Questões de Concurso
Sobre paralelismo sintático e semântico em português
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O elemento de referenciação isso, possui uma função semântica-discursiva de:
TEXTO III
Língua Oral: Usos E Formas
Não é papel da escola ensinar o aluno a falar: isso é algo que a criança aprende muito antes da idade escolar. Talvez por isso, a escola não tenha tomado para si a tarefa de ensinar quaisquer usos e formas da língua oral. Quando o fez, foi de maneira inadequada: tentou corrigir a fala “errada” dos alunos – por não ser coincidente com a variedade linguística de prestígio social –, com a esperança de evitar que escrevessem errado. Reforçou assim o preconceito contra aqueles que falam diferente da variedade prestigiada.
Expressar-se oralmente é algo que requer confiança em si mesmo. Isso se conquista em ambientes favoráveis à manifestação do que se pensa, do que se sente, do que se é. Assim, o desenvolvimento da capacidade de expressão oral do aluno depende consideravelmente de a escola constituir-se num ambiente que respeite e acolha a vez e a voz, a diferença e a diversidade. Mas, sobretudo, depende de a escola ensinar-lhe os usos da língua adequados a diferentes situações comunicativas. De nada adianta aceitar o aluno como ele é mas não lhe oferecer instrumentos para enfrentar situações em que não será aceito se reproduzir as formas de expressão próprias de sua comunidade. É preciso, portanto, ensinar-lhe a utilizar adequadamente a linguagem em instâncias públicas, a fazer uso da língua oral de forma cada vez mais competente.
As situações de comunicação diferenciam-se conforme o grau de formalidade que exigem. E isso é algo que depende do assunto tratado, da relação entre os interlocutores e da intenção comunicativa. A capacidade de uso da língua oral que as crianças possuem ao ingressar na escola foi adquirida no espaço privado: contextos comunicativos informais, coloquiais, familiares. Ainda que, de certa forma, boa parte dessas situações também tenham lugar no espaço escolar, não se trata de reproduzi-las para ensinar aos alunos o que já sabem. Considerar objeto de ensino escolar a língua que elas já falam requer, portanto, a explicitação do que se deve ensinar e de como fazê-lo.
(MEC - Secretaria de Educação Fundamental.
Parâmetros curriculares nacionais: língua
portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000 - com
adaptações).
Considere o trecho: “O modo como você passa pelos seus dias é a forma como a sua vida está passando, afinal. Considere esta sugestão: simplifique o que você pode na forma de pensar e fazer o que der, para sentir que você está bem vivo aí, no miudinho do seu tempo, esse que vai passar levando você pra frente, sem considerar a sua embatucação.” (Linhas 28-31)
Análise as afirmativas abaixo, tendo em vista a organização sintático-semântica do trecho:
I - O verbo ‘passar” foi usado duas vezes no trecho com o mesmo valor semântico.
II - No trecho, o pronome demonstrativo “esta” poderia ser substituído por ‘essa’ com igual correção.
III - O termo “embatucação” foi empregado informalmente no sentido de inércia, falta de ação.
IV - O termo “miudinho” assume, no trecho, valor de restrição.
Estão CORRETAS as afirmativas
Fonte: MARI, Juliana de. Revista Vida Simples. p. 44, nov. 2018. Análise as afirmativas abaixo, tendo em vista a organização sintático-semântica do trecho:
I - O verbo ‘passar” foi usado duas vezes no trecho com o mesmo valor semântico. II - No trecho, o pronome demonstrativo “esta” poderia ser substituído por ‘essa’ com igual correção. III - O termo “embatucação” foi empregado informalmente no sentido de inércia, falta de ação. IV - O termo “miudinho” assume, no trecho, valor de restrição.
Estão CORRETAS as afirmativas
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Palavras e Ideias
01---------Há alguns anos, o Dr. Johnson Oconor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston,
02---e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu ____ um teste de vocabulário
03---100 alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais. Cinco anos mais
04---tarde, verificou que os 10% que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de
05---direção, ao passo que dos 25% mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.
06---------Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário;
07---outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias.
08---------Mas parece não haver dúvidas de que, dispondo ____ palavras suficientes e adequadas
09---___ expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições
10---de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja
11---insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.
12---------Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o
13---revestimento das ideias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que
14---“amanhã tenho uma aula ____ 8 horas”, se não figuro mentalmente essa atividade por meio
15---dessas ou de outras palavras equivalentes? Do mesmo modo que um vocabulário escasso e
16---inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento
17---mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender
18---e até mesmo de sentir.
19---------Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto
20---mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. Reciprocamente, quanto mais escasso
21---e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunido, do grito ou do gesto, formas
22---rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas as expansões instintivas dos primitivos,
23---dos infantes e dos irracionais.
(Texto adaptado: Garcia, Othon Moacir. Comunicação em Prosa Moderna. 27ª edição, FGV editora, 2011)
Qual alternativa abaixo apresenta, respectivamente, vocábulos sinônimos para os verbos “veicular’ e “mina” na linha 16?
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
A TRISTEZA PERMITIDA
Se eu disser pra você que acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora, e o céu convidava para a farra de viver. Mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço, sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões — se eu disser que foi assim, o que você me diz”? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários Ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga
nestas noites quentes de verão
e não importa que mil raios partam
qualquer sentido vago de razão
eu ando tão down...”
Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor — até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros
Na frase “A tristeza não deve ser PROSCRITA da alma, porque faz parte da realidade íntima do ser.”, a palavra destacada remete ao par de parônimos proscrito/prescrito. As opções abaixo apresentam pares de parônimos, EXCETO:
Muitas empresas ainda acreditam que devem
ter como objetivo o lucro a qualquer custo,
principalmente se puder ser conseguido com o
prejuízo da concorrência e até mesmo dos
clientes. E em um ambiente em que
aparentemente vale tudo, como no competitivo
mundo empresarial, as considerações éticas
são as principais a perder o valor. No entanto,
uma nova tendência vem crescendo a cada ano
e hoje é uma realidade. Estamos falando das
exigências do cidadão, que recaem na procura
por produtos ou serviços de qualidade. O
cidadão também exige que as empresas que
fornecem os produtos sejam éticas e atuem
com responsabilidade social e ambiental. Em
outras palavras, na hora da compra, além da
relação custo/benefício, o consumidor também
presta atenção se a empresa tem uma atuação
positiva na comunidade em que está inserida.
Mas, afinal, o que é uma empresa ética? A ética
empresarial envolve a determinação da
organização em cumprir os compromissos
assumidos para com todos os que têm algum
tipo de envolvimento com ela. Compromissos
que devem satisfazer algumas expectativas
desse público diretamente relacionado a ela. A
ideia parece muito simples. No entanto, essas
expectativas quase sempre refletem o
pensamento da sociedade como um todo, o que
amplia o alcance do comportamento ético da
organização. Sabemos, por exemplo, que uma
das questões mais “quentes” atualmente é o
controle social sobre a agressão ao meio
ambiente. Os altos custos ambientais, por
exemplo, pela ameaça que representam à
população e ao planeta, estão colocando as
empresas devastadoras em uma posição muito
delicada. Afinal, os interesses desse tipo de
empresa entram em conflito direto com os
interesses da coletividade. Assim, a ética
empresarial hoje não é mais um modismo entre
os vários que permeiam o mundo corporativo,
mas sim um processo que vem sendo adotado
de forma crescente por muitas empresas (...).
(ALENCASTRO, Mário S. C. Ética
Empresarial. Curitiba: Intersaberes, p. 23).
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um sinônimo da palavra “tendência” (linha 9 do texto):
TEXTO I
APRENDER SEM PENSAR?
A venda de tantas informações efêmeras e fragmentadas – na televisão, rádio, jornais, internet, no dia-a-dia, outdoors – repetidas e reforçadas, vai gerando nos consumidores sentimentos como indiferença e apatia. As guerras da perda de valores, do egoísmo, do vazio, da descartabilidade das relações, vão se tornando banais, corriqueiras e naturais. Parece que o que há de mais humano na vida, e seu próprio valor, vai sendo esquecido, soterrado por mais uma informação que acabou de chegar.
É claro que nossa sensibilidade vai sendo desativada. As informações não educam, apenas geram nas pessoas a sensação de que conhecem as coisas. No máximo, podem provocar uma falsa ideia de sabedoria. A vida moderna favorece a aprendizagem rápida e passageira. A aprendizagem sem pensar.
Informações servem para aliviar nossas incertezas, dando significados, sentidos e produzindo compreensão. Informação serve como matéria que nos transforma e nos torna mais potentes. Se não acontecer nada disso, se você esquecer, se torna ansioso e naturaliza as imagens que vê, desculpe, você carrega o vírus do excesso de semi-informação. O pensamento se torna eficiente quando nos tornamos inquietos, curiosos, sensíveis. Pensar é saber escolher o que interessa, no meio deste tiroteio informacional. É formular as próprias explicações a partir de tantos dados, é prestar atenção em estimular o senso crítico.
Uma saída para “descer desse mundo” cada vez mais veloz? Talvez instituir pausas nesse mundo doido, retirando-se do excesso do mundo para entrar em contato com o sensível – ou com aquilo que a informação o afetar. Digerindo-a, saboreando-a, compreendendo seus significados e intenções. Separando o essencial do acessório, talvez você esteja desenvolvendo sua capacidade para lidar com o excesso de informações.
(COELHO, Débora de Moraes. Mundo Jovem)
Observe o fragmento e marque a opção em que o significado do termo em destaque possa ser utilizado sem alterar o sentido:
A venda de tantas informações efêmeras e fragmentadas (linha 01).
Leia o texto seguinte para responder às próximas duas questões.
No exemplar de um velho livro: (Carlos Drummond de Andrade).
Neste brejo das almas
o que havia de inquieto
por sob as águas calmas!
Era um susto secreto,
eram furtivas palmas
batendo, louco, inseto.
Era um desejo obscuro
de modelar o vento,
eram setas no muro.
E um grave sentimento
que hoje, varão maduro,
não punge, e me atormento.
As palavras “furtivas”, “obscuro”, “varão” e “não punge” que aparecem no texto, têm os seguintes significados:
Texto para as questões de 1 a 6.
A imagem abaixo foi extraída de um celular smartphone aberto em um grupo fictício de uma rede social que utiliza mensagens para dar as boas‐vindas aos novos funcionários admitidos em um processo seletivo do Sesc
Edital n.º 4/2018 – Seleção de Pessoal – Sesc‐DF.
Assinale a alternativa correta a respeito dos significados das palavras utilizadas no texto.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Largar as redes sociais?
- Apesar das críticas ___ redes sociais e inclusive das campanhas midiáticas para abrir mão
- delas, poucos usuários tomam a decisão de apagar suas contas. O Twitter continua com seus
- 300 milhões de perfis, o Facebook tem mais de dois bilhões, e o Instagram segue crescendo e
- já passa dos 500 milhões. Jaron Lanier, pioneiro da internet e da realidade virtual, considera
- que os benefícios dessas redes não compensam os inconvenientes. Em seu último livro, dá
- motivos para largar o Twitter, o Facebook e inclusive o WhatsApp e os serviços do Google. Se
- pudermos. E mesmo que seja só por uma temporada. Estes são alguns dos motivos que ele
- propõe nesse texto escrito a modo de manifesto:
- 1. Você está perdendo sua liberdade. As redes sociais, em especial o Facebook,
- pretendem guardar registro de todas as nossas ações: o que compartilhamos, o que
- comentamos, o que curtimos, aonde vamos. “Agora todos somos animais de laboratório”,
- escreve Lanier, e participamos de uma experiência constante para que os anunciantes nos
- enviem suas mensagens quando estivermos mais ..................... a elas.
- Isso também teve consequências políticas: os grupos que distribuem notícias falsas
- encontraram uma “.............. desenhada para ajudar os anunciantes ___ alcançarem seu público
- objetivo com mensagens testadas para conseguir sua atenção”. Para o Facebook tanto faz se
- estes “anunciantes” são empresas que querem vender produtos, partidos políticos ou difusores
- de notícias falsas. O sistema é o mesmo para todos e melhora “quando as pessoas estão
- irritadas, obcecadas e divididas”.
- 2. Estão lhe deixando infeliz. Lanier cita estudos que mostram que, apesar das
- possibilidades de conexão que as redes sociais oferecem, na verdade sofremos “uma sensação
- cada vez maior de isolamento” por motivos tão díspares como “os padrões irracionais de beleza
- e status, por exemplo”. Os algoritmos, escreve ele, nos colocam em categorias e nos ordenam
- segundo nossos amigos, seguidores, o número de curtidas ou retuítes, o muito ou pouco que
- publicamos… São critérios que nos parecem pouco significativos, mas que acabam tendo efeitos
- na vida real: “Nas notícias que vemos, em quem nos aparece como possível relacionamento
- amoroso, em que produtos nos oferecem”. Também podem acabar influenciando em futuros
- trabalhos: muitos dos responsáveis por recursos humanos procuram seus candidatos no
- Facebook e no Google.
- 3. Estão enfraquecendo a verdade. Lanier lembra que as teorias da conspiração mais
- loucas (ele dá o exemplo dos antivacinas) frequentemente começam nas redes sociais, onde seu
- eco se amplifica, “antes de aparecerem em veículos de comunicação extremamente partidários”.
- 4. Estão destruindo sua capacidade de empatia. Com esse argumento, Lanier se refere
- principalmente ___ bolha, termo criado por Eli Pariser. No Facebook, por exemplo, as notícias
- aparecem na tela de acordo com as pessoas e os veículos de comunicação que seguimos e,
- também, dependendo dos conteúdos de que gostamos. A consequência é que nas redes
- frequentemente acessamos somente nossa própria bolha, ou seja, tudo aquilo que conhecemos,
- com o que estamos de acordo e que nos faz sentir confortáveis. Ou seja, não vemos outras
- ideias, recebemos somente suas caricaturas. E, consequentemente, em vez de tentar entender
- as razões por ....... de outros pontos de vista, nossas ideias se reforçam e o diálogo é cada vez
- mais difícil.
- 5. Não querem que você tenha dignidade econômica. Lanier explica que o modelo de
- negócio que predomina na Internet é consequência do “dogma” de acreditar que “se o software
- não era grátis, não podia ser aberto”. A publicidade foi vista como uma forma de solucionar esse
- problema.
- Essas são somente algumas das razões expostas por Lanier em um livro que, como o próprio
- autor admite, nem mesmo chega a tocar alguns temas que não o afetam tão diretamente, como
- “as pressões insustentáveis em pessoas jovens, especialmente mulheres” e como “os algoritmos
- podem discriminá-lo por racismo e outras razões horríveis”. Lanier não quer acabar com a
- Internet. Pelo contrário: deixar as redes, ainda que somente por um tempo, pode ser uma forma
- de saber como estão nos prejudicando e, principalmente, percebermos o que poderiam nos
- oferecer.
Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/28/tecnologia/1535463505_331615.html
Considerando o contexto, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra ‘díspares’ (l.22).
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de 31 a 43.
Para assegurar a pertinência da dominação produtiva industrial, do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, é preciso fazer romper a alteridade em múltiplas facetas de exotismo. É preciso também fazer aparecer as sociedades ainda diferentes como caminhos sem saída, erros, ausências ou inacabados no curso de uma progressão histórica inelutável. Na melhor das hipóteses, poder-se-ia considerá-los como traços de fases anteriores na construção da cidade humana universal. As sociedades que a exploração descobre, tornam-se imagens fotográficas e depois cinematográficas suscetíveis de ser transportadas, editadas, montadas, referidas e, sobretudo, comentadas em relação a um espectador cuja centralidade e o caráter de referencialidade essencial não são postos em questão. Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.
A melhora das condições técnicas da exploração do mundo (transporte e comunicação se aperfeiçoam com a máquina a vapor, a eletricidade e o telégrafo) fornecia a essas intenções meios cada vez mais performativos. O cinema completa a panóplia dos instrumentos para essa coleta generalizada, fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos do espaço e do tempo. A imagem animada capta o transitório da duração, supera a subjetividade do testemunho duvidoso dos viajantes de longa distância, suprime os desvios especiosos da memória: os momentos fugidios da vivência, as singularidades e as diferenças do Outro tornam-se transportáveis e, portanto, observáveis à vontade, como o obelisco de Luxor, as múmias do Egito ou os afrescos do Partenon.
A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, emergindo dos limbos da reflexão teórica e frequentemente ética sobre as origens e as etapas das sociedades humanas, se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo e de uma “objetivação” no mesmo sentido do olhar. A apresentação de uma observação dinâmica e totalizante, a passagem “pelo campo” e, portanto, a experimentação, fazem do cinema e da etnografia irmãos gêmeos de um empreendimento comum de descoberta, de identificação, de apropriação e talvez de absorção e de assimilação do mundo e de suas histórias.
Ao extremo da distância/diferença constatada, nas regiões mais remotas, no seio das sociedades mais exóticas, se – isto é, este anônimo genérico e referencial que se considera o homem branco – identificavam, com um fervor receoso, primitivismos nos limites de um inquietante estado de natureza, canibalismos “selvagens” marcando aparentemente o que devia ser o salto qualitativo em direção à cultura ou antes em direção à Civilização com sua maiúscula. Com essas designações, essas estigmatizações fascinadas, o homem ocidental decerto mastigava, como em uma denegação analítica, sua própria bulimia, sua necessidade incessante de apropriação, de dominação, projetando finalmente no outro seu próprio desejo de consumo, de devoração...! A gravação por imagem e som, assim como o empreendimento de categorização etnográfica, contribuem para os mesmos efeitos: absorver a distância material do outro e reduzi-lo a imagem e a conceitos de que se alimentam meu olhar e minha mente
(Adaptado de: PIAULT, Marc. Antropologia e Cinema. São Paulo, Editora Unifesp, 2018)
Uma expressão do texto encontra seu equivalente de sentido em:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O acervo lexical da Língua Portuguesa é constituído em sua maioria por vocábulos herdados do latim, aos quais se acrescentaram outros emprestados de idiomas diversos.
II. A flexão dos pronomes se realiza de modo totalmente distinto da flexão dos nomes.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Um morfema é a unidade mínima no sistema de expressão que pode ser correlacionada diretamente com alguma parte do sistema do conteúdo.
II. Sílaba é a unidade formal da linguagem que, sozinha, pode constituir um enunciado.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O número é uma noção gramatical que distingue um elemento (singular) e mais de um elemento (plural).
II. Os morfemas são os elementos mínimos das emissões linguísticas que contêm um significado individual.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Os morfemas são as menores unidades significativas que podem constituir vocábulos ou partes de vocábulos.
II. Os pronomes representam as coisas e ideias (são símbolos), os nomes indicam a situação espacial (são sinais).
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Morfema é a menor parte indivisível da palavra que, por sua vez, tem uma relação direta ou indireta com a significação.
II. Os pronomes, ao contrário dos nomes, se submetem aos processos derivacionais.
Marque a alternativa CORRETA:

