Questões de Concurso
Comentadas sobre pontuação em português
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Analise as frases a seguir, considerando o emprego do ponto de interrogação e do ponto de exclamação.
I.Onde estão os documentos que foram solicitados aos candidatos para a realização da prova de língua portuguesa!
II.Por que você não compareceu à reunião marcada para esta manhã?
III.Que bom seria se tivéssemos mais tempo para a família.
IV.Quieto! Quero fazer a prova em silêncio.
Os sinais de pontuação foram empregados corretamente em:
I. “[...] apresentou-se como José Medeiros e colocou-se à disposição para combater as tropas portuguesas que contestavam a legitimidade de Dom Pedro I, então príncipe regente.”
II. “O triunfo da menina órfã, que aprendeu sozinha a manusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo [...]”
( ) No trecho “‘Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa’.” (10º§), as vírgulas foram utilizadas apenas para isolar o vocativo, que é um termo acessório da oração.
( ) Em “[...] penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia.” (6º§), pode-se observar a utilização de sinais que marcam pausas e sinais que marcam melodia.
( ) No 5º§, as aspas acentuam o valor significativo de uma expressão.
( ) Empregou-se vírgula de maneira equivocada em “A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais.” (3º§).
A sequência está correta em
Analise as frases a seguir, considerando o emprego do ponto de interrogação e do ponto de exclamação.
I.Onde estão os documentos que foram solicitados aos candidatos para a realização da prova de língua portuguesa!
II.Por que você não compareceu à reunião marcada para esta manhã?
III.Que bom seria se tivéssemos mais tempo para a família.
IV.Quieto! Quero fazer a prova em silêncio.
Os sinais de pontuação foram empregados corretamente em:
Acerca da norma‑padrão da língua portuguesa, julgue o item seguinte.
A retirada da vírgula em “Nesse contexto, a linguagem escrita assume papel central” provocaria erro gramatical.
Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.
A substituição de vírgulas por travessões em trechos explicativos do texto configuraria erro gramatical, pois esses sinais de pontuação não podem exercer a mesma função sintática em textos formais.
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Falando de Amor
(Canção de Tom Jobim)
Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
JOBIM, Tom. Falando de Amor. (Fragmento). Disponível em:
https://www.tomjobim.com.ar/p/falandodeamor-letra-musica-video.html.
Acesso em: 22 dez. 2025.
Leia os títulos de artigos a seguir.
Sumário
Acordando discursos adormecidos: o que o ato poético diz do ato analítico
(Cláudia Thereza Guimarães de Lemos)
O Poder da palavra: o mago, o poeta e o psicanalista em ato
(Rita de Cássia Segantini Bonança)
Entre Te(at)r(os)s: Iludir para Desenganar – Modos de Olhar uma (In)certa poesia de Cacaso
(Débora Racy Soares)
Cinema e psicanálise: três tempos na captura do olhar
(Ana Costa)
LEITE, Nina Virgínia de Araújo; MILÁN-RAMOS, J. Guillermo (orgs.)(Fragmento).
entreAto: o poético e o analítico. Campinas, SP: Mercado de
Letras, s.p., 2011
I- O excerto revela que é permitido o uso de programa pelos autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).
II- O excerto denota que apenas alguns autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) podem usar os programas.
III- O excerto é uma oração explicativa e não restritiva.
IV- As vírgulas podem ser excluídas sem alteração de sentido.
ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Considerando os efeitos de sentido da pontuação, assinale a alternativa correta.
I Estaria mantida a correção gramatical do primeiro período do texto caso se inserisse vírgula imediatamente após o segmento "compreende-se que", visto que ele introduz uma explicação.
II No primeiro período, a vírgula após "(aldeia)" poderia ser substituída, sem prejuízo sintático ou semântico, pelo sinal de ponto e vírgula.
III Na sequência "vivendo na cidade, comendo com garfo e faca, vestindo terno e gravata" (primeiro período), as vírgulas separam orações coordenadas entre si.
Assinale a opção correta.
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o trecho “Ainda, o mapa de 2025 mostra que” (último parágrafo) fosse assim reescrito: O mapa de 2025 mostra, ainda, que.
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte.
No primeiro período do segundo parágrafo, o emprego da vírgula imediatamente após ‘público-alvo’ é obrigatório e se justifica pela necessidade de serem separadas duas orações que apresentam o mesmo sujeito.
O conhecimento geral sobre medicamentos é
importante para a saúde pública, a prática clínica e a
promoção da segurança do paciente. Frequentemente
referido na literatura da área como alfabetização
medicamentosa (medication literacy), esse conhecimento
transcende a simples identificação de nomes
farmacêuticos: envolve a capacidade de entender,
interpretar, avaliar e aplicar corretamente informações
referentes a medicamentos em contextos reais de uso,
incluindo habilidades funcionais (como ler rótulos e
bulas), comunicativas e críticas (como avaliar fontes de
informação) e competências numéricas (para calcular
dosagens ou horários).
Evidências científicas mostram que baixos níveis de
literacia em medicamentos estão associados a resultados
de saúde piores e a desfechos clínicos negativos, já que
grande parte de pacientes desconhece os nomes genéricos
ou a finalidade de seus medicamentos. Indivíduos com
pouco conhecimento sobre seus tratamentos tendem a
apresentar adesão terapêutica reduzida, maior risco de
eventos adversos e menor controle de doenças crônicas,
como hipertensão, diabetes e outras comorbidades comuns
em populações envelhecidas. Esses efeitos negativos
se dão porque o entendimento inadequado do regime
medicamentoso compromete a capacidade de seguir
orientações terapêuticas corretamente e de reconhecer
sinais de alerta de complicações.
Quando os pacientes compreendem por que um
medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os
possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia
e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões
de cuidado, dialogar com profissionais de saúde e evitar
práticas de risco, como automedicação ou descontinuação
irregular de tratamento.
A formação de médicos, farmacêuticos,
enfermeiros e demais profissionais inclui, cada vez mais,
competências relacionadas à adesão medicamentosa e
comunicação efetiva acerca de tratamentos, uma vez que
esses conhecimentos impactam diretamente a prática
clínica e a promoção do uso racional de medicamentos.
Nesse sentido, a presença de farmacêuticos e programas
educativos nas unidades de saúde é uma estratégia
comprovada para elevar o conhecimento medicamentoso
da população, proporcionando não apenas informações
precisas sobre medicamentos genéricos e prescritos, mas
também orientações relativas ao uso racional e à prevenção
de problemas como resistência antimicrobiana e interações
medicamentosas.
Em suma, o conhecimento sobre medicamentos
é um componente essencial da saúde contemporânea,
sustentado por evidências científicas que demonstram sua
relação com melhores desfechos clínicos, maior segurança
terapêutica e maior participação dos pacientes na gestão
de sua própria saúde.
Internet: <rsdjournal.org> (com adaptações).
No trecho “Em suma, o conhecimento sobre medicamentos é um componente essencial da saúde contemporânea, sustentado por evidências científicas que demonstram sua relação com melhores desfechos clínicos, maior segurança terapêutica e maior participação dos pacientes na gestão de sua própria saúde.”, mesmo com a supressão das vírgulas após “Em suma” e “contemporânea”, estariam preservadas a correção gramatical e a coerência textual.
Texto para o item abaixo.
Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.
A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.
A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.
Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.
Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.
Internet:
TEXTO III
Onde mora o beija-flor
Era uma vez uma menina sozinha, pensativa, mas muito brincante: brincava de pensamento quando viajava nas nuvens; brincava de nuvem, quando viajava em seus pensamentos.
Brincava de casinha também.
De correr.
De desenhar.
De contar histórias.
A menina vivia de fabricar pensamentos brincantes ou brincadeiras pensantes, desenhando céu, mar, floresta, estrela, passarinho, ninho de passarinho até.
E nessa vida de brincar e pensar, ela desenhou uma bela roseira e advinha quem logo apareceu? Ele mesmo: um beija-flor!
Um beija-flor azul-esverdeado de bico bem afiado e estando muito apressado logo partiu e voou:
— Ora, ora Senhor Beija-flor! Por que voou sem demora? Nem sua história contou? — falou bem alto a menina esperando que o beija-flor voltasse, mas ele não voltou.
E querendo muito saber quem era o beija-flor, aquele bichinho engraçado, pequeno e apressado, mas muito visitador, foi perguntar pra sua mãe que também vivia apressada, pois vivia atarefada com um tanto de amor para distribuir para quem precisava:
— Mae, você sabe onde mora o beija-flor?
— Hum, onde mora, onde mora assim exatamente eu não sei, porém logo ali no quintal ou no jardim do seu Juvenal sempre vejo um beija-flor. Ele chega assim dançando, meio que se equilibrando, beija a flor e logo voou.
A menina achou boa ideia ir no jardim do seu Juvenal ou observar no quintal a visita do beija-flor. Passou uns dias de prontidão, com lápis e papel na mão para anotar o endereço daquele belo fujão. E foi bem verdade que o beija-flor apareceu uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, porém apressado e ocupado não quis muita conversa não!
— Senhor Beija-flor não fuja! Você assim como a Dona Coruja deve ter casa e animal de estimação!
E o beija-flor, como vocês podem muito bem imaginar, não dava muito ouvidos. Era um bailarino concentrado, sempre muito arrumado pra uma apresentação!
Então a menina esperta, foi apelar pra escola, pois 14 havia uma professora sabida e que de tudo ensinava: sobre o barulho da cascata, sobre o nome das montanhas e sobre o verde da mata:
— Professora querida, estou muito arrependida de brincar tanto na aula! Embora, pedindo desculpas estou agora na escuta, pois tenho uma pergunta interessante: você sabe onde mora o beija-flor dançante?
A professora abriu um sorriso que mais parecia um abraço e foi logo falando:
— O beija-flor mora no seu compasso numa casa flutuante feita de ar, mas se você quer saber onde dorme, você vai ter que pesquisar!
E trouxe um montão de livros que explicava a natureza, cheios de desenhos de flores e beija-flores. Nem preciso dizer o quanto a menina ficou animada, correndo logo pra casa toda contente e feliz. Aqueles livros todos traziam a informação na frente do seu nariz!
As tardes depois da escola passava toda estudando a vida do beija-flor: o que se alimentava, de as cores que mais gostava, as flores visitava e até em que família vivia — que era a família Trochilidae. Uma família imensa que morava em todo o continente americano dos livros de geografia. Mas, afinal, em que lugar vivia? Bem, o livro bem que dizia onde morava o beija-flor, exatamente, nas Américas, em vários habitats: no Alaska, no Chile, na Guatemala, em qualquer lugar que tenha mata, floresta ou uma flor!
— A América é tão grande, pensava a menina. Como poderei assim achar meu beija-flor?
E teve a feliz ideia de perguntar pro carteiro que todo dia em sua rua passava fazendo a entregas do Correios. O carteiro sem demora logo apareceu e ela, na calçada, olhou pro moço concentrada e a pergunta logo fez:
— Senhor carteiro, responda-me de uma vez: onde mora o beija-flor? Ele é assim azulado, pequeno e delicado, rápido como o fogo e sereno como a lua. Há muito tempo procuro, mas não consigo achá-lo!
O carteiro olhou para a menina, ficou um pouco surpreso, digo até emocionado, mas disfarçou e falou:
— Olha Dona Menina, eu até conheço esse beija-flor, mas nunca fiz entrega pra ele não! Até gostaria de encontrá-lo pra falar um pouco da vida, já que a dele parece muito com a minha. Porém, eu tenho pra você uma boa solução. Nessa vida aperre- ada, de achar endereços e entregar coisas, eu fiz pra mim uma receita para encontrar tudo o que quiser, é assim: eu, as vezes, paro e desenho um enorme coração, porque um coração também é um mapa, uma espécie de gps pra quando a gente está perdido. Fico olhando o coração até encontrar nele uma estrada e daí é só seguir a instrução!
A menina, que adorava desenhar, partiu para o quintal e, perto de um pé de amora, com papel e lápis de cor, desenhou um coração gigante, pulsante e cheio de cor! Logo percebeu que aquele coração era seu. Ficou um pouco com medo de entrar em seu próprio coração e lembrou-se de um ditado que sua mãe sempre dizia: “coração dos outros é terra que ninguém anda”. Acontece que aquele coração era o da própria menina, sendo as- sim, nele ela poderia andar. Respirou fundo, abriu bem os olhos e viu que em seu coração havia muitas estradas, ruazinhas, placas e casas. Morava muita gente nele, gente que ela nem esperava: a amiga da escola, sua vizinha, o rapaz que dirigia o ônibus que ela ia até a escola. Também morava seu cachorro, é claro. Umas bonecas, um aviãozinho de brinquedo, sua caixa de lápis-de-cor. Estava 14 até mesmo a menina que ela não gostava da escola, até mesmo o dentista que ela não gostava de ir!
Agora não é difícil de adivinhar onde morava o beija-flor: ele estava o tempo todo dentro do seu coração de menina, porque há muito ela amava o beija-flor e ainda não percebia. Ele estava guardado no fundo, tão no fundo que chegava quase no seu estômago. Ele estava com a menina o tempo todo, bastou ela olhar com amor para dentro de si. A menina guardou o desenho do coração em uma gaveta e foi feliz para sempre com seu amigo beija-flor.