Questões de Concurso Sobre ortografia em português

Foram encontradas 16.648 questões

Q1956125 Português
A propósito das regras de acentuação e da ortografia oficial da língua portuguesa, marque o único item correto.

(Itens adaptados de: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2021- 09/pandemia-causa-impactos-na-alfabetizacao-de-criancas>. Acesso em: 27 de jun. de 2022)
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CFFA Prova: Quadrix - 2022 - CFFA - Técnico Administrativo |
Q1955640 Português

Texto para o item. 



Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto. 


Na linha 27, o emprego da preposição “a” em “ao contato com outras crianças” indica a possibilidade de emprego do acento indicativo de crase no “a” que antecede “atividades pedagógicas”. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CFFA Prova: Quadrix - 2022 - CFFA - Técnico Administrativo |
Q1955635 Português

Texto para o item. 



Julgue o item, relativos a aspectos linguísticos do texto. 


Os vocábulos “três” e “têm” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q1955398 Português




Otto Lara Resende. Calma, isso passa. In: Folha de S. Paulo,

São Paulo, 1992. Internet: <cronicabrasileira.org.br>.

Em relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item. 



Fazendo-se os devidos ajustes nas letras maiúsculas e minúsculas, o ponto final empregado logo após “lembrete” (linha 5) poderia ser substituído pelo sinal de dois-pontos, sem prejuízo da coerência do texto.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: VUNESP - 2022 - PC-SP - Médico Legista |
Q1955362 Português

      Um homem sem perna, agarrando-se numa muleta, parou diante dela e disse:

      – Moça, me dá um dinheiro para eu comer?

      “Socorro!!!” gritou para si mesma ao ver a enorme ferida na perna do homem. “Socorre-me, Deus”, disse baixinho. 

      Estava exposta àquele homem. Estava completamente exposta. Se tivesse marcado com “seu” José na saída da Avenida Atlântica, o hotel onde ficava o cabeleireiro não permitiria que “essa gente” se aproximasse. Mas na Avenida Copacabana tudo era possível: pessoas de toda a espécie. Pelo menos de espécie diferente da dela. “Da dela?” “Que espécie de ela era para ser ‘da dela’?”

      Pensamento do mendigo: “essa dona de cara pintada com estrelinhas douradas na testa, ou não me dá ou me dá muito pouco”. Ocorreu-lhe então, um pouco cansado: “ou dará quase nada”.

      Ela estava espantada: como praticamente não andava na rua – era de carro de porta a porta – chegou a pensar: ele vai me matar? Estava atarantada e perguntou:

      – Quanto é que se costuma dar?

      – O que a pessoa pode dar e quer dar – respondeu o mendigo espantadíssimo.

      Ela, que não pagava salão de beleza, o gerente deste mandava cada mês sua conta para a secretária de seu marido. “Marido”. Ela pensou: o marido o que faria com o mendigo? Sabia que: nada. Eles não fazem nada. E ela – ela era “eles” também.

      Perguntou:

      – Quinhentos cruzeiros basta? É só o que eu tenho.

      O mendigo olhou-a espantado.

      – Está rindo de mim, moça?

      – Eu?? Não estou não, eu tenho mesmo os quinhentos na bolsa... 

      Abriu-a, tirou a nota e estendeu-a humildemente ao homem, quase lhe pedindo desculpas.

      O homem perplexo.

      E depois rindo, mostrando as gengivas quase vazias:

      – Olhe – disse ele –, ou a senhora é muito boa ou não está bem da cabeça... Mas, aceito, não vá dizer depois que a roubei, ninguém vai me acreditar.

      – Eu não tenho trocado, só tenho essa nota de quinhentos.



(Clarice Lispector, “A Bela e a Fera ou a Ferida Grande Demais”. O primeiro beijo e outros contos. Fragmento)


Assinale a alternativa em que o enunciado é coerente com o sentido do texto e as palavras estão grafadas e acentuadas de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q1955199 Português

Justiça argentina leva médicos de Maradona a julgamento por homicídio simples


        Maradona, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, 'em situação de desamparo' e 'deixado à própria sorte', segundo a investigação dos promotores.

        A Justiça argentina levará oito pessoas a julgamento, entre médicos, enfermeiras e um psicólogo, que cuidaram de Diego Maradona, o mais importante jogador de futebol do país, no momento da sua morte, por “presumido ato de homicídio simples”, segundo decisão judicial divulgada nesta quarta-feira (22). O juiz responsável pelo processo questionou “as condutas --ativas ou omissas-- que cada um dos acusados teria desenvolvido e contribuído à realização do resultado lesivo”, segundo a decisão com 236 páginas.

        Maradona, considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, “em situação de desamparo” e “deixado à própria sorte”, segundo a investigação dos promotores. “Em 30 de novembro de 2020, assim que vi a causa da morte, disse que era homicídio. Lutei por muito tempo e aqui estamos, com essa etapa cumprida”, disse Mario Baudry, advogado de um dos filhos de Maradona, à Reuters.

        Os acusados são o neurocirurgião e médico pessoal do ex-jogador, Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, os enfermeiros Gisella Madrid e Ricardo Almirón, seu chefe Mariano Perroni, e os médicos Pedro Di Spagna e Nancy Forlini. O juiz também acusou Luque de ter falsificado a assinatura de Maradona para retirar seu histórico clínico do hospital e Cosachov por “falsidade ideológica”.


Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/06/22/justica-argentina-leva-medicos-de-maradona-a-julgamento-por-homicidio-simples.ghtml 

Assinale a alternativa cuja palavra não seja uma proparoxítona: 
Alternativas
Q1954955 Português
Marque a alternativa em que a frase está ortograficamente correta: 
Alternativas
Q1954610 Português
Como a palavra “ideia”, a grafia está de acordo com as regras de acentuação em:
Alternativas
Q1954310 Português
Quanto a sílaba tônica, em todas as alternativas há somente palavras paroxítonas, EXCETO:
Alternativas
Q1953758 Português

COMO ATINGIR UM SUPERENVELHECIMENTO?


Por que algumas pessoas mais velhas permanecem mentalmente ágeis, enquanto outras não? “Superagers” – termo criado pelo neurologista Marsel Mesulam, que denomina pessoas com um envelhecimento saudável, ativo e produtivo – são aqueles cuja memória e atenção não estão apenas acima da média para a sua idade, mas estão realmente como a de pessoas de 25 anos saudáveis e ativas. No Hospital Geral de Massachusetts (EUA), foi estudado recentemente os “Superagers” para entender o que os faz assim tão fortes mentalmente.

O laboratório do hospital americano utilizou ressonância magnética funcional para fazer a varredura e comparar os cérebros de 17 dessas pessoas mais velhas e mentalmente ágeis com os de outras pessoas de idade similar, mas apresentando envelhecimento padrão. Foi identificado um conjunto de regiões cerebrais que distinguem os dois grupos. Essas regiões eram mais finas para os mais velhos com envelhecimento padrão, um resultado da atrofia relacionada com a idade. Mas, nos indivíduos com um superenvelhecimento, as regiões cerebrais eram indistinguíveis daquelas de adultos jovens – aparentemente intocadas pelos sinais do tempo.

Quais são essas regiões cruciais do cérebro? Se você pedisse à maioria dos cientistas para adivinhar, eles poderiam nomear regiões que são pensadas como “cognitivas” ou dedicadas ao pensamento, como o córtex pré-frontal lateral. No entanto, isso não é o que foi encontrado. Quase toda a ação foi em regiões “emocionais”, como o giro do cíngulo médio do córtex e a porção anterior da ínsula.

O laboratório não foi surpreendido por esta descoberta, porque a neurociência moderna desacreditou da noção de que há uma distinção entre as regiões “cognitivas” e “emocionais” do cérebro. A pesquisa demonstra que essas regiões principais atuam significativamente para um superenvelhecimento. Quanto mais grossas são essas regiões do córtex, melhor o desempenho de uma pessoa em testes de memória e atenção, como memorizar uma lista de substantivos e relembrá-la 20 minutos depois.

Quais as atividades, se houver, que aumentariam suas chances de permanecer mentalmente afiado na velhice? Esta questão ainda é estudada, mas a melhor resposta no momento é: trabalhar ou se empenhar duro em algo. Muitos laboratórios observaram que essas regiões críticas do cérebro aumentam sua atividade quando as pessoas realizam tarefas difíceis, quer o esforço seja físico ou mental. Você pode, portanto, ajudar a manter essas regiões espessas e saudáveis através de exercício vigoroso e ataques de esforço mental extenuante.

No entanto, a estrada para um superenvelhecimento é difícil porque estas regiões do cérebro têm outra propriedade intrigante: quando aumentam sua atividade, você tende a se sentir consideravelmente mal – cansado, frustrado. Pense na última vez que você lutou com um problema de matemática ou empurrou-se para seus limites físicos. O trabalho duro faz você se sentir mal no momento. O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos tem um lema que incorpora este princípio: “A dor é a fraqueza deixando o corpo”. Ou seja, o desconforto do esforço significa que você está construindo músculo e disciplina. Os “superagers” são como fuzileiros navais: eles se sobressaem ao não desistir de uma atividade por causa do desagrado temporário do esforço intenso.

Estudos sugerem que o resultado é um cérebro mais jovem, que ajuda a manter uma memória mais nítida e uma maior capacidade de prestar atenção. Isso significa que quebra-cabeças agradáveis como o Sudoku não são suficientes para proporcionar os benefícios de um superenvelhecimento. Nem os sites populares de “jogos cerebrais”. Você deve fazer uma atividade que exija bastante esforço, tipo “Faça-a até que doa, e então um pouco mais”.

À medida que as pessoas envelhecem, a pesquisa mostra que se cultiva a felicidade evitando situações desagradáveis. Isso às vezes é uma boa ideia, como quando você evita um vizinho rude. Mas se as pessoas contornarem consistentemente o desconforto do esforço mental ou físico, esta restrição pode ser prejudicial para o cérebro, pois o seu tecido se torna mais fino com o desuso. Se você não usá-lo, você o perderá.

Então, assuma uma atividade desafiadora. Aprenda uma língua estrangeira. Faça um curso universitário on-line. Domine um instrumento musical. Trabalhe seu cérebro.

(www.essentialnutrition.com.br/conteudos/superenvelh ecimento)

No trecho: “... a estrada para um superenvelhecimento é difícil...”, não se utiliza hífen no vocábulo em destaque pelo mesmo motivo que na palavra:
Alternativas
Q1953535 Português
De acordo com as questões gramaticais do texto, a ortografia oficial e o emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1953454 Português

TEXTO II 


MORRA BEM

Um dos meus textos mais conhecidos chama-se A morte devagar, que publiquei na véspera de Finados de 2000 e que logo ganhou o mundo com o título Morre Lentamente. No início foi equivocadamente atribuído a Pablo Neruda, por isso o espalhamento e seu sucesso. Passado tanto tempo, já me devolveram a autoria e hoje esse texto virou canção na França e entrou no roteiro de um filme italiano – sem falar nas traduções para o espanhol, que alguns desconfiados ainda acreditam ser seu idioma de origem. 

Na época, aproveitando a proximidade do Dia dos Mortos, escrevi puxando as orelhas (não os pés) daqueles que morrem em vida: os que evitam o risco, a arte, a paixão, o mistério, as viagens, as perguntas - apenas atravessam os dias respirando.

Hoje, dia de Finados, 17 anos depois, reitero: não morra lentamente. Morra rápido, de uma vez só, sem delongas. Morra quantas vezes for necessário.

Quando fiz meu mapa astral, ouvi da astróloga: “Você tem dificuldade de lidar com ambivalências, gosta das coisas esclarecidas, para o bem ou para o mal”. E ela concluiu: “Morrer é algo que você faz bem. Ficar em banho-maria, não”. 

Sombrio? Soturno? Ao contrário. Entendi com clareza sobre o que ela falava. Morte é a antessala da luz. Não a morte definitiva, que encerra o assunto, mas as diversas mortes em vida, os vários falecimentos a que somos submetidos. É preciso morrer bem enquanto se vive. 

Cada final de amor é uma pequena morte, por exemplo. Morre lentamente quem fica alimentando fantasias de retorno, planejando vinganças, cultivando lembranças com naftalina. Sei que dói, mas não deixe esse amor definhando na UTI, dê logo a extrema-unção, acabe com isso, morra rápido, morra de vez, para que possa renascer ligeiro também. 

Finais de carreira, finais de amizade, finais de ciclo: mortes que acontecem aos 30, aos 40 anos, em qualquer idade. Dói, dói demais, não estou negando a dor, mas o que você prefere? As dúvidas, as ilusões, o apego? Prefere a sobrevida a uma vida nova? Confie na experiência de quem já se enterrou algumas vezes. Morra. Morra bem morrido, baby. 

Final de juventude, final da faculdade, final de uma viagem de intercâmbio: vai ficar agindo como se tivesse 18 anos para sempre? Mate o garoto, renasça adulto. 

A morte daqueles que amamos é trágica, mas nossa própria morte, não. Ela é uma contingência de nossa longa existência, e essa não é uma frase cínica, simplesmente é assim. Nossos sonhos morrem. Nosso passado morre. Nossas crenças, nossas fases. Fazer o quê? Morra bem. Morra com categoria. Com dignidade. O menos lentamente possível. Morra de morte bem arrematada, uma, duas, três mil vezes, morra em definitivo sempre que for exigido, para sobrar tempo. 

Tempo para a vida em frente. 

(O GLOBO, Marta Medeiros)

No trecho “Morte é a antessala da luz.”, o termo em destaque não recebe hífen pelo mesmo motivo que:
Alternativas
Q1953430 Português

TEXTO I


A NOVA JUVENTUDE


O que não falta é frase satirizando a primeira etapa da vida. Exemplo: A juventude é um defeito facilmente superável com a idade. Outro: A juventude é uma coisa maravilhosa, pena desperdiçá-la em jovens. Quem ultrapassou essa fase dourada hoje olha para ela com certo desprezo - Não de todo equivocado: a maturidade, de fato, se não é nosso período mais fértil, certamente é o mais sabido. Algum benefício tinha que haver nessa tal passagem do tempo.


No entanto, em vez de fazer coro com a soberba habitual dos maduros, vale dar uma espiada mais generosa para a garotada. Afora os neorretardados que proliferam nas redes esbanjando pobreza de espírito, a geração atual tem uma postura mais humanizada em relação a questões importantes da vida. Vale a pena escutá-los.


O tema da homossexualidade, ainda debatido à exaustão na mídia, já saiu de pauta entre os adolescentes. Nada mais natural do que meninos e meninas namorarem parceiros do mesmo sexo. Ser favorável ou desfavorável à causa gay? Concordo com eles: chega a ser constrangedor a gente se declarar a favor ou contra o que não nos diz respeito. É muita arrogância. 


Quanto à busca por uma profissão, mudanças visíveis também. O dinheiro continua sendo uma preocupação, mas já não ocupa o topo das paradas. O que se deseja é fazer diferença para a sociedade, trabalhar no que se gosta, personalizar sua atuação, deixar marcada uma ideia, uma consciência, um caminho diferente, um novo olhar. Nem que para isso se invente uma profissão que nunca existiu, que se formalizem atividades que antes não eram consideradas. O estudar segue fundamental, mas a sequência colégio-vestibular-faculdade vem ganhando bifurcações. Se a felicidade não estiver na vida sólida e estável que os pais sonharam, paciência. Os sonhos dos velhos terão que se adaptar a uma realidade menos regrada.


Sim, ainda existem os adolescentes convencionais, que sonham com casamentos convencionais e empregos convencionais e que querem enriquecer, consumir e ser “alguém”. A diferença é que esse “alguém” padrão, que se amparava em hierarquias para estabelecer juízos de valor, não representa o jovem moderno que quer construir uma sociedade mais horizontalizada. A noção de riqueza está mudando de foco: ir para o trabalho de bicicleta pode dar mais status a um profissional do que conquistar uma vaga no estacionamento reservado aos patrões.


Outro dia falava sobre tatuagens com duas garotas e me peguei aplicando o velho discurso a respeito do cuidado que elas deveriam ter antes de tomar decisões definitivas. Foi quando me dei conta de que até o definitivo mudou de configuração. Elas não veneram o “pra sempre” – o que acho ótimo, mas então por que fazer uma tatuagem? Simplesmente para homenagear uma etapa da vida. Não haverá arrependimento se o assunto não for levado com tanto drama. Tatuagem deixou de ser uma condecoração vitalícia. Nada mais é vitalício.


Basta que seja sustentável.

(O GLOBO, Marta Medeiros, 2013)

No termo “neorretardados” não se utiliza hífen no mesmo caso que em:  
Alternativas
Q1953428 Português

TEXTO I


A NOVA JUVENTUDE


O que não falta é frase satirizando a primeira etapa da vida. Exemplo: A juventude é um defeito facilmente superável com a idade. Outro: A juventude é uma coisa maravilhosa, pena desperdiçá-la em jovens. Quem ultrapassou essa fase dourada hoje olha para ela com certo desprezo - Não de todo equivocado: a maturidade, de fato, se não é nosso período mais fértil, certamente é o mais sabido. Algum benefício tinha que haver nessa tal passagem do tempo.


No entanto, em vez de fazer coro com a soberba habitual dos maduros, vale dar uma espiada mais generosa para a garotada. Afora os neorretardados que proliferam nas redes esbanjando pobreza de espírito, a geração atual tem uma postura mais humanizada em relação a questões importantes da vida. Vale a pena escutá-los.


O tema da homossexualidade, ainda debatido à exaustão na mídia, já saiu de pauta entre os adolescentes. Nada mais natural do que meninos e meninas namorarem parceiros do mesmo sexo. Ser favorável ou desfavorável à causa gay? Concordo com eles: chega a ser constrangedor a gente se declarar a favor ou contra o que não nos diz respeito. É muita arrogância. 


Quanto à busca por uma profissão, mudanças visíveis também. O dinheiro continua sendo uma preocupação, mas já não ocupa o topo das paradas. O que se deseja é fazer diferença para a sociedade, trabalhar no que se gosta, personalizar sua atuação, deixar marcada uma ideia, uma consciência, um caminho diferente, um novo olhar. Nem que para isso se invente uma profissão que nunca existiu, que se formalizem atividades que antes não eram consideradas. O estudar segue fundamental, mas a sequência colégio-vestibular-faculdade vem ganhando bifurcações. Se a felicidade não estiver na vida sólida e estável que os pais sonharam, paciência. Os sonhos dos velhos terão que se adaptar a uma realidade menos regrada.


Sim, ainda existem os adolescentes convencionais, que sonham com casamentos convencionais e empregos convencionais e que querem enriquecer, consumir e ser “alguém”. A diferença é que esse “alguém” padrão, que se amparava em hierarquias para estabelecer juízos de valor, não representa o jovem moderno que quer construir uma sociedade mais horizontalizada. A noção de riqueza está mudando de foco: ir para o trabalho de bicicleta pode dar mais status a um profissional do que conquistar uma vaga no estacionamento reservado aos patrões.


Outro dia falava sobre tatuagens com duas garotas e me peguei aplicando o velho discurso a respeito do cuidado que elas deveriam ter antes de tomar decisões definitivas. Foi quando me dei conta de que até o definitivo mudou de configuração. Elas não veneram o “pra sempre” – o que acho ótimo, mas então por que fazer uma tatuagem? Simplesmente para homenagear uma etapa da vida. Não haverá arrependimento se o assunto não for levado com tanto drama. Tatuagem deixou de ser uma condecoração vitalícia. Nada mais é vitalício.


Basta que seja sustentável.

(O GLOBO, Marta Medeiros, 2013)

No trecho: “... deixar marcada uma ideia, uma consciência...”, o termo em destaque não é acentuado no mesmo caso que em: 
Alternativas
Q1953174 Português
Porta de entrada da Colômbia, Bogotá surpreende com sua cultura, culinária e história

Você provavelmente já ouviu falar que a Colômbia tem praias paradisíacas, um dos cafés mais prestigiados do mundo e um sucesso de revitalização que transformou as favelas de Medellín em um polo cultural e turístico; entretanto, muitos turistas cometem um erro grave ao visitar a Colômbia: passar batido pela capital Bogotá.

A cidade concentra alguns dos museus mais importantes do mundo, tem diversidade cultural, alta gastronomia e une modernidade e tradição nesta que é uma das capitais mais descoladas da América Latina.

A maior cidade da Colômbia tem mais de 6 milhões de habitantes, é a terceira capital mais alta do mundo – fica a 2.640 metros do nível do mar – e com isso preserva um clima friozinho, e por vezes, chuvoso.

O período mais seco vai de dezembro a fevereiro e de junho a setembro. Porém, a CNN visitou a cidade em maio e o sol contemplou os passeios todos os dias. Bogotá surpreende pela limpeza, segurança e a modernidade. As ruas são bem policiadas, o povo é hospitaleiro e a infraestrutura para o turismo é convidativa.

A Candelária é sem dúvidas o coração da cidade, o bairro reúne as principais atrações turísticas e preserva a tradição colombiana. Repleta de casas coloniais e monumentos históricos, ali parece que a cidade parou no tempo e manteve o charme que é tão apreciado na arquitetura tradicional latino-americana, com traços da colonização espanhola.

Os principais prédios públicos também ficam aqui; na Praça Bolívar está o Congresso Nacional, o Palácio da Justiça e a Catedral Primada, a primeira da cidade, datada de 1539. No centro da praça, que é palco para as principais manifestações políticas da cidade, há uma estátua em bronze de Simón Bolívar, líder de movimentos da independência em cincos países: Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.

Também na Candelária, é possível visitar a “Quinta de Bolívar”, uma casa histórica que pertenceu ao libertador por 10 anos, desde 1821. Uma visita cheia de história que vale a pena, principalmente aos curiosos pela história de colonização, guerras e conquistas na América Latina.

Outro ponto que deve ser visitado é o “Chorro de Quevedo”, que os historiadores dizem ter sido construída em 1538 e seria a primeira praça da cidade. O local reúne diversos universitários e artistas de rua, é sem dúvida um dos pontos mais descolados para se visitar. Nos casarões coloniais em seu entorno, é possível experimentar a chicha, bebida fermentada à base de milho e outros cereais, produzida pelos povos indígenas da Cordilheira dos Andes desde a época do Império Inca.

O Museu de Ouro é considerado um dos maiores e mais importantes museus do ouro do mundo, o acervo inclui 54.000 objetos e o local é considerado Patrimônio Histórico e Arqueológico Colombiano. Segundo informações fornecidas pelo museu, entre os objetos arqueológicos preservados é possível encontrar trabalhos em ouro e prata, cerâmicas, líticos, conchas, madeiras, tecidos e outros materiais trabalhados pelos indígenas pré-hispânicos ou dos tempos da Conquista e Colônia Espanhola. As peças são uma amostra representativa da vida e obra das culturas que trabalharam nos metais no território colombiano, por 2.500 anos.

Fonte: https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/noticias/porta-deentrada-da-colombia-bogota-surpreende-com-sua-cultura-culinaria-e-historia
Assinale a alternativa cuja palavra seja acentuada pela mesma regra da palavra nível
Alternativas
Q1952701 Português

Professores do MedioTec compartilham experiências exitosas no ensino remoto 



Quanto às regras de acentuação gráfica e às de ortografia, está corretamente grafado o que se enuncia somente em qual item? 
(Itens adaptados de: https://www.ufrgs.br/coronavirus/base/artigo-o-ensino-remoto-emergencial-e-a-educacao-a-distancia/ Acesso em: 23 de jun. de 2022).
Alternativas
Q1952611 Português
Marque a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
Alternativas
Q1952610 Português
Como a palavra “creem”, que não recebe acento, também não será acentuada a seguinte palavra:
Alternativas
Q1952562 Português
As palavras estabelecem relações de sentido entre si (sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia etc). A coluna da esquerda apresenta tipos dessas relações e a da direita, exemplos de cada tipo. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1. Homofonia
2. Paronímia
3. Antonímia
4. Homografia
( ) Os imigrantes da Síria se espalham pelo mundo, mas os emigrantes para a Síria se concentram em Damasco.
( ) Sem ter efetuado o acordo pretendido, acordo cedo e volto ao trabalho.
( ) Não há senso em afirmar tão categoricamente que o IBGE deve realizar o censo demográfico em 2022.
( ) A descrição do professor feita pelo aluno em seu discurso não primou por discrição.
( ) Em algumas situações, o soldado mostrava-se dedicado, em outras, totalmente desaplicado.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1952488 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.



      [...] Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste. 


      E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.


      Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as ideias não vêm, ou vêm muito numerosas e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel. 


      Emoções indefiníveis me agitam inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um peso enorme no coração.


      Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e os dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.


     Lá fora os sapos arengavam, o vento gemia, as árvores do pomar tornavam-se massas negras.


      - Casimiro!


      Casimiro Lopes estava no jardim, acocorado ao pé da janela, vigiando.


      - Casimiro!


      A figura de Casimiro Lopes aparece à janela, os sapos gritam, o vento sacode as árvores, apenas visíveis na treva. Maria das Dores entra e vai abrir o comutador. Detenho-a: não quero luz.


      O tique-taque do relógio diminui, os grilos começam a cantar. E Madalena surge no lado de lá da mesa. Digo baixinho:


      - Madalena! A voz dela me chega aos ouvidos. Não, não é aos ouvidos. Também já não a vejo com os olhos.


     Estou encostado à mesa, as mãos cruzadas. Os objetos fundiram-se, e não enxergo sequer a toalha branca. 


      - Madalena... 


      A voz de Madalena continua a acariciar-me. Que diz ela? Pede-me naturalmente que mande algum dinheiro a mestre Caetano. Isto me irrita, mas a irritação é diferente das outras, é uma irritação antiga, que me deixa inteiramente calmo. Loucura estar uma pessoa ao mesmo tempo zangada e tranquila. Mas estou assim. Irritado contra quem? Contra mestre Caetano. Não obstante ele ter morrido, acho bom que vá trabalhar. Mandrião! 


      A toalha reaparece, mas não sei se é esta toalha sobre que tenho as mãos cruzadas ou a que estava aqui há cinco anos.


      Rumor do vento, dos sapos, dos grilos. A porta do escritório abre-se de manso, os passos de seu Ribeiro afastam-se. Uma coruja pia na torre da igreja. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que piada a dois anos? Talvez seja até o mesmo pio daquele tempo.


      Agora seu Ribeiro está conversando com d.Glória no salão. Esqueço que eles me deixaram e que esta casa está quase deserta.


      - Casimiro!


      Penso que chamei Casimiro Lopes. A cabeça dele, com chapéu de couro de sertanejo, assoma de quando em quando à janela, mas ignoro se a visão que me dá é atual ou remota.


      Agitam-se em mim sentimentos inconciliáveis: encolerizo-me e enterneço-me, bato na mesa e tenho vontade de chorar.



RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1982.

O tique-taque do relógio diminui,” A flexão no plural dos termos em negrito é tique-taques. Marque a alternativa em que há erro quanto ao emprego do plural: 
Alternativas
Respostas
8741: C
8742: E
8743: E
8744: C
8745: D
8746: A
8747: B
8748: B
8749: C
8750: C
8751: C
8752: E
8753: B
8754: E
8755: C
8756: A
8757: D
8758: C
8759: C
8760: D