Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Trabalho infantil

(Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/media/18266/file/perspectivas-e-percepcoes-sobre-trabalhoinfantil-na-iniciativa-crescer-com-protecao.pdf – texto adaptado especialmente para esta prova).
Trabalho infantil

(Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/media/18266/file/perspectivas-e-percepcoes-sobre-trabalhoinfantil-na-iniciativa-crescer-com-protecao.pdf – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo de acordo com o texto, o trabalho infantil:
I. Mesmo sendo ilegal, é uma realidade no Brasil.
II. Entre outros danos, prejudica a educação de crianças e adolescentes.
III. Gera pobreza e violência, causando riscos de danos físicos, mentais e sociais, restringindo direitos e limitando oportunidades.
Quais estão corretas?
"Na contemporaneidade, os processos globalizadores fazem com que, cada vez mais, haja múltiplas interações que diminuem as fronteiras entre os países e o isolamento das culturas locais. Estes processos criam mercados mundiais de bens materiais e dinheiro, assim como de bens culturais, e também provocam o aumento do número de migrantes. Esta situação, na qual estamos imersos, tem que ser considerada ao refletirmos a respeito das práticas atuais em qualquer campo de atividade."
(Fonte: MAGALHÃES, C. R.. O ensino da arte e a pluralidade cultural: trabalhando com a interculturalidade. In: V CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO, 2010, Caxias do Sul. Anais do V CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO, 2010. v. 1.)
Com base no texto, é correto afirmar que:
França recorre a fumacê após aumento de dengue, chikungunya e zika
A proliferação na França do mosquito-tigre-asiático, vetor de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, tem provocado o uso de fumacês em várias cidades, incluindo Paris, que realizou pela primeira vez recentemente uma operação desse tipo.
Autoridades de saúde levam em conta o aumento do risco sanitário no país, sobretudo no próximo ano, em razão do Jogos Olímpicos, que deverão atrair milhões de pessoas do mundo todo.
Os fumacês foram usados no 13° distrito de Paris, em uma área próxima à Praça da Itália, e em Colombes, cidade de 90 mil habitantes a apenas 9 km de Paris, onde duas operações de pulverização de inseticida foram realizadas em menos de duas semanas.
Tanto em Paris como em Colombes, os fumacês ocorreram após a notificação de casos de pessoas que contraíram dengue durante viagens ao exterior e se hospedaram ou residem nas áreas visadas.
A Agência Regional de Saúde da Ile-de-France, que engloba Paris e seus subúrbios, informa já ter registrado cento e trinta e oito casos de dengue neste ano, todos referentes a pessoas que contraíram a doença em viagens ao exterior.
Segundo o Ministério da Saúde da França, desde o início de maio já foram contabilizados em todo o país quinhentos e cinquenta e sete casos de dengue, doze casos de chikungunya e seis casos de zika.
Durante as operações com o fumacê, ruas foram fechadas e a população foi solicitada a permanecer em suas casas e a deixar as janelas fechadas, apesar do forte calor no período.
Em Colombes, onde há muitas casas com jardins, as autoridades também pediram para que as pessoas mantivessem os animais domésticos presos e não consumissem legumes de hortas residenciais durante três dias após a pulverização do inseticida.
As operações foram realizadas para reduzir o risco de transmissão da dengue, afirmou a autoridade de saúde de Paris e sua periferia, a Agência Regional de Saúde da Ile-de-France, em um comunicado.
Segundo o órgão, o fumacê foi acionado em um raio de cento e cinquenta metros ao redor das residências de pessoas que contraíram dengue ao viajar ao exterior, "porque o mosquito-tigre não voa além dessa distância".
Ao picar uma pessoa que contraiu dengue, zika ou chikungunya, o mosquito-tigre transmite a doença ao morder novas pessoas. O vírus utiliza esse inseto como vetor.
Os agentes envolvidos utilizaram equipamentos de proteção e pulverizaram, a pé ou em veículos, espaços verdes e outras áreas de reprodução do mosquito.
A Agência Regional de Saúde da Ile-de-France já realizou, pelo menos, nove fumacês neste ano, sendo apenas um deles, até o momento, na capital francesa.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51kr2lykqko. Adaptado.
O Aedes Albopictus foi detectado inicialmente em Nice, em 2004. 'Em três ou quatro anos, todo o território francês terá a presença do mosquito-tigre', prevê o entomologista Didier Fontenille.
Com base no texto fornecido, o que motivou a realização das operações de fumacê em Paris e em Colombes, na França?
Sambaquis: as descobertas sobre as monumentais construções de 8 mil anos no litoral do Brasil
O arqueólogo André Strauss, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e um dos autores do trabalho, explica que os sambaquis são "grandes montes de conchas dispersos pela costa brasileira, especialmente no Sul e no Sudeste". "Muitos deles têm proporções monumentais, de trinta a quarenta metros de altura", caracteriza. "Eles foram construídos pelas civilizações que ocuparam o litoral Atlântico entre oito mil e dois mil anos atrás."
Acredita-se que a subsistência dessas pessoas estava baseada numa economia mista, que combinava o consumo de peixes, frutos do mar e plantas. Também é possível que eles caçassem alguns animais terrestres e praticassem horticultura.
"Os sambaquis são produto da deposição planejada e de longo prazo de conchas, restos de peixes, plantas, artefatos, restos de combustão e sedimentos locais, e foram utilizados como marcadores territoriais, moradias, cemitérios e locais cerimoniais", resume o artigo da Nature.
Alguns deles, inclusive, trazem centenas ou até milhares de indivíduos enterrados. O sambaqui Capelinha, por exemplo, foi identificado à beira de um rio no Vale do Ribeira, em São Paulo, e tem dez mil anos. Mas há outros monumentos do tipo que são mais recentes, com cerca de mil anos.
Para fazer a análise, os trinta e quatro indivíduos foram divididos em quatro grandes grupos, segundo a localização geográfica: a Baixa Amazônia (nas proximidades da Ilha de Marajó, no Pará), o Nordeste, a região de Lagoa Santa (em Minas Gerais) e a Costa Atlântica Sudeste/Sul, que concentra a maioria dos sambaquis. Lagoa Santa, aliás, é a terra de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado na América do Sul, com cerca de treze mil anos.
Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.
A partir da análise genética dos fósseis, os cientistas esperavam encontrar pistas sobre a origem dos sambaquieiros.
"O estudo da história genética das populações da costa leste da América do Sul revelou que uma cultura temporal e geograficamente tão gigantesca quanto a associada aos sambaquis não foi praticada por um único povo", resume o paleogeneticista Cosimo Posth, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e um dos autores do artigo.
Na própria conclusão da pesquisa, os cientistas destacam essa heterogeneidade: entre sambaquieiros do Sul e do Sudeste da costa brasileira, há uma diferença genética entre os indivíduos analisados. E isso contraria o que é observado nos registros arqueológicos, que destacam similaridades entre esses grupos.
"É importante mostrar que culturas e genes nem sempre andam juntos. Combinar arqueologia e pesquisa genética pode nos dar um cenário mais preciso de como eram esses indivíduos que habitaram a região costeira", complementa Posth.
Outra descoberta importante: os povos que moravam na costa brasileira há milhares de anos descendem dos mesmos ancestrais que vieram para as Américas cerca de dezesseis mil anos atrás. Esses indivíduos chegaram ao continente a partir da Beríngia, uma ponte terrestre que se formou entre Ásia e América do Norte por causa da glaciação, e deram origem a todas as populações indígenas, como os próprios tupi.
Os resultados da pesquisa recente reservaram ainda outras surpresas.
"Um aspecto importante que observamos é o fato de que o povo de Luzia, em Lagoa Santa, não desapareceu há nove mil anos, como se imaginava. Para nossa surpresa, encontramos evidências em alguns sambaquis da sobrevivência, ainda que parcial, daqueles grupos que foram os primeiros brasileiros", chama a atenção Strauss.
"Essa permanência dos grupos relacionados à Luzia até dois mil anos atrás era algo completamente inesperado que nosso trabalho acabou encontrando."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxegxkr04jvo. Adaptado.
Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.
O número de artigos presentes na frase é de:
Sambaquis: as descobertas sobre as monumentais construções de 8 mil anos no litoral do Brasil
O arqueólogo André Strauss, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e um dos autores do trabalho, explica que os sambaquis são "grandes montes de conchas dispersos pela costa brasileira, especialmente no Sul e no Sudeste". "Muitos deles têm proporções monumentais, de trinta a quarenta metros de altura", caracteriza. "Eles foram construídos pelas civilizações que ocuparam o litoral Atlântico entre oito mil e dois mil anos atrás."
Acredita-se que a subsistência dessas pessoas estava baseada numa economia mista, que combinava o consumo de peixes, frutos do mar e plantas. Também é possível que eles caçassem alguns animais terrestres e praticassem horticultura.
"Os sambaquis são produto da deposição planejada e de longo prazo de conchas, restos de peixes, plantas, artefatos, restos de combustão e sedimentos locais, e foram utilizados como marcadores territoriais, moradias, cemitérios e locais cerimoniais", resume o artigo da Nature.
Alguns deles, inclusive, trazem centenas ou até milhares de indivíduos enterrados. O sambaqui Capelinha, por exemplo, foi identificado à beira de um rio no Vale do Ribeira, em São Paulo, e tem dez mil anos. Mas há outros monumentos do tipo que são mais recentes, com cerca de mil anos.
Para fazer a análise, os trinta e quatro indivíduos foram divididos em quatro grandes grupos, segundo a localização geográfica: a Baixa Amazônia (nas proximidades da Ilha de Marajó, no Pará), o Nordeste, a região de Lagoa Santa (em Minas Gerais) e a Costa Atlântica Sudeste/Sul, que concentra a maioria dos sambaquis. Lagoa Santa, aliás, é a terra de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado na América do Sul, com cerca de treze mil anos.
Vale destacar que alguns dos trinta e quatro indivíduos estavam relacionados aos sambaquis, mas outros são mais antigos ou mais recentes e ajudaram a fazer comparações entre os genes para entender as relações entre os diferentes povos ao longo da história.
A partir da análise genética dos fósseis, os cientistas esperavam encontrar pistas sobre a origem dos sambaquieiros.
"O estudo da história genética das populações da costa leste da América do Sul revelou que uma cultura temporal e geograficamente tão gigantesca quanto a associada aos sambaquis não foi praticada por um único povo", resume o paleogeneticista Cosimo Posth, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e um dos autores do artigo.
Na própria conclusão da pesquisa, os cientistas destacam essa heterogeneidade: entre sambaquieiros do Sul e do Sudeste da costa brasileira, há uma diferença genética entre os indivíduos analisados. E isso contraria o que é observado nos registros arqueológicos, que destacam similaridades entre esses grupos.
"É importante mostrar que culturas e genes nem sempre andam juntos. Combinar arqueologia e pesquisa genética pode nos dar um cenário mais preciso de como eram esses indivíduos que habitaram a região costeira", complementa Posth.
Outra descoberta importante: os povos que moravam na costa brasileira há milhares de anos descendem dos mesmos ancestrais que vieram para as Américas cerca de dezesseis mil anos atrás. Esses indivíduos chegaram ao continente a partir da Beríngia, uma ponte terrestre que se formou entre Ásia e América do Norte por causa da glaciação, e deram origem a todas as populações indígenas, como os próprios tupi.
Os resultados da pesquisa recente reservaram ainda outras surpresas.
"Um aspecto importante que observamos é o fato de que o povo de Luzia, em Lagoa Santa, não desapareceu há nove mil anos, como se imaginava. Para nossa surpresa, encontramos evidências em alguns sambaquis da sobrevivência, ainda que parcial, daqueles grupos que foram os primeiros brasileiros", chama a atenção Strauss.
"Essa permanência dos grupos relacionados à Luzia até dois mil anos atrás era algo completamente inesperado que nosso trabalho acabou encontrando."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxegxkr04jvo. Adaptado.
Por sete milênios, a costa litorânea do que viria a ser conhecido como Brasil foi habitada pelos sambaquieiros, povos construtores dos sambaquis.
Assinale a opção correta de acordo com o texto base.
Fernando Sabino, 100 anos: memórias de um escritor brasileiro em Londres

Durante visita à Universidade de Oxford, Fernando Sabino foi convidado por dois professores para um drinque. No bar, um deles dirigiu-se ao garçom — espantou-se o escritor — como quem se dirige a um ministro.
"Rogo-lhe a fineza de servir-nos dois uísques com gelo", pediu.
Dali a pouco, o garçom trouxe as bebidas.
"Oh, sinto muitíssimo!", adiantou-se o professor.
"Realmente, senhor: peço-lhe perdão, só trouxe dois. Sinto muito!", desculpou-se o garçom.
"Absolutamente! Eu é que peço perdão: por um lastimável equívoco, só pedi dois. A culpa foi minha!", retrucou o docente.
De um lado, o garçom tornou a pedir desculpas. Do outro, o professor voltou a protestar. E, no meio da intensa troca de mesuras e gentilezas, Sabino esperava, indócil, para tomar seu uísque.
"Não seria o caso de pedirmos mais um?", sugeriu, timidamente.
Mais alguns pedidos de desculpas depois, a bebida foi finalmente servida.
"Há momentos que a extrema delicadeza do inglês até me faz desconfiar que estão de brincadeira comigo", admitiu numa das crônicas de Livro aberto (2001), antologia que ele próprio apelidou de "obra póstuma em vida".
Fernando Tavares Sabino, que completaria 100 anos no dia 12 de outubro, morou em Londres de 1964 a 1966. Foi convidado pelo ministro das Relações Exteriores do Governo João Goulart, João Augusto de Araújo Castro, para assumir o posto de adido cultural da embaixada do Brasil na capital inglesa.
Encontrar um lugar para morar foi o primeiro desafio enfrentado por Fernando Sabino em Londres. Em apenas quatro meses, visitou 58 imóveis, entre casas e apartamentos. De uns, até gostou, mas algumas das exigências dos proprietários, como não ter crianças, inviabilizava a locação. Sabino teve sete filhos: Eliana, Leonora, Pedro, Virgínia, Verônica, Bernardo e Marina.
De outros imóveis, porém, não gostou nem um pouco. Ou eram longe demais, ou não tinham banheiro.
Houve um, em Maida Vale, que Sabino adorou: bom tamanho, boa localização, bom preço. Mas outro pretendente, para azar do escritor, levou a melhor. "Amaldiçoei o felizardo, sem saber tratar-se de uma respeitável senhora que admiro de longa data: Marlene Dietrich", relatou na crônica Onde Morar.
Noutra crônica, Sabino conta a história de uma brasileira que, sem conhecer a cidade ou dominar o idioma, se distraiu olhando as vitrines das lojas e perdeu o marido de vista. Sem dinheiro para voltar ao hotel, caiu no choro. Logo, alguns ingleses se aproximaram, solícitos. "Perdi meu marido", choramingava ela. E achou por bem traduzir: "I lost my husband!". Um homem tirou o chapéu, comovido. "Sinto muito, minha senhora: meus pêsames!".
Assim que chegou a Londres, Sabino foi advertido por colegas brasileiros: cuidado, eles levam tudo ao pé da letra! "Diga a um deles, por delicadeza, que apareça em sua casa qualquer hora dessas, para ver só: ele aparece", explicou.
Eliana, a primogênita, confirma: "Se ele dissesse a um inglês: 'Venha jantar lá em casa um dia desses', o inglês retrucaria sem pestanejar: 'Quando?'. E ele se via obrigado a marcar um dia e ter que avisar a esposa de que dois dias depois um inglês praticamente desconhecido viria para o jantar".
"Fora isso, só mais um problema de adaptação o afligia: a mão inversa do trânsito inglês", prossegue a filha do escritor. "Ele tentava facilitar sua direção repetindo baixinho: 'dirigir na contramão, dirigir na contramão'"...
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgrpye6744xo. Adaptado.
Assinale a opção correta de acordo com o texto base.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos econômicos e culturais se associam à questão demográfica para acelerar o ritmo da deterioração dos recursos ambientais. A quantidade de resíduos sólidos produzidos pelas populações guarda relação não só com o nível de riqueza, refletido na capacidade econômica para consumir, mas também com os valores e hábitos de vida, determinantes do grau de disposição para a realização do consumo. É ilustrativa a comparação da cultura americana e japonesa: enquanto os primeiros geram cerca de dois quilogramas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante ao dia, os japoneses, também de elevado poder aquisitivo, apresentam comportamentos que resultam numa geração significativamente menor, pouco superior a um quilograma. Os brasileiros, apesar de possuírem renda per capita significativamente menor, ficam próximos aos níveis japoneses (ABRELPE, 2008). Essa simples comparação sinaliza para o alinhamento cultural do Brasil com os maiores níveis de geração de resíduos, quando ponderada a capacidade financeira da sociedade para tal. No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, outros malefícios somam-se à questão ambiental, ocasionados por deficiências na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRU), como as doenças decorrentes da proliferação de vetores causadores de doenças e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Godecke, M. V., Naime, R. H., & Figueiredo, J. A. S. (2013). O Consumismo e a Geração de Resíduos Sólidos Urbanos Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, 8(8), 1700−1712.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos econômicos e culturais se associam à questão demográfica para acelerar o ritmo da deterioração dos recursos ambientais. A quantidade de resíduos sólidos produzidos pelas populações guarda relação não só com o nível de riqueza, refletido na capacidade econômica para consumir, mas também com os valores e hábitos de vida, determinantes do grau de disposição para a realização do consumo. É ilustrativa a comparação da cultura americana e japonesa: enquanto os primeiros geram cerca de dois quilogramas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante ao dia, os japoneses, também de elevado poder aquisitivo, apresentam comportamentos que resultam numa geração significativamente menor, pouco superior a um quilograma. Os brasileiros, apesar de possuírem renda per capita significativamente menor, ficam próximos aos níveis japoneses (ABRELPE, 2008). Essa simples comparação sinaliza para o alinhamento cultural do Brasil com os maiores níveis de geração de resíduos, quando ponderada a capacidade financeira da sociedade para tal. No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, outros malefícios somam-se à questão ambiental, ocasionados por deficiências na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRU), como as doenças decorrentes da proliferação de vetores causadores de doenças e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Godecke, M. V., Naime, R. H., & Figueiredo, J. A. S. (2013). O Consumismo e a Geração de Resíduos Sólidos Urbanos Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, 8(8), 1700−1712.