Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2339212 Português
TEXTO III


Bola-de-gude-azul

Clarissa Moura


           Rita me fitava com aqueles olhos azuis estrábicos e esbugalhados. Assim que entrou aqui em casa, foi a primeira coisa que vi, olhos-bola-de-gude, criança feia, careca. Todos os bebês são feios, acho que eu nasci feia também. Essa menina vem atrapalhando minha vida, desde que ainda estava dentro da minha mãe.

        Na verdade, tudo muda quando uma criatura vai pra dentro de uma fêmea. Percebi isso quando Nina, nossa cadela, pegou um bucho do cachorro vira-lata que minha mãe odeia. Ela achou ruim, reclamou. Brigava dia e noite com Nina, a cachorra fujona que saiu e voltou prenha de cinco cachorrinhos. Morreram todos. Coitada de Nina, ela ficou cansada, lenta, dorminhoca. Não fazia mais nada, só dormia. Minha mãe reclamou tanto, tanto, mais tanto, que pegou um bucho também.

           Mamãe colocou o nome da minha irmã de Rita de Cássia, a santa dela. Acho engraçado isso de dizer que a santa é sua. Pra mim, as coisas só são nossas quando a gente compra ou ganha. Do nada, a santa vira boneca que protege gente. Enquanto a barriga crescia, ela todo dia acendia uma vela, se alisava e rezava. Amenina, lá dentro, não sentia nada, não sabia de nada. Ganhou o nome da santinha que fica no quartinho ao lado da sala.

           Depois que minha mãe disse que eu ia ter uma irmãzinha, que ela ia ser minha melhor amiga e companheira, tudo mudou. Mamãe só vivia vomitando, com sono, não queria brincar comigo, triste e deitada. O médico disse que ela tinha que passar a gravidez toda acamada pra menina vingar. Toda noite que minha mãe rezava, eu rezava junto, pedindo pra aquela menina não nascer. Queria minha mãe só pra mim. Mas não adiantou.

          Meu pai, que quase não tinha tempo pra brincar comigo, passou a trabalhar mais. Eu só via ele nos fins de semana, e sempre cansado porque tinha mais uma boca pra alimentar. Minha filha, papai tem que trabalhar pra dar o melhor pra você e sua irmãzinha. Mas o melhor pra mim era ter meu pai e minha mãe somente pra mim. E, mesmo antes de nascer, a bola-de-gude-azul roubou meus pais.

         Eu queria ser filha única, como meu pai e minha mãe. Não tenho tios, e nem sinto falta. Família boa é família que tem tempo pra ficar junto e brincar feliz. Agora eu fico sozinha o tempo todo. Desde que Nina teve os cachorrinhos mortos, também não quer brincar comigo. Os bichinhos pareciam uns ratinhos, pretinhos, tamanhico de nada. Mamãe falou que eles não tinham como ficar vivos e que quase matou nossa cadela. Que ela teve sorte. Sorte mesmo seria se ela nunca tivesse pegado um bucho.

            Faz cinco dias que eu não consigo dormir, Rita está dormindo no quarto da minha mãe. Só vive pendurada nos peitos dela, mamando, mamando. Minha mãe chama ela de minha bezerrinha. Vai ser a bezerrinha mais forte de todas. Será que ela me acha fraca só porque eu não tô pendurada sugando o leite dela? Eu prefiro comer bolacha desmanchada no leite. Era tão bom quando minha mãe colocava minha comidinha, e a gente ficava vendo televisão e conversando. Ela sempre sentava em uma cadeira e ficava me vendo comer. É tão lindo te ver comendo Maria, você é a gulosa de mamãe. Eu ria, e ela alisava meus cachinhos.

             Hoje tive que apresentar um trabalho na escola. Segurei a cartolina e não consegui lembrar de nada. Comecei a gaguejar e a chorar. Todo mundo riu de mim. Burra, burra, chorona, chorona. A professora mandou todo mundo se calar. Eu empurrei o Carlinhos, o imbecil que puxou o coro, e chorei mais ainda. Fui levada pra diretoria, fizeram um bilhete pra meus pais, e amanhã eu só posso assistir aula se eles vierem me deixar. Me ferrei.

             Sinto medo da pisa que vou levar, do castigo que não vai acabar nunca. Eu não vou poder sair pra brincar com as meninas na rua, vou ter que ficar trancada dentro de casa fazendo o dever que não tem fim. A pirralha começa a berrar de novo, muito alto. Essa menina só chora. Se não fosse por ela, eu teria dormido bem e lembraria do nome de todos os répteis da cartolina. Ódio.

             Vou pro quarto, minha mãe tá dormindo pesado, roncando. Parece a Bela Adormecida que não vai acordar nunca mais. Rita chora, chora, chora, eu choro. Corro na cozinha, pego a faca de cortar pão, volto pro quarto, seguro a fralda na boca dela até abafar o choro, enfio a faca nos olhos-azuis-bola-de-gude dela e arranco. Pego as bolinhas agora vermelhas, se desmanchando na minha mão, e coloco na minha sacola de bolas-de-gude.

        Será que amanhã eu ainda vou estar de castigo?

Clarissa Moura (1987, João Pessoa/Paraíba) é advogada, escritora, membro do Clube do Conto da Paraíba. Publica seus textos – crônicas e contos – no Medium https://clarissagmoura.medium.com/ e outras redes sociais. É coorganizadora do ebook Antologia Poética – Poemas dos Dez Melhores Poetas do Extremo Oriental das Américas, publicada pela Rubaiyat Edições em 2022. É uma das autoras da Antologia Prosas de Oficina vol. II, publicação da Editora Escaleras em 2022.


Fonte: https://revistaacrobata.com.br/ 
Considere o seguinte trecho do Texto III.

“Eu empurrei o Carlinhos, o imbecil que puxou o coro, e chorei mais ainda. Fui levada pra diretoria, fizeram um bilhete pra meus pais, e amanhã eu só posso assistir aula se eles vierem me deixar. ”


Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA sobre o motivo que levou a narradora a ser levada à diretoria:
Alternativas
Q2339208 Português
No contexto expresso no texto apresentado, sobre a frase “Trabalho invisível a gente só vê quando falta”, é CORRETO inferir que:
Alternativas
Q2339207 Português
A partir do Texto II é CORRETO afirmar que o tema PRINCIPAL abordado pelo autor discute:
Alternativas
Q2339200 Português
TEXTO I



Tema de redação do Enem evoca invisibilidade do trabalho de cuidado das mulheres no Brasil

Para o presidente do TST, o tema é atual e relevante e está na pauta da Justiça do Trabalho

06/11/2023 - O tema da redação do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, realizado neste domingo (5), trouxe à tona uma importante reflexão: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Lelio Bentes Corrêa, o tema é “atual e relevante para nossa sociedade”. Segundo o ministro, a exclusão social abrange fenômenos culturais como a invisibilização social e o não reconhecimento. “Ao repetirmos padrões culturais impregnados de preconceito, de misoginia e de desvalorização do trabalho e da figura do outro, somos levados a invisibilizar”, afirma.


Problema estrutural

A invisibilidade desse tipo de trabalho está na pauta da Justiça do Trabalho. Em outubro deste ano, o TST promoveu o evento “Ver o Invisível - Seminário de Trabalho Doméstico e de Cuidado”, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e apoio da Embaixada da França no Brasil. A iniciativa buscou dar visibilidade e valorizar a importância individual e coletiva do trabalho doméstico e de cuidados, realizados predominantemente por mulheres, em especial mulheres negras.


Mulheres

O tema também foi tratado em artigo publicado na revista Carta Capital, assinado pelo ministro Lelio Bentes e por Helena Martins de Carvalho, mestra em Direito, Estado e Constituição pela UnB e assessora no TST. Eles analisam os dados do estudo “Gênero é o que importa: determinantes do trabalho doméstico não remunerado no Brasil”, publicado em outubro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, as mulheres seguem sendo as protagonistas do trabalho doméstico não remunerado no país, com jornadas de trabalho não pago duas vezes mais longas que as dos homens. Também são as mulheres as principais cuidadoras de idosos nos contextos familiares.


Equidade

Em outubro, o CSJT aprovou a resolução que institui o programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, que integra a Política Judiciária Nacional de Trabalho Decente da Justiça do Trabalho. A iniciativa amplia o escopo de atuação institucional da Justiça do Trabalho para além dos limites dos processos judiciais, alcançando também a qualificação e a formação para lidar com esses fenômenos. A ministra do TST Kátia Arruda é a coordenadora nacional do programa.

Fonte: https://www.tst.jus.br/
Com base no Texto I, assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE uma característica linguística presente no texto relacionada ao gênero textual.
Alternativas
Q2339198 Português
TEXTO I



Tema de redação do Enem evoca invisibilidade do trabalho de cuidado das mulheres no Brasil

Para o presidente do TST, o tema é atual e relevante e está na pauta da Justiça do Trabalho

06/11/2023 - O tema da redação do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, realizado neste domingo (5), trouxe à tona uma importante reflexão: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Lelio Bentes Corrêa, o tema é “atual e relevante para nossa sociedade”. Segundo o ministro, a exclusão social abrange fenômenos culturais como a invisibilização social e o não reconhecimento. “Ao repetirmos padrões culturais impregnados de preconceito, de misoginia e de desvalorização do trabalho e da figura do outro, somos levados a invisibilizar”, afirma.


Problema estrutural

A invisibilidade desse tipo de trabalho está na pauta da Justiça do Trabalho. Em outubro deste ano, o TST promoveu o evento “Ver o Invisível - Seminário de Trabalho Doméstico e de Cuidado”, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e apoio da Embaixada da França no Brasil. A iniciativa buscou dar visibilidade e valorizar a importância individual e coletiva do trabalho doméstico e de cuidados, realizados predominantemente por mulheres, em especial mulheres negras.


Mulheres

O tema também foi tratado em artigo publicado na revista Carta Capital, assinado pelo ministro Lelio Bentes e por Helena Martins de Carvalho, mestra em Direito, Estado e Constituição pela UnB e assessora no TST. Eles analisam os dados do estudo “Gênero é o que importa: determinantes do trabalho doméstico não remunerado no Brasil”, publicado em outubro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, as mulheres seguem sendo as protagonistas do trabalho doméstico não remunerado no país, com jornadas de trabalho não pago duas vezes mais longas que as dos homens. Também são as mulheres as principais cuidadoras de idosos nos contextos familiares.


Equidade

Em outubro, o CSJT aprovou a resolução que institui o programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, que integra a Política Judiciária Nacional de Trabalho Decente da Justiça do Trabalho. A iniciativa amplia o escopo de atuação institucional da Justiça do Trabalho para além dos limites dos processos judiciais, alcançando também a qualificação e a formação para lidar com esses fenômenos. A ministra do TST Kátia Arruda é a coordenadora nacional do programa.

Fonte: https://www.tst.jus.br/
Com base no Texto I, assinale a alternativa que reflete CORRETAMENTE uma iniciativa promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para combater a invisibilidade do trabalho de cuidado.
Alternativas
Q2339197 Português
TEXTO I



Tema de redação do Enem evoca invisibilidade do trabalho de cuidado das mulheres no Brasil

Para o presidente do TST, o tema é atual e relevante e está na pauta da Justiça do Trabalho

06/11/2023 - O tema da redação do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, realizado neste domingo (5), trouxe à tona uma importante reflexão: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Lelio Bentes Corrêa, o tema é “atual e relevante para nossa sociedade”. Segundo o ministro, a exclusão social abrange fenômenos culturais como a invisibilização social e o não reconhecimento. “Ao repetirmos padrões culturais impregnados de preconceito, de misoginia e de desvalorização do trabalho e da figura do outro, somos levados a invisibilizar”, afirma.


Problema estrutural

A invisibilidade desse tipo de trabalho está na pauta da Justiça do Trabalho. Em outubro deste ano, o TST promoveu o evento “Ver o Invisível - Seminário de Trabalho Doméstico e de Cuidado”, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e apoio da Embaixada da França no Brasil. A iniciativa buscou dar visibilidade e valorizar a importância individual e coletiva do trabalho doméstico e de cuidados, realizados predominantemente por mulheres, em especial mulheres negras.


Mulheres

O tema também foi tratado em artigo publicado na revista Carta Capital, assinado pelo ministro Lelio Bentes e por Helena Martins de Carvalho, mestra em Direito, Estado e Constituição pela UnB e assessora no TST. Eles analisam os dados do estudo “Gênero é o que importa: determinantes do trabalho doméstico não remunerado no Brasil”, publicado em outubro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, as mulheres seguem sendo as protagonistas do trabalho doméstico não remunerado no país, com jornadas de trabalho não pago duas vezes mais longas que as dos homens. Também são as mulheres as principais cuidadoras de idosos nos contextos familiares.


Equidade

Em outubro, o CSJT aprovou a resolução que institui o programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, que integra a Política Judiciária Nacional de Trabalho Decente da Justiça do Trabalho. A iniciativa amplia o escopo de atuação institucional da Justiça do Trabalho para além dos limites dos processos judiciais, alcançando também a qualificação e a formação para lidar com esses fenômenos. A ministra do TST Kátia Arruda é a coordenadora nacional do programa.

Fonte: https://www.tst.jus.br/
Com base no Texto I, em relação a relevância do tema da redação do Enem 2023, segundo o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2339071 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
No trecho “Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas....” (4º parágrafo), sobre o termo destacado só é verdadeiro o que se afirma em: 
Alternativas
Q2339065 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
O termo “isso”, em sua primeira ocorrência no 3º parágrafo, refere-se a(à): 
Alternativas
Q2339064 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
No texto o movimento de persuadir o leitor é feito por meio: 
Alternativas
Q2339063 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
No texto, as expressões, “A bailarina” (4º parágrafo), “Eunice sinaliza” (7º parágrafo) e “relata a bailarina” (8º parágrafo) são formas diferentes usadas em um texto para se referir a um elemento já citado evitando a repetição. Essa estratégia textual consiste também em uma forma de: 
Alternativas
Q2339062 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
Com base no texto, depreende-se que os dois especialistas ouvidos:
Alternativas
Q2339061 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
A ideia de talento no texto é questionada:
Alternativas
Q2339060 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
Com base no texto é muito importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, exceto porque:
Alternativas
Q2339059 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
De acordo com o texto a possibilidade de criar oportunidades para desenvolver habilidades artísticas se deve:
Alternativas
Q2339058 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
Na opinião da jornalista o que torna os seres humanos de fato humanos é: 
Alternativas
Q2339057 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
É notório que o texto acima pertence ao domínio jornalístico, deste modo sua configuração permite-nos classificá-lo corretamente como um artigo jornalístico em que: 
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Q2338542 Português
A força dos números


Otto Lara Resende


     O bombardeio de números começa, mal rompe a manhã. Se é que cessa durante a noite, povoada de pesadelos. São dígitos, porcentagens e gráficos que estão por todo lado. Subiu a taxa de desemprego. Baixou por um momento o dólar no paralelo. Chegou à estratosfera o índice de inflação. A bolsa fechou em alta ou fechou em baixa, com números que entram pelos décimos. Subiu de um centésimo a cotação do ouro. Muito mais subiu o chuchu.

     No seu livro sobre anjos, Rafael Albert tem um poema intitulado “El ángel de los números”1 . Para um poeta, tudo tem poesia. Também os números. Esse anjo de Albert voa pensativo do 1 ao 2, do 2 ao 3, do 3 ao 4. Escrito nos anos 20, tem um toque surrealista e escolar. Adeja2 entre gizes frios e mortas lousas. Nem sol, nem lua, nem estrelas o acompanham. É solo nieblas3. Mensageiro de catástrofes, até parece um anjo deste ano da desgraça de 1991.

     Darrel Huff abriu o caminho da fantasia com seu How to Lie with Statistics4 . Comprometido com a exatidão, o número tem uma aura de verdade mesmo em cima de uma mentira. Qualquer disparate ganha ares de verossímil. Você lê, por exemplo, que 24,99% dos cariocas sofrem de araquibutirofobia. Trocando em miúdos, isto quer dizer que em cada quatro cidadãos do Rio um está araquibutirofóbico.

     Na cidade de Surabaia já se contam 117.928 casos de araquibutirofobia, informa a OMS (Organização dos Mentirosos Sofisticados). No Rio, o vírus da doença é 3,19 vezes mais forte do que no Oriente. A pesquisa comprovou que o contágio acompanha aqui a curva de frequência analagmática. É o caos! Ou o Apocalipse cuja besta tem o número 666 (macaco no bicho). Ah, sim: araquibutirofobia? É o medo de que a manteiga de amendoim agarre no céu da boca. Começa de maneira imperceptível e leva o paciente ao pânico em poucas horas.


1 El ángel de los números (espanhol) = O anjo dos números

2 Adejar = agitar, mover.

3 Solo nieblas (espanhol) = apenas neblinas

4 How to Lie with Statistics (inglês) = Como mentir com as estatísticas.


Disponível em: A força dos números | Crônicas | Portal da Crônica Brasileira (cronicabrasileira.org.br). Acesso em: 4 nov. 2023.
De acordo com informações contidas no texto “A força dos números”, o poema de Rafael Albert foi escrito
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Q2338289 Português
“Revista USP” discute o jornalismo na era da pós-verdade


Publicação traz dossiê com artigos de especialistas que analisam modos de garantir a qualidade das informações.

     Um dos maiores desafios da mídia contemporânea é conter a proliferação de notícias falsas, as chamadas “fake news”, que acabam fazendo da maneira de pensar atual uma reminiscência do modo de pensar de um camponês medieval, com base em fofocas, boatos e muita conversa. Com isso, o novo mundo se assemelha ao mundo de antes do período em que a imprensa criada por Gutemberg predominou na história da humanidade, entre o século 15 e o início do século 21, transformado então apenas numa “interrupção do fluxo normal da comunicação humana”.

     Essa análise, inspirada nas ideias do professor Thomas Pettitt, da Universidade do Sul da Dinamarca, está exposta no artigo “Verdades e mentiras no ecossistema digital”, do jornalista e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Caio Túlio Costa, publicado na edição número 116 da Revista USP, que acaba de ser lançada. Publicada trimestralmente pela Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP, a revista traz nesta edição o dossiê “Pós-Verdade e Jornalismo”, que inclui cinco artigos de pesquisadores e jornalistas, dedicados a analisar as formas de evitar as “fake news” e garantir a veiculação de informações de qualidade para a sociedade.

     Garantir essa qualidade está cada vez mais difícil na era da “pós-verdade” – expressão que designa a circunstância em que fatos objetivos são menos influentes para moldar a opinião pública do que apelos à emoção e às crenças pessoais, de acordo com a definição do Oxford Dictionary. É o que aponta o professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP Eugênio Bucci, no artigo “Pós-política e corrosão da verdade”, também publicado no dossiê da Revista USP.

     Bucci reitera que parte da responsabilidade pela desvalorização da verdade factual – aquela que se refere não a um valor transcendental, mas ao registro “precário” dos acontecimentos – se deve às redes sociais e à internet, “onde se acomodaram confortavelmente as forças dedicadas à produção das notícias fraudulentas”. Ressalvando o lado positivo dessas novas tecnologias, como a abertura de novos canais de diálogos, a facilidade de comunicação entre as pessoas e a exibição imediata de demandas públicas, Bucci destaca que o problema se encontra no fato de que, tendo se enraizado no mundo da vida e na esfera pública, elas não são públicas em seus controles e na sua propriedade. “Sob a malha tecnológica, elas promovem a tecnociência e o capital como substitutos da própria política.”

     Para Bucci, redes sociais como Facebook e Twitter e sites de busca como Google aceleraram e fortaleceram a pós-verdade. Isso se deu, de acordo com o professor, por pelo menos dois motivos. O primeiro se refere ao incremento da velocidade e do alcance proporcionado por esses novos recursos. “Vários levantamentos mostram que as notícias fraudulentas repercutem mais do que as verdadeiras. E mais rapidamente. E arrebatam as amplas massas de um modo acachapante, num grau jamais atingido pelos meios jornalísticos mais convencionais”, escreve Bucci, citando como exemplo a campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, em 2016, que em dois dias conseguiu fazer com que boa parte da população do país acreditasse que Barack Obama tinha nascido no Quênia.

     O segundo motivo por que as redes sociais e sites de busca favorecem a pós-verdade diz respeito ao fator econômico, continua o professor. “Notícias fraudulentas dão lucro. Dentro do ambiente virtual do Google e do Facebook, a fraude compensa. Quanto maior o número de cliques, mais o autor fatura. E, como a mentira é fácil de produzir (é barata) e desperta o furor das audiências, um dos melhores negócios da atualidade é noticiar acontecimentos que nunca aconteceram de verdade – e que, mesmo assim, despertam emoções fortes nos chamados internautas.”

     [...]


 (CASTRO, Roberto C. G. “Revista USP” discute o jornalismo na era da pós-verdade. Jornal da USP. Em: maio de 2018.)
De acordo com as ideias e informações apresentadas no texto, pode-se afirmar que:
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Q2338263 Português
Texto: Não ameis a distância

Em uma cidade há um milhão e meio de pessoas, em outra há outros milhões; e as cidades são tão longe uma da outra que nesta é verão quando naquela é inverno. Em cada uma dessas cidades há’ uma pessoa; e essas pessoas tão distantes acaso pensareis que podem cultivar em segredo, como plantinha de estufa, um amor à distância?

Andam em ruas tão diferentes e passam o dia falando línguas diversas; cada uma tem em torno de si uma presença constante e inumerável de olhos, vozes, notícias. Não se telefonam mais; é tão caro e demorado e tão ruim e além disso, que se diriam? Escrevem-se. Mas uma carta leva dias para chegar; ainda que venha vibrando, cálida, cheia de sentimento, quem sabe se no momento em que é lida já não poderia ter sido escrita? A carta não diz o que a outra pessoa está sentindo, diz o que sentiu na semana passada… e as semanas passam de maneira assustadora, os domingos se precipitam mal começam as noites de sábado, as segundas retornam com veemência gritando — “outra semana!”, e as quartas já têm um gosto de sexta, e o abril de de-já-hoje é mudado em agosto… 

Sim, há uma frase na carta cheia de calor, cheia de luz; mas a vida presente é traiçoeira e os astrônomos não dizem que muita vez ficamos como patetas a ver uma linda estrela jurando pela sua existência — e no entanto há séculos ela se apagou na escuridão do caos, sua luz é que custou a fazer a viagem? Direi que não importa a estrela em si mesma, e sim a luz que ela nos manda; e eu vos direi: amai para entendê-las!

Ao que ama o que lhe importa não é a luz nem o som, é a própria pessoa amada mesma, o seu vero cabelo, e o vero pêlo, o osso de seu joelho, sua terna e úmida presença carnal, o imediato calor; é o de hoje, o agora, o aqui — e isso não há. 

Então a outra pessoa vira retratinho no bolso, borboleta perdida no ar, brisa que a testa recebe na esquina, tudo o que for eco, sombra, imagem, um pequeno fantasma, e nada mais. E a vida de todo dia vai gastando insensivelmente a outra pessoa, hoje lhe tira um modesto fio de cabelo, amanhã apenas passa a unha de leve fazendo um traço branco na sua coxa queimada pelo sol, de súbito a outra pessoa entra em fading um sábado inteiro, está-se gastando, perdendo seu poder emissor à distância.

Cuidai amar uma pessoa, e ao fim vosso amor é um maço de cartas e fotografias no fundo de uma gaveta que se abre cada vez menos… Não ameis à distância, não ameis, não ameis!

Fonte: https://www.pensador.com/cronicas_de_rubem_braga/

Leia o excerto a seguir: “Ao que ama o que lhe importa não é a luz nem o som, é a própria pessoa amada mesma, o seu vero cabelo, e o vero pêlo, o osso de seu joelho, sua terna e úmida presença carnal, o imediato calor; é o de hoje, o agora, o aqui — e isso não há.” Neste excerto compreendemos que para o autor: 
Alternativas
Q2338072 Português
Texto

Automóvel: Sociedade Anônima

(Paulo Mendes Campos)

    Se você quiser, compre um carro; é um conforto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo.

    Com o carro, você está ampliando seriamente a economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc.

    Já na compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...] 

    Você já pode ir vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você.

    Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores, olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de francopuxadores. [...]
A partir da leitura atenta do texto, conclui-se que seu título cumpre um papel irônico uma vez que:
Alternativas
Respostas
14601: B
14602: E
14603: C
14604: D
14605: C
14606: B
14607: A
14608: E
14609: D
14610: B
14611: B
14612: A
14613: E
14614: D
14615: C
14616: B
14617: C
14618: B
14619: A
14620: D