Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2278482 Português

Felicidade em primeiro lugar


Por Fernando Mantovani







(Disponível em: exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/felicidade-em-primeiro-lugar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO encontra respaldo no texto.
Alternativas
Q2278481 Português

Felicidade em primeiro lugar


Por Fernando Mantovani







(Disponível em: exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/felicidade-em-primeiro-lugar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto no texto sobre a pesquisa conduzida pela Robert Half, analise as seguintes assertivas:

I. Dos cem profissionais entrevistados, mais da metade pediu demissão voluntariamente por não se sentir feliz no ambiente de trabalho.

II. A busca por novos desafios e a ausência de perspectiva de crescimento ocupam, respectivamente, o terceiro e o quarto lugar de motivos para pedidos de demissão entre profissionais.

III. Mais de 20% dos profissionais entrevistados afirmou que um dos motivos para pedirem demissão foi o fato de não se sentirem valorizados no trabalho.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2278444 Português

Após a renegociação de dívidas, o próximo passo é o planejamento


Por Agência Brasil






(Disponível em: exame.com/invest/minhas-financas/renegociou-dividas-com-o-desenrola-proximo-passo-eplanejamento-apontam-especialistas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise a charge da Figura 1 a seguir e as asserções acerca de sua relação com o assunto abordado no texto da prova de Língua Portuguesa. 

Imagem associada para resolução da questão

I. Tanto a charge quanto o texto abordam o assunto do endividamento.
E
II. A charge retrata a atitude dos bancos participantes do programa Desenrola.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2278439 Português

Após a renegociação de dívidas, o próximo passo é o planejamento


Por Agência Brasil






(Disponível em: exame.com/invest/minhas-financas/renegociou-dividas-com-o-desenrola-proximo-passo-eplanejamento-apontam-especialistas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. As dívidas de até R$ 100,00 foram apagadas dos sistemas dos bancos para que os consumidores ficassem com o nome limpo.

II. A maior parte das dívidas de baixo valor de que trata o texto foi gerada sem que os consumidores tivessem ciência delas.

III. Para aderir ao programa Desenrola e quitar suas dívidas, o correntista deve se inscrever em um curso de planejamento financeiro oferecido pelo banco.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q2278356 Português

Texto para responder à questão.


      Já está no ar o sistema CRFTO em Casa, implantado pelo CRFTO, que possibilitará que os farmacêuticos e proprietários de farmácias possam realizar serviços sem precisarem comparecer ao Conselho. O principal objetivo da nova ferramenta é, portanto, otimizar os processos da instituição e prestar um melhor atendimento ao público. Entre os serviços, a emissão da anuidade já está disponível e pode ser acessada no site. É importante também lembrar que o acesso ao sistema pode ser realizado a qualquer hora e em qualquer local, e é possível acessá-lo pela internet por meio de computador, celular, notebook e tablet. O sistema fica disponível 24 horas por dia.



Disponível em:<http://crfto.org.br/novo-sistema-crfto-em-casa-ja-estadisponivel-para-realizacao-de-servico-online/> . Acesso em: 17 jul. 2023.

Assinale a alternativa que apresenta o sentido lógico das conjunções sublinhadas em “O principal objetivo da nova ferramenta é, portanto, otimizar os processos da instituição e prestar um melhor atendimento ao público.” 
Alternativas
Q2278354 Português

Imagem associada para resolução da questão



Disponível em:<https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/1265947

82574/tirinha-original>  . Acesso em: 29 jun. 2023.



De acordo com a tirinha de Armandinho, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2278352 Português
    No calendário do CRFTO, a luta contra a malária envolve uma série de medidas. O farmacêutico desempenha um papel fundamental nessa luta, sendo responsável pela dispensação de medicamentos antimaláricos e pela orientação aos pacientes acerca do uso correto desses medicamentos. Além disso, pode realizar ações de prevenção e promoção da saúde, como a distribuição de mosquiteiros com inseticida e a orientação quanto a medidas de prevenção da doença e à identificação de casos suspeitos de malária. O farmacêutico também atua em parceria com outros profissionais de saúde e com as autoridades sanitárias locais.
Disponível em: <https://www.facebook.com/crftooficial/?locale=pt_BR> . Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

De acordo com os sentidos do texto, a função do farmacêutico na luta contra a malária, prevista no Calendário do CRFTO, é 
Alternativas
Q2278181 Português
Origem das festas juninas


     Os historiadores apontam que as origens da festa junina estão diretamente relacionadas a festividades pagãs realizadas na Europa na passagem da primavera para o verão, momento chamado de solstício de verão. Essas festas eram realizadas como forma de afastar os maus espíritos e qualquer praga que pudesse atingir a colheita, já que o solstício de verão no hemisfério norte acontece exatamente no mês de junho.

   As comemorações realizadas por diferentes povos pagãos europeus começaram a ser cristianizadas a partir do momento em que o Cristianismo se consolidou no continente europeu. Assim, a festa foi incorporada ao calendário festivo do catolicismo e está diretamente relacionada à celebração de santos importantes, como Santo Antônio (homenageado no dia 13 de junho), São João (homenageado no dia 24 de junho) e São Pedro (homenageado no dia 29 de junho).

    O começo da festa junina no Brasil remonta ao século XVI. Como as festas juninas eram tradições e bastante populares na Península Ibérica (Portugal e Espanha), foram trazidas para cá pelos portugueses e pelos __________ durante a colonização, assim como muitas outras tradições.

   Quando introduzida no Brasil, a festa era conhecida como festa joanina, em referência a São João, mas, ao longo dos anos, teve o nome alterado para festa junina, em referência ao mês em que ocorre, junho. Além disso, a evolução da festa junina no País fez ela se associar a símbolos típicos das zonas rurais.

    Sobretudo no Nordeste aconteceu o crescimento da festividade. A maior festa junina do País acontece na cidade de Campina Grande, localizada no estado da Paraíba. Em 2017, por exemplo, a estimativa do evento era receber aproximadamente 2,5 milhões de pessoas.

    Durante as festas juninas no Brasil, são realizadas danças típicas, como as quadrilhas. Também há produção de inúmeras comidas à base de milho e amendoim, como __________, pamonha e _____________, além de bebidas como o quentão. Outra característica muito comum é a de se vestir de caipira, de maneira caricata.


(Fonte: Brasil Escola — adaptado.)
Considerando-se o texto e a compreensão global das informações, a respeito do tema principal, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2278148 Português
Texto - História das Câmaras Municipais no Brasil


As câmaras municipais do Brasil têm origem nas tradicionais câmaras municipais portuguesas, existentes desde a Idade Média. A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o período do Brasil Colônia, havia câmaras municipais somente nas localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo Reino de Portugal, mediante ato régio. Durante todo o período colonial, vigiam na colônia as mesmas normas que valiam para todo o Império Português, as chamadas Ordenações do Reino (Manuelinas até1603 e Filipinas até a Independência do Brasil).
E de acordo com o que prevê as Ordenações, durante esse período, a administração municipal era toda concentrada nas câmaras municipais, que naturalmente exerciam um número bem maior de funções do que atualmente, concentrando os poderes executivo, legislativo e judiciário. Todos os municípios deveriam ter um Presidente, três vereadores, um procurador, dois almotacéis, um escrivão, um juiz de fora vitalício e dois juízes comuns, eleitos juntamente com os vereadores. As câmaras eram as responsáveis por coletar impostos, normatizar o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, etc. Na câmara municipal, ocorriam todas as leis e ordens e era o lugar onde trabalhavam os políticos da época.
Elas constituíram o primeiro núcleo de exercício político do Brasil. As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia, organizando a resistência às diversas invasões feitas por ingleses, franceses e holandeses. Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios.
Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída com a Constituição de 1824, e a Lei de 1 de outubro de 1828. A duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).
Com a Proclamação da República, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930, criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios. Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.


AUTOR: Marcos Honorato. Texto adaptado. Acessado em 13 Jul. 2023: < https://www.quirinopolis.go.leg.br/institucional/historia/hist oria-das-camara-municipais-no-brasil> 
Analise as afirmativas a seguir:

I. No excerto: “... visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).”, a expressão destacada “visto que” pode ser substituída pela expressão “por conseguinte” sem prejuízo ao sentido da oração.
II. No excerto: “... visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).”, a palavra destacada “até então” introduz a ideia de tempo.
III. No excerto: “... visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).”, o verbo ‘haver’ pode ser trocado pelo verbo “ter” sem prejuízo ao sentido da oração.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2278142 Português
Texto - História das Câmaras Municipais no Brasil


As câmaras municipais do Brasil têm origem nas tradicionais câmaras municipais portuguesas, existentes desde a Idade Média. A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o período do Brasil Colônia, havia câmaras municipais somente nas localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo Reino de Portugal, mediante ato régio. Durante todo o período colonial, vigiam na colônia as mesmas normas que valiam para todo o Império Português, as chamadas Ordenações do Reino (Manuelinas até1603 e Filipinas até a Independência do Brasil).
E de acordo com o que prevê as Ordenações, durante esse período, a administração municipal era toda concentrada nas câmaras municipais, que naturalmente exerciam um número bem maior de funções do que atualmente, concentrando os poderes executivo, legislativo e judiciário. Todos os municípios deveriam ter um Presidente, três vereadores, um procurador, dois almotacéis, um escrivão, um juiz de fora vitalício e dois juízes comuns, eleitos juntamente com os vereadores. As câmaras eram as responsáveis por coletar impostos, normatizar o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, etc. Na câmara municipal, ocorriam todas as leis e ordens e era o lugar onde trabalhavam os políticos da época.
Elas constituíram o primeiro núcleo de exercício político do Brasil. As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia, organizando a resistência às diversas invasões feitas por ingleses, franceses e holandeses. Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios.
Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída com a Constituição de 1824, e a Lei de 1 de outubro de 1828. A duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).
Com a Proclamação da República, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930, criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios. Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.


AUTOR: Marcos Honorato. Texto adaptado. Acessado em 13 Jul. 2023: < https://www.quirinopolis.go.leg.br/institucional/historia/hist oria-das-camara-municipais-no-brasil> 
Analise as afirmativas a seguir:

I. Do excerto “Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída com a Constituição de 1824, e a Lei de 1 de outubro de 1828.”, é correto afirmar que as câmaras tornaram-se irrelevantes depois de o Brasil ficar independente de Portugal.
II. Do excerto “As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia”, é correto afirmar que as câmaras defendiam os interesses da metrópole quando necessário.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2278141 Português
Texto - História das Câmaras Municipais no Brasil


As câmaras municipais do Brasil têm origem nas tradicionais câmaras municipais portuguesas, existentes desde a Idade Média. A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o período do Brasil Colônia, havia câmaras municipais somente nas localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo Reino de Portugal, mediante ato régio. Durante todo o período colonial, vigiam na colônia as mesmas normas que valiam para todo o Império Português, as chamadas Ordenações do Reino (Manuelinas até1603 e Filipinas até a Independência do Brasil).
E de acordo com o que prevê as Ordenações, durante esse período, a administração municipal era toda concentrada nas câmaras municipais, que naturalmente exerciam um número bem maior de funções do que atualmente, concentrando os poderes executivo, legislativo e judiciário. Todos os municípios deveriam ter um Presidente, três vereadores, um procurador, dois almotacéis, um escrivão, um juiz de fora vitalício e dois juízes comuns, eleitos juntamente com os vereadores. As câmaras eram as responsáveis por coletar impostos, normatizar o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, etc. Na câmara municipal, ocorriam todas as leis e ordens e era o lugar onde trabalhavam os políticos da época.
Elas constituíram o primeiro núcleo de exercício político do Brasil. As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia, organizando a resistência às diversas invasões feitas por ingleses, franceses e holandeses. Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios.
Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída com a Constituição de 1824, e a Lei de 1 de outubro de 1828. A duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).
Com a Proclamação da República, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930, criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios. Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.


AUTOR: Marcos Honorato. Texto adaptado. Acessado em 13 Jul. 2023: < https://www.quirinopolis.go.leg.br/institucional/historia/hist oria-das-camara-municipais-no-brasil> 
De acordo com o Texto, é correto afirmar que:

I. Do excerto: “Elas constituíram o primeiro núcleo de exercício político do Brasil.”, é correto afirmar que as câmaras municipais, no período da colonização do Brasil, podem ser consideradas o berço da prática política a partir do qual se discutiam os rumos da maior colônia portuguesa.
II. Do excerto: “Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios.”, é correto afirmar que as câmaras abrigavam ideias e movimentos em defesa dos colonizadores portugueses.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2278140 Português
Texto - História das Câmaras Municipais no Brasil


As câmaras municipais do Brasil têm origem nas tradicionais câmaras municipais portuguesas, existentes desde a Idade Média. A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o período do Brasil Colônia, havia câmaras municipais somente nas localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo Reino de Portugal, mediante ato régio. Durante todo o período colonial, vigiam na colônia as mesmas normas que valiam para todo o Império Português, as chamadas Ordenações do Reino (Manuelinas até1603 e Filipinas até a Independência do Brasil).
E de acordo com o que prevê as Ordenações, durante esse período, a administração municipal era toda concentrada nas câmaras municipais, que naturalmente exerciam um número bem maior de funções do que atualmente, concentrando os poderes executivo, legislativo e judiciário. Todos os municípios deveriam ter um Presidente, três vereadores, um procurador, dois almotacéis, um escrivão, um juiz de fora vitalício e dois juízes comuns, eleitos juntamente com os vereadores. As câmaras eram as responsáveis por coletar impostos, normatizar o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, etc. Na câmara municipal, ocorriam todas as leis e ordens e era o lugar onde trabalhavam os políticos da época.
Elas constituíram o primeiro núcleo de exercício político do Brasil. As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia, organizando a resistência às diversas invasões feitas por ingleses, franceses e holandeses. Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios.
Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída com a Constituição de 1824, e a Lei de 1 de outubro de 1828. A duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).
Com a Proclamação da República, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930, criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios. Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.


AUTOR: Marcos Honorato. Texto adaptado. Acessado em 13 Jul. 2023: < https://www.quirinopolis.go.leg.br/institucional/historia/hist oria-das-camara-municipais-no-brasil> 
De acordo com o Texto, é correto afirmar que:

I. Por ato régio da Coroa Portuguesa, na fase do Brasil colonial, apenas locais com o estatuto de vila possuíam câmaras municipais.
II. As câmaras municipais, no período colonial do Brasil, concentrava toda a gestão do município e desempenhavam uma grande quantidade de atribuições até dos poderes executivo e judiciário.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2278139 Português
Texto - História das Câmaras Municipais no Brasil


As câmaras municipais do Brasil têm origem nas tradicionais câmaras municipais portuguesas, existentes desde a Idade Média. A história das câmaras municipais no Brasil começa em 1532, quando São Vicente é elevada à categoria de vila. De fato, durante todo o período do Brasil Colônia, havia câmaras municipais somente nas localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo Reino de Portugal, mediante ato régio. Durante todo o período colonial, vigiam na colônia as mesmas normas que valiam para todo o Império Português, as chamadas Ordenações do Reino (Manuelinas até1603 e Filipinas até a Independência do Brasil).
E de acordo com o que prevê as Ordenações, durante esse período, a administração municipal era toda concentrada nas câmaras municipais, que naturalmente exerciam um número bem maior de funções do que atualmente, concentrando os poderes executivo, legislativo e judiciário. Todos os municípios deveriam ter um Presidente, três vereadores, um procurador, dois almotacéis, um escrivão, um juiz de fora vitalício e dois juízes comuns, eleitos juntamente com os vereadores. As câmaras eram as responsáveis por coletar impostos, normatizar o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, etc. Na câmara municipal, ocorriam todas as leis e ordens e era o lugar onde trabalhavam os políticos da época.
Elas constituíram o primeiro núcleo de exercício político do Brasil. As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia, organizando a resistência às diversas invasões feitas por ingleses, franceses e holandeses. Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios.
Com a Independência do Brasil, a autonomia de que gozavam as câmaras municipais é drasticamente diminuída com a Constituição de 1824, e a Lei de 1 de outubro de 1828. A duração da legislatura é fixada em quatro anos e o vereador mais votado assumia a presidência da câmara, visto que até então não havia a figura do "prefeito", a não ser pela presença do alcaide (equivalente a prefeito, com poderes menores).
Com a Proclamação da República, as câmaras municipais são dissolvidas e os governos estaduais nomeavam os membros do "conselho de intendência". Em 1905, cria-se a figura do "intendente" que permanecerá até 1930 com o início da Era Vargas. Com a Revolução de 1930, criam-se as prefeituras, às quais serão atribuídas as funções executivas dos municípios. Assim, as câmaras municipais passaram a ter especificamente o papel de casa legislativa.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, as câmaras municipais são fechadas e o poder legislativos dos municípios é extinto. Com a restauração da democracia em 1945, as câmaras municipais são reabertas e começam a tomar a forma que hoje possuem.


AUTOR: Marcos Honorato. Texto adaptado. Acessado em 13 Jul. 2023: < https://www.quirinopolis.go.leg.br/institucional/historia/hist oria-das-camara-municipais-no-brasil> 
 Com base na leitura do Texto, podemos afirmar que:

I. Texto traça a trajetória histórica das câmaras municipais, desde a antiguidade como lócus da democracia grega até os dias atuais.
II. Do Brasil colônia ao recente período da redemocratização, o autor reconstrói a história das câmaras municipais no país.
III. Fazer uma análise do papel e da relevância das câmeras municipais para a construção do Brasil foi o propósito comunicativo do autor.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: ADVISE Órgão: Prefeitura de Lagoa do Carro - PE Provas: ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Advogado | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Analista de Administração | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Assistente Social | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Ginecologista/Obstetra | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Psicólogo | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Sanitarista | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Contador | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Enfermeiro ESF | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Enfermeiro Especialista em Estomaterapia | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Farmacêutico | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Fisioterapeuta | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Fonoaudiólogo | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Terapeuta Ocupacional | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Cardiologista | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Gastroenterologista | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Ortopedista | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Pediatra | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Plantonista | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Psiquiatra | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Médico Veterinário | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Nutricionista | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Odontólogo | ADVISE - 2023 - Prefeitura de Lagoa do Carro - PE - Procurador Municipal |
Q2278099 Português
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.






Com base nas ideias apresentadas pelo Texto, analise:

I- A criação de um novo antibiótico poderá ter origem em uma bactéria capaz de destruir não apenas uma planta de cana-de-açúcar, mas sim o canavial inteiro;
II- As bactérias que escapam à esterilização são muito temidas nos ambientes hospitalares, pois podem acometer os pacientes mais vulneráveis;
III- É difícil às bactérias desenvolverem resistência contra a albicidina, o que faz com que a pesquisa projete boas perspectivas para futuros estudos.

Dos itens acima:
Alternativas
Q2278019 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.




Com base nas ideias apresentadas pelo Texto, analise:

    I- Danos celulares e genéticos ligados ao câncer de pele podem ter relação com a radiação ultravioleta gerada pela lâmpada de máquinas usadas para secar unha em gel;
    II- Os pesquisadores utilizaram células humanas para fazerem os testes e chegarem aos resultados em tela;        III- Poucos minutos de exposição na máquina é capaz de levar a uma morte celular entre 20% e 30%.

Dos itens acima: 

Alternativas
Q2277723 Português

O texto abaixo serve de base para a questão.



https://br.pinterest.com/pin/702843085598712598/%20capturado%20em%2008/06/2023

Em qual assertiva há a verdadeira mensagem do texto em questão?
Alternativas
Q2277720 Português
Leia o texto abaixo da autora Márcia Rebêlo e após faça as questões de 01 a 04.

Acreditemos mais em nós


Passamos por muitas situações ao longo de nossa caminhada que nos fazem ficar angustiados e, por muitas vezes, achamos que não alcançaremos nossos objetivos. Achamos que tudo está perdido e que é hora de desistir, de parar, de não mais lutar. Porém, este é o momento de confiarmos mais em nós mesmos e termos foco e sabedoria para continuar persistindo naquilo que buscamos. Devemos acreditar que tudo vai passar e que o sucesso é logo ali.

REBÊLO, Márcia, especialista em Língua Portuguesa
Marque a assertiva correta em relação ao texto:
Alternativas
Q2277719 Português
Leia o texto abaixo da autora Márcia Rebêlo e após faça as questões de 01 a 04.

Acreditemos mais em nós


Passamos por muitas situações ao longo de nossa caminhada que nos fazem ficar angustiados e, por muitas vezes, achamos que não alcançaremos nossos objetivos. Achamos que tudo está perdido e que é hora de desistir, de parar, de não mais lutar. Porém, este é o momento de confiarmos mais em nós mesmos e termos foco e sabedoria para continuar persistindo naquilo que buscamos. Devemos acreditar que tudo vai passar e que o sucesso é logo ali.

REBÊLO, Márcia, especialista em Língua Portuguesa
O texto em questão foi elaborado com a finalidade de: 
Alternativas
Q2277488 Português
A falta que ela me faz


     Como bom patrão, resolvi, num momento de insensatez, dar um mês de férias à empregada. No princípio achei até bom ficar completamente sozinho dentro de casa o dia inteiro. Podia andar para lá e para cá sem encontrar ninguém varrendo o chão ou espanando os móveis, sair do banheiro apenas de chinelos, trocar de roupa com a porta aberta, falar sozinho sem passar por maluco.
   Na cozinha, enquanto houvesse xícara limpa e não faltassem os ingredientes necessários, preparava eu mesmo o meu café. Aprendi a apanhar o pão que o padeiro deixava na área – tendo o cuidado de me vestir antes, não fosse a porta se fechar comigo do lado de fora, como na história do homem nu. Esticar a roupa da cama não era tarefa assim tão complicada: além do mais, não precisava também ficar uma perfeição, já que à noite voltaria a desarrumá-la. Fazia as refeições na rua, às vezes filava o jantar de algum amigo e, assim, ia me aguentando, enquanto a empregada não voltasse.
      Aos poucos, porém, passei a desejar ardentemente essa volta. O apartamento, ao fim de alguns dias, ganhava um aspecto lúgubre de navio abandonado. A geladeira começou a fazer gelo por todos os lados – só não tinha água gelada, pois não me lembrara de encher as garrafas. E agora, ao tentar fazê-lo, verificava que não havia mais água dentro da talha. Não podia abrir a torneira do filtro, já que não estaria em casa na hora de fechá-la, e com isso acabaria inundando a cozinha. A um canto do quarto um monte de roupas crescia assustadoramente. A roupa suja lava-se em casa – bem, mas como? Não sabia sequer o nome da lavanderia onde, pela mão da empregada, tinham ido parar meus ternos, provavelmente para sempre.
      E como batiam na porta! O movimento dela lá na cozinha, eu descobria agora, era muito maior do que o meu cá na frente: vendedores de muamba, passadores de rifa, cobradores de prestação, outras empregadas perguntando por ela. Um dia surgiu um indivíduo trazendo uma fotografia dela que, segundo me informou, merecera um “tratamento artístico”: fora colorida à mão e colocada num desses medalhões de latão que se veem no cemitério.
      – Falta pagar a última prestação – disse o homem.
      Paguei o que faltava, que remédio? Sem ao menos ficar sabendo o quanto o pobre já havia pago. E por pouco não entronizei o retrato na cabeceira de minha cama, como lembrança daquela sem a qual eu simplesmente não sabia viver.
     Verdadeiro agravo para a minha solidão era a fina camada de poeira que cobria tudo: não podia mais nem retirar um livro da estante sem dar logo dois espirros. Os jornais continuavam chegando e já havia jornal velho para todo lado, sem que eu soubesse como pôr a funcionar o mecanismo que os fazia desaparecer. Descobri também, para meu espanto, que o apartamento não tinha lata de lixo, a toda hora eu tinha de ir lá fora, na área, para jogar na caixa coletora um pedacinho de papel ou esvaziar um cinzeiro.
     Havia outros problemas difíceis de enfrentar. Um dos piores era o do pão: todas as manhãs, enquanto eu dormia, o padeiro deixava à porta um pão quilométrico, do qual eu comia apenas uma pontinha – e na cozinha já se juntava uma quantidade de pão que daria para alimentar um exército, não sabia como fazer parar. Nem só de pão vive o homem.
      Eu poderia enfrentar tudo, mas estar ensaboado debaixo do chuveiro e ouvir lá na sala o telefonema esperado, sem que houvesse ninguém para atender, era demais para a minha aflição.
     Até que um dia, como uma projeção do estado de sinistro abandono em que me via atirado, comecei a sentir no ar um vago mau cheiro. Intrigado, olhei as solas dos sapatos, para ver se havia pisado em alguma coisa lá na rua. Depois saí farejando o ar aqui e ali como um perdigueiro, e acabei sendo conduzido à cozinha, onde ultimamente já não ousava entrar.
    No que abri a porta, o mau cheiro me atingiu como uma bofetada. Vinha do fogão, certamente. Aproximei-me, protegendo o nariz com uma das mãos, enquanto me curvava e com a outra abria o forno.
    – Oh não! – recuei horrorizado.
   Na panela, a carne assada, que a empregada gentilmente deixara preparada para mim antes de partir, se decompunha num asqueroso caldo putrefato, onde pequenas formas brancas se agitavam.
     Mudei-me no mesmo dia para um hotel. 


(SABINO, Fernando. As Melhores Crônicas de Fernando Sabino. Rio de Janeiro, Record, 1986.)
Dentre os trechos destacados a seguir, está expressa ideia de oposição em:
Alternativas
Q2277481 Português
A falta que ela me faz


     Como bom patrão, resolvi, num momento de insensatez, dar um mês de férias à empregada. No princípio achei até bom ficar completamente sozinho dentro de casa o dia inteiro. Podia andar para lá e para cá sem encontrar ninguém varrendo o chão ou espanando os móveis, sair do banheiro apenas de chinelos, trocar de roupa com a porta aberta, falar sozinho sem passar por maluco.
   Na cozinha, enquanto houvesse xícara limpa e não faltassem os ingredientes necessários, preparava eu mesmo o meu café. Aprendi a apanhar o pão que o padeiro deixava na área – tendo o cuidado de me vestir antes, não fosse a porta se fechar comigo do lado de fora, como na história do homem nu. Esticar a roupa da cama não era tarefa assim tão complicada: além do mais, não precisava também ficar uma perfeição, já que à noite voltaria a desarrumá-la. Fazia as refeições na rua, às vezes filava o jantar de algum amigo e, assim, ia me aguentando, enquanto a empregada não voltasse.
      Aos poucos, porém, passei a desejar ardentemente essa volta. O apartamento, ao fim de alguns dias, ganhava um aspecto lúgubre de navio abandonado. A geladeira começou a fazer gelo por todos os lados – só não tinha água gelada, pois não me lembrara de encher as garrafas. E agora, ao tentar fazê-lo, verificava que não havia mais água dentro da talha. Não podia abrir a torneira do filtro, já que não estaria em casa na hora de fechá-la, e com isso acabaria inundando a cozinha. A um canto do quarto um monte de roupas crescia assustadoramente. A roupa suja lava-se em casa – bem, mas como? Não sabia sequer o nome da lavanderia onde, pela mão da empregada, tinham ido parar meus ternos, provavelmente para sempre.
      E como batiam na porta! O movimento dela lá na cozinha, eu descobria agora, era muito maior do que o meu cá na frente: vendedores de muamba, passadores de rifa, cobradores de prestação, outras empregadas perguntando por ela. Um dia surgiu um indivíduo trazendo uma fotografia dela que, segundo me informou, merecera um “tratamento artístico”: fora colorida à mão e colocada num desses medalhões de latão que se veem no cemitério.
      – Falta pagar a última prestação – disse o homem.
      Paguei o que faltava, que remédio? Sem ao menos ficar sabendo o quanto o pobre já havia pago. E por pouco não entronizei o retrato na cabeceira de minha cama, como lembrança daquela sem a qual eu simplesmente não sabia viver.
     Verdadeiro agravo para a minha solidão era a fina camada de poeira que cobria tudo: não podia mais nem retirar um livro da estante sem dar logo dois espirros. Os jornais continuavam chegando e já havia jornal velho para todo lado, sem que eu soubesse como pôr a funcionar o mecanismo que os fazia desaparecer. Descobri também, para meu espanto, que o apartamento não tinha lata de lixo, a toda hora eu tinha de ir lá fora, na área, para jogar na caixa coletora um pedacinho de papel ou esvaziar um cinzeiro.
     Havia outros problemas difíceis de enfrentar. Um dos piores era o do pão: todas as manhãs, enquanto eu dormia, o padeiro deixava à porta um pão quilométrico, do qual eu comia apenas uma pontinha – e na cozinha já se juntava uma quantidade de pão que daria para alimentar um exército, não sabia como fazer parar. Nem só de pão vive o homem.
      Eu poderia enfrentar tudo, mas estar ensaboado debaixo do chuveiro e ouvir lá na sala o telefonema esperado, sem que houvesse ninguém para atender, era demais para a minha aflição.
     Até que um dia, como uma projeção do estado de sinistro abandono em que me via atirado, comecei a sentir no ar um vago mau cheiro. Intrigado, olhei as solas dos sapatos, para ver se havia pisado em alguma coisa lá na rua. Depois saí farejando o ar aqui e ali como um perdigueiro, e acabei sendo conduzido à cozinha, onde ultimamente já não ousava entrar.
    No que abri a porta, o mau cheiro me atingiu como uma bofetada. Vinha do fogão, certamente. Aproximei-me, protegendo o nariz com uma das mãos, enquanto me curvava e com a outra abria o forno.
    – Oh não! – recuei horrorizado.
   Na panela, a carne assada, que a empregada gentilmente deixara preparada para mim antes de partir, se decompunha num asqueroso caldo putrefato, onde pequenas formas brancas se agitavam.
     Mudei-me no mesmo dia para um hotel. 


(SABINO, Fernando. As Melhores Crônicas de Fernando Sabino. Rio de Janeiro, Record, 1986.)
A partir da argumentação construída pelo autor, caracteriza-se como tese defendida no texto: 
Alternativas
Respostas
15601: C
15602: C
15603: C
15604: B
15605: A
15606: B
15607: B
15608: C
15609: D
15610: C
15611: B
15612: A
15613: C
15614: E
15615: E
15616: D
15617: C
15618: A
15619: B
15620: A