Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q4288606 Português
A erupção vulcânica que produziu o som mais alto registrado na história


   No começo de julho de 2026, um vulcão na Indonésia entrou em erupção e lançou colunas de cinzas de até 250 metros de altura, segundo a imprensa local.

   O vulcão Anak Krakatau entrou em erupção duas vezes: uma em 2 de julho e outra em 3 de julho, segundo reportagens que citam a agência geológica da Indonésia. Um grupo responsável pelo monitoramento da atividade vulcânica na região informou que não havia ameaça imediata às comunidades próximas.

   O Anak Krakatau surgiu em 1927 a partir de uma grande cratera submarina, conhecida como caldeira, deixada pela erupção do vulcão Krakatoa, a segunda mais letal já registrada na história. Em indonésio, Anak Krakatau significa “Filho do Krakatoa”.

    A erupção de 1883 matou mais de 36 mil pessoas e destruiu 165 vilarejos em menos de 48 horas.

   Também produziu o que é considerado o som mais alto já registrado. A explosão pôde ser ouvida a milhares de quilômetros de distância e lançou tanta cinza na atmosfera que reduziu as temperaturas em todo o planeta por anos.

     Os primeiros sinais da tragédia foram observados em maio de 1883, segundo os Centros Nacionais de Informação Ambiental dos Estados Unidos (NCEI, na sigla em inglês). O comandante de um navio de guerra alemão passava pela região quando viu nuvens de cinzas e poeira saindo do Krakatoa. Até então, o vulcão permanecia inativo havia cerca de 200 anos.

    Então, em 26 de agosto daquele ano, começaram as erupções. A primeira grande explosão do Krakatoa lançou fluxos de lava, pedra-pomes e cinzas em direção ao mar. O material provocou uma onda gigante que avançou para o norte, matando milhares de pessoas.

    No auge da erupção, a coluna de cinzas atingiu 80 quilômetros de altura, cobriu uma área  de cerca de 777 mil quilômetros quadrados e mergulhou a região na escuridão por mais de dois dias, segundo o NCEI.

Fonte: BBC News Brasil. Disponível em: bbc.com/portuguese. Acesso em: 21 jul. 2026. [trecho adaptado]
No texto, o vocábulo “escuridão” está grafado de acordo com a norma ortográfica. Assinale a alternativa em que os três vocábulos estão igualmente bem grafados.
Alternativas
Q4288604 Português
A erupção vulcânica que produziu o som mais alto registrado na história


   No começo de julho de 2026, um vulcão na Indonésia entrou em erupção e lançou colunas de cinzas de até 250 metros de altura, segundo a imprensa local.

   O vulcão Anak Krakatau entrou em erupção duas vezes: uma em 2 de julho e outra em 3 de julho, segundo reportagens que citam a agência geológica da Indonésia. Um grupo responsável pelo monitoramento da atividade vulcânica na região informou que não havia ameaça imediata às comunidades próximas.

   O Anak Krakatau surgiu em 1927 a partir de uma grande cratera submarina, conhecida como caldeira, deixada pela erupção do vulcão Krakatoa, a segunda mais letal já registrada na história. Em indonésio, Anak Krakatau significa “Filho do Krakatoa”.

    A erupção de 1883 matou mais de 36 mil pessoas e destruiu 165 vilarejos em menos de 48 horas.

   Também produziu o que é considerado o som mais alto já registrado. A explosão pôde ser ouvida a milhares de quilômetros de distância e lançou tanta cinza na atmosfera que reduziu as temperaturas em todo o planeta por anos.

     Os primeiros sinais da tragédia foram observados em maio de 1883, segundo os Centros Nacionais de Informação Ambiental dos Estados Unidos (NCEI, na sigla em inglês). O comandante de um navio de guerra alemão passava pela região quando viu nuvens de cinzas e poeira saindo do Krakatoa. Até então, o vulcão permanecia inativo havia cerca de 200 anos.

    Então, em 26 de agosto daquele ano, começaram as erupções. A primeira grande explosão do Krakatoa lançou fluxos de lava, pedra-pomes e cinzas em direção ao mar. O material provocou uma onda gigante que avançou para o norte, matando milhares de pessoas.

    No auge da erupção, a coluna de cinzas atingiu 80 quilômetros de altura, cobriu uma área  de cerca de 777 mil quilômetros quadrados e mergulhou a região na escuridão por mais de dois dias, segundo o NCEI.

Fonte: BBC News Brasil. Disponível em: bbc.com/portuguese. Acesso em: 21 jul. 2026. [trecho adaptado]
O vocábulo “até”, empregado no texto, recebe acento gráfico por tratar-se de: 
Alternativas
Q4288603 Português
A erupção vulcânica que produziu o som mais alto registrado na história


   No começo de julho de 2026, um vulcão na Indonésia entrou em erupção e lançou colunas de cinzas de até 250 metros de altura, segundo a imprensa local.

   O vulcão Anak Krakatau entrou em erupção duas vezes: uma em 2 de julho e outra em 3 de julho, segundo reportagens que citam a agência geológica da Indonésia. Um grupo responsável pelo monitoramento da atividade vulcânica na região informou que não havia ameaça imediata às comunidades próximas.

   O Anak Krakatau surgiu em 1927 a partir de uma grande cratera submarina, conhecida como caldeira, deixada pela erupção do vulcão Krakatoa, a segunda mais letal já registrada na história. Em indonésio, Anak Krakatau significa “Filho do Krakatoa”.

    A erupção de 1883 matou mais de 36 mil pessoas e destruiu 165 vilarejos em menos de 48 horas.

   Também produziu o que é considerado o som mais alto já registrado. A explosão pôde ser ouvida a milhares de quilômetros de distância e lançou tanta cinza na atmosfera que reduziu as temperaturas em todo o planeta por anos.

     Os primeiros sinais da tragédia foram observados em maio de 1883, segundo os Centros Nacionais de Informação Ambiental dos Estados Unidos (NCEI, na sigla em inglês). O comandante de um navio de guerra alemão passava pela região quando viu nuvens de cinzas e poeira saindo do Krakatoa. Até então, o vulcão permanecia inativo havia cerca de 200 anos.

    Então, em 26 de agosto daquele ano, começaram as erupções. A primeira grande explosão do Krakatoa lançou fluxos de lava, pedra-pomes e cinzas em direção ao mar. O material provocou uma onda gigante que avançou para o norte, matando milhares de pessoas.

    No auge da erupção, a coluna de cinzas atingiu 80 quilômetros de altura, cobriu uma área  de cerca de 777 mil quilômetros quadrados e mergulhou a região na escuridão por mais de dois dias, segundo o NCEI.

Fonte: BBC News Brasil. Disponível em: bbc.com/portuguese. Acesso em: 21 jul. 2026. [trecho adaptado]
Os vocábulos “vulcânica” e “quilômetros”, empregados no texto, recebem acento gráfico por serem:
Alternativas
Q4288482 Português
Marque a alternativa em que todos os espaços em branco devem ser preenchidos corretamente com a letra “h”. 
Alternativas
Q4288474 Português
Marque a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente. 
Alternativas
Q4286869 Português
Marque a alternativa que apresenta uma expressão escrita corretamente.
Alternativas
Q4286698 Português

Analise as palavras em destaque no texto a seguir, que retrata o cotidiano mato-grossense:


"Aquele tchô tomou um tereré bem gelado, comeu um baguncinha no centro e disse que a cidade está ótima para se viver."


De acordo com as regras de acentuação gráfica vigentes na norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4286663 Português
Analise as frases a seguir:

1.O livro estava _________ da almofada, escondido.
2.A leitura oral foi feita _________ tom de voz para não incomodar as pessoas ao lado.
3.__________ da mesa estavam todos os livros escolhidos.

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas nas frases: 
Alternativas
Q4286662 Português
Analise as frases a seguir e assinale a alternativa em que a palavra destacada está corretamente acentuada:
Alternativas
Q4286568 Português
Leia o texto a seguir e complete as lacunas com as palavras corretas:
Um amigo
Um amigo é uma __________ com quem se tem prazer em compartilhar ideias de forma tranquila e __________. Não é preciso estar de acordo. O rosto do meu amigo não é igual ao meu rosto. E essa __________ me dá alegria. Se convivemos bem com nossos rostos diferentes, por que haveríamos de querer que nossas ideias fossem iguais? [...]
(Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola. 2010. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no texto: 
Alternativas
Q4286565 Português
A arte da dança


Contarei o milagre, mas não contarei os santos. Não lhes pedi permissão. Eram um lindo casal de brasileiros que faziam estudos avançados na Universidade de Lovaina, Bélgica. Convidados para uma recepção, lá foram eles elegantemente vestidos. Música. Danças. Dançavam eles no salão quando notaram que os outros casais paravam de dançar e formavam uma roda ao seu redor, todos a olhar para eles. Pensaram: devemos estar dançando muito bem. Aí capricharam nos passos para não desapontar a plateia, até que a música terminou. Ao se aproximarem de um professor amigo, ele lhes disse com um divertido sorriso: "É a primeira vez que vejo um casal dançando o hino nacional da Bélgica...".

(Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola. 2010. Adaptado.)
No trecho "Aí capricharam nos passos para não desapontar a plateia, até que a música terminou", a palavra "música" é acentuada porque todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. Assinale a alternativa cuja palavra é acentuada pelo mesmo motivo de "música":
Alternativas
Q4285675 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão. 

        A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar de êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas escolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante da esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então meu último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem crônica.
   
        Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que preparam para algo mais que matar a fome.
    
        Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se estivesse aguardando a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha o pedaço de bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
    
        A negrinha contida na sua expectativa, olha a garrafa de coca-cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. A mãe remexe em uma bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
   
        São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia de bolo. E enquanto ela serve a coca-cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menina repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você...”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. De súbito, dá comigo a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
    
        Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler - Crônicas. Volume 5. São Paulo. Ática. 2003.
Observe os vocábulos destacados em expressões relacionadas ao universo da crônica:
I.“a família reunida...”
II.“um simples café...”
III.“uma pequena mesa...”
Com base nos estudos da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
( ) A palavra “café” apresenta acento gráfico porque é uma palavra oxítona, isto é, possui a sílaba tônica na última posição (ca-FÉ).
( ) A palavra “família” deve ser pronunciada com maior intensidade na última sílaba, pois palavras terminadas em vogal tendem a apresentar tonicidade final.
( ) A palavra “mesa” apresenta tonicidade na primeira sílaba (ME-sa), sendo classificada como uma palavra paroxítona.
( ) A pronúncia adequada dos vocábulos, considerando os princípios da ortoépia e da prosódia, contribui para a expressividade da leitura literária, pois os aspectos sonoros da língua participam da construção dos sentidos.
( ) A palavra família é uma paroxítona e recebe acento gráfico conforme a regra das paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4285636 Português
Considerando a ortografia oficial da língua portuguesa, assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas CORRETAMENTE.
Alternativas
Q4285635 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas CORRETAMENTE conforme a ortografia oficial da língua portuguesa.
Alternativas
Q4285634 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE acentuadas conforme a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q4285631 Português
Considerando as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE acentuadas. 
Alternativas
Q4285347 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados precisa estar no centro do debate sobre saúde mental entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*

        Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais. 

        Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. 

        Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

        A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia. 

        Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo. 

        O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

        O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade. 

        Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

        Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

        Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico. 

        O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

        Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes. 

        Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

        A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o  contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.

*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/.
No trecho “O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao mal-estar.”, o hífen foi utilizado de forma adequada segundo o atual Acordo Ortográfico. Assinale a alternativa em que o hífen foi empregado de forma adequada ao referido acordo ortográfico.
Alternativas
Q4285336 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
O vocábulo “contínuas” foi acentuado de forma adequada à gramática normativa da Língua Portuguesa no verso “Em contínuas tristezas a alegria”. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas de forma adequada à gramática normativa.
Alternativas
Q4285264 Português
Assinale a alternativa em que todos os termos estão grafados corretamente.
Alternativas
Q4285014 Português

Analise a imagem abaixo:



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://tirasdidaticas.wordpress.com/2019/12/09/ auto-e-alto/ [adaptado]. Acesso em: 05 jun. 2026.



Assinale a alternativa que apresenta a grafia correta das palavras ou das expressões correspondentes aos quadrinhos em branco na sequência do diálogo.

Alternativas
Respostas
381: B
382: E
383: A
384: B
385: A
386: B
387: B
388: A
389: A
390: E
391: D
392: D
393: A
394: B
395: C
396: D
397: E
398: B
399: E
400: D