Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3614826 Português
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu


   Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

   O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

   Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto.

   O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

   Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

   Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline.


(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Em relação ao período, “Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia.” (7º§), assinale a afirmativa correta.
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Q3614122 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tô fraco!

Há muito tempo, na África, as aves viviam felizes, ciscando em liberdade. Mas um disse-me-disse e muita inveja interromperam a paz, transformando a boa convivência em uma grande confusão!

Tudo começou quando o melro, ave bela e vistosa, que arrancava suspiros das galinhas d'angola, começou a se exibir. Era, de fato, um macho de rara beleza. Tinha penas pretas brilhantes e o bico amarelo, cor de ovo de roça, quase laranja.

Todas as outras aves queriam ser como o melro. Sabendo disso, ele desfilava para cima e para baixo com ar de superioridade. Certo dia, tomado pela vaidade, prometeu que, se as galinhas d'angola o obedecessem, usaria seus poderes mágicos e as tornaria totalmente pretas, reluzentes, lindas como ele.

Ao contrário do que era esperado, as aves não deram muita bola para o melro. Continuaram ciscando aqui e ali como bem entendiam. Furioso, ele jurou vingança e rogou uma praga: 

− A partir de hoje, todas as galinhas d'angola serão magras e sentirão fraqueza constante! − disparou o melro com voz de trovão.

Dito e feito. A partir desse dia, as galinhas d'angola − que, apesar de suas pernas finas, correm bastante − vivem cacarejando sua fraqueza: "tô fraca... tô fraca..."

https://chc.org.br/artigo/to-fraco/
"A partir de hoje, todas as galinhas d'angola serão magras e sentirão fraqueza constante! − disparou o melro com voz de trovão."
Analise o emprego do travessão no trecho acima e identifique a alternativa que justifica corretamente o seu uso.
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Q3613397 Português

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um menino de família, mas também não era um menino de rua. É assim que a gente divide. Menino de família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um menino de rua. Menino de rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...)

Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que nos pertencem.


(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 

O uso das aspas no texto se justifica porque se trata de 
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Q3612677 Português
Expor filhos nas redes sociais pode ter implicações jurídicas; entenda



       A exposição da rotina dos filhos nas redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre influenciadores e celebridades. Nomes como Viih Tube e Virginia Fonseca acumulam milhões de visualizações ao mostrar momentos íntimos da maternidade, desde o nascimento até o dia a dia das crianças. Para essas criadoras de conteúdo, o compartilhamento constante faz parte da construção de suas marcas pessoais e do engajamento com o público.

       Essa discussão ganhou força com a popularização da prática denominada sharenting, termo que une as palavras share (compartilhar) e parenting (parentalidade), e descreve a prática de pais ou responsáveis que divulgam repetidamente imagens, vídeos e informações da vida dos filhos nas redes sociais – muitas vezes desde o nascimento e, em alguns casos, com finalidade comercial.

      O fenômeno tem sido cada vez mais debatido também no Judiciário. Tribunais do país têm solicitado a retirada de fotos com base na prática do sharenting. Em decisão inédita no TJ/AC, a juíza de Direito Maha Manasfi, da 3ª vara da Família de Rio Branco/AC, proibiu os pais de divulgarem imagens do filho de forma excessiva nas redes sociais. Já o TJ/SP reconheceu casos de responsabilidade civil decorrentes da superexposição infantil, com decisões que determinam indenização por danos à personalidade, conforme artigo publicado pela USP.


(Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: julho de 2025. Fragmento.)
A reescrita para o trecho “A exposição da rotina dos filhos nas redes sociais tem se tornado cada vez mais comum entre influenciadores e celebridades.” (1º§), que mantém seu sentido original assim como sua correção gramatical, está indicada em: 
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Q3612675 Português
    Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com os outros acho que nem se misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem...


(Guimarães Rosa apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2023. p. 139. Adaptado.) 
Ao utilizar a frase “Toda saudade é uma espécie de velhice.”, trecho do texto apresentado, em um texto de autoria diversa, caberá ao autor fazer uso das aspas, visto que: 
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Q3612189 Português
Hoje me mandaram um coração branco


   Recebi hoje um coraçãozinho branco. Um emoji, “letra-imagem” em japonês. Era do Japão, afinal, o sujeito que criou esses hieroglifos modernos, para uma companhia telefônica, há quase 35 anos. Quem já mandou uma imagem de “joinha” pelo zap ou alguma rede social sabe da sintética utilidade dessas figurinhas que bailam nos diálogos pela internet.

   Pois, já espalhei e recebi coraçõezinhos vermelhos, num despretensioso carinho cibernético por amigos, parentes e amores. E esse coração branco me fez lembrar que tinha visto outros de cores diferentes. Fui pesquisar, e descobri um arco-íris cardíaco pulsando com uma variedade de significados de tirar o fôlego.

   O coraçãozinho roxo, por exemplo, quem diria, pode ser usado para expressar cuidado, e, também, amor platônico. O verde tem conotações ambientalistas, e de renovação. O laranja, vibrante, serve para mostrar que a pessoa está animadona com o romance, ou com a amizade. Já o amarelo é para afastar fantasias românticas: “somos apenas bons amigos”, lateja o emoji amarelado.

   Não deveria surpreender. Como diz a frase que li, dia desses, atribuída ao Veríssimo: quem sabe o que se esconde nos corações humanos? Nos demais emojis, então, os significados são mais surpreendentes do que supõe a vã semiologia. (...)

   E os emojis são apenas um dos perigos na linguagem das redes. Como já sabiam os peixes, elas, as redes, são ardilosas, cheias de iscas malintencionadas; armadilhas particularmente perigosas.

   Todos os dias, milhares de pessoas maduras são capturadas pelos trotes e cascatas da internet, de teorias conspiratórias sobre o roubo do nióbio brasileiro a pedidos de ajuda para pessoas supostamente perdidas — como uma menina romena desaparecida há anos, impulsionada no Brasil por gente de boa vontade  e nenhuma disposição para checar os memes que lhe caem na tela do computador. (...)

   O coraçãozinho que recebi, felizmente, era branco. Enviado por uma moça que, de início, me mandou um coração vermelhinho, como os verdadeiros, em resposta a um elogio. E, na continuação do diálogo, transplantou esse branco, que, descobri, quer dizer carinho sem segundas intenções, mas também pode significar que a pessoa que enviou não só não te ama como não sente nem sequer proximidade. (...)


LEO, Sergio. Hoje me mandaram um coração
branco. Correio Braziliense. 06 out. 2024.
Disponível em
<https://www.correiobraziliense.com.br/revistado-correio/2024/10/6955830-cronica-cidadenossa-hoje-me-mandaram-um-coracaobranco.html>.
“Era do Japão, afinal, o sujeito que criou esses hieroglifos modernos, para uma companhia telefônica, há quase 35 anos.”

Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima, incluindo a pontuação, encontra-se totalmente correta.
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Q3611749 Português

A rolha de cortiça, muito utilizada em garrafas de vinho, tem uma longa história. É produzida a partir da casca do sobreiro, uma árvore nativa de regiões do Mediterrâneo, como Portugal, Espanha e sul da França.


A casca do sobreiro é cuidadosamente colhida a cada nove anos, em um processo conhecido como descortiçamento, que não danifica a árvore. A cortiça é então fervida para remover impurezas, cortada em discos e moldada em rolhas.


A rolha de cortiça tem sido utilizada como vedação para garrafas de vinho há séculos. Sua história remonta ao Antigo Egito, onde já era usada para vedar recipientes de líquidos, incluindo vinho. No entanto, foi na região do Mediterrâneo, especialmente em Portugal, que a produção em larga escala começou a florescer durante os séculos XVIII e XIX.


Uma das principais razões pelas quais a rolha de cortiça se tornou tão popular é sua capacidade de preservar a qualidade do vinho ao longo do tempo. Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar entre o ambiente externo e o interior da garrafa. Isso ajuda a manter o vinho fresco e protegido da oxidação, permitindo que ele evolua de maneira controlada e desenvolva aromas e sabores de forma ideal.


Além disso, o som delicado ao desprender a rolha, o aroma sutil que se liberta nesse momento e a sensação tátil ao segurá-la fazem parte do prazer de degustar um bom vinho. Essa modesta peça de cortiça pode parecer simples à primeira vista, mas sua presença está profundamente entrelaçada com a história, a qualidade e até mesmo o romance que envolve a apreciação dessa bebida.


Fonte: Blog Winelovers. Adaptado.

Em “Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar […]”, a vírgula torna a oração:
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Q3611579 Português
Qual é o sinal de pontuação usado no final de frases, depois de interjeições e verbos no imperativo, para exprimir surpresa, espanto, susto, indignação, ordem, entre outros?
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Q3611568 Português
Bolo


Sete de cada lado, as mulheres assistindo, todos com barriga e pouco fôlego, menos o Arruda. O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinquenta anos, e brilhando. Foi depois de o Arruda dar um passe para ele mesmo, correr lá na frente como um menino, chutar com perfeição e fazer o gol, para delírio das mulheres, que todo o time correu para abraçá-lo. Que gol! O Arruda era demais. Empilharam-se em cima do Arruda. Apertaram o Arruda. Beijaram o Arruda. O Arruda depois diria que alguém tentara morder a sua orelha. Quando o Arruda quis se levantar para recomeçarem o jogo, não deixaram. Derrubaram o Arruda outra vez. Quando ele parecia que estava conseguindo se livrar dos companheiros, veio o time adversário e também pulou no bolo para cumprimentar o Arruda. O Arruda acabou tendo que sair de campo, trêmulo, amparado pelas mulheres indignadas, enquanto o jogo recomeçava, agora só com os fora de forma. Na hora do churrasco, o Arruda ainda não estava totalmente recuperado da comemoração, para aprender.


(VERISSIMO, Luis Fernando. O melhor das comédias da vida privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p.139.)
Qual das seguintes alternativas substitui corretamente, sem prejuízo do sentido, a pontuação da frase “O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinquenta anos, e brilhando.”?
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Q3608923 Português
Em 2019, o vórtice polar deixou dezenas de milhões de pessoas abaixo de 0 ºC na mesma região.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx91n2e7wgo. adaptado

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 
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Q3608418 Português
Leia a tira publicada no Instagram para responder à questão:

Q1_2.png (309×314)


(https://www.instagram.com/jeangalvao)
A pontuação está em conformidade com a norma-padrão em:
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Q3607376 Português
Entre as frases a seguir, indique aquela que mostra um erro de pontuação no que diz respeito ao emprego da vírgula. 
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Q3605714 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O rio que dorme


     Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite.

     E veja só: é nessa hora que as almas das pessoas que se afogaram em suas águas viajam para o céu.

   É também depois das doze badaladas noturnas do relógio que a Mãe d’Água, outra habitante das profundezas do Velho Chico, vem à tona para enxugar seus longos cabelos. Sentada na pedra, ela observa, em silêncio, o sono do rio. Por alguns minutos, os peixes ficam paralisados; as águas, estagnadas; as cobras não dão bote, nem soltam veneno; o tempo parece não existir.

   Ah, e é nesses instantes de calmaria que os pescadores, espertamente, aproveitam para encher suas redes sem muita dificuldade. Mas o encanto dura pouco. Num lampejo, o rio desperta e pode até ficar furioso! Para testar se o Velho Chico está dormindo ou acordado, é preciso jogar um pedacinho de madeira na água à meia-noite. Se o graveto ficar parado, é melhor esperar o rio acordar para puxar a rede, porque o pescador que não respeita o sono do rio pode ter o barco afundado e nunca mais voltar.

   Melhor deixar o rio dormir em paz.


(Lenda contada pela população ribeirinha do São Francisco, adaptada pela Revista Ciência Hoje das Crianças. Adaptado) 
Na frase “Dizem que o Velho Chico, o famoso rio São Francisco, adormece todos os dias à meia-noite” (1o parágrafo), as vírgulas foram empregadas para separar um aposto, ou seja, apresentar uma explicação da expressão “o Velho Chico”.

Assinale a alternativa em que as vírgulas foram empregadas por essa mesma razão.
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Q3602260 Português

Leia o texto para responder à questão.


Em relação ao uso da Língua Portuguesa padrão em contextos formais e a aspectos discursivos e textuais na produção desse texto, observa-se que: 
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Q3601033 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.

Cientistas criam plástico reciclável que não leva materiais derivados de petróleo

    Os pesquisadores consideram que, com o tempo, o novo plástico PECA poderá oferecer uma alternativa competitiva a outras formas de plástico [...]

    Além de todos os problemas que o descarte de plástico gera ao meio ambiente, a fabricação de novos materiais desse tipo também é motivo de preocupação por parte de ambientalistas. Isso porque o plástico, para ser produzido, usa produtos derivados de combustíveis fósseis, conhecidos propulsores da crise climática no mundo.

    Para reduzir o problema, dois cientistas da Boise State University, nos EUA, desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos existentes, não é feito de petróleo bruto e derivados. Na pesquisa, os cientistas A. Christy e S. Phillips descrevem a fabricação do material baseado em poli etil cianoacrilato (PECA), uma matéria prima não petrolífera.

    A descoberta, publicada na Science Advances, apresenta experimentos de laboratório que replicam processos industriais para uso do material. Os resultados sugerem que cerca de 93% do novo plástico pode ser reciclado para se tornar uma matéria prima mais limpa, mesmo quando é misturado com outros resíduos, como papel e alumínio. [...]

https://umsoplaneta.globo.com/energia/noticia/2023/04/01/cientistas-criamplastico-reciclavel-que-nao-leva-materiais- derivados-de-petroleo.ghtml
No trecho: “A descoberta, publicada na Science Advances, apresenta experimentos de laboratório...”, as vírgulas são empregadas para:
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Q3600905 Português

Texto 3



LITERATURA DE FICÇÃO, ESCOLA E UTOPIA



Ricardo Azevedo



  



AZEVEDO, Ricardo. Literatura de ficção, escola e utopia. In: FAILLA, Zoara (organização). Retratos da leitura no Brasil 5. Rio de Janeiro: Sextante, 2021. p. 116-127. Fragmento adaptado. Acesso em: 08/06/2025.

Justifica-se a vírgula em “Vivemos, creio, num ambiente de grande analfabetismo político e social” (Linhas 27-28) para
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Q3600893 Português
Texto 1

CARTA DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O PAPEL DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO

Papa Francisco

 


Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/letters/2024/documents/ 20240717-lettera-ruolo-letteratura-formazione.html. Acesso em: 16 jun. 2025. Fragmento ad
Indique a opção que melhor explica o uso de aspas na palavra “enriquecer” no trecho: Ao contrário dos meios audiovisuais, onde o produto é mais completo, e a margem e o tempo para “enriquecer” a narrativa ou para a interpretar são geralmente reduzidos... (Linhas 19-22) 
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Q3600459 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


E se todo mundo realmente tivesse uma alma gêmea, que fosse uma pessoa aleatória em qualquer lugar do mundo?


    Resposta: seria um pesadelo. Vamos supor que sua alma gêmea fosse determinada ao nascer. Você não sabe nada sobre a pessoa, quem é ou onde está, mas – como diz o clichê – vocês se reconhecerão num cruzar de olhares. Logo de cara, isso rende algumas perguntas. Para começar, será que sua alma gêmea ainda estaria viva? Uns 100 bilhões de humanos já existiram, mas só 7 bilhões estão vivos no momento. Se fôssemos emparelhados aleatoriamente, 90% de nossas almas gêmeas estariam mortas há muito tempo. E isso seria horrível. Mas, peraí, fica pior.


    Um argumento bem simples demonstra que não devemos nos limitar aos seres humanos do passado, pois também temos que incluir um número incontável de seres humanos do futuro. Pois veja só: se nossa alma gêmea pode estar no passado remoto, então também pode ser possível encontrar almas gêmeas no futuro distante. Então vamos supor que vocês vivam na mesma época. Além disso, para não sermos desagradáveis, ela está na mesma faixa etária que você. Considerando a restrição de faixa etária, a maioria da humanidade teria uma reserva de aproximadamente meio bilhão de combinações possíveis.


    As chances de se deparar com seu par perfeito seriam absurdamente pequenas. O número de estranhos com os quais estabelecemos contato visual por dia varia de quase zero (no caso de introvertidos ou gente que mora em cidades pequenas) a muitos milhares (como um policial na Times Square), mas vamos supor que todo dia você troque olhares com uma média de poucas dezenas de gente que nunca viu. (Eu sou bastante introvertido, então no meu caso a estimativa é bem generosa.) Se 10% deles estão próximos da sua idade, isso daria 50 mil pessoas numa vida. Dado que você tem 500 milhões de almas gêmeas em potencial, quer dizer que só encontraria o verdadeiro amor em uma vida a cada 10 mil.


(Randall Munroe, E se? Respostas científicas para perguntas absurdas. Adaptado)


Assinale a alternativa em que a inclusão de vírgula(s) no trecho original mantém a correção gramatical e o sentido original do texto.

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Q3598784 Português
Atenção: Leia o texto para responder à questão.


    A "caixa de Pandora· é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o principio da precaução, desencadeiam consequências/as maléficas, terríveis e irreversíveis. O mito de Pandora origina-se nos poemas épicos de Hesíodo (a Teogonia), escritos durante o século VII a.C.e considerados uma das mais antigas versões sobre a origem do Universo.

    Zeus deu a Pandora, como presente de casamento, uma caixa (na Grécia antiga, um jarro), mas avisou-a para nunca a abrir, pois seria melhor deixá-la intocada. A vontade de abri-la superou qualquer precaução: coisas horríveis voaram para fora, incluindo ganância, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

    Hoje em dia, a caixa de Pandora continua sendo aberta, não por pessoas desavisadas, mas por personagens que prestam serviços em nome da ciência, da política e da economia.

    Aí estão os agravos à saúde da população, à biodiversidade, ao habitat dos demais seres vivos, à preservação dos ecossistemas, à própria Terra como um todo. A confiança na tecnologia como panaceia para todos os mates resultou em considerar a "inteligência artificial' como opção para o declínio da "inteligência natural".

    Efeitos adversos relativos ao ultraprocessamento dos alimentos, às transformações genéticas, ás radiações eletromagnéticas continuam ainda pouco explorados. Entidades diversas subsidiam pesquisas científicas, desde que seus resultados respaldem, a priori, o que afirmam sobre seus métodos, produtos e ações.

    Jornalistas, influenciadores e meios de comunicação social teriam que destacar os objetivos desejáveis e colocar em debate os caminhos para alcançá-los.

    O resgate da Terra e o resgate da humanidade são aspectos complementares e devem ser tratados simultaneamente. no espaço e no tempo, para seu apoio mútuo.

    A questão é que as mudanças dependem da adoção de novas formas de estar no mundo. Elas implicam o apoio de dimensões interdependentes: Intima (mundo pessoal); interativa (relações grupais/; social (política, econômica); e biofísica (condições ambientais).

    Existe uma sinergia entre todas essas dimensões: elas podem se congregar em tomo de objetivos comuns (ecossistemas), ou se repelirem (ruptura e caos).

    Eis aqui a caixa de Pandora.


(Adaptado de: André Francisco Pilon. Disponível em: https://jomal.usp.br. Acesso em 06/2025)
A redação alternativa de um comentário baseado em trecho do texto, em que se mantém a correção gramatical, está em: 
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Q3596569 Português
Qual a maior compulsão?


As mulheres sempre tiveram mais de um sapato, uma porção de pares, para revezar o máximo possível com as suas roupas. Trata-se de uma variedade incrível para lidar com cada estilo e ocasião.

É a síndrome mansa de Imelda Marcos dentro de cada uma delas — Imelda é mãe do presidente das Filipinas, ex-primeira-dama, que se vangloria de possuir mais de 3.000 pares de sapatos em 95 anos de existência.

Mulher costuma ser uma centopeia. A minha esposa acumula cerca de 200 pares de calçados. Jamais contei um por um, porque desejo me manter casado.

Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos. Assim sendo, só entram peças lá em casa, dificilmente saem.

Já o homem tem um ou dois pares de sapatos para seus compromissos sociais. Não mais do que isso. É lacônico nas suas vestes sisudas.

Só que eu percebi que ele encontrou uma maneira disfarçada de imitar as mulheres: pelos tênis.

Homem nunca exibe um só par de tênis. Acabou com seu passado franciscano. Ele deu para colecionar. Não termina de consumir.
A diferença é que ele não procura os mais baratos. Quanto mais caros, melhor. Age na contramão da economia, do custo-benefício. Vem gastando o seu salário com o fetiche, muito mais do que mulheres gastam com os sapatos.

Vejo amigos desfilando diariamente com tênis novos. Não repetem o par na manhã seguinte. De tão comuns e recorrentes que são as estreias, perdeu a graça batizar com uma pisadinha.

Eles não se contentam, como nas décadas de 1960 e 1970, com um monotemático, para simplesmente andar, permanecendo com ele de modo insanamente exclusivo e fiel, até furar a sola, até estrebuchar a língua, até corroer os cadarços. Atingiram o patamar da compulsão: querem ostentar.

O homem é hoje a Imelda Marcos dos tênis.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/2/14/qual-a -maior-compulsao
No texto "Qual a maior compulsão?", de Fabrício Carpinejar, a pontuação contribui para o estilo marcante do autor, caracterizado pelo humor e pela crítica. Observe o trecho: "Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos."
A vírgula empregada no trecho destacado tem a função de: 
Alternativas
Respostas
1601: C
1602: A
1603: A
1604: B
1605: C
1606: E
1607: B
1608: D
1609: D
1610: C
1611: C
1612: B
1613: E
1614: A
1615: C
1616: E
1617: C
1618: E
1619: B
1620: B