Questões de Concurso
Sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português
Foram encontradas 1.173 questões
O texto servirá de subsídio para a questão:
Qual a memória mais antiga que uma pessoa pode ter?
Provavelmente, algo que aconteceu entre três e quatro anos de idade. Dificilmente lembramos de algo anterior a esse período. A ciência não sabe bem o porquê, mas há algumas pistas.
A primeira é a imaturidade do cérebro. Mesmo que funcionem desde a mais tenra idade, os sistemas neurais envolvidos na formação da memória, como o hipocampo, não estão maduros o suficiente para armazená-la a longo prazo.
Outra hipótese é que as crianças vivem em um mundo pré-linguístico. Sem a linguagem, fica difícil representar as memórias – e, consequentemente, organizá-las e recuperá-las.
O pai da psicanálise, Sigmund Freud, dizia que as memórias da primeira infância ficam, sim, guardadas no cérebro. O problema é que os adultos não conseguem acessá-las. Seja como for, as habilidades que você adquiriu nessa época – como andar e falar – jamais são esquecidas. (...)
Fonte: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/qual-e-a-memoria-mais-antiga-que-uma-pessoa-pode-ter/
Marte tem pouco mais de um terço da gravidade terrestre, então é provável que você consiga usar a caneta no início. Logo, porém, ela começaria a falhar. ___________________ esse nem é o principal problema. Sabe aquele furinho presente na lateral da caneta? Pois é. Ele permite que o ar entre no tubo e ________________ que se forme um vácuo à medida que a tinta sai. Sem________________________, a caneta começaria a vazar. Isso só acontece ________________________ a pressão atmosférica da Terra é grande o suficiente para fazer o ar _________________________ o tubo. Em Marte, a pressão do ar é quase 170 vezes menor do que na Terra. Mesmo que __________________ possível escrever com a caneta normal, ela causaria uma bela lambança.
Fonte: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/uma-caneta-esferografica-funcionaria-em-marte/
1. ___________ você não foi à escola ontem? 2. ___________ precisei ir ao médico. 3. Que estranho... Você foi ao médico _________? 4. Estava com ânsia de vômito e muita dor de cabeça. Como não sabia o _________ estava me sentindo mal, resolvi consultar um médico.
Assinale a alternativa que preencha CORRETAMENTE os espaços vazios, de acordo com as regras do uso dos porquês:
Leia, com atenção, o texto a seguir, pois a questão é referentes a ele.
DESAFIOS DA MEMÓRIA
Nossa capacidade de "arquivar" informações e resgatá-las quando necessário costuma diminuir com o passar do tempo; alguns hábitos simples, entretanto, ajudam ____ fortalecer a capacidade de recordar.
Em geral, lembrar – seja um compromisso, o rosto de um conhecido, o que o professor ensinou na aula anterior ou a data de aniversário de um amigo – é muito útil. Não por acaso as pessoas se sentem tão ameaçadas quando percebem que a memória começa a lhes pregar peças. O desgaste da capacidade de reter e acessar informações (principalmente as mais recentes) surge ____ medida que o tempo passa, mas pode ser agravada por fatores como noites mal dormidas, alimentação inadequada, falta de concentração e acomodação ao cotidiano. A boa notícia é que algumas atitudes que podem ser incorporadas ____ rotina ajudam a melhorar o desempenho nessa área. Mas é preciso esforço. Como ocorre com a maioria de nossas habilidades, quanto mais as exercitamos mais elas se desenvolvem. Isso vale para os treinos da musculatura, idiomas ou aprendizado de algum instrumento musical. No caso da memória, em especial, é importante desafiar-se ____ buscar novos aprendizados. Se você trabalha em um escritório, uma boa pedida pode ser aulas de dança (ainda que essa atividade lhe pareça distante de seu universo). Se for um dançarino avesso ____ informática, pode aprender ____ lidar com computador; se trabalhar com vendas, o exercício de jogar xadrez será um desafio. Ou seja, ofereça a seu cérebro a possibilidade de se surpreender – e até errar, __________ não? A novidade estimula os circuitos neurais.
Outra providência importante para quem quer exercitar a memória é aprender ____ relaxar. Para a maioria das pessoas é impossível focar a atenção em algo se elas estiverem sob tensão. Um hábito simples, que ajuda a direcionar a concentração para o que queremos, é o famoso "contar até 10": basta prender a respiração por dez segundos e soltá-la lentamente. Também vale lembrar que é contraproducente tentar guardar todos os fatos que acontecem, o melhor é focalizar a atenção e se concentrar naquilo que parece de fato importante, procurando afastar os demais pensamentos.
Dormir também é fundamental para manter a capacidade mnêmica em dia. É durante o sono que as memórias são cultivadas: enquanto algumas vingam, outras se perdem. A construção da memória depende muito desse período em que o cérebro tece a trama da subjetividade e oferece respostas ____ problemas que nos afligem durante a vigília.
Ao contrário do que muitos pensam, o cérebro não descansa durante o sono, mas encontra-se em franca atividade. É nessas horas que as informações coletadas durante a vigília são processadas, selecionadas, gravadas e finalmente transformadas em memória. Dentre as várias funções do sono, o processamento da memória parece ser a única que exige do organismo estar realmente adormecido.
Economizar horas de sono prejudica a cognição: alguns aspectos da consolidação da memória só são acionados quando dormimos mais de seis horas. Quando se passa uma noite em claro, as memórias daquele dia ficam, portanto, comprometidas.
Em seu livro Os sete pecados da memória (The seven sins of memory), Daniel L. Schacter, chefe do Departamento de Psicologia da Universidade Harvard, descreve várias maneiras como esquecemos. Ele chama uma delas de "transitoriedade do pecado". É com essa estratégia que descartamos informações obsoletas - um velho número de telefone ou o que comemos no almoço na terça-feira passada, por exemplo. Assim como recuperar e utilizar uma informação a solidifica na memória, nossa mente também "julga" que é seguro descartar informações que raramente acessamos. O pesquisador diz que deixamos de recordar __________ o cérebro desenvolveu estratégias para eliminar informações irrelevantes ou ultrapassadas. O chamado esquecimento eficiente é, portanto, crucial para haver uma memória funcional. "Quando nos esquecemos de algo útil, significa simplesmente que o sistema de poda está trabalhando um pouco bem demais", diz Schacter.
A memória é urna função inteligente: permite que seres humanos e animais se beneficiem da experiência passada para resolver problemas apresentados pelo meio. Proporciona aos seres vivos diversas aptidões, desde o simples reflexo condicionado até a lembrança de episódios pessoais, e a utilização de regras para a antecipação de eventos. Essa diversidade baseia-se no tripé aquisição, armazenamento e emprego das informações.
Revista Scientific American - por Amanda Nogueira
I. Na frase: “Não sabemos o porque de tanta violência na cidade”, a palavra destacada está escrita corretamente; II. A palavra têm, 3ª pessoa do plural, a forma verbal pôde, na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo e o verbo pôr são exemplos de palavras que não perderam o acento diferencial após a reforma ortográfica; III. Em um texto há o predomínio da função conativa quando o objetivo é persuadir o leitor. Tal função está centralizada no receptor; IV. Na frase “Batiam oito horas quando ele acordou”, a concordância verbal está correta.
Assinale a opção correta:
Quanto ao uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Ela compreendeu o ________ da demissão. ________ você me chamou?
Assistir à Netflix tem alto preço ambiental, dizem especialistas
Para assistir a um filme em casa, você tinha que dirigir até a locadora de vídeo local para alugar e devolver a fita. Hoje, os provedores de conteúdo de vídeo sob demanda oferecem inúmeras opções dignas de maratona que podem ser acessadas com o toque de um dedo.
Mas essa facilidade ______ com um alto preço ambiental. Assistir a um episódio de série com meia hora de duração levaria a emissões de 1,6kg de equivalente de dióxido de carbono, isso equivale a dirigir 6,28 quilômetros. “Os vídeos digitais ______ em tamanhos muito grandes e estão ficando maiores a cada nova geração de vídeo em alta definição”, disse Gary Cook, do Greenpeace, que monitora a pegada de energia do setor de TI.
Grande parte da energia necessária para os serviços de streaming é consumida por data centers (centros de processamento de dados), contribuindo com cerca de 0,3% de todas as emissões de carbono. O tráfego de vídeo on-line deve ser multiplicado por quatro de 2017 a 2022, respondendo por 80% de todo o tráfego da internet até 2022.
Além disso, os equipamentos para visualizar vídeos estão ficando maiores. O tamanho médio da tela passará para 50 polegadas em 2021. Especialistas sugerem que os espectadores desativem a reprodução automática e assistam aos vídeos com Wi-Fi e em formatos de baixa definição.
O exercício da responsabilidade coletiva, com indivíduos exigindo que os gigantes da internet façam a transição rápida de seus data centers para energia renovável, tem sido o maior impulsionador até agora.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/... - adaptado.
Acerca do uso dos porquês, analisar os itens abaixo:
I. Não compreendemos o porque de tanto drama.
II. As ruas por que ando carregam histórias da cidade.
Em relação ao uso dos porquês, analisar os itens abaixo:
Está(ão) CORRETO(S):
Quanto ao uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
I. Tenho que comprar um presente porquê tenho um aniversário para ir. II. Por quê ele não passou no teste? III. Não entendo o porquê dessa longa viagem.
Está(ão) CORRETO(S):
I. Em “as emissões de CO2 geradas pela queima de combustíveis fósseis teriam de ser reduzidas em 6% ao ano para seguirmos pelo caminho seguro no rumo dos 2°C”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “a” sem alteração de sentido. II. Em “Mas, por que não cortar isso de uma vez?”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “por que razão” sem alteração de sentido.
Incêndios destroem um patrimônio cultural por ano no Brasil
As imagens que tomaram o Brasil em setembro, do Museu Nacional do Rio de Janeiro consumido pelas chamas, infelizmente, não são uma __________. Incêndios são os grandes vilões do patrimônio cultural brasileiro, como aponta José Luiz Pedersoli Júnior, especialista em gestão de risco do Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural, na Itália.
“Os incêndios são um grande fator de risco para museus não só no Brasil, mas em todo o mundo, pela combinação de fatores como grande quantidade de materiais orgânicos inflamáveis e prédios históricos antigos com falta de estrutura e de manutenção, além da legislação inadequada, gestores com curto período de mandato e __________ com a cultura. A soma final resulta em desastres incalculáveis como este.” diz.
Segundo levantamento apresentado por Perdersoli, pelo menos uma instituição cultural brasileira é destruída pelo fogo anualmente. ____________ a década atual, em 2010, foi a vez do Instituto Butantan, tragédia científica que destruiu 70.000 espécies de cobras conservadas no local. Em 2011, o fogo consumiu a Capela São Pedro Alcântara, outro prédio tombado sob administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mesma instituição responsável pelo Museu Nacional.
“Essas tragédias poderiam ter sido evitadas”, afirma o especialista. E muitos outros acervos continuam em risco. “A maioria dos museus brasileiros não têm sistema de prevenção de incêndio. É a regra”, diz.
Na maioria dos casos, a dificuldade está na mudança da estrutura das construções, que têm parte elétrica obsoleta e revestimentos de madeira, que são rapidamente consumidos pelo fogo, além da falta de mecanismos de ____________ automática do fogo – como os sprinklers, sistema ativado pelo calor que solta água a partir de dutos no teto, ou o combate com gases limpos, que impedem que o fogo se propague, resfriando o ambiente. Outra solução é a compartimentação cortafogo, que isola o incêndio na área em que ele começa, dando tempo para que os bombeiros se preparem antes que ele se espalhe. “A legislação brasileira não exige essas medidas em prédios históricos, ao contrário dos Estados Unidos e Canadá”, diz Perdersoli.
“O que aconteceu com o Museu Nacional é um caso de negligência. Só depois da tragédia é que aparece a verba para a reconstrução. Por que, então, não usaram o dinheiro antes? É o barato que sai caro. E é nosso patrimônio que se perde”, finaliza Perdersoli.
https://veja.abril.com.br/brasil/incendios - adaptado.
