Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3260045 Português
Acordado à noite e cansado pela manhã? Veja como regular seu sono


     Sentir-se cansado no momento “errado” é uma queixa comum que os pacientes compartilham com seus médicos do sono, segundo Sonja Schütz, neurologista especializada em medicina do sono e professora associada de neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Michigan.

    Frequentemente, uma pessoa que luta com esse problema pode ser vista como preguiçosa, especialmente quando a questão é comumente observada em adolescentes, segundo Allison Harvey, professora de psicologia e diretora da Clínica de Pesquisa do Sono e Humor Golden Bear da Universidade da Califórnia, Berkeley.

      Mas o problema não é indicativo de força de vontade ou falta dela, e sim um sinal de que alguém pode estar lidando com uma questão como má higiene do sono, sono perturbado durante a noite ou um distúrbio do sono subjacente, segundo Schütz. Vale a pena encontrar a fonte dos problemas, já que ter um sono de qualidade é essencial para a saúde geral e a capacidade de funcionamento de uma pessoa.

     “Dormir e ter um sistema circadiano regularizado (o relógio biológico interno de 24 horas de uma pessoa) é essencial para nossa saúde mental, nossa saúde física, nossa saúde cognitiva — nossa capacidade de pensar, resolver problemas, ser criativo — e também nossa saúde social e comportamental”, diz Harvey. “Quando dormimos bem, temos menos probabilidade de assumir riscos, ser impulsivos, e temos mais probabilidade de nos dar bem com as pessoas.”

      Se alguém consistentemente acorda cansado, primeiro precisa começar a rastrear seus padrões de sono — quando vai para a cama todas as noites e quando acorda, de acordo com Michelle Drerup, diretora do programa de medicina comportamental do sono no Centro de Distúrbios do Sono da Clínica Cleveland em Ohio.

     Provavelmente, o problema pode ser que o ritmo circadiano de alguém está deslocado, fazendo com que produza melatonina mais tarde do que o horário em que precisa dormir. Pela manhã, essa melatonina ainda pode estar em modo de produção, causando inércia do sono, um estado temporário de sonolência ao acordar, acrescentou ela.

    Ser uma pessoa noturna ou madrugadora, que são descritores comuns do cronotipo de uma pessoa, está diretamente correlacionado ao ritmo circadiano e à inclinação natural do corpo para dormir ou estar alerta em certos momentos do dia. Para ajustar isso para se adequar melhor ao horário de trabalho de alguém, a consistência é fundamental, segundo Harvey. Mas o ciclo sono-vigília leva tempo para ser ajustado e não pode ser feito em grandes incrementos — Harvey recomenda ir dormir 15 a 30 minutos mais cedo a cada noite até que seu corpo se ajuste ao horário necessário.

    Nos fins de semana, as pessoas que estão consistentemente cansadas durante a semana tendem a dormir até mais tarde, mas essa mudança de rotina só tornará mais difícil acordar quando a segunda-feira chegar, de acordo com Drerup. Ela recomenda que uma pessoa mantenha seu horário habitual e não durma mais do que uma hora além do seu horário normal de despertar durante a semana.

   Outros hábitos importantes de higiene do sono a serem considerados incluem o quão tarde alguém está consumindo cafeína e certos alimentos, seus hábitos de tempo de tela e o tipo de mídia que estão usando antes de dormir que podem ser estimulantes ou causar ansiedade, diz Drerup. Para uma melhor rotina de relaxamento, procure desligar os eletrônicos uma ou duas horas antes de dormir, diminua as luzes da casa e faça uma atividade calmante como ler, segundo Schütz. Da mesma forma, os adolescentes tendem a fazer várias atividades diferentes antes de dormir, como dever de casa e usar redes sociais, o que pode dificultar o relaxamento, especialmente quando estão transitando para uma idade em que têm menos sono profundo do que quando eram crianças, completa Harvey.

    Especialistas concordam que a quantidade recomendada de sono para adultos é de sete a nove horas por noite, mas isso pode variar ligeiramente de pessoa para pessoa, diz Schütz. “É muito comum que as pessoas estejam privadas de sono sem perceber, porque seu corpo precisa de pelo menos nove horas para se sentir realmente descansado.”


Fonte: Acordado à noite e cansado pela manhã? Veja como regular seu sono | CNN Brasil


Em relação ao trecho do texto:

“Dormir e ter um sistema circadiano regularizado (o relógio biológico interno de 24 horas de uma pessoa) é essencial para nossa saúde mental, nossa saúde física, nossa saúde cognitiva — nossa capacidade de pensar, resolver problemas, ser criativo — e também nossa saúde social e comportamental”, diz Harvey.

Assinale a alternativa que justifique o uso das vírgulas no período:
Alternativas
Q3259902 Português
O bonde do tigrinho

Os números indicam que os brasileiros se tornaram usuários pesadíssimos das plataformas de apostas, as chamadas bets. Em 2022, ano da estatística mais recente disponível, o Brasil foi o campeão mundial.

O volume de apostas chegou a tal ponto que a economia está sentindo o baque. Empresário do setor alimentício disse que clientes de baixa renda estão comprando menos comida porque dedicam parte de seus ganhos aos aplicativos de apostas. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes relaciona a queda do faturamento do setor ao mesmo motivo. Além disso, cresceram os índices de inadimplência e o endividamento das famílias mais pobres.

Para provocar tamanho estrago, as bets movimentam uma máquina de propaganda de alta potência.

Em 2024, a ministra da Saúde anunciou que o vício em apostas era uma pandemia. Com a explosão das bets, triplicou o número de pessoas que procuram ajuda no Programa Ambulatorial do Jogo (Pro-Amjo) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. A necessidade de ampliar o acesso fará a equipe retomar a estratégia adotada durante o auge da crise do vício em bingos, em 1998: as sessões coletivas. Segundo um psiquiatra atuante nesse Instituto, era previsível que as bets causariam grande problema no país, tanto mais ao se associarem ao futebol, esporte onipresente na vida dos brasileiros. O psiquiatra explica, ainda, que as redes sociais são um convite à dependência, com o mecanismo das curtidas, o uso do algoritmo e a ferramenta de rolagem, que permite deslizar a tela infinitamente.

Todavia, diante da regulamentação do setor, da correria do governo e do alarido do Congresso para enfrentar os estragos da jogatina, o mercado publicitário on-line continua adotando a modalidade de cachês milionários para influenciadores digitais. 

Batista Jr., João e Medina, Alessandra. “O bonde do tigrinho. Como os influenciadores ganharam fortunas e ajudaram as bets a produzir a pandemia do vício”. In: Piauí. Edição 220, Janeiro 2025. Págs. 14-20. Excerto adaptado. Disponível para assinantes em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/obonde-do-tigrinho-bets/ 
No texto, em “o mecanismo das curtidas, o uso do algoritmo” (4º parágrafo), usa-se vírgula devido à mesma motivação sintática que leva ao emprego desse sinal de pontuação na frase:
Alternativas
Q3259112 Português
“É justamente em família que mais se briga, no ringue da sala, no tatame do quarto, entre as cordas invisíveis e sempre esticadas da cozinha, do banheiro, dos corredores, e é em família que – aparente paradoxo – mais se ama, pois a família é feita exatamente disso, do fervilhar constante de sentimentos que a toda hora, por sua própria força, explodem.” (Marina Colasanti)

O uso do travessão no trecho acima justifica-se por:
Alternativas
Q3259081 Português
O país dos não leitores


    São números terríveis, deprimentes, divulgados há pouco. Segundo a nova edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, concluída em 2024, 53% das pessoas ouvidas admitiram que, nos três meses anteriores, não tinham lido um só livro, nem mesmo em parte. E isso em qualquer mídia, física ou digital, e gênero. Não apenas a frágil área de literatura, biografia, história, infantil ou ensaio fora desprezada — nem os didáticos e religiosos, incluindo a Bíblia, mereceram uma vista d’olhos. A pesquisa revelou que, pela primeira vez, desde 2007, quando ela começou, o Brasil tem mais não leitores do que leitores.

    Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro, o número caiu para 27%. Ou seja, em 2024, 73% dos brasileiros não leram um livro até o fim nem para saber se o assassino era o mordomo. Comparada à pesquisa anterior, em 2019, sete milhões de pessoas tinham abandonado os livros, em todos os graus de escolaridade, classe social e faixa etária. Significa que o Brasil perdeu cerca de 1 milhão de leitores por ano. A pesquisa ouviu 5.500 pessoas em 208 municípios.

    Cerca de 75% dos entrevistados admitiram que passam mais tempo diante de uma tela do que de uma página impressa. Se isso é consolo, o sujeito fica mais tempo com os olhos a 10 centímetros da tela do que fazendo qualquer outra coisa, como trabalhar, namorar, admirar a paisagem ou não fazer nada. Eu arriscaria que 90% desse tempo diante da tela também não resultam em nada de útil ou objetivo. Não se olha necessariamente para a tela em busca de um dado, uma notícia ou uma informação. Olha-se para a tela, só isso.

    O desinteresse pela leitura aumenta à medida que a pessoa cresce e conclui a escola ou a deixa pelo meio. Somente 17% entre os acima de 40 anos disseram que gostam de ler. É terrível, porque quem tem hoje 40 anos nasceu em 1985 e viveu os últimos anos de um mundo em que a leitura ainda não fora esmagada pelas mídias audiovisuais. O que aconteceu a ele para abandonar um hábito que ainda lhe foi incutido na infância?

     Não sei. Só sei que fracassamos.

Ruy Castro

(Folha de São Paulo, 17 de janeiro 2025)
No primeiro parágrafo, o uso do travessão contribui com a argumentação, com o objetivo de:
Alternativas
Q3258611 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão:


Pilates e fibromialgia


    Altan et al. (2009) avaliaram 50 mulheres com diagnóstico de fibromialgia. As participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos de 25. O grupo 1 foi submetido a um programa de exercícios pelo método Pilates, e o grupo 2 recebeu exercícios para fazer em casa (alongamentos gerais e relaxamento, ambos três vezes na semana por doze semanas). Uma avaliação foi realizada pré e pós-intervenção, na qual a dor foi avaliada pela escala analógica de dor e qualidade de vida, que consta do Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ). No grupo 1, a melhora significativa foi substancialmente notável quando comparado com o grupo 2. Com isso, o Pilates se torna uma ferramenta eficaz e segura para auxiliar no tratamento dessa doença.

    Estudos específicos que mostrem a real influência do Pilates para a fibromialgia ainda são escassos na literatura. Alguns conceitos podem ajudar a traçar uma correta conduta frente a esses casos. O estudo de Marques (2002) demonstra que a prática de exercício físico auxilia na sensação de bem-estar global e autocontrole, assim como apresenta um efeito analgésico pela liberação de serotonina, que age como um antidepressivo natural. A literatura científica é clara quando diz que, na maioria dos casos, ocorre um aumento dos sintomas da doença (principalmente dor e fadiga) após o início de um programa de atividades físicas regulares. Contudo, esse desconforto vai diminuindo conforme o portador de SFM dá continuidade ao seu treinamento. Logo, sugere-se iniciar o treinamento com cargas leves e, também, motivar o praticante na convicção de que, ao longo do tempo (até dois meses), o desconforto irá desaparecer.

    Pacientes com fibromialgia apresentavam menor capacidade física quando comparados a uma amostra da população geral. Muitos se tornam fisicamente inativos, posto que a dor pode aumentar com o início do treinamento.

    Não se deve desistir, mesmo que as mudanças e as adaptações ao treinamento necessitem de um tempo maior para acontecerem nessa população. Um bom programa de exercícios aeróbios, associado ao treinamento de força, e concomitante à terapia cognitiva, é extremamente benéfico para o controle da síndrome.

    Os exercícios aeróbios são benéficos em moderada intensidade (60%-75% da frequência cardíaca máxima ajustada para a idade), duas a três vezes por semana, atingindo o ponto de resistência leve, não o ponto de dor, evitando, dessa forma, a dor induzida pelo exercício. O programa de exercícios deve ter início em um nível logo abaixo da capacidade aeróbia do paciente e progredir em frequência, duração ou intensidade assim que seu nível de condicionamento e força aumentar. A progressão dos exercícios deve ser lenta e gradual e deve-se, sempre, encorajar os pacientes a darem continuidade à prática, para manter os ganhos induzidos pelos exercícios (Buckhardt et al., 2005).


FONSECA DA CRUZ, T. M. Método Pilates: Uma nova abordagem. São Paulo: Ed. Phorte, 2013, p.210-211.

No trecho do segundo período do texto “O grupo 1 foi submetido a um programa de exercícios pelo método Pilates, e o grupo 2 recebeu exercícios para fazer em casa.”, a vírgula é utilizada antes da conjunção “e” porque:
Alternativas
Q3257869 Português

Texto CG1A1 


        O tradicional feriado do Dia do Trabalho, que é celebrado no dia 1.º de maio em praticamente todos os países — e na primeira segunda-feira de setembro, somente nos Estados Unidos da América (EUA) e no Canadá —, nasceu de movimentos trabalhistas ocorridos no final do século XIX, em meio à crescente inquietação dos trabalhadores com relação às condições de trabalho opressivas e a uma greve maciça que ameaçava se tornar violenta.


        Em abril de 1872, dez mil pessoas marcharam pelas ruas de Toronto, no Canadá, para pedir uma semana de trabalho mais curta. A partir de então, as cidades canadenses começaram a realizar desfiles anuais em homenagem aos trabalhadores. Dez anos depois, os EUA seguiram o exemplo. Em 5 de setembro de 1882, os líderes sindicais da cidade de Nova Iorque organizaram o que hoje é considerado o primeiro desfile do Dia do Trabalho do país.


        Naquele dia, dez mil trabalhadores marcharam pelas ruas da cidade em um evento que culminou em um piquenique com discursos, fogos de artifício e dança. Os organizadores proclamaram o dia como “um feriado geral para os trabalhadores desta cidade”. Eles continuaram a realizar o desfile nos anos seguintes e, em 1884, o evento foi fixado na primeira segunda-feira de setembro.


        Acontece que o Dia do Trabalho de Nova Iorque não era um feriado oficial — os participantes tiravam férias não remuneradas nesse dia para celebrá-lo —, mas o movimento para declará-lo como tal havia começado oficialmente.


        O feriado do Dia do Trabalho no dia 1.º de maio também teve origem nos EUA. Em 1.º de maio de 1886, no que ficou conhecido como Haymarket Riot (Revolta de Haymarket, em português), os trabalhadores inundaram as ruas da cidade de Chicago para exigir uma jornada de trabalho de oito horas por dia. No entanto, ainda seria necessário outro confronto no meio-oeste estadunidense para tornar o Dia do Trabalho um feriado federal.


        Apesar de suas consequências sangrentas, a criação de um feriado dedicado exclusivamente aos trabalhadores foi uma conquista importante para o movimento trabalhista. “O Dia do Trabalho marca uma nova época nos anais da história humana”, escreveu Samuel Gompers, presidente da Federação Americana do Trabalho, no jornal The New York Times, em 1910. “Entre todos os dias festivos do ano, não há nenhum que se destaque tanto para o avanço social das pessoas comuns como essa data”, disse ele.


Internet: <nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).

Assinale a opção em que a proposta de reescrita do quarto parágrafo preserva os sentidos originais e a correção gramatical do texto CG1A1. 
Alternativas
Q3257867 Português

Texto CG1A1 


        O tradicional feriado do Dia do Trabalho, que é celebrado no dia 1.º de maio em praticamente todos os países — e na primeira segunda-feira de setembro, somente nos Estados Unidos da América (EUA) e no Canadá —, nasceu de movimentos trabalhistas ocorridos no final do século XIX, em meio à crescente inquietação dos trabalhadores com relação às condições de trabalho opressivas e a uma greve maciça que ameaçava se tornar violenta.


        Em abril de 1872, dez mil pessoas marcharam pelas ruas de Toronto, no Canadá, para pedir uma semana de trabalho mais curta. A partir de então, as cidades canadenses começaram a realizar desfiles anuais em homenagem aos trabalhadores. Dez anos depois, os EUA seguiram o exemplo. Em 5 de setembro de 1882, os líderes sindicais da cidade de Nova Iorque organizaram o que hoje é considerado o primeiro desfile do Dia do Trabalho do país.


        Naquele dia, dez mil trabalhadores marcharam pelas ruas da cidade em um evento que culminou em um piquenique com discursos, fogos de artifício e dança. Os organizadores proclamaram o dia como “um feriado geral para os trabalhadores desta cidade”. Eles continuaram a realizar o desfile nos anos seguintes e, em 1884, o evento foi fixado na primeira segunda-feira de setembro.


        Acontece que o Dia do Trabalho de Nova Iorque não era um feriado oficial — os participantes tiravam férias não remuneradas nesse dia para celebrá-lo —, mas o movimento para declará-lo como tal havia começado oficialmente.


        O feriado do Dia do Trabalho no dia 1.º de maio também teve origem nos EUA. Em 1.º de maio de 1886, no que ficou conhecido como Haymarket Riot (Revolta de Haymarket, em português), os trabalhadores inundaram as ruas da cidade de Chicago para exigir uma jornada de trabalho de oito horas por dia. No entanto, ainda seria necessário outro confronto no meio-oeste estadunidense para tornar o Dia do Trabalho um feriado federal.


        Apesar de suas consequências sangrentas, a criação de um feriado dedicado exclusivamente aos trabalhadores foi uma conquista importante para o movimento trabalhista. “O Dia do Trabalho marca uma nova época nos anais da história humana”, escreveu Samuel Gompers, presidente da Federação Americana do Trabalho, no jornal The New York Times, em 1910. “Entre todos os dias festivos do ano, não há nenhum que se destaque tanto para o avanço social das pessoas comuns como essa data”, disse ele.


Internet: <nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).

Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto CG1A1, no que diz respeito à pontuação, caso 
Alternativas
Q3257819 Português
MEC assina novo Plano de Transformação Digital


Documento busca melhorar qualidade e acessibilidade na prestação de serviços digitais da pasta, além de otimizar e simplificar a relação entre governo e cidadão. Medida atende a decreto presidencial de 2024. O Ministério da Educação (MEC) – por meio da Secretaria Executiva (SE) e da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) – assinou o novo Plano de Transformação Digital. Com o documento, a pasta visa promover a efetividade das políticas, a qualidade dos serviços públicos, assim como a inclusão e participação de todas as pessoas pelo uso de tecnologias digitais. O plano do MEC alinha-se à Estratégia Federal de Governo Digital, de modo que seu escopo se define por processos de mudança coerente e sustentada de serviços públicos, sistemas e infraestrutura de dados.

“O Plano de Transformação Digital do MEC é uma estratégia pactuada com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos [MGI] para atender bem tanto o cidadão quanto os gestores estaduais e municipais e todos aqueles que buscam os serviços digitais do MEC”, apontou o secretário da Segape, Evanio Araújo. “Os serviços públicos são a face mais visível das políticas da pasta e é através deles que os cidadãos fazem adesão aos programas e acessam seus direitos. Precisam ser inclusivos e intuitivos a todos”, explicou.

Entre os objetivos do plano, estão: mapear, revisar processos, redesenhar e digitalizar serviços públicos prestados pelo MEC e pelas suas organizações vinculadas; transformar os 12 serviços mais acessados do MEC em serviços de excelência, integrando bases e aplicando sempre que possível princípios como proatividade e predição; revisar sistemas legados do MEC de maneira a amplificar sua robustez, capacidade e registro de informações de maneira segura e confiável; promover o treinamento e o letramento digital das redes e escolas para adoção de tecnologias digitais; entre outros.

Construção – Todas as secretarias da pasta se uniram para elaborar o novo Plano de Transformação Digital, com a finalidade de definir as prioridades de cada área em relação a sistemas, serviços e dados. A ação busca atender ao Decreto Presidencial nº 12.198/2024, de 24 de setembro, o qual estabelece que todos os ministérios devem pactuar um plano como esse.

PDA – Ainda em janeiro deste ano, o MEC publicou o Plano de Dados Abertos (PDA) para o biênio 2024-2026 por meio da portaria nº 69/2025. O documento reafirma o compromisso do MEC com a transparência e o alinhamento às normas legais, além de contribuir para uma gestão pública mais responsável e participativa. O plano dá visibilidade às ações e estratégias organizacionais que vão nortear as atividades de implementação e promoção da abertura de dados, de forma institucionalizada e sistematizada. Ele descreve as ações para abertura, sustentação, monitoramento e fomento ao reuso dos conjuntos de dados, a fim de organizar e padronizar seus processos de publicação. Isso resulta em maior disponibilidade, acesso, qualidade e ampla reutilização dos dados abertos pelas partes interessadas – tanto a sociedade quanto a própria administração pública federal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Segape

(Fonte: MEC assina novo Plano de Transformação Digital. Ministério da Educação, [s.d.].

Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/mec-assina-novo-plano-de-tra nsformacao-digital. Acesso em: 17 fev. 2025.)
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, considerando especialmente a mudança de sujeito entre as orações: 
Alternativas
Q3254963 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

A beleza total  

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Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis (1902-1987). Posfácio Noemi Jaffe. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 18.
A vírgula deve ser utilizada antes da conjunção “e” com valor adversativo, de acordo com algumas gramáticas normativas.  

O excerto que apresenta o emprego dessa norma é:
Alternativas
Q3254445 Português

Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais?


Conjunto de falantes é o árbitro das mudanças linguísticas.


        É sempre interessante observar como a língua se comporta diante das tensões que nela se refletem. De uns tempos para cá, muita gente passou a ser corrigida em público nas transmissões ao vivo na internet por uma audiência empenhada em rastrear as marcas de racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que estariam inscritos na língua. Não foram poucos os que passaram a monitorar não apenas a fala alheia como ____ própria, ciosos de que mudar as palavras é uma forma de mudar o mundo. Talvez seja, talvez não seja. O tempo dirá.


         Personagens de novela, que geralmente aparecem na trama fazendo merchandising de produtos, passaram a vender também as lições civilizatórias da cultura “woke”. “Nuvens negras” que anunciavam mau tempo foram substituídas por “nuvens cinza” e muitos outros exemplos foram incorporados aos scripts. Ao mesmo tempo, a ministra Anielle Franco ressaltou que termos como “caixa-preta” e “buraco negro”, que pareciam insuspeitos, também tinham uma carga de preconceito racial.


         O verbo “denegrir”, mesmo sendo usado desde o latim no sentido de manchar a reputação, foi um dos principais alvos das cartilhas de letramento racial que apareceram na internet, associado ____ cor de pele de pessoas, sempre com a advertência de que era muito importante mudar os hábitos linguísticos. A motivação é das melhores; só não sabemos ainda se isso vai contribuir, de fato, para o fim do racismo e dos demais preconceitos.


         Dia desses, ouvi uma pessoa ser corrigida em uma live ao usar a expressão “mãe solteira”, que deveria ser substituída por “mãe solo”. A explicação era que “mãe solteira” é uma expressão preconceituosa porque o estado civil não tem nada a ver com a maternidade. Perfeito. Nesse caso, talvez o ideal fosse a supressão do adjetivo: já que não se diz “mãe casada” ou “mãe viúva”, por que dizer “mãe solteira”? Bastaria dizer “mãe”.


        Outro caso interessante é o da expressão “pessoa com deficiência”, que viria substituir “deficiente”, pois nenhum ser humano deveria ser definido pela sua deficiência – o uso da palavra “pessoa” teria uma função importante na conscientização de que eventuais deficiências não impedem alguém de ter uma vida normal. De fato, mas o que se vê hoje é que a expressão foi reduzida ____ uma sigla (PcD) e lida “pê-cê-dê”. É provável que essa simplificação tenha ocorrido em razão do princípio da economia, muito importante na comunicação.


         ____ algum tempo, tribunais eleitorais vinham usando com insistência a construção “eleitores e eleitoras” e também “pessoa eleitora”. Parece que as coisas andaram mudando. Em trabalhos acadêmicos, sobretudo na área de humanidades, passou a ser “obrigatório” o uso da linguagem dita “inclusiva”, de modo que, onde se lia “os historiadores”, se passou a ler “os historiadores e as historiadoras” – e assim por diante, sempre com as duas palavras, no masculino e no feminino. No meio acadêmico, o uso se tornou comum.


        Uma coisa, porém, temos de reconhecer. Essa prática, além de tornar o texto enfadonho, é totalmente desnecessária. O motivo é muito simples: a forma “historiadores”, no masculino, generaliza as pessoas que exercem essa atividade. É a condição de “historiador” que interessa quando usamos o termo de modo geral (por exemplo, “os historiadores do século passado”), não a identidade do ser humano. O termo feminino existe para as situações em que tratamos de uma ou mais mulheres em particular (“uma historiadora do período”). Isso vale para qualquer termo que indique a função, a condição, a profissão etc., mas não vale, por óbvio, para homens e mulheres. Ninguém nunca disse os “homens aqui presentes” com o intuito de englobar “homens e mulheres”, certo?


        O problema é que não está a nosso alcance fazer uma mudança desse teor, de caráter estrutural. A língua é uma construção coletiva autogerida. É a coletividade representada pelos falantes que determina o que muda e o que não muda, o que tem cabimento e o que não tem. É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua, mesmo que alguns os rejeitem por apego ___ tradição ou por outro motivo.


        O pronome “todos”, por exemplo, é um pronome indefinido que indica totalidade inclusiva (todas as pessoas). É uma das pala vras mais inclusivas da língua (ao lado de “tudo”), mas a cartilha da inclusão recomenda cumprimentar a “todos e todas”, reduzindo o alcance de “todos”, que ficaria restrito ao gênero masculino. Pode-se dizer que essa fórmula de saudação foi bem-aceita e acabou virando regra de etiqueta em alguns lugares. Cumprimenta-se a “todos e todas” e, depois, está-se livre para continuar falando de forma econômica.


     O tempo dirá se a sociedade mudou no rastro das palavras ou se o movimento é exatamente o inverso. Aguardemos.


(NICOLETI, Thaís. Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais? Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Adaptado.) 

A supressão da(s) vírgula(s) acarretará sensível alteração de sentido somente em:
Alternativas
Q3253894 Português
Nudez

A filha tentava convencer a mãe a ir a praia e a velha resistia: estava muito idosa e gorda para vestir maiô.
 — Mas, mamãe, eu já vi de maiô, na praia, muitas senhoras mais velhas e mais gordas do que você!
E a velha, suavemente:
— Eu tambem já vi. Por isso mesmo é que não vou.
Para mim, o critério dessa velha é o critério certo em matéria de nudez. O que é feio se esconde. Um moço, uma moça, no esplendor da juventude, seus belos corpos podem se mostrar praticamente desnudos, de biquíni, de sunga, de cavado: assim tão enxutos, rijos e tostados, chegam a ser castos. Predomina a impressão de beleza e saúde sobre a sugestão erótica. E, depois, sabe-se que aquela floração é tão transitória! Deixem que os jovens fruam o instante passageiro, que usem e mostrem os corpos na sua hora de flor, antes que chegue a hora da semente e do declínio.
 Afirmam os nudistas, com perfeita lógica, que, todo o mundo andando nu, a nudez acostuma e deixa de escandalizar: Sim, acredito que num campo de nudistas se acabe vivendo com a mesma naturalidade que numa sala de família. Aliás, quem convive com índios sabe disso: o hábito torna a nudez invisível.
O que eu tenho contra os nudistas é a exibição obrigatória da feiura humana, o seu despojamento total, a miséria fisiológica sem um véu que a disfarce. O ridículo, a falta de dignidade de todo o mundo nu.
Certa amiga minha que, numa praia da Noruega, de repente se viu dentro de um grande bando de gente nua, diz que o seu choque primeiro não foi o da vergonha, foi o do grotesco. As pelancas, os babados, os rins flácidos, os joelhos grossos. A velhota magra com seus ossinhos de frango assado, a quarentona de busto murchinho, o senhor ruivo de barriga redonda, braços e canelas tão finos e peludos que, se tivesse mais duas pernas, seria igual a uma aranha. A matrona obesa e o seu esposo idem e o par de jovens rechonchudos, de mãos dadas como dois porquinhos enamorados. A seca donzela machona de coxas de cavalete, e a falsa Vênus de cintura grossa, com o falso atleta de torso enorme e pernas curtas. Da tribo toda, praticamente só se salvavam os adolescentes e as crianças.
A humanidade nua é feia, não há dúvida. E por isso mesmo a gente se oculta debaixo da roupa. Talvez mais do que para o defender do frio, a roupa se inventou para encobrir o corpo e lhe dar dignidade. O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas. Nada mais triste do que a deterioração do que foi belo. Ninguém usa no dedo um anel sem a pedra, ninguém bota na sala um ramo de flores murchas.

(Fonte: Rachel de Queiroz. As Menininhas e outras crônicas. RJ: J. Olympio, 1976.)
“O que é bonito se mostra, o que é feio se esconde, é a lei de todas as culturas humanas.” O excerto retirado do texto apresenta uma das regras de uso da vírgula. A opção que apresenta a mesma regra é:
Alternativas
Q3253470 Português

"A gente não brinca, canso de repetir isso, e festeja porque a vida é mole; a turma faz isso porque a vida é dura. Sem repouso nas alegrias, cá para nós, ninguém segura o rojão." (Luiz Antônio Simas). Após a leitura do trecho, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.


I- As duas expressões entre vírgulas são índices de inclusão do emissor.


II- "porque", no período, é um substantivo.


III- Há emprego denotativo de "dura", "mole" e "rojão".


IV-O ponto e vírgula assinala períodos com ideias antitéticas.


V- As formas "brinca" e "faz" exemplificam concordância ideológica (silepse).

Alternativas
Q3252077 Português
"A gente não brinca, canso de repetir isso, e festeja porque a vida é mole; a turma faz isso porque a vida é dura. Sem descanso nas alegrias, cá para nós, ninguém segura o rojão." (Luiz Antônio Simas). Após a leitura do trecho, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I- As duas expressões entre vírgulas são índices de inclusão do emissor. 
lI- "porque", no período, é um substantivo.
Ill- Há emprego denotativo de "dura”, "mole" e "rojao" 
IV- O ponto e virgula assinala períodos com ideias antitéticas.  
V- As formas "brinca" e "faz" exemplificam concordância ideológica (silepse). 
Alternativas
Q3251416 Português
"A gente não brinca, canso de repetir isso, e festeja porque a vida é mole; a turma faz isso porque a vida é dura. Sem repouso nas alegrias, cá para nós, ninguém segura o rojão." (Luiz Antônio Simas). Após a leitura do trecho, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.

I - As duas expressões entre virgulas são índices de inclusão do emissor.
II - "porque", no período, é um substantivo.
III - Há emprego denotativo de "dura", "mole" e "rojão".
IV - O ponto e virgula assinala períodos com ideias antitéticas.
V - As formas "brinca" e "faz" exemplificam concordância ideológica (silepse). 
Alternativas
Q3249112 Português
Assinale a frase cuja pontuação está correta.
Alternativas
Q3249106 Português
Assinale a frase em que, comparativamente, as reticências mostram a expressão de uma emoção intensa.
Alternativas
Q3248445 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Terebentina

Vi recentemente uma frase que dizia: "As perguntas são mais importantes que as respostas". A princípio, isso me pareceu estranho, pois costumamos buscar respostas. No entanto, refletindo mais tarde, percebi a profundidade dessa ideia.

Lembrei de uma história contada por Rolando Boldrin sobre um homem que, ao seguir um conselho sem questionar, acabou causando a morte de seu cavalo. Outra situação ilustrativa foi um brasileiro em Portugal, que pediu um táxi para um restaurante no domingo, sem saber que o local estaria fechado.

Essas histórias reforçam a importância de formular boas perguntas. Recordo também de um trabalho acadêmico, onde meu orientador insistiu na formulação correta da questão-chave antes de avançar. Isso tornou o processo mais claro e eficaz.

Percebi que muitas vezes temos respostas prontas para perguntas mal formuladas ou inexistentes. Precisamos refletir mais sobre o porquê antes do quê. Saber perguntar é essencial para viver bem.

Concluo com uma reflexão do filósofo Lévi-Strauss a este respeito:

"Sábio não é aquele que responde às perguntas, mas quem as coloca."

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2024/07/28/terebentina/
Analise o trecho a seguir: Vi recentemente uma frase que dizia:
"As perguntas são mais importantes que as respostas"

Os dois pontos e as aspas estão usados de maneira adequada. Assinale a alternativa que justifica corretamente o uso da pontuação.
Alternativas
Q3248145 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A onça vegana e o galo machista

Imagino que, daqui a milhares de anos, quando a Terra for um deserto, exploradores de outras galáxias estudarão nossa história. Descobrirão que, entre os séculos XX e XXI, o planeta foi inundado por desinformação e conceitos fantasiosos. A mídia da época propagou equívocos e a estupidez tomou conta de lares, escolas e discursos políticos. Essa avalanche afetou a inteligência e o discernimento, marcando o declínio da civilização terráquea. Um triste registro de nossa decadência. 

Vivemos sob uma onda de ingenuidade e arrogância. Exemplo disso é a reação a uma cena natural no Pantanal: uma onça devorando uma anta. Algo comum, já que onças estão no topo da cadeia alimentar, gerou censura e revolta online. Outro caso inusitado foi um vídeo de adolescentes portuguesas denunciando o comportamento de um galo como machista e opressor ao bicar e copular com as galinhas. Alegavam que o ato configurava "estupros machistas" e exigiam reação humana.

Surpreendentemente, as reações eram sérias, o que me levou a refletir sobre o afastamento da realidade. Muitos escolhem viver em uma bolha idealizada, onde o mal não existe e tudo é fofinho. Essa visão ignora a complexidade do mundo natural, onde conflitos e relações predador-presa são essenciais e deveriam ser estudados, não censurados.

O planeta, a natureza e suas configurações originais existem há 4,5 bilhões de anos. Já nós, humanos, chegamos aqui há apenas 300 mil. Se a nossa lamentável sina se resume a interferir na ordem natural com arrepios e arrogâncias intempestivas disfarçadas de "ações para o bem do planeta e da humanidade", já vamos indo bem, esculhambando tudo com pretensas boas intenções.

Quem sabe o planeta − esse organismo vivo chamado Gaia − já não está dando sinais de irritação, remexendo-se em furacões, enchentes, terremotos e incêndios para livrar-se da prepotência dessa espécie insolente chamada Homo sapiens?

Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/a-onca-vegana-eo-galo-machista-1.2848837 
Analise o trecho a seguir:
Se a nossa lamentável sina se resume a interferir na ordem natural com arrepios e arrogâncias intempestivas disfarçadas de "ações para o bem do planeta e da humanidade", já vamos indo bem, esculhambando tudo com pretensas boas intenções.

Nesse trecho as aspas foram utilizadas para:
Alternativas
Q3248139 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A onça vegana e o galo machista

Imagino que, daqui a milhares de anos, quando a Terra for um deserto, exploradores de outras galáxias estudarão nossa história. Descobrirão que, entre os séculos XX e XXI, o planeta foi inundado por desinformação e conceitos fantasiosos. A mídia da época propagou equívocos e a estupidez tomou conta de lares, escolas e discursos políticos. Essa avalanche afetou a inteligência e o discernimento, marcando o declínio da civilização terráquea. Um triste registro de nossa decadência. 

Vivemos sob uma onda de ingenuidade e arrogância. Exemplo disso é a reação a uma cena natural no Pantanal: uma onça devorando uma anta. Algo comum, já que onças estão no topo da cadeia alimentar, gerou censura e revolta online. Outro caso inusitado foi um vídeo de adolescentes portuguesas denunciando o comportamento de um galo como machista e opressor ao bicar e copular com as galinhas. Alegavam que o ato configurava "estupros machistas" e exigiam reação humana.

Surpreendentemente, as reações eram sérias, o que me levou a refletir sobre o afastamento da realidade. Muitos escolhem viver em uma bolha idealizada, onde o mal não existe e tudo é fofinho. Essa visão ignora a complexidade do mundo natural, onde conflitos e relações predador-presa são essenciais e deveriam ser estudados, não censurados.

O planeta, a natureza e suas configurações originais existem há 4,5 bilhões de anos. Já nós, humanos, chegamos aqui há apenas 300 mil. Se a nossa lamentável sina se resume a interferir na ordem natural com arrepios e arrogâncias intempestivas disfarçadas de "ações para o bem do planeta e da humanidade", já vamos indo bem, esculhambando tudo com pretensas boas intenções.

Quem sabe o planeta − esse organismo vivo chamado Gaia − já não está dando sinais de irritação, remexendo-se em furacões, enchentes, terremotos e incêndios para livrar-se da prepotência dessa espécie insolente chamada Homo sapiens?

Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/a-onca-vegana-eo-galo-machista-1.2848837 
No trecho: "Exemplo disso é a reação a uma cena natural no Pantanal: uma onça devorando uma anta.", o uso dos dois pontos cumpre qual função textual?
Alternativas
Q3248137 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A onça vegana e o galo machista

Imagino que, daqui a milhares de anos, quando a Terra for um deserto, exploradores de outras galáxias estudarão nossa história. Descobrirão que, entre os séculos XX e XXI, o planeta foi inundado por desinformação e conceitos fantasiosos. A mídia da época propagou equívocos e a estupidez tomou conta de lares, escolas e discursos políticos. Essa avalanche afetou a inteligência e o discernimento, marcando o declínio da civilização terráquea. Um triste registro de nossa decadência. 

Vivemos sob uma onda de ingenuidade e arrogância. Exemplo disso é a reação a uma cena natural no Pantanal: uma onça devorando uma anta. Algo comum, já que onças estão no topo da cadeia alimentar, gerou censura e revolta online. Outro caso inusitado foi um vídeo de adolescentes portuguesas denunciando o comportamento de um galo como machista e opressor ao bicar e copular com as galinhas. Alegavam que o ato configurava "estupros machistas" e exigiam reação humana.

Surpreendentemente, as reações eram sérias, o que me levou a refletir sobre o afastamento da realidade. Muitos escolhem viver em uma bolha idealizada, onde o mal não existe e tudo é fofinho. Essa visão ignora a complexidade do mundo natural, onde conflitos e relações predador-presa são essenciais e deveriam ser estudados, não censurados.

O planeta, a natureza e suas configurações originais existem há 4,5 bilhões de anos. Já nós, humanos, chegamos aqui há apenas 300 mil. Se a nossa lamentável sina se resume a interferir na ordem natural com arrepios e arrogâncias intempestivas disfarçadas de "ações para o bem do planeta e da humanidade", já vamos indo bem, esculhambando tudo com pretensas boas intenções.

Quem sabe o planeta − esse organismo vivo chamado Gaia − já não está dando sinais de irritação, remexendo-se em furacões, enchentes, terremotos e incêndios para livrar-se da prepotência dessa espécie insolente chamada Homo sapiens?

Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/a-onca-vegana-eo-galo-machista-1.2848837 
No trecho "Quem sabe o planeta − esse organismo vivo chamado Gaia − já não está dando sinais de irritação, remexendo-se em furacões, enchentes, terremotos e incêndios para livrar-se da prepotência dessa espécie insolente chamada Homo sapiens", o uso do travessão tem a função de:
Alternativas
Respostas
2021: B
2022: C
2023: C
2024: B
2025: A
2026: D
2027: A
2028: A
2029: D
2030: E
2031: A
2032: A
2033: E
2034: B
2035: C
2036: B
2037: B
2038: C
2039: D
2040: C