Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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(Disponível em: https://acesse.one/ki3f9eb. Acesso em: 15 mai. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir:
I.No trecho sublinhado, as vírgulas foram usadas pelo mesmo motivo em todo o trecho: separar termos ou orações coordenadas assindéticas.
II.As aspas, simples ou duplas, podem ser usadas por vários motivos e são um sinal de pontuação. No contexto em análise, as aspas foram usadas em "ser humano" para indicar que a expressão tem outro sentido, diferente do que comumente denota.
III.No trecho "Mais do que uma curiosidade, a ciência visa resolver algum problema", a vírgula foi usada porque há uma oração subordinada adverbial (nesse caso comparativa), que exerce a mesma função do adjunto adverbial e está anteposta ao verbo. Essa mesma sentença poderia ser reescrita sem a vírgula, assim: A ciência visa resolver um problema mais do que uma curiosidade.
É correto o que se afirma em:

“Quem ama, vacina.”
Embora normalmente não se empregue vírgula entre sujeito e predicado, esse sinal de pontuação é possível pela norma-padrão em passagens como essa, por marcar com clareza o fim de um sujeito oracional, ou seja, casos em que uma oração inteira exerce a função de sujeito.
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada corretamente pelo mesmo motivo.
“Como nos velhos filmes, procuro abrir uma trilha entre personagens da cadeia: ladrões, estelionatários, traficantes, estupradores, assassinos e o pequeno grupo de funcionários desarmados que toma conta deles.” (10o parágrafo).
O emprego do sinal de dois-pontos, nesse contexto, é responsável por anunciar uma
O texto a seguir refere-se à questão.
Texto 1
ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO
Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.
Ninguém ganha com o multitasking
Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.
Pane no sistema cerebral
Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.
Monotasking e seus benefícios
Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.
Texto 3
A cena em que um participante do BBB encurrala uma colega num canto da despensa e tenta beijá-la não é "exceção de reality". Acontece aos montes, todo dia, em festa, elevador, corredor de empresa, transporte. O detalhe que dá vontade de vomitar é outro: ali há câmeras ligadas 24 horas. Se, com iluminação, microfone e contrato, o sujeito se sente autorizado a fazer isso, imagine fora do enquadramento.
Na última década, parte do país aprendeu a falar de assédio, abuso, importunação, consentimento. Há cartazes em elevadores, alertas em bares, códigos em aplicativos, discursos potentes. Mesmo assim, a estrutura que mantém a violência contra a mulher segue impávida; parte dos homens se comporta como se o corpo alheio fosse um território negociável.
Na pesquisa Visível e Invisível (Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Datafolha), 37,9% das mulheres relataram algum tipo de assédio, em 2021; 46,7% em 2023 e 49,6% em 2025. No mesmo ano, 20,5% receberam cantadas e comentários desrespeitosos no trabalho. E quando a violência atravessa a porta de casa, a escala não diminui: o DataSenado aponta que 3 em cada 10 brasileiras já sofreram violência doméstica.
Há uma questão fundamental: a virada de consciência aconteceu do lado de cá. As mulheres, em larga escala, reconhecem violência de gênero, nomeiam o abuso, trocam ferramentas de proteção. O problema é a assimetria de impacto que ainda alcança poucos homens para quem esse comportamento arcaico é inaceitável e precisa ser combatido.
Para muitos, ainda é "mal-entendido", "papel do homem".
Cadê educação sobre respeito e limites (não como "palestra", mas como formação), campanhas permanentes voltadas a meninos e homens? Reality expulsa em 24 horas, mas na vida aqui fora mulheres continuam morrendo.
JORGE, Mariliz Pereira. Importunação sexual ao vivo na TV. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jan. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2026/01/importuna cao-sexual-ao-vivo-na-tv.shtml. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Para responder à questão, leia a charge.

Para responder à questão, leia a charge.


No primeiro quadrinho temos:
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Um inseto sentimental
A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...
No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.
Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.
Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.
(Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

"O mundo é um lugar onde alguns se importam com o que os outros pensam, enquanto outros se importam apenas com o que pensam sobre si mesmos."
Qual das opções abaixo apresenta erro de pontuação?

CURY, Caetano. Tirinha – Viciado em tablet e celular. Téo & O Mini Mundo, 2018. Disponível em: Téo & O Mini Mundo. Acesso em: 20 maio 2026.
I. Em: “Mas eu queria entender:” (3º parágrafo), o uso dos dois pontos denota o encerramento de um argumento.
II. Em: “Eu olhava pra eles e pensava:” (2º parágrafo), a opção da autora pelo uso da palavra “pra” indica o uso de uma linguagem informal mais próxima ao leitor.
III. Em: “finalmente uma geração que entendeu que não adianta ter plano de saúde se o próprio trabalho adoece a gente.” (2º parágrafo), a palavra “finalmente” é classificada como advérbio de lugar.
Assinale a alternativa CORRETA.