Questões de Concurso Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

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Q4070560 Português
TEXTO 2

“Minha irmã encontrou a faca escondida na mala de nossa avó. Brincávamos de cortar folhas, talos, fingindo cozinhar como víamos fazer. Não sabíamos que aquele gesto inocente mudaria tudo. Foi num instante, um descuido, e o sangue tomou conta do silêncio da casa. 
Quando arrancaram a língua de minha irmã, foi como se arrancassem também a nossa história. Ficamos presas a um silêncio que não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos no corpo e na memória.” VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. Salvador: Editora Todavia, 2019. 
No trecho “...não era apenas ausência de palavras, mas um peso que carregávamos...”, o conectivo “mas” estabelece relação de: 
Alternativas
Q4070556 Português

TEXTO 1


“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve notícia da aventura, tratou de me afastar dela; mas eu resisti quanto pude. Embora estivesse já cansado daquela vida, continuava preso ao encanto que ela exercia sobre mim. No entanto, a razão começava a insinuar-se, e eu já não via com os mesmos olhos o que antes me parecia irresistível” (Adaptado de ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas) 

Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho destacado mantém o mesmo sentido e a correção gramatical: 
Alternativas
Q4067700 Português

A conjunção MAS, presente no segundo balão, atua como articulador sintático do período composto. 



Considerando a coerência e as relações lógico-semânticas estabelecidas por esse conectivo, é CORRETO afirmar que ele expressa uma ideia de:

Alternativas
Q4065288 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis


Atualmente, 61% da população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.

A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.

Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.

Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.

A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.

Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.

Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.

Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.

Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.


Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.

No período É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável, o conectivo pois estabelece uma relação semântica específica entre as orações. Considerando o funcionamento discursivo desse conector e as possibilidades de reescrita do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4065124 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil


    Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.


    Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.


    Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.


    O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.


    Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.


    Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.


    E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.


    A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.


    Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.


    Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.


    Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.


    Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-

noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-

moldando-o-brasil (adaptado).

Considerando aspectos sintáticos, semânticos e de pontuação empregados no primeiro parágrafo do texto, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:


(  ) A conjunção e estabelece relação de coordenação conclusiva entre dois verbos de mesmo sujeito.


(  ) O uso da vírgula antes de mas decorre da necessidade de separar o sujeito do predicado.


(  ) A retirada do advérbio de modo silenciosamente não compromete a estrutura sintática da oração, mas altera seu efeito de sentido.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4063942 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


A Evolução da Vitivinicultura em Pinto Bandeira


    A região de Pinto Bandeira está localizada junto à principal região produtora de vinhos cio Brasil - a Serra Gaúcha. As primeiras notícias da ocupação do território por imigrantes italianos estão nos relatos dos cônsules e intendentes no início da colonização. 

    Os primeiros imigrantes italianos, oriundos especialmente da região do Vêneto, chegaram a pinto Bandeira em 1876. Conforme o projeto de colonização, compraram colônias (lotes de aproximadamente 24ha) e instalaram-se nas Linhas Palmeiro, Jansen, Jacinto e Silva Pinto.

    Os imigrantes exploraram suas pequenas propriedades (lotes) com trabalho exclusivamente familiar, com diversas culturas e criações para consumo próprio. Anos mais tarde, a comercialização dos excedentes dessa produção integrou à região à economia regional e nacional. 

    O verdadeiro impulso à expansão da vitivinicultura em Pinto Bandeira foi dado em 1930, com o estabelecimento de um posto de vinificação da Companhia Vinícola Rio-Grandense S.A. Por muitos anos ela centralizou a produção e a comercialização de vinhos e derivados de uva de seus associados, colaborando na disseminação de algumas variedades Vitis vinifera, com a distribuição de material vegetativo daquelas que obtiveram boa adaptação na região, entre elas as brancas Trebbiano e Moscato e as tintas Barbera, Bonarda, Cabernet Franc e Merlot. 

    Em Pinto Bandeira o conjunto da agricultura apresenta um desenvolvimento com particularidades. A policultura das primeiras décadas incluía o cultivo de cereais. Nos anos 70 houve tendência à monocultura da videira. Atualmente, além da vitivinicultura há a produção de pêssego (aproximadamente 7% da área cultivada e 12o/o da produção do Rio Grande do Sul), de maçã e de ameixa, importantes na geração da renda agrícola da região.


Fonte: Circular Técnica da Embrapa de Bento Gonçalves. Dez./2005.
Texto adaptado. 
No último parágrafo, a locução prepositiva além da atua instaurando valor de:
Alternativas
Q4063255 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.

A disciplina do amor

Lygia Fagundes Telles*

Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

* Escritora paulista, contista e romancista, pertencente à terceira geração modernista brasileira.


Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/a-disciplina-do-amor-conto-de-lygia-fagundes-telles/#google_vignette Acesso em: 03 mar 2026. Adaptado
Complete as lacunas do texto.

Segundo Cunha & Cintra (2013, p.593) “_____________ são os vocábulos gramaticais que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração”. Assim, na frase “O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança”, o termo que exemplifica esse conceito é ___________ .

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Alternativas
Q4063169 Português
Educação escolar indígena avança no papel, mas enfrenta desafios no chão da escola



Por Carol Firmino






(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/22660/educacao-escolar-indigena-legislacao-e-desafios – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que indica a correta relação de sentido estabelecida pelas locuções conjuntivas sublinhadas.

“Quando precisam estudar fora de seus territórios, os alunos enfrentam não apenas dificuldades pedagógicas, mas também desafios relacionados à identidade, ao pertencimento e à convivência”.
Alternativas
Q4063167 Português
Educação escolar indígena avança no papel, mas enfrenta desafios no chão da escola



Por Carol Firmino






(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/22660/educacao-escolar-indigena-legislacao-e-desafios – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra ou expressão que poderia substituir “Ainda assim” sem causar alterações significativas de sentido no contexto em que ocorre.

“Os dados mais recentes do Censo Demográfico de 2022 indicam a redução das taxas de analfabetismo entre a população indígena. Ainda assim, o índice permanece abaixo da média nacional, revelando desigualdades persistentes”.
Alternativas
Q4060568 Português

O que na sua opinião precisa ser feito para que as sociedades conheçam mais a respeito de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e consumo consciente? 


Kátia Queiroz Fenyves - Acredito que para avançarmos como sociedade precisamos tratar a questão das desigualdades socioeconômicas que estão intrinsicamente relacionadas a desigualdades ambientais, inclusive no que diz respeito às informações, ao conhecimento. A educação é, portanto, um componente estratégico para este avanço, mas é preciso ter um entendimento amplo que traga também os saberes tradicionais para esta equação. Além disso é preciso cada dia mais abordar o tema da perspectiva das oportunidades, pois a transição para modos de vida mais sustentáveis, que preservam o meio ambiente e que se baseiem em consumo consciente alavancam inúmeras delas; por exemplo, um maior potencial de geração de empregos de qualidade e menos gastos com saúde.


Fonte: http://www.cest.poli.usp.br/ (adaptado)

Assinale a alternativa cuja reescrita mantém o sentido geral deste fragmento:

A educação é, portanto, um componente estratégico para este avanço, mas é preciso ter um entendimento amplo que traga também os saberes tradicionais para esta equação. 
Alternativas
Q4059204 Português
Sistema COFFITO/CREFITOs completa 50 anos e ganha documentário emocionante

        A Lei nº 6.316/1975, que instituiu o Sistema COFFITO/CREFITOs (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), completou 50 anos em 2025. A norma representa um marco na regulamentação, fiscalização e valorização da atuação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Brasil, conduzidas pelo Sistema. Cinco décadas após a assinatura da Lei, o Brasil conta hoje com 20 CREFITOs e cerca de 400 mil fisioterapeutas e 20 mil terapeutas ocupacionais em atuação no país.

        Para celebrar esse marco na história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil, o COFFITO lançou, em 2025, o documentário “Ousar para Mudar os Rumos: a geração que transformou a história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil”. Com quase duas horas de duração, a produção reúne relatos emocionantes de quem vivenciou a consolidação das duas profissões e ajudou a construir, ao longo de cinco décadas, um capítulo decisivo da história da saúde nacional.

        O doutor Sandroval Francisco Torres, presidente do COFFITO, destacou a importância da data. “O Sistema COFFITO/CREFITOs chega aos seus 50 anos marcado por muitas lutas e muito esforço. Hoje, estamos onde conseguimos chegar a partir desse percurso. Trabalhamos para ocupar nossos espaços de forma tecnicamente segura, reconhecidamente viável e resolutiva, contribuindo efetivamente para a saúde do cidadão brasileiro”, afirmou.

        Segundo Sandroval, o Brasil é hoje uma referência mundial nas duas áreas. “Nosso empenho é para que o cidadão brasileiro tenha a certeza de que, se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional, encontrará profissionais altamente qualificados. Hoje, o melhor fisioterapeuta e o melhor terapeuta ocupacional formados no mundo são capacitados no Brasil”, garantiu.

        Apesar dos avanços, ele ressaltou que ainda há muito a ser feito. “Temos plena consciência de que ainda há muito a avançar no aprimoramento do nosso próprio fazer profissional, que precisa ser constantemente melhorado, reinventado, reanalisado e revisitado, sempre com o objetivo de oferecer um serviço cada vez mais qualificado, eficiente e resolutivo à população brasileira”, concluiu.


Internet:<noticias.r7.com>  (com adaptações).

No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional”, o conectivo “ou” estabelece relação de alternância entre termos e poderia ser substituído por ora, sem prejuízo da correção gramatical do período.

Alternativas
Q4059194 Português
Terapia ocupacional contribui para repensar a centralidade do trabalho na vida das pessoas

        O equilíbrio é a palavra‑chave para se pensarem os papéis e as atividades que temos ao longo da vida, e a terapia ocupacional (TO) pode nos ajudar nesse desafio. Em tempos de aumento de transtornos mentais, intensificação e precarização laboral, é fundamental repensar a centralidade do trabalho em nossa vida.

        A terapia ocupacional traz como fundamento a distribuição equilibrada entre trabalho, descanso, lazer e sono para uma participação mais efetiva dos homens e das mulheres no mundo. Isso porque ela considera que os indivíduos se engajam em atividades, tanto as que precisam ser feitas como as que desejamos fazer.

        “As práticas da terapia ocupacional permitem analisar as ocupações nas quais as pessoas estão engajadas e correlacionar com os processos de saúde e bem‑estar”, afirmam os pesquisadores Angela Simonelli e José Marçal, da Universidade Federal do Paraná e da Fundacentro, respectivamente.

        Na vida adulta, o trabalho se destaca como a principal ocupação esperada pela sociedade. “Embora trabalhar – na sociedade capitalista – seja a ocupação principal do ciclo da vida adulta, associada à realização pessoal, não é a única atividade desempenhada nesse ciclo. O trabalho deveria, idealmente, estar equilibrado com as demais atividades que precisamos ou desejamos desempenhar: lazer, atividade física, gestão da saúde, atividades da vida diária (descanso e sono), educação e participação social”, apontam os pesquisadores.

        Outro aspecto importante a considerar é que o início de um novo papel ocupacional na vida pode alterar a importância, o tempo despendido e o engajamento daqueles desempenhados anteriormente. Esses são os casos, por exemplo, de uma pessoa que tem um filho ou se aposenta. “A terapia ocupacional questiona e relativiza a supremacia do trabalho sobre as demais ocupações, já que reconhece a importância do equilíbrio nos diversos papéis como fator determinante de saúde e desenvolvimento”, concluem.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


A expressão “Em tempos de aumento de transtornos mentais, intensificação e precarização laboral” exerce a função de conectivo com valor semântico de conclusão, equivalendo a “Portanto, diante do aumento de transtornos mentais, da intensificação e da precarização laboral”.

Alternativas
Q4057480 Português
Os benefícios surpreendentes de se ficar de pé em uma perna só


Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil. Essa habilidade se consolida entre os nove e os dez anos, atinge seu auge pouco antes dos quarenta e passa a declinar gradualmente a partir daí. Após os cinquenta, conseguir sustentar essa posição por alguns segundos já revela informações relevantes sobre a saúde geral e a forma como o corpo envelhece.

Apesar de parecer banal, o exercício traz benefícios expressivos. Ele contribui para reduzir o risco de quedas, aumentar a resistência física e favorecer a memória, efeitos que ganham importância crescente com o avanço da idade. Se o equilíbrio não vem com facilidade, isso costuma indicar a necessidade de treino específico.

Um dos motivos pelos quais médicos usam esse teste está ligado à perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como sarcopenia. A partir dos trinta anos, essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas apresenta a condição de forma clínica. Além de afetar o controle do açúcar no sangue e a imunidade, a sarcopenia compromete o equilíbrio corporal. Por outro lado, exercícios feitos com uma perna ajudam a preservar os músculos das pernas e dos quadris, reduzindo esse impacto ao longo do tempo.

A redução do equilíbrio também se relaciona ao funcionamento do cérebro. Manter-se em uma perna exige que o cérebro integre informações da visão, do sistema de equilíbrio do ouvido interno e dos nervos responsáveis pela percepção corporal. Esses sistemas se deterioram com a idade, em ritmos diferentes, o que torna o equilíbrio um indicador do estado de áreas cerebrais ligadas à reação rápida, às atividades diárias e ao processamento sensorial.

Com o envelhecimento, ocorre certa atrofia cerebral. Quando esse processo se acelera, aumentam as dificuldades para manter autonomia e o risco de quedas. Dados de saúde pública indicam que quedas não intencionais são a principal causa de lesões entre pessoas com mais de sessenta e cinco anos. Em muitos casos, o problema não é falta de força, mas lentidão para reagir e reposicionar o corpo diante de um desequilíbrio.

Estudos mostram que a incapacidade de permanecer sobre uma perna por dez segundos está associada a maior risco de morte prematura nos anos seguintes. Em pesquisas de longo prazo, pessoas que conseguiam sustentar a posição por poucos segundos apresentaram probabilidade de morte muito superior àquelas que alcançaram dez segundos ou mais. Resultados semelhantes aparecem em quadros de demência: quanto pior o equilíbrio, mais rápido tende a ser o declínio cognitivo.

A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado. Exercícios em uma perna fortalecem costas, quadris e pernas e também beneficiam o cérebro, que mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Essas práticas estimulam áreas ligadas à integração sensorial, à orientação espacial e ao desempenho cognitivo, podendo inclusive melhorar a memória de trabalho.

A recomendação é que pessoas acima dos sessenta e cinco anos pratiquem esse tipo de exercício várias vezes por semana, de preferência diariamente. Incorporá-lo às atividades cotidianas facilita a adesão: ficar alguns segundos sobre uma perna enquanto escova os dentes ou realiza tarefas simples já produz efeitos positivos. A prática pode ser feita descalço e com calçados, pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo.

Mesmo poucos minutos por dia, buscando balançar o mínimo possível, trazem ganhos perceptíveis. Exercícios leves para fortalecer os quadris e a combinação de treino de força, atividades aeróbicas e equilíbrio podem reduzir pela metade os fatores de risco associados a quedas. Não por acaso, práticas como ioga e tai chi chuan, que incluem posições sobre uma perna, estão associadas a um envelhecimento mais saudável.

Com persistência e regularidade, é possível manter bom equilíbrio até idades muito avançadas. Avaliações clínicas mostram que pessoas muito idosas ainda conseguem permanecer sobre uma perna por tempo satisfatório, evidenciando que os sistemas do corpo podem ser estimulados e aprimorados até os últimos anos de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7zy9jz9plo.adaptado.

A prática pode ser feita descalço e com calçados, "pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo".
A expressão destacada na frase trata-se de uma oração:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2026 - UEFS - Técnico Universitário |
Q4056641 Português
Não passa pela minha cabeça voltar: por que imigrantes brasileiros estão indo embora de Portugal



O encarecimento do custo de vida tem levado muitos brasileiros a reavaliar a permanência em Portugal, sobretudo nos grandes centros urbanos. Relatos recorrentes indicam que despesas antes consideradas administráveis passaram a comprometer significativamente o orçamento, com destaque para alimentação, lazer e, principalmente, moradia. O reajuste dos aluguéis transformou imóveis simples em opções inviáveis para quem depende de rendas médias.

Dados recentes mostram que a inflação voltou a acelerar em 2025, impulsionada sobretudo pelos alimentos e pela habitação. Além do aumento geral de preços, a pressão sobre o mercado imobiliário se intensificou com a presença de estrangeiros de maior poder aquisitivo, a expansão do turismo e a redução da oferta de contratos de longa duração. O resultado foi uma elevação rápida dos valores cobrados, especialmente nas regiões metropolitanas. A esse cenário somaram-se entraves burocráticos, como a demora na renovação da autorização de residência, que restringe deslocamentos e dificulta a rotina de quem vive legalmente no país.

Ao retornar ao Brasil, alguns imigrantes relatam melhora na qualidade de vida. A possibilidade de trabalhar remotamente para clientes estrangeiros e receber em moeda forte ajuda a equilibrar as contas. Outro fator relevante é o acesso à moradia própria, que elimina o peso do aluguel e oferece maior previsibilidade financeira. Diante disso, muitos não consideram um novo retorno à Europa no curto prazo.

Outros brasileiros compartilham avaliações semelhantes. Apesar da facilidade para regularização migratória, salários concentrados em setores de serviços, comércio e construção não acompanham o ritmo do custo de vida. Especialistas apontam que a crise portuguesa está inserida em um contexto europeu mais amplo, marcado por inflação persistente, juros elevados e menor ritmo de construção de novas habitações. Em cidades como Lisboa e Porto, a procura crescente, combinada à oferta limitada, elevou os preços a patamares distantes da renda média, afetando tanto portugueses quanto imigrantes.

Diante desse quadro, parte dos brasileiros opta por migrar para outros países europeus. Há relatos de melhoria salarial e maior poder de compra, ainda que o aluguel continue elevado em algumas cidades. Em contrapartida, despesas como transporte, alimentação e lazer tendem a ser mais acessíveis. Paralelamente, cresce a percepção de fortalecimento de discursos contrários à imigração, o que afeta a experiência cotidiana de estrangeiros, mesmo quando não é o motivo central da mudança.

Outro elemento estrutural é a gentrificação acelerada, que transformou bairros centrais, substituiu moradores antigos por turistas e investidores e reforçou a habitação como ativo financeiro. Especialistas defendem a combinação de políticas públicas mais eficazes, com expansão da habitação social, regulação do aluguel turístico e medidas contra despejos, como forma de conter a escalada dos preços e preservar a diversidade urbana.

Embora Portugal mantenha políticas migratórias relativamente abertas, analistas destacam um descompasso entre a facilidade de entrada e as condições reais de permanência. A residência legal garante segurança jurídica, mas não assegura viabilidade econômica nem integração social duradoura. Nesse contexto, muitos brasileiros retornam ao país de origem ou buscam alternativas em outras regiões da Europa, evidenciando que o principal desafio não é migrar, mas conseguir permanecer com estabilidade e dignidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxq3z49pezo.adaptado.


Muitos brasileiros retornam ao país de origem "ou buscam alternativas em outras regiões da Europa".


A oração destacada caracteriza-se, do ponto de vista sintático, como:

Alternativas
Q4055902 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais

Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período. À medida que a idade avança, uma pessoa tende a precisar de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira - e isso pode cobrar um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

“Em alguns casos, esses filhos podem experimentar níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais”, diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia – área da psicologia que estuda o envelhecimento – da Universidade de São Paulo (USP). Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial. “É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e a dependência dos pais”, explica Falcão.

Esse tipo de situação e a discussão sobre como encarar estes desafios são cada vez mais frequentes com aumento de idosos no Brasil. O número de pessoas com mais de 60 anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 – um crescimento de 56% em pouco mais de uma década. E as estimativas apontam que a população de idosos deve se tornar ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a tendência de que o brasileiro deve viver cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. Isso não só aumenta o período em que uma pessoa pode precisar de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais - e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir. Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família. "Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão. “Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido (pela família) ao longo dos anos.”

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c842z9en455o? at_campaign_type=owned&at_ptr_name=facebook_page&at_medium= social&at_format=image&at_campaign=Social_Flow&at_bbc_team=edit orial&at_link_id=F2EAFF96-D813-11EE-981EF4928161DE7E&at_link_type=web_link&at_link_origin=BBC_News_Bra sil&fbclid=IwAR0a3oioBU5gzaT4BY0eLA6Oapmh04AWmBdZlPoSHXP klW0DT62EkVoy39k
Assinale a alternativa que informa corretamente o valor semântico da conjunção destacada no período abaixo.
Isso não só aumenta o período em que uma pessoa pode precisar de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais. 
Alternativas
Q4053803 Português
No trecho “contemplando a inclusão social e tecnológica do pequeno e médio produtor rural, bem como a comunicação com a sociedade”, a locução “bem como” estabelece uma relação de:
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Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Advogado |
Q4052216 Português
Unicef alerta para prejuízos da falta de acesso à água nas escolas

Situação melhorou em 2025, mas ainda afeta 75 mil estudantes

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito.

Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.

O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas. De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido.

Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.

O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes renováveis de energia. 

Disparidades

Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito. Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.

O perfil dos que continuam sem acesso a esse direito mostra disparidades sociais e raciais. Alunos negros são maioria nas escolas sem acesso à água, e havia também uma proporção relevante de crianças e adolescentes indígenas.

Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual. O Fundo das Nações Unidas acredita que a falta de água acaba afastando as meninas da sala de aula nesses dias, ou obrigando as alunas a saírem do ambiente escolar em busca de um banheiro adequado, o que atrapalha seu aprendizado e aumenta a exposição a violências.

Além de dificultar o consumo de água e a higiene dos alunos, o desabastecimento também impacta a preparação dos alimentos para a merenda escolar. Esses três pontos são considerados fundamentais pelo Unicef para promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes na escola.

No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas.


(https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/unicef-alert a-para-prejuizos-da-falta-de-acesso-agua-nas-escolas. Acesso em: 02 abr. 2026.)
Considere o seguinte excerto:
"No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas."
Certas conjunções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros (palavras e orações) coordenados, isto é, elas podem estabelecer relações de sentido diferentes daquelas tradicionalmente conhecidas. É o caso da conjunção "mas" no excerto. 
Apesar de ser adversativa, ou seja, articular ideias com sentidos contrastivos, no excerto, essa conjunção estabelece outra relação de sentido.
Assinale a alternativa que indica corretamente a relação de sentido estabelecida pela conjunção "mas" no excerto:
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Q4361060 Português
TEXTO I


Anestesia geral


A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição

Rodrigo Constantino.


   São R$ 129 milhões! R$ 3,6 milhões mensais. Eis o contrato entre o Banco Master e o escritório da família de Alexandre de Moraes a que a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, teve acesso. Isso tudo para defender Daniel Vorcaro em uma única causa, aparentemente, em que ele foi derrotado em duas instâncias. Talvez o valor “advocatício” do escritório esteja somente em causas no Supremo...

   Malu voltou ao tema em outra coluna: “A atuação da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em defesa do Banco Master, não é desconhecida apenas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No Banco Central, também não há registros de acesso da advogada, apesar de o contrato milionário firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante a instituição”.

   Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo: “Faz uma semana hoje que foi revelado, por Malu Gaspar, o valor do contrato que Viviane, mulher de Alexandre de Moraes, tinha com o Banco Master. Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade. Até agora, nem o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados nem o ministro se manifestaram sobre o tema”.

   Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política! A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição. Mas R$ 3,6 milhões não é promiscuidade; é corrupção, e das grandes!

    Nada disso parece importar. No lançamento do SBT News, lá estava Alexandre de Moraes como convidado de honra, com direito a discurso em que agradeceu ao presidente Lula pelo empenho em derrubar a Lei Magnitsky. O ministro celebrou a sua revogação numa festa com ícones dos três Poderes. Novamente, promiscuidade é pouco para descrever tanta indecência.

    Na mesma semana, Moraes condenava Filipe Martins a mais de 20 anos de prisão, mesmo sem qualquer prova do crime. Ao contrário, a defesa apresentou fartas evidências de que o exassessor de Bolsonaro desejava aceitar o resultado das eleições, não saiu do país, não participou de qualquer reunião com os militares etc. Nada disso valeu qualquer coisa. Era um julgamento de cartas marcadas para punir um “ideólogo” brilhante do bolsonarismo.

    Flávio Dino, o comunista, afirmou que foi um julgamento técnico, sem qualquer vingança, e Moraes endossou o mesmo discurso. Mas todos viram que foi um teatro soviético que instalou de vez no Brasil o “crime de opinião”. As trevas odeiam a luz, e Filipe foi perseguido justamente por incomodar a patota suprema com sua inteligência e sua firmeza moral. Ele não aceitou inventar delação contra um inocente e pagou por isso.

  Enquanto Alexandre de Moraes segue praticando o mal, abusando dos direitos humanos, atropelando os demais poderes, perseguindo conservadores e ignorando o maior escândalo de corrupção do STF de que se tem notícia, o país se mostra sob anestesia geral. Uns fingem que há normalidade institucional no Brasil, outros até aplaudem Moraes, pois não gostam dos bolsonaristas. E o arbítrio avança a todo vapor e sem qualquer pudor.

    Ninguém sabe como Moraes será parado. O que parece é que ele continua mais forte do que nunca, ainda mais com o recuo da cavalaria do Norte, num acordo em que provavelmente Lula rifou a soberania nacional em troca de favores do ministro todopoderoso, de olho na eleição de 2026. Quem, nesse cenário, acredita em eleição limpa, ainda mais com Flávio Bolsonaro disputando contra o sistema, demonstra muita ingenuidade.

    Nada parece abalar o regime que tem em Moraes seu principal ícone. Se nem a Lei Magnitsky ou os R$ 129 milhões de contrato com um banqueiro fraudador foram capazes de enfraquecer o apoio que Moraes recebe dos monstros do pântano, então, pelo visto, nada mais será capaz de derrotá-lo. Ao menos não no curto prazo. Só mesmo um milagre pode retirar as elites dessa anestesia geral. O risco é ser tarde demais...


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Anestesia geral. https://revistaoeste.com/revista/edicao301/anestesia-geral/ (adaptado) 
Leia o fragmento:

“Na mesma semana, Moraes condenava Filipe Martins a mais de 20 anos de prisão, mesmo sem qualquer prova do crime. Ao contrário, a defesa apresentou fartas evidências de que o exassessor de Bolsonaro desejava aceitar o resultado das eleições, não saiu do país, não participou de qualquer reunião com os militares etc. Nada disso valeu qualquer coisa.”

Os elementos coesivos sequenciais servem para ligar de modo evidente as ideias estabelecidas entre as diferentes partes de um texto. A partir disso, nota-se que, no contexto em que se insere o período em destaque, poder-se-ia acrescentar antes dele um elemento adequado para a manutenção do seu valor semântico, o que se apresenta em: 
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Q4360880 Português
TEXTO I

Pés juntos

Assim como é evidente a burrice dos que fizeram o texto da propaganda do chinelo, é evidente, por si próprio, sem necessidade de adjetivos, o significado gigantesco do contrato de Vorcaro com a família Moraes


Alexandre Garcia


    Na semana do fiasco científico que foi o segundo fracasso consecutivo de lançamento em Alcântara, caminhamos também no nível do chinelo no debate político. Explodiu como o foguete espacial a fala publicitária de Fernanda Torres, de que não devemos entrar em 2026 com o pé direito. “O que eu desejo é que você comece o ano com os dois pés”. Antes de ser uma proclamação ideológica, a frase é uma tremenda burrice. Ora, quem entra com os dois pés ou está numa maca, ou numa cadeira de rodas ou num caixão. As pessoas que não estão nesses casos avançam, alternando as pernas, para caminhar ou usar escadas. Ninguém consegue fazer isso com os dois pés à frente a menos que esteja sobre patins. E chinelos não têm rodas.

    O texto dado a Fernanda ressalva: “Não é nada contra a sorte”. Pois tampouco é uma questão de superstição. É cultural. Na nossa língua de origem, esquerda é sinistra. No Credo, Cristo está à direita de Deus-Pai. Está em Eclesiastes, 10-2: “O coração do sábio se inclina para a direita, mas o coração do tolo, para a esquerda”. “Senta-te à minha direita” está na literatura. Usa-se a mão direita para cumprimentar. E o pé direito para entrar. Ou, no ano eleitoral, estando em campanha, aconselha-se evitar o uso da direita. Como reação, o boicote contra as Havaianas não deu certo, pelo menos no shopping que eu frequentei: a loja estava lotada.

    Não deu certo? Deu sim. As notícias sobre o caso MoraesMaster ficaram em segundo plano, enquanto corre solto com os dois pés o debate altamente grego no nível chinelar. Assim como é evidente a burrice dos que fizeram o texto da propaganda do chinelo, é evidente, por si próprio, sem necessidade de adjetivos, o significado gigantesco do contrato de Vorcaro com a família Moraes. Mas poucos vão além do chinelo. Quanto mais Moraes emite notas para explicar o que já se explicou sozinho, mais Moraes mete os dois pés na jaca, como aconselha Fernanda Torres.

    O senador Alessandro Vieira (MDB Sergipe), delegado de polícia, quer comissão parlamentar para investigar. Mas já começaram as férias legislativas, e só 2026 pode descobrir, por exemplo, quem Toffoli acha que deve ser protegido pelo sigilo no caso Master – e por quê? Não sei com que pé devemos entrar no ano novo para ter garantia de transparência no que parece ser advocacia administrativa pressionando o Banco Central ou o Governador de Brasília, que defendeu a compra do falido Master pelo banco estatal do Distrito Federal. O governador Ibaneis, destituído provisoriamente por Moraes, retornou ao posto e depois defendeu o negócio com o Master, conseguindo aprovação da operação no legislativo local. E ninguém mais incomodou o governador pelo 8 de janeiro.

    Uma CPI esclarece essas coisas, assim como a atuação de ministros do Supremo através de suas esposas, advogados de sucesso. Advocacias anexas podem ser soluções, mas logo serão sérios problemas, se o país for além dos chinelos. É a sina das mulheres dos césares; se advogassem na comarca de Boa Vista ou Rio Branco, estariam acima de suspeitas. Mas em Brasília, e tendo clientes como J&F Master, as tentações são grandes e as suspeitas do mesmo tamanho – a menos que houvesse uma decisão ética dos parentes e afins de, por razões éticas, manterem distância sanitária entre as bancas de advocacia e o tribunal. Evitaria contaminação e seria moralmente saudável.

    Com os dois pés na jaca, o Ministro Moraes emitiu uma segunda nota no mesmo dia, o que, por si, é revelador. O meio é a mensagem – descobriu McLuhan. A segunda explicação veio depois que o distinto público entendeu a resposta do Banco Central apenas confirmando que em reuniões com Moraes tratou-se, sim, de efeitos da Magnitsky – sem negar que tivessem tratado do Master. O Ministro, então, fez uma nova nota, afirmando que o escritório de Viviane e filhos jamais tratou de interesses do Master no Banco Central. Daí se deduz que ele já fala pelo escritório, e que lhe é literalmente familiar e, não menos revelador, que Vorcaro pagou R$ 3,6 milhões por mês, mas o escritório não o defendeu da liquidação pelo Banco Central. Pagou por que serviço?

    Parafraseando o Barão de Itararé: Ou restaure-se a moralidade, ou nos afundamos como civilização. Fachin quer código de conduta porque os supremos estão acima do Conselho Nacional de Justiça e da Lei Orgânica da Magistratura. Gilmar tem boas razões para alegar que não precisa. Também acho, mas tenho razões diferentes: código de conduta é forjado na medula desde criança, em casa. Tem que ser da natureza das pessoas. A civilização brasileira voltará à selvageria se a ética entrar em 2026 com os dois pés – pés juntos, como num caixão.


Fonte: GARCIA, Alexandre. Pés juntos. https://revistaoeste.com/revista/edicao-302/pesjuntos/ (adaptado)
Assinale a alternativa cujo elemento coesivo em destaque seja diferente dos demais em termos de natureza gramatical.
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Q4359317 Português

Texto para a questão.



O QUE É A CULTURA WOKE? POR QUE GEROU UMA GUERRA CULTURAL?


    Foi no início do século XXI que a cultura woke ganhou uma nova conotação que dura até os dias de hoje. Atualmente, a palavra woke se refere a narrativas e a linhas de pensamento, como pautas progressistas e relativistas


    Segundo o dicionário inglês de Cambridge, a palavra woke, em sua acepção moderna, significa: “estar consciente sobre temas sociais e políticos, especialmente sobre o racismo”.


    O termo é comumente utilizado para se referir à inserção desse tipo de conteúdo em filmes, em séries e em outros meios de entretenimento, mas a expressão também é utilizada para se referir à esquerda política e a suas pautas sociais.


    Em tradução literal, a palavra woke significa “acordado”. Ativistas políticos passaram a utilizar o verbo para designar aqueles que estão “acordados”, atentos a questões de justiça social.


    Pensadores da linha da filosofia clássica, como o Bispo americano Robert Barron, afirmam que o termo woke é utilizado para se referir aos adeptos do relativismo moral e de outras políticas progressistas, como Karl Marx, Friedrich Nietzsche, Michel Foucault e Jean Paul Sartre. Todos defendiam o relativismo moral em algum grau.


    A cultura woke afirma que o certo e o errado se tornam conceitos vagos que variam de pessoa para pessoa, de acordo com sua cultura e criação. Tudo se torna uma questão de ponto de vista e de circunstância. Esse princípio faz com que realidades universais e objetivas sejam descartadas. Na cultura woke, “é proibido proibir”.


    Como consequência lógica desse tipo de pensamento, os arquétipos clássicos da cultura ocidental precisaram ser transformados. A cultura woke busca mudar o pressuposto de que há realidades naturais e objetivas, como família e liberdade de expressão. 


    Pensadores contrários à cultura woke, como Bispo Barron, afirmam que esse tipo de pensamento é o inverso da cultura ocidental. Para a filosofia clássica, especialmente para o pensamento aristotélico-tomista, o intelecto humano é capaz de analisar a realidade e de descobrir a essência das coisas e as leis universais de diversos tipos, como a gravidade, a inércia, e até mesmo os valores morais, como os princípios da justiça, da liberdade e da propriedade.


Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/o-que-e-a-cultura-woke. Acesso em: 16.fev.2025. Adaptado.

A passagem a seguir torna-se coerente em decorrência do processo de coesão sem nenhuma infração ao paralelismo sintático realçado no período.
“[...] o intelecto humano é capaz de analisar a realidade e de descobrir a essência das coisas e as leis universais de diversos tipos, como a gravidade, a inércia, e até mesmo os valores morais, como os princípios da justiça, da liberdade e da propriedade.” 
Essa articulação coesiva é denominada de
Alternativas
Respostas
321: C
322: B
323: D
324: C
325: C
326: A
327: D
328: C
329: D
330: B
331: E
332: E
333: B
334: D
335: D
336: D
337: C
338: D
339: B
340: D