Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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I – Não podia haver leis mais sábias.
II – Fazia dias que Maria não aparecia na casa de sua avó.
III – Onde houvesse festas e teatros, ali estava ela.
Somos nossas escolhas
Por Bruna Lombardi


Avaliações de produtos online são falsas?

As vantagens de comprar um produto ou serviço online são inegáveis. Você compra quando quiser, de pijama, sem sair de casa. E, neste mundo das compras online, as avaliações de outros compradores desempenham um papel fundamental. Quem compraria uma torradeira com uma estrela ou marcaria um horário em um salão de cabeleireiro com críticas terríveis?
No entanto, avaliações falsas em plataformas como o Google são um problema de verdade. Elas podem ser facilmente compradas online e, segundo uma investigação da BBC, até mesmo clínicas médicas pagam por esse tipo de comentários para melhorar sua visibilidade e avaliações na web. Avaliações positivas não são o único problema, críticas negativas também são vendidas para prejudicar um concorrente. Evitá-las é quase impossível. Então, o que podemos fazer para distinguir um comentário falso de um genuíno?
De modo geral, a maioria das avaliações positivas falsas dá ao produto ou serviço cinco estrelas, e as negativas falsas dão uma estrela. Se você perceber que o comentário é extremamente positivo, mas não fornece nenhum detalhe real, fique atento, diz a jornalista de negócios da BBC Emma Vardy. Referimo-nos às avaliações como: "Este produto é ótimo, adoro esta empresa", que não especificam a que exatamente se refere ou o que considera particularmente valioso sobre o produto ou a empresa em questão. Provavelmente, neste caso, não foi escrito por um cliente verdadeiro.
As avaliações reais incluem não apenas elogios, mas além disso, são mais equilibradas em termos de prós e contras. No caso de uma peça de vestuário, podem, por exemplo, elogiar o material com que é confeccionada ou reconhecer que ela é exatamente como mostra o anúncio, mas criticar o prazo de entrega.
Verifique se há erros gramaticais ou ortográficos no comentário. Isso indica que copiaram e colaram informações de algum lugar e usaram um tradutor online, diz Vardy. Observe a linguagem e o tom em que se encontra a escrita. Uma crítica genuína tem uma linguagem natural. Se o usuário menciona demais a marca, mais do que o realmente necessário, como se fosse uma campanha de marketing, existe a possibilidade de ser uma crítica falsa.
Veja se o usuário que fez a avaliação tem outros comentários sobre empresas locais ou se já comentou sobre produtos e serviços ao redor do mundo. Se for o último caso, é provável que seja uma crítica falsa, observa Vardy. Observe o perfil da pessoa também e quantas resenhas escreveu, além de quais outros produtos que ela comprou. O Google diz que remove comentários falsos e suspende contas que não são genuínas. Mesmo assim, evidências mostram que alguns ainda passam por esses filtros e são publicados na web.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv21445xempo. Adaptado
A maioria das avaliações positivas falsas dá ao produto cinco estrelas, e as negativas falsas dão uma estrela. Se você perceber que o comentário é extremamente positivo, mas não fornece detalhe real, fique atento, diz a jornalista de negócios.
Em relação à acentuação gráfica, é CORRETO afirmar que:
Navio cargueiro movido a vento estreia em viagem ao Brasil
Um navio de carga equipado com velas especiais gigantes movidas a vento partiu em sua viagem inaugural. A empresa de transporte marítimo Cargill, que fretou a embarcação, diz que a tecnologia ajuda a indústria a caminhar em direção a um futuro mais verde. O uso das grandes velas − ou asas − windwings, de design britânico, visa a reduzir o consumo de combustível e, portanto, à redução de carbono do transporte marítimo. A indústria é responsável por 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).
A primeira jornada do navio Pyxis Ocean será da China para o Brasil e servirá como o primeiro teste da tecnologia no mundo real. Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis. Permitir que uma embarcação seja levada pelo vento, em vez de depender apenas de seu motor, reduz as emissões de um navio de carga em até 30%.
Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, disse que a indústria está em uma jornada para descarbonizar. Ele admite não haver uma solução definitiva, mas disse que essa demonstra a rapidez com que as coisas têm mudado. "Cinco, seis anos atrás, se você perguntasse às pessoas sobre descarbonização, elas diriam 'bem, vai ser muito difícil, não vejo isso acontecendo tão cedo'", disse à BBC.
"Cinco anos depois, a narrativa mudou completamente e todos estão realmente convencidos de que precisam fazer sua parte. O desafio para todos é entender um pouco como fazer isso acontecer. Por isso, assumimos o risco de ser uma das maiores empresas a experimentar coisas novas e levar o setor adiante".
O Pyxis Ocean demorará cerca de seis semanas a chegar ao Brasil, seu destino final. A tecnologia usada na embarcação foi desenvolvida pela empresa britânica BAR Technologies, que surgiu da equipe do velejador britânico Ben Ainslie na Copa América de 2017, uma competição chamada por muitos de "Fórmula 1 dos mares".
"Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas, sem dúvida, com o maior impacto para o planeta", disse à BBC o chefe da equipe, John Cooper, que trabalhava para a McLaren, da Fórmula 1. Ele afirma que esta viagem será um marco para a indústria marítima. "Prevejo que, até 2025, metade dos novos navios serão encomendados com propulsão eólica", diz.
"A razão pela qual afirmo isso é a economia − uma tonelada e meia de combustível por dia. Com quatro asas em uma embarcação, são seis toneladas de combustível economizadas, ou seja, vinte toneladas de CO2 não emitidas para a atmosfera por dia. Os números são enormes".
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxrl736gvlro. Adaptado.
Dobradas quando o navio está no porto, as velas são abertas depois da embarcação zarpar. Elas têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis.
De acordo com as regras de acentuação gráfica, é CORRETO afirmar que:
A aviação pode se tornar sustentável um dia?
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.
Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."
Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global.
De acordo com as regras de acentuação gráfica, é correto afirmar que:
Leia a tirinha e responda a questão.

