Questões de Concurso
Sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português
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Coluna 01
(__)Gostaria de compreender o _______ da resistência apresentada pelos participantes durante a audiência.
(__)O pesquisador perguntou _______ determinados resultados divergiam das hipóteses inicialmente formuladas.
(__)O processo foi arquivado _______ não havia elementos suficientes para o prosseguimento da investigação.
(__)A decisão foi alterada _______?
Coluna 02
I.Porque
II.Por quê
III.Porquê
IV.Por que
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Texto para o item.
Cultura da leitura em declínio e o avanço
do analfabetismo funcional no Brasil
O hábito da leitura entre os brasileiros está em queda. Em um território com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil tem cerca de 93,4 milhões de leitores (quem leu ao menos um livro nos três meses anteriores), o que corresponde a 47%. Entretanto, o número de não leitores representa 53% da população.
A queda, no entanto, não é apenas percentual. O resultado representa uma diminuição da capacidade de concentração e compreensão, acendendo um alerta sobre o avanço do chamado analfabetismo funcional. A condição, segundo a Unesco, abrange pessoas que até reconhecem letras e números, mas não conseguem interpretar textos simples e usar a leitura e a escrita no cotidiano, o que afeta o desenvolvimento pessoal e a plena cidadania.
Os dados da pesquisa indicam que, além da redução do hábito da leitura, houve declínio na compreensão do que se lê. Uma das explicações para essa diminuição é reflexo do acesso instantâneo a informações, por meio da internet e, em especial, das redes sociais.
Nesse sentido, recentemente, o distanciamento das telas, proporcionado pela proibição do uso de tablets e celulares por alunos em escolas, já mostra efeitos positivos. Após a implementação da norma, as escolas já relataram aumento considerável de empréstimos de livros em bibliotecas.
Plataformas interativas, jogos narrativos e projetos digitais usados com responsabilidade também podem ser aliados para despertar o interesse e ampliar a compreensão por meio da experiência. Paralelamente, uma junção de livros e recursos digitais já vem ganhando espaço na rotina dos brasileiros: os audiolivros. O formato levanta debates, mas especialistas o veem como uma ferramenta complementar e alternativa em meio a rotinas sobrecarregadas.
Se a formação de leitores é um desafio, o papel das bibliotecas públicas nesse processo parece cada vez mais fragilizado, já que apenas 5% dos entrevistados afirmam ter nesses espaços sua principal forma de acesso a livros. Portanto, é essencial um reforço com investimento público na modernização desses ambientes em todo o país. Assim, transformadas em centros dinâmicos de aprendizagem, as bibliotecas poderão responder à revolução digital e atuar na raiz do analfabetismo funcional, garantindo que o acesso à leitura se converta em real compreensão textual e cidadania para os brasileiros.
Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
BROWNE, Chris. Hagar o horrível. Disponível em <https://www.instagram.com/p/DYX9RmfJv0N/>.
O enunciado "Por que diz isso?", empregado na fala da personagem da charge acima, pode ser reescrito corretamente como:
I- Aprendendo um porquê, você pode aprender todos os porquês.
II- Porque você não vai jogar?
III- Você sabe por que rodovia eles viajaram?
IV- Todo mundo ria e ninguém me dizia o por que.
O uso dos porquês está correto:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Se o flaneur* do século 19 prenunciava a crise de identidade, hoje o cidadão globalizado tem de se entender com seus outros espaços e tempos, que não passam somente pelo estar aqui e agora. Aqui não mais representa um lugar, e agora não mais representa um momento.
É claro que não se trata aqui de um tratado sobre guerra/terrorismo, ou mesmo sobre o conceito de nação, mas sim de tentar, pelo viés artístico, apontar as transformações por que passa nossa cultura contemporânea, marcada pela visualidade e por um estágio de intensa mistura entre as mais diversas formas de construção imagética, na qual temos de lidar com a crise das passagens entre real-virtual-real.
Para o filósofo Alain Renaud, que se tem destacado por suas análises das relações entre a cultura e a tecnologia, a noção de visibilidade cultural hoje está ligada aos processos de simulação interativa, que permitem antecipar o real físico, reproduzi-lo e manipulá-lo. Dentro dessas novas estruturas, aquela que o autor denomina "imagem espetáculo" é substituída pelo "simulacro interativo", o que gera uma transformação radical não apenas no conceito de representação, mas, sobretudo, na relação com o real.
Se analisarmos a mídia, a indústria cultural vem (re)tratando a sociedade como um espetáculo; ela tem autoridade para transformar eventos tão díspares como guerra ou vida cotidiana em simulacros de shows e games. Podemos afirmar que não estamos mais no terreno do Grande Irmão, de George Orwel, em seu livro 1984, e sim imersos no universo descrito por Peter Weil no filme Truman Show (1998), que narra a história de um vendedor de seguros (Jim Carrey) que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que é o astro, desde que nasceu, de um show de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência.
Não é gratuito, aqui, substituir uma referência literária por uma cinematográfica. É claro que a indústria cultural não despreza a literatura, mas o cinema há muito tempo substituiu no imaginário popular, ou das massas, para usar uma expressão cara à indústria cultural, a referência cultural. [...]
(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-moda-como-manifesto-da-arte/. Acesso em: 02 jul. 2026. Adaptado.) *pessoa (do sexo masculino) que perambula, observando o que vê; flanador
É claro que não se trata aqui de um tratado sobre guerra/terrorismo, ou mesmo sobre o conceito de nação, mas sim de tentar, pelo viés artístico, apontar as transformações por que passa nossa cultura contemporânea, marcada pela visualidade e por um estágio de intensa mistura entre as mais diversas formas de construção imagética, na qual temos de lidar com a crise das passagens entre real-virtual-real.
As sentenças a seguir foram adaptadas a partir de trechos do texto. Analise cada uma quanto ao uso dos porquês:
I.A indústria cultural (re)trata a sociedade como um espetáculo porque ela tem autoridade para transformar eventos tão díspares como guerra ou vida cotidiana em simulacros de shows e games.
II.No contexto atual, é preciso compreender o porquê de o cinema, há muito tempo, ter substituído, no imaginário popular, a referência cultural.
III.Por quê o cidadão globalizado tem de se entender com seus outros espaços e tempos, que não passam somente pelo estar aqui e agora?
IV.Se há diversas formas de construção imagética e temos de lidar com a crise das passagens entre real-virtual-real, também precisamos entender por que.
Está correto o uso em:
Analise as seguintes frases:
- Meu irmãozinho ainda não sabe ___________ nossos pais viajam tanto.
- Não podemos saber de tudo ____________ somos apenas humanos.
- Quero entender o _______ de tudo isso.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.
Sabendo que os vocábulos destacados nos versos possuem formas distintas de emprego (POR QUE; PORQUE; POR QUÊ; PORQUÊ), das frases a seguir, o emprego desse vocábulo deve ocorrer pelo mesmo motivo do emprego nos versos, preenchendo a lacuna, sem infringir a norma culta em:
I- Por que você comprou esse livro?
II- As razões porque lutamos são nobres.
III- Não compreendi o porquê de tantas reclamações.
IV- Elas venderam a casa, por que?
O uso dos porquês está correto:
Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos
A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.
As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.
Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade.
Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.
Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.
Considerando o uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
Daniela perguntou ao seu namorado: “Antônio, você gosta de chocolates?”. Ele respondeu: “Gosto. ______?”. Sem conseguir inventar uma desculpa, ela disse: “Ah, eu não gostaria de te explicar o ______.”. Antônio insistiu: “Mas eu só quero saber ______ você fez essa pergunta sem mais nem menos.”. Daniela respondeu, por fim: “É ______ eu queria saber que presente te dar de aniversário.”.
Texto

I. Acho que amadurecer tem um pouco a ver com isso: deixar de medir os dias apenas pelo que produziram e começar a notar melhor o que eles ofereceram. Por que sim, a vida passa rápido.
II. Em quantas vezes a vida ainda tentou se oferecer a mim de um jeito simples, sem espetáculo, e eu quase não percebi porquê estava ocupado demais tentando acompanhar a velocidade do mundo.
III. Hoje vejo que uma parte importante do que me fez entender a vida melhor aconteceu justamente nesses intervalos menos vistosos, quando nada extraordinário estava acontecendo por fora e, por isso mesmo, alguma coisa podia finalmente acontecer por dentro. É curioso pensar nisso, porque a pressa nos acostuma a acreditar que só os grandes momentos têm valor.
IV. Hoje, olhando para trás, essa cena me parece quase um luxo. Talvez por que uma das descobertas mais desconcertantes da vida adulta seja esta: o tempo ganha velocidade sem pedir licença. Você mal se acostuma com o começo do ano e já está ouvindo alguém falar de Natal.
Está correto o uso em:
No que se refere ao uso da água e ao tratamento do esgoto há tantos __________ envolvidos que é preciso analisar cada situação e entender __________ medidas concretas e mais incisivas são necessárias. Muitas pessoas, por falta de conhecimento, negam a crescente escassez de água potável em vários lugares do mundo e questionam: "__________eu preciso economizar se no Brasil há tanta água disponível?". __________? _________ a água é um recurso renovável, porém, é finito e limitado. Sem cuidado e políticas públicas claras e decisivas, corremos o risco de desertificar imensas áreas no Brasil e no mundo.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
O ovo ou a galinha?

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna tracejada presente no trecho a seguir, retirado do texto:
“Talvez _______ algumas perguntas não tenham sido feitas para serem resolvidas, mas para nos acompanhar”.
I- Por que se demitiu?
II- Eles não explicaram os caminhos porque passaram.
III- Aurora não revelou o porquê de sua saída repentina.
IV- A porta está fechada, por que?
O uso dos porquês está correto:
I- É a estrada por que costuma passar.
II- Os motivos porque desisti não importam agora.
III- Ninguém explicou o porquê de tanta confusão.
IV- Alice e Amanda não vieram à festa, sabe por que?
O uso dos porquês está correto: