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Questões de Concurso Sobre parênteses em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 442 questões

Ano: 2016 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2016 - UFGD - Assistente em Administração |
Q962654 Português

                                    O JARGÃO

                                                                                   Luís Fernando Veríssimo


      Nenhuma figura é tão fascinante quanto o Falso Entendido. É o cara que não sabe nada de nada, mas sabe o jargão. E passa por autoridade no assunto. Um refinamento ainda maior da espécie é o tipo que não sabe o jargão. Mas inventa.

      - Ó Matias, você que entende de mercado de capitais...

      - Nem tanto, nem tanto...

      (Uma das características do Falso Entendido é a falsa modéstia.)

      - Você, no momento, aconselharia que tipo de aplicação?

      - Bom. Depende do yield pretendido, do throwback e do ciclo refratário. Na faixa de papéis top market – ou o que nós chamamos de topimarque –, o throwback recai sobre o repasse e não sobre o release, entende?

      - Francamente, não.

      Aí o Falso Entendido sorri com tristeza e abre os braços como quem diz “É difícil conversar com leigos...”.

      Uma variação do Falso Entendido é o sujeito que sempre parece saber mais do que ele pode dizer. A conversa é sobre política, os boatos cruzam os ares, mas ele mantém um discreto silêncio. Até que alguém pede a sua opinião, e ele pensa muito antes de se decidir a responder:

      - Há muito mais coisa por trás disso do que você pensa...

      Ou então, e esta é mortal:

      - Não é tão simples assim...

      Faz-se aquele silêncio que precede as grandes revelações, mas o falso informado não diz nada. Fica subentendido que ele está protegendo as suas fontes em Brasília. E há o falso que interpreta. Para ele, tudo o que acontece deve ser posto na perspectiva de vastas transformações históricas que só ele está sacando.

      - O avanço do socialismo na Europa ocorre em proporção direta ao declínio no uso de gordura animal nos países do Mercado Comum. Só não vê quem não quer.

      E se alguém quer mais detalhe sobre a sua insólita teoria, ele vê a pergunta como manifestação de uma hostilidade bastante significativa a interpretações não ortodoxas, e passa a interpretar os motivos de quem o questiona, invocando a Igreja medieval, os grandes hereges da história, e vocês sabiam que toda a Reforma se explica a partir da prisão de ventre de Lutero?

      Mas o jargão é uma tentação. Eu, por exemplo, sou fascinado pela linguagem náutica, embora minha experiência no mar se resume a algumas passagens em transatlânticos onde a única linguagem técnica que você precisa saber é “Que horas servem o bufê?”. Nunca pisei num veleiro, e se pisasse seria para dar vexame na primeira onda. Eu enjôo em escada rolante. Mas, na minha imaginação, sou um marinheiro de todos os calados. Senhor de ventos e velas e, principalmente, dos especialíssimos nomes da equipagem.

      Me imagino no leme do meu grande veleiro, dando ordens à tripulação:

      - Recolher a traquineta! 

      - Largar a vela bimbão, não podemos perder esse Vizeu.

      O vizeu é um vento que nasce na costa ocidental da África, faz a volta nas Malvinas e nos ataca a boribordo, cheirando a especiarias, carcaças de baleia e, estranhamente, a uma professora que eu tive no primário.

      - Quebra o lume da alcatra e baixar a falcatrua!

      - Cuidado com a sanfona de Abelardo!

      A sanfona é um perigoso fenômeno que ocorre na vela parruda em certas condições atmosféricas e que, se não contido a tempo, pode decapitar o piloto. Até hoje não encontraram a cabeça do Comodoro Abelardo.

      - Cruzar a spínola! Domar a espátula! Montar a sirigaita! Tudo a macambúzio e dos quartos de trela senão afundamos, e o capitão é o primeiro a pular.

      - Cortar o cabo de Eustáquio! 

VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, pp. 69-71 (Adaptado).

Com base nas regras vigentes de ortografia e nos sinais de pontuação da língua portuguesa, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q884581 Português

“O fenômeno – que recebeu o curioso nome de earworms (vermes de ouvido) – é considerado uma forma benigna de ruminação: pensamentos repetitivos e intrusivos associados à ansiedade e à depressão.” (l.05-07)


Considere os itens que seguem sobre o uso de sinais de pontuação:


I. Os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas sem causar incorreções à frase.

II. Os parênteses servem para separar um aposto.

III. Os dois pontos introduzem uma citação.


Quais estão corretos?

Alternativas
Q796956 Português

Leia os quadrinhos para responder à questão. 

                

A frase – Essa porcaria já não serve pra nada depois de dois anos de uso… – permanece pontuada corretamente, após o deslocamento do segmento destacado, em:
Alternativas
Q749754 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


A respeito da pontuação do texto, analise as seguintes assertivas: I. A vírgula da linha 03 é usada para omitir um verbo. II. As vírgulas da linha 18 separam orações justapostas. III. Os parênteses das linhas 22 e 23 poderiam ser substituídos por travessões sem acarretar incorreção ao período.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q708417 Português
Imagem associada para resolução da questão
No que se refere aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, assinale a opção correta.
Alternativas
Q669816 Português

Sobre os sinais de pontuação, julgue os itens abaixo em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, assinale a alternativa com a ordem correta das respostas, de cima para baixo:

(__) A vírgula, o ponto e o ponto e vírgula marcam exclusivamente uma pausa na fala do locutor.

(__) Os parênteses que isolam a expressão “OMC” (linha 2) poderiam ser corretamente substituídos por colchetes, mantendo-se o sentido original do Texto 01.

(__) Como outros sinais melódicos, as reticências têm certo valor pausal, que é mais acentuado quando elas se combinam com outro sinal de pontuação.

Alternativas
Q665608 Português

         

Na sugestão de lanche para a segunda, o acréscimo entre parênteses significa que
Alternativas
Q651767 Português
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q640953 Português

O lugar mais frio da Terra

Bem-vindo à minúscula aldeia da República de Sakha,

na Rússia, que ocupa um lugar inquestionável nos

livros de recordes


Para a maioria, a cidadezinha de Oimiakon não estaria no alto da lista de destinos turísticos. É a região com povoamento permanente mais fria da Terra, localizada a algumas centenas de quilômetros do Círculo Polar Ártico, na tundra russa. Mas, para o fotógrafo neozelandês Amos Chapple, foi uma oportunidade que ele não podia recusar.

Chapple trabalhava como professor de inglês na Rússia para financiar suas fotografias de viagens, e a ida a Oimiakon seria a oportunidade de embarcar num projeto fotográfico inigualável. Para chegar à aldeia que, em 1933, bateu o recorde de lugar mais frio da Terra, com a temperatura de –67,7 ºC, Chapple teria primeiro de ir a Iakutsk, capital da região, a seis fusos horários de Moscou.

Em Iakutsk, a temperatura em janeiro cai a cerca de –40 ºC, mas a cidade é um lugar com economia vibrante, povoada principalmente graças à abundância de recursos naturais: há diamantes, petróleo e gás. Oimiakon fica a 927 quilômetros de Iakutsk. Para chegar lá, Chapple teve de viajar dois dias, com uma combinação de caronas e vans.

Em certo momento, ele se viu perdido num posto de gasolina. “Passei dois dias comendo carne de rena”, diz Chapple, recordando a pequena casa de chá, ironicamente chamada Café Cuba, que nesse período só servia essa única opção de prato. “Rena é a carne mais comum da tundra.”

Os habitantes da região mais fria da Terra não comem só rena, mas sua dieta inclui muita carne. Chapple também comeu um prato de macarrão e nacos congelados de sangue de cavalo, além de uma especialidade de Iakutsk: peixe congelado raspado em lascas finíssimas. “Lembra sashimi congelado e é divino”, diz ele. “A textura do peixe congelado com as pontinhas quentes é muito especial e deliciosa.”

Quando chegou a Oimiakon, cuja população oscila em torno de 500 habitantes permanentes, Chapple se espantou ao ver que a cidade estava vazia. “Simplesmente não havia ninguém nas ruas. Eu esperava que tivessem se acostumado com o frio e que houvesse uma vida cotidiana em andamento, mas em vez disso todo mundo tratava o frio com muita cautela”, diz ele. “Parecia extremamente desolado. Não era, mas tudo acontecia em ambiente fechado, e eu não era bemvindo nos ambientes fechados.”

Nas horas que Chapple passou perambulando pelas ruas da aldeia, seus principais companheiros foram os cachorros de rua ou os bêbados (o alcoolismo é excessivo em Oimiakon). Ainda assim, a vida na aldeia continua. As escolas só fecham quando a temperatura cai abaixo de –50 ºC. Os fazendeiros levam suas vacas ao bebedouro da aldeia – uma fonte “térmica” que fica pouco acima do ponto de congelamento – e depois voltam com elas para os estábulos protegidos.

A fonte térmica é o coração da aldeia, sua razão de existir: os criadores de renas visitavam a fonte para hidratar os animais, e retornaram várias vezes até que a aldeia se tornou um povoado permanente (o nome Oimiakon significa, literalmente, “água descongelada”).

Mas morar no lugar habitado mais frio da Terra tem algumas desvantagens específicas. Em geral, os banheiros ficam fora de casa, porque encanamentos são problemáticos em caso de congelamento. Os moradores têm carro, mas precisam deixá-los ligados ao ar livre, às vezes a noite inteira, para que as partes mecânicas não congelem. Mesmo assim, às vezes medidas mais extremas são necessárias.

“Um sujeito com o qual viajei deixou o caminhão ligado a noite toda, mas, mesmo assim, pela manhã o eixo de transmissão estava totalmente congelado. Sem nenhuma cerimônia, ele pegou um maçarico, entrou debaixo do veículo e começou a lamber tudo com o fogo”, diz Chapple. “O maçarico faz parte da caixa de ferramentas [de quem mora em Oimiakon]”.


GEILING, Natasha. O lugar mais frio da Terra. Seleções. 29 jan. 2016. Disponível em:: <http://zip.net/bhs0B9> . Acesso em: 9 mar. 2016 (Adaptação).

Analise as afirmativas a seguir.

I. No trecho “Rena é a carne mais comum da tundra.”, as aspas foram utilizadas para marcar uma mudança de interlocutor.

II. No trecho “Os fazendeiros levam suas vacas ao bebedouro da aldeia – uma fonte ‘térmica’ que fica pouco acima do ponto de congelamento – e depois voltam com elas para os estábulos protegidos.”, os travessões podem ser substituídos por parênteses.

III. No trecho “O maçarico faz parte da caixa de ferramentas [de quem mora em Oimiakon]”, os colchetes foram utilizados para introduzir um comentário do autor do texto.

De acordo com a norma padrão, estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas
Q625153 Português

Texto

                            Os porquês da diversidade

      Das coisas mais marcantes da adolescência, minha memória traz os tempos de estudo e dúvidas sobre o futuro. De forma contrária às principais críticas que se ouve hoje, meus anos de Ensino Médio foram, sim, muito significativos para uma formação dita cidadã, e não só voltada aos vestibulares. Hoje trabalhando com educação, tenho plena consciência de que um ensino inovador pode surgir a partir de práticas consideradas tradicionais e que uma roda de conversa na escola pode ser tão ou mais revolucionária quanto qualquer aplicativo educacional. Percebo que o que torna o aluno socialmente engajado é a reflexão constante, a troca de experiências, a diversidade de conhecimentos e opiniões que ele aplica e vê aplicarem a um objeto de estudo, de forma digital ou analógica. [....]

      É disso que trata a educação: formar indivíduos engajados uns com os outros, socialmente e que saibam conviver. Está aí também a grande diferença da educação familiar, quando convivemos apenas com nossos pares. A escola nos permite entrar em contato de forma sistemática com outros mundos, outros olhares, outros saberes, opiniões diferentes das nossas, culturas até então desconhecidas. É o convívio com professores e colegas que nos dá suporte para refletir sobre nossas posições, sermos questionados sobre opiniões divergentes e, assim, pensarmos num projeto de vida de forma plena.

                                      (Ivan Aguirra, Educatrix, Moderna, ano 5, nº 9 2015.) 

No segmento “É disso que trata a educação: [formar indivíduos engajados socialmente e que saibam conviver]”.

Colocando o segmento entre colchetes em forma paralelística, teríamos:

Alternativas
Q622577 Português
Assinale a opção em que a pontuação permanece correta, apesar de ter sido modificada.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Itabirito - MG
Q1227403 Português
Inacessibilidade como expressão de luxo 
Uma crescente minoria adere a um contramovimento comportamental que prega o monotasking como a solução para uma vida mais linear 
Capacidade de foco e contemplação é uma característica pouco presente nesta geração, que cresceu em um contexto multitasking e tem como comportamento vigente a ausência de linearidade. Isso é um reflexo da internet: navegar entre abas abertas as dezenas, é tão natural quanto monitorar o cotidiano através de fotos check-ins e updates. 
É um constante esforço coletivo em marcar presença e sentir-se presente. O abuso dessas ferramentas de registro gera dependência e promove o desfoque. mesmo que não intencionalmente. 
Todos sabemos disso. Mas todos seguimos fazendo isso. 
Porém essas interrupções têm sido evitadas por uma crescente minoria convencida de que criatividade e atenção são irmas siamesas. Hoje observa-se um contramovimento comportamental que prega o monotasking como a solução para uma vida com mais memórias, saúde e dedicação. O presente passa a ser revalorizado pelo agora, e não pelo registro que deixou. Nessa lógica, filmar sua música favorita durante um show faz tão pouco sentido quanto fotografar sua comida. 
O não registro, a contemplação, o detox digitale o monotasking entram em cena para propor uma revalorização do momento.
Mas como conseguir focar vivendo em um mundo onde janelas têm abas? Singelas soluções têm surgido.Tabless thursday é uma proposta da revista The Atlantic que sugere a quinta-feira como o dia em que você só poderá abrir uma aba do seu navegador. 
Na internet serviços do tipo "leia depois" têm se popularizado. Eles contribuem com o monotasking ao permitir que se deixe para mais tarde aquilo que tira a atenção do agora.
(...)
Quando só a urgência é capaz de captar a atenção é hora de rever se o FOMO (sigla para Fear Of Missing Out, que é o medo de estar por fora, de não aproveitar o que você poderia estar aproveitando o que gera ansiedade) ainda é capaz de assustar. Estamos em todos os lugares parcialmente e em nenhum lugar totalmente. Em um tempo de realidades infinitas e possíveis, a onipresença cede espaço para o foco. As melhores coisas acontecem apenas uma vez.
BIZ, Eduardo. Inacessibilidade como expressão de luxo. Ponto Eletronico. Disponivel em: http://zip.netb6980>. Acesso em: 15 fev. 2016 (Adaptação).

Releia o trecho a seguir. 
“Quando só a urgência é capaz de captar a atenção, é hora de rever se o FOMO (sigla para Fear Of Missing Out, que é o medo de estar por fora, de não aproveitar o que você poderia estar aproveitando, o que gera ansiedade) ainda é capaz de assustar.” 

Os parênteses apresentados nesse trecho podem, de acordo com as funções de cada sinal de pontuação, ser substituídos por: 
Alternativas
Q649679 Português

Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir uma cultura universal constituída. No nosso século, os antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender.

Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu modo, os conhecimentos de que necessitam.

O movimento histórico da cultura consiste numa diversificação permanente. A cultura universal - que seria a cultura da Humanidade - depende dessa diversificação, quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar sua própria identidade, desenvolvendo suas características peculiares.

No entanto, as culturas particulares só conseguem mostrar sua riqueza, sua fecundidade, na relação de umas com as outras. E essa relação sempre comporta riscos.

Em condições de uma grande desigualdade de poder material, os grupos humanos mais poderosos podem causar graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais fracos. (...)

Todos tendemos a considerar nossa cultura particular mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem suas próprias convicções. (...)

Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas elementos de culturas alheias. (...)

Apesar dos perigos da relação com as outras culturas (descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente mobilizada para tentativas de auto-relativização e de autoquestionamento, em função do desafio do diálogo.

Leandro Konder. O Globo, 02/08/98.

O último par de parênteses usados no texto se justifica para:
Alternativas
Q640441 Português

Considere as seguintes propostas de mudanças no uso de sinais de pontuação no texto, assinalando com 1 as propostas gramaticalmente corretas e com 2 as incorretas.

( ) Suprimir a vírgula depois de Moçambique (l. 8).

( ) Substituir os dois-pontos após chegou (l. 8) por vírgula.

( ) Substituir por travessões as vírgulas que isolam o segmento como sucessor de Feijó (l. 27).

( ) Substituir os travessões que isolam o segmento antiga capital de Cabo Verde (l. 29) por parênteses.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Q606285 Português
 Apenas 60% do lixo do Brasil terá destino correto em 2014
Estimativa da Abrelpe garante que, se o Brasil não acelerar o ritmo das mudanças no setor de gestão de resíduos sólidos, cerca de 40% do lixo produzido pela população continuará a ser descartado de forma incorreta em 2014, quando vence o prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos para que as cidades acabem com os lixões.
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apresentou estimativa que revela que o Brasil ainda deixa muito a desejar quando o assunto é a gestão de resíduos sólidos.
Segundo a avaliação, o país avança lentamente no setor e, se não acelerar o ritmo, terá apenas 60% de seu lixo sendo destinado corretamente em 2014 ‒ ano em que, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), todos os municípios brasileiros deveriam estar com seus lixões desativados e substituídos por aterros sanitários.
Ainda segundo a estimativa da Abrelpe, no ritmo em que está, o Brasil só vai conseguir universalizar a coleta de resíduos urbanos em 2020 ou mais. “A perspectiva da Abrelpe leva em conta as médias nacionais de gestão de resíduos. O Brasil é um país continental e as diferenças regionais são gritantes nesse setor, o que significa que o processo de universalização da coleta de resíduos urbanos pode atrasar ainda mais", explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação.
Divulgado em maio, o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012 apontou que o país deu destino incorreto a quase 24 milhões de toneladas de lixo no ano passado, o que equivale a 168 estádios do Maracanã lotados.
(SPITZCOVSKY, Débora. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/lixo‐brasil‐destino‐incorreto‐2014‐lixoes‐residuossolidos‐743246.shtml. Acesso em: 13/01/2015. Adaptado.)
No trecho “A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apresentou estimativa que revela que o Brasil ainda deixa muito a desejar quando o assunto é a gestão de resíduos sólidos." (2º§), os parênteses foram utilizados para
Alternativas
Q596877 Português
      Por volta de 1968, impressionado com a quantidade de bois que Guimarães Rosa conduzia do pasto ao sonho, julguei que o bom mineiro não ficaria chateado comigo se usasse um deles num poema cabuloso que estava precisando de um boi, só um boi.

      Mas por que diabos um poema panfletário de um cara de vinte anos de idade, que morava num bairro inteiramente urbanizado, iria precisar de um boi? Não podia então ter pensado naqueles bois que puxavam as grandes carroças de lixo que chegara a ver em sua infância? O fato é que na época eu estava lendo toda a obra publicada de Guimarães Rosa, e isso influiu direto na minha escolha. Tudo bem, mas onde o boi ia entrar no poema? Digo mal; um bom poeta é de fato capaz de colocar o que bem entenda dentro dos seus versos. Mas você disse que era um poema panfletário; o que é que um boi pode fazer num poema panfletário?

      Vamos, confesse. Confesso. Eu queria um boi perdido no asfalto; sei que era exatamente isso o que eu queria; queria que a minha namorada visse que eu seria capaz de pegar um boi de Guimarães Rosa e desfilar sua solidão bovina num mundo completamente estranho para ele, sangrando a língua sem encontrar senão o chão duro e escaldante, perplexo diante dos homens de cabeça baixa, desviando-se dos bêbados e dos carros, sem saber muito bem onde ele entrava nessa história toda de opressores e oprimidos; no fundo, dentro do meu egoísmo libertador, eu queria um boi poema concreto no asfalto, para que minha impotência diante dos donos do poder se configurasse no berro imenso desse boi de literatura, e o meu coração, ou minha índole, ficasse para sempre marcado por esse poderoso símbolo de resistência.

      Fez muito sucesso, entre os colegas, o meu boi no asfalto; sei até onde está o velho caderno com o velho poema. Mas não vou pegá-lo − o poema já foi reescrito várias vezes em outros poemas; e o meu boi no asfalto ainda me enche de luz, transformado em minha própria estrela.

(Adaptado de: GUERRA, Luiz, "Boi no Asfalto", Disponível em: www.recantodasletras.com.br. Acessado em: 29/10/2015) 
Vamos, confesse. Confesso. Eu queria um boi perdido no asfalto; sei que era exatamente isso o que eu queria... (3° parágrafo)

Mantendo-se a correção, uma pontuação alternativa para o trecho acima encontra-se em:
Alternativas
Q579864 Português

                  

Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto Os territórios inteligentes

No primeiro parágrafo do texto, os travessões foram utilizados para separar informação de caráter explicativo e, sem prejuízo da correção gramatical, podem ser substituídos por parênteses, desde que suprimida a vírgula empregada logo após o segundo travessão.
Alternativas
Q577339 Português

                                  Problemas das grandes cidades

      A urbanização se intensificou com a expansão das atividades industriais, fato que atraiu (e ainda atrai) milhões de pessoas para as cidades. Esse fenômeno provocou mudanças drásticas na natureza, desencadeando diversos problemas ambientais, como poluições, desmatamento, redução da biodiversidade, mudanças climáticas, produção de lixo e de esgoto, entre outros.

                                                                                                                          (Mundo Educação)

“...fato que atraiu (e ainda atrai) milhões de pessoas para as cidades”.

As palavras entre parênteses mostram

Alternativas
Q576055 Português
Leia atentamente o texto abaixo.


                          .Imagem associada para resolução da questão

 Sobre o uso da pontuação, assinale a opção incorreta.


Alternativas
Q576051 Português
Leia atentamente o texto abaixo.

                            Imagem associada para resolução da questão

 Indique a opção incorreta no que diz respeito às estruturas linguísticas do texto.


Alternativas
Respostas
281: D
282: A
283: B
284: A
285: C
286: B
287: C
288: E
289: D
290: E
291: A
292: A
293: A
294: A
295: C
296: C
297: C
298: A
299: B
300: D