Questões de Concurso Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

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Q4261535 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma oração coordenada explicativa.
Alternativas
Q4259894 Português

Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência


Jéssica Andrade


Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.


Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.


Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."


A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.


A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.


Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.


Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."


A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."


Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.



Disponível em:

<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>

Leia o trecho a seguir. 


“Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica”. 


O termo em destaque pode ser substituído, sem provocar alteração de sentido, por 

Alternativas
Q4253845 Português

Sociedade do espetáculo


Maria Rita Kehl


    Este texto toma emprestado o título de um dos livros mais conhecidos do filósofo e teórico marxista francês Guy Debord (1931–1994). Passados mais de 30 anos de sua morte, o tema mostra-se cada vez mais atual. Para o autor, a sociedade capitalista, em seu estágio avançado, transformou as relações sociais em um grande espetáculo, no qual imagens e aparências se sobrepõem à vida real e às experiências autênticas. Nesse contexto, os sujeitos buscam sempre apresentar-se em sua melhor performance: felizes, endinheirados, desfrutando de viagens interessantes, festas incríveis etc.


    Os “15 minutos de fama” que todos deveriam experimentar uma vez na vida, na visão idílica de Andy Warhol, tornaram-se insuficientes para quem vive neste mundo hiperconectado do século XXI. É preciso exibir-se constantemente, sempre na melhor pose possível. Não basta estar, eventualmente, feliz e desfrutando férias, jantando em um bistrô em Paris ou viajando em um cruzeiro de luxo. É necessário que muita gente saiba disso – e, de preferência, inveje tal privilégio. O espetáculo, escreve Debord, é uma relação social mediada por imagens que, por sua circulação, acabam por “dominar a vida”. A qualidade da inserção social do sujeito passa a ser medida pelas imagens que ele consegue produzir e divulgar.



    Hoje, para o viajante, talvez importe menos o prazer de conhecer lugares novos do que o gostinho de provocar inveja nos amigos. Daí a sanha de registrar, em fotografias e vídeos, momentos supostamente maravilhosos e divulgá-los rapidamente nas redes sociais, ou enviá-los para incontáveis grupos de WhatsApp. Debord não poderia prever o que viria a ser o poder dos telefones celulares nas novas configurações da sociedade do espetáculo. Com um singelo aparelho de comunicação em mãos, as pessoas criam autoficções que lhes conferem prestígio diante dos outros.



    Podemos supor, além disso, uma relação entre a predominância da imagem sobre o pensamento e o declínio das narrativas – tão caras ao meu filósofo favorito, Walter Benjamin. Quem ainda quer ouvir relatos interessantes, se estes podem ser substituídos por fotos e vídeos? Penso que o interesse genuíno em adquirir novos conhecimentos ao viajar, ou mesmo em ampliar a compreensão do mundo em que vivemos, tem sido facilmente substituído pelos efeitos fetichistas de divulgar, o máximo possível, imagens de lugares paradisíacos, restaurantes caríssimos, festas de arromba.



    Outro aspecto que Debord não teria como prever é que essa hiperexposição de cenas banais do cotidiano se transformaria em um grande negócio, à medida que as plataformas digitais passaram a monetizar as publicações dos usuários com maior alcance. Hoje, grande parte dos jovens nutre a ilusão de alcançar fama e fortuna por meio desse espetáculo. E não tardaram a surgir empresários inescrupulosos, dispostos a explorar a imagem de crianças e adolescentes nas redes sociais. Como denunciou recentemente o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, há de tudo um pouco nesse terreno pantanoso: de programas de entrevistas conduzidos por versões mirins de coaches de empreendedorismo a reality shows protagonizados por menores, nos quais eles participam de festas com bebidas alcoólicas, usam roupas provocativas e executam danças sensuais – um prato cheio para os pedófilos e predadores sexuais.



    Nesse cenário, alguns pais talvez não se deem conta de que, ao buscar seus 15 minutos de fama e alguns likes, acabam expondo seus bebês fofinhos a adultos perversos que habitam os ambientes digitais. Outros, como denunciou Felca, parecem não se importar em ganhar alguns trocados com a exposição dos próprios filhos – mesmo em contextos que violam a dignidade de crianças e adolescentes.



    Observem o paradoxo: justamente ali, nas situações em que a vida parece, aos olhos dos outros, mais vibrante e interessante, é onde ela acaba por ser mais aviltada. Sim, aviltada. Pois é quando o contato com o mundo deixa de ser uma fonte de experiência e passa a ser apenas uma oportunidade de exibicionismo. Perde-se, na acepção de Walter Benjamin, um elemento precioso em nossa tarefa de criar sentidos para a vida. Perde-se a capacidade de transformar o fato em narrativa e a vivência em experiência. O vazio que advém da sanha por vivências que não se convertem em experiência talvez ajude a explicar a violência que constantemente ameaça o laço social.



Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/. Acesso em; 02 set. 2025. (texto adaptado)  

Leia o período a seguir.


Sim, aviltada. Pois é quando o contato com o mundo deixa de ser uma fonte de experiência e passa a ser apenas uma oportunidade de exibicionismo. 


A palavra em destaque foi empregada com valor de 

Alternativas
Q4200800 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização

        Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, na qual há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Dessa forma, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do “aqui e agora” em prol de um “tornar-se” alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um “miniadulto”, mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


(Miruna Kayano Genoino, 24.08.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado.)
Considere as seguintes passagens:

•  Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização. (4o parágrafo)
•  ... envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. (5o parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145181 Português
Quais os impactos do Novo Ensino Médio para
estudantes e professores da rede pública de ensino?


Olá, eu sou apresentador do Arco 43 podcast, e vim aqui responder ao X da questão de hoje.

Aprovado pela Lei n. 13.415 de 2017, o Novo Ensino Médio, né, traz uma mudança de foco. Essa parte da vida estudantil era vista como uma preparação para o Ensino Superior, mas agora ela tem como objetivo a preparação para o mercado de trabalho. Essa etapa será, inclusive, integrada a cursos técnicos que possibilitam ao estudante sair com o diploma de uma área específica e aí adentrar o universo profissional.

Dado esse importante contexto, o que iremos debater aqui é como o Novo Ensino Médio afeta, na prática, as escolas da rede pública. De acordo com a matriz curricular, né, ao menos em tese, os estudantes da rede pública poderiam optar por realizar o aprofundamento curricular em oito áreas: cidadania e relações interpessoais; empreendedorismo; expressão corporal; expressões culturais; sustentabilidade; saúde; educação financeira e tecnologia. Na prática, né, você vai ver que nas 264 escolas-piloto, em que o Novo Ensino Médio começou a ser implantado em 2020, cada instituição oferece duas opções de aprofundamento para os estudantes.

Aí, quando a reforma foi proposta, criou-se uma ideia de que o estudante poderia, de fato, escolher o que iria cursar a partir de seus interesses. Poderia, por exemplo, cursar “design de games”. Mas essa realidade está longe de se manifestar na rede pública estadual, em que a oferta de disciplinas é voltada basicamente para uma proposta de empreendedorismo.


Esse foi o X da questão! As pílulas quinzenais do Arco 43 podcast.
Disponível em: https://open.spotify.com.
Acesso em: 21 jun. 2025 (adaptado).
O podcast mobiliza uma variedade de marcadores conversacionais que contribuem para criar uma comunicação mais próxima com o ouvinte, simulando uma conversa. Qual alternativa apresenta uma análise adequada da função do marcador conversacional?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145143 Português
Nesse texto, o autor articula diversas ideias para construir um posicionamento crítico sobre o discurso preconceituoso veiculado por uma influencer. Considerando as relações discursivas presentes no texto, assinale a alternativa que explica como essas relações contribuem para o efeito argumentativo do texto.
Alternativas
Q4111065 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considerando a estrutura do período "Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4109156 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Lenda da Araucária: árvore sagrada do Sul


    Nas terras altas do Sul do Brasil, entre serras e florestas, a araucária é considerada uma árvore sagrada, pois nela reside o espírito dos antigos que protege o povo e a floresta.


    Conta-se que, tempos atrás, um grande espírito da natureza desejou presentear os homens com uma árvore que oferecesse alimento e abrigo, além de representar a força da vida e da renovação.


    Assim, foi criada a araucária, cuja semente, o pinhão, tornou-se alimento precioso para o povo indígena. A ave gralha-azul, símbolo da região, passou a enterrar os pinhões, garantindo o nascimento das novas árvores e o equilíbrio da floresta.


    Desde então, a araucária é celebrada como a guardiã da vida e da memória do povo indígena do Sul, um elo entre a terra, o céu e as gerações futuras.


Adaptado de: Júnia Ferreira Furtado, Povos Indígenas do Sul do Brasil: Culturas, Lendas e Tradições (2009).

Acerca do uso de conectivos no Texto 1, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir, considerando a função semântica predominante de cada elemento, e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) Em “Desde então, a araucária é celebrada [...]”, o conector “Desde então” marca relação temporal.


( ) Em “[...] além de representar a força da vida e da renovação.”, o conector “além de” indica adição.


( ) No trecho “[...] garantindo o nascimento das novas árvores e o equilíbrio da floresta.”, o “e” expressa oposição.

Alternativas
Q4108525 Português

Texto 2


Educação multilíngue, a aposta na preservação das línguas indígenas e da justiça

 

Sociedades multiculturais existem graças às suas línguas. Conhecimento, tradições e identidade são transmitidos e preservados, tanto para comunidades quanto para indivíduos, por meio delas.

A diversidade linguística, no entanto, está cada vez mais ameaçada pelo desaparecimento acelerado das línguas. Segundo a UNESCO, pelo menos 40% das 7.000 línguas que se estima serem faladas no mundo estão ameaçadas de extinção e, em média, uma língua desaparece a cada duas semanas, levando consigo o patrimônio cultural e intelectual das comunidades. Daí a importância de revitalizar, conservar e promover todas as línguas.

A educação multilíngue promove sociedades inclusivas onde os direitos de todos os indivíduos são garantidos e também é um pilar para a preservação de línguas não dominantes, minoritárias e indígenas.

 

Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/multilingualeducation-bet-preserve-indigenous-languages-and-justice. Acesso em: 10 ago. 2025.

No trecho “Sociedades multiculturais existem graças às suas línguas. [...] A diversidade linguística, no entanto, está cada vez mais ameaçada pelo desaparecimento acelerado das línguas.”, do Texto 2, o conectivo “no entanto” tem a função principal de 
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Q4102323 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
“Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira.”

No trecho acima, a vírgula após a palavra “Portanto” justifica-se porque: 
Alternativas
Q4102319 Português
A Importância da Saúde Pública no Brasil

A saúde pública no Brasil, especialmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada essencial para assegurar a dignidade humana e a equidade social. A Constituição Federal de 1988 estabelece que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, conferindo ao SUS um papel central como política pública universal. Segundo dados oficiais, o sistema público é a única forma de acesso à saúde para cerca de 152 milhões de brasileiros, o que representa mais de 75% da população.

Além disso, o SUS desempenha um papel multifacetado ao atuar na promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais. Esses serviços, organizados de maneira descentralizada e participativa, alcançam desde a atenção básica até os níveis mais complexos da assistência, evidenciando sua abrangência e relevância para a população.

Em um país marcado por profundas desigualdades socioeconômicas, o SUS assume ainda um papel estratégico no cuidado dos mais vulneráveis, especialmente em situações de emergência sanitária, como a pandemia de COVID-19. Um estudo publicado na Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde destaca que, mesmo diante de dificuldades de gestão e financiamento, o fortalecimento e a valorização do SUS são imprescindíveis para garantir uma resposta eficaz do sistema público em emergências de saúde.

Portanto, o SUS se confirma como uma das maiores conquistas da sociedade brasileira. Sua existência e consolidação representam a possibilidade de acesso universal à saúde, garantida constitucionalmente, e são decisivas para enfrentar crises sanitárias, reduzir desigualdades e promover a dignidade social. Defender, valorizar e fortalecer esse sistema é uma obrigação democrática e um compromisso com o bem-estar coletivo.

Fontes:
− BRASIL ESCOLA. A importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/direito/a-importancia-dosistema-unico-de-saude.htm
− BRASIL. Ministério da Saúde. SUS – Saúde Brasil. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_saude_brasil_3e d.pdf
− GOV.BR. Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/sus
− MATTOS, M. et al. Fortalecimento do SUS em emergências de saúde pública. Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, UFMG, 2021. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/6202/323 6 
No trecho “...garantindo ações como a vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, bem como a distribuição de medicamentos essenciais e antirretrovirais”, a expressão em destaque estabelece relação de:
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Q4100118 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
No trecho “Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores...” o termo destacado contribui para:
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Q4089042 Português
IA e meio ambiente em Elias Canetti
José Roberto Castilho Piqueira 

    Quando chega o recesso de meio de ano das atividades didáticas, sou atraído para leituras que, preferencialmente, afastem-se do pensar profissional diário que aguçam meu gosto pela tentativa de posicionar a engenharia na vida do planeta, não como mera realizadora de obras, mas como agente colaborador na sua preservação. Fico folheando os jornais e olhando estantes de livrarias, hábitos considerados antiquados, em busca de possíveis leituras agradáveis. Sigo conselhos de amigos, desde que não indiquem livros de autoajuda, e gosto de ouvilos comentando e debatendo as ideias.

    Nessa lida, encontrei “A consciência das palavras”, coleção de escritos de Elias Canetti (1905-1994), romancista e ensaísta búlgaro-britânico, Prêmio Nobel de Literatura em 1981. Fui atraído pelo título, pois uma de minhas preocupações é sobre a influência da inteligência artificial (IA) na produção intelectual contemporânea. Não tenho dúvidas sobre a boa ajuda que esses métodos podem dar na produção de textos, aulas e planos de trabalho. Entretanto, acredito nisso como atividade auxiliar e colaborativa, uma vez que as palavras e ideias que provêm da atividade consciente carregam criatividade e sensibilidade, atributos aparentemente subjetivos, talvez não atingíveis in silico.

    A obra, datada de 1974, traz no preâmbulo a ideia da interpenetração entre o público e o privado, com algumas consequências sociais preocupantes. Hoje, 50 anos depois, vivenciamos a proliferação de redes sociais, dotadas de algoritmos, com grande risco à integridade e à privacidade dos indivíduos. Os benefícios do grande desenvolvimento tecnológico e computacional são inegáveis. O lado ruim, como adverte Canetti, é a conquista rápida desses meios por inimigos do planeta com propagação de boatos e de ideias deletérias de grande alcance.
 
    Ao longo do livro, Canetti apresenta uma sequência de ensaios sobre importantes figuras da história, entre elas Kafka, Confúcio, Tolstói e Büchner, começando pelo escritor austríaco Hermann Broch (1886-1951), considerado um dos principais modernistas de todos os tempos. Canetti identifica em Broch o que denomina memória respiratória, enaltecendo que a vida diária é feita de uma mistura de respirações em um ar que é nosso último bem comum, que cabe a todos indistintamente. Essa reflexão parece fundamental para a sociedade, convidando-a a uma importante discussão sobre os problemas ambientais que nos cercam. Até o momento, não havia me dado conta do fato de que quem polui invade e prejudica um bem público, isto é, aquilo que pertence a todos.

    Em capítulo seguinte, o dramaturgo Karl Kraus (1874-1936), considerado satirista e panfletário, é evocado. Fundador e único redator da revista Die Fackel (A Tocha), Kraus era crítico ferrenho da moral burguesa da época. Canetti descreve uma palestra de Kraus realizada em Viena, em 1924, ressaltando o espírito arrebatador do orador, levando a audiência ao êxtase por meio de uma impiedosa perseguição aos desafetos expressa nos discursos. Considerado como o mago furioso, ao combinar literalidade e indignação, Kraus criava importante sinergia entre suas emoções e as da plateia. Fico imaginando como os algoritmos e redes sociais de hoje criaram e multiplicaram esse estilo de oratória, para o bem e para o mal.

    Passando por uma análise bastante aguda e interessante da obra de Franz Kafka (1883-1924), chego ao capítulo sobre Confúcio (552 a.C.-489 a.C.) e aprendo que hesitação e reflexão precedem e acompanham boas respostas a questões relevantes, divergindo da busca por rapidez e de terceirização de raciocínio para as máquinas. Para Confúcio, a felicidade sem fim está na busca pelo conhecimento, não admitindo o ser humano como ferramenta, ressaltando a memória dos mortos para a consolidação de caminhos para o entendimento da natureza. 

    Em capítulo seguinte, Canetti apresenta aspectos da vida privada do autor de “Guerra e paz”, o consagrado escritor russo Leon Tolstói (1828-1910). Ressaltando que Tolstói jamais despreza um pensamento, uma experiência ou uma observação, Canetti relata ser ele proprietário de terras que, contra a vontade da família, divide-as para evitar conflitos e desejos que eventualmente pudessem causar. 

    Segue-se uma descrição dos diários do médico japonês Michihiko Hachiya (1903-1980), sobrevivente do bombardeio atômico de Hiroshima em agosto de 1945, publicados como “Diário de Hiroshima”, em 1955. Canetti escreve que não há nesse diário qualquer traço falso ou de vaidade e sim uma busca de explicar aquilo que, naquele momento, era inexplicável. Em meio aos mortos e feridos, Michihiko procura coletar peça por peça do ocorrido, transformando hipóteses em teorias a serem comprovadas. 

    Vou parar minha viagem por aqui. Pensando se nós, profissionais das áreas tecnológicas, estamos preocupados com a qualidade das palavras e dos pensamentos provenientes dos programas de IA e dos grupos hegemônicos que a manipulam. Além disso, se o ar respirável vai continuar a ser atacado e se a indústria da guerra continuará desprezando a vida, indiscriminadamente.

Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/jose-roberto-castilhopiqueira/ia-e-meio-ambiente-em-elias-c anetti/. Acesso em: 03 out. de 2025.
Quanto aos empregos das vírgulas, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q4088781 Português
São Paulo produz cerca de 20 mil toneladas de resíduos urbanos, mas reciclagem é muito baixa

Segundo Marcos Buckeridge, mesmo a coleta domiciliar cobrindo quase toda a população, a participação na coleta seletiva é muito pequena

    Atualmente, é considerado resíduo tudo aquilo que é gerado e, mesmo após consumido, possui alguma finalidade. Ao mesmo tempo, o que conhecemos como lixo, chamado de rejeito, diz respeito a todo produto que não possui nenhuma forma de destinação que não seja o descarte. Os resíduos urbanos, que correspondem àqueles gerados e descartados nas áreas da cidade, são de responsabilidade dos municípios brasileiros e constituem um dos grandes problemas da cidade de São Paulo.

    Ligadas a outros problemas como drenagem urbana e saneamento básico, a geração e coleta de resíduos são questões que necessitam de atenção do governo da capital paulista. Segundo Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP, a baixa reciclagem no município é um dos grandes agravantes da problemática. “Olhando a cidade atualmente, nós temos uma porcentagem de reciclagem de resíduos sólidos muito baixa. São produzidos, por dia, cerca de 20 mil toneladas de resíduos urbanos.” O docente ainda complementa que, mesmo a coleta domiciliar cobrindo quase toda a população, a participação na coleta seletiva é muito pequena.

    A reciclagem é um dos métodos de destinação de resíduos mais difundidos entre a população brasileira. Entretanto, isso não significa que a tarefa esteja sendo realizada de forma adequada. “Hoje nós recuperamos cerca de 3,5% dos resíduos pela coleta seletiva, o que é muito pouco. O método utilizado atualmente, depois de muito recurso e investimento dado a cooperativas, para mim, não funciona. Isso se deve, em sua maioria, porque as pessoas segregam mal os resíduos em casa”, afirma Wanda Gunter, professora da Faculdade de Saúde Pública.

    Enquanto em muitos países europeus os resíduos gerados são de total responsabilidade do produtor, aqui no Brasil o cenário é diferente. No país, a responsabilidade é compartilhada ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde o produtor até o consumidor final. Para a professora, esse é um dos grandes problemas atuais da geração e coleta de resíduos. Grande parcela das empresas, que deveriam auxiliar nesse quesito, se exime da sua responsabilidade, em meio à má segregação domiciliar. “Para mim, acho que essa é uma das grandes falhas da nossa política de resíduos. Para as empresas, enquanto não descartarem os resíduos de forma adequada, não terá como reciclá-los. A gente não sabe onde começa a responsabilidade de um ator e termina. No final, tudo fica nas mãos da Prefeitura”, defende Wanda. 

Adaptado de: https://jornal.usp.br/radio-usp/sao-paulo-produzcerca-de-20-mil-toneladas-de-residuos-urbanos-mas-reciclagem-emuito-baixa/. Acesso em: 06 de out. 2025. 
De acordo com o texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa correta.
(  ) No trecho “Os resíduos urbanos, que correspondem àqueles gerados e descartados nas áreas da cidade [...]”, o uso da crase está correto, pois traz a fusão da preposição “a”, exigida pelo verbo, com o pronome demonstrativo “aqueles” que se inicia com a vogal “a”.
(  ) No excerto “Segundo Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP [...]”, o termo “Biociências” deveria ter sido grafado com hífen: “Bio-ciências”.
(  ) Em “O docente ainda complementa que, mesmo a coleta domiciliar cobrindo quase toda a população, a participação na coleta seletiva é muito pequena”, o termo “que” é a conjunção integrante que introduz uma oração subordinada substantiva.
(  ) No título do texto, “São Paulo produz cerca de 20 mil toneladas de resíduos urbanos, mas reciclagem é muito baixa”, é correto afirmar que há duas orações coordenadas, sendo a segunda uma oração coordenada adversativa sindética.
Alternativas
Q4067974 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:


                                                               


(Kiko Welbber, Talco e Show. Disponível em: https://developerslife.tech)

O enunciado “Impossível! A piada era horrível!”, do 3o quadrinho, está reescrito com a conjunção que expressa a relação de sentido adequada ao contexto em:
Alternativas
Q3917623 Português
      Já em sua República, Platão imaginava que a constituição de seu Estado utópico se fundaria na “nobre mentira” – uma estória ficcional sobre a origem da ordem social, que assegura a lealdade dos cidadãos e impede que questionem a constituição. Devia-se dizer aos cidadãos, escreveu Platão, que todos eles haviam nascido da terra, que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal. Também se devia dizer aos cidadãos que, quando foram concebidos, as divindades misturaram dentro deles vários metais – ouro, prata, bronze e ferro –, o que justifica uma hierarquia natural entre dirigentes de ouro e servos de bronze. Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado, muitos Estados ao longo das eras contaram a seus habitantes variações dessa nobre mentira. (...)

        A Constituição dos Estados Unidos começa com “Nós, o povo”. Ao reconhecer sua origem humana, ela investe os seres humanos do poder de corrigi-la. Os Dez Mandamentos abrem com “Sou o Senhor teu Deus”. Alegando origem divina, o texto impede que os seres humanos o alterem. Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje. (...)

     Todos os sistemas humanos se baseiam em ficções, mas alguns o admitem e outros não. Ser veraz sobre as origens de nossa ordem social facilita efetuar mudanças nela. Se foram seres humanos como nós que a inventaram, então podemos corrigi-la. Mas essa veracidade tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social dificulta que haja uma concordância geral com ela.


Texto extraído do livro Nexus, de Yuval Noah Harari. Companhia das Letras, 2024. Trad. Berilo Vargas e Denise Bottmann, p. 59-61.
Sobre aspectos referentes à análise linguística do texto, fazem-se as seguintes afirmativas:

I. O trecho “que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal” apresenta um caráter conclusivo. 
II. O trecho “Se foram seres humanos como nós que a inventaram” nos dá a ideia de uma condição ao que vem exposto a seguir.
III. O trecho “Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje” apresenta também um caráter de conclusão.
IV. Em “Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado”, coloca-se um argumento contrário, mas incapaz de impedir a realização do fato expresso a seguir.
V. Em “mas alguns o admitem e outros não”, o vocábulo “o” poderia ser substituído por outro vocábulo: “isso”

Assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q3836500 Português
"A ideia não é cortar totalmente, mas recuperar o controle sobre a ferramenta, em vez de ser controlado por ela."

As palavras podem estabelecer variados sentidos e isso dependerá do contexto em que foram usadas. Por isso, as palavras não têm um sentido único e estático. Tendo isso em consideração, analise o excerto e a relação que a conjunção destacada estabelece entre as orações:
Alternativas
Q3796965 Português
“No Brasil, país de dimensões continentais e marcado por uma grande diversidade climática, geográfica e socioeconômica, os efeitos das mudanças climáticas podem variar de acordo com a região. Em algumas áreas, o aumento das temperaturas e a escassez de recursos hídricos intensificam problemas como a desertificação e a insegurança alimentar, como ocorre na região Nordeste; em outras, chuvas excessivas e enchentes afetam a infraestrutura e a saúde pública, como aconteceu recentemente no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, o surgimento ou a proliferação de doenças infecciosas transmitidas por vetores (a exemplo de dengue, zika e chikungunya) evidencia a relação estreita entre clima e saúde, demandando ações específicas de vigilância e controle.”
Disponível em: https://www.iess.org.br (adaptado)
Leia o texto acima e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IGEDUC Órgão: AESGA - PE Prova: IGEDUC - 2025 - AESGA - PE - Contador |
Q3752170 Português
As orações coordenadas se caracterizam por apresentarem independência sintática, mesmo quando relacionadas semanticamente dentro do período composto. Analise a coluna I, que apresenta tipos de orações coordenadas, e associe à coluna II, que apresenta suas respectivas características e/ou exemplos.
COLUNA I (1) Oração Coordenada Aditiva (2) Oração Coordenada Adversativa (3) Oração Coordenada Conclusiva (4) Oração Coordenada Assindética
COLUNA II (A) Indica conclusão da ideia anterior, geralmente marcada por "portanto", "logo", "assim", "por conseguinte", entre outros.
(B) Apresenta relação de oposição entre as ideias, sendo expressa por "mas", "contudo", "porém", "entretanto", etc.
(C) Não apresenta conjunção explícita na ligação entre as orações, sendo a relação sugerida por pontuação, como vírgula.
(D) Indica soma ou continuidade da ideia, comumente introduzida por "e", "mas também", "nem", entre outros.

Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA:
Alternativas
Q3683384 Português
A Importância da Figura Motivadora do Fisioterapeuta na Reabilitação

        O fisioterapeuta desempenha um papel basilar que vai muito além da aplicação de técnicas terapêuticas tradicionais. Durante o processo de reabilitação, esse profissional torna‑se uma figura essencial à recuperação do paciente, oferecendo não apenas conhecimento técnico, mas também suporte emocional indispensável à recuperação integral do reabilitando. A motivação que ele proporciona aos pacientes constitui‑se como elemento crucial para o sucesso do tratamento, especialmente quando se trata de lesões graves ou limitações funcionais significativas.

        Por meio de uma abordagem humanizada, o fisioterapeuta consegue estabelecer vínculos terapêuticos consistentes, transmitindo confiança àqueles que enfrentam desafios físicos. Sua capacidade de atender às necessidades individuais permite que cada paciente receba atenção personalizada, respeitando‑se os limites e as potencialidades de cada caso. Nesse contexto, cabe reforçar que profissionais experientes sabem que palavras de encorajamento, combinadas à técnica adequada, aceleram significativamente o processo de recuperação.

        O fisioterapeuta comprometido com sua função visa à excelência em todos os aspectos do tratamento. A relação entre terapeuta e paciente desenvolve‑se a partir do estabelecimento de micro‑objetivos definidos em conjunto, criando um ambiente de corresponsabilidade e estímulo que fortalece o processo terapêutico. Como muitos pacientes aspiram a uma recuperação plena, costumam preferir mil vezes os profissionais que empregam o encorajamento (com incentivo constante) do que os técnicos mais tradicionais.

        Reconhecer a importância motivacional do fisioterapeuta, portanto, significa valorizar uma dimensão terapêutica que transcende os aspectos puramente físicos da reabilitação. Os fisioterapeutas não restauram somente funções corporais, mas também devolvem esperança e autoestima aos pacientes, demonstrando que a cura verdadeira acontece quando corpo e mente trabalham harmoniosa e diariamente em direção à recuperação completa.

Internet:<app.adapta.one>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Na passagem “Reconhecer a importância motivacional do fisioterapeuta, portanto, significa valorizar uma dimensão terapêutica que transcende os aspectos puramente físicos da reabilitação.”, o vocábulo “portanto” introduz uma oração coordenada conclusiva, que confere valor semântico de arremate da ideia defendida no texto.

Alternativas
Respostas
341: D
342: A
343: B
344: A
345: A
346: B
347: D
348: E
349: E
350: A
351: A
352: B
353: D
354: D
355: A
356: E
357: E
358: D
359: C
360: C