Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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A IMPORTÂNCIA DA LEITURA ONTEM, HOJE E SEMPRE

(1º§) Você já pensou na importância da leitura em sua vida? Você já se deu conta de que toda criança precisa ler desde a mais tenra idade? Muito importante saber ler e entender o que está lendo, você concorda com esta afirmação?
(2º§) A leitura permite muitos avanços. A leitura propicia a concretização dos seus sonhos! A leitura é tão importante quão se pode imaginar!
(3º§) Você sabe ou não sabe qual é a melhor fase da vida para iniciar o processo de alfabetização? Para se iniciar a compreensão das palavras? É muito importante ficar atento para o momento em que se inicia o processo da leitura. Certo ou Errado?
(4º§) A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. Entre os oito e treze anos de idade as crianças revelam maior interesse pela leitura. Às vezes, até antes dos oito anos, pois se ela não sabe ler, alguém vai ler para ela. E vai contar historinhas, para aguçar a curiosidade e o gosto pela leitura.
(5º§) O estudioso Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano”.
(6º§) Inúmeros pesquisadores têm se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia – a - dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas.
(7º§) Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
(8º§) A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro” pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.
(9º§) Na criança, esses primeiros contatos despertam o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais frequente for o contato da criança com o livro. Para as crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares que incentivam a leitura com bons títulos bibliográficos. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros. Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas.
(10º§) Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças. É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.
(http://brincandodivertindo.blogspot.com/2007/11/importncia-da-leitura.html)
Marque a alternativa com palavras oxítonas escritas com ditongo nasal.
Dia da Lembrança
Por Nílson Souza

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).
Dia da Lembrança
Por Nílson Souza

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).
Mesmo que o verbo acreditar esteja por um fio, é o que nos resta
Por Martha Medeiros

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).



“Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço”.

A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
Sobre o uso do hífen, avalie as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas, considerando o sistema ortográfico vigente e os ensinamentos de Cegalla.
( ) Emprega-se o hífen para ligar pronomes átonos a verbos e à palavra “eis”.
( ) Deve-se usar o hífen em vocábulos formados pelos adjetivos de origem tupi “açu”, “guaçu” e “mirim” se o elemento anterior acaba em vogal acentuada ou nasal.
( ) Em vocábulos como “prénupcial” e “préescolar”, o não uso do hífen não exclui a necessidade de uso do acento gráfico no prefixo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
Levando em conta a grafia das palavras, em especial o uso das letas “s”, “ç”, “sc”, conforme nos ensina Cegalla, avalie as afirmações que seguem:
I. A lacuna da linha 02 deve ser preenchida pelo vocábulo in_er_ões, grafado com as letras “s” e “ç”, respectivamente.
II. Na linha 07, a palavra dimen_ões, grafada com “ç”, preenche adequadamente a lacuna.
III. A forma verbal que preenche a lacuna da linha 17 é facina, que está corretamente grafada.
Quais estão corretas?
Não se lembra de mim?
Por Fabrício Carpinejar
Depois dos 60 anos, os amigos mudam dia após dia. Se você fica muito tempo sem ver um deles, é capaz de passar reto. Reze para ele não parar você na rua e perguntar:
— Não se lembra de mim?
Nosso sistema nervoso não reage bem a testes fisionômicos súbitos. Você tem que responder, não há intervalo para recobrar didaticamente, passo a passo, a convivência. Não pode permanecer parado, olhando, examinando, investigando, enquanto a pessoa espera. Ninguém espera. O costume é mentir conhecimento de causa para ganhar uma sobrevida de observação. Talvez ela diga algo que possa ajuda-lo e você não leve a pecha de ingrato.
Quem dera ser um pintor e ter a chance de convidá-la para ser modelo de sua pintura. Armaria o cavalete, estenderia a tela e lograria um longo período de pose para sair daquela pressão atmosférica. Por mais que se normalizem os lapsos, ainda mais com o avançar da idade, esquecer-se de alguém não é perdoável. É mais grave do que a distância física, pois envolve um distanciamento emocional. Experimentará aquela sensação paradoxal de que conhece muito o semblante, mas não se lembra de onde. A pessoa abraça você, aperta você, e o que você mais quer é afastá-la, ter uns minutos sozinho para debater o assunto com a sua memória.
O colóquio repentino é um assalto no coração, já que você é pego em trânsito, apreensivo com outras demandas. Não espera o contato, e sua demora surge como um gatilho apontado para o seu caráter:
— Como não se lembra de mim?
Enquanto não pronunciar o nome, não sentirá o bendito alívio, não reaverá a sua liberdade, não recuperará a sua paz de espírito. Ocorre um bug no seu sistema. Recorda características isoladas — os olhos, ou as sobrancelhas, ou um tique nervoso —, mas não o conjunto da obra.
O download da existência não baixa por inteiro. Resta uma sombra da intimidade. Uma névoa de cumplicidade. Já passei alguns apertos, em especial ao esbarrar com alguém de um determinado lugar numa cidade diferente. O transplante de cenário aumenta a confusão. É um colega de trabalho que aparece de sunga na praia, é uma amiga da faculdade fantasiada no meio de um bloco de Carnaval. São mesmo situações estranhas para evocações rápidas.
O que me dá raiva é que recordo quando eu me despeço e viro as costas. Vou andando cabisbaixo, fracassado com as minhas sinapses, desencantado com a minha lerdeza, e o nome vem. Finalmente vem. Volto a ter wi-fi dentro de mim. Desobrigado de qualquer tarefa, de qualquer imposição, eu lembro:
— Era ele!
A vontade é gritar o seu nome pela multidão. O destino é tão irônico que somente reencontrarei o amigo quando me esquecer dele de novo. Jamais acontece por sorte na semana seguinte.
Só sou salvo pela minha esposa. Como uma boa mineira, ela sempre se apresenta e assim força o outro a se apresentar também. Pego uma carona nos seus cumprimentos. Longe dela, vivo em apuros.

Identifique a opção em que a grafia da palavra destacada está empregada incorretamente:

