Questões de Concurso
Sobre preposições em português
Foram encontradas 2.963 questões
Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.
Omelete
Pior foi Jacinta, que perdeu o marido para uma omelete. Quando alguém — desinformado ou desalmado — perguntava perto da Jacinta se “omelete” era masculino ou feminino, ela respondia “feminino, feminino”. Depois suspirava e dizia: “Eu é que sei”. As amigas tentaram convencer Jacinta de que o Luiz Augusto não merecia um suspiro. O que se poderia dizer de um homem que tinha abandonado a mulher de dez anos de casamento, para não falar em cotas num condomínio horizontal da zona Sul, por uma omelete bem-feita? Mas Jacinta não se conformava. Foi procurar um curso de culinária. Pediu aulas particulares e específicas. Queria aprender a fazer omelete. A professora começou com um histórico da omelete e sua força metafórica. Uma omelete justificava a violência feita aos ovos. Uma omelete... Mas Jacinta não queria saber da história da omelete. Queria aprender a fazer.
— Bem — disse a professora —, a omelete perfeita...
— Eu sei, eu sei — interrompeu Jacinta.
Sabia como era a omelete perfeita. Durante todos os seus anos de casada tinha ouvido a descrição da omelete perfeita. Luiz Augusto não se cansava de repetir que a omelete perfeita devia ser tostada por fora e úmida por dentro. Que seu interior devia se desmanchar, e espalhar-se pelo prato como baba. “Baveuse, entende? Baveuse.”
Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que ira morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.
Jacinta sabia a teoria da omelete perfeita. Queria a prática. Precisava aprender. O curso intensivo durou duas semanas. No fim do curso, a professora recomendou que Jacinta comprasse uma frigideira especial, de ferro, para garantir a omelete perfeita. Não havia como errar. Jacinta telefonou para a casa de Beatriz e pediu para falar com Luiz Augusto.
— Precisamos conversar.
— Está bem.
— Aqui.
— Certo.
— Outra coisa.
— O quê?
— Não coma nada antes.
Quando Luiz Augusto chegou, Jacinta não disse uma palavra. Apontou para a mesa, onde estava posto um lugar. Luiz Augusto sentou-se. Jacinta desapareceu na cozinha. Reapareceu quinze minutos depois com uma omelete dentro de uma frigideira nova. Serviu a omelete e ficou esperando, de pé, enquanto Luiz Augusto dava a primeira garfada. Luiz Augusto disse: — Você chama isto de baveuse?
— Não — disse Jacinta —, eu chamo isto de baveuse.
E acertou com a frigideira a cabeça de Luiz Augusto, que caiu morto com a cara na omelete.
VERISSIMO, L. F. (Adaptado). Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir para responder às questões 5, 6 e 7:
Durante dez anos, Jacinta ouvira críticas à sua omelete. Quando Luiz Augusto anunciara que encontrara uma mulher que fazia omeletes perfeitas — melhores, inclusive, que as do Caio Ribeiro — e que ira morar com ela, acrescentou: — Você não pode dizer que não lhe dei todas as chances, Cintinha.
Dentre todas as palavras que ocorrem no excerto apresentado, pertencem à classe gramatical das preposições:
“Ser professora é um estilo de vida”
(Wallace Cardozo, Rede Galápagos, Salvador)
No Recife, professora diz ter encontrado propósito de vida depois de começar a atuar com educação infantil: “Vou alfabetizar quantas crianças eu puder”
O período de isolamento acabou sendo uma oportunidade para que nós, educadores, buscássemos novas soluções para a sala de aula. Na Internet, encontrei o Polo e resolvi fazer a formação Experiência e Protagonismo: a BNCC na Educação Infantil. Entendi que é preciso envolver a família para garantir o direito à aprendizagem das crianças pequenas. Pensando nisso, desenvolvi um podcast, o Educação & Família. Eu gravava em casa e enviava aos pais e responsáveis. Dessa forma, por menor que fosse seu nível de alfabetização, era possível estimular as crianças em casa.
Enquanto estive fazendo o podcast, ainda não havia conhecido a minha turma pessoalmente. Quando finalmente retornamos à modalidade presencial, fiquei surpresa ao perceber que algumas das crianças já liam. O comprometimento da família é fundamental para a aprendizagem, e eu pude perceber isso também dentro de casa. Durante a pandemia, investi muito no incentivo à leitura para os meus dois filhos. Comprei livros e li com eles, que também voltaram à escola lendo.
Além de professora sou gestora do Instituto Mucambo, cuja sede fica no quintal de minha casa. A organização surgiu para formalizar um projeto que outros educadores e eu já realizávamos, chamado Leituras Brincantes. Com crianças em situação de vulnerabilidade, realizamos atividades como mediação de leitura, contação de histórias e distribuição de livros, além de arrecadação e doação de alimentos. No mesmo intuito de envolver as famílias, fazemos periodicamente rodas de leitura com as mães.
Inscrevemos o Instituto Mucambo no programa Leia com uma criança e recebemos caixas de livros. Nesse processo, fiz mais uma formação no Polo, dessa vez voltada à mediação de leitura para o público infantil. Gosto dos cursos da plataforma porque são objetivos e práticos. Esse tipo de abordagem é muito importante para professores porque geralmente temos muita vontade de aprender, mas pouco tempo. Usei os livros na escola, no instituto e também em casa. Por aqui, o maior sucesso foi o Meu crespo é de rainha. Ao final da leitura, meus filhos perguntaram se o cabelo deles é crespo. Quando eu disse que não, disseram que queriam ter o cabelo crespo.
Alfabetizar é o meu propósito. Em minha trajetória, pretendo ensinar a leitura e a escrita a quantas crianças conseguir. Esse é um direito delas. Fico pensando como seria a minha vida se eu não soubesse ler e escrever. Que perspectiva de vida têm aquelas pessoas que não são alfabetizadas? Foi por meio desse propósito que me encontrei ao começar a trabalhar com a educação infantil.
Antes disso, atuei com o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Formada em letras, dava aulas de inglês e de língua portuguesa, até começar a lecionar na rede municipal, em 2016. Eu já entendia que a alfabetização era uma questão delicada, mesmo sem saber como funciona esse processo. Tive alunos do terceiro ano do ensino médio que não tinham autonomia para escrever.
A educação infantil me fez entender vulnerabilidades, como a pobreza e outras violações de direito. Esses contextos também existiam na realidade dos outros públicos com quem eu trabalhava antes, mas as crianças não mentem. Elas me dizem que estão com fome, ou que passaram a noite trabalhando, ou mesmo que sofreram algum tipo de abuso. Alfabetizar crianças expostas a situações de vulnerabilidade ocasionadas pela pobreza é um desafio enorme.
Desde que tive esse choque de realidade pela primeira vez, busco entender o impacto da pobreza no desenvolvimento cognitivo da criança. Durante a pandemia, por exemplo, enviamos fichas de atividades. Não funcionavam muito bem porque as fichas devem ser a finalização de todo um processo lúdico de ensino e aprendizagem, e os pais não são (nem têm que ocupar o papel de) professores. Uma parcela relevante deles tem um grau de escolaridade muito básico, o que aumentava o desafio.
Ser professora é mais do que uma profissão. É um estilo de vida. Nós pensamos e falamos em educação 24 horas por dia, 7 dias por semana. O Instituto Mucambo, espaço onde posso experimentar, tem me ajudado muito nesse processo. Levo para a escola o que aprendo lá, e vice-versa. Trabalhar com crianças em vulnerabilidade é aprender todos os dias que não dá pra atuar só com um livro na mão numa realidade de insegurança alimentar. Como diz a letra da canção, “a gente quer comida, diversão e arte”.
Disponível em: https://www.itausocial.org.br/noticias/ser-
professora-e-um-estilo-de-
vida/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAp5qsBhAPEiwAP0qeJjaA Tmxip8Xd_91FihDufStbSH1dmUZORUMHWGygoZiMKDVDyE6
bdBoCQvUQAvD_BwE. Acesso em 23 dez.2023.
A preposição “com” pode indicar companhia, ajuntamento, simultaneidade, modo, meio, instrumento, etc. Em um dos fragmentos a seguir essa preposição indica companhia. Aponte-o.
“Ser professora é um estilo de vida”
(Wallace Cardozo, Rede Galápagos, Salvador)
No Recife, professora diz ter encontrado propósito de vida depois de começar a atuar com educação infantil: “Vou alfabetizar quantas crianças eu puder”
O período de isolamento acabou sendo uma oportunidade para que nós, educadores, buscássemos novas soluções para a sala de aula. Na Internet, encontrei o Polo e resolvi fazer a formação Experiência e Protagonismo: a BNCC na Educação Infantil. Entendi que é preciso envolver a família para garantir o direito à aprendizagem das crianças pequenas. Pensando nisso, desenvolvi um podcast, o Educação & Família. Eu gravava em casa e enviava aos pais e responsáveis. Dessa forma, por menor que fosse seu nível de alfabetização, era possível estimular as crianças em casa.
Enquanto estive fazendo o podcast, ainda não havia conhecido a minha turma pessoalmente. Quando finalmente retornamos à modalidade presencial, fiquei surpresa ao perceber que algumas das crianças já liam. O comprometimento da família é fundamental para a aprendizagem, e eu pude perceber isso também dentro de casa. Durante a pandemia, investi muito no incentivo à leitura para os meus dois filhos. Comprei livros e li com eles, que também voltaram à escola lendo.
Além de professora sou gestora do Instituto Mucambo, cuja sede fica no quintal de minha casa. A organização surgiu para formalizar um projeto que outros educadores e eu já realizávamos, chamado Leituras Brincantes. Com crianças em situação de vulnerabilidade, realizamos atividades como mediação de leitura, contação de histórias e distribuição de livros, além de arrecadação e doação de alimentos. No mesmo intuito de envolver as famílias, fazemos periodicamente rodas de leitura com as mães.
Inscrevemos o Instituto Mucambo no programa Leia com uma criança e recebemos caixas de livros. Nesse processo, fiz mais uma formação no Polo, dessa vez voltada à mediação de leitura para o público infantil. Gosto dos cursos da plataforma porque são objetivos e práticos. Esse tipo de abordagem é muito importante para professores porque geralmente temos muita vontade de aprender, mas pouco tempo. Usei os livros na escola, no instituto e também em casa. Por aqui, o maior sucesso foi o Meu crespo é de rainha. Ao final da leitura, meus filhos perguntaram se o cabelo deles é crespo. Quando eu disse que não, disseram que queriam ter o cabelo crespo.
Alfabetizar é o meu propósito. Em minha trajetória, pretendo ensinar a leitura e a escrita a quantas crianças conseguir. Esse é um direito delas. Fico pensando como seria a minha vida se eu não soubesse ler e escrever. Que perspectiva de vida têm aquelas pessoas que não são alfabetizadas? Foi por meio desse propósito que me encontrei ao começar a trabalhar com a educação infantil.
Antes disso, atuei com o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Formada em letras, dava aulas de inglês e de língua portuguesa, até começar a lecionar na rede municipal, em 2016. Eu já entendia que a alfabetização era uma questão delicada, mesmo sem saber como funciona esse processo. Tive alunos do terceiro ano do ensino médio que não tinham autonomia para escrever.
A educação infantil me fez entender vulnerabilidades, como a pobreza e outras violações de direito. Esses contextos também existiam na realidade dos outros públicos com quem eu trabalhava antes, mas as crianças não mentem. Elas me dizem que estão com fome, ou que passaram a noite trabalhando, ou mesmo que sofreram algum tipo de abuso. Alfabetizar crianças expostas a situações de vulnerabilidade ocasionadas pela pobreza é um desafio enorme.
Desde que tive esse choque de realidade pela primeira vez, busco entender o impacto da pobreza no desenvolvimento cognitivo da criança. Durante a pandemia, por exemplo, enviamos fichas de atividades. Não funcionavam muito bem porque as fichas devem ser a finalização de todo um processo lúdico de ensino e aprendizagem, e os pais não são (nem têm que ocupar o papel de) professores. Uma parcela relevante deles tem um grau de escolaridade muito básico, o que aumentava o desafio.
Ser professora é mais do que uma profissão. É um estilo de vida. Nós pensamos e falamos em educação 24 horas por dia, 7 dias por semana. O Instituto Mucambo, espaço onde posso experimentar, tem me ajudado muito nesse processo. Levo para a escola o que aprendo lá, e vice-versa. Trabalhar com crianças em vulnerabilidade é aprender todos os dias que não dá pra atuar só com um livro na mão numa realidade de insegurança alimentar. Como diz a letra da canção, “a gente quer comida, diversão e arte”.
Disponível em: https://www.itausocial.org.br/noticias/ser-
professora-e-um-estilo-de-
vida/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAp5qsBhAPEiwAP0qeJjaA Tmxip8Xd_91FihDufStbSH1dmUZORUMHWGygoZiMKDVDyE6
bdBoCQvUQAvD_BwE. Acesso em 23 dez.2023.
Considerando que o “a”, como palavra, pode ser classificada como artigo definido, preposição ou pronome pessoal, observe as seis ocorrências que se encontram no parágrafo “Alfabetizar é o meu propósito. Em minha trajetória, pretendo ensinar a leitura e a escrita a quantas crianças conseguir. Esse é um direito delas. Fico pensando como seria a minha vida se eu não soubesse ler e escrever. Que perspectiva de vida têm aquelas pessoas que não são alfabetizadas? Foi por meio desse propósito que me encontrei ao começar a trabalhar com a educação infantil”. É correto afirmar que trata-se de
Conforme Basílio (2003) e Silva e Silva (2008), a divisão de palavras em classes gramaticais, ou classe de palavras, pode levar em consideração diferentes critérios conforme a perspectiva linguística adotada, sobretudo critérios morfológicos, sintáticos e semânticos. Considerando essa afirmação, qual das alternativas a seguir contém um trecho de definição de alguma classe gramatical abaixo contemplando apenas critérios semânticos?
Fontes: BRASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Editora Ática S.A, 2003.
CIPRO NETO, P.; INFANTE, U. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Scipione, 2008.
SILVA, M. L. C.; SILVA, L. L. C. Os diferentes critérios utilizados para classificação de palavras em gramáticas escolares. Anais do V CONEDU – Congresso Nacional de Educação. 2018. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2018/TRABALHO_EV117_MD4_ SA8_ID4438_10092018101127.pdf. Acesso em: 1 fev. 2023.
Farofa de Tanajura
Por Leonardo Igor de Souza
01 Em 13 de julho de 1553, desembarcou em Salvador o padre jesuíta José de Anchieta,
02considerado hoje um dos primeiros escritores da Literatura Brasileira. Em sua convivência com
03 os povos indígenas no Brasil, um dos hábitos que lhe chamou atenção – e do qual ele provou
04 – foi o de coletar e comer as chamadas içás, conhecidas em parte do Brasil como saúvas e, no
05 Ceará, como tanajuras.
06 Ainda agora, o hábito de comer tanajura, observado nos tempos da colônia, segue
07 preservado no Ceará, na região da Serra da Ibiapaba, onde estão municípios como Ubajara,
08 Tianguá, Ibiapina, São Benedito, Viçosa do Ceará, entre outros.
09 As tanajuras (Atta cephalotes) são uma espécie de formiga com asas e com o abdômen
10 pronunciado. Elas costumam aparecer no período chuvoso, na época chamada de revoada,
11 quando elas deixam o solo _______ da chuva. Nesse período, elas se reproduzem e formam
12 uma nova colônia, um novo lar, em um espaço mais seco.
13 É nesse período que muita gente aproveita para coletar os espécimes e prepará-los para
14 o consumo. Na maior parte das vezes, a iguaria é consumida frita, sendo utilizada como
15 ingrediente principal para o preparo de farofa de tanajura.
16 “Quando tem uma boa chuva com trovão e no dia seguinte faz um sol quente que começa
17 a sair [tanajura], você vê um monte de gente na rua. Quem pode vai para os sítios, quem tem
18 a _______ de entrar nos formigueiros, coloca bota e tudo para poder ir pegar”, conta a
19 nutricionista Lídia Sousa, moradora do município de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba.
20 Lídia nasceu no Distrito Federal, mas seus pais são cearenses da região da Ibiapaba. Ela
21 conta que vive em Ibiapina há cerca de 15 anos, mas já tinha o hábito de comer tanajuras desde
22 pequena na capital federal. No Distrito Federal, ela e a família moravam em uma chácara, por
23 isso conseguiam capturar as tanajuras no período de chuvas. “Lá mesmo ninguém consumia,
24 pessoal inclusive achava engraçado, julgava, dizia que a gente tava comendo formiga”, relembra.
25 Na Serra da Ibiapiaba, se alguém perguntar de onde vem o hábito de comer tanajuras, diferentes
26 versões vão surgir. Hoje, no entanto, especialistas concordam que o hábito é uma herança do
27 povo indígena Tabajara, que habita a região.
28 O professor Paulo Henrique Machado, do curso de Gastronomia da Universidade Federal
29 do Ceará (UFC), integra um grupo na universidade que estuda a entomofagia, que é o consumo
30 de insetos como alimentos. O professor aponta que a prática pode ser encontrada em várias
31 comunidades do Brasil. “E não só o inseto, mas produtos dele, no caso do mel da abelha, da
32 cochonilha que produz corante vermelho, mais para rosado. E tem muitos produtos, mesmo
33 industrializados. Então é um hábito comum que às vezes a gente não sabe”, destaca.
34 Do ponto de vista nutricional, .... tanajura é considerada um alimento com altas
35 concentrações de lipídios e proteínas, de acordo com análise feita em laboratório pelo professor
36 Paulo Henrique Machado e outros dois colegas da UFC. A pesquisa, publicada em 2020, indicou
37 que as tanajuras têm um perfil de ácidos graxos majoritariamente composto de ácidos graxos
38 monoinsaturados, semelhante .... carnes de boi e de porco, “enriquecendo .... dieta daqueles
39 que .... ingerem”.
(Disponível em: www.g1.globo.com/ce/ceara/noticia – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a classe morfológica das palavras sublinhadas no trecho a seguir: “Lídia nasceu no Distrito Federal, mas seus pais são cearenses da região da Ibiapaba”.
Leia a frase e marque a alternativa que preenche corretamente os espaços em branco.
Saímos de casa ______ o café da manhã e andamos pela praia ________ onde foi possível.
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento adaptado “Perderão o emprego, a realidade, a razão, o equilíbrio”, analise as asserções a seguir:
I. O verbo “Perderão” é classificado como verbo transitivo indireto.
PORQUE
II. Tem complementos verbais que iniciam sem preposição.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade, duração e frequência de aumentos na temperatura para prever níveis considerados nocivos à saúde humana. (L.19-23)
No período acima há
Marque a alternativa, onde a preposição traz o significado de limite.
Por que o olho treme de maneira involuntária?
1_____Sabe aquela sensação incômoda de que o olho está tremendo involuntariamente? Essa
2_contração ocular, em termos médicos, é conhecida como blefaroespasmo essencial ou
3_mioquimia.
4_____Embora o tremor cause preocupação, a psiquiatra dra. Maria Fernanda Caliani, especialista
5_em terapia cognitivo-comportamental, explica que, na maioria dos casos, não é nada grave.
6_Chamado de “mioquimia facial”, o tremor acontece quando a musculatura da pálpebra é
7_altamente exi...ida ao longo do dia, quando passamos muito tempo de olhos abertos. Por conta
8_desse esforço, ela se torna muito sen...ível à fadiga, o que faz com que “trema”.
9_____De acordo com especialistas, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode deixar essa
10_área mais cansada e piorar o tremor. Além disso, o estresse e a ansiedade também podem
11_contribuir para isso, porque o sistema nervoso reage a essas emoções, causando espasmos
12_musculares, incluindo o tremor no olho.
13_____Outro fator associado ao tremor é o consumo excessivo de cafeína e outros estimulantes,
14_que podem levar à irritação dos músculos oculares, causando blefaroespasmo temporário. Mais
15_um fator é a privação de sono, que interfere no funcionamento adequado dos músculos, incluindo
16_os responsáveis pelos movimentos oculares.
17_____Outra causa possível é a deficiência nutricional. Certas deficiências de nutrientes, como
18_magnésio e vitamina B12, podem contribuir para o aparecimento de espasmos oculares.
19_____As medidas para minimizar o problema são: dormir o sufi__iente para permitir que os
20_músculos e o sistema nervoso se recuperem; procurar reduzir o estresse; adotar práticas como
21_meditação, ioga e exercícios de respiração; limitar a ingestão de cafeína e outros estimulantes;
22_manter-se bem hidratado e seguir uma dieta equilibrada para suprir o corpo com os nutrientes
23_nece__ários; fazer pausas frequentes para descansar os olhos, especialmente após muito tempo
24_em frente a telas de computador ou dispositivos móveis.
25_____Contudo, embora o tremor no olho seja geralmente temporário e benigno, é importante
26_procurar um médico se os sintomas persistirem, para descartar quaisquer preocupações.
(Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica respectivamente a correta classe gramatical das palavras sublinhadas no trecho a seguir: “Sabe aquela sensação incômoda de que o olho está tremendo involuntariamente?”.
A cidade como mundo, ou o mundo como cidade
Por Fabrício Carpinejar
- Minha infância não foi globalizada. Não havia internet, redes sociais, celular. Eu mal saía do
- meu bairro. Minha experiência pode parecer tacanha ___ nova geração que se desloca para longe
- desde o berço, que fala com gente de qualquer parte, que tem o inglês como um segundo idioma
- básico.
- Mas eu ainda prefiro ter a cidade como meu mundo a ter o mundo como cidade,
- diferentemente de quem nasceu depois dos anos 2000.
- Hoje você tem mais facilidades de adaptação, de comunicação, de locomoção. Só que não
- sossega num lugar fixo. Não tem um lugar sagrado, uma residência definitiva. Não conhece sua
- cidade “como quem examinasse a anatomia de um corpo”, para lembrar verso emblemático de
- Mario Quintana.
- Você é de todos os lugares, e um turista do seu berço natal. Não se apegou ___ atmosfera
- de um parque ou de uma praça. Não treinou a falta. Não gritou “cheguei” abrindo a porta de
- casa. Não sofreu picos de nostal...ia com uma mudança. Não chorou por um amor perdido. Não
- suspirou pela primavera das árvores mudando a cor da calçada e dos passos com suas folhas
- alaranjadas. Não namorou no drive-in da orla, com o sol descendo na tela do Guaíba.
- Troca de endereço com desembara...o, aceita empregos distantes sem crise de consciência,
- realiza intercâmbios com ___ adrenalina do desafio. Suas relações são do momento, para o
- momento, absolutamente circunstanciais. O presente tem a dinâmica de Stories, durando 24h.
- Termina romance apartado da fossa e do medo ... jamais ver a pessoa. O passado não pesa. O
- guarda-roupa mora nas malas.
- Não vou cometer o crime da vaidade e da velhice de dizer que no meu tempo era melhor.
- Balbucio na hora de explicar para a linhagem digital a minha época de formação, até meu
- vocabulário é arcaico.
- Posso garantir que ela era sentimental e exclusivamente presencial. Não se faziam contatos
- na distância. O amor platônico acontecia pelo vizinho ou vizinha, ali na janela paralela do mesmo
- prédio, jamais por alguém de outro país.
- Quando sou obrigado a viajar, eu quero sempre voltar. A saudade é maior do que a
- aventura. Talvez a saudade seja a minha mais fremente aventura.
- Não consigo ficar longe da minha churrasqueira, da minha varanda, da minha biblioteca,
- das minhas plantas, do fardamento das manhãs, da minha cama, dos afetos que frequentam o
- meu lar desde criança. Tenho uma posse...ividade provinciana. Minha alma é incuravelmente
- bairrista.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/11/a-cidade-como-mundo-ou-o-mundo-como-cidade – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche a lacuna pontilhada da linha 19 com a preposição correta.
Expectativa de vida do brasileiro sobe para 75,5 anos, mostra Censo
- A expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 75,5 anos, segundo dados do
- Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (29/12/2023) pelo IBGE. Na comparação com o
- último _________, realizado em 2010, os brasileiros ganharam pouco mais de 2 anos de
- expectativa de vida.
- Na comparação com 2021, ano anterior ao da pesquisa atual, o ganho foi ainda maior,
- efeito da pandemia, que levou .... morte de muitos brasileiros. Em 2021, a expectativa de vida
- ao nascer era de 72,8 anos.
- A esperança de vida ao nascer é determinada com base na taxa de mortalidade em todas
- as idades. Ao nascer, a estimativa é que um brasileiro viva, em média, até os 75 anos. No
- entanto, isso não quer dizer que, para quem chegou até os 70 anos, restam apenas cinco anos
- de vida.
- De acordo com o IBGE, aqueles que alcançaram essa idade têm uma expectativa de vida
- adicional de 14,7 anos. Colocando de outro modo, se um adulto conseguiu chegar aos 70 anos,
- suas chances de ultrapassar o patamar esperado ao nascer são maiores.
- Outro destaque é que as mulheres viveram sete anos a mais do que os homens em 2022.
- Entre elas, a esperança de vida ao nascer é de 79 anos. Para eles, é de apenas 72 anos.
- De acordo com especialistas em demografia, isso acontece porque, durante a adolescência
- e a idade jovem adulta, a mortalidade dos homens se acentua, por estarem mais expostos ....
- violência, principalmente homicídios, e .... acidentes de trânsito ou no trabalho.
- Além disso, a mortalidade da pandemia entre idosos pode ter contribuído para uma base
- fraca de comparação nos anos de 2020 e 2021, quando a esperança de vida ao nascer caiu
- depois de décadas avançando.
- Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram computados 1,556 milhão de mortes no Brasil,
- chegando a 1,832 milhão de mortes em 2021. Ano passado, esse patamar caiu para 1,542
- milhão, mas ainda se encontra elevado, considerando a tendência de queda observada antes da
- pandemia.
- Os próximos anos devem ser marcados pela diminuição do _________ de mortes entre os
- idosos, à medida que a pandemia é superada. Ao mesmo tempo, na comparação com os anos
- precedentes ao de 2019, deve haver aumento da mortalidade devido ao envelhecimento
- populacional.
(Disponível em: https://exame.com/brasil/expectativa-de-vida-do-brasileiro-sobe-para-755-anos-mostra-censo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “próximos” (l. 27) é classificada como:
Expectativa de vida do brasileiro sobe para 75,5 anos, mostra Censo
- A expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 75,5 anos, segundo dados do
- Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (29/12/2023) pelo IBGE. Na comparação com o
- último _________, realizado em 2010, os brasileiros ganharam pouco mais de 2 anos de
- expectativa de vida.
- Na comparação com 2021, ano anterior ao da pesquisa atual, o ganho foi ainda maior,
- efeito da pandemia, que levou .... morte de muitos brasileiros. Em 2021, a expectativa de vida
- ao nascer era de 72,8 anos.
- A esperança de vida ao nascer é determinada com base na taxa de mortalidade em todas
- as idades. Ao nascer, a estimativa é que um brasileiro viva, em média, até os 75 anos. No
- entanto, isso não quer dizer que, para quem chegou até os 70 anos, restam apenas cinco anos
- de vida.
- De acordo com o IBGE, aqueles que alcançaram essa idade têm uma expectativa de vida
- adicional de 14,7 anos. Colocando de outro modo, se um adulto conseguiu chegar aos 70 anos,
- suas chances de ultrapassar o patamar esperado ao nascer são maiores.
- Outro destaque é que as mulheres viveram sete anos a mais do que os homens em 2022.
- Entre elas, a esperança de vida ao nascer é de 79 anos. Para eles, é de apenas 72 anos.
- De acordo com especialistas em demografia, isso acontece porque, durante a adolescência
- e a idade jovem adulta, a mortalidade dos homens se acentua, por estarem mais expostos ....
- violência, principalmente homicídios, e .... acidentes de trânsito ou no trabalho.
- Além disso, a mortalidade da pandemia entre idosos pode ter contribuído para uma base
- fraca de comparação nos anos de 2020 e 2021, quando a esperança de vida ao nascer caiu
- depois de décadas avançando.
- Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram computados 1,556 milhão de mortes no Brasil,
- chegando a 1,832 milhão de mortes em 2021. Ano passado, esse patamar caiu para 1,542
- milhão, mas ainda se encontra elevado, considerando a tendência de queda observada antes da
- pandemia.
- Os próximos anos devem ser marcados pela diminuição do _________ de mortes entre os
- idosos, à medida que a pandemia é superada. Ao mesmo tempo, na comparação com os anos
- precedentes ao de 2019, deve haver aumento da mortalidade devido ao envelhecimento
- populacional.
(Disponível em: https://exame.com/brasil/expectativa-de-vida-do-brasileiro-sobe-para-755-anos-mostra-censo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
As palavras “não” (l. 10), “porque” (l. 17) e “esse” (l. 24) são classificadas, respectivamente, como:
Gene pode fazer com que golden retrievers vivam mais, aponta estudo
Pesquisa analisou variantes genéticas que estão associadas a um aumento de quase dois anos de vida nos cães dessa raça; descoberta pode ser útil em estudos sobre câncer
Cães da raça Golden Retriever são mais propensos a desenvolver câncer, doença comumente associada à morte precoce desses animais. Um estudo publicado nesta quinta-feira (19), na revista GeroScience, buscou entender se fatores genéticos podem influenciar a taxa de sobrevivência dos animais dessa raça.
“Presumimos que a maioria dos golden retrievers têm uma predisposição genética para o câncer, mas se alguns deles vivem até os 14, 15 ou 16 anos, pensamos que poderia haver outro fator genético que ajudasse a atenuar os genes ruins, e o gene que nos chamou a atenção foi o HER4”, observa o coautor Robert Rebhun, em comunicado da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis), nos Estados Unidos.
O gene associado à longevidade também está envolvido no risco de câncer – o que interessou muito aos cientistas. Conhecido como ERBB4, ele faz parte da família de receptores do fator de crescimento epidérmico em humanos e do HER2, gene conhecido por influenciar o rápido crescimento de células cancerígenas.
A pesquisa estudou 300 cães da raça e comparou o DNA de amostras de sangue daqueles que estavam vivos aos 14 anos de idade com os que morreram antes dos 12 anos. Assim, descobriram que a presença de determinadas variantes genéticas levou os cachorros a sobreviverem por mais tempo: em média 13 anos e meio em comparação a 11,6 anos.
“Quem não gostaria que nossos amados animais de estimação vivessem mais dois anos? Dois anos em goldens é um aumento de cerca de 15 a 20% da vida, o equivalente a 12 a 14 anos em humanos”, explica Danika Bannasch, da Faculdade de Medicina Veterinária da UC Davis.
Segundo Rebhun, a descoberta pode ser importante inclusive para humanos, já que muitos dos tipos de cânceres envolvidos são equivalentes nas duas espécies. “Se descobrirmos que essa variante do HER4 é importante na formação ou na progressão do câncer em golden retrievers, ou se ela pode realmente modificar o risco de câncer nessa população predisposta ao câncer, isso pode ser usado em estudos futuros sobre o câncer em humanos.”
A pesquisa também destaca que a variante parece ser mais importante para a longevidade de cadelas, e demonstrou que o HER4 interage com hormônios como o estrogênio e pode ter relação com o processamento de toxinas ambientais.
Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/biologia/noticia/2023/10/gene-pode-fazer-com-que-golden-retrievers-
Considere o excerto: “Segundo Rebhun, a descoberta pode ser importante inclusive para humanos”. No contexto apresentado, as palavras “segundo”, “inclusive” e “para” classificam-se, em relação às categorias gramaticais, como:
Assinale a alternativa em que uma preposição foi colocada inadequadamente entre um verbo e seu complemento.
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras às suas respectivas classes gramaticais.
Coluna 1
1. Pronome.
2. Conjunção.
3. Preposição.
Coluna 2
( ) Em.
( ) Nosso.
( ) Contudo.
( ) Alguns.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Uso excessivo de celular pode causar falsa miopia
01 Inúmeros problemas estão _______ ao uso excessivo do celular e do computador,
02 incluindo doenças oculares. Não por acaso é comum sentir a vista embaçada após horas de
03 _______ à tela do celular. E esse é o principal sintoma da chamada falsa miopia.
04 O oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, explica a condição.
05 “Isso ocorre porque um músculo dentro do olho, chamado ciliar, se contrai para focalizar imagens
06 próximas, esforçando-se para encontrar o foco. Com o esforço constante, ele entra em fadiga e,
07 para conseguir focalizar as imagens de longe, este músculo precisa estar relaxado”.
08 Segundo o especialista, pessoas com hipermetropia são mais su...etíveis a essa disfunção
09 já que a falsa miopia se caracteriza por um tipo de dificuldade de enxergar de perto.
10 Dessa forma, para focar imagens próximas, o hipermetrope faz um esforço exagerado e
11 pode sofrer espasmos nessas musculaturas. “Os músculos se contraem e a visão permanece
12 focada para perto, porém embaçada para longe, dando a falsa impre...ão de miopia”, comenta
13 o oftalmologista.
14 Contudo, esse esforço repetitivo não necessariamente levará o paciente a ser míope de
15 fato. Crianças, por outro lado, com a visão em formação, têm quase o dobro de chances de
16 desenvolver miopia acomodativa e, a longo prazo, mais propensão a desenvolver miopia
17 verdadeira.
18 A miopia verdadeira ocorre quando o olho é mais longo do que o normal, o que faz com
19 que os raios de luzes sejam focados muito antes na retina, prejudicando assim a visão de longe.
20 Embora os sintomas sejam os mesmos, os meios de correção são diferentes. Na verdadeira
21 miopia, podem ser utilizados óculos e lentes de contato ou cirurgias reparadoras a laser, pois se
22 trata de um problema anatômico. Para a falsa, pode ser indicado o uso de colírios, exercícios
23 visuais e até óculos para perto.
24 Além disso, alguns cuidados, como dar pausas no computador a cada hora, manter a tela
25 do computador na altura da linha dos olhos, dar preferência a monitores com alta resolução e
26 piscar mais vezes, são indispensáveis.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/saude-bem-estar/uso-excessivo-de-celular-pode-causar-falsa-miopia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a classe de palavras que NÃO se pode identificar no trecho adaptado a seguir: “Ele entra em fadiga”.
Referindo-se a classes de palavras, no primeiro quadrinho (com), no segundo (um) e no terceiro (afinal) são:
Analise as sentenças a seguir quanto às preposições em destaque:
I. O rapaz reagiu bem consoante a situação.
II. O carro está estacionado sob o arco da praça principal.
III. É natural sentir-se ansioso perante o público.
Nas sentenças dadas, verifica-se preposição acidental apenas em:
Considere a sentença: Amofina-se ___ a falta de dinheiro. No contexto apresentado, o verbo “amofinar-se” requer a preposição: