Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
Foram encontradas 18.123 questões
LEIA O TEXTO A SEGUIR E REPONDA AS QUESTÕES DE 4 a 8.
O que dizem as camisetas
(Fragmento)
Apareceram tantas camisetas com inscrições, que a gente estranha ao deparar com uma que não tem nada escrito.
- Que é que ele está anunciando? - indagou o cabo eleitoral, apreensivo. - Será que faz propaganda do voto em branco? Devia ser proibido!
- O cidadão é livre de usar a camiseta que quiser - ponderou um senhor moderado.
- Em tempo de eleição, nunca - retrucou o outro. - Ou o cidadão manifesta sua preferência política ou é um sabotador do processo de abertura democrática.
- O voto é secreto.
- É secreto, mas a camiseta não é, muito pelo contrário. Ainda há gente neste país que não assume a sua responsabilidade cívica, se esconde feito avestruz e...
- Ah, pelo que vejo o amigo não aprova as pessoas que gostam de usar uma camiseta limpinha, sem inscrição, na cor natural em que saiu da fábrica.
(...).
DRUMMOND, Carlos. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 38-40.
Assinale a alternativa cujas palavras, retiradas do texto, são, respectivamente, paroxítona, oxítona e proparoxítona:
LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER AS QUESTÕES 1, 2 e 3.
No restaurante, o freguês chama o garçom:
- Tem uma mosca no meu prato!
- É o desenho do prato, meu senhor.
- Mas tá se mexendo!
- Viu a tecnologia? É desenho animado!
A regra que justifica a acentuação da palavra destacada no texto é:
Assinale a alternativa que apresenta a mesma regra de acentuação da palavra Júri.
Assinale a alternativa que apresenta uma frase com erro de ortografia:
Instrução: Leia o artigo de opinião da colunista Natalia Beauty publicado no jornal Folha de São Paulo para responder as questões de 1 a 10.
O fantasma do etarismo no mercado de trabalho e as consequências na vida pessoal
Discriminação é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo
Natalia Beauty - 9.mar.2024 às 10h00
Em um mundo em que a juventude é frequentemente sinônimo de inovação e a experiência é vista como antiquada, o etarismo se infiltra sutilmente no mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e questionamentos. Tradicionalmente atrelado à marginalização dos mais velhos, esse fenômeno adquire contornos cada vez mais precoces, se revelando numa tendência alarmante que não apenas prejudica indivíduos, mas coíbe o potencial de crescimento e renovação das empresas.
O etarismo, essa discriminação baseada na idade, mostra suas garras logo cedo, criando um cenário em que jovens profissionais se veem pressionados a alcançar rapidamente o sucesso, enquanto aqueles com mais experiência lutam para provar sua relevância. Essa realidade é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo, um reflexo das mudanças tecnológicas aceleradas e da onipresença das redes sociais, que idolatram a juventude e a inovação constante.
Esse cenário é agravado por práticas empresariais que priorizam a contratação de talentos mais jovens, muitas vezes ignorando a riqueza de conhecimento e a estabilidade que os profissionais mais experientes podem oferecer. O impacto desse fenômeno é vasto, afetando a saúde mental dos indivíduos, limitando a diversidade nas equipes e, paradoxalmente, restringindo a inovação, uma vez que a verdadeira criatividade surge da fusão de diferentes perspectivas e experiências.
Confrontar o etarismo requer uma abordagem multifacetada. Para os indivíduos, significa abraçar a educação contínua e a adaptabilidade como ferramentas de empoderamento. Para as empresas, implica o desenvolvimento de políticas de contratação e retenção que valorizem a diversidade etária e promovam a inclusão. E, no âmbito governamental e organizacional, exige a implementação de legislações e iniciativas que combatam a discriminação baseada na idade e incentivem práticas de trabalho justas e equitativas.
Olhando para o futuro, é fundamental que repensemos nossas atitudes em relação à idade no local de trabalho. A diversidade etária deve ser vista como um ativo valioso, não um obstáculo. Ao promovermos uma cultura de trabalho inclusiva e respeitosa, não apenas combatemos o etarismo, mas também desbloqueamos o potencial ilimitado de nossa força de trabalho.
Além do mercado de trabalho, o etarismo na sociedade como um todo reflete uma profunda desvalorização dos mais velhos, encarados muitas vezes como obsoletos ou um fardo. Essa mentalidade, arraigada em preconceitos e na idolatria infundada pela juventude eterna, não apenas marginaliza uma parcela significativa da população, mas também ignora o imenso reservatório de sabedoria, experiência e resiliência que os mais velhos representam.
Encarar o envelhecimento como uma decadência inerente é perder a oportunidade de celebrar a vida em todas as suas fases. A verdadeira provocação que devemos fazer a nós mesmos é: por que insistimos em medir o valor de uma pessoa pela sua idade, quando deveríamos celebrar a riqueza que cada ano vivido traz?
Desafio cada um de nós a refletir sobre como podemos, individual e coletivamente, demolir essa barreira invisível do etarismo, reconhecendo que, em um mundo que preza verdadeiramente pela diversidade e inclusão, não há espaço para esse preconceito.
Afinal, se a vida é um livro, por que nos concentraríamos apenas nos primeiros capítulos, quando há tanto mais a explorar nas páginas que se seguem?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2024/03/o-fantasma-do-etarismo-no-mercado-de-trabalho-e-as-consequencias-na-vida-pessoal.shtml Acesso em: 10 de março de
O acento das palavras a seguir é explicado pela mesma regra, EXCETO em:
Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:
O Aedes aegypti é o famoso mosquito transmissor da dengue, e também de doenças como a chikungunya e a febre amarela. De acordo com dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ele está atualmente distribuído nas Américas. No entanto, esse pequeno mosquito não é nativo do continente americano. O mosquito é, especificamente, originário da África e teve que passar por um importante processo de adaptação para coexistir com os seres humanos no ambiente doméstico. Para chegar ao continente americano, o mosquito responsável pela transmissão da dengue fez uma extensa viagem nos navios que aportaram neste território séculos atrás. No passado, o mosquito vivia na África subsaariana, onde usava troncos ocos de árvores como seu habitat larval e se alimentava do sangue de animais (e não de humanos). Um estudo aponta que é possível que o Aedes aegypti tenha sido introduzido nas Américas logo após a chegada dos europeus. Em suma, o mosquito que atualmente está colocando a população latino-americana em alerta não é local, mas chegou ao continente por meio de transporte intercontinental.
Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/01/qual-e-a-origem-do-mosquito-transmissor-da-dengue.
Analise as seguintes palavras acentuadas: árvores, distribuído, possível. Como o acento dessas palavras é denominado?
Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:
O Aedes aegypti é o famoso mosquito transmissor da dengue, e também de doenças como a chikungunya e a febre amarela. De acordo com dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ele está atualmente distribuído nas Américas. No entanto, esse pequeno mosquito não é nativo do continente americano. O mosquito é, especificamente, originário da África e teve que passar por um importante processo de adaptação para coexistir com os seres humanos no ambiente doméstico. Para chegar ao continente americano, o mosquito responsável pela transmissão da dengue fez uma extensa viagem nos navios que aportaram neste território séculos atrás. No passado, o mosquito vivia na África subsaariana, onde usava troncos ocos de árvores como seu habitat larval e se alimentava do sangue de animais (e não de humanos). Um estudo aponta que é possível que o Aedes aegypti tenha sido introduzido nas Américas logo após a chegada dos europeus. Em suma, o mosquito que atualmente está colocando a população latino-americana em alerta não é local, mas chegou ao continente por meio de transporte intercontinental.
Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/01/qual-e-a-origem-do-mosquito-transmissor-da-dengue.
Na Língua Portuguesa, várias são as palavras grafadas com ss-, tal como a palavra transmissão. Considerando o emprego de ss-, há ERRO em qual das seguintes palavras?
Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:
Em um mundo que passa por constante transformação em decorrência das mudanças climáticas, as cidades-esponja podem ser a saída para enfrentar climas extremos, com chuvas intensas e secas duradouras. Cidade-esponja é um conceito de cidade sensível à água, remetendo à situação na qual a mesma possui a capacidade de deter, limpar e infiltrar águas usando soluções baseadas na natureza. A China se tornou um dos países que mais investe em cidades-esponja desde 2012, quando uma grave enchente matou cerca de 80 pessoas em Pequim. Atualmente, a capital chinesa possui uma área de 150 hectares criada para absorver a água pluvial. Vale ressaltar que as cidades-esponja não ajudam somente no caso de enchentes. Elas também funcionam combatendo as ondas de calor, graças às suas áreas verdes. No Brasil, nenhuma cidade adotou ainda os pilares que fazem uma cidade ser “esponja”. Metrópoles como a capital São Paulo ou Belo Horizonte, em Minas Gerais, por exemplo, têm bolsões para conter o excesso de água das chuvas (os piscinões) ou áreas permeáveis, mas nenhuma delas segue os critérios completos que unem o urbano ao meio ambiente de forma sustentável.
Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/05/cidades-esponja-na-china-e-no-resto-do-mundo-saiba-onde-essas-metropoles-inteligentes-ja-existem.
Na Língua Portuguesa, várias são as palavras grafadas com x-, a exemplo de extremos. Nesse contexto, qual das seguintes palavras está grafada de maneira INCORRETA?
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.
Microplásticos são descobertos pela 1ª vez em vestígios arqueológicos
Dezenas de partículas de plástico foram encontradas em coletas atuais e em amostras extraídas do solo na década de 1980 em dois sítios arqueológicos em York, Inglaterra
Nos últimos anos, uma série de estudos têm evidenciado a presença de microplásticos no oceano, no ar e até mesmo no organismo humano. Agora, pesquisadores descobriram que esses pequenos materiais estão contaminando também vestígios arqueológicos retirados do solo.
Uma pesquisa publicada em 1º de março na revista Science of The Total Environment identificou em coletas de solo 66 partículas de 16 tipos de polímeros de microplástico. “O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.
Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho entre 1 micrômetro (milésimo de milímetro) e 5 milímetros. A sua origem é diversa: podem estar em itens de higiene pessoal, cosméticos, garrafas PET, celulares e roupas.
Os pesquisadores analisaram amostras de dois períodos: as mais antigas são datadas dos séculos 1 ou 2 e foram retiradas do solo na década de 1980, em dois sítios arqueológicos de York, a uma profundidade de mais de 7 metros. Já as demais foram coletadas na contemporaneidade em regiões próximas de onde ocorreram as escavações no passado.
“Nós pensamos nos microplásticos como um fenômeno moderno, já que só temos ouvido falar deles nos últimos 20 anos”, contextualiza David Jennings, pesquisador da Universidade de York.
Ele explica que há duas décadas, no ano de 2004, o professor Richard Thompson revelou que microplásticos estavam em águas marítimas desde 1960, em decorrência da grande produção de plástico após a Segunda Guerra Mundial.
“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings.
Os achados inéditos levantam questionamentos sobre o impacto dos microplásticos em materiais estudados por arqueólogos. Acredita-se que essas partículas podem afetar a química do solo e prejudicar a preservação de resquícios importantes.
Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada? “Daqui para frente, tentaremos descobrir até que ponto essa contaminação compromete o valor de evidência desses depósitos e qual a sua importância nacional”, comenta Schofield.
Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo logia/noticia/2024/03/microplasticos-saodescobertos-pela-1a-vez-em-vestigiosarqueologicos.ghtml>
Dentre as palavras a seguir, aquela em que ocorre emprego incorreto do hífen é:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 5.
Microplásticos são descobertos pela 1ª vez em vestígios arqueológicos
Dezenas de partículas de plástico foram encontradas em coletas atuais e em amostras extraídas do solo na década de 1980 em dois sítios arqueológicos em York, Inglaterra
Nos últimos anos, uma série de estudos têm evidenciado a presença de microplásticos no oceano, no ar e até mesmo no organismo humano. Agora, pesquisadores descobriram que esses pequenos materiais estão contaminando também vestígios arqueológicos retirados do solo.
Uma pesquisa publicada em 1º de março na revista Science of The Total Environment identificou em coletas de solo 66 partículas de 16 tipos de polímeros de microplástico. “O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.
Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho entre 1 micrômetro (milésimo de milímetro) e 5 milímetros. A sua origem é diversa: podem estar em itens de higiene pessoal, cosméticos, garrafas PET, celulares e roupas.
Os pesquisadores analisaram amostras de dois períodos: as mais antigas são datadas dos séculos 1 ou 2 e foram retiradas do solo na década de 1980, em dois sítios arqueológicos de York, a uma profundidade de mais de 7 metros. Já as demais foram coletadas na contemporaneidade em regiões próximas de onde ocorreram as escavações no passado.
“Nós pensamos nos microplásticos como um fenômeno moderno, já que só temos ouvido falar deles nos últimos 20 anos”, contextualiza David Jennings, pesquisador da Universidade de York.
Ele explica que há duas décadas, no ano de 2004, o professor Richard Thompson revelou que microplásticos estavam em águas marítimas desde 1960, em decorrência da grande produção de plástico após a Segunda Guerra Mundial.
“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings.
Os achados inéditos levantam questionamentos sobre o impacto dos microplásticos em materiais estudados por arqueólogos. Acredita-se que essas partículas podem afetar a química do solo e prejudicar a preservação de resquícios importantes.
Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada? “Daqui para frente, tentaremos descobrir até que ponto essa contaminação compromete o valor de evidência desses depósitos e qual a sua importância nacional”, comenta Schofield.
Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo logia/noticia/2024/03/microplasticos-saodescobertos-pela-1a-vez-em-vestigiosarqueologicos.ghtml>
A palavra “exequível” é paroxítona e polissílaba. Uma palavra que tem exatamente a mesma tonicidade e quantidade de sílabas é:
Considere as seguintes sentenças:
I. As gramáticas e manuais de língua portuguesa __________ as formas consideradas corretas.
II. O erro no artigo do jornal foi __________ ontem à tarde. A correção era indispensável.
III. Há um risco __________ de deslizamento. Pode acontecer a qualquer momento.
As palavras que preenchem corretamente cada uma das lacunas nas sentenças dadas são, respectivamente:
Dentre as palavras a seguir, aquela em que ocorre emprego incorreto do hífen é:
A palavra “exequível” é paroxítona e polissílaba. Uma palavra que tem exatamente a mesma tonicidade e quantidade de sílabas é:
Assinale a alternativa que apresenta a acentuação gráfica aplicada corretamente:
Assinale a alternativa que apresenta a palavra escrita corretamente:
Texto 1 para as questões 1 a 8.
O que é água?
A água é uma substância química. Um elemento da natureza, transparente, sem sabor e odor, composto por dois gases: duas partes de hidrogênio (símbolo H) e uma parte de oxigênio (símbolo O). Sua fórmula química é H2O.
A água pode ser doce ou salgada. A água do mar é salgada porque os rios carregam para o mar cloro e sódio que se desprendem na erosão das rochas dos seus leitos. Como os rios recebem mais água doce das chuvas que evaporam, sua água continua doce.
Com o mar é diferente: ele perde mais água por meio da evaporação do que ganha com a chuva. Assim, como o sal não evapora com a água, essa substância vai se acumulando e se concentrando no mar. A repetição desse fenômeno durante centenas de milhões de anos aumentou a concentração de cloreto de sódio nos oceanos, tornando-os salgados como são hoje.
A água pode se apresentar em diversos estados: líquido, sólido (gelo) e gasoso (vapor d’água).
(GARCEZ, Lucília; GARCEZ, Cristina. Água. São Paulo: Callis, 2010. p. 5. Coleção Planeta sustentável. Disponível em: https://acessaber. com.br/atividades/atividade-de-ciencias.)
O termo “FENÔMENO” que se encontra no texto é uma palavra:
Marque a alternativa que apresenta somente palavras sem erros de ortografia;
Todas as palavras estão escritas corretamente em:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 27
A importância dos povos indígenas para a preservação da natureza.
Os povos indígenas desempenham um papel crucial na preservação ambiental no Brasil, devido à sua profunda conexão e conhecimento tradicional da fauna e flora.
O Brasil abriga um grande número de comunidades indígenas, muitas das quais vivem em áreas de grande importância ecológica, como a floresta amazônica. Essas comunidades têm uma forte compreensão de seus ecossistemas circundantes, tendo desenvolvido relações complexas com plantas, animais e terra ao longo de milhares de anos. Como tal, eles possuem um conhecimento valioso sobre como gerenciar e proteger esses ambientes de forma sustentável, que tem sido transmitido por gerações.
Os territórios indígenas têm sido uma fronteira de resistência diante da ganância capitalista expressa em atividades como a mineração, extração de madeira, monocultura, pecuária entre outras práticas de exploração predatórias.
O líder Yanomami Davi Kopenawa nos mostra como a cosmovisão de seu povo considera as árvores como colunas de sustentação do céu, logo, a destruição da floresta ocasionará a queda do céu e o fim da humanidade. É nessa perspectiva que os indígenas têm sido fundamentais para a preservação da natureza, tendo uma perspectiva singular sobre o meio ambiente, vendo-o como parte integrante de sua identidade cultural e meios de subsistência.
Eles veem a natureza como um ser vivo, com o qual mantêm uma relação recíproca, e reconhecem a importância de protegê-la para as gerações futuras. Esse entendimento os levou a desenvolver práticas que priorizam a conservação e restauração do ambiente natural. Respeitando e trabalhando com a natureza, os povos indígenas têm mostrado que é possível preservar a biodiversidade, manter os serviços ecossistêmicos e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. No geral, suas contribuições são essenciais para o bem-estar contínuo dos ecossistemas brasileiros e para a luta global contra a degradação ambiental.
Wesley Ketile — UFPA Publicado em 19/04/2023 https://www.gov.br/mast/pt-br/assuntos/noticias/2023/abril
As palavras “climáticas” e “indígenas” recebem acento gráfico porque: