Questões de Concurso Sobre preposições em português

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Q4384057 Português

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto às suas respectivas classes gramaticais.



Coluna 1


1. Adjetivo.


2. Advérbio.


3. Conjunção.


4. Preposição.


5. Pronome.



Coluna 2


(  ) “e” (l. 02).


(  ) “mais” (l. 01).


(  ) “sensorial” (l. 08).


(  ) “Seu” (l. 09). 


(  ) “com” (l. 18).



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q4379573 Português
A infinita fiadeira


   A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.

  E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cacimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias, armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.

   Para a mãe-aranha aquilo não passava de mau senso. Para que tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.

   — Não faço teias por instinto.

   — Então, faz por quê?

   — Faço por arte.

   Benzia-se a mãe, rezava o pai. Mas nem com preces. A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após concertação, a mandaram chamar. A mãe:

   — Minha filha, quando é que assentas as patas na parede?

   E o pai:

   — Já eu me vejo em palpos de mim…

   Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:

   — Estamos recebendo queixas do aranhal.

   — O que é que dizem, mãe?

   — Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.

   Até que se decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele devaneio seria causado por falta de namorado. Não tendo nunca digerido um machito. E organizaram um amoroso encontro.

   — Vai ver que custa menos que engolir mosca – disse a mãe.

  E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?

   A aranhiça levou o namorado a visitar a sua coleção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria prova de seu amor.

   A família desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime.

  Uma aranha assim, com mania de gente? Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, apresentou-se no mundo dos humanos, logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?

   — Faço arte.

   — Arte?

  E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais velho, lembrou-se que houvera um tempo, em tempos de que já se perdera memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pouco rentáveis produtos – chamados de obras de arte – tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembrava bem de que tipos. Aranhas, ao que parece.


COUTO, Mia. A infinita fiadeira. In: COUTO, Mia. O fio das missangas: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
Atente-se à função das preposições enumeradas em 1 e em 2 para assinalar o item correto dentre as alternativas que seguem.

• “A filha saiu pelo mundo em ofício de¹ infinita teceloa.”
• “Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de² teias [...]
Alternativas
Q4379470 Português


(Disponível em: cnnbrasil.com.br/comportamento/cultura/quando-jogar-videogame-deixa-de-ser-so-diversao/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as classes gramaticais às palavras retiradas do texto.
Coluna 1
1. Advérbio.
2. Adjetivo.
3. Numeral.
4. Preposição.
5. Pronome.
Coluna 2
( ) “com” (l. 01).
( ) “Alguns” (l. 20).
( ) “primeiro” (l. 20).
( ) “muito” (l. 25).
( ) “sociais” (l. 32).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4378067 Português
Na frase “Trouxe um documento para o diretor”, a palavra “para” é classificada como: 
Alternativas
Q4376527 Português
Na frase “A pesquisadora apresentou uma hipótese aos estudantes”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4373360 Português
Texto: AÇÚCAR ENCONTRADO NO ESPAÇO? O QUE ESSA DESCOBERTA PODE NOS ENSINAR SOBRE A ORIGEM DA VIDA


Bibi Bailas


Você já imaginou que um tipo de açúcar pudesse existir entre as estrelas? Foi exatamente isso que um grupo de cientistas descobriu.

Usando radiotelescópios capazes de detectar moléculas muito distantes da Terra, eles identificaram um açúcar chamado eritrulose em uma enorme nuvem de gás e poeira da nossa galáxia.

Mas calma! Isso não significa que existam doces flutuando no espaço e muito menos que encontraram vida extraterrestre.

O espaço entre as estrelas não é completamente vazio. Ali existem gases, poeira e diversas moléculas. Quando essas partículas ficam sobre pequenos grãos de poeira cósmica, podem acontecer reações químicas, mesmo em temperaturas extremamente baixas, próximas de −250°C.

Essas reações conseguem formar moléculas cada vez mais complexas. A eritrulose é uma delas. Ela pertence ao grupo dos açúcares, compostos feitos principalmente de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Mas por que isso é importante? Porque os açúcares são essenciais para a vida como conhecemos. Eles participam da produção de energia nas células e fazem parte da estrutura de moléculas importantes. Além disso, outros açúcares, como a ribose, compõem o RNA, uma molécula fundamental para todos os seres vivos.

Os cientistas acreditam que, há cerca de 4 bilhões de anos, cometas e asteroides bombardearam a Terra primitiva. Se esses corpos carregavam moléculas orgânicas produzidas no espaço, eles podem ter ajudado a enriquecer nosso planeta com alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.

Isso quer dizer que a vida veio do espaço? Ainda não sabemos. A descoberta não prova essa hipótese. Ela mostra apenas que alguns dos blocos químicos usados pela vida podem se formar naturalmente fora da Terra, sem a participação de nenhum organismo. Essa diferença é muito importante.

Uma molécula orgânica não é um ser vivo. Assim como tijolos não formam uma casa sozinhos, os ingredientes da vida precisam passar por muitas outras etapas até que surja uma célula.

Nos últimos anos, os astrônomos já encontraram álcool, amônia, aminoácidos e dezenas de outras moléculas orgânicas no Universo. Agora, a lista ganhou mais um integrante.

Cada nova descoberta ajuda os cientistas a responder uma das maiores perguntas da humanidade: como a vida começou?

Talvez a resposta não esteja apenas na Terra. Pode ser que parte dessa história tenha começado muito antes, em pequenas partículas de poeira viajando entre as estrelas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibibailas/2026/07/acucar-encontrado-no-espaco-o-queessa-descoberta-pode-nos-ensinar-sobre-a-origem-davida.shtml. Acesso em 24/07/2026  
“O que essa descoberta pode nos ensinar sobre a origem da vida”. Nesse trecho do título do texto, as duas palavras em destaque podem ser classificadas respectivamente, do ponto de vista morfológico, como: 
Alternativas
Q4371401 Português
Considerando o emprego das classes gramaticais na frase "Aqueles estudantes apresentaram excelente desempenho durante a avaliação", assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4368764 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

Com relação à estrutura sintática e à morfossintaxe da oração O documento estabeleceu um conjunto de direitos, analise as partes que seguem:



(1ª parte): O vocábulo O classifica-se moíologicamente como artigo definido e atua sintaticamente como adjunto adnominal do núcleo do sujeito documento. 


(2ª parte): A expressão de direitos exerce a função sintática de objeto indireto da oração, visto que é introduzida pela preposição de. 


(3ª parte): A oração encontra-se estruturada na voz atíva, visto que o sujeito O documento executa a ação expressa pelo verbo estabeleceu.



Pode-se afirmar que 

Alternativas
Q4361973 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística “de escrever com IA”, presente na composição do texto 02.

I- O termo “de escrever” foi usado para completar sintática e semanticamente o substantivo abstrato “medo”.
II- O termo “com IA” expressa, semanticamente, uma circunstância, portanto exerce função de adjunto adverbial.
III- O termo “de escrever” foi usado para completar o verbo transitivo direto “Tenho”, portanto exerce a função de objeto direto.
IV- O termo “de escrever com IA” foi introduzido pela preposição “de”, portanto, exerce a função de objeto indireto do termo “medo”.
V- O termo “de escrever” contém um verbo e completa o substantivo abstrato “medo”, sendo, portanto, um complemento nominal oracional.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4357084 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa


Especialistas brasileiros, espanhóis e argentinos alertam contra generalizações e diretor de Observatório da Discriminação Racial no Futebol questiona: 'Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo?'

Por Lucas Altino
19/07/2026


Mais uma vez sem o Brasil na final da Copa do Mundo, torcedores passaram ___ reunir argumentos para escolher entre Argentina e Espanha na decisão de hoje. ___ rivalidade, ___ idolatria por Messi e ___ preferência por estilos de jogo somou-se uma questão mais profunda: o racismo. Casos protagonizados por argentinos alimentam ___ rejeição ___ seleção campeã mundial, enquanto a perseguição sofrida por Vini Jr. nos estádios espanhóis impede que o adversário seja tratado como uma escolha moralmente simples. Para especialistas, o debate pode ampliar ___ conscientização, mas se torna uma armadilha quando reduz um país inteiro ao comportamento de parte de sua população e transforma o racismo num problema sempre atribuído ao outro.

[...]

A discussão não se limita às arquibancadas. Depois do título da Copa América de 2024, Enzo Fernández transmitiu uma celebração de jogadores argentinos com um canto racista contra atletas franceses. O episódio ajuda a explicar por que a falta de manifestações mais contundentes de integrantes da seleção, especialmente Messi, passou a ser interpretada por brasileiros como omissão diante do problema. Nesta Copa, porém, não houve até agora acusação de ato racista praticado por jogadores argentinos.

Durante a fase de grupos, a Fifa identificou 89 mil mensagens ofensivas nas redes sociais, aumento de 33% em relação ao mesmo período da Copa de 2022. Segundo a entidade, 11% tinham caráter racista. Para Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, os números contrastam com a falta de informações sobre punições concretas.

[...]

— O grande problema é generalizar todo argentino como racista. Isso é perigoso e não contribui para o debate. No Brasil, o debate é mais avançado, enquanto na Argentina dizem que os atos racistas fazem parte do folclore. A diferença está nas ações das entidades — explicou.

A comparação com a Espanha reforça a contradição. Vini Jr. tornou-se alvo de uma das perseguições racistas mais televisionadas do futebol recente. Em 2023, os ataques provocaram uma reação diplomática e cobranças públicas do presidente Lula. No ano seguinte, três torcedores do Valencia foram condenados a oito meses de prisão e proibidos de frequentar estádios por dois anos. Foi a primeira condenação desse tipo na Espanha, seguida por outras punições. As medidas representam respostas concretas, mas não necessariamente uma mudança estrutural. Antumi Toasijé, historiador e professor da Universidade de Nova York em Madri, considera as condenações insuficientes porque não foram acompanhadas por alterações na legislação ou por novas políticas públicas.

[...]

Toasijé também criticou as declarações do ex-primeiro-ministro da Espanha Mariano Rajoy, que disse que a seleção francesa não seria composta por franceses.

— Esse tipo de declaração contribui para o crescimento do racismo. Ela expressa uma ideia presente em parte da sociedade de que uma pessoa não branca não pode ser europeia. A política está relacionada ao futebol e o esporte também está relacionado à política. Enquanto não houver medidas contundentes para enfrentar o racismo, esse tipo de incidente continuará acontecendo e tende a aumentar.


Olhar o próprio espelho

O historiador brasileiro Delton Aparecido Felipe, da Universidade Estadual de Maringá e coordenador de políticas de ações afirmativas dos pesquisadores negros, também rejeita a tentativa de eleger um país como símbolo único do problema. Embora reconheça diferenças entre as sociedades e considere o Brasil mais avançado na adoção de mecanismos de combate, ele defende que a comparação se concentre nas respostas institucionais.

— O racismo é uma estrutura de poder que perpassa todas as culturas nacionais. Eleger só um país como racista é perder o foco. O racismo atravessa as sociedades ocidentais, o Brasil, a Espanha, a Inglaterra, a Argentina. O foco da discussão tem que ser o que está sendo feito para combatê-lo institucionalmente, sejam os países ou os responsáveis pelos eventos — explica o especialista, que também criticou as generalizações — Na Argentina, por exemplo, existe movimento negro organizado. O Brasil, com suas estratégias e dispositivos de combate, está anos luz à frente da Argentina, mas não é verdade que todo argentino é racista.

Para Marcelo Carvalho, a facilidade de apontar o racismo estrangeiro também permite ao brasileiro evitar o próprio reflexo. A indignação despertada durante a Copa só terá consequência, diz, se sobreviver à competição e alcançar os casos registrados cotidianamente no futebol nacional:

— O brasileiro debate mais o racismo quando não é o nosso racismo, o racista é sempre o outro. Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo e discutir o racismo que existe aqui ou vamos nos silenciar de novo?

[...]


Fonte: Adaptado de O Globo. ALTINO, Lucas. Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa. 19 jul. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/07/19/espanha-x-argentinacomo-o-racismo-virou-argumento-e-armadilha-paradecidir-torcida-na-final-da-copa.ghtml. 
Considerando o emprego da crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do primeiro parágrafo:
Alternativas
Q4354318 Português

MISANTROPIA


    Passados já vários dias do provável ataque hacker ao sistema da defesa civil, até hoje ninguém sabe quem invadiu milhões de celulares brasileiros, seja para mandar avisos de tempestades fortes, seja apenas para lançar apenas a palavra misantropia.

    Me lembrei do famoso caso provocado pelo escritor americano Orson Welles, em 1938, contando a história de A Guerra dos Mundos pelo rádio e simulando uma invasão alienígena. Foi um pânico em massa. As pessoas ficaram desesperadas. Queriam fugir dos marcianos, sem saber bem para onde.

    Entretanto, o falso aviso inesperado da defesa civil não provocou nada. No meu celular veio o ataque de chuvas fortes. Como já era tarde, e eu já estava deitada para dormir, minha vida não mudou em nada. Fiquei até feliz que a tal chuva forte iria me pegar na cama.

    Para outras pessoas que receberam em suas telas somente a palavra misantropia também não significou absolutamente nada. Seja porque não sabiam o que significava misantropia, seja porque não entenderam coisa nenhuma. O que me leva à conclusão que até para provocar pânico, as pessoas têm de ser minimamente inteligentes como um Orson Welles.

    O possível misantropo, que tem tanto ódio pela humanidade, deve ter percebido que não se consegue espalhar ódio pelo celular só com uma palavra. Ou seja, o fato dele ou sua mensagem existir não alterou a vida de alguém. Só podemos lamentar que esse misantropo se deu ao trabalho de hackear tantos celulares à toa. Creio que agora ele ainda vai ficar com ainda mais ódio de todos nós.

    Li em algum lugar que, pelo menos, algumas pessoas pesquisaram sobre o significado de misantropia e assim aprenderam algo. Se lessem O Misantropo do escritor francês Molière eu ficaria ainda mais feliz. Afinal, o destino do personagem chamado Alceste teria muito a ensinar aqueles que pensam que são os donos da verdade e que o resto do mundo não serve para nada.

    Não entendo bem como alguém possa ser misantropo. Não há como escapar. Vivemos em sociedade e a solidão absoluta e voluntária é algo terrível. Minha sugestão ao misantropo é que já que ele acha que a humanidade não presta, faça algo para ajudar a melhorá-la. Da próxima vez, use esse imenso poder de falar com milhares de pessoas ao mesmo tempo e explique o significado da palavra empatia. Será muito bom para ele mesmo e para tanta gente que se elege, trabalha em Brasília e não dá a mínima para o povo brasileiro.


(https://www.miriambevilacqua.com.br/)

Analise a citação:


“As pessoas ficaram desesperadas. Queriam fugir dos marcianos, sem saber bem para onde.”


Assinale a opção que apresenta, respectivamente, a classificação das palavras destacadas: 

Alternativas
Q4342871 Português

Leia o texto a seguir.



Nepal pede ação global contra aquecimento do clima após tragédia no Himalaia



País quer apoio internacional para enfrentar incertezas climáticas e ampliar a resposta aos desastres



    O ministro nepalês dos Negócios Estrangeiros, Shisir Khanal, pediu neste sábado um esforço global para enfrentar as alterações climáticas. Segundo ele, o Nepal é uma das principais vítimas do aquecimento global, embora contribua com menos de 0,01% das emissões de gases de efeito estufa.

    A manifestação ocorre após o colapso de uma geleira no Himalaia, na última quarta-feira, que desencadeou uma enxurrada devastadora na fronteira entre o Nepal e o Tibete. O desastre deixou pelo menos 683 mortos e mais de 3 mil desaparecidos, ampliando a pressão sobre as autoridades locais e sobre a comunidade internacional.

    Shisir Khanal informou que o Nepal pretende analisar o ocorrido em um mecanismo conjunto com investigadores chineses. Ele disse ainda que as conversas para criar um sistema de alerta em áreas mais vulneráveis já estavam em andamento antes da tragédia desta semana.

    O correspondente ambiental da BBC, Navin Singh Khadka, avalia que, nos próximos dias, será possível entender melhor o peso das alterações climáticas no colapso da geleira. Estudos recentes apontam para um degelo acelerado no Himalaia, e um levantamento divulgado em março indica que as taxas de derretimento na região dobraram desde 2000.



Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2026/08/1060747-nepal-pede-esforco-globalapos-colapso-de-geleira-no-himalaia.html. Acesso em 01/09/2026. Excerto. 

No título do texto, “Nepal pede ação global contra aquecimento do clima após tragédia no Himalaia”, as palavras em destaque são classificadas, respectivamente, como: 
Alternativas
Q4341887 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Considere os seguintes pares de elementos do texto.

I - que (l. 07) e que (l. 17).
II - com (l. 19) e com (l. 33).
III - assim (l. 21) e assim (l. 43).

Em quais pares os dois elementos pertencem à mesma classe gramatical?  
Alternativas
Q4341883 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE

Q1_5.png (447×607)
Q1_5_.png (442×346)

Adaptado de: PAULA, Eduardo Loula Novais de. Reforma Administrativa: novos princípios da Administração Pública. Revista do TCU, n. 146, 2020, p. 45-46. Disponível em: <https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/issue/view/91>. Acesso em: 07 jul. 2026.
Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas das linhas 14, 15, 26 e 43, nesta ordem. 
Alternativas
Q4340908 Português
Leia o texto a seguir:


Faça você mesmo - com IA

Na Listone, de processamento de madeira, a tecnologia ajuda até a criar produtos para o cliente montar em casa


    A madeira ainda passa longe da inteligência artificial no imaginário de muita gente. Na Listone, empresa de São Paulo que processa madeira nobre para pisos e painéis, a tecnologia já entrou no dia a dia. Ela ajuda a pesquisar mercados, traduzir catálogos, analisar concorrentes, organizar planilhas e apoiar a gestão financeira. Também virou ferramenta para testar novos produtos.

     Fundada em 2011 por Rogerio Oezau, a Listone nasceu para atuar na etapa de produção da madeira. A empresa trabalha com painéis e pisos feitos de madeira engenheirada, uma técnica que cruza camadas do material em sentidos diferentes para reduzir problemas como empenamento e dilatação. Hoje, a empresa tem nove funcionários e atende cerca de 20 clientes de grande porte, principalmente indústrias.

     A gestão diária está nas mãos de Vivian Ortiz, sócia do fundador, com quem também é casada. Ela entrou de vez no negócio em 2019, depois de anos ajudando a empresa enquanto mantinha um emprego formal. “A gente não tinha dinheiro para investir no começo, então eu não podia deixar de ser CLT”, diz. “Sempre acreditei no negócio, mesmo sem saber nada sobre madeira.” Em 2025, a Listone faturou cerca de 5 milhões de reais. Para 2026, projeta expansão entre 2,4% e 5% e quer entrar em mercados internacionais.

     A inteligência artificial também foi usada na criação da Encaixe Urbano, marca voltada para o consumidor final, com prateleiras e suportes no modelo “faça você mesmo”. “O logotipo, o conceito e o posicionamento foram desenvolvidos com apoio da inteligência artificial,” diz Ortiz.


BRANCO, L; ARBEX, J. Primeiro Lugar. Revista Exame, São Paulo, 2026.
Com base nas relações morfossintáticas e semânticas que as preposições e as conjunções estabelecem no texto, assinale a alternativa em que a análise do termo em negrito e o valor por ele impresso estão corretos.
Alternativas
Q4339774 Português
Na frase: "Egípcio que morava nas ruas de Florianópolis volta para casa com ajuda de policial", existem relações de sentido estabelecidas pelas preposições. Estabelecem, respectivamente, lugar, destino e modo:
Alternativas
Q4339773 Português
Existem algumas relações de sentido estabelecidas pelas preposições. Na frase: "Quadro de Picasso é retirado de leilão por danos acidentais", as preposições em destaque estabelecem o sentido de:
Alternativas
Q4324134 Português
TEXTO I

Q1_10.png (272×121)

A perda da linguagem e a perda da liberdade

Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa


Roberto Motta


    São 5h30 da manhã e eu começo a caminhada pela praia do Rio de Janeiro. Há grupos espalhados pela areia, muita gente. Não são banhistas. Estão se recuperando de uma longa noite. Ao redor deles há uma mancha de lixo: garrafas de todos os tipos, embalagens de alimentos industrializados e restos de comida. E o odor de maconha. Caixas de som estão ligadas na potência máxima. As músicas são todas do mesmo tipo: “canções” sem melodia ou harmonia, nas quais vozes desafinadas e desagradáveis – algumas aos berros – se submetem à tirania de ritmos que soam como pancadas. As “letras” são relatos de atos sexuais, uso de drogas e crimes; algumas dessas músicas servem de hinos a facções. Álcool, carboidratos industrializados, drogas e violência: essa foi a dieta da noite na praia, onde a escuridão não acaba quando o sol nasce.

    Essa praia é o meu quintal. Sempre que o mar permite, eu nado. Nos outros dias, eu leio. Não levo nada comigo além dos livros, porque nas praias roubam tudo. Menos livros. Deixo os meus sobre a cadeira quando vou dar um mergulho, sem preocupação. O risco de serem roubados é zero.

    Não tenho uma boa explicação para minha obsessão por leitura. Uma parte do meu cérebro se ilumina quando leio. É uma sensação física. Sempre foi assim. Quando era muito criança, livros já me interessavam. No final da década de 1970, minha mãe me deixava na biblioteca pública de Salvador enquanto ia fazer compras. Não leio em busca de conhecimento ou cultura. Dizer isso seria mentir. Sou curioso sim, e isso me leva a ler de tudo. Preciso de variedade. Mas minha obsessão tem outra origem. É uma necessidade orgânica: sou dependente de leitura. Na falta de livros e revistas, leio bulas de remédio, rótulos de embalagens e manuais de instruções. Para alguém como eu, a internet foi um milagre. Nunca mais fiquei sem ter algo para ler. 

    Além de disponibilizar infinito material de leitura, a internet transformou todo mundo em escritor, nem que sejam apenas de comentários em postagens alheias. Com isso, ficou evidente o prejuízo causado pela degradação da linguagem, um fenômeno encorajado por sistemas políticos populistas como forma de igualdade. É a ideia de que existem muitos “saberes” igualmente importantes, mesmo que alguns desses saberes não saibam nada. O cidadão ocidental confortavelmente instalado em um sistema de bem-estar social que lhe garante a sobrevivência, é alimentado com o equivalente cultural de uma dieta de carboidratos, álcool e maconha. Exatamente como o pessoal da praia do início deste texto. 

    Comentários nas redes sociais expõem a torturante experiência de ter algo a dizer, mas não saber como. A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares, e estão desaparecendo a capacidade de observação e descrição, a sutileza e a moderação necessárias à expressão de ideias e ao exame equilibrado da vida em geral. Tudo se reduz a “amo” ou “odeio” e a “comunistas” versus “fascistas”. Políticos são classificados como santos ou impostores, submetidos aleatoriamente a ataques virulentos ou a adulação desmedida. A cidadania – se é que algo assim já existiu por essas terras – se esfarela junto com a linguagem.

    Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa. Fiz uma postagem com a recomendação do livro Trilogia Cósmica, de C. S. Lewis. Um dos comentários foi feito por alguém que se identificou como Alberto, ex-usuário de tudo. Ele disse: “Minha geração não lê livros. Jogamos games e assistimos vídeos. Acho que estamos certos porque a realidade é líquida. Preferimos receber o resumo da sua geração”. Alberto, o resumo é esse: de todas as perdas que alguém pode sofrer, a perda da linguagem é uma das mais graves, principalmente porque é impossível notar a perda de algo que você nunca teve. 

    Acontece que a linguagem é a ferramenta do raciocínio. Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos. Até que esses pensamentos sejam articulados, eles não existem de forma consciente. Bom senso e clareza de raciocínio não são privilégio de pessoas instruídas, isso é evidente; existem pessoas simples que conduzem suas vidas com padrões morais elevados e acumulam conquistas pessoais maiores do que as de muitos “intelectuais”. Entretanto, na maioria dos casos – e exceto por um esforço extraordinário – a falta de um vocabulário leva a um embotamento da sensibilidade e do raciocínio, assim como a falta de treinamento leva à atrofia muscular. O universo fica reduzido a um estreito conjunto de experiências mundanas, quase sempre primitivas, quase sempre envolvendo as partes inferiores do corpo. O resultado é um vazio experiencial – um mal tornado ainda mais terrível porque o portador da aflição não consegue nomear a enfermidade. O primeiro impulso é preencher o vazio com barulho, porque o silêncio é insuportável para uma mente que não tem como pensar. Por isso, a onipresença de equipamentos sonoros em todos os lugares e momentos. 

    É impossível encontrar, na minha cidade, uma praia livre de caixas de som, ou uma clínica cujos pacientes, nas salas de espera, não sejam tutelados – não sei se essa é a melhor palavra – por aparelhos de televisão permanentemente ligados. A forma mais popular de anestesia, claro, é o celular: não há desespero existencial que resista a uma sequência de reels. Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas, do neomarxismo woke ao ambientalismo xiita, dos métodos infalíveis para enriquecer com criptomoedas ao extremismo religioso. Improváveis teorias da conspiração se transformam na justificativa existencial de multidões. O lixo criado pelo homem é consumido pelo homem como se fosse o caminho da verdade.

    Permitam-me sugerir a redescoberta da linguagem, por meio da leitura, como remédio. Mas o caminho da libertação não passa apenas por livros – ele exige bons livros. Como disse o filósofo Arthur Schopenhauer: “A arte de não ler é uma arte muito importante. Ela consiste em não se interessar por aquilo que, em determinado momento, esteja ocupando a atenção do público em geral. Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler livros ruins: pois a vida é curta”.


Fonte: MOTTA, Roberto. A perda da linguagem e a perda da liberdade. https://revistaoeste.com/revista/edicao-305/a-perda-da-linguagem-e-a-perda-da-liberdade/ 
Veja cada afirmação abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Quando algum panfleto político ou eclesiástico, ou um romance, ou um poema estiver provocando grande alvoroço, você deve se lembrar de que aquele que escreve para tolos sempre encontra um grande público.” (9º par.) – a presença do pronome oblíquo átono em destaque condiciona a regência do verbo seguinte em relação à necessidade de uso da preposição “de”.
( ) Em “Esse vazio também é preenchido por ideologias e filosofias calamitosas...” (8º par.), a preposição em destaque tem seu uso justificado por uma caso de regência nominal.
( ) Em “Pensamentos são expressos em uma voz interior que usa a linguagem que aprendemos.” (7º par.), os elementos coesivos em destaque possuem papel morfossintático análogo.
( ) Em “Ninguém consegue expressar um sentimento ou visão do mundo sem um vocabulário apropriado; sem isso, é impossível traduzir a realidade interior em algo que possa ser transmitido a outra pessoa.” (6º par.), os vocábulos em destaque pertencem à mesma classe morfológica.
( ) Em “A linguagem foi reduzida a seus componentes mais rudimentares...” (5º par.), o vocábulo em destaque expressa valor semântico de quantidade em relação ao nome que modifica.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:
Alternativas
Q4318145 Português
Loucura sem cura




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2026/08/loucura-semcura-cmt24vpro01rt015hk4nrhgbo.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, o sentido atribuído pelo emprego das preposições sublinhadas no trecho a seguir retirado do texto.

“Com o nervo exposto, eles escreveram sobre a toxicidade de se conviver com um pai narcisista”.
Alternativas
Q4303910 Português
Assinale a alternativa em que a preposição destacada indica assunto.
Alternativas
Respostas
1: D
2: D
3: D
4: A
5: A
6: D
7: B
8: C
9: A
10: A
11: A
12: D
13: D
14: B
15: D
16: A
17: A
18: E
19: A
20: E