Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q2098280 Português
Atenção: Leia a crônica “A casadeira”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.

1. Testemunhei ontem, na loja de Copacabana, um acontecimento banal e maravilhoso. A senhora sentou-se na banqueta e cruzou elegantemente as pernas. O vendedor, agachado, calçou-lhe o par de sapatos. Ela se ergueu, ensaiou alguns passos airosos em frente do espelho, mirou-se, remirou-se, voltou à banqueta. O sapato foi substituído por outro. Seguiu-se na mesma autocontemplação, e o novo par de sapatos foi experimentado, e nova verificação especular. Isso, infinitas vezes. No semblante do vendedor, nem cansaço, nem impaciência. Explica-se: a cliente não refugava os sapatos experimentados. Adquiria-os todos. Adquiriu dozes pares, se bem contei.
2. − Ela está fazendo sua reforma de base? − perguntei a outro vendedor, que sorriu e esclareceu:
3. − A de base e a civil. Vai se casar pela terceira vez.
4. − Coitada... Vocação de viúva.
5. − Não é isso, senhor. Os dois primeiros maridos estão vivos. É casadeira, sabe como é?
6. Não me pareceu que, para casar pela terceira vez, ela tivesse necessidade de tanto calçamento. Oito ou nove pares seriam talvez para irmãs de pé igual ao seu, que ficaram em casa? Hipótese boba, que formulei e repeli incontinente. Ninguém neste mundo tem pé igual ao de ninguém, nem sequer ao de si mesmo, quanto mais ao da irmã. Daí avancei para outra hipótese mais plausível. Aquela senhora, na aparência normal, devia ter pés suplementares, Deus me perdoe, e usava-os dois de cada vez, recolhendo os demais mediante uma organização anatômica (ou eletrônica) absolutamente inédita. Observei-a com atenção e zelo científico, na expectativa de movimento menos controlado, que denunciasse o segredo. Nada disso. Até onde se podia perceber, eram apenas duas pernas, e bem agradáveis, terminando em dois exclusivos pés, de esbelto formato.
7. Assim, a coleção era mesmo para casar − e fiquei conjeturando que o casamento é uma rara coisa, exigindo a todo instante que a mulher troque de sapato, não se sabe bem para quê − a menos que os vá perdendo no afã de atirá-los sobre o marido, e eles (não o marido) sumam pela janela do apartamento.
8. A senhora pagou − não em dinheiro ou cheque, mas com um sorriso que mandava receber num lugar bastante acreditado, pois já reparei que as maiores compras são sempre pagas nele, e aos comerciantes agrada-lhes o sistema. As caixas de sapato adquiridas foram transportadas para o carro, estacionado em frente à loja. Mentiria se dissesse que eram doze carros monumentais, com doze motoristas louros, de olhos azuis. Não. Era um carro só, simplesinho, sem motorista, nem precisava dele, pois logo se percebeu sua natureza de teleguiado. Sem manobra, flechou no espaço e sumiu, levando a noiva e seus doze pares de França, perdão! de sapatos. Eu preveni que o caso era banal e maravilhoso. 


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020)
fiquei conjeturando que o casamento é uma rara coisa, exigindo a todo instante que a mulher troque de sapato, não se sabe bem para quê − a menos que os vá perdendo no afã de atirá-los sobre o marido, e eles (não o marido) sumam pela janela do apartamento. (7º parágrafo)
A expressão sublinhada acima pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido, por:
Alternativas
Q2087591 Português
   Uma certeza já tenho para o ano que entra: me tornarei mais burro. À medida que os anos passam, minha capacidade de adaptação à realidade se torna menor. Brinco chamando de burrice, porque a questão é mais profunda. Sou da geração que está com 60 anos. É quase impossível acompanhar o mundo. Já nem sei quantas reformas ortográficas ocorreram durante meu tempo de vida. Foram algumas, e eu teria me adaptado, se não houvesse exceções em todas elas. Caem acentos, mas em alguns casos permanecem. Hífens sobrevivem. E assim por diante. Já me conformei, nunca mais escreverei de maneira tão perfeita quanto antes.
   Também aposto, e isso já é uma certeza, que surgirão inovações tecnológicas que não observarei. Gente, sou da época da máquina de escrever. Não tenho saudades, o computador é mais prático. Mas tudo faz tanta coisa, que já não sei como me virar. São programas e mais programas capazes de resolver minha vida, se eu soubesse lidar com eles. Basicamente, continuo usando a máquina para escrever textos, enviar e-mails. Há mais ou menos 30 anos, quando o computador doméstico começou a ser usado no país, eu me orgulhava de ser um precursor. Entre meus amigos, fui o primeiro a comprar um. Hoje, surge uma novidade por minuto. Mas eu sonho com um celular que faça e receba ligações, apenas isso. Um computador que sirva para criar e enviar textos, não mais. Aparelhos simples, em que eu possa mexer sem correr o risco de danos cerebrais.
   Mas o mundo caminha noutra direção – e isso não é uma aposta. É uma certeza. Conto os dias para o lançamento do robô doméstico. Vai chegar, e não falta muito. As grandes montadoras do Japão estão de olho nesse mercado. Há anos apostam no produto. Já cheguei a ver um que serve cafezinho, em Tóquio. Alguns robôs específicos já fritam hambúrgueres. Há um aspirador de pó robotizado. Pensa-se em “cuidadores”, que acompanhem e deem medicação a pessoas doentes.
   Entre minha dificuldade para acompanhar toda essa tecnologia e as surpresas que ela oferecerá, fica a última aposta. Há alguns anos, numa conferência no Japão, conheci o trabalho de um gênio que tentava criar robôs capazes de agir em grupo e de reagir ao meio ambiente. Mas... isso não é mais ou menos o que somos? Não se tratará, de fato, de uma nova espécie? Tudo isso me assusta um pouco, afinal somos nós que decidiremos como usar a revolução tecnológica em larga escala.
(Walcyr Carrasco. Revista Época. Em: dezembro de 2013. Adaptado.)
À medida que os anos passam, minha capacidade de adaptação à realidade se torna menor.” (1º§) A oração destacada anteriormente evidencia ideia de:
Alternativas
Q2087586 Português
   Uma certeza já tenho para o ano que entra: me tornarei mais burro. À medida que os anos passam, minha capacidade de adaptação à realidade se torna menor. Brinco chamando de burrice, porque a questão é mais profunda. Sou da geração que está com 60 anos. É quase impossível acompanhar o mundo. Já nem sei quantas reformas ortográficas ocorreram durante meu tempo de vida. Foram algumas, e eu teria me adaptado, se não houvesse exceções em todas elas. Caem acentos, mas em alguns casos permanecem. Hífens sobrevivem. E assim por diante. Já me conformei, nunca mais escreverei de maneira tão perfeita quanto antes.
   Também aposto, e isso já é uma certeza, que surgirão inovações tecnológicas que não observarei. Gente, sou da época da máquina de escrever. Não tenho saudades, o computador é mais prático. Mas tudo faz tanta coisa, que já não sei como me virar. São programas e mais programas capazes de resolver minha vida, se eu soubesse lidar com eles. Basicamente, continuo usando a máquina para escrever textos, enviar e-mails. Há mais ou menos 30 anos, quando o computador doméstico começou a ser usado no país, eu me orgulhava de ser um precursor. Entre meus amigos, fui o primeiro a comprar um. Hoje, surge uma novidade por minuto. Mas eu sonho com um celular que faça e receba ligações, apenas isso. Um computador que sirva para criar e enviar textos, não mais. Aparelhos simples, em que eu possa mexer sem correr o risco de danos cerebrais.
   Mas o mundo caminha noutra direção – e isso não é uma aposta. É uma certeza. Conto os dias para o lançamento do robô doméstico. Vai chegar, e não falta muito. As grandes montadoras do Japão estão de olho nesse mercado. Há anos apostam no produto. Já cheguei a ver um que serve cafezinho, em Tóquio. Alguns robôs específicos já fritam hambúrgueres. Há um aspirador de pó robotizado. Pensa-se em “cuidadores”, que acompanhem e deem medicação a pessoas doentes.
   Entre minha dificuldade para acompanhar toda essa tecnologia e as surpresas que ela oferecerá, fica a última aposta. Há alguns anos, numa conferência no Japão, conheci o trabalho de um gênio que tentava criar robôs capazes de agir em grupo e de reagir ao meio ambiente. Mas... isso não é mais ou menos o que somos? Não se tratará, de fato, de uma nova espécie? Tudo isso me assusta um pouco, afinal somos nós que decidiremos como usar a revolução tecnológica em larga escala.
(Walcyr Carrasco. Revista Época. Em: dezembro de 2013. Adaptado.)
Há mais ou menos 30 anos, quando o computador doméstico começou a ser usado no país, eu me orgulhava de ser um precursor.” (2º§) A articulação das orações do período expressa uma ideia de:
Alternativas
Q2085184 Português
    Existe uma frase que ficou famosa na descrição das propriedades caóticas do clima: o bater das asas de uma borboleta na África pode causar chuvas no Paraguai. Pelo menos, essa é uma entre milhares de versões.    O importante não é realmente onde está a borboleta ou onde vai chover, mas o fato que o minúsculo deslocamento de ar causado pelo bater de suas asas pode causar efeitos na atmosfera turbulentos o suficiente para serem sentidos a milhares de quilômetros de distância. Conheço poucos exemplos de “globalização” melhores do que esse. Quando o assunto é clima, o mundo é mesmo unido. A atmosfera não reconhece fronteiras. [...] (GLEISER, Marcelo. Micro/Macro: a borboleta e o caos. Disponível em: http://www.mma.gov.br/clima/ciencia-da-mudanca-do-clima/efeitoestufa-e-aquecimento-global. Acesso em: 27/12/2022. Fragmento.)
Na construção de seus textos, muitos autores recorrem a expressões metafóricas. Ao empregar o enunciado metafórico “o bater das asas de uma borboleta na África pode causar chuvas no Paraguai” (1º§), pretendeu-se estabelecer, entre os dois parágrafos do texto em questão, uma relação semântica de
Alternativas
Q2084700 Português
Quem está “on”?



Martha Medeiros. In: NSC Total. Acesso em:https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/quem-esta-on , 14 out., 2022.
“Adentre, amigo. Puxe uma cadeira e sente. Converse. Pergunte pela família. Olhe nos olhos. Cinco minutos de atenção não arrancarão pedaço. Fique o suficiente para demonstrar que se importa com seu interlocutor.” (linhas 19 e 20) 
As orações desse trecho classificam-se como
Alternativas
Q2082065 Português
Dadas as orações,
I. Sempre que estava com raiva, Helena trincava os dentes. II. Na semana passada, eu atingi meu melhor recorde na natação. III. O jardineiro cortou as árvores antes que eu chegasse em casa. IV. Mal entrei na casa, dei de cara com um morcego gigante e assustador.
é(são) classificada(s) como oração(ões) subordinada(s) adverbial(is) temporal(is)
Alternativas
Q2077724 Português

A importância do servidor público 


Por Augusto Dourado (especialista em RH)


texto_1 .png (379×580) 


Internet: <www.servidores.rhbahia.ba.gov.br> (com adaptações).

Considerando o texto e suas estruturas gramaticais, julgue o item.

A expressão adverbial “com qualidade e dedicação” (linha 12), relacionada ao termo oracional que a antecede, deveria estar obrigatoriamente entre vírgulas, por se tratar de termo deslocado na frase. 

Alternativas
Q2077502 Português

texto_1 .png (769×536)


Como era a rotina criativa de Einstein, Darwin e outros 6 gênios?

Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

A oração ‘Não esqueça que, além das oito horas de trabalho, cada dia tem oito horas para se divertir’ (linhas 16 e 17) é classificada como subordinada substantiva objetiva indireta. 

Alternativas
Q2076007 Português
Atente para os excertos I e II:
I. Há muito mais há dizer, mas o registro histórico demonstra com clareza o pouco mérito da doutrina padrão. II. Como todos sabemos muito bem, agora estamos diante das decisões mais agourentas da história humana.
A classificação correta das orações em negrito está indicada em:
Alternativas
Q2075992 Português

Considere o diagrama abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


No período do diagrama, identifica-se uma oração

I. subordinada, pois depende sintaticamente do período complexo do qual é constituinte.

II. subordinada adverbial, pois funciona como adjunto adverbial do período complexo.

III. subordinada subjetiva, que funciona como sujeito da outra oração.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2074325 Português
A frase abaixo em que NÃO está presente qualquer oração de valor condicional, é:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Advogado | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista de Comunicação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Anaista de Controle Interno | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista de Recursos Humanos | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista Financeiro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Arquiteto e Urbanista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Assistente Social | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Auditor Interno | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Contador | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Designer Gráfico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Terapeuta Ocupacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico do Trabalho | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Intérprete de Libras | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Nutricionista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Psicólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro de Tráfego | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Inteligência de Dados | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Segurança da Informação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Redes e Infraestrutura de TI | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Sistemas de Informação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Obras II | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fisioterapeuta |
Q2070161 Português
Texto 2

Das conchas à restinga: impactos ambientais do alargamento da praia de Balneário Camboriú

Obra começou há cerca de uma semana e tanto moradores quanto turistas e internautas questionam os impactos trazidos pela obra.

O alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú deve, sim, trazer diversos impactos ambientais para a orla. Mas, conforme a secretária de Meio Ambiente da cidade, Maria Heloisa Lenzi, todos os impactos foram medidos e analisados pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente) durante o processo de licenciamento da obra.

“Impactos existem em toda obra. Desde o barulho, ruído sonoro, até o impacto na fauna, na qualidade do ar, da água. As conchas, por exemplo”, explica. Segundo Lenzi, tudo isso foi medido e, para tentar diminuir esses impactos, projetos ambientais foram criados.

Assim que as conchas apareceram na praia, a equipe analisou estes itens para saber se os animais que normalmente ocupam as conchas estavam lá ou não. Mas, segundo a secretária, esse material foi retirado de uma camada no fundo do mar, onde os animais já não estão mais. Portanto, não houve impacto aos moluscos e outros animais que “moram” nessas conchas.

A secretária explica que uma equipe multidisciplinar, com 50 profissionais de 14 áreas, foi contratada para fazer o levantamento dos impactos ambientais, estudo necessário para obtenção das licenças.

O início dos estudos para o licenciamento foi em 2012, e, para Lenzi, foi tão rigoroso que o processo no IMA começou apenas dois anos depois, em 2014. O processo ainda continuou lento, com uma análise minuciosa do órgão estadual, que liberou a primeira licença apenas em 2018


SALLES, Kassia. Disponível em: < https://ndmais.com.br/infraestru
tura/das-conchas-a-restinga-impactos-ambientais-do-alargamen-
to-da-praia-de-balneario-camboriu/>. Acesso em: 21 de nov. 2022.
Publicado em 30 de ago. 2021. Adaptado.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Balneário Camboriú - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Advogado | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista de Comunicação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Anaista de Controle Interno | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista de Recursos Humanos | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Analista Financeiro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Arquiteto e Urbanista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Assistente Social | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Auditor Interno | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Contador | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Designer Gráfico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Terapeuta Ocupacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Médico do Trabalho | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Intérprete de Libras | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Nutricionista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Psicólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro de Tráfego | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Inteligência de Dados | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Segurança da Informação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Redes e Infraestrutura de TI | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Especialista em Sistemas de Informação | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fiscal de Obras II | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC - Fisioterapeuta |
Q2070159 Português
Texto 2

Das conchas à restinga: impactos ambientais do alargamento da praia de Balneário Camboriú

Obra começou há cerca de uma semana e tanto moradores quanto turistas e internautas questionam os impactos trazidos pela obra.

O alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú deve, sim, trazer diversos impactos ambientais para a orla. Mas, conforme a secretária de Meio Ambiente da cidade, Maria Heloisa Lenzi, todos os impactos foram medidos e analisados pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente) durante o processo de licenciamento da obra.

“Impactos existem em toda obra. Desde o barulho, ruído sonoro, até o impacto na fauna, na qualidade do ar, da água. As conchas, por exemplo”, explica. Segundo Lenzi, tudo isso foi medido e, para tentar diminuir esses impactos, projetos ambientais foram criados.

Assim que as conchas apareceram na praia, a equipe analisou estes itens para saber se os animais que normalmente ocupam as conchas estavam lá ou não. Mas, segundo a secretária, esse material foi retirado de uma camada no fundo do mar, onde os animais já não estão mais. Portanto, não houve impacto aos moluscos e outros animais que “moram” nessas conchas.

A secretária explica que uma equipe multidisciplinar, com 50 profissionais de 14 áreas, foi contratada para fazer o levantamento dos impactos ambientais, estudo necessário para obtenção das licenças.

O início dos estudos para o licenciamento foi em 2012, e, para Lenzi, foi tão rigoroso que o processo no IMA começou apenas dois anos depois, em 2014. O processo ainda continuou lento, com uma análise minuciosa do órgão estadual, que liberou a primeira licença apenas em 2018


SALLES, Kassia. Disponível em: < https://ndmais.com.br/infraestru
tura/das-conchas-a-restinga-impactos-ambientais-do-alargamen-
to-da-praia-de-balneario-camboriu/>. Acesso em: 21 de nov. 2022.
Publicado em 30 de ago. 2021. Adaptado.
Sobre o texto 2, assinale a alternativa em que o termo sublinhado pode ser substituído pelo termo indicado entre parênteses sem que o significado do texto seja alterado.
Alternativas
Q2069931 Português


                                  

Considerando as ideias e as estruturas do texto, julgue o item.

A oração “Duplas de participantes que trabalharam remotamente geraram menos ideias criativas” (linhas 7 e 8) é classificada como oração subordinada adverbial explicativa.
Alternativas
Q2069923 Português


                                   

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item. 


O último parágrafo do texto é composto por uma oração subordinada adverbial concessiva. 
Alternativas
Q2069584 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma oração subordinada que expressa ideia de concessão.
Alternativas
Q2069583 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma oração subordinada iniciada por uma conjunção que expresse condição. 
Alternativas
Q2066836 Português

Pomar do cerrado


          Quando visitou Brasília na década de 1970, Clarice Lispector escreveu que as árvores da nova capital eram mirradinhas e pareciam de plástico. Mas se ela voltasse à cidade nos dias de hoje ficaria surpresa. As árvores floresceram, se tornaram frondosas, abrigam sombras, produzem flores e frutos. É possível fazer até um calendário floral.

       A Novacap plantou muitas espécies, estrangeiras, que se aclimataram à região e, por assim dizer, ganharam cidadania cerratense. Além disso, os brasilienses de outros estados também pontilharam Brasília de mangueiras, amoreiras, jaqueiras, pitangueiras, abacateiros, entre outros. Cada um introduziu a fruta preferida de sua região.

       Então, é uma criação coletiva que contribuiu para consolidar a cidade-parque. Apanhei muitas frutas para os meus filhos quando eram pequenos. Era uma festa topar com as amoreiras do Eixão aos domingos. Esse é um dos aspectos mais singulares e agradáveis da cidade. O biólogo e pesquisador Marcelo Kuhlman é apaixonado por qualquer espécie de planta e nada tem contra o plantio de árvores exóticas em áreas urbanas e reverencia a cidade-parque, mas levanta uma questão importante: a maior ameaça ao cerrado é o desconhecimento e a desvalorização. Por isso, ele propõe que sejam plantadas árvores frutíferas nativas no Plano Piloto e nas cidades-satélites.

        Espécies nativas de frutos do cerrado possuem a vantagem de já estarem adaptadas ao clima e ao solo local, são riquíssimas em nutrientes e ainda servem de alimento para a fauna nativa, como diversas espécies de aves, argumenta Kuhlman. E continua: o plantio de espécies como pequi, mangaba, araticum, jatobá, cagaita, murici e bacupari em áreas urbanas também valorizaria a flora local, que é um patrimônio genético e cultural da nossa região. Se a população desconhece as plantas que estão no seu quintal, a tendência é de que essas espécies caiam no esquecimento.

     Realmente, nos tempos de criança e adolescente, bastava dar um passo que eu estava em pleno cerrado. Catei muito pequi, cajuzinho, araticum e cagaita. Mas, agora, compro pequi à beira da estrada e, quando pergunto de onde vem, quase sempre a resposta é: de Minas Gerais. Com o crescimento urbano desordenado, essas espécies desapareceram das cercanias de Brasília.

        Atualmente, só é possível uma imersão no cerrado em áreas restritas como o Jardim Botânico ou o Parque Nacional. Seria preciso estender o acesso a todos os brasilienses. É necessário haver envolvimento da população em geral para que se possa despertar o interesse das pessoas e reconhecermos que a conservação do cerrado e das suas espécies depende de todos nós, diz Kuhlman sobre a utopia de transformar Brasília em cidade-pomar.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/12/22/interna_cidadesdf,815959/cronica-da-cidade.shtml. Adaptado.

Na subordinação, há orações que dependem sintaticamente de outras, isto é, que são termos de outras.

A esse respeito, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as orações sublinhadas.
( ) Em “Apanhei muitas frutas para os meus filhos quando eram pequenos.”, há uma oração adverbial temporal. ( ) Na passagem “Então, é uma criação coletiva que contribuiu para consolidar a cidade-parque.”, a oração subordinada é adjetiva explicativa. ( ) A oração “É necessário haver envolvimento da população em geral para que se possa despertar o interesse das pessoas” é subordinada adverbial final. ( ) A oração subordinada “ele propõe que sejam plantadas árvores frutíferas nativas no Plano Piloto e nas cidades-satélites.” classifica-se como substantiva subjetiva.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é 
Alternativas
Q2063676 Português
Para responder à questão, leia um trecho do romance Vermelho amargo, em que o narrador se refere à falecida mãe.

   Se a chuva chovia mansa o dia inteiro, o amor da mãe se revelava com mais delicadeza. O tempo definia as receitas. Na beira do fogão ela refogava o arroz. O cheiro de alho frito acordava o ar e impacientava o apetite. A couve, ela cortava mais fina que a ponta de agulha que borda mares em ponto cheio. Depois, mexia o angu para casar com a carne moída, salpicada de salsinha, conversando com o caldo de feijão. Tudo denunciava o seu amor. Nós, meninos, comíamos devagar, tomando sentido para cada gosto. Ela desconfiava que matar nossa fome era como nos pedir para viver. A comida descia leve como o andar do gato da minha irmã.

       Exige-se longo tempo e paciência para enterrar uma ausência. Aquele que se foi ocupa todos os vazios.

(Bartolomeu Campos de Queirós. Vermelho amargo. Cosac Naify, 2011.)
Nas duas orações que formam a primeira frase do texto – Se a chuva chovia mansa o dia inteiro, o amor da mãe se revelava com mais delicadeza. –, encontram-se respectivamente as ideias de: 
Alternativas
Q2061397 Português
A oração “Fico feliz sempre que faço uma viagem diferente” pode ser classificada como:
Alternativas
Respostas
961: D
962: E
963: A
964: A
965: C
966: D
967: C
968: E
969: C
970: B
971: C
972: C
973: D
974: E
975: E
976: C
977: B
978: D
979: A
980: E