Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

Foram encontradas 2.473 questões

Q2269056 Português
Texto V


O Cearensês no Universo Multilinguístico do Português: Cine Holliúdy

          Com o tempo, as divisões geográficas e políticas de um país podem mudar bastante. Uma das regiões mais importantes do Brasil, há alguns séculos, era a capitania de Pernambuco, que tinha um enorme poder político sobre outras regiões do nordeste. Após 119 anos de influência pernambucana, a então capitania do Siará se tornou independente, graças à decisão da Rainha Maria I no dia 17 de janeiro de 1799. Para comemorar a data, uma lei estadual declarou, em 2004, o “Dia do Ceará”. A língua, assim como as relações políticas regionais, também mudam. Mudam no tempo e mudam no espaço. (...) Se você já assistiu ao filme “Cine Holliúdy” (2012), deve se lembrar do recado inicial: “Vocês vão assistir ao primeiro filme nacional falado em ‘Cearensês’, por isso, as legendas”. Além disso, também é dito logo no início que “Este filme contém cenas de cearensidade explícita”. Estes avisos podem ser compreendidos como uma simulação das fichas de verificação de conteúdos artísticos, apresentando avisos ao público.

         Se você ainda não conhece, “Cine Holliúdy” é um filme brasileiro, dirigido por Halder Gomes, inspirado no curta-metragem “Cine Holiúdy: O Astista Contra o Caba do Mal”, de 2004 que, por sua vez, também teve uma parte 2, intitulada “Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral”, lançada em 2017. Essa “franquia” inspirou a criação da série homônima produzida e exibida pela TV Globo desde 2019 e que lançou sua segunda temporada em 2022. Ele conta a história de Francisgleydisson, pai de família que decide migrar para uma outra cidade e abrir um cinema. Toda a história se passa na década de 1970 no interior do Ceará, quando a TV ainda começava a se popularizar e a ameaçar os cinemas das pequenas cidades. Com muito humor e muito “cearensês”, Francisgleydisson luta para manter o seu cinema, bem como para despertar e manter a paixão das pessoas pelas exibições cinematográficas.

           Mas o que nos interessa mesmo nesse post é esse tal de “cearensês”! O que seria isso? Para podermos compreender, vamos precisar falar um pouquinho de sociolinguística. As pesquisas científicas sobre a linguagem, a depender de seus objetivos, podem adotar como foco o estudo das características que permitem que a sociedade influencie a forma como uma língua se apresenta. Uma das vertentes mais conhecidas da sociolinguística é a variacionista, que estabeleceu termos bastante conhecidos e difundidos hoje, até mesmo fora da área acadêmica. Dentre esses termos, podemos mencionar as variações linguísticas e as variedades linguísticas (grosso modo, os sotaques). Além disso, existem diversos “bordões” da área, fatos que estão bastante estabelecidos e são repetidos com bastante frequência como aquela que usamos no início do post, de que as línguas variam no tempo (com o passar dos anos) e no espaço (regiões mais afastadas tendem usar a língua de maneiras mais distantes uma da outra).

           A título de exemplo, os sotaques nordestinos têm cada um as suas particularidades. Ainda assim, por serem geograficamente próximos, eles também são mais parecidos entre eles do que se compararmos com algum sotaque sudestino ou sulista. Mas mesmo dentro de uma certa região, pessoas mais velhas terão a tendência a falar diferente dos jovens por terem tido influência de sotaques mais antigos e estarem em menos contato com as inovações da juventude.

          Se olharmos ao extremo, o contato que tivemos com pessoas ao longo da nossa vida já influencia nossa forma de falar e, nesse sentido, cada pessoa tem seu próprio jeito de falar (o que chamamos de idioleto). Cada uma dessas formas de falar é caracterizada por certas especificidades de diferentes naturezas. Por exemplo, podemos mudar as palavras que se referem a coisas específicas como aipim, mandioca e macaxeira, ou como tangerina, mexerica e bergamota (...)

           Independente da forma como falamos, ainda assim somos todos brasileiros e nos entendemos. E sendo brasileiros e estando frequentemente em contato com todos esses sotaques, também costumamos reconhecer ao menos aqueles mais conhecidos. Desse modo, a forma de alguém falar nos dá uma pista linguística para inferirmos parte da identidade do outro. (...)


SAMPAIO, Thiago Oliveira da Motta. O Cearensês no Universo Multilinguístico do Português: Cine Holliúdy. Blog da Unicamp, Campinas, 17 jan. 2023. Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2023/01/17/o-universo-multilinguistico-doportugues/. Acesso em: 26 jun. 2023. (Adaptado)
Quanto à coesão e à coerência textual, na construção “Ainda assim, por serem geograficamente próximos, eles também são mais parecidos entre eles do que se compararmos com algum sotaque sudestino ou sulista”, a locução conjuntiva em destaque expressa sentido de
Alternativas
Q2269047 Português

Texto II


Como país mais rico do mundo está afrouxando leis contra trabalho infantil  

Em 2022, quase 4 mil crianças foram encontradas nos EUA trabalhando de modo irregular


        No país mais rico do mundo, o trabalho infantil vem se tornando uma realidade mais frequente — e nem sempre contrariando a lei. 


        Os Estados Unidos enfrentam uma onda de trabalho infantil ilegal — em 2022, quase 4 mil crianças foram encontradas por fiscais federais trabalhando de modo irregular. Este é o maior pico registrado na série histórica do Departamento de Trabalho dos EUA, disponível a partir de 2013, quando a fiscalização encontrou 1,4 mil menores nessa situação.


        Mas não é só isso. Um levantamento divulgado no fim de maio pelo Economic PolicyInstitute mostrou que, nos últimos dois anos, ao menos 14 dos 50 Estados americanos têm discutido — e oito deles já aprovaram — leis locais que reduzem barreiras para o trabalho infantil.  


        Os projetos de lei autorizam, por exemplo, o emprego de crianças de 14 anos em turnos noturnos de 6 horas e em trabalhos pesados, como os de lavanderias industriais. Adolescentes de 16 anos passam a poder ser admitidos em atividades consideradas de riscos ou fisicamente exigentes, como demolições ou frigoríficos —, ou ainda servir álcool em bares (embora seja ilegal beber antes dos 21 no país). Parte das propostas de lei também preveem remunerações que equivalem à metade do salário mínimo estabelecido legalmente para adultos. 


SANCHES, Mariana. Como país mais rico do mundo está afrouxando leis contra trabalho infantil. BBC Brasil. Washington, 26 jun. 2023 Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce5n267xme3o. Acesso em: 26 jun. 2023. 

Sobre os aspectos gramaticais e semântico-discursivos das palavras/expressões no texto, julgue os seguintes itens:


I. “e nem sempre contrariando a lei” (a conjunção e tem na construção valor de oposição).


II. “Este é o maior pico registrado na série histórica do Departamento de Trabalho dos EUA” (este é um termo que assume valor semântico de anáfora, pois se remete ao que foi dito anteriormente).“Mas não é só isso” (isso é um termo catafórico, pois se refere ao que ainda vai ser dito).


III. “Os projetos de lei autorizam, por exemplo, o emprego de crianças de 14 anos em turnos noturnos de 6 horas e em trabalhos pesados” (por exemplo pode ser substituído por “tendo como exemplo”, sem trazer danos ao sentido do texto). 


IV. “como os de lavanderias industriais” (como tem nessa construção valor comparativo). 


Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações CORRETAS.  

Alternativas
Q2269046 Português
Texto I
        Como os cinemas estão se reinventando para trazer o público de volta

        Projeção a laser, poltronas premium ou experiências sensoriais se multiplicam em salas escuras. Tentam seduzir os telespectadores, principalmente os jovens, que adotaram novos hábitos e preferem as plataformas de vídeo. 

        Os quartos escuros querem encontrar a luz. Após os dois anos de crise sanitária, em 2020 e 2021, durante os quais permaneceram fechados por meses, os cerca de 200.000 cinemas do mundo, incluindo cerca de 6.300 na França, ainda não encontraram seus níveis de público anteriores. Para isso, terão que seduzir mais uma vez os milhões de cinéfilos que agora preferem as plataformas de vídeo (Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, etc.). Entre a geração jovem adepta do streaming e os adultos modernos do cinema em casa, os operadores de cinema procuram o martingale. Até porque a realidade virtual, capaz de simular, via fone de ouvido, uma sala escura com tela panorâmica em ultra alta definição e som espacial, pode mergulhá-los em uma crise existencial. 

        O primeiro motivo de preocupação para os expositores, as receitas globais de bilheteria (venda de ingressos) não ultrapassaram 26 bilhões de dólares (24 bilhões de euros) em 2022. É certo que isso é melhor do que o annushorribilis de 2020, que caiu drasticamente para apenas US$ 11,8 bilhões, segundo dados da empresa de pesquisa Gower Street Analytics, mas ainda muito longe dos US$ 42,3 bilhões em vendas do ano de 2019, antes da pandemia. E as previsões globais para 2023, embora revisadas para cima, ainda mostram um grave déficit de 10 bilhões de dólares para os cinemas em relação ao último pico antes da crise. 


LAUBIER, Charles de. Como os cinemas estão se reinventando para trazer o público de volta. Jornal Le Monde. Paris, 25 jun. 2023. Caderno Economia. Disponível em: https://www.lemonde.fr/economie/article/2023/06/25/comment-les-salles-de-cinema-sereinventent-pour-faire-revenir-le-public_6179174_3234.html. Acesso em: 26 jun. 2023.
Quanto à construção sintática, no período “E as previsões globais para 2023, embora revisadas para cima, ainda mostram um grave déficit de 10 bilhões de dólares para os cinemas em relação ao último pico antes da crise”, a conjunção em destaque pode ser substituída, sem mudar o sentido da construção, por  
Alternativas
Q2268802 Português
Descoberta de novos genes ajuda pacientes que resistem à quimioterapia


Na Inglaterra, pesquisadores da Queen Mary University of London (QMUL) anunciaram uma descoberta que pode melhorar o tratamento de câncer de muitos pacientes que resistem ao tratamento padrão com quimioterapia, condição conhecida como quimiorresistência.

Após análises, a equipe descobriu dois genes, o NEK2 e o INHBA, que conferem este tipo de resistência aos medicamentos oncológicos em pessoas com câncer de cabeça e pescoço. Os detalhes foram compartilhados em estudo publicado na revista científica Molecular Cancer.

Além de identificar os dois genes ligados a essa resistência à quimioterapia, os pesquisadores britânicos afirmam que, se um dos genes for silenciado, o corpo do paciente passa a responder ao tratamento, atingindo adequadamente as células cancerígenas. Por fim, a terceira boa notícia relacionada ao estudo é que potenciais moléculas capazes de silenciar os genes já foram rastreadas.


Como a descoberta pode melhorar o tratamento do câncer?


Como já adiantamos, os pesquisadores britânicos descobriram os dois genes e também formas de como silenciá-los, viabilizando o tratamento adequado do câncer com a quimioterapia.

Para a segunda parte da pesquisa, os autores analisaram uma biblioteca de químicos e moléculas já conhecidas, comumente usada para descoberta de medicamentos. A partir dessa investigação, foram identificados dois agentes promissores contra a quimiorresistência:

- Sirodesmin A, uma toxina encontrada originalmente em fungos;

- Carfilzomib, produzido por bactérias.

Se ambas as substâncias forem usadas para silenciar os genes resistentes, a estimativa é que as células cancerígenas se tornem até 30 vezes mais sensíveis aos medicamentos quimioterápicos, como a cisplatina. Esse remédio já é adotado rotineiramente no tratamento, e foi aprovado por inúmeras agências reguladoras no mundo.

"Infelizmente, muitas pessoas não respondem à quimioterapia ou à radiação. Mas o nosso estudo mostrou que, pelo menos no câncer de cabeça e pescoço, são esses dois genes específicos que podem estar por detrás disso", afirma Muy-Teck Teh, autor sênior do estudo e pesquisador da QMUL, em nota.

"Esses resultados são um passo promissor para que os pacientes com câncer no futuro recebam tratamento personalizado com base em seus genes e tipo de tumor, proporcionando uma melhor taxa de sobrevivência e melhores resultados de tratamento", acrescenta Teh.


Retirado e adaptado de: FORATO, Fidel. Descoberta de novos genes ajuda pacientes que resistem à quimioterapia. Terra. Disponível em: tes squueereistemm-a-qummioterapiaee2dfee74d8841156714c077972588 a1dc3553887zhe8.hhmml -a-quimioterapia,e2dcfe74d841156714c0797258a1dc353l87zhe8.html Acesso em: 06 set., 2023
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona efeitos de sentido a exemplos de seu emprego no texto "Descoberta de novos genes ajuda pacientes que resistem à quimioterapia":

Primeira coluna: efeitos de sentido
1.Finalidade 2.Condição 3.Conclusão 4.Adição

Segunda coluna: emprego no texto
(  )Por fim, a terceira boa notícia relacionada ao estudo é que potenciais moléculas capazes de silenciar os genes já foram rastreadas...
(  )Esses resultados são um passo promissor para que os pacientes com câncer no futuro recebam tratamento personalizado com base em seus genes e tipo de tumor...
(  )Além de identificar os dois genes ligados a essa resistência à quimioterapia, os pesquisadores britânicos afirmam...
(  )Se ambas as substâncias forem usadas para silenciar os genes resistentes, a estimativa é que as células cancerígenas se tornem até 30 vezes mais sensíveis aos medicamentos quimioterápicos

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q2268562 Português
Filhos adultos



    Todos comentam a dificuldade de criação de adolescentes. Ou o desafio de cuidar de bebês, ou de se mostrar inteiramente responsável por crianças. O que não escuto muito é sobre a árdua empreitada de ser pai ou mãe de filhos adultos.
   
 Você não ____ mais como demonstrar o amor como antes. Não há mais reuniões de avaliação na escola. Não há mais apresentações para comparecer nas datas comemorativas. Não há mais noites de pijama para cozinhar aos colegas e ser simpático com a turma. Não há mais competições esportivas para vibrar na arquibancada. Não há mais necessidade de dar mesadas ou completar o valor de um ingresso para um show. Não há como buscá-los em festas, você não tem sequer noção de quando retornam para a cama. Não há mais como planejar as férias com eles. Não há mais como aconselhar na hora do café. Não há mais como sair junto no momento de comprar roupas. Não há mais recompensas, sorrisos, elogios de como “você é legal” ou do quanto é “a melhor mãe ou pai do mundo”. Não há mais rastros oficiais da ternura, cartõezinhos e desenhos para postar nas redes sociais.

    Eles não moram mais com você para ofertar a presença farta do olhar e do abraço. São independentes. São autônomos. Têm suas preocupações e desafios. Têm seus estudos e carreiras. Sobram pouquíssimos encontros para reforçar o vínculo. Você depende da sorte de um telefonema para expor alguma questão pontual e pendente do seu dia. Talvez a inquietação que gostaria de partilhar caduque ou fique acumulada para nunca mais.

    Fofocas exigem disponibilidade. Você não dispõe de um pretexto para verbalizar alguma indiscrição de um amigo, ou de um familiar, ou de um vizinho. Deixará também passar. É uma amizade esparsa, regida por grandes acontecimentos. As miudezas escapam agora.

    Perde de saber se estão amando ou em fossa, se estão amuados ou contentes. Não existe como reclamar da bagunça, das roupas espalhadas, da luz acesa, da louça suja, dos pés em cima da mesa. Tem certeza de que eles continuam do mesmo jeito, com a mesma desordem selvagem e individualista, mas está privado da influência para opinar e orientar. Não estão mais sob ____ sua responsabilidade, sob o seu campo de ação, sob o radar de suas emoções protetoras. 

    Cada um cuida de si. Cada um faz o que quer. Eles podem estar almoçando ____ três da tarde ou cabulando o almoço por excesso de obrigações profissionais. Eles podem ter a geladeira vazia por preguiça de ir ao supermercado. Eles podem dormir com fome ou só comer bobagem.

    Você já imagina que estão magros, ossudos, porém encontra-se desfalcado de desculpa para aparecer com uma marmita. Recorda com saudade a época em que era útil e despertava de madrugada para cozinhar a eles.

    Se os filhos estão gripados, logo imagina que não se agasalharam direito. Apesar da angústia, você não tem como atravessar a cidade como se fosse uma ambulância para providenciar o termômetro, o antitérmico e controlar a temperatura com a mão na testa. 

    Eles precisarão lidar sozinhos com as suas doenças e suas indisposições. Não tomarão o seu chá curativo, específico para os sintomas, tampouco o medicamento apropriado que está na ponta da sua língua para a rápida convalescença.

    Hoje eles estão tentando se livrar da dependência por terapia. Não estranhe que desejem um pouco de distância para seguirem o próprio caminho.

   Perdura uma grande desinformação entre vocês. Não usufrui da cumplicidade dos pequenos e decisivos detalhes da convivência.

    Eles tornaram-se novas pessoas, mais sérias, mais mal-humoradas, com menos tempo, enfim, mais parecidas com você.

     Não se trata de ninho vazio, mas de aprender a conversar com outra árvore carregada de frutos.



Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/06/filhos-adultos-cljd870zm008v0156zik64fs4.html (adaptado)
Em “Apesar da angústia, você não tem como atravessar a cidade”, como se classifica a oração sublinhada? 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EPC Prova: VUNESP - 2023 - EPC - Locutor Apresentador |
Q2264799 Português
Leia o texto, para responder à questão. 


    Quando Nancy Pelosi, então presidente da Câmara norte-americana, estendeu a mão para o ex-presidente Donald Trump, antes da apresentação do discurso anual do Estado da União, ele se recusou a apertá-la e virou as costas de forma grosseira. Ao fim do discurso, Pelosi rasgou a transcrição ostensivamente como se o texto não valesse o papel em que foi impresso e devesse ser expurgado por completo dos registros históricos.

    Esses dois gestos, infantis e impulsivos, podem ser considerados insignificantes, mas na verdade foram emblemáticos da maneira como a oposição foi transformada em algo muito mais profundo – um ódio e uma animosidade reais.
   
     Naturalmente, a gentileza precisa ser uma via de mão dupla, é difícil ser gentil com aqueles que são abertamente desdenhosos conosco, ainda que talvez isso seja possível para os santos. A santidade, entretanto, não é uma qualidade que se costuma encontrar na vida política, e, dessa forma, não se pode contar com ela para a promoção de um comportamento decente. Apenas a cultura da tolerância pode fazer isso.

     Lamentavelmente, quanto mais a tolerância é alardeada como uma grande virtude, ou até mesmo como a maior das virtudes, menos ela é praticada na vida cotidiana. Se as pessoas fossem tolerantes, não haveria necessidade de exaltá-la. Na realidade somos assim com os preceitos morais sobre a tolerância: somos tolerantes, mas odiamos pessoas que não concordam conosco.

    A tolerância requer um devido exercício de falta de sinceridade. Toleramos apenas o que nos causa desagrado, porque não há necessidade de tolerar coisas de que gostamos. Podemos pensar que alguém que tem uma opinião diferente da nossa é um canalha, mas não podemos ter uma discussão civilizada com essa pessoa se revelarmos nossa opinião sincera.

     Infelizmente, existe um culto de sinceridade no mundo moderno de acordo com o qual nada que esteja na mente de alguém deve ser contido. Porque, se for, vai infectar e acabar causando uma espécie de septicemia psicológica, que vai entrar em erupção como algo terrível. Nessa escala de valores, a insinceridade é o pior dos pecados, e não algo muitas vezes virtuoso e necessário, o óleo que mantém a vida tranquila e relativamente sem fricção.

     Dessa forma, estamos vivendo sob dois imperativos opostos: o primeiro é ser sempre sincero, e o segundo, ser ao mesmo tempo tolerante. Só podemos reconciliar esses dois imperativos se transformarmos a necessidade da tolerância em seu oposto, isto é, afirmando que opiniões diferentes ou opostas às nossas são, em si, manifestações de intolerância, a única coisa que não podemos tolerar. Assim, começando na tolerância chegamos ao totalitarismo, isto é, ao totalitarismo em nome da tolerância.


(Theodore Dalryme, A novilíngua como língua nativa. Disponível em: <revistaoeste.com<. Acesso em 14.02.2023. Adaptado)
Assinale a alternativa que identifica, correta e respectivamente, as relações de sentido estabelecidas pelos elementos de sequenciação textual destacados no terceiro parágrafo.
Alternativas
Q2264536 Português

[...] Os usuários de Direito utilizam as petições como instrumentos de trabalho. Elas são responsáveis por intermediar a relação de trabalho com seus clientes. Assim, é necessário que eles tenham o domínio das normas gramaticais e da variedade lexical, a fim de tornar o documento mais inteligível.Trata-se, portanto, não somente de elementos redacionais, como coesão, concisão e coerência. A somatória desses conhecimentos corrobora para a melhoria da produção e da elocução.


O fato dos usuários de Direito aprenderem, compreenderem e internalizarem as normas de língua portuguesa faz com que possíveis erros gramaticais não comprometam instrumentos de trabalho como as petições, que é de uso comum para tal profissão.


Ainda que o ensino da língua portuguesa seja considerado importantíssimo, há uma lacuna a ser vencida, pois ele é aquém do considerado ideal, principalmente, em função da deficiência do ensino das séries iniciais que se estende até o ensino superior [...].


Texto extraído e adaptado da artigo: "A colocação pronominal na visão dos gramáticos da língua portuguesa", de Jonas Rodrigo Gonçalves e Kátia Letícia Dantas Tavares de Sousa.

No texto, a locução conjuntiva encontrada na expressão: "ainda que o ensino da língua portuguesa seja considerado importantíssimo [...], expressa uma relação de:
Alternativas
Q2264534 Português

[...] Os usuários de Direito utilizam as petições como instrumentos de trabalho. Elas são responsáveis por intermediar a relação de trabalho com seus clientes. Assim, é necessário que eles tenham o domínio das normas gramaticais e da variedade lexical, a fim de tornar o documento mais inteligível.Trata-se, portanto, não somente de elementos redacionais, como coesão, concisão e coerência. A somatória desses conhecimentos corrobora para a melhoria da produção e da elocução.


O fato dos usuários de Direito aprenderem, compreenderem e internalizarem as normas de língua portuguesa faz com que possíveis erros gramaticais não comprometam instrumentos de trabalho como as petições, que é de uso comum para tal profissão.


Ainda que o ensino da língua portuguesa seja considerado importantíssimo, há uma lacuna a ser vencida, pois ele é aquém do considerado ideal, principalmente, em função da deficiência do ensino das séries iniciais que se estende até o ensino superior [...].


Texto extraído e adaptado da artigo: "A colocação pronominal na visão dos gramáticos da língua portuguesa", de Jonas Rodrigo Gonçalves e Kátia Letícia Dantas Tavares de Sousa.

No âmbito da gramática, o texto apresenta um uma situação em que o conteúdo contrasta com a proposição da oração principal, qual seria ela?
Alternativas
Q2264321 Português
Férias da família


     Assim que as crianças entram no carro, ele sente-se em férias. Corre para a frente da televisão, tira os sapatos, embola as meias e atira no meio do tapete. Não há maior sensação de liberdade para um homem do que espalhar roupas pela casa sem o risco de ouvir reclamações. Comer e deixar os pratos empilhados é outra delícia. Todas as conquistas femininas dos últimos anos, que levaram o sexo masculino a dividir as tarefas da casa, vão por água abaixo. A invenção mais perfeita para um senhor em férias é o micro-ondas. Em poucos minutos, qualquer gororoba já começa a soltar fumaça.
     Nesse instante, ele pensa: Como é boa a vida de solteiro! E é invadido por uma nostalgia imensa do tempo em que não era casado, não tinha filhos e tantas responsabilidades. O dinheiro era, principalmente, para se divertir.
     Pressente que, de descanso, a esposa não tem nada. Na praia, passa os dias às voltas com as crianças, tratando das refeições, das roupas, das queimaduras e dos momentos em que os filhos estão entediados e querem arrancar um a orelha do outro.
     Mesmo assim, ele se acha um tanto injustiçado e resolve que tem o direito de aproveitar. Pede à empregada que faça bife à milanesa com arroz e batatas fritas para o jantar. É seu grito de liberdade. A esposa nunca faz nada à milanesa. Vive de regime e as frituras estão interditadas. Ele adora.
     À noite, lembra-se do bife à milanesa. Bota no micro. Retira uma sola de sapato com batatas molengas. Vai para a cama com o estômago reclamando.
     Dali a dois dias, vai fazer café, e o pó acabou. Não há uma camisa de colarinho sequer. No caminho do trabalho, deixa todas na lavanderia. Chega atrasado. Ao voltar, o apartamento está com cheiro de úmido por causa das chuvas. As meias sujas brotam do tapete como cogumelos. Faz uma maleta às pressas e, no dia seguinte, sai mais cedo do expediente para se refugiar na praia.
     De noite, ambos caem exaustos na cama. Ouve de longe o barulhinho das crianças cochichando no quarto. Respira fundo e descobre: mal passou uma semana e já está morrendo de saudade da boa vida de casado!

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 30.01.2002. Adaptado) 
Considere as expressões destacadas nas passagens do texto.
•  Assim que as crianças entram no carro, ele sente-se em férias. (1º parágrafo) •  Mesmo assim, ele se acha um tanto injustiçado e resolve que tem o direito de aproveitar. (4º parágrafo)
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a relação estabelecida pelas expressões em destaque e traz outras expressões de sentido equivalente.
Alternativas
Q2254850 Português
O grande mistério

    Há dias já que buscavam uma explicação para os odores esquisitos que vinham da sala de visitas. Primeiro houve um erro de interpretação: o quase imperceptível cheiro foi tomado como sendo de camarão. No dia em que as pessoas da casa notaram que a sala fedia, havia um soufflé de camarão para o jantar. Daí...
      Mas comeu-se o camarão, que inclusive foi elogiado pelas visitas, jogaram as sobras na lata do lixo e — coisa estranha — no dia seguinte a sala cheirava pior.
    Talvez alguém não gostasse de camarão e, por cerimônia, embora isso não se use, jogasse a sua porção debaixo da mesa. Ventilada a hipótese, os empregados espiaram e encontraram apenas um pedaço de pão e uma boneca de perna quebrada, que Giselinha esquecera ali. E como ambos os achados eram inodoros, o mistério persistiu.
    Os patrões chamaram a arrumadeira às falas. Que era um absurdo, que não podia continuar, que isso, que aquilo. Tachada de desleixada, a arrumadeira caprichou na limpeza. Varreu tudo, espanou, esfregou e... nada. Vinte e quatro horas depois, a coisa continuava. Se modificação houver, fora para um cheiro mais ativo.
    À noite, quando o dono da casa chegou, passou uma espinafração geral e, vítima da leitura dos jornais, que folheara na lotação, chegou até a citar a Constituição na defesa de seus interesses. 
    — Se eu pago empregadas para lavar, passar, limpar, cozinhar, arrumar e ama-secar, tenho o direito de exigir alguma coisa. Não pretendo que a sala de visitas seja um jasmineiro, mas feder também não. Ou sai o cheiro ou saem os empregados.
    Reunida na cozinha, a criadagem confabulava. Os debates eram apaixonados, mas num ponto todos concordavam: ninguém tinha culpa. A sala estava um brinco; dava até gosto ver. Mas ver, somente, porque o cheiro era de morte.
    Então alguém propôs encerar. Quem sabe uma passada de cera no assoalho não iria melhorar a situação?
    — Isso mesmo — aprovou a maioria, satisfeita por ter encontrado uma fórmula capaz de combater o mal que ameaçava seu salário. 
    Pela manhã, ainda ninguém se levantara, e já a copeira e o chofer enceravam sofregamente, a quatro mãos. Quando os patrões desceram para o café, o assoalho brilhava. O cheiro da cera predominava, mas o misterioso odor, que há dias intrigava a todos, persistia, a uma respirada mais forte.
    Apenas uma questão de tempo. Com o passar das horas, o cheiro da cera — como era normal — diminuía, enquanto o outro, o misterioso — estranhamente, aumentava. Pouco a pouco reinaria novamente, para desespero geral de empregados e empregadores.
    A patroa, enfim, contrariando os seus hábitos, tomou uma atitude: desceu do alto do seu grã-finismo com as armas de que dispunha, e com tal espírito de sacrifício que resolveu gastar os seus perfumes. Quando ela anunciou que derramaria perfume francês no tapete, a arrumadeira comentou com a copeira:
    — Madame apelou para a ignorância.
    E salpicada que foi, a sala recendeu. A sorte estava lançada. Madame esbanjou suas essências com uma altivez digna de uma rainha a caminho do cadafalso. Seria o prestígio e a experiência de Carven, Patou, Fath, Schiaparelli, Balenciaga, Piguet e outros menores, contra a ignóbil catinga.
    Na hora do jantar a alegria era geral. Não restavam dúvidas de que o cheiro enjoativo daquele coquetel de perfumes era impróprio para uma sala de visitas, mas ninguém poderia deixar de concordar que aquele era preferível ao outro, finalmente vencido.
    Mas eis que o patrão, a horas mortas, acordou com sede. Levantou-se cauteloso, para não acordar ninguém, e desceu as escadas, rumo à geladeira. Ia ainda a meio caminho quando sentiu que o exército de perfumistas franceses fora derrotado. O barulho que fez daria para acordar um quarteirão, quanto mais os da casa, os pobres moradores daquela casa, despertados violentamente, e que precisavam perguntar nada para perceberem o que se passava. Bastou respirar.
    Hoje pela manhã, finalmente, após buscas desesperadas, uma das empregadas localizou o cheiro. Estava dentro de uma jarra, uma bela jarra, orgulho da família, pois tratava-se de peça raríssima, da dinastia Ming.
    Apertada pelo interrogatório paterno Giselinha confessou- -se culpada e, na inocência dos seus três anos, prometeu não fazer mais.
    Não fazer mais na jarra, é lógico.
    
    (PONTE PRETA, Stanislaw. O grande mistério. In: Rosamundo e os outros. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963. P. 76.)
Em Talvez alguém não gostasse de camarão e, por cerimônia, embora isso não se use, jogasse a sua porção debaixo da mesa.” (3º§), as expressões destacadas, respectivamente, têm função:
Alternativas
Q2254623 Português
Leia o Texto 1 para responder as questões.

Texto 1

Rio de Janeiro, 28 de maio de 1948.

    Excelentíssima Sra. Margarida Goulart,
    Saúdo-vos afetuosa e respeitosamente.
    Rogo-vos, ao lerdes esta carta, perdoar minha ousadia, pois fatigado de guardar comigo o segredo do meu coração, traindo-me embora a cada momento, venho oferecer-vos o que de mais puro tenho na alma: o meu amor. Ambos moços, ambos pobres, eu muito mais pobre do que vós, pois suplico a esmola do vosso olhar e do vosso perdão e vós bem mais rica pela beleza e pelos dotes da alma, poderíamos, se assim o quisésseis, ser um dia felizes à face de Deus e da sociedade.
    Ponho, nas vossas dedicadas mãos, que respeitosamente beijo, todo o meu futuro.
    Rogando-vos que respondais, tenho a honra de ser admirador e apaixonado escravo. F. de B.  

J. Queiroz. O secretário moderno [Edições do Povo, 1948]. In: Rodolfo Ilari.
Introdução à Semântica: brincando com a gramática. São Paulo: Contexto, 2004. p. 45.


No período “Rogo-vos, ao lerdes esta carta, perdoar minha ousadia, pois fatigado de guardar comigo o segredo do meu coração, traindo-me embora a cada momento, venho oferecer-vos o que de mais puro tenho na alma: o meu amor”, a oração subordinada adverbial reduzida “ao lerdes esta carta” expressa uma ideia de
Alternativas
Q2254521 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão.

Texto 2
        Com os primeiros raios de sol, Maria Berço acordou. Um oficial abriu a porta da cela e, depois de alguns conselhos e repreensões mandou-a embora. Sentiu os ossos moídos ao levantar-se. Arrumou a saia, ajeitou os cabelos. Lembrou-se subitamente do encontro com Bernardo Ravasco na igreja. Correu para lá, mas não o encontrou. O menino curumim informou que havia partido com padre Vieira na noite anterior para a quinta. Maria Berço suspirou. O anel! O que fazer com ele?
        Ajoelhou-se diante da imagem de Nossa Senhora num nicho lateral da igreja e rezou. Pediu à mãe de Deus que a iluminasse.
         Saiu da igreja e vagueou pelas ruas. Pensou em João Berço. Pensou em Lisboa. Pensou na roupa negra de rendas, no mar, na almiranta, nos nobres, nos seus pés sujos de lama, na pobreza.
       Quando percebeu, estava diante da casa de dom Balthasar Drago, o joalheiro. Depois de alguma hesitação entrou.
MIRANDA, Ana. Boca do inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 32.


No período “Quando percebeu, estava diante da casa de dom Balthasar Drago, o joalheiro”, a oração subordinada expressa valor semântico de
Alternativas
Q2254173 Português
Eu sei, mas não devia

    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

    A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, àmedida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. 

    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café́correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. 

    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

    A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

    A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

    A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

    A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Crônica nº 157, Jornal do Brasil. Revista de Domingo. Em: 24/09/1972.) 

Em “Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.” (9º§), os termos em destaque indicam, respectivamente,

Alternativas
Q2253232 Português
Os sinais que indicam que seu cachorro pode sofrer de ansiedade

Animais não humanos possuem a capacidade de ter sentimentos e, portanto, podem manifestar comportamento intencional. Temos a tendência de imaginar que a alegria, o medo e a tristeza são emoções exclusivas dos seres humanos. Mas a ciência está descobrindo, pouco a pouco, que esta afirmação é totalmente incorreta. No dia 7 de julho de 2012, um grupo internacional de neurocientistas se reuniu na cidade de Cambridge, no Reino Unido, e elaborou a conhecida Declaração de Cambridge sobre a Consciência. Resumidamente, os especialistas determinaram que a nossa espécie não é a única a possuir as bases neurológicas que geram a consciência. Em outras palavras, os animais não humanos possuem a capacidade de ter sentimentos e, portanto, podem manifestar comportamento intencional. Isso também se aplica à capacidade de vivenciar o sentimento, que é o tema deste artigo: a ansiedade. Tanto em cães quanto nas pessoas, a ansiedade é simplesmente uma forma de reação a certas situações problemáticas. Mas, quando ela supera certa intensidade ou ultrapassa a capacidade de adaptação, a ansiedade passa a ser patológica.

Sinais de alerta

Como podemos identificar se o nosso cachorro se encontra neste estado? Diferentes formas de comportamento indicam sua vontade de fugir da sensação de inquietação, nervosismo, insegurança e mal-estar. A ansiedade surge quando o cão tem a expectativa de que algo de ruim está para acontecer. Esta expectativa aciona o sistema nervoso simpático, responsável pelas reações do organismo diante de situações perigosas ou estressantes, fazendo com que o animal manifeste uma conduta intensa. Quando a ansiedade é patológica, os sintomas que podemos encontrar são: contínuo estado de alerta, hiperatividade, lambedura excessiva, queda de pelo, problemas digestivos, uivos, tremores, gemidos, latidos em excesso, medo exagerado, agressividade e comportamentos destrutivos, que podem aumentar quando os cães ficam sozinhos. As situações capazes de provocar essa ansiedade patológica também são diversas: medo de ficar sozinho, de barulhos como fogos de artifício, de tempestades ou trânsito... qualquer incidente que supere sua capacidade de adaptação ou que seja frequentemente repetido pode desencadear ansiedade. Muitas vezes, estes são problemas gerados pela incompreensão humana das suas necessidades, como espécie e como indivíduo.

Diagnóstico e tratamento

Se prolongada, a ansiedade patológica pode causar doenças ao longo do tempo, como transtornos do sistema gastrointestinal, aumento da incidência de tumores ou alterações do sistema imunológico, sem falar do prejuízo à convivência entre as espécies. Soma-se a isso a nossa tristeza e frustração ao ver um animal de estimação sofrendo, sem saber como ajudá-lo. O primeiro passo para o tratamento da ansiedade, depois de diagnosticada pelo veterinário, é a terapia comportamental, conduzida por um etólogo, ou especialista em comportamento animal. Pode-se recorrer à administração de medicamentos se o caso específico exigir, também sob o controle do veterinário. Esta intervenção pode ser comparada à do psicólogo e do psiquiatra em seres humanos. O psicólogo é especialista em compreender o comportamento, enquanto o psiquiatra se dedica aos transtornos mentais e seu tratamento farmacológico. Embora cada caso tenha suas próprias particularidades, a terapia comportamental deve incluir os seguintes objetivos:

Reduzir os níveis de estresse do cachorro;

Ensiná-lo a administrar situações problemáticas;

Oferecer recursos para que ele se acalme;

Reduzir sua sensibilidade aos sinais precursores da ansiedade. O animal pode interpretar nossas ações de pegar as chaves, vestir o casaco ou calçar os sapatos, por exemplo, como o passo anterior a ficar sozinho. Devemos esclarecer a ele que isso não significa, necessariamente, que vamos partir;

Atribuir ao cão uma função clara dentro da família. Precisamos fazer atividades com ele para que se sinta integrado, como brincar ou sair para passear, de modo que o cachorro e o dono se divirtam;

Fazer com que o cão tenha independência social. Ou seja, não podemos estar o tempo todo com ele, nem resolver todos os seus problemas.

Se o processo de aprendizado for difícil porque os níveis de ansiedade são altos demais ou devido a circunstâncias específicas do animal, é preciso complementar o processo com medicamentos. Pode ser conveniente recorrer aos remédios, por exemplo, quando o cachorro sente ansiedade ao ficar sozinho e, como seus responsáveis trabalham, ele precisa ficar pelo menos oito horas sem companhia. O cão não pode ficar em um estado contínuo de angústia. É preciso também entender que, da mesma forma que na nossa espécie, há circunstâncias que geram estresse prolongado — que levam ao "estado de ansiedade" — e perfis que são mais ansiosos por natureza, o chamado "traço de ansiedade". A busca das causas da angústia patológica e seu controle não deve se restringir ao controle das consequências com o uso de medicamentos, mas também melhorar a atenção que oferecemos a eles como seres sensíveis, sociais e que precisam de atividades adequadas para cada indivíduo.
 G1

Considere o excerto "Pode-se recorrer à administração de medicamentos se o caso específico exigir". A palavra "se", no início da oração “se o caso específico exigir”, trata-se de um(a): 
Alternativas
Q2253228 Português
Os sinais que indicam que seu cachorro pode sofrer de ansiedade

Animais não humanos possuem a capacidade de ter sentimentos e, portanto, podem manifestar comportamento intencional. Temos a tendência de imaginar que a alegria, o medo e a tristeza são emoções exclusivas dos seres humanos. Mas a ciência está descobrindo, pouco a pouco, que esta afirmação é totalmente incorreta. No dia 7 de julho de 2012, um grupo internacional de neurocientistas se reuniu na cidade de Cambridge, no Reino Unido, e elaborou a conhecida Declaração de Cambridge sobre a Consciência. Resumidamente, os especialistas determinaram que a nossa espécie não é a única a possuir as bases neurológicas que geram a consciência. Em outras palavras, os animais não humanos possuem a capacidade de ter sentimentos e, portanto, podem manifestar comportamento intencional. Isso também se aplica à capacidade de vivenciar o sentimento, que é o tema deste artigo: a ansiedade. Tanto em cães quanto nas pessoas, a ansiedade é simplesmente uma forma de reação a certas situações problemáticas. Mas, quando ela supera certa intensidade ou ultrapassa a capacidade de adaptação, a ansiedade passa a ser patológica.

Sinais de alerta

Como podemos identificar se o nosso cachorro se encontra neste estado? Diferentes formas de comportamento indicam sua vontade de fugir da sensação de inquietação, nervosismo, insegurança e mal-estar. A ansiedade surge quando o cão tem a expectativa de que algo de ruim está para acontecer. Esta expectativa aciona o sistema nervoso simpático, responsável pelas reações do organismo diante de situações perigosas ou estressantes, fazendo com que o animal manifeste uma conduta intensa. Quando a ansiedade é patológica, os sintomas que podemos encontrar são: contínuo estado de alerta, hiperatividade, lambedura excessiva, queda de pelo, problemas digestivos, uivos, tremores, gemidos, latidos em excesso, medo exagerado, agressividade e comportamentos destrutivos, que podem aumentar quando os cães ficam sozinhos. As situações capazes de provocar essa ansiedade patológica também são diversas: medo de ficar sozinho, de barulhos como fogos de artifício, de tempestades ou trânsito... qualquer incidente que supere sua capacidade de adaptação ou que seja frequentemente repetido pode desencadear ansiedade. Muitas vezes, estes são problemas gerados pela incompreensão humana das suas necessidades, como espécie e como indivíduo.

Diagnóstico e tratamento

Se prolongada, a ansiedade patológica pode causar doenças ao longo do tempo, como transtornos do sistema gastrointestinal, aumento da incidência de tumores ou alterações do sistema imunológico, sem falar do prejuízo à convivência entre as espécies. Soma-se a isso a nossa tristeza e frustração ao ver um animal de estimação sofrendo, sem saber como ajudá-lo. O primeiro passo para o tratamento da ansiedade, depois de diagnosticada pelo veterinário, é a terapia comportamental, conduzida por um etólogo, ou especialista em comportamento animal. Pode-se recorrer à administração de medicamentos se o caso específico exigir, também sob o controle do veterinário. Esta intervenção pode ser comparada à do psicólogo e do psiquiatra em seres humanos. O psicólogo é especialista em compreender o comportamento, enquanto o psiquiatra se dedica aos transtornos mentais e seu tratamento farmacológico. Embora cada caso tenha suas próprias particularidades, a terapia comportamental deve incluir os seguintes objetivos:

Reduzir os níveis de estresse do cachorro;

Ensiná-lo a administrar situações problemáticas;

Oferecer recursos para que ele se acalme;

Reduzir sua sensibilidade aos sinais precursores da ansiedade. O animal pode interpretar nossas ações de pegar as chaves, vestir o casaco ou calçar os sapatos, por exemplo, como o passo anterior a ficar sozinho. Devemos esclarecer a ele que isso não significa, necessariamente, que vamos partir;

Atribuir ao cão uma função clara dentro da família. Precisamos fazer atividades com ele para que se sinta integrado, como brincar ou sair para passear, de modo que o cachorro e o dono se divirtam;

Fazer com que o cão tenha independência social. Ou seja, não podemos estar o tempo todo com ele, nem resolver todos os seus problemas.

Se o processo de aprendizado for difícil porque os níveis de ansiedade são altos demais ou devido a circunstâncias específicas do animal, é preciso complementar o processo com medicamentos. Pode ser conveniente recorrer aos remédios, por exemplo, quando o cachorro sente ansiedade ao ficar sozinho e, como seus responsáveis trabalham, ele precisa ficar pelo menos oito horas sem companhia. O cão não pode ficar em um estado contínuo de angústia. É preciso também entender que, da mesma forma que na nossa espécie, há circunstâncias que geram estresse prolongado — que levam ao "estado de ansiedade" — e perfis que são mais ansiosos por natureza, o chamado "traço de ansiedade". A busca das causas da angústia patológica e seu controle não deve se restringir ao controle das consequências com o uso de medicamentos, mas também melhorar a atenção que oferecemos a eles como seres sensíveis, sociais e que precisam de atividades adequadas para cada indivíduo.
 G1

Considere o excerto “Embora cada caso tenha suas próprias particularidades, a terapia comportamental deve incluir os seguintes objetivos”. A oração adverbial que inicia o período exprime um sentido:
Alternativas
Q2250717 Português
Leia o texto para responder à questão.

Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?

        Publicada em 1865, a obra Aventuras de Alice no País das Maravilhas, uma das mais importantes da literatura mundial, foi fruto da imaginação e das indagações sobre a relatividade temporal do escritor e matemático Lewis Carroll (1832- 1898). O personagem Coelho Branco pode simbolizar, por meio de sua obsessão pelo tempo, a angústia causada pela brevidade da experiência humana.
        Afinal, na época em que a história foi escrita, os dias passaram a ser contados pelos ponteiros do relógio, e não mais pelo nascer e pôr do sol. Foi a partir da Revolução Industrial, na segunda metade do século 18, que a vida foi compartimentada em horas, minutos e segundos, entre “tempo de trabalho” e “tempo livre”. Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.
         Desde então, a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos, fazer atividade física, ler um livro ou simplesmente ficar de pernas para o ar. Num século em que gerenciar o tempo se tornou privilégio, a consequência dessa aceleração vem provocando quadros de ansiedade, depressão e outros sofrimentos psíquicos. De acordo com o mais recente mapeamento global de transtornos mentais, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.
         “Precisamos ter em mente que questões de saúde mental estão estreitamente relacionadas aos modos de vida, ao quadro cultural do país e como está organizada a vida social. Então, eu colocaria a questão do tempo na perspectiva desse arranjo social, político e econômico neoliberal, que leva a uma mobilização integral da nossa vida para o trabalho”, aponta o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Rodrigues Teixeira, que coordena a diretoria de Saúde Mental e Bem-Estar Social da pró-reitoria de Inclusão e Pertencimento da instituição.
        Autor do livro Sem tempo para nada, o cientista social Luís Mauro Sá Martino endossa esse diagnóstico. “Como sociedade, podemos nos perguntar o quanto esse ritmo acelerado está nos fazendo bem, sobretudo a longo prazo. Você pode tentar levar uma vida adequada à sua saúde e bem-estar, porém como fazer isso se tudo ao seu lado está em um ritmo rápido e contínuo?”, dispara.

(LLEDÓ, Maria Júlia. Como conciliar a rotina num século em que o tempo se tornou privilégio?. Revista E (Sesc Edições). 01.05.2023. Adaptado)
Considere as seguintes passagens do texto.
Assim como Alice, a humanidade caiu na toca do Coelho Branco e começou a correr atrás do tempo.” (2º parágrafo)
“[...] a sociedade sonha com a dilatação das 24 horas do dia para conciliar o rendimento no trabalho com momentos de lazer com família e amigos [...]” (3º parágrafo)
As palavras destacadas estabelecem, no contexto de leitura, respectivamente, relação com sentido de
Alternativas
Q2249290 Português
Mudanças climáticas e desmatamento fazem casos de ataques de abelhas disparar no país


      Nos quatro primeiros meses de 2023, mais de 100 pessoas foram atendidas em hospitais públicos do país com picadas de abelhas, segundo o Ministério da Saúde – 68% a mais que no mesmo período do ano passado.

      O ataque de abelhas tirou a vida de Emily Carolina Martins Timoteo, de cinco anos. O corpo foi enterrado no cemitério de Araçaí, na região central de Minas Gerais. Os parentes contaram que ela não demonstrava reações ao sentir dor e nem sabia se expressar. Os avós da Emily disseram que encontraram a menina desmaiada nos fundos do sítio. A criança foi levada para o hospital. Segundo o médico que atendeu a Emily, ela sofreu uma parada cardíaca, mas a equipe não conseguiu reanimá-la. O corpo tinha vários ferimentos de picada de abelha.

      Em maio, moradores de um bairro de Belo Horizonte ficaram assustados com dois ataques seguidos de abelhas. Minas Gerais é o estado com maior número de internações neste ano. Em seguida, vêm São Paulo e Santa Catarina. Em março, Severino Paulo, de 47 anos, fazia uma trilha na região metropolitana do Recife quando foi atacado. Chegou a ser socorrido por moradores, mas morreu antes de ser atendido.

      O especialista Henrique Paprocki explica que as abelhas mais comuns no Brasil são as africanizadas, espécie híbrida de origem africana e europeia. Elas costumam ser mais agressivas. As mudanças climáticas com mais dias secos e a redução das áreas verdes têm aumentado o risco de ataque. “Essas abelhas se espalharam por toda a América do Sul, então elas estão no campo e na cidade. Mas, na cidade, nós temos um adensamento de pessoas muito maior e é muito mais fácil que elas se sintam ameaçadas nesse ambiente urbano e ataquem as pessoas, do que no ambiente rural”, destaca o biólogo.

      Os bombeiros reforçam que somente profissionais habilitados devem agir em ocorrências com abelhas. “Se deparou com um ataque de abelhas, deve correr em silêncio e buscar um lugar seguro, um local fechado. E evitar que essas abelhas entrem nesse local”, pondera a capitã Thaise Rocha, do Corpo de Bombeiros.


Fonte:https://g1.globo.com/jornalnacional/noticia/2023/06/10/mudancas-climaticas-e-desmatamento-fazem-casos-de-ataques-de-abelhas-disparar-no-pais.ghtml
Assinale a alternativa que apresente termo que pode substituir o termo em destaque no período, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: “Segundo o médico que atendeu a Emily, ela sofreu uma parada cardíaca, mas a equipe não conseguiu reanimá-la”.
Alternativas
Q2248014 Português

Imagem associada para resolução da questão


Com relação às ideias, à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item.


No trecho “embora as mulheres, claramente, estejam à frente de lutas civis” (linhas 19 e 20), a conjunção “embora” pode ser substituída, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto, por conquanto.

Alternativas
Q2244409 Português
Inteligência Artificial proporciona segurança na aplicação de provas online

Nos últimos anos, diversas atividades passaram a ser realizadas remotamente. No meio educacional, não foi diferente. De aulas à aplicação de provas, o ambiente virtual na aprendizagem se tornou uma realidade. Com isso, a adoção de novas tecnologias como a inteligência artificial já é uma realidade na educação. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o uso deste tipo de solução será um aliado fundamental para enfrentar os desafios e o cumprimento das metas do setor da Agenda 2030. Isso porque não só promove inovadoras práticas de ensino e metodologias de aprendizagem mais eficazes, como também garante a segurança, evitando qualquer tipo de fraude durante o processo de aplicação de exames à distância.

No Brasil, por exemplo, a Iaris, startup especializada em aplicações deste tipo de tecnologia, disponibiliza a solução EasyProctor para o mercado, uma ferramenta que combina dados analisados via inteligência artificial com análise humana para o monitoramento de provas online com segurança. A tecnologia já acompanhou de perto dezenas de milhões de horas/aula e exames, o que gerou mais de três milhões de alertas de possibilidade de fraudes.

Para garantir a segurança na aplicação remota de provas, a solução emite alertas de verificação biométrica, troca de uma ou mais faces, desvio e giro de cabeça, ruídos e até mesmo transcrição de áudio, além de possuir recursos de integração com sistemas de geração de exames, como Moodle e Canvas, através de APIs simples de serem implementadas. A plataforma ainda realiza o bloqueio automático de funções do sistema operacional de computadores como Alternar usuários, menu Iniciar, barra de ferramentas, comando Ctrl, Alt e Del, entre outros. A troca por outros navegadores e sistemas de pesquisa, compartilhamento de telas e recursos de recortar, colar e copiar também serão bloqueados.

Além disso, após a finalização do exame, são gerados dados e relatórios, com interface gráfica para visualização dos alertas emitidos durante a aplicação de cada exame. Também é possível o acesso a áudio e vídeo captados durante a prova.

"As soluções educacionais buscam entregar conteúdo que pode ser acessado em qualquer lugar que o aluno ou o candidato esteja, seguindo o mundo dinâmico em que vivemos. O EasyProctor possibilita que um exame possa ser aplicado com a segurança adequada para cada tipo de aplicação, certificando que o aluno realizou o aproveitamento daquele conteúdo que lhe foi entregue. De forma fácil, segura e flexível, a solução se adequa ao cenário econômico da educação, com baixo custo de investimento para assegurar a execução de provas e exames", diz Fábio Falcão, CEO da Iaris.

https://exame.com/bussola/i-a-pode-proporcionar-seguranca-na -aplicacao-de-provas-online/. Adaptado. . 
Isso porque 'não só promove inovadoras práticas de ensino e metodologias de aprendizagem mais eficazes, como também' garante a segurança.
A expressão destacada exemplifica uma oração denominada:
Alternativas
Q2243609 Português

Imagem associada para resolução da questão


Quanto à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item.


A expressão “à medida que” (linha 4) tem o mesmo sentido que a expressão ao passo que.

Alternativas
Respostas
921: B
922: E
923: A
924: E
925: D
926: A
927: C
928: C
929: D
930: B
931: A
932: D
933: D
934: D
935: D
936: B
937: A
938: C
939: D
940: C