Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Analise as assertivas abaixo acerca da acentuação gráfica das palavras apresentadas nas assertivas que seguem.
I- O termo “carcinógeno” recebe acentuação gráfica por ser uma proparoxítona, assim como ocorre em “periódicos”.
II- Os termos “arsênio” e “até” são oxítonas e os termos “câncer” e “saúde” são paroxítonas.
III- Os termos “carcinógeno” e “câncer” recebem acento gráfico em razão da mesma regra de acentuação.
IV- O termo “câncer” recebe acentuação gráfica por ser uma palavra paroxítona terminada em -r, assim como ocorre, por exemplo, com o termo “repórter”.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I
Dinheiro oculto
Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria
Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).
O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.
O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.
Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.
O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”
Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.
Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado].
Analise as assertivas que seguem acerca do fragmento do Texto I: “A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais” (4 º parágrafo).
I- O trecho que inicia em “um programa nacional” exerce função de aposto explicativo, pois acrescenta uma informação sobre “Open Payments”.
II- O uso do hífen em “enfermeiros-chefes” está inadequado, pois, nesse caso, a forma correta seria sem hífen.
III- O segmento “um programa nacional que exige que empresas [...]” apresenta uma restrição ao sentido de “Open Payments”.
IV- As aspas em “valores transferidos” foram empregadas para dar ênfase à expressão e, no contexto apresentado, poderiam ser substituídas por vírgulas.
É CORRETO o que se afirma em:
No que se refere ao uso da água e ao tratamento do esgoto há tantos __________ envolvidos que é preciso analisar cada situação e entender __________ medidas concretas e mais incisivas são necessárias. Muitas pessoas, por falta de conhecimento, negam a crescente escassez de água potável em vários lugares do mundo e questionam: "__________eu preciso economizar se no Brasil há tanta água disponível?". __________? _________ a água é um recurso renovável, porém, é finito e limitado. Sem cuidado e políticas públicas claras e decisivas, corremos o risco de desertificar imensas áreas no Brasil e no mundo.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
Decisões ___________ podem transformar trajetórias, resgatar o propósito e construir uma vida com mais sentido, __________ e autoria. Olhar para ______ e reconhecer os caminhos que me levaram até ali não foi fácil, mas foi libertador.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
[...] há uma questão essencial que nem sempre nos permitimos encarar com honestidade: saber o que realmente queremos da vida. Não aquilo que esperam de nós, nem o que parece mais seguro ou socialmente aceitável — mas o desejo genuíno, intimo, quase inegociável. Aquilo que é só seu. Aquilo que, ao ser alcançado, faz você se sentir inteiro.
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-poder-das-boas-escolhas/. Acesso em 11 abr. 2026. Adaptado.)
No texto:
I. As palavras "aceitável" e "inegociável" estão corretamente acentuadas.
II. Há um erro na grafia da palavra "intimo". Ela deveria estar acentuada: "íntimo".
III. A palavra "genuíno" está acentuada corretamente.
Está correto o que se afirma em:
Decisões ___________ podem transformar trajetórias, resgatar o propósito e construir uma vida com mais sentido, __________ e autoria. Olhar para ______ e reconhecer os caminhos que me levaram até ali não foi fácil, mas foi libertador.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
[...] há uma questão essencial que nem sempre nos permitimos encarar com honestidade: saber o que realmente queremos da vida. Não aquilo que esperam de nós, nem o que parece mais seguro ou socialmente aceitável — mas o desejo genuíno, intimo, quase inegociável. Aquilo que é só seu. Aquilo que, ao ser alcançado, faz você se sentir inteiro.
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-poder-das-boas-escolhas/. Acesso em 11 abr. 2026. Adaptado.)
No texto:
I. As palavras "aceitável" e "inegociável" estão corretamente acentuadas.
II. Há um erro na grafia da palavra "intimo". Ela deveria estar acentuada: "íntimo".
III. A palavra "genuíno" está acentuada corretamente.
Está correto o que se afirma em:
Assinale a alternativa correta quanto à ortografia oficial das palavras destacadas no trecho, à luz do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Entre as opções abaixo, assinale aquela que mostra dois vocábulos com idêntica acentuação tônica (as palavras estão propositalmente sem acentos gráficos).
Assinale a alternativa correta quanto à ortografia oficial das palavras destacadas no trecho, à luz do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Assinale a alternativa correta quanto à ortografia oficial das palavras destacadas no trecho, à luz do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
“O Agente Secreto” abarca imensidão e atualidade da violência brasileira
É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto” que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando “Tubarão”, o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.
O tubarão do “Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.
Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de “refugiados” e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.
A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.
Como já se pode notar, estamos no território de “Tubarão”, de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que “Tubarão” se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto “O Agente Secreto” é uma obra de mistério — e terror.
Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os “spoilers”.
O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — “O Agente Secreto” não é, afinal, um filme sem esperança.
O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem “refugiadas”.
A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.
“O Agente Secreto” é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de “O Som ao Redor”. Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em “O Som ao Redor”, o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.
E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.
Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que “Bacurau” ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com “Os Miseráveis”, de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Não passa vergonha diante de seu predecessor.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/oagente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violenciabrasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026.
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA
Bruno Gualano
Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.
Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.
A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.
As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.
No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.
Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.
Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.
Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.
Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações.
Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.
À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.
No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.
I. “Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela [...]”. Reescrita: Subir degrais, interromper longos períodos diante da tela...
II. “[...] no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.”. Reescrita: No mais animador, todos cumpririam as metas, com exceção dos 20% mais ativos.
III. “[...] e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo [...]”. Reescrita: E até ser folião/foliona no Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo.
A reescrita proposta se mantém condizente com a ortografia oficial da língua portuguesa