Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q2881009 Português
Antes, o mundo não existia

          Nos lugares onde cada povo tinha sua marca cultural,
    seus domínios, nesses lugares, na tradição da maioria das
    nossas tribos, de cada um de nossos povos, é que está
4  fundado um registro, uma memória da criação do mundo.
    Nesse lugar, que hoje o cientista, talvez o ecologista, chama
    de habitat, não está um sítio, não está uma cidade nem um
7  país. É um lugar onde a alma de cada povo, o espírito de um
   povo encontra sua resposta, resposta verdadeira. De onde sai
   e volta, atualizando tudo, o sentido da tradição, o suporte da
10 vida mesma. O sentido da vida corporal, da indumentária, da
coreografia das danças, dos cantos.


Ailton Krenak. In: Adauto Novaes (Org.). Tempo e história, p. 201 (com adaptações). 


Preserva-se o sentido original de adição, como aparece no texto, ao se substituir pela conjunção e a vírgula depois de

Alternativas
Q2880589 Português

Atenção: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto abaixo:

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência

A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Está inteiramente correta a pontuação do período:

Alternativas
Q2879419 Português

Muitos termos do texto aparecem entre aspas; assinale a correspondência correta entre emprego das aspas e a justificativa do seu emprego, segundo informações de gramáticas de língua portuguesa:

Alternativas
Q2810113 Português

        Nem o cientista mais ortodoxo pode negar que mexer com equações é difícil e cansativo. Mas a ciência não deixa de ser bonita ou agradável apenas por causa disso. A arte, apesar de bela, também não é fácil: todo profissional sabe a dor e a delícia de aprender bem um instrumento ou de dominar o pincel com graça e precisão. É verdade que dificilmente alguém espera encontrar numa equação ou num axioma as qualidades próprias da arte, como a harmonia, a sensibilidade e a elegância.

        A graça e a beleza das teorias, no entanto, sempre tiveram admiradores – e hoje mais do que nunca, a julgar pela quantidade de livros recentes cujo tema central é a sedução e o encanto dos conceitos científicos. Exagero?

         “As leis da física são em grande parte determinadas por princípios estéticos”, afirma o astrônomo americano Mario Livio, do Telescópio Espacial Hubble, também autor de um livro em que analisa a noção de beleza dentro da ciência. Ele afirma que, quando a estética surgiu na Antigüidade, os conceitos de beleza e de verdade eram sinônimos. Para ele, o traço de união entre arte e ciência reside exatamente nesse ponto. “As duas representam tentativas de compreender o mundo e de organizar fatos de acordo com uma certa ordem. Em última instância, buscam uma idéia fundamental que possa servir de base para sua explicação da realidade.”

        Mas, se o critério estético é tão importante para o pen samento científico, como ele se manifesta no dia-a-dia dos pesquisadores? O diretor do Instituto de Arte de Chicago acha que sabe a resposta. “Ciência e arte se sobrepõem natural mente. Ambas são meios de investigação, envolvem idéias, teorias e hipóteses que são testadas em locais onde a mente e a mão andam juntas: o laboratório e o estúdio”, afirma.

        Acredita-se que as descobertas científicas sirvam de inspiração para os artistas, e as obras de arte ajudem a alargar o horizonte cultural dos cientistas. Na prática, essa mistura gera infinitas possibilidades. A celebração que artistas buscam hoje já ocorreu diversas vezes no passado, de maneira mais ou menos espetacular. Na Renascença, a descoberta da perspectiva pelos geômetras encantou os pintores, que logo abandonaram as cenas sem profundidade do período clássico e passaram a explorar sensações tridimensionais em seus quadros. Os arquitetos também procuravam dar às igrejas um desenho geometricamente perfeito; acreditavam, com isso, que criavam um portal para o mundo metafísico das idéias religiosas.

No século XX, essa tendência voltou a crescer. A grande preocupação dos pintores impressionistas com a luz, por exemplo, tem muito a ver com as conquistas da ótica. A matemática também teria influenciado a pintura do russo Wassily Kandinsky, segundo o qual “tudo pode ser retratado por uma fórmula matemática”. Seu colega Paul Klee achou um jeito de colocar em vários quadros alguma referência às progressões geométricas. Bem-humorado, brincava com as idéias da mate mática dizendo que “uma linha é um ponto que saiu para passear”.

 (Adaptado de Flávio Dieguez. Superinteressante, junho de 2003, p. 50 a 54)

Considere as afirmativas que se fazem a respeito do emprego de sinais de pontuação no texto:

I. O travessão que inicia o segmento - e hoje mais do que nunca (2º parágrafo) - assinala uma pausa maior no período, como ênfase para a afirmativa introduzida por ele.

II. As aspas, que abrem e fecham o segmento "As duas representam tentativas ... para sua explicação da realidade." (3º parágrafo), indicam reprodução exata das palavras de um escritor.

III. Os dois-pontos em - ... andam juntas: o laboratório e o estúdio ... (4º parágrafo) - introduzem um segmento enumerativo.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q2740659 Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.

-

Nem o cientista mais ortodoxo pode negar que mexer com equações é difícil e cansativo. Mas a ciência não deixa de ser bonita ou agradável apenas por causa disso. A arte, apesar de bela, também não é fácil: todo profissional sabe a dor e a delícia de aprender bem um instrumento ou de dominar o pincel com graça e precisão. É verdade que dificilmente alguém espera encontrar numa equação ou num axioma as qualidades próprias da arte, como a harmonia, a sensibilidade e a elegância.

A graça e a beleza das teorias, no entanto, sempre tiveram admiradores – e hoje mais do que nunca, a julgar pela quantidade de livros recentes cujo tema central é a sedução e o encanto dos conceitos científicos. Exagero?

“As leis da física são em grande parte determinadas por princípios estéticos”, afirma o astrônomo americano Mario Livio, do Telescópio Espacial Hubble, também autor de um livro em que analisa a noção de beleza dentro da ciência. Ele afirma que, quando a estética surgiu na Antigüidade, os conceitos de beleza e de verdade eram sinônimos. Para ele, o traço de união entre arte e ciência reside exatamente nesse ponto. “As duas representam tentativas de compreender o mundo e de organizar fatos de acordo com uma certa ordem. Em última instância, buscam uma idéia fundamental que possa servir de base para sua explicação da realidade.”

Mas, se o critério estético é tão importante para o pensamento científico, como ele se manifesta no dia-a-dia dos pesquisadores? O diretor do Instituto de Arte de Chicago acha que sabe a resposta. “Ciência e arte se sobrepõem naturalmente. Ambas são meios de investigação, envolvem idéias, teorias e hipóteses que são testadas em locais onde a mente e a mão andam juntas: o laboratório e o estúdio”, afirma.

Acredita-se que as descobertas científicas sirvam de inspiração para os artistas, e as obras de arte ajudem a alargar o horizonte cultural dos cientistas. Na prática, essa mistura gera infinitas possibilidades. A celebração que artistas buscam hoje já ocorreu diversas vezes no passado, de maneira mais ou menos espetacular. Na Renascença, a descoberta da perspectiva pelos geômetras encantou os pintores, que logo abandonaram as cenas sem profundidade do período clássico e passaram a explorar sensações tridimensionais em seus quadros. Os arquitetos também procuravam dar às igrejas um desenho geometricamente perfeito; acreditavam, com isso, que criavam um portal para o mundo metafísico das idéias religiosas.

No século XX, essa tendência voltou a crescer. A grande preocupação dos pintores impressionistas com a luz, por exemplo, tem muito a ver com as conquistas da ótica. A matemática também teria influenciado a pintura do russo Wassily Kandinsky, segundo o qual “tudo pode ser retratado por uma fórmula matemática”. Seu colega Paul Klee achou um jeito de colocar em vários quadros alguma referência às progressões geométricas. Bem-humorado, brincava com as idéias da matemática dizendo que “uma linha é um ponto que saiu para passear”.-

-

(Adaptado de Flávio Dieguez. Superinteressante, junho de 2003, p. 50 a 54)

Considere as afirmativas que se fazem a respeito do emprego de sinais de pontuação no texto:

-

I. O travessão que inicia o segmento - e hoje mais do que nunca (2o parágrafo) - assinala uma pausa maior no período, como ênfase para a afirmativa introduzida por ele.

II. As aspas, que abrem e fecham o segmento " As duas representam tentativas...para sua explicação da realidade." (3º parágrafo), indicam reprodução exata das palavras de um escritor.

III. Os dois-pontos em - ... andam juntas: o laboratório e o estúdio... (4° parágrafo) - introduzem um segmento enumerativo.

-

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q2720541 Português

Da ação dos justos

Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações de violência e de corrupção que se multiplicam em nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de dignidade.
Como não concordar com a oportunidade da frase? Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a comentários pessoais, não indo além de um mero discurso ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e gera conseqüências
A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas pela total ausência de compromisso com o interesse público. Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e não abram mão de reagir contra quem a ignore.
A inação dos justos é tudo o que os contraventores e criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”, “Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”, promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira, seu cúmplice silencioso.


* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.


(Aristides Villamar) 

Está inteiramente adequada a pontuação da seguinte frase:
Alternativas
Q2717527 Português
not valid statement found

A pontuação está inteiramente adequada na frase:

Alternativas
Q2257752 Português
Os fragmentos contidos nas opções abaixo constituem seqüencialmente um texto. Assinale a opção em que o fragmento apresenta erro de pontuação.
Alternativas
Q2256837 Português
Governo federal assenta 381 mil famílias em quatro anos





Em questão, n.º 481, Brasília, 14/2/2007 (com adaptações)
Em cada opção a seguir, é apresentado um trecho adaptado do quinto parágrafo do texto apresentado. Assinale a opção em que a pontuação está incorreta.
Alternativas
Q2256295 Português
Da incoerência de nossas ações

          Não é de espantar, diz um autor antigo, que o acaso tenha tanta força sobre nós, pois por causa dele é que existimos. Quem não orientou sua vida, de um modo geral, em determinado sentido, não pode tampouco dirigir suas ações. Não tendo tido nunca uma linha de conduta, não lhe será possível coordenar e ligar uns aos outros os atos de sua existência. De que serve fazer provisões de tintas se não se sabe que pintar? Ninguém determina do princípio ao fim o caminho que pretende seguir na vida: só nos decidimos por trechos, na medida em que vamos avançando. O arqueiro precisa antes escolher o alvo; só então prepara o arco e a flecha e executa os movimentos necessários; nossas resoluções se perdem porque não temos um objetivo predeterminado. O vento nunca é favorável a quem não tem um porto de chegada previsto. (...)                 
       Nossa maneira habitual de fazer as coisas está em seguir os nossos impulsos instintivos para a direita ou para a esquerda, para cima ou para baixo, segundo as circunstâncias. Só pensamos no que queremos no próprio instante em que o queremos, e mudamos de vontade como muda de cor o camaleão. O que nos propomos em dado momento, mudamos em seguida e voltamos atrás, e tudo não passa de oscilação e inconstância. “Somos conduzidos como títeres que um fio manobra”, afirmou Horácio. Não vamos, somos levados como os objetos que flutuam, ora devagar, ora com violência, segundo o vento.

(Montaigne, Ensaios)
Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período:
Alternativas
Q2256136 Português
Acerca dos recursos de pontuação empregados no texto, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2252626 Português
Os trechos contidos nas opções abaixo constituem seqüencialmente um texto. Assinale a opção que apresenta erro gramatical.
Alternativas
Q2252578 Português
Os trechos contidos nas opções abaixo constituem seqüencialmente um texto. Assinale a opção que apresenta pontuação gramaticalmente correta.
Alternativas
Q2250485 Português
Contudo, seu diagnóstico da realidade, embora não chegasse a abalar os alicerces dessa fé, já atentava para as novas formas de manipulação e domínio emersas das próprias revoluções democráticas, detectando um problema central para aqueles que ainda hoje procuram vincular a utopia à lógica dos fatos: até que ponto a busca intelectual do verdadeiro e a ação solidária podem se ampliar e ter efetividade em um universo impregnado − e decodificado − pela cultura do individualismo e da competição.
Observado o período acima e o contexto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2249796 Português
 O texto e a norma padrão da Língua Portuguesa abonam a seguinte assertiva:
Alternativas
Q2218674 Português
Imagem associada para resolução da questão

Abram Szajman. O Globo, 26/11/2006 (com adaptações)
Em relação ao texto acima, assinale a opção correta.
Alternativas
Q2218669 Português
Texto para a questão



Ministro Marco Aurélio de Mello. Pronunciamento
oficial. Internet: <www.tse.gov.br> (com adaptações).
Em relação ao texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q2218568 Português
0_09.png (380×323)

Mariana Albanese. Op. cit., p. 19 e 23.
Em relação ao texto acima, assinale a opção incorreta.
Alternativas
Q2218566 Português
0_07.png (380×264)

Luiz Guilherme Schymura. Folha de S.Paulo, 1.º/12/2006 (com adaptações)
Assinale a opção incorreta acerca do texto acima.
Alternativas
Q2218564 Português
0_05.png (381×236)

Paulo Guedes. O Globo, 27/11/2006, p. 7 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue os itens subseqüentes. 

I Pelos sentidos do texto, Adam Smith, Karl Marx e John Maynard Keynes foram contemporâneos de Milton Friedman. II O texto informa que Keynes recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1976. III Friedman esclareceu a diferença entre ciência econômica e economia política. IV O emprego da vírgula após “segunda” (ℓ.11) justifica-se pela elipse da repetição da expressão “seria formada” (ℓ.10).
A quantidade de itens certos é igual a

Alternativas
Respostas
15601: D
15602: E
15603: C
15604: E
15605: E
15606: D
15607: a
15608: A
15609: C
15610: B
15611: E
15612: D
15613: A
15614: E
15615: A
15616: B
15617: C
15618: A
15619: D
15620: B