Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q4324093 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Os desafios da retomada da economia e do crescimento pós-pandemia






(Disponível em: https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/retomada-do-crescimento-pospandemia – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a frase que apresenta pontuação correta.
Alternativas
Q4323903 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 



Olhar histórico sobre a valorização docente no Brasil




(Disponível em: https://www.cenpec.org.br/noticias/olhar-historico-sobre-a-valorizacao-docente – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa que apresenta pontuação correta.
Alternativas
Q4323194 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Terra teve menor dia já registrado e está girando mais rápido


No último dia 29 de junho, a Terra teve o dia mais rápido da história desde 1960. De acordo com os cientistas, o planeta girou em torno de si mesmo 1,59 milissegundos mais rápido que o normal.


Um mês depois, o recorde quase foi batido: em 26 de julho, foi registrado um dia com 1,5 milissegundos a menos do que o padrão.


A Terra está girando cada vez mais rápido e as causas ainda não foram estabelecidas por especialistas.


Em 2020 e em 2021, a Terra girou mais rápido, em média, do que nos anos anteriores.


Segundo os pesquisadores, uma causa definitiva não é consenso na ciência. Alguns estimam que as mudanças climáticas podem ter relação com o giro mais veloz do planeta.


"Estamos falando de uma fração de segundo. As pessoas não devem pensar que estão prestes a ter uma hora a menos de sono como resultado disso. Mas pode estar associado ao derretimento das calotas polares", afirma Paul Delaney, professor de astrofísica na Universidade de York, no Canadá, à rádio de CTC.


Eventos sísmicos, como terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas também podem acabar acelerando a velocidade do nosso planeta, mesmo que de forma mínima.


Terra teve menor dia já registrado e está girando mais rápido; veja o que dizem os especialistas | Hypeness inovação ecriatividade para todos. Adaptado.

Segundo os pesquisadores, uma causa definitiva não é consenso na ciência.


Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original.

Alternativas
Q4323001 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


NASA divulga novas descobertas sobre asteroide em rota de colisão com a Terra


Bennu é o asteroide com maior risco de entrar na atmosfera terrestre nos próximos anos, segundo os cientistas. O objeto, que é amplamente estudado pelos pesquisadores da Agência Espacial dos EUA (NASA), possui um fator recentemente descoberto: ele é quebradiço.


O asteroide, que pode atingir a Terra no ano de 2182, passa por frequentes alterações em sua temperatura, o que tem causado rupturas em sua superfície. Entre as suas primeiras imagens, captadas nos anos 1990, e fotos mais recentes, é possível observar que o solo de Bennu está "craquelando".


A descoberta foi realizada por pesquisadores da NASA a partir de imagens captadas pela missão da espaçonave OSIRIS-REx.


Ao perceberem diversas rachaduras na rocha, os pesquisadores entenderam que elas possuem um padrão longitudinal. A partir daí, perceberam que se trata de um fenômeno causado pelo Sol.


Estima-se que entre 10 mil e 100 mil anos, o asteroide pode deixar de existir por conta da erosão solar. No entanto, isso não altera muito a nossa relação com ele.


"Bennu é certamente o asteroide mais amplamente estudado do Sistema Solar", afirma o cientista planetário Dante Lauretta, da Universidade do Arizona ao site da National Geographic. "Nós sabemos onde o asteroide estará daqui a 100 anos, em metros. Nenhum outro objeto no Sistema Solar possui esse nível de detalhamento no estudo de sua trajetória orbital!".


E mesmo sendo o objeto com o maior risco de atingir a Terra, isso dificilmente ocorrerá. Os cientistas estimam que existem 99,9% de chance de que Bennu não invada a atmosfera do nosso planeta nos próximos três séculos.


Qual a chance do asteroide Bennu colidir com a Terra daqui a 300 anos?

(istoedinheiro.com.br). Adaptado.

Ao perceberem diversas rachaduras na rocha, os pesquisadores entenderam que elas possuem um padrão longitudinal.


Assinale a opção CORRETA quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q4321280 Português

No trecho a seguir, a vírgula foi empregada representando uma função. 


“Vamos ler em voz alta, Maria, comece lendo o texto!”


Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada representando a mesma função do trecho acima: 

Alternativas
Q4300418 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os graduados em redes sociais!

Roberto Issamu Yosida

Em tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes baseados em informações e imagens.

Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente verdadeiro. Cheio de informações céleres.

Tem-se a sensação do aprendizado fácil e rápido, seletivo de acordo com o desejo de enxergar sob ótica própria, sem argumentações, pensamento crítico e o contraditório do tema. Em geral, não há meio termo, mas polarização rasa e binária. O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros. Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.

Na pandemia, a todo momento vemos manifestações de quem é ousado e arrisca se proclamar expert no que fala. Todos formam uma opinião baseada em sentimentos e, muitas vezes, em desespero ou até esperança.

O cérebro humano é deveras complexo e interessante. Pensemos no efeito Dunning-Kruger. Explico: nosso cérebro superestima nossas capacidades, de maneira que quanto menos sabemos sobre algo, mais cremos saber. Os que têm capacidade moderada são os que têm consciência de sua limitação e pouca habilidade. Os muito bons no assunto são os que subestimam suas capacidades porque têm facilidade em executar aquela tarefa. Essa deve ser a motivação para o aprendizado contínuo e a consciência de que “só sei que nada sei” e que preciso melhorar.

Temos dificuldades para entender o crescimento exponencial; parece lógico, mas não é. A sensação é de que o crescimento é lento e temos dificuldade em enxergar a rapidez.

Repentinamente, temos uma série de especialistas em pandemia. Não ouso opinar depois de muitos anos de Medicina. Deixo para os afeitos ao tema, seguramente acertarão mais do que eu. Seria mero exercício de “achismo”.

Muitas profissões precisam do amadurecimento e da passagem do ensinamento dos mestres. Do caráter, do comportamento, da ética. Não somente do conhecimento técnico. Esse pode ser adquirido nos livros e agora nos meios eletrônicos. Medicina é uma delas. Sem médicos e sem pacientes, não há Medicina. Pode haver diagnósticos e tratamentos robotizados, que não servirão ao ser humano. Porque esse necessita da proximidade, que tanto nos falta nesse momento de isolamento social. Talvez seja um dos legados desse tempo que vivemos.

 

*Roberto Issamu Yosida é presidente do CRM-PR.

**Artigo publicado no Portal Bem Paraná de 08/05/2020.

***As opiniões emitidas nos artigos desta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do CRM-PR

Disponível em https://www.crmpr.org.br/Os-graduados-emredes-sociais-13-54031.shtml 01)

Tendo como ponto de partida os diferentes usos da vírgula, numere a segunda coluna de acordo com a primeira e, em seguida, assinale a alternativa correta.
1. A vírgula foi usada para separar termos que possuem a mesma função sintática.
2. A vírgula foi usada para separar um adjunto adverbial deslocado.
3. A vírgula foi usada para separar uma oração coordenada sindética.
4. A vírgula foi usada para isolar uma informação intercalada.

( ) “Em tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes baseados em informações e imagens.”.
( ) “Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento [...]”.
( ) “[...] não há meio termo, mas polarização rasa e binária.”.
( ) “O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros.” 
Alternativas
Q4262738 Português
       A “Carta ao leitor” é a última seção a ser escrita, apesar de ser a primeira a aparecer na revista. E é a mais difícil de redigir. É oferecer-se ao julgamento dos outros – nosso inferno, como diria Jean Paul Sartre.

      Imaginar que alguém possa nos julgar – e condenar – por algo dito é assustador. Sempre comentei com colegas de magistério que, de todas as matérias, Redação é a mais complicada. A Matemática é exata, confiável. A História, factual (ou pelo menos costumava ser assim...). A Biologia também é segura. Há disputas entre criacionistas e evolucionistas, mas o pouquinho aprendido sempre foi terreno firme para caminhar.

       A Redação, por outro lado, só é exata em certa medida: mais do que se imagina; menos do que se gostaria. Há critérios que condicionam uma correção mais justa. Mas sempre há um quê de opinião de quem lê. [...] E, por maior que seja a competência e a habilidade de quem lê, ninguém convence o autor de que a correção não é pessoal. Em algumas vezes até pode ser. Mas nunca como se imagina. Redigir é, sem dúvida, difícil – não porque escrever seja difícil, mas porque o julgamento do outro pode ser duro demais.

      Se, nas escolas, onde existe certa relação de confiança entre discentes e docentes, é assim, como será [...] numa empresa? Por isso fizemos uma análise de como está o português dentro dos escritórios. É para “maximizar nosso trabalho”, já que isso “agrega”...

      Uma coisa que com certeza não “agrega” é a censura. O artigo de Milton Francisco trata desse forte método de controle [...] e de sua influência sobre a música. O tema continua na conversa que Andréa Neiva teve com o professor Osvaldo Cesquim, da Universidade de São Paulo, ainda que o foco seja o impacto da censura sobre a linguagem e a Educação no Brasil.

     Se a conversa a respeito de censura não causar polêmica, o perfil do gramático Napoleão Mendes de Almeida deve trazer a antiquíssima discussão sobre “erros” e “desvios” de volta às nossas páginas. Discutir, afinal, tem como premissa a existência de diferenças – equilibradas, pelo bem da harmonia, e respeitadas, pelo bem da civilidade. Só assim se trava o bom debate.


(SEGURA, Luciano Ricardo. Carta ao leitor. Discutindo Língua Portuguesa, ano 2, nº 9, p. 3, 200?. Com supressões e adaptações. Grifos nossos.) 
Assinale a alternativa em que o comentário sobre o uso de sinais de pontuação no texto está correto.   
Alternativas
Q4253051 Português
Leia o texto para responder a questão.


Mitos e verdades sobre o puerpério

Obstetra Mariana Simões explica que novas mães tendem a
querer dar conta de tudo sozinhas – mas poder contar com o
auxílio de terceiros é importante


      A sensação de irritação no período pós-parto é muito comum, apesar do tema ainda ser tabu entre muitas mulheres. O nome disso é puerpério: momento em que a mãe passa por várias alterações hormonais, emocionais e físicas e ocorre no tempo entre o nascimento do bebê e a primeira menstruação da mãe após a gravidez. Nessa fase, até coisas simples como escovar os dentes ou fazer uma refeição com calma parece impossível para novas mães, mas a obstetra Mariana Simões diz que há um lado bom: aliviar essa sensação pode e deve ser mais fácil do que o imaginado.

      Mães de recém-nascidos, especialmente as de primeira viagem, tendem a querer dar conta de todos os cuidados com a criança sozinhas. Mas aprender a contar com a ajuda de outras pessoas é de extrema importância e pode ser extremamente eficaz para combater o mal-estar. “Aceitar ajuda pode salvar o dia e até a sanidade da mãe”, explica a médica. “O puerpério é bastante solitário, porque muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo e existe uma nova responsabilidade grande.”

      A conscientização de que a mãe também precisa de auxílio e cuidado nesse período pode reduzir muito o stress pósparto. É difícil aceitar ajuda ou palpite de sogras, mães, cunhadas ou amigas – e é normal, também, que a mulher sinta irritação diante da presença desses terceiros - mas aceitar essa ajuda é essencial”. A boa notícia é que, apesar da sensação ruim que novas mães sentem fazer parte da nebulosidade do puerpério, é totalmente passageira.

      Abaixo, confira uma lista de mitos e verdades sobre o puerpério:

     Mito: o amor materno é instantâneo
 
     Não é! O amor materno é construído e conquistado no dia a dia com o bebê, nos cuidados, na amamentação e convivência. É ilusão acreditar que nasce o bebê e nasce o amor ao mesmo tempo - existe um estranhamento que é absolutamente normal no início e, depois, esse sentimento vai se dissolvendo no convívio.

     Verdade: puerpério é solitário

     Quando nasce o bebê, as relações sociais também mudam e as mães se sentem muito solitárias. Mas grupos pósparto podem fazer muito bem!

     Mito: é possível dar conta de tudo sozinha

  Todo apoio é necessário. Inclusive, é algo que deve ser trabalhado psicologicamente com a gestante já no pré-natal. É importante formar a rede de apoio antes do bebê nascer. A mãe também precisa aprender a pedir ajuda, pois muitas pensam que não precisam e entram em sofrimento psíquico.

     Verdade: a depressão pós parto é comum

    Hoje, atinge 20% das mulheres. Apesar de ser a minoria, o número é bastante alto. Uma curiosidade é que 10% dos homens também têm depressão após o parto! 

    Mito: amamentar é mais fácil que parir Muitas mulheres têm dificuldades em amamentar e precisam de ajuda profissional.

    Muitas não tem o apoio necessário e até mesmo desmamam o bebê nos primeiros meses.


Disponível em https://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2019/03/mitos-everdades-sobre-o-puerperio.html
Analise: “fazer uma refeição com calma parece impossível para novas mães, mas a obstetra Mariana Simões diz que há um lado bom” e assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita desse trecho sem alteração de sentido.
Alternativas
Q4253016 Português
Leia o texto para responder a questão.

Como apagão de dados sobre vacinação no Brasil traz de volta ameaça de doenças já controladas

André Biernath - @andre_biernath
Da BBC News Brasil em Londres

        Não há dúvidas entre os profissionais de saúde e pesquisadores que as taxas de vacinação vêm caindo de forma consistente no Brasil durante os últimos anos. Na avaliação deles, porém, há um problema pouco discutido nesse setor que complica ainda mais as coisas: a falta de dados confiáveis e atualizados sobre quantos brasileiros realmente tomaram as doses dos imunizantes disponíveis na rede pública de cada município.
    
        Na base de dados do Sistema Único de Saúde, o DataSUS, é possível encontrar mais de uma dezena de cidades cuja cobertura vacinal nem chega aos 10% — em mais de 900 delas, o índice não alcança os 50%.
   
        Os gestores de saúde desses locais, porém, argumentam que as estatísticas oficiais não correspondem à realidade e que essa taxa, na prática, é bem maior.
    
        O problema, dizem eles, está no excesso de burocracia, na falta de equipes e nas falhas de conexão com a internet ou acesso aos sistemas de informática mais modernos e conectados.
    
        "É pouco provável que um município brasileiro tenha apenas 3 ou 5% de cobertura vacinal. O registro de dados simplesmente não funciona nesse país", atesta a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
    
        Os especialistas apontam que esse descompasso entre os números oficiais e a realidade prejudica a tomada de decisões e a criação de políticas públicas mais certeiras na área de saúde — o que aumenta a ameaça de surtos de doenças erradicadas, controladas ou com poucos casos, como poliomielite, sarampo e febre amarela.
     
        "Sem esses dados consolidados, não conhecemos a realidade do país e não é possível fazer o planejamento ou elaborar o orçamento", pontua Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
    
        Ou seja: se os dados sobre a cobertura vacinal das cidades não batem, fica mais difícil para os governos municipais, estaduais e federal reforçarem as campanhas de comunicação, enviarem mais doses para um lugar específico, conversarem com os profissionais daquele local…
    
        "Sem informações fidedignas, não temos condições de tomar decisões em tempo hábil", ele chama a atenção.

        E um apagão de dados, por sua vez, abre a possibilidade de doenças que estão erradicadas, como a poliomielite, ou relativamente controladas, como o sarampo, voltem a representar uma ameaça.

        [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62980100 
As aspas foram utilizadas para
Alternativas
Q4248984 Português

Texto 7 



O QUE FAZ BEM PRA SAÚDE?



Cada semana, uma novidade.

A última foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça.

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.


(Luís Fernando Verissimo)



https://www.cultcarioca.com.br/2012/10/luis-fernando-verissimo-o-que-faz-bem.html Texto Adaptado. Acesso em 15/07/2022

Observe o segmento abaixo:



Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí não exagere...



Sobre esse segmento, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4248979 Português

Texto 4 



Cada um tem de mim exatamente o que cativou e cada um é responsável pelo que cativou; não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. (Charles Chaplin)



https://www.google.com/search?q=mensagens+charles+chaplin+/&rlz=1C1GCEA_enBR977BR977&Acesso em 14/07/2022

Ainda sobre o texto 4, em relação aos sinais de Pontuação, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4248968 Português

Texto 1



Termino o livro e fecho o computador sabendo que, por mais que os escritores escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem com formas, cores e luzes, por mais que o contexto paralelo da arte expresse o profundo contraditório sentimento humano, embora dance à nossa frente e nos convoque até o último fio de lucidez, o essencial não tem nome nem forma: é descoberta e assombro, glória ou danação de cada um.



https://www.google.com/search?q=lya+luft&rlz=1C1GCEA_enBR977BR977&oq=lya+lu&aqs Acesso em 13.07.2022 01

Sobre o segmento abaixo:



“...sabendo que, por mais que os escritores escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem com formas, cores e luzes...”



É CORRETO afirmar que 

Alternativas
Q4248907 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


DA PRÓXIMA VEZ, SÓ CASO SE FOR COM MULHER

Iana Villela


Eu ando cansada do discurso "próxima vez, só caso se for com mulher", comum nas mesas de bares ou conversas de WhatsApp entre amigas, quando as reclamações sobre os comportamentos dos maridos e namorados viram coro em dó maior.

Se relacionar com mulheres não é reabilitação para corações traumatizados, para parcerias domésticas, de carga mental. O único motivo para casar com uma mulher deve ser sentir tesão e se apaixonar por outra mulher.

Esse discurso, com ares progressista, é reprodução homossexual dos relacionamentos hétero-patriarcais: esperar cuidado e compreensão somente das mulheres.

A desvalorização crassa da paixão que mulheres bis e gays sentem umas pelas outras também bate com o pé na quina da ideia de “prêmio de consolação”, do relacionamento existir por não ter aparecido nada melhor. Esse discurso, inclusive, é alicerce da invisibilização desse tipo de amor, muitas vezes chamado de fase. Ou de crimes como o estupro corretivo, a ideia que uma mulher sente desejo por outra porque não teve o devido contato com um pênis competente.


É compreensível a decepção que mulheres hétero e bissexuais vivem na maioria dos relacionamentos com homens. Cada louça na pia, data importante negligenciada ou inabilidade emocional é um post-it imaginário colado em nossa testa, lembrando a solidão na vida familiar.

A instituição casamento, como existe hoje, é comprovadamente mais vantajosa para eles. O Instituto de Estudos da Família, nos EUA, publicou uma pesquisa apontando que homens casados têm salários maiores e vivem até 10 anos mais que os solteiros. A conclusão dizia que o preconceito com casamento, a história do game over repetida à exaustão em bares masculinos, precisava acabar.

Em nenhum momento é iluminada a gaveta escura onde se agita a sobrecarga feminina. Nossa insatisfação, embora pouco visível, é bem fundamentada, afinal, quem marca os médicos, lembra de exames, cuida da alimentação e filhos desses homens longevos e bem-sucedidos? É aceitável querer viver uma experiência igualitária, ainda assim, o nosso descanso não está na troca de gênero, até porque não estamos falando de escolhas. O que precisamos é de modelos novos de relacionamento.

Se relacionar é caminhar junto em busca constante pelo equilíbrio, ora pendendo para um lado, ora para o outro. Parceira nenhuma merece o peso de ser um divã sentimental para outra pessoa se deitar confortavelmente. Nem as casadas com homens, nem com mulheres.

Adaptado de: https://revistatrip.uol.com.br/tpm/da-proxima-vez-socaso-se-for-com-mulher Acessado em 27/09/2022
No trecho abaixo, é correto afirmar sobre a função do ponto de interrogação:
”Em nenhum momento é iluminada a gaveta escura onde se agita a sobrecarga feminina. Nossa insatisfação, embora pouco visível, é bem fundamentada, afinal, quem marca os médicos, lembra de exames, cuida da alimentação e filhos desses homens longevos e bem-sucedidos?”
Alternativas
Q4248904 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


DA PRÓXIMA VEZ, SÓ CASO SE FOR COM MULHER

Iana Villela


Eu ando cansada do discurso "próxima vez, só caso se for com mulher", comum nas mesas de bares ou conversas de WhatsApp entre amigas, quando as reclamações sobre os comportamentos dos maridos e namorados viram coro em dó maior.

Se relacionar com mulheres não é reabilitação para corações traumatizados, para parcerias domésticas, de carga mental. O único motivo para casar com uma mulher deve ser sentir tesão e se apaixonar por outra mulher.

Esse discurso, com ares progressista, é reprodução homossexual dos relacionamentos hétero-patriarcais: esperar cuidado e compreensão somente das mulheres.

A desvalorização crassa da paixão que mulheres bis e gays sentem umas pelas outras também bate com o pé na quina da ideia de “prêmio de consolação”, do relacionamento existir por não ter aparecido nada melhor. Esse discurso, inclusive, é alicerce da invisibilização desse tipo de amor, muitas vezes chamado de fase. Ou de crimes como o estupro corretivo, a ideia que uma mulher sente desejo por outra porque não teve o devido contato com um pênis competente.


É compreensível a decepção que mulheres hétero e bissexuais vivem na maioria dos relacionamentos com homens. Cada louça na pia, data importante negligenciada ou inabilidade emocional é um post-it imaginário colado em nossa testa, lembrando a solidão na vida familiar.

A instituição casamento, como existe hoje, é comprovadamente mais vantajosa para eles. O Instituto de Estudos da Família, nos EUA, publicou uma pesquisa apontando que homens casados têm salários maiores e vivem até 10 anos mais que os solteiros. A conclusão dizia que o preconceito com casamento, a história do game over repetida à exaustão em bares masculinos, precisava acabar.

Em nenhum momento é iluminada a gaveta escura onde se agita a sobrecarga feminina. Nossa insatisfação, embora pouco visível, é bem fundamentada, afinal, quem marca os médicos, lembra de exames, cuida da alimentação e filhos desses homens longevos e bem-sucedidos? É aceitável querer viver uma experiência igualitária, ainda assim, o nosso descanso não está na troca de gênero, até porque não estamos falando de escolhas. O que precisamos é de modelos novos de relacionamento.

Se relacionar é caminhar junto em busca constante pelo equilíbrio, ora pendendo para um lado, ora para o outro. Parceira nenhuma merece o peso de ser um divã sentimental para outra pessoa se deitar confortavelmente. Nem as casadas com homens, nem com mulheres.

Adaptado de: https://revistatrip.uol.com.br/tpm/da-proxima-vez-socaso-se-for-com-mulher Acessado em 27/09/2022
A função dos dois-pontos no período abaixo é de:
"Esse discurso, com ares progressista, é reprodução homossexual dos relacionamentos hétero-patriarcais: esperar cuidado e compreensão somente das mulheres.”
Alternativas
Q4248902 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
"Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina.” Pode-se encontrar o mesmo uso da vírgula do período acima em: 
Alternativas
Q4248900 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
A função do sinal de dois-pontos no parágrafo abaixo é de:
Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem.
Alternativas
Q4248899 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade. 

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
A função das aspas duplas no parágrafo abaixo é, respectivamente:
Nessas “chegadas” forçadas, conjectura-se que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. 
Alternativas
Q4248867 Português
Texto 2 para a questão.

A Lebre e a Tartaruga

Um dia, uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole e, enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre. Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela. “
Deve ser só de brincadeira”, pensou a lebre.
A raposa era o juiz e recebia as apostas. A corrida começou e, na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá pelo meio do caminho, a lebre teve a ideia de brincar um pouco. Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.
“Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo”, pensou.
A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum. Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada, Ora, a lebre dormiu tanto que se esqueceu de prestar atenção na tartaruga. Quando ela acordou, cadê a tartaruga? Bem que a lebre se levantou e saiu zunindo, mas nem adiantava! De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada.

ESOPO. Fábulas de Esopo. São Paulo. Companhia das Letrinhas. 1994.
Observe o trecho abaixo:
“Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.”
A vírgula foi utilizada para 
Alternativas
Q4248862 Português
Texto 1 para a questão.


ISSO NÃO ESTÁ ME CHEIRANDO BEM
Imagine uma bolinha de neve no topo de uma montanha e, quando ela chegar lá embaixo, vai ter virado um imenso bolão, não é? Isso é o que acontece com o lixo.
Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos 500 gramas de lixo todos os dias. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Todos os dias, esse lixo vira um bolão de milhões de toneladas!!! Só na cidade de São Paulo, são produzidas 12 mil toneladas por dia.

htttps:armazemdetexto.blogspot.com/2017/11/diversos-tipos-de-textos-curtos-com.html. Acesso em 11.07.2022.
Em “Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos...”, as vírgulas foram utilizadas para separar
Alternativas
Q4248177 Português

Texto 2 para a questão.


Todos nós passamos por dificuldades na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria da alma. Muitos lutam para sobreviver; outros são ricos, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade. Não adianta dominar o mundo lá fora e não dominar o mundo interior, o enorme território da sua alma.

(Augusto Cury)


https://www.google.com/search?q=textos+de+augusto+cury&tbm=isch&ved; Acesso em 13.07.2022.

Em “...não dominar o mundo interior, o enorme território da sua alma.”, a vírgula foi utilizada para separar 
Alternativas
Respostas
5501: A
5502: C
5503: A
5504: A
5505: A
5506: B
5507: D
5508: B
5509: A
5510: C
5511: B
5512: C
5513: E
5514: B
5515: A
5516: D
5517: A
5518: D
5519: A
5520: B