Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2358714 Português
Leia o texto a seguir.

No país das telenovelas, as produções asiáticas têm conquistado cada vez mais espectadores
Alexandre Fonseca

             Em um primeiro momento, a palavra pode soar estranha, o que não a impediu de ser sucesso entre os fãs e “figurinha fácil” nas redes sociais. Dorama é a forma como os japoneses leem a palavra drama (do inglês) com o katakana, silabário utilizado para “niponizar” palavras estrangeiras. Mas do que se trata, afinal? Bom, na web, o uso do termo para séries japonesas engloba uma variedade de produções asiáticas, como as novelas coreanas (Kdrama) e chinesas (C-drama).
        O sucesso dessas produções é tão grande por aqui, que em 2020 o Brasil, o país das telenovelas, ficou em 3º no ranking de países que mais consumiram “doramas” durante o período pandêmico, conforme mostrou a pesquisa da Fundação Coreana para Intercâmbio Cultural Internacional (Korea Foundation for International Culture Exchange – KOFICE).
             Mas o que essas novelas ou séries têm que outras produções ocidentais não possuem? Para alguns dorameiros, como são conhecidos os aficionados por dorama na internet, a principal diferença seria a forma como as relações são abordadas, principalmente as românticas.
           A assistente administrativa Kenya Ramos, de 20 anos, acha que as telenovelas brasileiras banalizam a troca de afeto, fazendo com que o romance aconteça rápido demais. “Estamos tão acostumados a ver o relacionamento rolar tão rápido, que um beijo é algo super comum aqui no Brasil. Nos doramas é diferente: demora para acontecer. A importância que eles dão a esses temas é o que nos prende. O beijo demora a acontecer e até para pegar na mão tem aquele suspense”, observa a jovem.
            A opinião de Kenya é corroborada pelo fotógrafo João Paulo Andrade, de 33 anos. Espectador de produções asiáticas desde a infância (na década de 1990 houve a primeira “invasão” da cultura oriental no Brasil, com os animes), ele considera que nos doramas a questão comportamental tem um desenvolvimento amoroso melhor construído. “A questão é que o amor aqui acaba se resumindo muito ao contato físico e libidinoso. No dorama está muito mais ligado aos conflitos externos e culturais, assim como uma idealização do amor e das normas culturais”, destaca. “Sempre é pensado no que a sociedade vai pensar, no que os pais vão pensar e acabam dando ênfase a esses pontos. Enquanto na nossa cultura, apesar de ter tudo isso nas telenovelas, acaba muito mais indo para uma conjunção carnal que um desenvolvimento de amor”, reitera.
           O estudante de 17 anos Hitalo Lopes conta que sua incursão pelo mundo dos doramas se deu graças ao k-pop, a música pop produzida na Coréia do Sul. “Minha banda favorita de k-pop é o Twice. Uma coisa acabou puxando a outra”, lembra, destacando gosto pelo dorama “Woo, uma advogada extraordinária”. “Gosto dessa cultura porque o estilo é muito variado, então você acaba gostando de muitas coisas diferentes”, revela o estudante.


Segundo o texto, o dorama se tornou uma “figurinha fácil” devido
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Q2358712 Português
Leia e analise o texto e em seguida responda ao que se pede.


QUASE DA FAMÍLIA A existência do emprego doméstico reflete um país ainda atado aos laços psíquicos
                          da                         Cleonice Gonçalves, 63, fazia seu trajeto habitual de 120 quilômetros, do trabalho na zona sul do Rio até sua casa, em Miguel Pereira, sofrendo um intenso mal-estar. Estava com febre. De segunda a quarta-feira, dormia no emprego. A patroa tinha voltado da Itália. Diabética e hipertensa, Cleonice não resistiu. Foi a primeira vítima de Covid-19 no Rio de Janeiro.
                 Não é preciso usar o termo "doméstica" para conseguir visualizar o trabalho de Cleonice. O trabalho doméstico no Brasil tem cor, classe e gênero. Entre as 6 milhões de pessoas que executam tarefas de limpeza e manutenção na casa alheia, 92% são mulheres. A maior parte (63%) é negra. Menos de um terço tem carteira assinada. O número de trabalhadoras domésticas sem carteira assinada e mais velhas vem aumentando no país. Nos últimos meses, segundo a Pnad Covid, pelo menos 500 mil postos de trabalho doméstico foram fechados.
                     A dinâmica não é nova: lembra o tempo em que o Brasil era uma colônia portuguesa. A diferença é que, após a abolição, quem cozinhava, limpava e cuidava da casa de alguém passou da condição de escravizado a de empregado. Uma rede complexa de relações sociais mantém essa realidade quase inalterada no país, em que privilégios e racismo desempenham papel fundamental.

Fonte: https://www.sindomestica.com.br/noticias_mostra.php ?id=986 acessado em 13/11/2023 s


De acordo com o texto é correto afirmar que a temática crítica
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Q2358033 Português

Texto CB1A1  


        Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. 


O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. 


O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. 


Nicolás Valencia. O impacto das ferramentas de inteligência artificial na arquitetura em 2024 (e além). Internet: (com adaptações). 





Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue o item a seguir.


Segundo o texto, a desigualdade social que é refletida na arquitetura pode ser observada na coexistência, possivelmente na mesma cidade, de obras inteiramente elaboradas por IA e obras feitas com papel e lápis, sem a participação de arquitetos. 

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Q2358031 Português

Texto CB1A1  


        Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade. 


O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria imprudente nos colocarmos em suas mãos.”. 


O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje, especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu significado. 


Nicolás Valencia. O impacto das ferramentas de inteligência artificial na arquitetura em 2024 (e além). Internet: (com adaptações). 





Com base nos sentidos e nas ideias expressos no texto CB1A1, julgue o item a seguir.
Infere-se do texto que o uso de tecnologias inovadoras como a IA pode ter implicações econômicas.
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Q2357807 Português

        O eucalipto é cortado, e dele se faz o papel. Processo quase alquímico. O inflexível se dobra, o marrom se torna branco, onde cabiam folhas verdes agora cabem ideias maduras. Chegada a obra-prima, alguém trabalha o preenchê-la. E era isso que fascinava tanto o jornalista Pinheiro Júnior — fosse jovem fosse experiente. 


— Por que arquitetura? Por que arquitetura quando o senhor já havia contribuído tanto com esse talento, com esse dom? 


— Uma das coisas que mais me atraiu na Última Hora foi a diagramação da UH, a paginação da UH. Enquanto os outros jornais eram jornais duros, feios, a UH era um jornal bonito, era um jornal, inclusive, a cores. Os outros jornais não eram. Arquitetura, em jornalismo, é exatamente a diagramação dos jornais. 


Bruna Rezende e Victor Gabry. A Arquitetura tem tudo a ver com o Jornalismo! Uma conversa com Pinheiro Júnior, veterano do jornalismo, sobre o que ele ainda não falou. In: Cadernos de reportagem, 2018. Internet: .<cadernosdereportagem.wordpress.com>. 






Com base na leitura e nos sentidos do texto anterior, julgue o item que se segue. 


No primeiro parágrafo, “inflexível”, “marrom” e “folhas verdes” relacionam-se a “eucalipto”, enquanto “dobra”, “branco” e “ideias maduras” associam-se a “papel”, apontando para as especificidades de seus significados, mas sem descartar a origem comum de ambos, “eucalipto” e “papel”. 

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Q2357671 Português
Leia o texto abaixo.

A RECEITA DO AMOR
Não é fácil amar. E não é fácil ser amado. Quem diz que tudo é muito simples, nunca sofreu. Já sofri muito. O amor não é uma receita que sempre dá certo. Ele pode desandar por mais que você use os ingredientes corretos. Você pode tomar todo o cuidado do mundo na hora de temperar, mas ele pode ficar sem sal, sem graça, sem gosto. Você pode se enganar e errar a mão na hora de colocar pimenta jamaicana. Ou pode colocar açúcar demais. Ou alecrim de menos. Ou pode deixar a forma cair no chão e destruir seu belo prato. Muito acontece dentro da cozinha do coração. Tem coisa que parte, quebra, esmigalha, esfarela, engrossa, dá errado. Mas também tem muita coisa que dá certo. Dá gosto. Dá prazer. Dá alegria. Dá sabor. Trecho do livro: Para todos amores errados.

Clarissa Corrêa _ Ed. Gutemberg


De acordo com o teor discursivo no texto, a finalidade desse gênero é: 
Alternativas
Q2357669 Português
De acordo com os dados apresentado no infográfico, verifica - se que:
Alternativas
Q2357664 Português
De que histórias somos tecidos?
Tecidos de amor, de traumas, de dor ou de pavor?
De todas as cores, de alegria ou de tirania?
Do esperado e anunciado ou do desprezado e
equivocado?
Do enxoval bordado, do doado ou do negado?
Será que somos ainda tecidos, entrelaçados ou
entristecidos?
Recontados ou narrados?
Será que ainda amarram a nossa vida
Ou já conseguimos tecer com maestria?
Se tecemos – o que tecemos? Ou há tempos
desistimos de tecer?
Misturamos sentimentos ou nos apegamos apenas
em tecidos
ingratos que nos fizeram sofrer?
Se teço ou tecido – ter sido foi um prazer.
Prazer de viver.
Corro no tempo, paro no laço, remexo um abraço,
lembro do beijo,
Suspiro no espaço, me perco no passo.
É só mais um traço na linha do tempo que acabei de
viver.
Traço estratégias para guardar traços sagrados no
altar.
Guardo no coração o que me move e desfaço o que
me afeta,
Mesmo que venha doer.
Faço circo, danço no palco, choro no escondido ou
na multidão.
De drama ou de romance, de comédia ou de ação.
Sou narrativas.
Narro histórias. Invento Histórias. Me reinvento.
Da alma traçada pelo caminho que nasci,
Redescubro significados sem fim.
Não sou a mesma da história que contaram para
mim.
Agora, vivo
Sou tecido e tecelã da minha vida.
E você, tece o quê? ( Rosângela Morais)
A autora do poema apresentado versa sobre a construção de uma identidade que se dá por meio de vários questionamentos. Isso ocorre também pelo uso de vários recursos estilísticos presentes no texto. Em qual dos trechos abaixo ocorre uma ruptura na qual o eu lírico se apresenta como responsável por suas ações?
Alternativas
Q2357661 Português
Leia e analise atentamente o fragmento textual a seguir para responder a questão.


“O relógio da Faculdade de Direito passou afinal a funcionar. A engenhosa construção da máquina conjugada com os sinos é uma das relíquias da Casa de Tobias”.
Fonte: Jornal Universitário, Recife, UFPE. Nov./Dez.1982,p.3, P. Ferreira


As palavras sublinhadas são recursos textuais coesivos
Alternativas
Q2357552 Português
Assinale a alternativa CORRETA a respeito das informações contidas no texto.
Alternativas
Q2357551 Português
Com base na estrutura do texto e suas as características linguístico-textuais, aponte a alternativa com a(s) combinação(ções) CORRETA(s), após a leitura das assertivas:

I- A utilização de metáforas e eufemismos constrói o sentido do texto;
II- A linguagem denotativa promove a coerência textual;
III- A referência ao ano-luz é o que possibilita a coesão entre a ideia central e as demais;
IV- A tipologia informativa/explicativa é subjugada pela injuntiva.

Dos itens acima:
Alternativas
Q2357476 Português
Embriagai-vos (charles baudelaire)


Deveis estar sempre embriagados. Aqui reside tudo. É a única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que vos esmaga os ombros e vos verga para a terra, é imperativo embriagar-se sem descanso.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vosso gosto. Mas embriagai-vos.

E se por acaso, sobre os degraus de um palácio, sobre a relva verde de uma vala, na morna solidão do vosso quarto, acordardes de embriaguez diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que roda, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio vos responderão:

“É hora de vos embriagardes! Para que não sejais escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, a vosso gosto.”


Disponível em: <https://teorialiterariaufrj.blogspot.com/2009/05/baudelai re-enivrez-vous-e-suas.html>.. Acesso em: 12/out./2023
Acerca do poema “embriagai-vos” podemos afirmar que: 
Alternativas
Q2357472 Português
CRÔNICA DE UMA GUERRA ANUNCIADA


       Estive na Europa do Leste em 1989, relatando as revoluções que derrubaram as ditaduras comunistas ossificadas que levaram ao colapso da União Soviética. Foi um tempo de esperança. A OTAN, com o desmembramento do império soviético, tornou-se obsoleta. O presidente Mikhail Gorbachev estendeu a mão a Washington e à Europa para construir um novo pacto de segurança que incluiria a Rússia. James Baker, secretário de estado na administração Reagan, juntamente com o ministro das relações exteriores da Alemanha Ocidental HansDietrich Genscher, garantiu ao líder soviético que, se a Alemanha fosse unificada, a OTAN não seria estendida para além das novas fronteiras.

       O compromisso de não expandir a OTAN, também assumido pela Grã-Bretanha e França, parecia anunciar uma nova ordem mundial. Vimos os dividendos da paz pendurados diante de nós, a promessa de que as enormes despesas com armas que caracterizaram a Guerra Fria seriam convertidas em despesas com programas sociais e infraestruturas que há muito tinham sido negligenciadas para alimentar o apetite insaciável dos militares.

         Naquela época, havia um entendimento quase universal entre diplomatas e líderes políticos de que qualquer tentativa de expansão da OTAN era uma insensatez, uma provocação injustificada contra a Rússia que obliteraria os laços e vínculos que felizmente surgiram no final da Guerra Fria.

         Como éramos ingênuos. A indústria bélica não pretendia reduzir seu poder ou seus lucros. Começou quase imediatamente a recrutar os antigos países do Bloco Comunista para a União Europeia e a OTAN. Os países que aderiram à OTAN, que agora inclui a Polônia, Hungria, República Checa, Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Albânia, Croácia, Montenegro e Macedônia do Norte, foram forçados a reconfigurar suas forças armadas, muitas vezes através de grandes empréstimos, para se tornarem compatíveis com o equipamento militar da OTAN.

          Não haveria dividendos da paz. A expansão da OTAN tornou-se rapidamente uma bonança multibilionária para as empresas que tinham lucrado com a Guerra Fria. (A Polônia, por exemplo, acabou de concordar em gastar 6 bilhões de dólares em tanques M1 Abrams e outros equipamentos militares dos EUA). Se a Rússia não aceitasse ser novamente o inimigo, então a Rússia seria pressionada a tornar-se o inimigo. E aqui estamos nós. À beira de outra Guerra Fria, da qual só a indústria bélica se beneficiará, enquanto, como escreveu W. H. Auden, as crianças pequenas morrem nas ruas.

         As consequências de empurrar a OTAN para as fronteiras com a Rússia – agora há uma base de mísseis da OTAN na Polônia a 100 milhas da fronteira russa – eram bem conhecidas dos responsáveis políticos. Ainda assim, fizeram-no de qualquer forma. Não fazia qualquer sentido geopolítico. Mas fazia sentido comercial. Afinal, a guerra é um negócio, e muito lucrativo. É por isso que passamos duas décadas no Afeganistão, embora houvesse um consenso quase universal, após alguns anos de lutas infrutíferas, que tínhamos mergulhado num pântano que nunca poderíamos vencer.

           Num telegrama diplomático classificado, obtido e divulgado pelo WikiLeaks, datado de 1 de fevereiro de 2008, escrito de Moscou e dirigido aos Chefes do Estado-Maior Conjunto, à Cooperação OTAN-União Europeia, ao Conselho de Segurança Nacional, ao Coletivo Político Rússia-Moscou, ao secretário da defesa e ao secretário de estado, houve um entendimento inequívoco de que a expansão da OTAN arriscava um eventual conflito com a Rússia, especialmente em relação à Ucrânia.

          “A Rússia não só percebeu o cerco [pela OTAN], e os esforços para minar a influência da Rússia na região, mas também teme as consequências imprevisíveis e descontroladas que afetariam seriamente os interesses de segurança russos”, lê-se no telegrama. “Os especialistas dizem-nos que a Rússia está particularmente preocupada com o fato de que as fortes divisões na Ucrânia em relação à adesão à OTAN, com grande parte da comunidade étnico-russa contra, possam levar a uma grande cisão, envolvendo violência ou, na pior das hipóteses, uma guerra civil. Nessa eventualidade, a Rússia teria que decidir se interviria; uma decisão que a Rússia não quer ter que enfrentar…

            Dmitri Trenin, Diretor Adjunto do Centro Carnegie de Moscou, manifestou receio de que a Ucrânia seja, a longo prazo, o fator mais potencialmente desestabilizador nas relações EUA-Rússia, dado o nível de emoção e nevralgia desencadeado por sua busca pela adesão à OTAN…uma vez que a adesão permaneceu um assunto de divisão na política interna ucraniana, criou-se uma abertura para a intervenção russa. Trenin manifestou temor de que elementos do establishment russo fossem encorajados a intrometer-se, estimulando os EUA a encorajarem abertamente as forças políticas opositoras, e deixando os EUA e a Rússia numa postura clássica de confrontação”.

          A administração Barack Obama, não querendo inflamar ainda mais as tensões com a Rússia, bloqueou a venda de armas para Kiev. Mas este ato de prudência foi abandonado pelas administrações de Donald Trump e Joe Biden. Armas dos EUA e da Grã-Bretanha estão sendo despejadas na Ucrânia, parte do 1,5 bilhão de dólares prometido em ajuda militar. No equipamento, estão incluídas centenas de sofisticadas armas anti-tanque Javelins e NLAW, apesar dos repetidos protestos de Moscou.

           Os Estados Unidos e seus aliados da OTAN não têm qualquer intenção de enviar tropas para a Ucrânia. Pelo contrário, inundarão o país com armas, o que foi feito no conflito de 2008 entre Rússia e Geórgia.

             O conflito na Ucrânia ecoa o romance Crônica de uma morte anunciada, de Gabriel Garcia Márquez. No romance, o narrador reconhece que “nunca houve uma morte tão anunciada”, e, no entanto, ninguém foi capaz ou disposto a impedi-la. Todos nós que informávamos a partir da Europa do Leste em 1989 conhecíamos as consequências de provocar a Rússia, e, não obstante, poucos levantaram a voz para impedir a loucura. Os passos metódicos em direção à guerra ganharam vida própria, movendo-nos como sonâmbulos em direção ao desastre.

            Quando a OTAN se expandiu para a Europa do Leste, a administração Clinton prometeu a Moscou que as tropas de combate da OTAN não seriam estacionadas na Europa do Leste, a questão decisiva do “Ato Fundador OTAN-Rússia sobre Relações Mútuas” de 1997. Esta promessa revelou-se, outra vez, uma mentira. Depois, em 2014, os EUA apoiaram um golpe contra o presidente ucraniano Viktor Yanukovych, que procurou construir uma aliança econômica com a Rússia em vez da União Europeia. Claro que, uma vez integrada à União Europeia, como se viu no resto da Europa do Leste, o passo seguinte é a integração à OTAN. A Rússia, assustada com o golpe, alarmada com as propostas da UE e da OTAN, anexou então a Crimeia, em grande parte povoada por falantes de russo. E a espiral de morte que nos levou ao conflito atualmente em curso na Ucrânia não pode mais ser contida.

            O estado de guerra precisa de inimigos para se sustentar. Quando um inimigo não pode ser encontrado, um inimigo é fabricado. Putin tornou-se, nas palavras do senador Angus King, o novo Hitler, pronto para agarrar a Ucrânia e o resto da Europa do Leste. Os gritos de guerra, ecoados sem constrangimento pela imprensa, justificam-se drenando o conflito do contexto histórico, elevando-nos como os salvadores, e a quem quer que nos oponhamos, de Saddam Hussein a Putin, como o novo líder nazista.

           Não sei onde isto vai parar. Devemos lembrar, como Putin nos lembrou, que a Rússia é uma potência nuclear. Devemos lembrar que, uma vez aberta a caixa de Pandora da guerra, ela desencadeia forças obscuras e assassinas que ninguém pode controlar. Eu sei disto por experiência própria. O fósforo foi aceso. A tragédia é que nunca houve qualquer disputa sobre como a conflagração começaria.


(Disponível em: <https://aterraeredonda.com.br/cronica-de-uma-guerra-anunciada/. Acesso em: 12/out./2023)
A alternativa que traz um trecho que traz uma opinião expressa pelo autor do texto é:  
Alternativas
Q2357471 Português
CRÔNICA DE UMA GUERRA ANUNCIADA


       Estive na Europa do Leste em 1989, relatando as revoluções que derrubaram as ditaduras comunistas ossificadas que levaram ao colapso da União Soviética. Foi um tempo de esperança. A OTAN, com o desmembramento do império soviético, tornou-se obsoleta. O presidente Mikhail Gorbachev estendeu a mão a Washington e à Europa para construir um novo pacto de segurança que incluiria a Rússia. James Baker, secretário de estado na administração Reagan, juntamente com o ministro das relações exteriores da Alemanha Ocidental HansDietrich Genscher, garantiu ao líder soviético que, se a Alemanha fosse unificada, a OTAN não seria estendida para além das novas fronteiras.

       O compromisso de não expandir a OTAN, também assumido pela Grã-Bretanha e França, parecia anunciar uma nova ordem mundial. Vimos os dividendos da paz pendurados diante de nós, a promessa de que as enormes despesas com armas que caracterizaram a Guerra Fria seriam convertidas em despesas com programas sociais e infraestruturas que há muito tinham sido negligenciadas para alimentar o apetite insaciável dos militares.

         Naquela época, havia um entendimento quase universal entre diplomatas e líderes políticos de que qualquer tentativa de expansão da OTAN era uma insensatez, uma provocação injustificada contra a Rússia que obliteraria os laços e vínculos que felizmente surgiram no final da Guerra Fria.

         Como éramos ingênuos. A indústria bélica não pretendia reduzir seu poder ou seus lucros. Começou quase imediatamente a recrutar os antigos países do Bloco Comunista para a União Europeia e a OTAN. Os países que aderiram à OTAN, que agora inclui a Polônia, Hungria, República Checa, Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Albânia, Croácia, Montenegro e Macedônia do Norte, foram forçados a reconfigurar suas forças armadas, muitas vezes através de grandes empréstimos, para se tornarem compatíveis com o equipamento militar da OTAN.

          Não haveria dividendos da paz. A expansão da OTAN tornou-se rapidamente uma bonança multibilionária para as empresas que tinham lucrado com a Guerra Fria. (A Polônia, por exemplo, acabou de concordar em gastar 6 bilhões de dólares em tanques M1 Abrams e outros equipamentos militares dos EUA). Se a Rússia não aceitasse ser novamente o inimigo, então a Rússia seria pressionada a tornar-se o inimigo. E aqui estamos nós. À beira de outra Guerra Fria, da qual só a indústria bélica se beneficiará, enquanto, como escreveu W. H. Auden, as crianças pequenas morrem nas ruas.

         As consequências de empurrar a OTAN para as fronteiras com a Rússia – agora há uma base de mísseis da OTAN na Polônia a 100 milhas da fronteira russa – eram bem conhecidas dos responsáveis políticos. Ainda assim, fizeram-no de qualquer forma. Não fazia qualquer sentido geopolítico. Mas fazia sentido comercial. Afinal, a guerra é um negócio, e muito lucrativo. É por isso que passamos duas décadas no Afeganistão, embora houvesse um consenso quase universal, após alguns anos de lutas infrutíferas, que tínhamos mergulhado num pântano que nunca poderíamos vencer.

           Num telegrama diplomático classificado, obtido e divulgado pelo WikiLeaks, datado de 1 de fevereiro de 2008, escrito de Moscou e dirigido aos Chefes do Estado-Maior Conjunto, à Cooperação OTAN-União Europeia, ao Conselho de Segurança Nacional, ao Coletivo Político Rússia-Moscou, ao secretário da defesa e ao secretário de estado, houve um entendimento inequívoco de que a expansão da OTAN arriscava um eventual conflito com a Rússia, especialmente em relação à Ucrânia.

          “A Rússia não só percebeu o cerco [pela OTAN], e os esforços para minar a influência da Rússia na região, mas também teme as consequências imprevisíveis e descontroladas que afetariam seriamente os interesses de segurança russos”, lê-se no telegrama. “Os especialistas dizem-nos que a Rússia está particularmente preocupada com o fato de que as fortes divisões na Ucrânia em relação à adesão à OTAN, com grande parte da comunidade étnico-russa contra, possam levar a uma grande cisão, envolvendo violência ou, na pior das hipóteses, uma guerra civil. Nessa eventualidade, a Rússia teria que decidir se interviria; uma decisão que a Rússia não quer ter que enfrentar…

            Dmitri Trenin, Diretor Adjunto do Centro Carnegie de Moscou, manifestou receio de que a Ucrânia seja, a longo prazo, o fator mais potencialmente desestabilizador nas relações EUA-Rússia, dado o nível de emoção e nevralgia desencadeado por sua busca pela adesão à OTAN…uma vez que a adesão permaneceu um assunto de divisão na política interna ucraniana, criou-se uma abertura para a intervenção russa. Trenin manifestou temor de que elementos do establishment russo fossem encorajados a intrometer-se, estimulando os EUA a encorajarem abertamente as forças políticas opositoras, e deixando os EUA e a Rússia numa postura clássica de confrontação”.

          A administração Barack Obama, não querendo inflamar ainda mais as tensões com a Rússia, bloqueou a venda de armas para Kiev. Mas este ato de prudência foi abandonado pelas administrações de Donald Trump e Joe Biden. Armas dos EUA e da Grã-Bretanha estão sendo despejadas na Ucrânia, parte do 1,5 bilhão de dólares prometido em ajuda militar. No equipamento, estão incluídas centenas de sofisticadas armas anti-tanque Javelins e NLAW, apesar dos repetidos protestos de Moscou.

           Os Estados Unidos e seus aliados da OTAN não têm qualquer intenção de enviar tropas para a Ucrânia. Pelo contrário, inundarão o país com armas, o que foi feito no conflito de 2008 entre Rússia e Geórgia.

             O conflito na Ucrânia ecoa o romance Crônica de uma morte anunciada, de Gabriel Garcia Márquez. No romance, o narrador reconhece que “nunca houve uma morte tão anunciada”, e, no entanto, ninguém foi capaz ou disposto a impedi-la. Todos nós que informávamos a partir da Europa do Leste em 1989 conhecíamos as consequências de provocar a Rússia, e, não obstante, poucos levantaram a voz para impedir a loucura. Os passos metódicos em direção à guerra ganharam vida própria, movendo-nos como sonâmbulos em direção ao desastre.

            Quando a OTAN se expandiu para a Europa do Leste, a administração Clinton prometeu a Moscou que as tropas de combate da OTAN não seriam estacionadas na Europa do Leste, a questão decisiva do “Ato Fundador OTAN-Rússia sobre Relações Mútuas” de 1997. Esta promessa revelou-se, outra vez, uma mentira. Depois, em 2014, os EUA apoiaram um golpe contra o presidente ucraniano Viktor Yanukovych, que procurou construir uma aliança econômica com a Rússia em vez da União Europeia. Claro que, uma vez integrada à União Europeia, como se viu no resto da Europa do Leste, o passo seguinte é a integração à OTAN. A Rússia, assustada com o golpe, alarmada com as propostas da UE e da OTAN, anexou então a Crimeia, em grande parte povoada por falantes de russo. E a espiral de morte que nos levou ao conflito atualmente em curso na Ucrânia não pode mais ser contida.

            O estado de guerra precisa de inimigos para se sustentar. Quando um inimigo não pode ser encontrado, um inimigo é fabricado. Putin tornou-se, nas palavras do senador Angus King, o novo Hitler, pronto para agarrar a Ucrânia e o resto da Europa do Leste. Os gritos de guerra, ecoados sem constrangimento pela imprensa, justificam-se drenando o conflito do contexto histórico, elevando-nos como os salvadores, e a quem quer que nos oponhamos, de Saddam Hussein a Putin, como o novo líder nazista.

           Não sei onde isto vai parar. Devemos lembrar, como Putin nos lembrou, que a Rússia é uma potência nuclear. Devemos lembrar que, uma vez aberta a caixa de Pandora da guerra, ela desencadeia forças obscuras e assassinas que ninguém pode controlar. Eu sei disto por experiência própria. O fósforo foi aceso. A tragédia é que nunca houve qualquer disputa sobre como a conflagração começaria.


(Disponível em: <https://aterraeredonda.com.br/cronica-de-uma-guerra-anunciada/. Acesso em: 12/out./2023)
O texto traz informações consistentes, com repertório produtivo e autoria sobre causas e consequências da guerra entre rússia e ucrânia. Leia as informações abaixo, julgue falso (f) ou verdadeiro (v) e marque a opção correta.

( ) Segundo o texto, a guerra é fruto de articulações comerciais e econômicas, com o intuito de aumentar poderio bélico e financeiro;

( ) O texto não faz uso de citações para fortalecimento da competência discursiva – argumentativa;

( ) Conforme as informações no texto, a Rússia, buscando expandir território como fez na Crimeia, deu início ao conflito;

( ) Os três últimos presidentes americanos tentaram não inflamar as tensões na Rússia e Ucrânia, o que mostrou-se inevitável;
Alternativas
Q2357387 Português
UMA ANEDOTA


        O motoqueiro passava com sua moto a 160 km/h por uma estrada deserta, quando, de repente, chocou-se com um passarinho.
        Pelo retrovisor, viu que a pobre ave contorcia-se no asfalto. Com remorso, voltou para socorrer o bichinho quase morto. Angustiado, recolheu a ave e a levou para casa, tendo o cuidado de colocar um pouco de pão e agua na gaiola para o bichinho.
           No dia seguinte, o passarinho recuperou a consciência e, vendo-se cercado pelas grades da gaiola, com o pedaço de pão e a vazilha de agua no canto, exclamou:
             - Meu Deus! Matei o motoqueiro!


(Fonte adaptada: https://sites.google.com/site/sindicatoservidoresjanauba/piadas-1/piadas/as-5)
O humor da anedota acima advém do:
Alternativas
Q2357382 Português
Na história de quadrinhos acima, Chico Bento:
Alternativas
Q2357311 Português
A partir das ideias e fatos expostos pelo autor do texto, é possível definir de forma CORRETA que:

I- O texto traz diversos termos utilizados no jornalismo político;
II- De forma predominante, a linguagem utilizada é a denotativa;
III- Verbos no passado facilitam a coerência visada pelo autor;
IV- As guerras medievais são o ponto central que permite a coesão entre os demais tópicos.

Dos itens acima:
Alternativas
Q2357237 Português
TEXTO III


O que é uma alimentação saudável?


Alimentação saudável é uma dieta bem equilibrada, que fornece os nutrientes, vitaminas e minerais nas proporções adequadas para o bom funcionamento do organismo.

Para que uma alimentação seja saudável, é importante ter variedade, equilíbrio, controle de quantidade (comer o que lhe é adequado) e qualidade dos alimentos. Ou seja: conhecer a procedência dos ingredientes é uma das formas de conseguir uma alimentação saudável.

Alimentos industrializados contêm muitos aditivos, conservantes e gorduras, além de ultraprocessar os alimentos, fazendo-os perder grande parte dos seus nutrientes.

Não é à toa que a busca por uma alimentação saudável e o combate contra a obesidade têm trazido à tona discussões favoráveis aos alimentos orgânicos e ao consumo de alimentos locais, de acordo com a estação.


Disponível em: https://www.unimed.coop.br/viver-bem/alimentacao/ dez-dicas-para-uma-alimentacao-saudavel. Acesso em: 20 jul. 2023.

Leia o título do texto III.


O que é uma alimentação saudável?


O uso de uma interrogação nesse título é uma estratégia para

Alternativas
Q2357236 Português
TEXTO II


ONG reforma bicicletas quebradas e faz doação para crianças carentes


Presentear crianças com a paixão pela bicicleta é o objetivo da ONG Reciclismo, criada por um grupo de amigos de São Paulo em 2009. Com a mesma dinâmica de outros projetos parecidos, a ideia é arrecadar bicicletas que estejam fora de uso ou danificadas, recuperá-las e doar para crianças carentes.

Com atuação mais forte na região da cidade de Osasco, na grande São Paulo, a ONG vai além da simples doação de bikes. Em eventos para entregas das magrelas, os organizadores também têm como foco instruir as crianças sobre temas como reciclagem, meio ambiente e cidadania. A filosofia que rege as ações do grupo é de “mostrar o valor daquilo que é doado e ensinar que todo e qualquer objetivo só é alcançado com esforço e dedicação”.


Disponível em: https://jornaldeboasnoticias.com.br/ong-reformabikes-quebradas-e-doa/. Acesso em: 18 jul. 2023 (adaptado).
De acordo com o texto II, os organizadores da ONG Reciclismo
Alternativas
Q2357234 Português
TEXTO II


ONG reforma bicicletas quebradas e faz doação para crianças carentes


Presentear crianças com a paixão pela bicicleta é o objetivo da ONG Reciclismo, criada por um grupo de amigos de São Paulo em 2009. Com a mesma dinâmica de outros projetos parecidos, a ideia é arrecadar bicicletas que estejam fora de uso ou danificadas, recuperá-las e doar para crianças carentes.

Com atuação mais forte na região da cidade de Osasco, na grande São Paulo, a ONG vai além da simples doação de bikes. Em eventos para entregas das magrelas, os organizadores também têm como foco instruir as crianças sobre temas como reciclagem, meio ambiente e cidadania. A filosofia que rege as ações do grupo é de “mostrar o valor daquilo que é doado e ensinar que todo e qualquer objetivo só é alcançado com esforço e dedicação”.


Disponível em: https://jornaldeboasnoticias.com.br/ong-reformabikes-quebradas-e-doa/. Acesso em: 18 jul. 2023 (adaptado).
Assinale a alternativa que contém uma afirmativa verdadeira em relação à ONG Reciclismo, de acordo com o texto II.
Alternativas
Respostas
13081: B
13082: D
13083: C
13084: C
13085: C
13086: C
13087: B
13088: C
13089: E
13090: A
13091: C
13092: E
13093: C
13094: B
13095: B
13096: C
13097: E
13098: B
13099: A
13100: C