As vírgulas empregadas no excerto “[...] os Artemis Accords,...

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Q3331545 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão


        A sonda chinesa Chang’e-6 retornou à Terra na terça-feira (25), trazendo as primeiras amostras da história do lado oculto da Lua. Esta missão é um marco significativo na exploração lunar e levanta questões importantes sobre a propriedade e o uso da Lua.

        O interesse renovado pela Lua é impulsionado por uma combinação de fatores científicos, econômicos e estratégicos. Do ponto de vista científico, a Lua oferece uma oportunidade única para a pesquisa e a descoberta. Missões recentes, como essa da Chang’e-6, fornecem informações valiosas sobre a composição e a história geológica do satélite, ajudando a entender melhor a formação do sistema Terra-Lua e outros processos planetários.

       A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra. O Hélio-3 é considerado uma potencial fonte de combustível para futuras reações de fusão nuclear, que poderiam fornecer uma forma limpa e quase ilimitada de energia. Dominar a tecnologia de fusão nuclear com Hélio-3 poderia revolucionar a produção de energia no planeta, oferecendo uma alternativa limpa às atuais fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis. Esse interesse é um dos fatores que impulsionam a nova corrida espacial para a Lua, com implicações tanto científicas quanto econômicas de uma importância revolucionária.

     Economicamente, a Lua possui recursos valiosos, como água congelada nos polos, que podem ser usados para sustentar futuras bases lunares e missões espaciais de longa duração. A água pode ser transformada em hidrogênio e oxigênio, fornecendo combustível para foguetes. Estrategicamente, a presença na Lua permite que as nações afirmem sua liderança no espaço, desenvolvam novas tecnologias e estabeleçam a infraestrutura necessária para a próxima era da exploração espacial.

      Atualmente, ninguém pode reivindicar a propriedade da Lua por soberania, ocupação ou qualquer outra razão. Esta posição é formalizada principalmente pelo Tratado do Espaço Exterior de 1967, assinado por mais de 100 países, incluindo as principais nações com capacidade espacial como EUA, Rússia e China.

     O Tratado do Espaço Exterior estabelece que a Lua e outros corpos celestes não são passíveis de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. Este tratado também proíbe a colocação de armas nucleares ou qualquer outro tipo de armas de destruição em massa no espaço exterior, e declara que a Lua deve ser usada exclusivamente para fins pacíficos. Recentemente, os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes. Esses acordos, que complementam o Tratado do Espaço Exterior, visam promover a exploração pacífica e coordenada, incluindo a gestão de recursos lunares. O Tratado do Espaço Exterior estabelece que a Lua e outros corpos celestes não são passíveis de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. Este tratado também proíbe a colocação de armas nucleares ou qualquer outro tipo de armas de destruição em massa no espaço exterior, e declara que a Lua deve ser usada exclusivamente para fins pacíficos. Recentemente, os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes. Esses acordos, que complementam o Tratado do Espaço Exterior, visam promover a exploração pacífica e coordenada, incluindo a gestão de recursos lunares.

      Embora o Tratado do Espaço Exterior proíba a apropriação de território, ele permite a extração e uso de recursos. Isso abre a possibilidade de mineração lunar, onde os materiais extraídos podem ser usados para sustentar bases lunares ou como combustível para missões espaciais mais distantes. Empresas privadas, em cooperação com agências espaciais, estão explorando tecnologias e métodos para viabilizar essas atividades.

     A crescente atividade espacial também levanta preocupações sobre a governança e a gestão de possíveis conflitos no espaço. A cooperação entre nações e a diplomacia contínua serão essenciais para garantir que a Lua continue sendo um patrimônio comum da humanidade. As recentes explorações exemplificam os avanços e desafios que enfrentamos na exploração espacial, destacando a necessidade de uma abordagem internacional pacífica. Que assim seja.


LAPOLA, M. Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende
discussão. Revista Galileu: Quânticas. Adaptado. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/blog/2024/07/quem-e-o-dono-da-lua.ghtml>
As vírgulas empregadas no excerto “[...] os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua [...]” ocorrem pelo mesmo motivo que em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Pontuação — Uso da vírgula para isolar aposto explicativo.

Esta questão exige que você identifique a função da vírgula no trecho “os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios…”. Pela norma-padrão, quando um termo da frase esclarece ou explica o substantivo anterior, ele é chamado de aposto explicativo e deve ser isolado por vírgulas.

Exemplo de gramática (Evanildo Bechara):Pedro, meu vizinho, viajou ontem.” — “meu vizinho” explica quem é Pedro, por isso fica entre vírgulas.

Aplicando a regra:

No trecho do texto, “os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam…”, o termo entre vírgulas explica quem lidera os Artemis Accords, funcionando como aposto explicativo.

Alternativa correta – A)
“Luna, filha mais velha do pecuarista, herdou todas as terras da família.”
Da mesma forma, “filha mais velha do pecuarista” explica quem é Luna e deve ser separado por vírgulas. O uso da pontuação é idêntico ao apresentado no texto da questão.

Análise das alternativas incorretas:

B) “embora não visse sentido naquilo” é uma oração subordinada adverbial intercalada, não aposto.
C) “Desde o último verão” é adjunto adverbial deslocado.
D) “mocinho” é vocativo.
E) “Antônio, Victor e João” apresenta uma enumeração; a vírgula pode até sugerir enumeração, mas não o uso de aposto explicativo.

Resumo da estratégia: Ao encontrar um termo entre vírgulas explicando ou detalhando o substantivo anterior, pense: “Isso poderia ser retirado da frase sem prejudicar o sentido principal?” Se sim, provavelmente é um aposto explicativo — e as vírgulas são obrigatórias!

Fontes de referência: Bechara (Moderna Gramática Portuguesa); Cunha & Cintra (Nova Gramática); Rocha Lima (Gramática Normativa).

Lembre-se: Essa dica é valiosa para outras provas! Identifique o termo explicativo e garanta o uso correto da vírgula.

Gabarito: A

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