Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Leia com atenção o texto do Hino de Campos do Jordão, com letra e melodia por João de Sá, oficializado por Lei Municipal de 1959 e responda as questões 1, 2 e 3.
Obs.: Algumas palavras foram grafadas incorretamente e sua correção é objeto de uma das questões a seguir.
Campos do Jordão
Maravilha da minha terra
Campos do Jordão
Joia do alto da serra
Campos do Jordão
Obra suprema do divino mestre
Que fez de ti um paraizo terrestre!
Entre as matas verdejantes
E os pinheirais gigantes
Correm rios murmurantes
Sob o céu primaveril
És o meu rincão paulista
O encanto do turista
E o orgulho do Brasil!
Há no auvor das floradas
Poesias imortais
E no tempo das geadas
Lindas manhãs hibernais
Pois em ti a naturesa
Reuniu tanta beleza
Que ninguém esquece mais!
Na transcrição do hino acima, foram grafadas com erro de ortografia, as expressões:
Em qual das palavras há mais fonemas que letras na sua composição:
Em relação às regras de acentuação, a palavra “deveríamos” é acentuada pela mesma regra da palavra:
Analise o título da reportagem abaixo:
CLIMATEMPO
Madrugada amena em áreas do centro-sul
(Adaptado de Terra, 13/03/2017)
A palavra “áreas” é devidamente acentuada, pois segue a seguinte regra gramatical de acentuação:
Analise os trechos abaixo:
I. Jovens de classe média e média-alta ____________________ frequentado o noticiário policial.
II. O pai __________________ grande parte da culpa.
Assinale a alternativa cuja expressão completa, respectivamente, as lacunas presentes no trecho:
Assinale a opção CORRETA em que todas as palavras estão acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
O NARIZ
Era um dentista respeitadíssimo. Com seus quarenta e poucos anos, uma filha quase na faculdade. Um homem sério, sóbrio, sem opiniões surpreendentes, mas de uma sólida reputação como profissional e cidadão. Um dia, apareceu em casa com um nariz postiço. Passado o susto, a mulher e a filha sorriram com fingida tolerância. Era um daqueles narizes de borracha com óculos de aros pretos, sobrancelhas e bigodes que fazem a pessoa ficar parecida com Groucho Marx. Mas o nosso dentista não estava imitando o Groucho Marx. Sentou-se à mesa de almoço — sempre almoçava em casa— com a retidão costumeira, quieto e algo distraído. Mas com um nariz postiço.
— O que é isso? — perguntou a mulher depois da salada, sorrindo menos.
— Isto o quê?
— Esse nariz.
— Ah, vi numa vitrina, entrei e comprei.
— Logo você, papai...
Depois do almoço ele foi recostar- se no sofá da sala como fazia todos os dias. A mulher impacientou-se.
— Tire esse negócio.
— Por quê?
— Brincadeira tem hora.
— Mas isto não é brincadeira.
Sesteou com o nariz de borracha para o alto. Depois de meia hora, levantou-se e dirigiu-se para a porta.
A mulher interpelou:
— Aonde é que você vai?
— Como, aonde é que eu vou? Vou voltar para o consultório.
— Mas com esse nariz?
— Eu não compreendo você — disse ele, olhando-a com censura através dos aros sem lentes. — Se fosse uma gravata nova, você não diria nada. Só porque é um nariz...
— Pense nos vizinhos. Pense nos clientes.
Os clientes, realmente, não compreenderam o nariz de borracha. Deram risada: ("Logo o senhor, doutor..."), fizeram perguntas, mas terminaram a consulta intrigados e saíram do consultório com dúvidas.
— Ele enlouqueceu?
— Não sei — respondia a recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos.
— Nunca vi "ele" assim.
Naquela noite, ele tomou seu chuveiro, como fazia sempre antes de dormir. Depois, vestiu o pijama e o nariz postiço e foi se deitar.
— Você vai usar este nariz na cama? — perguntou a mulher.
— Vou. Aliás, não vou mais tirar este nariz.
— Mas, por quê?
— Porque não.
Dormiu logo. A mulher passou a metade da noite olhando para o nariz de borracha. De madrugada começou a chorar baixinho. Ele enlouquecera. Era isto. Tudo estava acabado. Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita, tudo trocado por um nariz postiço.
— Papai...
— Sim, minha filha.
— Podemos conversar?
— Claro que podemos.
— É sobre esse seu nariz...
— O meu nariz, outra vez? Mas vocês só pensam nisso?
— Papai, como é que nós não vamos pensar? De uma hora para outra, um homem como você resolve andar de nariz postiço e não quer que ninguém note?
— O nariz é meu e vou continuar a usar.
— Mas por que, papai? Você não se dá conta de que se transformou no palhaço do prédio? Eu não posso mais encarar os vizinhos, de vergonha. A mamãe não tem mais vida social.
— Não tem porque não quer...
[...]
A mulher e a filha saíram de casa. Ele perdeu todos os clientes. A recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos, pediu demissão. Não sabia o que esperar de um homem que usava nariz postiço.
Evitava aproximar-se dele. Mandou o pedido de demissão pelo correio. Os amigos mais chegados, numa última tentativa de salvar sua reputação, o convenceram a consultar um psiquiatra.
— Você vai concordar — disse o psiquiatra depois de concluir que não havia nada de errado com ele — que seu comportamento é um pouco estranho...
— Estranho é o comportamento dos outros! — disse ele. — Eu continuo o mesmo. Noventa e dois por cento do meu corpo continua o que era antes. Não mudei a maneira de vestir, nem de pensar, nem de me comportar. Continuo sendo um ótimo dentista, um bom marido, bom pai, contribuinte, sócio do Fluminense, tudo como antes. Mas as pessoas repudiam todo o resto por causa deste nariz. Um simples nariz de borracha. Quer dizer que eu não sou eu, eu sou o meu nariz? [...]
(Luís Fernando Verissimo. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 73-6.)
reputação: fama, renome.
repudiar: rejeitar, repelir.
sestear: fazer a sesta, descansar, cochilar
Todas as palavras a seguir têm a mesma regra de acentuação gráfica da palavra respeitadíssimo, retirada do texto, exceto:
O NARIZ
Era um dentista respeitadíssimo. Com seus quarenta e poucos anos, uma filha quase na faculdade. Um homem sério, sóbrio, sem opiniões surpreendentes, mas de uma sólida reputação como profissional e cidadão. Um dia, apareceu em casa com um nariz postiço. Passado o susto, a mulher e a filha sorriram com fingida tolerância. Era um daqueles narizes de borracha com óculos de aros pretos, sobrancelhas e bigodes que fazem a pessoa ficar parecida com Groucho Marx. Mas o nosso dentista não estava imitando o Groucho Marx. Sentou-se à mesa de almoço — sempre almoçava em casa— com a retidão costumeira, quieto e algo distraído. Mas com um nariz postiço.
— O que é isso? — perguntou a mulher depois da salada, sorrindo menos.
— Isto o quê?
— Esse nariz.
— Ah, vi numa vitrina, entrei e comprei.
— Logo você, papai...
Depois do almoço ele foi recostar- se no sofá da sala como fazia todos os dias. A mulher impacientou-se.
— Tire esse negócio.
— Por quê?
— Brincadeira tem hora.
— Mas isto não é brincadeira.
Sesteou com o nariz de borracha para o alto. Depois de meia hora, levantou-se e dirigiu-se para a porta.
A mulher interpelou:
— Aonde é que você vai?
— Como, aonde é que eu vou? Vou voltar para o consultório.
— Mas com esse nariz?
— Eu não compreendo você — disse ele, olhando-a com censura através dos aros sem lentes. — Se fosse uma gravata nova, você não diria nada. Só porque é um nariz...
— Pense nos vizinhos. Pense nos clientes.
Os clientes, realmente, não compreenderam o nariz de borracha. Deram risada: ("Logo o senhor, doutor..."), fizeram perguntas, mas terminaram a consulta intrigados e saíram do consultório com dúvidas.
— Ele enlouqueceu?
— Não sei — respondia a recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos.
— Nunca vi "ele" assim.
Naquela noite, ele tomou seu chuveiro, como fazia sempre antes de dormir. Depois, vestiu o pijama e o nariz postiço e foi se deitar.
— Você vai usar este nariz na cama? — perguntou a mulher.
— Vou. Aliás, não vou mais tirar este nariz.
— Mas, por quê?
— Porque não.
Dormiu logo. A mulher passou a metade da noite olhando para o nariz de borracha. De madrugada começou a chorar baixinho. Ele enlouquecera. Era isto. Tudo estava acabado. Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita, tudo trocado por um nariz postiço.
— Papai...
— Sim, minha filha.
— Podemos conversar?
— Claro que podemos.
— É sobre esse seu nariz...
— O meu nariz, outra vez? Mas vocês só pensam nisso?
— Papai, como é que nós não vamos pensar? De uma hora para outra, um homem como você resolve andar de nariz postiço e não quer que ninguém note?
— O nariz é meu e vou continuar a usar.
— Mas por que, papai? Você não se dá conta de que se transformou no palhaço do prédio? Eu não posso mais encarar os vizinhos, de vergonha. A mamãe não tem mais vida social.
— Não tem porque não quer...
[...]
A mulher e a filha saíram de casa. Ele perdeu todos os clientes. A recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos, pediu demissão. Não sabia o que esperar de um homem que usava nariz postiço.
Evitava aproximar-se dele. Mandou o pedido de demissão pelo correio. Os amigos mais chegados, numa última tentativa de salvar sua reputação, o convenceram a consultar um psiquiatra.
— Você vai concordar — disse o psiquiatra depois de concluir que não havia nada de errado com ele — que seu comportamento é um pouco estranho...
— Estranho é o comportamento dos outros! — disse ele. — Eu continuo o mesmo. Noventa e dois por cento do meu corpo continua o que era antes. Não mudei a maneira de vestir, nem de pensar, nem de me comportar. Continuo sendo um ótimo dentista, um bom marido, bom pai, contribuinte, sócio do Fluminense, tudo como antes. Mas as pessoas repudiam todo o resto por causa deste nariz. Um simples nariz de borracha. Quer dizer que eu não sou eu, eu sou o meu nariz? [...]
(Luís Fernando Verissimo. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 73-6.)
reputação: fama, renome.
repudiar: rejeitar, repelir.
sestear: fazer a sesta, descansar, cochilar
Das palavras seguintes, marque a que traduz o assunto central do texto.
As palavras está, será, há e já acentuam-se por serem:
Sobre o ensino de gramática, conforme os PCNs – Língua Portuguesa, é CORRETO afirmar que:
No primeiro dia de aula de Redação, a professora Ana orientou os alunos a produzirem um texto, com o objetivo de fazer avaliação diagnóstica. A principal função da avaliação diagnóstica textual dos alunos é:
“Ensinar língua oral deve significar para a escola possibilitar acessos a usos da linguagem mais formalizados e convencionais, que exijam controle mais consciente e voluntário da enunciação, tendo em vista a importância que o domínio da palavra pública tem no exercício da cidadania.” (PCN, 1999, p. 67). Com base na orientação acima, é CORRETO afirmar que:
Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso do hífen.
Sobre acentuação gráfica, leia os itens e assinale a alternativa correta.
I - Méis, babás, sanduíche.
II - Graúdo, eles vêm, eles leem.
III - Véus, heróis, júri.
IV - Eles creem, eles têm, hífen.
Texto para as questões de 1 a 8.
1 Brasília nasceu como representação de uma utopia
urbana, erguida sobre anseios de ordem, modernidade e
desenvolvimento. Em seu plano original, a previsão era a de
4 abrigar, no máximo, 500 mil pessoas até a virada do milênio.
Hoje comporta mais de 2 milhões de habitantes, o que
demonstra a perda do controle sobre a ocupação de seus
7 espaços. Em seu plano de desenvolvimento, foi vislumbrada
a criação de áreas destinadas a todas as necessidades de seus
habitantes. As áreas urbanas foram projetadas para
10 abrigarem seus cidadãos com o máximo de conforto e
racionalidade. Reservas florestais foram previstas com o
objetivo de proteção dos mananciais (para a garantia do
13 abastecimento de água para a população) e de preservação
das riquezas biológicas, paisagísticas e arqueológicas do local.
Entretanto, esse sonho visionário dos fundadores da capital
16 está sendo sistematicamente ameaçado pelo crescente
movimento de invasões de áreas públicas. Atualmente todas
as unidades regionais do Distrito Federal (DF) sofrem com as
19 invasões irregulares, o que não é uma exclusividade da capital
federal. Em todo o país, o problema se repete, motivado pela
intensificação do êxodo rural, no início dos anos 1980, e pelo
22 crescimento desordenado da periferia urbana nas grandes
metrópoles. Os loteamentos irregulares, materializados nas
invasões de áreas públicas, são grandes desafios para o DF,
25 no âmbito do direito urbanístico e ambiental.
Deve-se frisar que as ações de combate aos
loteamentos irregulares não são restrições ao exercício do
28 direito de propriedade, mas atos que visam preservar os
interesses da coletividade e a função social da terra, em
consonância com a lei. A atividade de parcelamento irregular
31 do solo com repercussão urbanística e ambiental não pode
ser exercida à revelia de qualquer controle do Poder Público.
Não cabe aos proprietários o direito de parcelar o solo rural
34 ou urbano, sem que antes promovam a regularização do
loteamento, com a aprovação prévia dos órgãos
competentes e o respectivo registro imobiliário do
37 parcelamento do solo, exigível por força de lei. Os
loteamentos irregulares, que visam apenas ao lucro fácil e
rápido, afastam qualquer perspectiva de ordenação da
40 urbanização no DF, causando problemas sociais e urbanos. O
interesse público do ordenamento urbanístico decorre do
imperativo de se regulamentar a ocupação do solo urbano
43 para disciplinar o crescimento dos aglomerados urbanos.
Essa ação deve-se ao interesse inafastável de preservação do
meio ambiente e dos bens que compõem o patrimônio
46 histórico, estético, turístico, paisagístico e cultural para as
gerações atuais e futuras.
Hélio de Andrade Silva. Os problemas fundiários do Distrito
Federal. Mundo Jurídico, São Paulo, 2006. Internet:
(com adaptações).
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Acerca das palavras escritas com CH assinale a alternativa incorreta:
Em relação a acentuação das palavras e o novo acordo ortográfico, assinale a alternativa em que a palavra mantém o acento: