Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Por que a polinização está em risco e o que isso significa para a nossa comida?
A vida não seria como conhecemos sem as abelhas.
Elas são polinizadoras poderosas e fundamentais para o ciclo reprodutivo das plantas. Ao transportar o polén do órgão masculino para o feminino da flor, garantem a formação de frutos e sementes, e cerca de 75% do que é cultivado pela humanidade se beneficia desse serviço.
Segundo pesquisas, o trabalho de polinização é considerado um serviço ecossistêmico avaliado em cerca de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.
Cultivos estratégicos para a economia nacional, como café, soja e laranja, dependem diretamente desse trabalho.
O grau de dependência varia entre as culturas. Algumas frutas simplesmente não existiriam sem a ajuda das abelhas, como maçã e melão. Nesses cultivos, produtores chegam a alugar colmeias para garantir a polinização.
No caso do maracujá, a abelha que poliniza a flor, a mamangava, é mais difícil de ser encontrada, e os produtores precisam realizar esse trabalho manualmente — alguns fazem até com a ponta dos dedos.
Além da quantidade, as abelhas influenciam também a qualidade da produção. Um estudo da Embrapa mostrou que a presença desses insetos em cafezais poderia elevar o faturamento do café arábica — a variedade mais cultivada no Brasil — em até R$ 22 bilhões por ano.
Fonte: G1 - adaptado.
Avanço do mar ameaça praias e casas
Imagine perder a vista do mar, o pé na areia e a tranquilidade da beira da praia. Pode parecer exagero, mas isso já está acontecendo em diversas partes do litoral brasileiro.
Nos últimos 30 anos, o Brasil perdeu cerca de 15% de sua faixa de areia, segundo estudos científicos. Isso significa que, a cada 100 metros de praia, 15 já desapareceram.
O principal motivo? A _________ costeira — um processo natural, mas que está sendo agravado pela ação humana e pelas mudanças no clima.
Como o mar engole a praia? A formação da faixa de areia depende de um equilíbrio entre o que o mar leva e o que devolve. As ondas carregam grãos de areia suspensos na água e os depositam na beira da praia, formando bancos de areia.
Mesmo que parte da areia seja levada de volta pelo mar, esse ciclo costuma ser estável. Mas quando há construções demais na orla, esse equilíbrio se rompe.
Prédios, calçadões e estruturas construídas muito perto do mar atrapalham a formação dos bancos de areia. Sem esse “estoque” natural, a praia perde a capacidade de se recuperar — e a faixa de areia vai encolhendo.
Fonte: G1 - adaptado.
Assinale a alternativa correta de acordo com a nova norma.
TEXTO
BRASILEIROS CRIAM BIOPLÁSTICO FEITO DE ALIMENTOS
A preocupação com o impacto ecológico do descarte de plásticos tem impulsionado pesquisas que aliam sustentabilidade à inovação. Uma delas é conduzida por pesquisadores do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IMA-UFRJ), que querem transformar o mercado de embalagens a partir de alimentos como linhaça, alho, pimenta e chia.
A promessa são bioplásticos produzidos com compostos bioativos extraídos de alimentos funcionais e que se degradam em questão de meses.
Compostos bioativos são moléculas de origem natural que desempenham diferentes papeis, como atividade antioxidante, estimulação do sistema imunológico, equilíbrio do nível hormonal e atividade antibacteriana e antiviral.
“Essa ideia surgiu por causa dos benefícios que os bioativos têm para a nossa saúde”, explica a professora Maria Inês Tavares, coordenadora do projeto. “Por que não utilizá-los para embalagens alimentícias, mantendo sua biodegradabilidade?”
A invenção já está em processo de patenteamento e, além de mais sustentável – segundo os pesquisadores, a extração não envolve o uso de solventes prejudiciais ao meio ambiente –, promete ainda prolongar a vida útil de alimentos.
O grupo aposta que a descoberta possa ser uma alternativa importante para a substituição de embalagens comuns. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), esse setor é o principal responsável pela geração de resíduos plásticos descartáveis globalmente.
Cerca de 36% de todo o plástico produzido destina-se a embalagens, incluindo recipientes descartáveis para alimentos e bebidas. Destes, 85% acabam em aterros sanitários ou como lixo mal gerenciado.
Os pesquisadores da UFRJ afirmam que suas embalagens têm propriedades antioxidantes e protetoras que prolongam o tempo de prateleira dos alimentos e reduzem o desperdício.
Mariana Alves, pesquisadora e integrante da equipe, destaca os resultados do trabalho: “A embalagem aumentou o tempo de prateleira dos alimentos testes em torno de 16 dias fora da refrigeração e 14 dias na geladeira. Ela oferece resistência de barreira semelhante aos plásticos tradicionais, mas se decompõe em aproximadamente 180 dias em condições ambientais favoráveis, preferencialmente em sistema de compostagem.”
Durante o processo de decomposição do bioplástico, os cientistas monitoraram a segurança ambiental e as mudanças nos materiais, e concluíram que os bionanocompósitos – materiais criados a partir da combinação de elementos em escala nanométrica – não liberam substâncias tóxicas.
“Os polímeros biodegradáveis são transformados em CO2 e água na natureza por micro-organismos, ao contrário dos plásticos comuns, que apenas diminuem de tamanho, formando microplásticos que continuam poluindo o ambiente”, explica Alves.
A escolha da matéria-prima para a confecção do bioplástico também foi estratégica, evitando a demanda por alimentos básicos da dieta humana e explorando materiais como folhas e frutos que crescem rapidamente.
“No caso da chia, ela tem um potencial antioxidante muito grande, principalmente nos extratos da semente”, afirma Alves.
“Vale ressaltar que os bioplásticos têm diferentes materiais que podem fazer parte da composição, mas a degradabilidade dele no meio ambiente não produz nenhum malefício no meio físico, nem na atmosfera, nem no solo, nem na água e não contamina os recursos hídricos”, diz Leonardo Duarte, especialista em bioplásticos e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que não participou da pesquisa.
Além do setor alimentício, a pesquisa abre portas para aplicações em áreas como saúde, tecnologia e moda. Nesta última, ainda segundo a ONU, cerca de 60% das roupas são confeccionadas com materiais plásticos, incluindo poliéster, acrílico e nylon.
“Estamos animados com a versatilidade dos nanocompósitos e suas múltiplas aplicações. Isso reforça o potencial transformador dessa tecnologia para substituir materiais não renováveis em larga escala”, afirma Tavares, chefe do projeto. Ela lista, entre possíveis usos futuros, próteses, filtros e acessórios biodegradáveis.
Um estudo recente do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) da Unicamp publicado na revista Nature mostra que o Brasil pode substituir plásticos derivados do petróleo por bioplásticos até 2050, sem aumentar o desmatamento ou degradar o meio ambiente.
Atualmente, os bioplásticos representam cerca de 0,5% das mais de 400 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, segundo a associação European Bioplastics, que representa a indústria do setor.
No Brasil, onde os resíduos plásticos urbanos somaram 13,7 milhões de toneladas em 2022 — o equivalente a 64 quilos por habitante, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) —, ainda faltam dados oficiais sobre a produção ou comercialização de bioplásticos.
Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem apontam um aumento expressivo na demanda pelo material, impulsionado pela pressão de consumidores e mercados globais por alternativas sustentáveis.
Um deles é o professor Duarte, líder do grupo de engenharia e monitoramento de biossistemas da UFRRJ. Ele estuda o segmento há mais de 20 anos e desenvolveu um bioplástico feito a partir de resina de babosa (aloe vera) combinada com amido de batatadoce, ambos cultivados de forma orgânica.
Segundo ele, a biodiversidade brasileira é um diferencial significativo para o desenvolvimento de bioplásticos. “Essa riqueza aumenta nossa chance de obter resultados variados e materiais inovadores. Cada região do Brasil pode desenvolver soluções específicas, explorando sua matéria-prima local. Isso enriquece a pesquisa e reforça nosso papel no cenário internacional.”
Por outro lado, Cristiane Siqueira, doutora em engenharia de processos químicos e bioquímicos e coordenadora do mestrado em Ciências Ambientais da Univassouras, no Rio de Janeiro, pondera que desafios estruturais limitam a cadeia produtiva de bioplásticos no país.
“Temos grande potencial graças à disponibilidade de matérias-primas, como resíduos agroindustriais. Contudo, os principais gargalos incluem o custo elevado, a infraestrutura insuficiente para descarte adequado e a falta de conscientização do consumidor e da indústria”, avalia.
Embora o Brasil já tenha iniciativas de uso de bioplásticos, como em embalagens de cosméticos, escovas de dente e cápsulas de café, Siqueira enfatiza que muitos projetos permanecem no universo acadêmico ou no estágio experimental de empresas.
“Uma parcela reduzida alcança o consumidor final. É necessário investir em políticas públicas e incentivos para viabilizar a aplicação em larga escala, especialmente em áreas como a médica, onde o impacto pode ser ainda maior”, diz.
Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/pesquisadoresbrasileiros-criam-bioplástico-feito-de-alimentos/a-71121053>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
I.A criança frequentará a pré-escola a partir do próximo mês.
II.Comprou-se um guarda-chuva novo para os dias de chuva.
III.Ela é uma bem-vinda colaboradora na equipe.
IV.O anti-higiênico foi colocado sobre-a-mesa do laboratório.
V.O arco-íris colorido encantou as crianças na escola.
Assinale a alternativa que indica apenas os usos corretos do hífen:
I. Azul-escuro.
II. Bem-humorado.
III. Água-de-colônia.
IV. Auto-ajuda.
Está CORRETO o que se afirma:
I. Ceus.
II. Descer.
III. Bronca.
IV. Despertador.
Ao todo, quantas dessas palavras devem ser preenchidas com X para correção ortográfica?


I. “Além” - é oxítona terminada em “M”.
II. “Didáticos”- é paroxítona terminado em “O”(s).
III. “Bíblia” - é paroxítona terminada em ditongo crescente.
IV. “Gênero e didáticos” - são palavras proparoxítonas.
I. A forma verbal 'contém' referente ao verbo 'conter' é um exemplo de verbo que recebe acento diferencial, assim como os verbos 'ter' e 'vir'.
II. O adjetivo 'verde-oliva' está grafado corretamente com hífen, por se enquadrar na regra das palavras compostas de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal.
III. Os vocábulos 'extraordinários' e 'milênios' são acentuados pela mesma regra de acentuação.
IV.O vocábulo 'ameixa-Kakadu' representa uma espécie botânica, o que justifica o emprego do hífen.
V. Os vocábulos 'números' e 'aborígenes' seguem a mesma regra de acentuação das palavras proparoxítonas.
É correto o que se afirma em: