Outras instituições adotam medidas semelhantes, como o King...
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Ano: 2026
Banca:
AMEOSC
Órgão:
Prefeitura de Barra Bonita - SC
Prova:
AMEOSC - 2026 - Prefeitura de Barra Bonita - SC - Motorista Especializado (CNH categoria E) |
Q4394017
Português
Texto associado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que a natureza nos faz sentir mais calmos?
A conexão com ambientes naturais proporciona diversos
benefícios à saúde, abrangendo desde a redução da
ansiedade e da depressão até a diminuição da pressão
arterial. Pessoas relatam sentir-se melhor após um
passeio ao ar livre, o que levanta questionamentos sobre
a origem dessa afinidade com o meio ambiente e se
todos podem colher os mesmos resultados.
Os impactos positivos da natureza em ambientes de
saúde são observados há décadas. Na década de 1980,
uma pesquisa constatou que pacientes submetidos à
cirurgia de vesícula recebiam alta, em média, quase um
dia antes caso pudessem ver árvores através da janela
do quarto. Aqueles que tinham vista para uma parede de
tijolos demandavam analgésicos mais fortes e recebiam
mais observações negativas da equipe de enfermagem.
Atualmente, hospitais e centros médicos expandem essa
abordagem. A organização beneficente Maggie's
mantém centros de bem-estar no Reino Unido, em Hong
Kong e no Japão. O psicólogo clínico Robin Muir, diretor
da unidade de Manchester, na Inglaterra, relatou que o
prédio é cercado por um jardim de trezentos e sessenta
graus com janelas que vão do chão ao teto para trazer a
natureza para dentro do ambiente. Ele explicou que as
cidades muitas vezes carecem de áreas verdes e que,
para alguém em tratamento contra o câncer, o contato
com o jardim e a natureza exerce um papel terapêutico.
Outras instituições adotam medidas semelhantes, como
o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou
uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde
pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio
podem permanecer ao ar livre. Além da área médica, um
estudo realizado na Snake River Correctional Institution,
no Oregon, demonstrou que detentos que assistiam a
vídeos sobre a natureza de três a quatro vezes por
semana cometiam vinte e seis por cento menos infrações
violentas ao longo de um ano.
A explicação para tais efeitos fundamenta-se em
diferentes correntes científicas. A hipótese da biofilia
defende que os seres humanos possuem um impulso
inato de estar próximos à natureza, derivado da evolução
de nossos ancestrais em ambientes selvagens. Na
década de 1980, o biólogo Edward O. Wilson sugeriu
que esse impulso estaria codificado nos genes. Embora
pesquisas com gêmeos indiquem um componente
genético, ainda não foi identificado um gene específico
associado ao amor pela natureza. Contudo, cientistas
formulam teorias sobre como o tempo passado no meio
natural afeta os sistemas fisiológico e cognitivo.
O professor associado e diretor do laboratório de meio
ambiente e bem-estar da Universidade de Washington,
Gregory Bratman, destaca duas teorias principais. A
primeira é a hipótese da redução do estresse, que
sustenta que ambientes naturais desencadeiam
alterações fisiológicas responsáveis por diminuir o
estresse mediante a ativação do sistema nervoso
parassimpático, associado a respostas como a redução
da frequência cardíaca. Segundo Bratman, o contato
com a natureza auxilia na preparação para eventos
estressantes, na neutralização de reações no momento
em que ocorrem e na recuperação posterior. A segunda
vertente é a teoria da restauração da atenção, que
aponta que a natureza fortalece a capacidade de ignorar
distrações e focar na chamada atenção direcionada.
Bratman explica que os espaços urbanos sobrecarregam
e esgotam essa atenção direcionada devido à
necessidade constante de desviar de carros, trânsito e
ruídos. Em contrapartida, ambientes naturais estimulam
a atenção indireta, caracterizada pelo sentimento de
estar em outro lugar e em sintonia com o ambiente,
permitindo que a atenção direcionada se recupere. Em
suas pesquisas, Bratman observou melhorias na
memória de trabalho em pessoas que caminharam na
natureza por cinquenta minutos em comparação com
aquelas que caminharam em áreas urbanas. Os
participantes do grupo que esteve no meio natural
apresentaram redução em indicadores como ansiedade
e obtiveram desempenho superior em um teste de
memorização de letras e resolução de equações
simultâneas, lembrando, em média, de nove a dez letras
a mais. Já o desempenho dos caminhantes do ambiente
urbano permaneceu inalterado. Para o pesquisador, a
redução do estresse e a restauração da atenção não são
teorias mutuamente exclusivas, podendo atuar de forma
conjunta.
Apesar dos benefícios gerais, a experiência com a
natureza varia entre os indivíduos. Em um estudo
japonês que comparou jovens em florestas e em
ambientes urbanos, a maioria dos que ficaram na floresta
apresentaram aumento na atividade do sistema nervoso
parassimpático, enquanto os outros apresentaram
redução. Diante disso, pesquisadores investigam como
diferentes tipos de ambientes naturais impactam
diferentes pessoas. Em um experimento realizado em El
Paso, no Texas, participantes submetidos a uma
situação estressante foram expostos a três cenários em
realidade virtual: uma paisagem verde, uma paisagem
desértica e um ambiente de escritório como grupo de
controle. A hipótese inicial previa que o ambiente verde
traria mais benefícios com base na teoria psicoevolutiva
de redução do estresse, segundo a qual vegetações
ativam o sistema de repouso por sinalizar a presença de
água, presas e visibilidade de predadores. Contudo, o
ambiente desértico promoveu a recuperação do estresse
em nível semelhante, o que surpreendeu a equipe.
O avanço das pesquisas indica que o contato com a
natureza beneficia a saúde da população em geral.
Diante do dado de que a maior parte da população
mundial reside em vilas e cidades, segundo a
Organização das Nações Unidas, Bratman ressalta a
necessidade de planejar o acesso a áreas verdes para
todos, sobretudo para as crianças em pátios escolares e
bairros. O especialista conclui que, embora os efeitos
diários no humor possam parecer pequenos, a exposição
repetida ao longo de dias, semanas, meses ou anos acumula-se e gera transformações profundas no
bem-estar ao longo do tempo.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gv2jey3dqo.adaptado.
Outras instituições adotam medidas semelhantes, como
o King's College Hospital, no Reino Unido, que inaugurou
uma unidade de terapia intensiva na cobertura onde
pacientes conectados a fontes de energia e oxigênio
podem permanecer ao ar livre.
Considerando a ortografia oficial, especialmente o emprego de letras e dígrafos e o uso de maiúsculas e minúsculas no trecho apresentado, analise as assertivas a seguir.
I.Em "instituições", o emprego de "ç" está de acordo com a escrita da palavra, e essa letra apresenta valor sonoro associado ao de "s".
II.Em "semelhantes", a sequência "lh" constitui encontro consonantal, pois cada uma das duas letras conserva um som próprio na pronúncia da palavra.
III.Em "oxigênio", a letra "x" apresenta o mesmo valor sonoro encontrado no início de "xícara", ainda que ocupe posição diferente nas duas palavras.
IV.Em "Reino Unido", as letras iniciais maiúsculas estão associadas ao emprego de um nome próprio.
Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.
Considerando a ortografia oficial, especialmente o emprego de letras e dígrafos e o uso de maiúsculas e minúsculas no trecho apresentado, analise as assertivas a seguir.
I.Em "instituições", o emprego de "ç" está de acordo com a escrita da palavra, e essa letra apresenta valor sonoro associado ao de "s".
II.Em "semelhantes", a sequência "lh" constitui encontro consonantal, pois cada uma das duas letras conserva um som próprio na pronúncia da palavra.
III.Em "oxigênio", a letra "x" apresenta o mesmo valor sonoro encontrado no início de "xícara", ainda que ocupe posição diferente nas duas palavras.
IV.Em "Reino Unido", as letras iniciais maiúsculas estão associadas ao emprego de um nome próprio.
Assinale a alternativa correta em relação à ortografia.