“Se tratamos o alfabeto como um sistema notacional,
vemos que a consciência fonológica não é suficiente para
uma criança se alfabetizar: ela precisará compreender o
que a escrita nota e como produz notações. Este processo
começa na Educação Infantil e, no final dessa etapa, as
crianças se beneficiam bastante com brincadeiras com
quadrinhas, parlendas, trava-línguas e outros textos da
tradição oral, nos quais podem observar, por exemplo,
rimas e sílabas repetidas. Também se beneficiam com jogos
de consciência fonológica, em que comparam palavras
orais ou escritas, a fim de ver quais rimam, quais são
maiores, quais “começam parecido”. Não se trata de
treinar a consciência fonológica das crianças,
artificialmente, mas permitir que brinquem com as
palavras”.