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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.730 questões

Q3037825 Português
Preconceito com mexicanos e muçulmanos aviva
xenofobia nos EUA, aponta ONU



‘Falsas alegações de que os imigrantes cometem mais crimes do que os cidadãos dos Estados Unidos são daninhas e avivam abusos xenófobos’, diz Zeid Ra’ad al Hussein.


O alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad al- Hussein, advertiu nesta quarta-feira (8) que os comentários racistas e a difamação a mexicanos e muçulmanos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avivam abusos xenófobos.


“A difamação de grupos inteiros com mexicanos e os muçulmanos, e as falsas alegações de que os imigrantes cometem mais crimes do que os cidadãos dos Estados Unidos, são daninhos e avivam abusos xenófobos”, afirmou Zeid na apresentação de seu relatório anual perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.


Zeid começou sua alocução afirmando que está preocupado “com a maneira que a nova Administração está tratando uma série de temas de direitos humanos”.


“É necessária uma maior e mais constante liderança para responder ao recente surto de discriminação, antissemitismo e violência contra minorias étnicas e religiosas”, solicitou.



PRECONCEITO com mexicanos e muçulmanos aviva xenofobia nos
EUA, aponta ONU. Portal G1. Disponível em:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/preconceito-com-mexicanos--emuçulmanos-aviva-xenofobia-nos-eua-aponta-onu.ghtml. Acesso em
20 mar.2022
No trecho: “A difamação de grupos inteiros com mexicanos e os muçulmanos, e as falsas alegações de que os imigrantes cometem mais crimes do que os cidadãos dos Estados Unidos, são daninhos e avivam abusos xenófobos” [...] o emprego das aspas justifica-se:
Alternativas
Q3036551 Português
FACE A FACE
Mário Viana
        Telefonar voltou à moda. Depois de uma temporada intensa de e-mails, posts, voice-mails, memes e emojis, a quarentena nos fez redescobrir o prazer de ver os amigos – nem que seja pelo distanciamento social da chamada de vídeo. Quando o rosto conhecido surge na telinha do celular, falando de verdade com você, é como se um novo mundo antigo se descortinasse.
        Chamadas de vídeo lembram as festas de Natal de nossa infância, na parte em que a madrinha chegava carregando um presente bem vistoso. Só depois de adultos é que fomos descobrir as arapucas ocultas em cada rabanada. Na infância, bastava um pacote embrulhado em papel colorido pra coisa ficar excitante.
         Em tempos de isolamentos e rostos cobertos por máscaras, tem de haver um jeito de se sentir sócio do clube. A tecnologia tem dado conta do recado, com limites. Grupos de trabalho e debates, como os dos aplicativos Zoom e Team, são ótimos pra resolver problemas e esclarecer dúvidas, mas não suprem nossa carência de humanidade.
     Como disse um amigo esta semana, os aplicativos são os terrenos onde praticamos pequenos monólogos. Dificilmente alguém interrompe quem está falando. Falta a incompletude do diálogo, que só o telefonema permite.
      Quantas frases interrompidas, quantos assuntos deixados pela metade, quantos temas que mudam como o vento! Que delícia tudo isso! Tem nada melhor que desligar e bater na testa, esqueci de falar tal coisa. Ligação boa sempre deixa um rabicho de fora, desculpa esfarrapada pra outro telefonema – que, muitas vezes, não será dado.
      Na chamada de vídeo, ninguém fica esplendoroso. O bom é que ninguém também fica assustador – exceto os casos perdidos, claro. Alguns de nós ficam sem saber pra onde dirigir o olhar e outros se atrapalham com os ruídos corporais que podem atravessar o espaço através do celular.
      Sempre checamos nossa imagem, na pequena telinha que aparece como encarte. O cabelo está bom? Não, mas é o que temos para o momento. A roupa, a voz, parece até que vamos corrigir alguma coisa. Mas quando a conversa engata, esquecemos desses detalhes bestas – assim como na vida real.
      Muitas vezes, o melhor vem no fim, quando a conversa termina. Sobra um sorriso meio bobo na cara, aquela euforia de quem passou um dia gostoso na praia. A sensação de ter vivido um momento de prazer é o melhor efeito colateral dessas microtelevisões só nossas.

Fonte: https://vianices.wordpress.com/2020/07/26/face-a-face/
Em O bom é que ninguém fica assustador – exceto os casos perdidos, claro (6º parágrafo), o travessão foi utilizado:
Alternativas
Q3036439 Português
XXXIV

A uma alma sensível

        Há aí, entre as cinco ou dez pessoas que me lêem, há aí uma alma sensível, que está decerto um tanto agastada com o capítulo anterior, começa a tremer pela sorte de Eugênia, e talvez, lá no fundo de si mesma, me chame cínico. Eu cínico, alma sensível? Pela coxa de Diana! Esta injúria merecia ser lavada com sangue, se o sangue lavasse alguma coisa nesse mundo. Não, alma sensível, eu não sou cínico, eu fui homem […]

    (ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas, São Paulo: Martin Claret, 2012. p. 75.)
No que se refere a pontuação do trecho “Não, alma sensível, eu não sou cínico”, assinale a alternativa que explica a utilização do sinal de pontuação.
Alternativas
Q3034953 Português
Atente para as seguintes frases:

I. Atualmente, a vida está muito agitada nas cidades. II. O motorista novo errou o caminho. III. Ronaldinho, o jogador de futebol, foi homenageado. IV. Algumas pessoas, descobrem tarde o prazer pela vida.

A pontuação está plenamente CORRETA em:
Alternativas
Q3034945 Português

A questão deverá ser respondida de acordo com o texto a seguir:


O Analfabeto


Sabendo que o vigário da paróquia estava precisando de um sacristão, o Nicola o procurou para candidatar-se ao lugar. Mas, por ser analfabeto, não foi aceito.


Tendo já, por esse mesmo motivo, perdido outros empregos, resolveu finalmente ganhar a vida trabalhando por conta própria, comprando aqui tudo quanto lhe aparecia: frutas, ferro velho, garrafas vazias, etc.


Trabalhador, ativo e extremamente econômico, não lhe foi difícil acumular, em pouco tempo, um bom capital.


Certo dia, foi ao Banco, com o qual mantinha grandes transações, para retirar alguns conhecimentos de embarque de café, que havia caucionado. Depois de preparar o recibo para a devolução daqueles documentos, o funcionário pediu-lhe que o datasse e assinasse, sobre as respectivas estampilhas. E, enquanto desenhava com dificuldade a assinatura, o Nicola ia dizendo:


− Eu assino e depois o senhor completa o resto, porque só sei escrever o meu nome.


Admirado, o funcionário comentou, delicadamente:


− Mas, como é isso, seu Nicola? Então o senhor, um homem rico com o é, não sabe escrever?


− Felizmente! Pois se eu soubesse ler e escrever, até hoje ainda seria sacristão... 


O sinal de pontuação utilizado no final da frase “− Eu assino e depois o senhor completa o resto, porque só sei escrever o meu nome.” é:
Alternativas
Q3034442 Português
        Há relativamente pouco tempo, na década de 1960, as vidas humanas não eram um objeto de estudo muito comum, principalmente em seu contexto social e histórico, e os pesquisadores não relacionavam o desenvolvimento infantil com o que acontece depois da infância. Os estudos do ciclo vital mudaram tudo isso.
        A presente consciência da necessidade de observar a trajetória de vida em seu contexto social e histórico deve-se, em parte, a Glen H. Elder Jr. Em 1962, Elder chegou ao campus da Universidade da Califórnia para trabalhar no Estudo de Crescimento de Oakland, uma abordagem longitudinal do desenvolvimento social e emocional de 167 jovens urbanos nascidos em torno de 1920, sendo aproximadamente a metade deles de classe média. O estudo tinha começado no início da Grande Depressão dos anos de 1930, quando os jovens, que haviam passado suas infâncias no boom dos formidáveis anos de 1929, estavam entrando na adolescência.
        Comparando os dados sobre os dois grupos de participantes — os de famílias fortemente atingidas e aqueles cujas famílias sofreram relativamente poucas privações após o colapso da economia — Elder observou como as mudanças na sociedade podem alterar os processos familiares e, por meio deles, o desenvolvimento das crianças. Ao mudar a vida dos pais, a pressão econômica mudou também a vida dos filhos. As famílias afetadas (aquelas que perderam mais do que 35% de sua renda) redistribuíram as funções econômicas. As mães foram em busca de empregos fora de casa. As moças assumiram diversas tarefas de casa, e muitos rapazes foram procurar empregos de turno parcial.
        As mães assumiram maior autoridade parental. Os pais, preocupados com a perda do emprego e ansiosos com a perda de status dentro da família, às vezes bebiam muito. As discussões entre os pais aumentaram de frequência. Os filhos adolescentes, por sua vez, tendiam a mostrar dificuldades de desenvolvimento. Isso não ocorria tanto nos jovens cujos pais eram capazes de controlar suas emoções e suportar a tormenta econômica com menos discórdia familiar.

Desenvolvimento humano. Diane E. Papalia. 
O uso da vírgula em “[...] principalmente em seu contexto social e histórico, e os pesquisadores não relacionavam o desenvolvimento infantil com o que acontece depois da infância.” se justifica na alternativa: 
Alternativas
Q3034112 Português
A vírgula é um sinal de pontuação que exerce diversas funções. Examine o texto a seguir e marque a alternativa que contemple a justificativa correta para as ocorrências desse sinal.
Ao contrário do que estamos acostumados, os especialistas em Economia deveriam usar uma linguagem mais clara e menos complexas ao falar para um público leigo, ou seja, esclarecer conceitos numa linguagem menos técnica e fechada.
Alternativas
Q3033123 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que amigos prolongam nossas vidas

Se você tiver prestado atenção às noções mais recentes sobre bem-estar e longevidade As pesquisas trazem conclusões claras, terá notado o aumento do foco na situação dos nossos relacionamentos.

Os pesquisadores dizem que as pessoas com redes de relacionamento bem desenvolvidas tendem a ser muito mais saudáveis do que aquelas que se sentem isoladas.

A relação entre as nossas interações com as outras pessoas e a nossa longevidade é tão forte que a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou recentemente uma nova Comissão sobre Conexões Sociais, consideradas uma "prioridade de saúde global".

Talvez você tenha um certo ceticismo sobre estas afirmações e os misteriosos mecanismos que supostamente relacionam nosso bem-estar físico à solidez dos nossos relacionamentos. Mas a nossa compreensão do modelo de saúde "biopsicossocial" vem crescendo há décadas

Enquanto pesquisava a ciência por trás dessas conclusões para o meu livro The Laws of Connection ("As leis da conexão", em tradução livre), descobri que nossas amizades podem exercer influência sobre tudo − desde a resistência do nosso sistema imunológico até a possibilidade de morrermos de doenças cardíacas.

As pesquisas trazem conclusões claras. Se quisermos viver uma vida longa e saudável, devemos começar à priorizar as pessoas à nossa volta.

As raízes científicas desta descoberta remontam ao início dos anos 1960.

Foi quando o médico Lester Breslow (1915-2012), do Departamento de Saúde Pública do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, definiu um projeto ambicioso para identificar os hábitos e comportamentos que geram maior longevidade.

Para isso, ele recrutou cerca de 7 mil participantes do condado de Alameda, na Califórnia. E, com questionários abrangentes, o médico elaborou um quadro extraordinariamente detalhado dos seus estilos de vida e acompanhou seu bem-estar nos anos que se seguiram.

Depois de uma década, a equipe de Breslow havia identificado vários dos ingredientes que, como sabemos hoje, são essenciais para a boa saúde: não fumar; beber com moderação; dormir sete a oito horas por noite; fazer exercícios; evitar guloseimas; manter peso adequado; e tomar café da manhã.

Na época, essas descobertas foram tão surpreendentes que, quando seus colegas apresentaram os resultados, Breslow achou que eles estivessem fazendo algum tipo de brincadeira.

Dificilmente você irá precisar de mim para explicar essas orientações com mais detalhes. O conjunto de sete hábitos saudáveis conhecido como "Alameda 7", atualmente, é a base da maioria das orientações de saúde pública.

Mas as pesquisas continuaram. E, em 1979, dois colegas de Breslow − Lisa Berkman e S. Leonard Syme − descobriram um oitavo fator que influencia a longevidade das pessoas: as conexões sociais.

Em média, as pessoas com maior número de laços sociais apresentaram cerca de metade da probabilidade de morrer em relação às pessoas com redes sociais menores. E este resultado permanecia inalterado, mesmo considerando fatores como situação socioeconômica e a saúde das pessoas no início da pesquisa, consumo de cigarros, prática de exercícios e alimentação.

Analisando com mais profundidade, ficou claro que todos os tipos de relacionamentos são importantes, mas alguns são mais significativos do que outros.

O senso de conexão com o cônjuge e amigos próximos oferece maior proteção, mas os próprios conhecidos casuais da igreja ou de um clube de boliche também ajudam a afastar a indesejável visita da morte.

A completa ousadia desta afirmação pode explicar por que ela foi inicialmente desprezada pelas orientações de saúde pública.

Os cientistas estavam acostumados a observar o corpo como uma espécie de máquina, praticamente separada do nosso estado mental e do ambiente social. Mas desde então, extensas pesquisas confirmaram, que a conexão e a solidão influenciam nossa suscetibilidade, a muitas doenças.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce98r0mvq78o adaptado)
Nos trechos abaixo, retirados do texto, um está apresentando o emprego da vírgula INCORRETAMENTE. Qual? 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UECE-CEV Órgão: CREMEC Prova: UECE-CEV - 2024 - CREMEC - Contador |
Q3032984 Português

  




Lenio Luiz Streck é professor, parecerista, advogado e sócio fundador do Streck & Trindade Advogados Associados: www.streckadvogados.com.br.

Disponível em: https: //conjur.com.br. 14/03/2024.

Acesso em 18/08/2024. Adaptado.

A norma apresentada entre colchetes que corresponde ao emprego de vírgula está correta em
Alternativas
Q3032651 Português
O emprego da vírgula, muitas vezes, pode alterar a função sintática de um determinado termo na oração. Nesse contexto, assinalar a alternativa em que, caso retirássemos a vírgula, haveria mudança de função sintática.
Alternativas
Q3032492 Português

Texto 7


Guga poderia virar um assassino?


Dois jovens, quase a mesma idade, poucos meses de diferença, comoveram, na semana passada, o Brasil.


Um deles é branco, 23 anos, ganhou fama com uma raquete de tênis na mão. Outro, negro, 22 anos, ganhou fama com um revólver na mão.


Na segunda-feira, Gustavo Kuerten, o Guga, cercado de fãs, se deixava fotografar em frente à Torre Eiffel, com o troféu que levou no torneio de Roland Garros, que projetou-o para o primeiro lugar do ranking mundial - e o deixou U$ 600 mil mais rico.


Naquele mesmo dia, Sandro do Nascimento, cercado de policiais, depois de um atabalhoado sequestro, era jogado num camburão, onde morreu sufocado - ele queria R$ 1 mil. (…)


Nessa quadra chamada Brasil, Guga e Sandro estavam divididos exatamente pelas linhas que incluem e excluem, que dão ou tiram chances, que fazem prosperar ou regredir.


A quadra que faz derrotados e perdedores. (…) 


Os números mostram, com clareza, como o desemprego atinge, mais pesadamente, em particular aqueles com baixa escolaridade.


E também mostram como a renda está caindo especialmente nas regiões metropolitanas.


Deterioração das regiões metropolitanas, baixa escolaridade, desemprego acentuado entre os jovens, são as linhas dessa quadra de exclusão.


Nesse jogo da morte, não há polícia que, de fato, funcione. Nem prisão que abrigue tantos delinquentes.


Vamos seguir produzindo mais chances de Sandros do que Gugas.


Somos, enfim, uma nação de perdedores.


https://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/gilberto/ gd100700.htm

Gilberto Dimenstein, Folha de S. Paulo, editado

Analise as afirmativas abaixo sobre o texto 7.


1. No terceiro parágrafo, o pronome oblíquo o foi empregado em situação de ênclise, o que não é admitido pela norma culta neste contexto.


2. A palavra onde no quarto parágrafo deveria ser substituída por aonde, de acordo com a norma culta.


3. Na construção “Deterioração das regiões metropolitanas, baixa escolaridade, desemprego acentuado entre os jovens, são as linhas dessa quadra de exclusão.” (retirada do texto), a vírgula antes do verbo ser está separando sujeito do predicado.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas

Alternativas
Q3032104 Português
“No Brasil, educação de má qualidade submete indivíduos a situação análoga à escravidão”


Não há dúvidas de que o capital humano é central no processo dos desenvolvimentos econômico e social de qualquer país — e a educação é um dos pilares da formação de um capital humano qualificado. O filósofo e economista Eduardo Giannetti alerta: a falta de acesso à educação de qualidade e ao domínio da linguagem tolhe as capacidades de expressão e articulação de pensamentos, desejos e escolhas dos indivíduos. Segundo ele, esse cenário restringe liberdades.

“Não adianta dizer a uma pessoa analfabeta que ela é livre para ler Machado de Assis, Nelson Rodrigues ou Guimarães Rosa. Assim como dizer a alguém que está passando fome de que ele é livre para ir ao melhor restaurante da cidade. É uma liberdade completamente vazia”, explica. “A liberdade genuína, profunda, ocorre quando a pessoa tem meios para exercer a escolha de ler, de gastar o dinheiro dessa ou daquela maneira. Caso contrário, é realmente uma piada de mau gosto dizer que um analfabeto é livre para fazer o que quer. Ele não é”, completa.

De acordo com Giannetti, a falta de acesso à educação no Brasil faz com que muitos vivam em uma situação análoga à escravidão. “É a escravidão da ignorância. O escândalo da má qualidade do ensino no Brasil é o análogo do século 21 à escravidão. É da mesma ordem de gravidade”, explica.


(Trecho adaptado de entrevista de Eduardo Gianetti para Renato Galeno) (https://umbrasil.com/videos/no-brasil-educacao-de-ma-qualidade-submete-individuos-a-situ acao-analoga-a-escravidao/)
[Questão Inédita] “Assim como dizer a alguém que está passando fome de que ele é livre para ir ao melhor restaurante da cidade” (2º parágrafo)
Sobre o trecho em destaque, assinale a alternativa com a afirmação correta:
Alternativas
Q3032102 Português
“No Brasil, educação de má qualidade submete indivíduos a situação análoga à escravidão”


Não há dúvidas de que o capital humano é central no processo dos desenvolvimentos econômico e social de qualquer país — e a educação é um dos pilares da formação de um capital humano qualificado. O filósofo e economista Eduardo Giannetti alerta: a falta de acesso à educação de qualidade e ao domínio da linguagem tolhe as capacidades de expressão e articulação de pensamentos, desejos e escolhas dos indivíduos. Segundo ele, esse cenário restringe liberdades.

“Não adianta dizer a uma pessoa analfabeta que ela é livre para ler Machado de Assis, Nelson Rodrigues ou Guimarães Rosa. Assim como dizer a alguém que está passando fome de que ele é livre para ir ao melhor restaurante da cidade. É uma liberdade completamente vazia”, explica. “A liberdade genuína, profunda, ocorre quando a pessoa tem meios para exercer a escolha de ler, de gastar o dinheiro dessa ou daquela maneira. Caso contrário, é realmente uma piada de mau gosto dizer que um analfabeto é livre para fazer o que quer. Ele não é”, completa.

De acordo com Giannetti, a falta de acesso à educação no Brasil faz com que muitos vivam em uma situação análoga à escravidão. “É a escravidão da ignorância. O escândalo da má qualidade do ensino no Brasil é o análogo do século 21 à escravidão. É da mesma ordem de gravidade”, explica.


(Trecho adaptado de entrevista de Eduardo Gianetti para Renato Galeno) (https://umbrasil.com/videos/no-brasil-educacao-de-ma-qualidade-submete-individuos-a-situ acao-analoga-a-escravidao/)
[Questão Inédita] Em relação aos aspectos linguísticos e gramaticais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3031239 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

A partir do trecho “De lá, espalhou-se pela Europa e Ásia. Há 60 mil anos, nossa espécie atingia a Austrália” (linha 20), julgue os itens abaixo:

I. O pronome „se‟, enclítico à forma verbal „espalhou‟, deveria vir em próclise;
II. A vírgula após o vocábulo „anos‟ está incorretamente empregada;
III. O vocábulo „a‟, antes de „Austrália‟, deveria ter recebido o acento grave.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031233 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

Levando-se em conta o trecho “[...], mas são iguais às tipicamente encontradas nos ossos de animais consumidos por caçadores-coletores nos tempos antigos” (linhas 7 e 8), julgue os itens abaixo:

I. O uso do acento grave utilizado no trecho se explica porque o vocábulo „iguais‟ exige a preposição „a‟ e o substantivo „marcas‟ (subentendido) admite a anteposição do artigo feminino no plural „as‟;
II. A vírgula antes da conjunção „mas‟ pode ser suprimida, sem que isso viole as regras preconizadas pela tradição normativa;
III. A expressão „nos tempos antigos‟ não poderia, na posição em que está, receber uma vírgula antes da preposição contraída „nos‟.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031156 Português
Respectivamente, quais os nomes dos sinais de pontuação presentes na frase abaixo?

Maria comeu alguns doces: primeiro, o bolo; em segundo, o brigadeiro.
Alternativas
Q3031151 Português

Como a mpox se espalha?



    Desde o primeiro caso humano conhecido em 1970 — quando um menino foi diagnosticado na República Democrática do Congo a maioria das infecções ocorreu na África Ocidental e Central. No início, a maioria eram "eventos de transbordamento", contraídos pela caça e abate de animais selvagens infectados, disse Rosamund Lewis, que atua como líder técnica de mpox na OMS.

    Ambos os tipos de mpox podem se espalhar por meio do contato direto com animais infectados e materiais contaminados. Isso pode incluir itens como roupas, roupas de cama e toalhas.

    O contato próximo também pode espalhar o vírus entre pessoas — inclusive por meio de beijos, gotículas respiratórias que se espalham ao falar com alguém que foi infectado e contato direto com pele infecciosa ou lesões na boca ou genitais.

    As lesões são "pequenas fábricas virais" contagiosas, disse uma epidemiologista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). O período de incubação é de três a 17 dias e, de acordo com o CDC, pessoas com sintomas de mpox são contagiosas “até que a erupção esteja completamente curada e uma nova camada de pele tenha se formado”.


National Geographic. Adaptado.


As aspas ao longo do texto marcam:
Alternativas
Q3031041 Português
Veja a importância da leitura para a saúde mental e neurológica

   Com frequência, ouve-se dizer que a leitura é fundamental para uma boa educação, o que é algo inegável. Livros acadêmicos, religiosos, contos, poesias, romances e, até mesmo, aqueles pertencentes à cultura pop oferecem ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre diversos assuntos, bem como uma melhoria no vocabulário.
    Contudo, um tema que também deveria ser mais debatido é sobre a importância da leitura para a saúde mental e neurológica. Isso porque ela trabalha diferentes regiões do cérebro, que vão desde a área visual até a de processamento e memorização. Por isso, oferece diversos benefícios a curto e longo prazo. Segundo o Dr. Lucas Pizetta de Amorim, psiquiatra da Clínica Revitalis, o hábito de ler aprimora o foco, a concentração e a atenção aos detalhes.
   A longo prazo, por sua vez, a atividade promove o retardo do declínio cognitivo. “Estudos indicam que pessoas que leem regularmente têm um risco menor de desenvolver doenças neurodegenerativas como a demência e o Alzheimer”, acrescenta.
   Além disso, a Dra. Priscila Mageste, médica do sono e curadora de Neurologia na Conexa – ecossistema digital de saúde integral –, revela que, a longo prazo, o hábito de ler beneficia a neuroplasticidade (capacidade cerebral de aprender e se reprogramar), o que leva a melhoras no aprendizado e na interpretação.
   Assim como a saúde neurológica, o bem-estar da mente também é beneficiado pela leitura. Andrea Deis, gestora empresarial e especialista em Neurociências, comenta que a atividade ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse, bem como aprimorar as habilidades interpessoais.
    Além disso, esse hábito influencia o comportamento empático. “A leitura nos permite vivenciar diferentes perspectivas e experiências por meio das histórias. Isso pode aumentar nossa empatia e capacidade de compreender emocionalmente o outro”, explica Carolina Porfírio, psicóloga e coordenadora de Saúde Mental na Conexa.
    Para obter os benefícios da leitura, não basta apenas ler uma página de livro por dia, é preciso regularidade. De acordo com Marta Siqueira, psicanalista e psicoterapeuta, o período mínimo indicado de leitura é de quatro horas semanais, podendo ser dividido em sessões diárias de 30 a 60 minutos.
    A profissional também ressalta que, caso precise ler por muito tempo em um determinado dia, o indicado é realizar intervalos de 15 a 20 minutos a cada uma hora. Isso porque o cérebro só consegue se manter concentrado em qualquer atividade por um período de até 90 minutos seguidos. Após isso, ele fica sobrecarregado e a concentração começa a cair.
   Além de estipular um tempo para a leitura, também é preciso encontrar espaços e momentos adequados para a prática. Marta Siqueira comenta que o recomendado é um ambiente iluminado e silencioso. Em relação aos períodos, a profissional sugere os intervalos durante o dia, de manhã e antes de dormir. “Ler antes de dormir pode ajudar a relaxar e melhorar a qualidade do sono. Ler pela manhã pode ser uma ótima maneira de começar o dia com uma mente fresca”, complementa. 
   Adquirir o hábito de ler diariamente requer um pouco de tempo e técnicas certas. Segundo a especialista em Neurociências Andrea Deis, começar com leituras leves e com temas que te interessam, bem como participar de clubes do livro e utilizar aplicativos digitais para ler, são táticas que podem te ajudar nessa empreitada.
   Outra dica é variar o gênero e os autores lidos. “Explore diferentes tipos de livros. Se você não está gostando de um livro, não hesite em abandoná-lo. A diversidade de leituras mantém o hábito interessante e estimulante”, pontua a psicóloga Carolina Porfírio.
   Muitas pessoas que não apresentam o costume de ler já podem ter sido leitoras assíduas um dia. Contudo, esse hábito saudável pode ter sido deixado de lado. A psicoterapeuta Marta Siqueira explica que isso ocorre devido a três fatores principais: falta de propósito, o indivíduo não entende o que a leitura acrescentará em sua vida; falta de tempo, compromissos diários podem reduzir o tempo disponível para leitura; distrações digitais, uso excessivo das redes sociais.
  Portanto, para reverter essa situação, a profissional recomenda estabelecer um propósito inabalável, estimular-se com pequenas recompensas, reduzir o tempo nas redes sociais e colocar a leitura na agenda.
(Disponível em: https://jovempan.com.br/edicase/ Acesso em: julho de 2024.)
Uma das razões para o emprego da vírgula é para isolar trecho apositivo de valor explicativo. Analise os trechos a seguir e assinale aquele em que a vírgula foi empregada por esse motivo.
Alternativas
Q3030962 Português
Caixa de sapato

     “Preciso de um tempo.” Foi o que ela disse...Ou melhor, foi o que ela quis dizer.
     Nas entrelinhas do que escreveu, estava lá: me dê um tempo. Motivo, ou desculpa, também havia. Não chamaria de motivo bobo; pelo contrário, era um motivo que eu respeitava, assim como respeitaria qualquer decisão dela.
    O problema é que eu estava cego... Cego de amor. Confesso que mesmo que parecesse tão claro o que aconteceria em seguida, ainda me restou uma dúvida, uma esperança. Foi como se ela me jogasse de um precipício, mas segurasse uma de minhas mãos enquanto eu estava pendurado; e a esperança de que ela me desse sua outra mão, e me puxasse de volta, não passou de uma ilusão. Eu caí.
     Talvez o problema tenha sido eu, mas não me arrependo de nada que fiz.
    A todo momento fui sincero sobre o que sentia; mas talvez ela devesse ter dito a verdade logo de uma vez: foi lindo o que aconteceu com a gente, mas não dá mais. Me pouparia do sofrimento e a pouparia de usar uma desculpa.
   “Eu te amo”, ela disse. Mas um amor como ela descrevia não se acabaria em dias, em semanas. Pensava comigo mesmo: “talvez eu não fosse bom pra ela”, mas esse não é o ponto. Tudo o que fiz foi tratá-la com respeito, com afeto, com amor; mas parece que, pra ela, eu fui só mais um.
    Ela precisava de um tempo, e eu dei esse tempo, mesmo eu não querendo isso. Mas foi o melhor a se fazer.
    De que adiantaria tê-la ao meu lado, se o que, ou quem, ela queria não estava ali? Eu mesmo respondo: nada.
    Eu apenas estaria me enganando.
   “Nunca vou esquecer o que aconteceu com a gente, o nosso amor”; não, farei o possível para esquecer, porque, por mais lindo que tenha sido, aquela gota de esperança que ela deixou pingar sobre mim, me machucou ainda mais hoje.
   Guardei os bons momentos em uma caixa, e essa caixa... Bem, essa caixa sempre estará ali, quando quiser me lembrar de tudo; mas, como uma caixa de sapato, que guardamos no fundo de um armário, e esquecemos lá, espero que o mesmo aconteça com essas lembranças.
    O amor? Não o culpo, mas quero esquecer. Não por raiva, não por ódio a ele, mas por mim, pra que eu possa me sentir bem. Apesar de o amor ser aquilo que nos mantêm vivos, eu não estaria vivo por dentro mesmo que eu quisesse. Eu a amei incondicionalmente, com todas as minhas verdades, mas se não era o suficiente: paciência.
    Quem sabe, um dia, encontrar alguém para quem o que eu tenho a oferecer realmente valha a pena, alguém que me ame da mesma forma. Até lá desejo a ela toda felicidade do mundo, e pra mim... Bom, pra mim eu desejo que cada dia mais aquelas lembranças sejam esquecidas, e que todas as palavras ditas e digitadas voem pelo ar, e se dispersem com o vento, e, além disso, felicidade plena, aguardando, não desesperadamente, mas sim que inevitavelmente ela apareça; não qualquer uma, mas aquela que Deus modelou.

(TROVA, Vitor. Pensador, Crônicas para se ler em qualquer lugar, 2022. Adaptado.)
Em “O problema é que eu estava cego... Cego de amor.” (3º§), há o emprego das reticências. Podemos afirmar que tal sinal de pontuação foi utilizado para:
Alternativas
Q3030829 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tecnologia e emprego: uma nova escola para o jovem do futuro

A digitalização permeia todos os setores produtivos, amplia a automação, substitui atividades repetitivas ou de baixa complexidade

O envelhecimento da população, a flexibilização das relações de trabalho e as mudanças climáticas são discussões atuais que impactam o futuro da população brasileira e devem ser debatidas pelo governo, formadores de opinião e, claro, nossos jovens que ainda estão no ensino médio. Estes últimos, iniciam a trajetória produtiva daqui a alguns anos e sofrerão o impacto da crescente digitalização da economia.

Essas tendências estão no estudo "Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes Brasileiras" − realizado em parceria entre Fundação Telefônica Vivo, Itaú Educação e Trabalho, Fundação Roberto Marinho, Fundação Arymax e GOYN SP, e liderado pelo Instituto Cíclica com o Instituto Veredas.

A digitalização permeia todos os setores produtivos, amplia a automação, substitui atividades repetitivas ou de baixa complexidade e atinge em cheio o mercado de trabalho, impactando a atuação humana. Segundo o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2023, do Fórum Econômico Mundial, até 2027, 83 milhões de empregos podem ser substituídos, enquanto 69 milhões novos postos podem surgir a partir de oportunidades e necessidades geradas por esses novos cenários, especialmente as associadas à tecnologia. O estudo estima ainda que a oferta de vagas como de cientistas de dados, especialistas em Big Data, Inteligência Artificial e segurança cibernética cresça em média 30% até 2027.

Nesse contexto tão incerto quanto vasto em possibilidades é que se torna eminente a necessidade de desenvolver competências e habilidades tecnológicas, fundamentais para a inserção produtiva dos nossos jovens desde o início da fase escolar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já traz, a cultura digital como competência geral em todas as etapas, da educação básica e prevê a inserção da computação para todos, os estudantes. Investir em letramento digital é essencial para garantir a real compreensão das potencialidades das tecnologias e de como aplicá-las de maneira crítica para o trabalho e para o pleno exercício da cidadania.

Quase todos (98%) os jovens que estão hoje no Ensino Médio das redes públicas querem uma escola diferente, que os prepare para o mercado de trabalho, como mapeou a "Pesquisa de opinião com estudantes do Ensino Médio", encomendada pelo Todos Pela Educação em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Instituto Natura e o Instituto Sonho Grande, realizada pelo Datafolha no ano passado. . Mas, para isso, precisam receber apoio e orientação para fazer as melhores escolhas profissionais.

Falta cursos de qualificação profissional e técnica adequados para o acesso dos diferentes perfis de jovens brasileiros; os currículos dos cursos existentes são muitas vezes dessintonizados das vagas existentes no mercado; há falta de professores nessas áreas na escala que o Brasil precisaria; e, muitas empresas ainda têm barreiras de entrada para egressos de cursos técnicos.

Os setores produtivos precisarão de profissionais com perfis tech, especialmente os das novas economias verde, criativa, digital e prateada (com foco na população 50+). O futuro está logo ali e garantir que as nossas diferentes juventudes estejam com as ferramentas adequadas é dever de governos, iniciativa privada e sociedade em geral. O jovem que tiver a chance de expandir seus conhecimentos sobre tecnologia será um cidadão mais apto a viver e trabalhar em um mundo que evolui rapidamente.


(https://www.terra.com.br/noticias/educacao/opiniao/lia-glaz/tecnologiae-emprego-uma-nova-escola-para-o-jovem-do-futuro adaptado)
Os trechos abaixo, retirados do texto, apresentam o emprego da vírgula INCORRETAMENTE em: 
Alternativas
Respostas
2601: A
2602: D
2603: C
2604: D
2605: B
2606: D
2607: C
2608: C
2609: B
2610: A
2611: D
2612: D
2613: E
2614: E
2615: A
2616: A
2617: A
2618: C
2619: D
2620: C