Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 51.746 questões

Q2403681 Português

Texto 8 para responder às questões 70 e 71.


1------------Não se acredita mais que a função da escola deve

------concentrar-se apenas no ensino da língua escrita, a pretexto

------de que o aluno já aprendeu a língua falada em casa. Ora, se

4-----essa disciplina se concentrasse mais na reflexão a respeito

------da língua que falamos em sua diversidade, deixando de lado

------a reprodução de esquemas classificatórios, logo se

7-----descobriria a importância da língua falada e do debate,

8-----mesmo que para a aquisição da língua escrita.


----------------------CASTILHO, AT. A língua falada no ensino de português.

-------------------------------São Paulo: Contexto, 1998, com adaptações.

Considerando a pertinência da reflexão acerca de todos os eixos de ensino da língua portuguesa, assinale a alternativa que exemplifica a prática profissional de professores em relação ao tema apresentado no texto.

Alternativas
Q2403676 Português

Texto 7 para responder às questões de 65 a 69.


---------------------A compreensão leitora


1-------------Em um primeiro nível de leitura, o leitor lida com

------elementos cuja estrutura e organização lhe permitem chegar

------à captação de significado. Nesse momento, o leitor

4-----identifica grafemas e estabelece a sua ligação com os

------fonemas correspondentes. Assim, nesse primeiro nível, os

------processos mais significantes são os gráficos e os

7-----fonológicos, embora estejam presentes também outros

------relativos ao conhecimento conceitual do leitor e aos

------esquemas organizativos do saber, em virtude das suas

10----experiências e de seu contexto vivencial. Essas

------competências são necessárias à compreensão, mas não são

------suficientes para assegurá-la. Há também os processos

13----sintático-semânticos, que se situam ao nível das proposições

------que integram o texto e das relações interconceituais

------estabelecidas.

16------------Devem ser citados, ainda, como essenciais para a

------compreensão os processos elaborativos. As seguintes tarefas

------são apontadas: formular hipóteses ou predições a respeito do

19----conteúdo do texto; deduzir e realizar inferências; separar a

------informação essencial da que é acessória; analisar a forma

------como as ideias do texto estão organizadas, analisar a própria

22----estrutura textual. Observa-se, portanto, quão complexa é a

------compreensão de textos, que requer diversas habilidades:

------decodificação, reconhecimento do vocabulário, utilização de

25----conhecimentos prévios e capacidade de usar o texto para

26----gerar novas aprendizagens.


MACHADO, Veruska Ribeiro. Compreensão leitora no PISA e práticas

---escolares de leitura. Brasília: Liber Livro; Faculdade de Educação/

-------------------Universidade de Brasília, 2012, com adaptações.

Tendo em vista a perspectiva do texto e a importância da leitura para a comunidade escolar, é relevante a reflexão quanto às causas das dificuldades de compreensão de um texto.


Assinale a alternativa que menciona as causas dessas dificuldades.

Alternativas
Q2403672 Português

Texto 7 para responder às questões de 65 a 69.


---------------------A compreensão leitora


1-------------Em um primeiro nível de leitura, o leitor lida com

------elementos cuja estrutura e organização lhe permitem chegar

------à captação de significado. Nesse momento, o leitor

4-----identifica grafemas e estabelece a sua ligação com os

------fonemas correspondentes. Assim, nesse primeiro nível, os

------processos mais significantes são os gráficos e os

7-----fonológicos, embora estejam presentes também outros

------relativos ao conhecimento conceitual do leitor e aos

------esquemas organizativos do saber, em virtude das suas

10----experiências e de seu contexto vivencial. Essas

------competências são necessárias à compreensão, mas não são

------suficientes para assegurá-la. Há também os processos

13----sintático-semânticos, que se situam ao nível das proposições

------que integram o texto e das relações interconceituais

------estabelecidas.

16------------Devem ser citados, ainda, como essenciais para a

------compreensão os processos elaborativos. As seguintes tarefas

------são apontadas: formular hipóteses ou predições a respeito do

19----conteúdo do texto; deduzir e realizar inferências; separar a

------informação essencial da que é acessória; analisar a forma

------como as ideias do texto estão organizadas, analisar a própria

22----estrutura textual. Observa-se, portanto, quão complexa é a

------compreensão de textos, que requer diversas habilidades:

------decodificação, reconhecimento do vocabulário, utilização de

25----conhecimentos prévios e capacidade de usar o texto para

26----gerar novas aprendizagens.


MACHADO, Veruska Ribeiro. Compreensão leitora no PISA e práticas

---escolares de leitura. Brasília: Liber Livro; Faculdade de Educação/

-------------------Universidade de Brasília, 2012, com adaptações.

Para alguns autores, os leitores competentes demonstram uma série de particularidades que têm estreita relação com as estratégias de compreensão.


Assinale a alternativa correspondente a características indicativas de que o bom leitor tem consciência e controle do próprio processo de leitura.

Alternativas
Q2403668 Português

Texto 7 para responder às questões de 65 a 69.


---------------------A compreensão leitora


1-------------Em um primeiro nível de leitura, o leitor lida com

------elementos cuja estrutura e organização lhe permitem chegar

------à captação de significado. Nesse momento, o leitor

4-----identifica grafemas e estabelece a sua ligação com os

------fonemas correspondentes. Assim, nesse primeiro nível, os

------processos mais significantes são os gráficos e os

7-----fonológicos, embora estejam presentes também outros

------relativos ao conhecimento conceitual do leitor e aos

------esquemas organizativos do saber, em virtude das suas

10----experiências e de seu contexto vivencial. Essas

------competências são necessárias à compreensão, mas não são

------suficientes para assegurá-la. Há também os processos

13----sintático-semânticos, que se situam ao nível das proposições

------que integram o texto e das relações interconceituais

------estabelecidas.

16------------Devem ser citados, ainda, como essenciais para a

------compreensão os processos elaborativos. As seguintes tarefas

------são apontadas: formular hipóteses ou predições a respeito do

19----conteúdo do texto; deduzir e realizar inferências; separar a

------informação essencial da que é acessória; analisar a forma

------como as ideias do texto estão organizadas, analisar a própria

22----estrutura textual. Observa-se, portanto, quão complexa é a

------compreensão de textos, que requer diversas habilidades:

------decodificação, reconhecimento do vocabulário, utilização de

25----conhecimentos prévios e capacidade de usar o texto para

26----gerar novas aprendizagens.


MACHADO, Veruska Ribeiro. Compreensão leitora no PISA e práticas

---escolares de leitura. Brasília: Liber Livro; Faculdade de Educação/

-------------------Universidade de Brasília, 2012, com adaptações.

Com essa perspectiva do texto e considerando a relevância da leitura para a prática profissional de professores de língua portuguesa e para os leitores, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2403661 Português

Texto 7 para responder às questões de 65 a 69.


---------------------A compreensão leitora


1-------------Em um primeiro nível de leitura, o leitor lida com

------elementos cuja estrutura e organização lhe permitem chegar

------à captação de significado. Nesse momento, o leitor

4-----identifica grafemas e estabelece a sua ligação com os

------fonemas correspondentes. Assim, nesse primeiro nível, os

------processos mais significantes são os gráficos e os

7-----fonológicos, embora estejam presentes também outros

------relativos ao conhecimento conceitual do leitor e aos

------esquemas organizativos do saber, em virtude das suas

10----experiências e de seu contexto vivencial. Essas

------competências são necessárias à compreensão, mas não são

------suficientes para assegurá-la. Há também os processos

13----sintático-semânticos, que se situam ao nível das proposições

------que integram o texto e das relações interconceituais

------estabelecidas.

16------------Devem ser citados, ainda, como essenciais para a

------compreensão os processos elaborativos. As seguintes tarefas

------são apontadas: formular hipóteses ou predições a respeito do

19----conteúdo do texto; deduzir e realizar inferências; separar a

------informação essencial da que é acessória; analisar a forma

------como as ideias do texto estão organizadas, analisar a própria

22----estrutura textual. Observa-se, portanto, quão complexa é a

------compreensão de textos, que requer diversas habilidades:

------decodificação, reconhecimento do vocabulário, utilização de

25----conhecimentos prévios e capacidade de usar o texto para

26----gerar novas aprendizagens.


MACHADO, Veruska Ribeiro. Compreensão leitora no PISA e práticas

---escolares de leitura. Brasília: Liber Livro; Faculdade de Educação/

-------------------Universidade de Brasília, 2012, com adaptações.

De acordo com as ideias do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2403659 Português

Texto 6 para responder às questões de 60 a 64.


---------------------O que é gramática?


1---------Num certo sentido, gramática é algo estático – é um

-----conjunto de descrições a respeito de uma língua. É nesse

-----sentido que a palavra é usada quando dizemos “a gramática

4----do Celso Cunha”, “a gramática do Rocha Lima”. Cada uma

-----dessas gramáticas tem suas propriedades específicas. A de

-----Rocha Lima é tida em geral como a mais normativa das

7----duas. A de Celso Cunha já é não normativa, mas

-----compartilha com a de Rocha Lima o caráter taxionômico,

-----porque arrola fatos e regras de estrutura linguística. Um

10---exemplo disso é o capítulo dessas gramáticas sobre

-----conjunções e tipos de orações. São apresentadas uma lista de

-----conjunções coordenativas e subordinativas e uma lista de

13---orações coordenadas e subordinadas. De qualquer modo,

-----gramática nesse sentido é um compêndio com descrições de

-----uma língua.

16--------Num outro sentido, gramática tem caráter dinâmico e

-----corresponde a um construto mental, que cada membro da

-----espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da

19---língua em questão, já que se trata aqui de gramática de uma

-----língua. [...] Quando se começa a refletir quanto a fatos de

-----língua, fica claro que os seres humanos nascem com uma

22---estrutura mental organizada de tal modo que torna a

-----aquisição de língua algo inevitável, inexorável. Podemos

-----chamar essa estrutura mental inata de diferentes nomes.

25---Muitos usam as expressões gramática universal, faculdade

26---de linguagem ou dispositivo de aquisição de língua.


------LOBATO, Lúcia. Linguística e Ensino de Línguas. Brasília:

-------------------------Editora UnB, 2015, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no segundo parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2403653 Português

Texto 6 para responder às questões de 60 a 64.


---------------------O que é gramática?


1---------Num certo sentido, gramática é algo estático – é um

-----conjunto de descrições a respeito de uma língua. É nesse

-----sentido que a palavra é usada quando dizemos “a gramática

4----do Celso Cunha”, “a gramática do Rocha Lima”. Cada uma

-----dessas gramáticas tem suas propriedades específicas. A de

-----Rocha Lima é tida em geral como a mais normativa das

7----duas. A de Celso Cunha já é não normativa, mas

-----compartilha com a de Rocha Lima o caráter taxionômico,

-----porque arrola fatos e regras de estrutura linguística. Um

10---exemplo disso é o capítulo dessas gramáticas sobre

-----conjunções e tipos de orações. São apresentadas uma lista de

-----conjunções coordenativas e subordinativas e uma lista de

13---orações coordenadas e subordinadas. De qualquer modo,

-----gramática nesse sentido é um compêndio com descrições de

-----uma língua.

16--------Num outro sentido, gramática tem caráter dinâmico e

-----corresponde a um construto mental, que cada membro da

-----espécie humana desenvolve, desde que exposto a dados da

19---língua em questão, já que se trata aqui de gramática de uma

-----língua. [...] Quando se começa a refletir quanto a fatos de

-----língua, fica claro que os seres humanos nascem com uma

22---estrutura mental organizada de tal modo que torna a

-----aquisição de língua algo inevitável, inexorável. Podemos

-----chamar essa estrutura mental inata de diferentes nomes.

25---Muitos usam as expressões gramática universal, faculdade

26---de linguagem ou dispositivo de aquisição de língua.


------LOBATO, Lúcia. Linguística e Ensino de Línguas. Brasília:

-------------------------Editora UnB, 2015, com adaptações.

A respeito dos conceitos de gramática apresentados por Lúcia Lobato e de suas implicações em sala de aula, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2403396 Português

Texto 3 para responder às questões 9 e 10.

-

1--------Um dos espaços para a transmissão de valores é a sala

de aula, desde os balbucios do jardim de infância até a

cátedra pós-universitária. Para isso, devemos ter consciência

4--da relevância da atividade diária da aula como um espaço de

vivência exemplar e habitual dos valores a que aspiramos e

que sejam definidos socialmente. O primeiro passo consiste

7--em dar-nos conta da importância de que, como professores,

praticamos esses valores em todos os momentos, já que são

eles que nos dão uma verdadeira qualidade humana. Nossa

10--sociedade necessita, portanto, reencontrar o ser humano e

sua essência como objetivo central e, partindo dessa visão,

avançar na busca de seu bem-estar e felicidade em interação

13--harmônica com a natureza.

-

PUEBLA, Eugênia. Educar com o coração: uma educação que

desenvolve a intuição. São Paulo: Petrópolis, 1997, com adaptações.

De acordo com o texto, o professor

Alternativas
Q2403388 Português

Texto 1 para responder às questões de 1 a 5.

-

1-----------A violência e as violações de direitos de meninas e

meninos perpassam de muitas maneiras a escola, que pode

tanto ser produtora desse fenômeno como pode ser

4---impactada por ele.

-------Mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a

17 anos de idade estavam fora da escola no País, em 2015.

7-- Essa exclusão tem rosto e endereço: trata-se de meninas e

meninos que vivem em domicílios com renda per capita de

até meio salário mínimo (53%), cuja maioria é negra e

10--possui direitos violados também em outras áreas, tais como

saúde, assistência social e proteção.

-------A exclusão escolar faz com que muitas dessas

13--crianças e adolescentes, quando conseguem retornar para a

escola, estejam em situação de atraso escolar. Quase 6,5

milhões de estudantes da educação básica pública estavam,

16--em 2018, em distorção idade-série no País, ou seja,

possuíam dois ou mais anos de atraso escolar. O perfil de

vulnerabilidade se fortalece, e milhões de crianças e

19--adolescentes ficam atados ao ciclo do fracasso escolar.

-------Estudo do Unicef a respeito dos homicídios de

adolescentes no estado do Ceará verificou que mais de 70%

22--dos adolescentes que foram assassinados em 2015, nas sete

cidades cearenses pesquisadas, estavam fora da escola há

pelo menos seis meses.

25-----------A evasão escolar e o baixo número de anos de estudo

colaboram para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes,

o que aumenta suas chances de vitimização.

28-----------Esses dados indicam a importância do papel da

educação na proteção de crianças e de adolescentes contra

as violências. Contudo, a educação por si só não consegue

31--enfrentar a complexidade desse fenômeno, que reivindica a

participação de diversas políticas públicas, tais como as de

assistência social, saúde, segurança pública, cultura, entre

34--outras.

-

Disponível em: <https://www.unicef.org/brazil/relatorios/educacao-que

protege-contra-violencia>. Acesso em: 30 jul. 2022 (fragmento),

com adaptações.


Com base na leitura do texto, acerca da violência sofrida por crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2403313 Português

Leia o poema a seguir.


A Carlos Drummond de Andrade


João Cabral de Melo Neto


Não há guarda-chuva

contra o poema

subindo de regiões onde tudo é surpresa

como uma flor mesmo num canteiro.


Não há guarda-chuva

contra o amor

que mastiga e cospe como qualquer boca,

que tritura como um desastre.


Não há guarda-chuva

contra o tédio:

o tédio das quatro paredes, das quatro

estações, dos quatro pontos cardeais.


Não há guarda-chuva

contra o mundo

cada dia devorado nos jornais

sob as espécies de papel e tinta.

Não há guarda-chuva

contra o tempo,

rio fluindo sob a casa, correnteza

carregando os dias, os cabelos.


Disponível em: www.revistaprosaversoearte.com/joao-cabral-

de-melo-neto-poemas. Acesso em: 10 maio 2022.


Nas afirmativas a seguir, são feitas algumas inferências sobre o conteúdo do poema.


I. A inspiração poética pode surgir sob condições adversas.

II. As limitações cíclicas de tempo e espaço não são superáveis.

III. O amor é efêmero e dilacerante.

IV. O tempo produz experiências que culminam em sabedoria.


De acordo com o texto, estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q2403304 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.


Números, números, números


Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.

A indústria da carne é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa, embora represente menos de 2% do PIB mundial. Na China o consumo anual de carne por habitante cresceu 55% em dez anos. A soja da América Latina vai na maior parte para a China. A China compra terras na África para este fim e outros alimentos.

O rendimento da produção de carne apresenta um grande desequilíbrio com relação ao dos cereais: são necessários pelo menos 7 quilos de grãos para fornecer 1 quilo de carne de vaca, 4 para 1 de carne de porco, 2 para 1 de carne de frango. As pastagens ocupam 68% das terras agrícolas (25% já degradadas) e a forragem, 35% das terras aráveis. No total, 78% das terras agrícolas são reservadas ao gado.

O Banco Mundial, aliás, informava em fevereiro de 2011 que “os preços mundiais dos alimentos estão prestes a atingir um nível perigoso e constituem uma ameaça para as dezenas de milhões de pobres em todos os continentes. Essa alta já começa a empurrar milhões de pessoas para a pobreza e a exercer pressão sobre os mais vulneráveis, que gastam pelo menos metade de seus salários com comida”.

E é na América do Sul que, ultimamente, os transtornos têm sido mais violentos. Reina no continente a pastagem em grande escala, deixando em seu rastro terras estéreis e saturadas de dejetos animais. Para adquirir mais terras, os produtores não hesitam em recorrer ao desmatamento ilegal, sobretudo no Brasil. Maior produtor e exportador de carne bovina e couro, o país domina, sozinho, 30% do mercado mundial, com 2,2 milhões de toneladas de carne exportadas por ano, principalmente para a Rússia e a União Europeia. Uma pesquisa feita pelo Greenpeace e publicada em 2009 mostra que o rebanho brasileiro – pelo menos 200 milhões de cabeças – é responsável por 80% do desmatamento da Amazônia. Isso representa10 milhões de hectares de floresta destruídos em dez anos – para enorme prejuízo dos pequenos agricultores e dos indígenas que foram e continuam sendo acossados por essas gigantescas máquinas de produção. Há quatro décadas, a ONG Survival não cessa de denunciar o massacre, pelos criadores de gado, dos índios que vivem na floresta brasileira.


Revista Manuelzão/UFMG – 2018.

De acordo com o texto, a produção de carne

Alternativas
Q2401598 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica


O congelamento das contratações no setor de tecnologia e as previsões pessimistas representam um forte contraste à reputação tradicionalmente protegida das empresas de tecnologia. Durante a última década, essas companhias cresceram bastante, contratando dezenas de milhares de trabalhadores e acumulando enormes reservas financeiras. Os preços das ações de empresas como Amazon, Microsoft, Apple e Google seguiram em direção ao céu, dominando as bolsas de valores e enriquecendo muitos investidores.

Como algumas das empresas mais valiosas do mundo, elas também exercem grande influência nas percepções da economia, em parte devido à natureza de suas atividades, que dependem de cliques e gastos do consumidor. Qualquer queda na demanda de produtos vendidos pela Amazon, pela Tesla, ou pela Apple, assim como menos anúncios comprados no Instagram ou na pesquisa do Google, causa temores em outras esferas da economia.

Há meses o setor de tecnologia dá sinais de que os tempos de prosperidade chegam ao fim. A Amazon foi uma das primeiras gigantes da tecnologia a alertar, no início deste ano, que tinha contratado trabalhadores demais para seus armazéns e construído instalações em excesso ao antecipar uma maior demanda dos clientes que, em vez disso, começou a diminuir logo após o fim do lockdown provocado pela pandemia.


Gigantes da tecnologia se preparam para crise econômica (estadao.com.br). Adaptado.

Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto.

Alternativas
Q2400098 Português

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica abaixo.


1. Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.

2. Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu − e sua falta é mais importante para mim do que as reformas do ministério.

3. Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.

4. O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.

5. Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio − cor incomum em gatos comuns − e se dispunha a ajudarme na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.

6. Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio, pensei, dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.

7. Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, sim, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.

8. Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato “funciona” em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.

9. Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não sequestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.


(ANDRADE, Carlos Drummond. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020)

Em relação ao assunto da própria crônica, o cronista ressalta seu caráter

Alternativas
Q2400096 Português

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10, leia a crônica abaixo.


1. Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.

2. Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu − e sua falta é mais importante para mim do que as reformas do ministério.

3. Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.

4. O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.

5. Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio − cor incomum em gatos comuns − e se dispunha a ajudarme na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.

6. Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio, pensei, dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.

7. Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, sim, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.

8. Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato “funciona” em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.

9. Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não sequestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.


(ANDRADE, Carlos Drummond. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020)

O cronista refere-se de forma irônica a um eventual desinteresse de seus leitores no seguinte trecho:

Alternativas
Q2399816 Português

Leia o trecho a seguir e marque a alternativa correta.


“[…] Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. […] Esses gerais são sem tamanho[…] O sertão está em toda a parte.

Do demo? Não gloso. Senhor pergunte aos moradores. […]

De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava. Não possuía prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe vivo no moquém: quem mói no asp’ro, não fantasêia. Mas, agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos dessossegos, estou de range rede. E me inventei neste gosto, de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou o dito. […]


A respeito do fragmento, é correto afirmar que

Alternativas
Q2399806 Português

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.


Assiste à demolição


– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida.

Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.


Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.


Vocabulário


caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam, prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura


Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

Pleonasmo é a superabundância de palavras para enunciar uma ideia. Celso Cunha, em sua “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, define assim o pleonasmo vicioso: “quando resulta apenas da ignorância do sentido exato dos termos empregados, ou de negligência, é uma falta grosseira”. Nesse aspecto, está de acordo com a norma culta, portanto, a alternativa:

Alternativas
Q2399801 Português

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.


Assiste à demolição


– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida.

Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.


Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.


Vocabulário


caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam, prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura


Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

Em “- dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.”, a acepção da palavra “sesta” sublinhada no fragmento é

Alternativas
Q2399800 Português

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.


Assiste à demolição


– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida.

Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.


Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.


Vocabulário


caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam, prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura


Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

Com base no trecho “Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista.”, é correto afirmar:

Alternativas
Q2399799 Português

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.


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– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida.

Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.


Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.


Vocabulário


caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam, prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura


Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

Com a leitura do texto, depreende-se que o quarto de dormir

Alternativas
Q2399742 Português

Após a leitura atenta do texto apresentado a seguir, responda às questões propostas.


Assiste à demolição


– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida.

Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira. E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.


Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.


Vocabulário


caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam, prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura


Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

Nos trechos a seguir “- Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir ‘uma coisa’ quando ela for demolida.”, “Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras…” “Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde os gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.”, a ideia predominante remete a

Alternativas
Respostas
18721: D
18722: C
18723: D
18724: A
18725: A
18726: A
18727: C
18728: D
18729: A
18730: D
18731: B
18732: D
18733: A
18734: B
18735: B
18736: B
18737: C
18738: C
18739: E
18740: D