Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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I. Em “(...) 9% não leem letra de mão.” (l.10) apenas o contexto diferencia desta forma verbal nas terceiras pessoas do singular e do plural.
II. Os verbos ter e ver recebem acento obrigatoriamente na terceira pessoa do plural no presente do indicativo.
III. “por que” (l.13) é assim grafado por se tratar da junção da preposição por e o pronome relativo que, numa interrogativa indireta.
É correto o que se afirma
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.
Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU
O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.
O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.
Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.
Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.
Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).
"Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."
A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.
O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.
No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.
Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.
Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."
Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.
A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.
A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.
"Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."
Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."
E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.
O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.
Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.
(Mayara Paixão.
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)






Assinale a alternativa em que isso não tenha ocorrido.


Disponível em: ultimaquimera.com.br. Acesso em: 05 jul. 2022.
Identifique a alternativa cuja palavra se encontra grafada de acordo com a mudança de acentuação gráfica descrita na tirinha.
I. [1], [3] e [4] estão acentuadas porque todas as palavras proparoxítonas devem ser acentuadas.
II. [1], [4] e [5] estão acentuadas porque são palavras paroxítonas terminadas em vogais.
III. [2] e [5] estão acentuadas porque a vogal "i" é uma sílaba tônica e forma hiato com a vogal anterior. IV. [2] e [5] estão acentuadas porque se acentuam todos os ditongos abertos.
Estão corretas as afirmativas
( ) No fragmento do 1º parágrafo “Aspas têm sido úteis no decorrer da minha vida e, imagino, na de inúmeras pessoas também.”, os vocábulos “têm” e também” são acentuados pelo mesmo motivo.
( ) No trecho “Coisa de que nunca se esquece.”, a preposição em destaque é obrigatória, uma vez que seu uso se baseia no aspecto de Regência verbal.
( ) No 2º parágrafo, o fragmento “É falso, também, dizer que amenizam o próprio conteúdo ou o impacto dessas expressões.” possui em destaque uma oração subordinada substantiva com função de objeto direto.
( ) No 3º parágrafo, no fragmento “Não decidimos abrir aspas pela ameaça de um revólver na cabeça, por chantagem emocional ou financeira.”, as preposições destacadas possuem valor semântico de modo.
( ) No 4º parágrafo, no fragmento “de qualquer pessoa ou grupo que nos afete.”, poderia ser acrescentada a preposição “a” antes do pronome relativo “que” de modo facultativo.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem:
Assinale a alternativa que apresenta um ERRO quanto ao uso do hífen:
Analise os pares de palavras a seguir e escolha a opção CORRETA:
I. Deficiente – Eficiente.
II. Interessante – Desagradável.
III. Acender – Ascender.
IV. Eminente – Iminente.
V. Descrição – Discrição.
AMORES VIRTUAIS
Chegou à conclusão de que a única forma de encontrar o seu príncipe encantado era por meio de sites de relacionamentos, especializados em unir pessoas com características semelhantes. Moça tímida, recatada, criada sob o rigor de um pai severo, nunca fora de sair, fazer amigos, paquerar. Encontrar um namorado, dentro de casa, assistindo novela das 6, das 7 e das 8 seria humanamente impossível. Mas, chegando perto do fúnebre abismo dos 30 anos, chegou à conclusão de que precisava mudar. E a solução seria acreditar em amores virtuais.
Acessou o site. O primeiro campo a ser preenchido era “Apelido”. Um apelido, meu Deus! Mas que apelido? O apelido de infância? Nem pensar. “Miss Pança” estava fora de cogitação. Assustaria qualquer pretendente. Ela precisava de algo mais quente, mais sugestivo, mas sem ser extravagante demais. Que tal “Donzela em Erupção”!? Não era o exemplo perfeito de criatividade, mas não deixava de ser sincero. Se não fosse sincera agora, o que dizer depois de iniciar um relacionamento?
Mas na hora de preencher campos como Idade, Altura e Peso, hesitou. Sinceridade demais desgasta a relação, pensou, como uma especialista em relações amorosas. Por isso, diminuiu idade e peso, e aumentou a altura. No campo Cantor (a) Preferido (a), achou que Xuxa ia passar uma imagem ruim. Melhor Elis Regina. Homens gostam de mulheres cultas. Livros? Na vida, ela só tinha lido Dale Carnegie. Por isso, arriscou um Patrick Sufind – embora ela tentasse se referir a Patrick Süskind – que fora citado em alguma nota da Cláudia, mês passado. No campo Sonho, chegou à conclusão de que se colocasse a verdade (aquela verdade que cultivava ternamente desde seus 12 anos) de que queria casar e ter uma ninhada de 3 ou 4 filhos, ah, aí sim ninguém se interessaria por ela.
No final das contas, havia mudado tantas características, tantas referências, tantas especialidades, que a “Donzela em Erupção” poderia ser qualquer pessoa do mundo, menos ela. Ficou deprimida ao perceber que, se ela agia dessa maneira, ocultando suas características – encaradas como “defeito” sob os exigentes olhos de mulher que imagina estar fadada à vida monástica – e inventando outras qualidades; sim, se ela agia de tal forma, não seria difícil imaginar que outros agiriam da mesma maneira. Em outras palavras: se recebesse o e-mail dum jovem de vinte e poucos anos, atlético, olhos claros, nominado “Poeta Coruscante”, deveria entender: coroa desorientado, barrigudo, consumidor assíduo de espetinho e ovo cozido no Bar do Zezé, e torcedor fanático do Grêmio Maringá.
Pensou melhor. Bem melhor, por sinal. Fechou o navegador sem salvar seu cadastro, e foi assistir emocionada, a mais uma eliminatória de A Fazenda.
Juliano Martinz (adaptado) - Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas-engracadas/amores-virtuais/. Acesso em: 04 de maio 2022.

Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O emprego do acento gráfico em “além” (linha 11) e “têm” (linha 22) justifica‐se com base na mesma regra de acentuação.