Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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O vocábulo 'sul-coreano' está corretamente grafado com hífen, assim como os das alternativas a seguir, exceto:
O vocábulo 'sul-coreano' está corretamente grafado com hífen, assim como os das alternativas a seguir, exceto:
"O lançamento do HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, ocorreu às 22h13."
O vocábulo 'sul-coreano' está corretamente grafado com hífen, assim como os das alternativas a seguir, exceto:
I.A palavra 'árvore' recebe acento por ser uma paroxítona terminada em 'a'.
II. No texto há pelo menos duas palavras proparoxítonas.
III.As palavras 'verdade', 'teia' e 'sorte' são classificadas quanto à tonicidade em paroxítonas não acentuadas.
IV.A palavra 'é' recebe acento por ser uma monossílaba tônica terminada em 'e'.
É correto o que se afirma em:
O vocábulo 'cara-metade' está escrito corretamente com hífen. Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo composto grafado incorretamente com hífen.
Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir:
I.A palavra 'árvore' recebe acento por ser uma paroxítona terminada em 'a'.
II. No texto há pelo menos duas palavras proparoxítonas.
III.As palavras 'verdade', 'teia' e 'sorte' são classificadas quanto à tonicidade em paroxítonas não acentuadas.
IV.A palavra 'é' recebe acento por ser uma monossílaba tônica terminada em 'e'.
É correto o que se afirma em:
O vocábulo 'cara-metade' está escrito corretamente com hífen. Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo composto grafado incorretamente com hífen.
Quanto às regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.
(__)O acento no vocábulo 'também' indica que se trata de uma palavra oxítona terminada em 'em'.
(__)O vocábulo 'úteis' recebe acento pela regra que acentua os vocábulos 'proteína' e 'saúde', formadas pelo 'i' e 'u' tônicos.
(__)O vocábulo 'satélites' recebe acento por ser uma paroxítona terminada em 'e' seguida de 's'.
(__)O vocábulo 'três' é um monossílabo tônico e, por se encerrar com 'es', recebe acento gráfico para marcar a tonicidade.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
O vocábulo 'sul-coreano' está corretamente grafado com hífen, assim como os das alternativas a seguir, exceto:
O vocábulo 'sul-coreano' está corretamente grafado com hífen, assim como os das alternativas a seguir, exceto:
Assinale a opção em que o vocábulo está com a grafia correta.
Leia o texto para responder à questão.
Um país de escolas inseguras não tem futuro
Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na
certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo
na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a
garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em
consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação
intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma
nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que
significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a
escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e
crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia
silenciosa e inconcebível.
Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada
pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º
ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro
na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que
a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.
Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas
pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto
sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência
(doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação,
gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde;
segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos
oferecendo aos nossos adolescentes.
O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos
anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola
e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a
anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação
de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada,
qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de
desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar
melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa
fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar
currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos,
mediante aprimoramento da formação de professores.
A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência,
inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento
do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a
vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco
jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento
tão difícil de transição da infância para a adolescência.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)
Considere as frases:
• A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, ______________ e sustentável.
• Imagine-se o que significa para o Brasil quando muitos dos jovens estudantes ____________ a escola como um lugar de incerteza e insegurança.
• O Brasil universalizou o ensino fundamental nos anos 1990, desde então faz a _____________, de forma _____________ e lenta, da educação na pré-escola e no ensino médio.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
A partir da acentuação gráfica dos vocábulos assinalados, é correto dizer que:
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Texto 1
Bons motivos para não se levar tão a sério e fazer sua criança interior aflorar
Jogos de mesa, mímica, queimada, palavras-cruzadas: brincar pode ser qualquer atividade de lazer sem compromisso com a performance, só pela diversão. Na infância, a gente se sente livre para explorar esse lado lúdico sem medo do julgamento.
À medida que a vida adulta se aproxima, cresce a pressão para abandonar esse tipo de prazer e adotar uma postura mais séria. Além disso, em meio a rotinas aceleradas, reservar um tempo para a brincadeira não só é difícil, como muitas vezes parece uma perda de tempo.
Estudos recentes indicam que esse hábito pode trazer vários benefícios para a saúde, além de tornar a vida mais leve e plena.
Raiz do problema
Segundo o psiquiatra norte-americano Stuart Brown, autor de “Play: How it Shapes the Brain, Opens the Imagination, and Invigorates the Soul” (Como brincar molda o cérebro, abre a imaginação e revigora a alma), os altos índices de melancolia de hoje — refletidos no aumento de transtornos como depressão e ansiedade — estão ligados à supressão do instinto natural de brincar.
“O oposto de brincar não é o trabalho, é a depressão. O déficit de brincadeiras entre adultos está se tornando uma crise de saúde pública”, disse em entrevista à revista National Geographic.
De acordo com um relatório publicado pela Lego em 2022, 93% dos adultos afirmam se sentir estressados regularmente. Entre eles, 86% dizem que brincar ou interagir com brinquedos ajuda a aliviar a tensão. Durante esses momentos, as preocupações do trabalho e da rotina ficam em segundo plano, e exercitamos algo cada vez mais raro: a atenção plena. Ao nos conectarmos com o presente, também conseguimos escutar melhor nós mesmos — com mais calma, leveza e presença.
Quando feito em grupo, o ato de brincar pode ser um antídoto contra a solidão. E mais: fortalece os laços sociais. Afinal, muitas vezes, durante essas atividades lúdicas, aprendemos a compartilhar, negociar, lidar com regras, respeitar o espaço do outro e mediar conflitos — habilidades sociais essenciais para a convivência.
Segundo Brown, brincar ainda é uma forma eficiente de desenvolver a adaptabilidade, a inteligência, a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Para ele, em tempos difíceis, precisamos disso mais do que nunca, pois reforça nossa aptidão de lidar com o inesperado.
Os ‘kidults’
Junção das palavras “kid” (criança) e “adult” (adulto), o termo “kidult” é usado hoje para definir os adultos que compram, colecionam e se envolvem com brinquedos, personagens e itens que normalmente seriam voltados para o público infantil.
Esse universo está cada vez mais longe de ser um nicho pequeno. De acordo com dados da empresa de pesquisa WGSN, o mercado dos brinquedos colecionáveis foi estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021 (R$ 6,6 bilhões, sem correção da inflação) e pode chegar a US$ 35,3 bilhões até 2032 (R$ 18,8 bilhões).
Só nos Estados Unidos, pessoas entre 19 e 99 anos representaram 17,3% das vendas de brinquedos em 2023, segundo a Business Insider.
Mais do que passatempo, os brinquedos oferecem refúgio. Em tempos de burnout e sobrecarga emocional, funcionam como uma ponte de volta aos momentos leves da infância — e, por isso, têm ganhado espaço em um mercado cada vez mais guiado pela nostalgia. Filmes como Barbie e Lilo & Stitch são apenas alguns exemplos dessa tendência.
Entre os favoritos dos kidults, estão clássicos como os bonecos Funko, as peças de Lego e as famosas action figures. E também os hypados monstrinhos Labubu e os bebês reborn.
Hora de brincar
Em entrevista ao The New York Times, a professora Meredith Sinclair, autora do livro “Well Played: The Ultimate Guide to Awakening Your Family’s Playful Spirit” (Bem jogado: o guia para acordar o espírito brincalhão da sua família), sugere um jeito simples de reencontrar o prazer de brincar: lembrar do que fazia você feliz na infância. Pode ser algo tão simples quanto massinha de modelar, jogar stop com amigos ou correr atrás de uma bola no parque. O importante é deixar de lado a preocupação com o olhar alheio.
Brincar também passa por fazer algo sem a intenção de postar ou de gerar engajamento — algo que, convenhamos, anda cada vez mais raro. Embora compartilhar nas redes o que tem feito você se divertir seja legal, inclusive para inspirar outras pessoas, viver uma experiência só para si pode ser um exercício bem poderoso.
Na vida adulta, brincar raramente acontece por acaso. Por isso, vale reservar um tempo na agenda. Dedicar alguns minutos do dia a algo leve, só por prazer, pode ser justamente o que falta para sua rotina ficar um pouco mais solar.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/bons-motivospara-nao-se-levar-tao-a-serio-e-fazer-sua-crianca-interioraflorar.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.