 
    No entanto, de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum. Todos sempre escrevem sobre os afazeres da mente; as ideias que lhe vêm; seus nobres planos; como ela civilizou o universo. Mostram-na ignorando o corpo na torrinha do filósofo, ou chutando o corpo, como uma velha bola de futebol de couro, por extensões de neve e deserto em busca de descoberta ou conquista. As grandes guerras que ele trava por si, com a mente como sua escrava, na solidão do quarto, contra o ataque de febre ou o avanço da melancolia, são esquecidas.

Virginia Woolf. O valor do riso e outros ensaios.
Tradução: Leonardo Fróes. São Paulo: Cosac Naify, 2014 (com adaptações). 
Mantendo-se o grau de formalidade, a correção gramatical e os sentidos do texto Sobre estar doente, o termo “há” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituído por
Alternativas
Q3928425 Português
Quanto ao emprego do artigo definido ou indefinido, a oração que se encontra de acordo com o padrão da norma culta é:
Alternativas
Respostas
121: B
122: D
123: D
124: C
125: D
126: C
127: C
128: B
129: A
130: B
131: D
132: A
133: B
134: A
135: B
136: A
137: D
138: B
139: A
140: D