Questões de Concurso
Comentadas sobre problemas da língua culta em português
Foram encontradas 3.592 questões
“Parabéns para você
Nessa data querida
Muitas felicidades, muitos anos de vida.”
De acordo com as regras da gramática normativa, os ERROS são:
I. “Parabéns para você” está incorreto, pois deveria ser “Parabéns a você”
II. Muitas felicidades, muitos anos de vida – muitas felicidades e muitos anos de vida.
III. O correto seria apenas utilizar “muitos anos de vida”
IV. “Nessa data querida” está incorreto, pois deveria ser “Nesta data querida”.
V. Não há inadequação apenas na frase “muitas felicidades, muitos anos de vida”.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
A história mostra que, desde o início da trajetória humana na Terra, o ser humano buscou formas de amenizar os riscos de suas atividades diárias. Quando se pensa em equipamentos de proteção individual (EPI), o mais comum é associar o seu desenvolvimento à revolução industrial. Porém, os EPI surgiram muito antes disso. Os ancestrais humanos usavam, por exemplo, peles de animais para se proteger do frio e da chuva, bem como objetos de proteção contra predadores, como pedras e lanças.
Disponível em: <https://tstjus br/saude-e-seguranca-do-trabalho> .Acesso em: 3 ago. 2024, com adaptações.
Do ponto de vista dos níveis de formalidade no uso da linguagem, caso o autor julgasse necessário incluir algumas das construções presentes no texto em um relatório de segurança do trabalho,
Em relação à oralidade e à escrita, marque com V(verdadeiro) ou F(falso) para as assertivas a seguir:
(__) A linguagem informal não pode ser considerada incorreta, pois os falantes utilizam a informalidade conforme o contexto em que se encontram.
(__) Da mesma forma que na oralidade, o ato de escrever está intimamente relacionado com o contexto em que está inserido
(__) A escrita é uma representação da fala que exige algumas regras próprias, como, por exemplo, os sinais de pontuação.
(__) Ao contrário da oralidade, o ato de escrever está intimamente relacionado com o contexto em que está inserido.
O preenchimento correto dos parênteses é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs
Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.
Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.
Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?
Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!
Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.
A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.
A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").
Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".
Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.
A tolerância às falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento destacado no período acima tenha sido feita em observância à norma culta. Não leve em conta alterações de sentido.
1. O consumo de feijão está diminuindo ______ as pessoas estão optando por alimentos ultraprocessados.
2. O feijão é um alimento importante ______ possui um excelente perfil nutritivo. 3. Muitas pessoas não sabem o ______ do preço do feijão ter aumentado tanto nos últimos anos.
4. A produção de feijão no Brasil diminuiu, ______?
5.As mulheres têm consumido menos feijão ______ preferem a praticidade dos alimentos ultraprocessados.
A alternativa que responde corretamente à questão é:
( ) Os dois textos valorizam as variantes linguísticas. O primeiro, no entanto, aborda a situação do educador; o segundo, por sua feita, analisa o ponto de vista histórico.
( ) O texto 4 divide a língua entre a falada pelas pessoas comuns e a língua dos gramáticos. O texto 3 traz a língua essencial como referência e a única que deve ser ensinada nas escolas.
( ) O autor do texto 4, ao afirmar que o latim era muitos latins, está se referindo às variedades linguísticas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Uma em quatro pessoas já vive em países que
atingiram pico populacional
As estimativas atualizadas da divisão de população das
Nações Unidas aumentaram as chances de que o
mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século,
um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado
da população mundial.
As estimativas atualizadas da divisão de população das
Nações Unidas aumentaram as chances de que o
mundo chegue ao pico demográfico ainda neste século,
um cenário ainda mais pronunciado de declínio agregado
da população mundial.
A chance de que a humanidade atinja seu pico
populacional ainda neste século e, em seguida, entre em
um processo gradual de declínio ficou maior: a ONU fala
em 80% de chances de que isso ocorra, contra 30% de
probabilidade há dez anos.
Isso deve ocorrer em meados de 2080, quando seremos
10,3 bilhões. A partir daí, a humanidade deve entrar em
declínio demográfico e terminar o século 21 com 10,2
bilhões − 700 milhões a menos do que o estimado há
uma década.
Os resultados das estimativas divulgados nesta
quinta-feira (11) fazem parte das projeções anuais
produzidas pela ONU desde 1950, calculadas com base
nos censos nacionais e em estatísticas vitais de todos os
países, além de centenas de pesquisas amostrais com
representatividade nacional. As projeções tratam de
informações gerais relativas aos grandes fatores que
influenciam tamanho e composição das populações:
natalidade, fecundidade, mortalidade, migração, idade
média ao ter filhos, entre outros.
"O cenário demográfico evoluiu muito nos últimos anos.
Em alguns países, a taxa de natalidade agora é ainda
mais baixa do que anteriormente previsto, e também
estamos vendo declínios ligeiramente mais rápidos em
algumas regiões de alta fecundidade", diz Li Junhua,
subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Sociais
da ONU, em comunicado.
Um dos principais fatores foi a fecundidade ainda menor
do que a estimada na China, que já vem há décadas em
trajetória de redução das taxas de fecundidade e viu seu
primeiro declínio populacional em 62 anos em 2022.
Foram 850 mil pessoas a menos no país em 2022,
segundo dados oficiais, resultado de um número de
mortes maior que o de nascimentos.
Um resultado divulgado pela ONU que reforça a
tendência é o número de nascimentos por mulher, que
registra uma criança a menos do que em 1990. São 2,3
filhos em média por mulher no mundo atualmente, em
comparação a 3,3 em 1990.
Cerca de metade dos países registram taxas de
fecundidade abaixo de 2,1 nascimentos por mulher,
patamar que hipoteticamente manteria populações em
tamanho constante a longo prazo em cenário em que
não ocorre migração.
Há ainda países que experienciam taxas de fecundidade
chamadas de ultrabaixas pela ONU, ou seja, abaixo de
1,4 nascimento por mulher, casos de China, Espanha,
Itália e Coreia do Sul, por exemplo. Para os 24 países
nesse patamar, segundo a organização, o retorno ao
nível de reposição de 2,1 filhos por mulher nos próximos
30 anos é altamente improvável.
O impacto desse cenário demográfico já é sentido em
termos econômicos, com discussões que vão da cultura
ao mercado de trabalho, e também preocupa pelo efeito
inercial na estrutura etária das populações. Isto é:
décadas de baixas taxas de fecundidade resultam em
décadas de populações proporcionalmente mais
envelhecidas no presente e no futuro, que não
conseguirão retomar em pouco tempo os níveis
experimentados antes.
No momento de pico da população mundial no fim do
século, as estimativas sugerem que a fatia da
humanidade com 65 anos ou mais será maior do que a
de pessoas com menos de 18 anos. A diferença nos
extremos da estrutura etária acontecerá bem antes: em
meados de 2030, pessoas com 80 anos ou mais serão
mais numerosas do que os recém-nascidos (1 ano ou
menos).
Para Li Junhua, da ONU, há um lado positivo nesse
cenário de redução demográfica. "O pico mais cedo e
mais baixo é um sinal esperançoso. Isso poderia
significar pressões ambientais reduzidas dos impactos
humanos devido a um consumo agregado menor", diz.
Ele ressalta, por outro lado, que "um crescimento
populacional mais lento não eliminará a necessidade de
reduzir o impacto médio atribuível às atividades de cada
pessoa".
A Índia, que ultrapassou a China como país mais
populoso do mundo e tem mais de 1,4 bilhão de
habitantes, ainda tem uma janela de crescimento
relativamente grande. Segundo as estimativas da ONU,
o ano em que o país deve atingir seu pico populacional é
2062.
A migração deve seguir sendo um fator determinante
para a composição demográfica dos países. Em 50 deles
a imigração projetada será importante para atenuar o
declínio populacional; por outro lado, 13 países com a
fecundidade ultrabaixa devem sofrer com a emigração e
aprofundar a redução de sua população.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento destacado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta as alterações de sentido.
Tive, há alguns anos, a oportunidade de trabalhar num projeto de formação na Guiné-Bissau. Um dos principais problemas de alguns dos negócios a que a formação se destinava, era a falta de recipientes de vidro para embalar os produtos produzidos localmente. Num dos casos era o sumo de caju, mas o acesso a embalagens de vidro era uma constante em mais negócios. O problema foi de fácil resolução: numa das principais discotecas de Bissau, vendia-se bastante cerveja embalada em vidro e de tara perdida. Foi, por isso, fácil arranjar quem se ocupasse da recolha das garrafas abandonadas na rua, as transportasse para Canchungo, onde uma cooperativa, vocacionada para dar apoio à comunidade local e visando estimular a capacidade de produção e gestão dos seus próprios empreendimentos, fervia as ditas garrafas para posterior tratamento e reutilização, num processo artesanal, mas eficaz, e num claro exemplo de inovação frugal.
Fonte: https://www.publico.pt/2024/04/17/azul/opiniao/princi pio-frugalismo-fim-tambem-2087161
Considere as afirmativas sobre o emprego da norma culta no texto e assinale a alternativa correta.
I - Não nos vemos há um mês.
II - Estamos a dez metros de distância.
III - A empresa exige que os funcionários viagem no final de semana.
IV - Estamos há cerca de dez quilômetros do clube.
V - Falávamos a cerca do jogo.