Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4090419 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio

    O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.
       O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos. Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo. No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.

Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2026/05/08/preco-global-dos-alimentosdispara-com-guerra-no-oriente-medio.ghtml (com adaptações). 
Analise as afirmações a seguir sobre a estrutura argumentativa, o nível de linguagem e a organização das ideias no texto:
I. O texto apresenta um baixo nível de literariedade por ser escrito em linguagem coloquial, utilizando expressões populares para explicar conceitos complexos de mercado.
II. O texto utiliza o método indutivo, pois inicia apresentando a falta de fertilizantes no Estreito de Ormuz para somente ao final concluir que existe uma guerra no Oriente Médio.
III. A ideia central do texto reside na interconexão entre a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a consequente inflação e insegurança no sistema alimentar global.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4090416 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio

    O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.
       O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos. Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo. No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.

Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2026/05/08/preco-global-dos-alimentosdispara-com-guerra-no-oriente-medio.ghtml (com adaptações). 
Analise as assertivas abaixo, levando em consideração as informações e as relações de causa e efeito estabelecidas no texto:
I. O aumento no preço dos óleos vegetais é explicado no texto por uma correlação entre o aumento do consumo de alimentos processados e a escassez de petróleo.
II. Existe uma interdependência entre a produção agrícola de larga escala e a estabilidade das rotas comerciais de insumos químicos (fertilizantes).
III. O alerta da ONU baseia-se na constatação de que o sistema alimentar global já está operando sob o impacto das hostilidades geopolíticas.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4090415 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

Preço global dos alimentos dispara com guerra no Oriente Médio

    O preço dos alimentos voltou a subir no mundo e acendeu um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, a alta está ligada à escalada da guerra no Oriente Médio e já afeta o sistema alimentar global.
       O índice de preços da FAO atingiu o maior nível em três anos. O diretor-geral da entidade destacou que a crise já ultrapassou o campo geopolítico e começou a impactar diretamente o abastecimento mundial de alimentos. Entre os produtos que mais subiram estão os óleos vegetais. A alta é atribuída, principalmente, ao aumento da demanda por biocombustíveis e à disparada do preço do petróleo. No caso do trigo, a principal preocupação é a escassez de fertilizantes. Antes da guerra, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados no mundo passava pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que enfrenta bloqueios e forte tensão militar.

Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2026/05/08/preco-global-dos-alimentosdispara-com-guerra-no-oriente-medio.ghtml (com adaptações). 
Com base na articulação das ideias apresentadas no texto, depreende-se que a crise alimentar contemporânea: 
Alternativas
Q4090324 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
A análise dos mecanismos de coesão textual envolve a identificação de recursos linguísticos que articulam os elementos do texto, garantindo a progressão das informações e a conexão entre seus segmentos.

Assinale a alternativa correta quanto aos mecanismos de coesão empregados no texto sobre a imunoterapia.
Alternativas
Q4090323 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
O texto apresenta o desenvolvimento e a aplicação da imunoterapia no tratamento do câncer, destacando seus mecanismos de ação, seus avanços recentes e os desafios ainda enfrentados na sua utilização clínica.

Assinale a alternativa correta de acordo com o texto apresentado sobre a imunoterapia no tratamento do câncer.
Alternativas
Q4090294 Português
Eventos internacionais voltados ao debate climático, como conferências globais sobre o meio ambiente, reforçam a importância da participação dos países na busca por soluções sustentáveis. Nesse contexto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4090284 Português
Leia o texto para responder a questão.

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%
Por Elaine Patricia Cruz


    No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

    Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

    No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

    Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

    Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

    Cesta mais cara do país

    Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

    Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026- 04/cesta-basica-fica-mais-cara-em-todas-capitais-brasileiras-em-marco  
Com base na leitura do texto e na relação estabelecida entre o custo da cesta básica e o cálculo do Dieese, é correto afirmar que  
Alternativas
Q4089942 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
A análise dos mecanismos de referenciação, substituição, repetição e sequenciação textual envolve a identificação de recursos que asseguram a continuidade temática e a articulação entre os segmentos do texto, contribuindo para o encadeamento das informações ao longo do desenvolvimento.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego desses elementos no texto sobre a imunoterapia.
Alternativas
Q4089940 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
O texto apresenta o desenvolvimento e a aplicação da imunoterapia no tratamento do câncer, destacando seus mecanismos de ação, seus avanços recentes e os desafios ainda enfrentados na sua utilização clínica.

Assinale a alternativa correta de acordo com o texto apresentado sobre a imunoterapia no tratamento do câncer.
Alternativas
Q4089904 Português
Leia o texto para responder as questões.

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%
Por Elaine Patricia Cruz


    No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

    Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

    No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

    Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

    Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

    Cesta mais cara do país

    Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

    Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026- 04/cesta-basica-fica-mais-cara-em-todas-capitais-brasileiras-em-marco  
Com base na leitura do texto e na relação estabelecida entre o custo da cesta básica e o cálculo do Dieese, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4089901 Português
Leia o texto para responder as questões.

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%
Por Elaine Patricia Cruz


    No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

    Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

    No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

    Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

    Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

    Cesta mais cara do país

    Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

    Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026- 04/cesta-basica-fica-mais-cara-em-todas-capitais-brasileiras-em-marco  
No trecho “Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita”, a expressão em destaque estabelece uma relação de
Alternativas
Q4089628 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado. 
A análise dos mecanismos de referenciação, substituição, repetição e sequenciação textual envolve a identificação de recursos que asseguram a continuidade temática e a articulação entre os segmentos do texto, contribuindo para o encadeamento das informações ao longo do desenvolvimento.

Assinale a alternativa correta quanto ao emprego desses elementos no texto sobre a imunoterapia.
Alternativas
Q4089625 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado. 
O texto apresenta o desenvolvimento e a aplicação da imunoterapia no tratamento do câncer, destacando seus mecanismos de ação, seus avanços recentes e os desafios ainda enfrentados na sua utilização clínica.

Assinale a alternativa correta de acordo com o texto apresentado sobre a imunoterapia no tratamento do câncer.
Alternativas
Q4089482 Português
A visita domiciliar constitui uma estratégia de aproximação entre os serviços e as famílias atendidas, possibilitando o reconhecimento das características, potencialidades e necessidades de cada contexto. No âmbito dos programas de atenção à família, essa abordagem metodológica apresenta objetivos definidos e pressupõe uma atuação planejada por parte dos profissionais envolvidos.

Fonte: https://www.mds.gov.br

Considerando esse contexto, analise as afirmativas abaixo:

I. As visitas domiciliares compreendem uma ação planejada e sistemática, com metodologia específica, conforme orientações técnicas, para atenção e apoio à família, o fortalecimento de vínculos e o estímulo ao desenvolvimento infantil.

II. A visita domiciliar compreende uma ação estritamente pontual e emergencial, com protocolos clínicos de atendimento, voltada à prestação de cuidados médicos no domicílio para famílias sem acesso à unidade de saúde, ao fornecimento de medicamentos e à coleta de materiais biológicos para exames laboratoriais.

III. A visita domiciliar compreende uma ação administrativa e burocrática, com formulários de controle institucional, voltada à atualização cadastral dos membros da família, à conferência de documentos pessoais e à verificação da composição familiar para fins de concessão de benefícios assistenciais.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4089452 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Como chatbot de IA descobriu condição rara de mulher após anos de diagnósticos errados


Um chatbot de inteligência artificial auxiliou uma jovem do País de Gales a identificar uma condição rara de saúde, após anos de diagnósticos equivocados. Aos vinte e três anos, residente na capital galesa, ela relata ter recebido diagnósticos de ansiedade, depressão e epilepsia, além de ter sido advertida de que poderia ser tratada como paciente psiquiátrica caso continuasse a procurar atendimento emergencial.


Após sofrer uma convulsão e permanecer em coma por três dias, ao receber alta hospitalar, decidiu inserir seus sintomas em um sistema de inteligência artificial. A ferramenta apresentou uma lista de possíveis condições, entre elas a paraplegia espástica hereditária. Ao levar essa hipótese ao clínico geral, exames genéticos confirmaram o diagnóstico.


A instituição de saúde responsável declarou lamentar a experiência da paciente. Profissionais da área médica orientam que informações obtidas por meio de ferramentas digitais devem sempre ser discutidas com especialistas, uma vez que estudos indicam que esses sistemas podem fornecer respostas tanto precisas quanto imprecisas, dificultando a avaliação de sua confiabilidade.


A jovem reconhece as dificuldades enfrentadas pelos profissionais no processo diagnóstico, mas afirma que recorreu à tecnologia por se sentir isolada ao longo da experiência. Desde a infância, apresentava dificuldades motoras, tendo nascido com uma alteração no quadril que exigiu cirurgias ainda bebê. Na fase escolar, também apresentava problemas de equilíbrio, sendo investigada para distúrbios de coordenação, hipótese posteriormente descartada.


Aos dezenove anos, sofreu um desmaio seguido de convulsão no ambiente de trabalho, sendo diagnosticada com ansiedade, apesar de não possuir histórico compatível. Anos depois, recebeu diagnóstico de epilepsia e iniciou tratamento medicamentoso. Contudo, em 2024, voltou a apresentar agravamento dos sintomas, com novas convulsões e dificuldade para manter o uso da medicação.


Posteriormente, passou a ter dificuldades para caminhar e recebeu diagnóstico equivocado de uma condição neurológica associada a crises epilépticas, caracterizada por paralisia temporária. Em janeiro de 2025, sofreu uma queda de escada, o que resultou em internação hospitalar por três meses, sem conclusão diagnóstica.


Em julho do mesmo ano, uma nova convulsão grave a deixou em coma por três dias. Após a recuperação, foi informada por um médico de que não apresentava epilepsia, mas sim ansiedade. Diante dessa situação, decidiu recorrer novamente ao chatbot, que sugeriu hipótese correta.


Após refletir sobre a possibilidade, buscou avaliação médica, e o clínico considerou a hipótese plausível. Os exames confirmaram o diagnóstico, trazendo finalmente uma explicação para os sintomas.


Não há dados precisos sobre a incidência dessa condição, em parte devido à dificuldade de diagnóstico. Seus sintomas podem ser manejados com fisioterapia. Atualmente, a jovem utiliza cadeira de rodas e não pode mais exercer sua profissão anterior, voltada ao ensino de alunos com necessidades especiais.


Diante desse novo cenário, decidiu redirecionar sua trajetória profissional, iniciando estudos em psicologia, com o objetivo de continuar contribuindo para o cuidado com outras pessoas.


Especialistas destacam que a prática médica enfrenta o desafio de lidar com amplo volume de conhecimento, especialmente em sistemas de saúde sobrecarregados. Nesse contexto, a participação ativa dos pacientes, trazendo informações e questionamentos, contribui para diagnósticos mais precisos, desde que haja abertura para o diálogo por parte dos profissionais.


Ferramentas de inteligência artificial vêm sendo incorporadas ao cotidiano, inclusive na área da saúde, embora seu uso ainda gere debates. Estudos indicam que esses sistemas podem oferecer orientações inconsistentes, o que representa risco quando utilizados de forma isolada.


Recentemente, foi lançada uma funcionalidade voltada à análise de registros médicos e oferta de respostas mais refinadas, embora não destinada a diagnóstico ou tratamento. Ainda assim, milhões de pessoas utilizam semanalmente esses recursos para obter informações sobre saúde e bem-estar.


Há preocupações quanto ao uso de dados sensíveis, embora as empresas responsáveis afirmem que essas ferramentas foram desenvolvidas para auxiliar, e não substituir, o atendimento médico. Não há previsão clara sobre a expansão desses recursos para outros países.


Enquanto o debate permanece em curso, cresce o número de pessoas que recorrem à inteligência artificial para diversas finalidades, incluindo a busca por orientação em questões de saúde, como ocorreu no caso dessa jovem, cuja experiência evidencia tanto o potencial quanto os limites dessas tecnologias.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yvjyzpznko.adaptado.

O texto relata a trajetória de uma paciente que enfrentou sucessivos diagnósticos equivocados até a identificação de uma condição rara, articulando, ao longo da narrativa, o papel da inteligência artificial, os limites do processo diagnóstico e as implicações dessa experiência no contexto da saúde.

Assinale a alternativa CORRETA de acordo com o texto apresentado sobre a construção de sentido no relato.
Alternativas
Q4089302 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Considere o fragmento “Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria”, extraído do Texto I, e analise as afirmativas a seguir.



I- O termo “rastrear” é empregado no sentido de investigar a partir de dados recolhidos.


II- Aexpressão “não declarados” estabelece relação de antonímia com o termo “ocultos”.


III- No contexto do Texto I, o termo “revistas” refere-se a publicações periódicas.


IV- A expressão “não declarados” estabelece relação de sinonímia com a expressão “não divulgados”.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4089298 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Analise as assertivas que seguem acerca do fragmento do Texto I: “A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais” (4 º parágrafo).



I- O trecho que inicia em “um programa nacional” exerce função de aposto explicativo, pois acrescenta uma informação sobre “Open Payments”.


II- O uso do hífen em “enfermeiros-chefes” está inadequado, pois, nesse caso, a forma correta seria sem hífen.


III- O segmento “um programa nacional que exige que empresas [...]” apresenta uma restrição ao sentido de “Open Payments”.


IV- As aspas em “valores transferidos” foram empregadas para dar ênfase à expressão e, no contexto apresentado, poderiam ser substituídas por vírgulas.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4089297 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Analise as assertivas abaixo apresentadas, consoante as ideias apesentadas no Texto I.



I- A maior parte dos valores não declarados pelos autores das revistas investigadas foram destinados para pesquisadores dos projetos, enquanto a menor parte foi destinada para os coordenadores dos referidos projetos.


II- Os pagamentos não divulgados pelos autores das revistas investigadas incluíam honorários de consultoria, alimentação e bebidas e auxílio para viagens.


III- Amaior parte dos valores não declarados foram destinados a viagens e hospedagens na Pensilvânia, nos Estados Unidos.


IV- Grande parte dos valores não declarados pelos autores das revistas investigadas vieram majoritariamente de instituições públicas.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q4089296 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Assinale a assertiva CORRETA de acordo com as ideias apresentadas no Texto I. 
Alternativas
Q4089295 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Consoante ao propósito comunicativo, é CORRETO afirmar que o Texto 1: 
Alternativas
Respostas
1161: D
1162: A
1163: A
1164: A
1165: A
1166: C
1167: E
1168: D
1169: B
1170: E
1171: C
1172: A
1173: E
1174: B
1175: B
1176: A
1177: B
1178: D
1179: B
1180: E