Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2562144 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar


Um estudo que foi publicado no final do ano passado, cujos principais autores são um pesquisador brasileiro e outro japonês, aponta a possibilidade de que haja um novo planeta em nosso Sistema Solar.

Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.

"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.

Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.

O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.

Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.

"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.

Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.

Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/
A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:
I. Embora Patryk Sofia Lykawka seja apresentado como brasileiro, ele é, na verdade, japonês.
II. Um pesquisador brasileiro e um pesquisador japonês, juntos, descobriram um novo planeta.
III. O planeta hipotético pode ser até três vezes maior do que a Terra.
IV. O suposto planeta, por conta de suas características, desempenharia um importante papel para a formação do Cinturão de Kuiper.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2562091 Português
Leia o texto a seguir.

No Ensino Médio de um Instituto Federal, uma professora de química, uma professora de história e uma professora de filosofia realizaram, ao longo de um semestre letivo, um projeto conjunto no qual abordaram a Primeira Guerra Mundial sob diversas perspectivas exploradas com base em seu campo disciplinar. Para dar maior organicidade ao projeto as professoras elegeram como fio condutor o tema: o lugar das mulheres na Primeira Guerra Mundial. A professora de história recuperou os fatores que concorreram para a eclosão da Guerra e seus aspectos contextuais, bem como sublinhou o desenvolvimento técnico de máquinas e armas que deram a esse conflito contornos muito especiais nos quais a ação de domínio do ser humano sobre a natureza voltou-se contra ele mesmo. A professora de química localizou entre os atores presentes naquele conflito uma mulher, a cientista Marie Curie. Ela destacou a iniciativa desta importante cientista, então já premiada com o Nobel em Química, em levar seus aparelhos de raios-x para o campo de batalha, um dispositivo novo na época e essencial para tratar adequadamente os feridos. A professora buscou mostrar a trajetória de vida e trabalho de Marie Curie, as valiosas aquisições de suas pesquisas e seus compromissos com a sociedade que deseja fazer parte. A professora de filosofia, tomando como exemplo Marie Curie e outras mulheres que se envolveram ativamente na guerra, buscou com os alunos e alunas construir uma compreensão sobre o sentido da ação humana transformadora do mundo, destacando como as obras dos homens e mulheres podem ter diferentes usos a depender das relações sociais e estruturas de poder que as governam. Em seu conjunto, toda essa elaboração contou com estudos de textos, buscas na internet, produção de maquete, elaboração de sínteses e culminou em um seminário conjunto com as três professoras. Estas retomaram as linhas gerais do que desenvolveram com os alunos e alunas e buscaram, ainda uma vez, por detrás dos fatos históricos e do desenvolvimento da ciência, assinalar a ação humana intencional em seu desenvolvimento, seus condicionamentos, potencialidades e contradições.


O texto acima descreve uma iniciativa pedagógica que congregou três professoras no âmbito do Ensino Médio de um Instituto Federal. Com base no que foi descrito, e considerando as diversas concepções de educação e princípios de organização do ensino, a perspectiva que orienta as professoras é o 
Alternativas
Q2562089 Português
Leia o texto a seguir.

[...] não podemos dizer que no Brasil a juventude brasileira oriunda da classe trabalhadora pode adiar para depois da educação básica ou do ensino superior o ingresso na atividade econômica. Enquanto o Brasil for um país com as marcas de uma história escrita com a exploração dos trabalhadores, no qual estes não têm a certeza do seu dia seguinte, o sistema sócio-político não pode afirmar que o ensino médio primeiro deve “formar para a vida”, enquanto a profissionalização fica para depois. A classe trabalhadora brasileira e seus filhos não podem esperar por essas condições porque a preocupação com a inserção na vida produtiva é algo que acontece assim que os jovens tomam consciência dos limites que sua relação de classe impõe aos seus projetos de vida.

RAMOS, Marise N. Concepção do ensino médio integrado. Curitiba: SEED, 2008, p. 12.


O excerto pertence a um texto no qual a pesquisadora Marise Ramos discute o ensino médio integrado e a situação da juventude brasileira. Ela pondera sobre a factibilidade da premissa de que o ensino médio deve “formar para a vida” visto que, conforme a autora,
Alternativas
Q2561996 Português

Breakdance nas Olimpíadas de 2024


        A cada edição de uma Olimpíada, a cidade-sede pode escolher quatro modalidades esportivas que quer incluir no evento, com a aprovação do Comitê Olímpico Internacional. Para 2024, Paris escolheu três esportes que já haviam aparecido nos Jogos de Tóquio: skate, surfe e escalada. A novidade será o breakdance, modalidade que mistura dança e esporte. A escolha tem como objetivo aproximar os tradicionais Jogos Olímpicos de um público jovem.

        A entrada do breaking valoriza uma cultura urbana, nascida na periferia, que ocupa cada vez um lugar mais central. O hip-hop nasceu como cultura de rua nos Estados Unidos, na década de 1970, e ganhou as periferias nos anos 1980. A partir dos 1990, o movimento explode na França para denunciar as desigualdades sociais, a violência da periferia e o preconceito racial. O rap, o grafite e o breakdance conquistam a juventude francesa, de cores e origens muito diferentes.


UOL. Adaptado.

Sobre as ideias apresentadas no texto, assinalar a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q2561945 Português
Picada de escorpião: o que fazer e como tratar ao encontrar

o animal em casa


    Os escorpiões são animais aracnídeos peçonhentos que comem insetos, mas cuja dieta alimentar é extremamente variada. Isso explica sua capacidade de sobrevivência em locais tão variados, alguns deles até mesmo hostis. Todas as espécies de escorpião são venenosas.

   No Brasil, a presença de escorpiões em cidades vem aumentando, como mostram registros recentes de incidentes envolvendo picadas deste animal. Dados da Secretaria de Saúde do governo de São Paulo, por exemplo, registram um aumento de 12,5% de casos entre 2022 e 2023, com 49.381 episódios registrados no estado.

     Como resultado, a cada 5,6 horas uma pessoa foi picada por escorpião em São Paulo em 2023. O envenenamento causado pela picada do escorpião se dá quando as toxinas presentes no aparelho inoculador do animal, ou seja, o seu ferrão, atinge o corpo humano, podendo gerar alterações na região da picada, bem como efeitos sistêmicos no organismo como um todo.

    A gravidade da picada de um escorpião depende da espécie que inoculou o veneno e da quantidade injetada. Recomenda-se lavar a área com água e sabão e aplicar uma compressa morna no local, mas a ação necessária é sempre procurar atendimento médico. É o especialista que pode decidir aplicar (ou não) o soro antiescorpiônico (disponibilizado em hospitais de referência do Sistema Único de Saúde, o SUS), que combate a ação da toxina do aracnídeo no organismo, como informa um artigo do Hospital Israelita Albert Einstein sobre o tema. Segundo o Instituto Butantan, os escorpiões preferem locais quentes e úmidos para viver. Além disso, se encontram alimento, água, abrigo e acesso, diz o órgão, “podem sobreviver em qualquer terreno”.

     O Instituto Butantan ressalta, no entanto, que o escorpião não é um animal que ataca: “Na verdade, ele se defende se uma pessoa colocar a mão ou pisar. Seu instinto é fugir em caso de ameaça”, informa.

     O site do órgão ainda reforça que os escorpiões não devem ser banidos do mundo animal, já que como todos os seres vivos, desempenham um papel importante no equilíbrio ecológico ao serem predadores de outros animais. O que se deve fazer, é evitar sua proliferação em áreas urbanas “por meio de ações de controle, captura (busca ativa) e manejo ambiental”, explica.


National Geographic Brasil. Adaptado.
Ao que a palavra “explica”, no 6º parágrafo do texto, refere-se?
Alternativas
Q2561876 Português
    No Dia Nacional dos Quadrinhos, 30 de janeiro, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), anuncia o nome da nova categoria de seu prêmio literário: Adolfo Aizen (1904-1991). O jornalista de origem judaica e russa, naturalizado brasileiro, trouxe dos EUA e licenciou por aqui as primeiras HQs com heróis como Mandrake e Flash Gordon. Aizen foi pioneiro na produção de suplementos em quadrinhos nos jornais do país, no periódico A Nação, em 1934. Foi também fundador da primeira editora nacional especializada no gênero: a Editora Brasil-América Limitada (EBAL), que funcionou entre 1945 e 1995.

     Em 1933, o jornalista viajou para os Estados Unidos a convite do Touring Club do Brasil. Lá, entrou em contato com as primeiras revistinhas de heróis, vendidas nas bancas de jornais. De volta ao Brasil, apresentou ao editor do jornal O Globo a proposta de editar um suplemento com historinhas infantis em quadrinhos. Diante da recusa, levou seu projeto para o jornal A Nação, de João Alberto Lins de Barros, que aceitou o desafio e passou a publicar o Suplemento Juvenil, entre 1934 e 1937.

    Depois, Aizen fundou a editora Grande Consórcio de Suplementos Nacionais (1937-1939) e a Editora Brasil-América Limitada (EBAL/1945-1995), empresa que seria dedicada a publicar principalmente histórias em quadrinhos. O prêmio Adolfo Aizen será concedido anualmente, junto com as demais categorias do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, com premiação de R$ 30 mil para o trabalho vencedor.

    Atualmente, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional, que celebra 30 anos em 2024, é dividido em doze categorias. Algumas delas: Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens), Romance (Prêmio Machado de Assis), Conto (Prêmio Clarice Lispector), Tradução (Prêmio Paulo Rónai), Histórias de Tradição Oral (Prêmio Akuli).


Ministério da Cultura. Adaptado.
Sobre as informações apresentadas no texto, assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2561875 Português
    No Dia Nacional dos Quadrinhos, 30 de janeiro, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), anuncia o nome da nova categoria de seu prêmio literário: Adolfo Aizen (1904-1991). O jornalista de origem judaica e russa, naturalizado brasileiro, trouxe dos EUA e licenciou por aqui as primeiras HQs com heróis como Mandrake e Flash Gordon. Aizen foi pioneiro na produção de suplementos em quadrinhos nos jornais do país, no periódico A Nação, em 1934. Foi também fundador da primeira editora nacional especializada no gênero: a Editora Brasil-América Limitada (EBAL), que funcionou entre 1945 e 1995.

     Em 1933, o jornalista viajou para os Estados Unidos a convite do Touring Club do Brasil. Lá, entrou em contato com as primeiras revistinhas de heróis, vendidas nas bancas de jornais. De volta ao Brasil, apresentou ao editor do jornal O Globo a proposta de editar um suplemento com historinhas infantis em quadrinhos. Diante da recusa, levou seu projeto para o jornal A Nação, de João Alberto Lins de Barros, que aceitou o desafio e passou a publicar o Suplemento Juvenil, entre 1934 e 1937.

    Depois, Aizen fundou a editora Grande Consórcio de Suplementos Nacionais (1937-1939) e a Editora Brasil-América Limitada (EBAL/1945-1995), empresa que seria dedicada a publicar principalmente histórias em quadrinhos. O prêmio Adolfo Aizen será concedido anualmente, junto com as demais categorias do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, com premiação de R$ 30 mil para o trabalho vencedor.

    Atualmente, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional, que celebra 30 anos em 2024, é dividido em doze categorias. Algumas delas: Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens), Romance (Prêmio Machado de Assis), Conto (Prêmio Clarice Lispector), Tradução (Prêmio Paulo Rónai), Histórias de Tradição Oral (Prêmio Akuli).


Ministério da Cultura. Adaptado.
No trecho “[...] que funcionou entre 1945 e 1995.”, a palavra “funcionou” está se referindo a:
Alternativas
Q2561707 Português
Observe as frases abaixo.

Vamos manter as praias sempre limpas?
Que lindas praias!
No Maranhão, há muitas praias.
Não devemos jogar lixo nas praias.

A classificação das frases acima é : 
Alternativas
Q2561704 Português
FELICIDADE

    O Lutar pelo bem-estar do próximo é condição essencial para nos tornarmos felizes. O mundo, entretanto, está repleto de pessoas que buscam a felicidade apenas para si, indiferentes à desgraça alheia.
    É uma tolice almejar a felicidade semeando a infelicidade.
    É como a água de um recipiente: se a empurramos, ela volta; se a puxamos, ela se afasta.

A alternativa que resume adequadamente as ideias do texto é:
Alternativas
Q2561622 Português
Leia a frase abaixo com atenção:

Meu marido resolveu gastar só com ele: bares, um tênis de cada cor, uma coleção de relógios. Ganhei um filho. Nos separamos.

Assinale a afirmativa correta sobre seu significado ou estruturação.
Alternativas
Q2561295 Português
São possíveis interpretações da charge apresentada na questão anterior, EXCETO: 
Alternativas
Q2561286 Português
Saúde mental depende de bem-estar físico e social, diz OMS em dia mundial



(Disponível em: www.brasil.un.org/pt-br/74566-sa%C3%BAde-mental-depende-de-bem-estar-f%C3%ADsicoe-social-diz-oms-em-dia-mundial – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes assertivas sobre o texto, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) De acordo com o texto, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde classifica a saúde apenas como a ausência de doenças. ( ) Rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos são fatores que ameaçam a saúde mental das pessoas. ( ) Um indivíduo que realiza suas próprias habilidades, pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e é capaz de fazer contribuições à sua comunidade apresenta um estado de bem-estar.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2560972 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Após uma breve perda da dianteira em 2021 para a Covid-19, que naquele ano causou 411 mil óbitos, as enfermidades do coração e do sistema circulatório retomaram a liderança. De acordo com os dados do relatório "Carga global de doenças e fatores de risco cardiovasculares" mais recente, publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology, um conjunto de 18 doenças cardiovasculares tirou a vida de aproximadamente 400 mil brasileiros em 2022, quase o equivalente ao total de mortos no pior ano da pandemia do novo coronavírus.

O relatório é parte de um estudo mais amplo chamado Carga global de doenças, ou Global burden of diseases (GBD), que envolve a participação de mais de 10 mil pesquisadores, brasileiros inclusive, e registra desde 1990 a evolução de 371 causas de morte e 88 fatores de risco relacionados a elas no mundo. Na edição de 2023 do documento sobre doenças cardiovasculares, os dados do Brasil são apresentados somados aos do Paraguai, que à época tinha 6,1 milhões de habitantes, o correspondente a cerca de 3% da população brasileira. 

Nos dois países, os únicos integrantes da sub-região denominada América Latina Tropical no GBD, as doenças cardiovasculares mataram 408 mil pessoas em 2022, um aumento de 48,4% em relação às 275 mil mortes de 1990 − no período, a população dos dois países cresceu 35,6%. No mundo todo, as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram um pouco menos, 39,4%, passando de 12,4 milhões em 1990 para 19,8 milhões em 2022, período em que a população mundial cresceu 51%.

Dois problemas responderam, sozinhos, pela grande maioria (76%) dos óbitos em 2022 na América Latina Tropical: o infarto do miocárdio e as diferentes formas de acidente vascular cerebral (AVC). Foram 170,5 mil óbitos pelo problema cardíaco e 138,4 mil por AVC. "Os números absolutos de morte crescem porque a população está aumentando e as pessoas estão vivendo mais", explica o médico e epidemiologista Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo (USP), um dos colaboradores do GBD.

Apesar da elevação no total de casos, devido ao crescimento e ao envelhecimento da população, em boa parte do mundo a situação vem melhorando e o número relativo de mortes por doenças cardiovasculares ajustados por idade, recurso estatístico que permite comparar dados de populações com estruturas etárias diferentes, encontra-se em queda nessas três décadas. No Brasil, a redução foi de 55,6%: baixou de 356 mortes por 100 mil pessoas em 1990 para 158 por 100 mil em 2022. No restante do planeta, a redução foi de 35%. Caiu de 358 óbitos por 100 mil em 1990 para 233 por 100 mil em 2022.

"Até os anos 2000, infarto e AVC competiam como principal causa de morte nos estados brasileiros. O diagnóstico e o controle da hipertensão arterial fizeram a taxa de mortalidade por AVC cair mais do que a taxa de mortes por infarto", conta a cardiologista Luisa Brant, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também colaboradora do GBD. A proporção de mortes por AVC em cada grupo de 100 mil passou de 138 em 1990 para 58 em 2019, queda de 58%. A de infarto baixou 52,5%, de 158 para 75, no mesmo período.

Embora a hipertensão seja o principal fator de risco para os dois problemas, distúrbios metabólicos como o diabetes não controlado e os níveis de colesterol elevados, frequentes na população brasileira, favorecem a ocorrência do infarto, ainda hoje são a principal causa de morte em todos os estados brasileiros, segundo a pesquisadora.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/cerca-de-400- mil-pessoas-morreram-em-2022-no-brasil-por-problemascardiovasculares/ Acesso em: 26 fev., 2024.
Analise o seguinte período, retirado do texto:

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil.

Podemos afirmar que esta sentença está no presente do modo indicativo. Caso alterássemos a sentença para o futuro do pretérito do modo indicativo, teríamos:
Alternativas
Q2560971 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Após uma breve perda da dianteira em 2021 para a Covid-19, que naquele ano causou 411 mil óbitos, as enfermidades do coração e do sistema circulatório retomaram a liderança. De acordo com os dados do relatório "Carga global de doenças e fatores de risco cardiovasculares" mais recente, publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology, um conjunto de 18 doenças cardiovasculares tirou a vida de aproximadamente 400 mil brasileiros em 2022, quase o equivalente ao total de mortos no pior ano da pandemia do novo coronavírus.

O relatório é parte de um estudo mais amplo chamado Carga global de doenças, ou Global burden of diseases (GBD), que envolve a participação de mais de 10 mil pesquisadores, brasileiros inclusive, e registra desde 1990 a evolução de 371 causas de morte e 88 fatores de risco relacionados a elas no mundo. Na edição de 2023 do documento sobre doenças cardiovasculares, os dados do Brasil são apresentados somados aos do Paraguai, que à época tinha 6,1 milhões de habitantes, o correspondente a cerca de 3% da população brasileira. 

Nos dois países, os únicos integrantes da sub-região denominada América Latina Tropical no GBD, as doenças cardiovasculares mataram 408 mil pessoas em 2022, um aumento de 48,4% em relação às 275 mil mortes de 1990 − no período, a população dos dois países cresceu 35,6%. No mundo todo, as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram um pouco menos, 39,4%, passando de 12,4 milhões em 1990 para 19,8 milhões em 2022, período em que a população mundial cresceu 51%.

Dois problemas responderam, sozinhos, pela grande maioria (76%) dos óbitos em 2022 na América Latina Tropical: o infarto do miocárdio e as diferentes formas de acidente vascular cerebral (AVC). Foram 170,5 mil óbitos pelo problema cardíaco e 138,4 mil por AVC. "Os números absolutos de morte crescem porque a população está aumentando e as pessoas estão vivendo mais", explica o médico e epidemiologista Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo (USP), um dos colaboradores do GBD.

Apesar da elevação no total de casos, devido ao crescimento e ao envelhecimento da população, em boa parte do mundo a situação vem melhorando e o número relativo de mortes por doenças cardiovasculares ajustados por idade, recurso estatístico que permite comparar dados de populações com estruturas etárias diferentes, encontra-se em queda nessas três décadas. No Brasil, a redução foi de 55,6%: baixou de 356 mortes por 100 mil pessoas em 1990 para 158 por 100 mil em 2022. No restante do planeta, a redução foi de 35%. Caiu de 358 óbitos por 100 mil em 1990 para 233 por 100 mil em 2022.

"Até os anos 2000, infarto e AVC competiam como principal causa de morte nos estados brasileiros. O diagnóstico e o controle da hipertensão arterial fizeram a taxa de mortalidade por AVC cair mais do que a taxa de mortes por infarto", conta a cardiologista Luisa Brant, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também colaboradora do GBD. A proporção de mortes por AVC em cada grupo de 100 mil passou de 138 em 1990 para 58 em 2019, queda de 58%. A de infarto baixou 52,5%, de 158 para 75, no mesmo período.

Embora a hipertensão seja o principal fator de risco para os dois problemas, distúrbios metabólicos como o diabetes não controlado e os níveis de colesterol elevados, frequentes na população brasileira, favorecem a ocorrência do infarto, ainda hoje são a principal causa de morte em todos os estados brasileiros, segundo a pesquisadora.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/cerca-de-400- mil-pessoas-morreram-em-2022-no-brasil-por-problemascardiovasculares/ Acesso em: 26 fev., 2024.
A partir da leitura cuidadosa e atenta do texto, analise as afirmações a seguir:

 I. O infarto do miocárdio e os tipos distintos de AVC foram responsáveis por quase metade dos casos de óbitos na América Latina Tropical em 2022.
II. O número relativo de mortes por doenças cardiovasculares ajustados por idade tem diminuído, embora o número total de óbitos seja grande.
III. As doenças cardiovasculares sempre foram a primeira causa de óbitos no Brasil.
IV. Os dados publicados pelo Global burden of diseases (GBD) não são confiáveis, visto que as análises associam os dados do Brasil aos do Paraguai.


 É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q2560969 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Após uma breve perda da dianteira em 2021 para a Covid-19, que naquele ano causou 411 mil óbitos, as enfermidades do coração e do sistema circulatório retomaram a liderança. De acordo com os dados do relatório "Carga global de doenças e fatores de risco cardiovasculares" mais recente, publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology, um conjunto de 18 doenças cardiovasculares tirou a vida de aproximadamente 400 mil brasileiros em 2022, quase o equivalente ao total de mortos no pior ano da pandemia do novo coronavírus.

O relatório é parte de um estudo mais amplo chamado Carga global de doenças, ou Global burden of diseases (GBD), que envolve a participação de mais de 10 mil pesquisadores, brasileiros inclusive, e registra desde 1990 a evolução de 371 causas de morte e 88 fatores de risco relacionados a elas no mundo. Na edição de 2023 do documento sobre doenças cardiovasculares, os dados do Brasil são apresentados somados aos do Paraguai, que à época tinha 6,1 milhões de habitantes, o correspondente a cerca de 3% da população brasileira. 

Nos dois países, os únicos integrantes da sub-região denominada América Latina Tropical no GBD, as doenças cardiovasculares mataram 408 mil pessoas em 2022, um aumento de 48,4% em relação às 275 mil mortes de 1990 − no período, a população dos dois países cresceu 35,6%. No mundo todo, as mortes por doenças cardiovasculares aumentaram um pouco menos, 39,4%, passando de 12,4 milhões em 1990 para 19,8 milhões em 2022, período em que a população mundial cresceu 51%.

Dois problemas responderam, sozinhos, pela grande maioria (76%) dos óbitos em 2022 na América Latina Tropical: o infarto do miocárdio e as diferentes formas de acidente vascular cerebral (AVC). Foram 170,5 mil óbitos pelo problema cardíaco e 138,4 mil por AVC. "Os números absolutos de morte crescem porque a população está aumentando e as pessoas estão vivendo mais", explica o médico e epidemiologista Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo (USP), um dos colaboradores do GBD.

Apesar da elevação no total de casos, devido ao crescimento e ao envelhecimento da população, em boa parte do mundo a situação vem melhorando e o número relativo de mortes por doenças cardiovasculares ajustados por idade, recurso estatístico que permite comparar dados de populações com estruturas etárias diferentes, encontra-se em queda nessas três décadas. No Brasil, a redução foi de 55,6%: baixou de 356 mortes por 100 mil pessoas em 1990 para 158 por 100 mil em 2022. No restante do planeta, a redução foi de 35%. Caiu de 358 óbitos por 100 mil em 1990 para 233 por 100 mil em 2022.

"Até os anos 2000, infarto e AVC competiam como principal causa de morte nos estados brasileiros. O diagnóstico e o controle da hipertensão arterial fizeram a taxa de mortalidade por AVC cair mais do que a taxa de mortes por infarto", conta a cardiologista Luisa Brant, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também colaboradora do GBD. A proporção de mortes por AVC em cada grupo de 100 mil passou de 138 em 1990 para 58 em 2019, queda de 58%. A de infarto baixou 52,5%, de 158 para 75, no mesmo período.

Embora a hipertensão seja o principal fator de risco para os dois problemas, distúrbios metabólicos como o diabetes não controlado e os níveis de colesterol elevados, frequentes na população brasileira, favorecem a ocorrência do infarto, ainda hoje são a principal causa de morte em todos os estados brasileiros, segundo a pesquisadora.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe. Cerca de 400 mil pessoas morreram em 2022 no Brasil por problemas cardiovasculares. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/cerca-de-400- mil-pessoas-morreram-em-2022-no-brasil-por-problemascardiovasculares/ Acesso em: 26 fev., 2024.
Analise o seguinte trecho, retirado do texto:

Embora a hipertensão seja o principal fator de risco para os dois problemas, distúrbios metabólicos como o diabetes não controlado e os níveis de colesterol elevados, frequentes na população brasileira, favorecem a ocorrência do infarto, ainda hoje são a principal causa de morte em todos os estados brasileiros, segundo a pesquisadora.


Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente os valores semânticos das palavras em destaque no texto: 
Alternativas
Q2560949 Português
Escolas do futuro são escolas 'low tech'
Materiais físicos impulsionam habilidades motoras, criatividade e imaginação
2. mai. 2024 | José Ruy Lozano


        Chamou a atenção da imprensa, no ano passado, o fato de que o sistema público1 de educação da Suécia decidiu voltar a usar livros e cadernos físicos2, como material didático obrigatório, no lugar de tablets e laptops. As razões apresentadas pelos suecos3 são várias, mas passam pela aprendizagem da leitura e pela manutenção da capacidade de concentração dos estudantes4. Em ambos os casos, os materiais físicos apresentam resultados muito melhores.
        Os escandinavos não estão sozinhos. Já forma uma longa fileira a lista de países desenvolvidos que ________ [vem/vêm] progressivamente abandonando equipamentos digitais e retornando ao papel e a caneta. As autoridades educacionais desses países baseiam-se em pesquisas científicas recorrentes, que apontam não só a melhoria do rendimento acadêmico como também o desenvolvimento mais adequado de habilidades motoras e o impulso à criatividade e à imaginação, sempre mais bem estimuladas pelo uso de materiais físicos nas escolas.
        Não há que se imaginar a escola contemporânea totalmente desconectada do mundo digital. Evidentemente, salas de aulas com computador e conexão à internet, que permitam a exibição de materiais visuais diversos, além de espaços com equipamentos digitais para pesquisa online, mostram-se indispensáveis no mundo de hoje. A tecnologia digital, no entanto, não é fetiche ou panaceia. Ela não só não é capaz de solucionar problemas, como, por vezes, termina por ampliá-los.
        Jonathan Haidt, professor da Universidade de Nova York, publicou dados alarmantes em seu novo livro, "The Anxious Generation" ("A Geração Ansiosa"), que aborda a deterioração da saúde mental de crianças e adolescentes a partir de 2010. Quadros de depressão, ansiedade, automutilação e suicídio _________ [tem/têm] aumentado dramaticamente desde então. Não à toa, é justamente a partir de 2010 que se dá a generalização do uso das redes sociais, notadamente o Instagram, difundindo-se entre os mais jovens.
        Ao largo das pressões negativas do mundo virtual, que captura a atenção dos mais jovens, corrói sua capacidade de concentração e os transforma em objetos manipulados por algoritmos, educadores ________ [tem/têm] reiterado a necessidade da redescoberta das relações de proximidade e do mundo físico. Nas mais renomadas escolas do Vale do Silício, na Califórnia, onde estudam os filhos dos executivos das grandes corporações mundiais de tecnologia, há poucas telas de LED e muitas ferramentas. No lugar do computador, lápis e caneta, mas também martelo, chave de fenda, pincel. A educação "mão na massa", com objetos e materiais físicos, predomina em relação a dispositivos eletrônicos.
        Diante da revolução representada pelo Big Data e pelas inteligências artificiais, devemos nos manter firmes como educadores que visam produzir conhecimento, não apenas reproduzir o que está armazenado nas bases de dados de governos e de empresas. Afinal, a educação não é apenas dar acesso a informações, mas principalmente fazer refletir e questionar a partir das informações que acessamos.

        José Ruy Lozano - Sociólogo e educador, é autor de livros didáticos e membro da Comunidade Reinventando a Educação (Core).

        LOZANO, José Ruy. Escolas do futuro são escolas 'low tech'. Folha de São Paulo, 02 de maio de 2024. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/06/escolas-do-futuro-sao-escolas-low-tech.shtml. Acesso em: 05 mai. 2024. Adaptado.


Qual é o ponto de vista que norteia a argumentação apresentada no artigo?
Alternativas
Q2560791 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


    Talvez você esteja lendo este artigo no smartphone enquanto vai para o trabalho dentro de um carro por aplicativo. Estar conectado, para você, pode ser um fato corriqueiro. Mas quando falamos em escolas públicas, seus alunos e professores, a história é outra. A conectividade no ambiente escolar possui muitas facetas e é preciso pensar além do simples fornecimento de internet.


     Infraestrutura, recursos digitais de qualidade, profissionais capacitados para o manuseio e manutenção desses equipamentos, treinamento técnico do corpo docente, formação específica para professores e, claro, um processo eficiente e constante de avaliação de todos esses elementos são um bom ponto de partida quando o tema é conexão nas escolas.


    O levantamento TIC Educação 2022 mostra que o acesso à internet está presente em 94% das escolas brasileiras que oferecem Ensino Fundamental e Médio, mas apenas 58% delas possuem computadores (notebook, desktop e tablet) e conectividade à rede para uso dos alunos. Afinal, qual a real dimensão do problema?


    Durante a última BETT Brasil, a maior feira de educação e tecnologia do País, realizada em maio na capital paulista, o Instituto Crescer aplicou um questionário para 461 profissionais da educação a fim de verificar as condições de conectividade nos locais de trabalho. Para começar, muitas dessas escolas apresentam conexões precárias ou utilizam a internet apenas para fins administrativos.


    Entre os respondentes, 54% afirmaram que seus locais de trabalho possuem equipamentos (computadores, tablets etc.) para uso em sala de aula. Em escolas públicas, essa porcentagem cai para 15,83%. Esses dados refletem as pesquisas nacionais e mostram como o País está atrasado na esfera digital.


    O dado que mais chamou a atenção foi que quase uma em cada cinco escolas (18,9%) afirma possuir internet apenas para uso em espaços administrativos. Ou seja, alunos e professores não têm acesso em sala de aula ou em espaços compartilhados para atividades pedagógicas. A disparidade de acesso à internet para fins pedagógicos pode afetar negativamente a qualidade da educação e restringir o desenvolvimento de habilidades digitais essenciais para os estudantes.


     Com a pandemia e o consequente isolamento social, ficou claro que essa disparidade de acesso afetou fortemente a educação, mas foi além do aspecto pedagógico. A mecânica de inscrição e concessão do Auxílio Emergencial, recurso financeiro destinado pelo Governo Federal às famílias em necessidade, foi estruturada por meio de um aplicativo online. Isso desnudou um Brasil sem internet, tablets ou computadores e até sem documentos básicos como certidão de nascimento.


     Raras instituições de ensino, na maioria particulares, conseguiram se adaptar ao universo digital em poucos dias. A esmagadora maioria enfrentou dificuldades intransponíveis. E mesmo os educadores com acesso à internet não souberam usar a ferramenta para além de simular a engessada sala de aula tradicional. 


     Para transformar essa realidade, o Governo Federal instituiu um plano ambicioso que promete garantir conectividade para uso pedagógico nas quase 140 mil escolas públicas do Brasil. Elaborado pelos ministérios da Educação, das Comunicações e da Casa Civil, o programa receberá recursos do Leilão do 5G, BNDES e do FUST, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.


     Instituído pela Lei 9.998/2000, o FUST teve sua finalidade reorientada ao estímulo à expansão, ao uso e melhoria da qualidade das redes e serviços de telecomunicações, à redução das desigualdades regionais e ao estímulo ao uso e desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade.


    E, recentemente, foi autorizado o investimento para que as ações previstas pelo FUST possam ser viabilizadas. No dia 27 de setembro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), o Decreto nº 11.713, de 26 de setembro de 2023, que institui a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC). Ao todo, serão investidos R$ 8,8 bilhões para as ações relacionadas às Escolas Conectadas. Desse total, R$ 6,5 bilhões são do eixo “Inclusão Digital e Conectividade” do Novo PAC, que serão destinados para a implantação de conexão à internet e rede interna nas escolas.


    Um projeto piloto também foi implementado previamente para fornecer conectividade a 177 instituições de ensino em 10 municípios, espalhados pelas cinco regiões do País. Ele já conectou mais de 94% das escolas selecionadas e todas deverão ser contempladas com a infraestrutura.

De acordo com o texto, analise as afirmações e assinale a alternativa correta:

I. Poucas instituições de ensino se adaptaram rapidamente ao universo digital.
II. Os educadores com acesso à internet tiveram dificuldade em simular a engessada sala de aula tradicional.
Alternativas
Q2560789 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


    Talvez você esteja lendo este artigo no smartphone enquanto vai para o trabalho dentro de um carro por aplicativo. Estar conectado, para você, pode ser um fato corriqueiro. Mas quando falamos em escolas públicas, seus alunos e professores, a história é outra. A conectividade no ambiente escolar possui muitas facetas e é preciso pensar além do simples fornecimento de internet.


     Infraestrutura, recursos digitais de qualidade, profissionais capacitados para o manuseio e manutenção desses equipamentos, treinamento técnico do corpo docente, formação específica para professores e, claro, um processo eficiente e constante de avaliação de todos esses elementos são um bom ponto de partida quando o tema é conexão nas escolas.


    O levantamento TIC Educação 2022 mostra que o acesso à internet está presente em 94% das escolas brasileiras que oferecem Ensino Fundamental e Médio, mas apenas 58% delas possuem computadores (notebook, desktop e tablet) e conectividade à rede para uso dos alunos. Afinal, qual a real dimensão do problema?


    Durante a última BETT Brasil, a maior feira de educação e tecnologia do País, realizada em maio na capital paulista, o Instituto Crescer aplicou um questionário para 461 profissionais da educação a fim de verificar as condições de conectividade nos locais de trabalho. Para começar, muitas dessas escolas apresentam conexões precárias ou utilizam a internet apenas para fins administrativos.


    Entre os respondentes, 54% afirmaram que seus locais de trabalho possuem equipamentos (computadores, tablets etc.) para uso em sala de aula. Em escolas públicas, essa porcentagem cai para 15,83%. Esses dados refletem as pesquisas nacionais e mostram como o País está atrasado na esfera digital.


    O dado que mais chamou a atenção foi que quase uma em cada cinco escolas (18,9%) afirma possuir internet apenas para uso em espaços administrativos. Ou seja, alunos e professores não têm acesso em sala de aula ou em espaços compartilhados para atividades pedagógicas. A disparidade de acesso à internet para fins pedagógicos pode afetar negativamente a qualidade da educação e restringir o desenvolvimento de habilidades digitais essenciais para os estudantes.


     Com a pandemia e o consequente isolamento social, ficou claro que essa disparidade de acesso afetou fortemente a educação, mas foi além do aspecto pedagógico. A mecânica de inscrição e concessão do Auxílio Emergencial, recurso financeiro destinado pelo Governo Federal às famílias em necessidade, foi estruturada por meio de um aplicativo online. Isso desnudou um Brasil sem internet, tablets ou computadores e até sem documentos básicos como certidão de nascimento.


     Raras instituições de ensino, na maioria particulares, conseguiram se adaptar ao universo digital em poucos dias. A esmagadora maioria enfrentou dificuldades intransponíveis. E mesmo os educadores com acesso à internet não souberam usar a ferramenta para além de simular a engessada sala de aula tradicional. 


     Para transformar essa realidade, o Governo Federal instituiu um plano ambicioso que promete garantir conectividade para uso pedagógico nas quase 140 mil escolas públicas do Brasil. Elaborado pelos ministérios da Educação, das Comunicações e da Casa Civil, o programa receberá recursos do Leilão do 5G, BNDES e do FUST, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.


     Instituído pela Lei 9.998/2000, o FUST teve sua finalidade reorientada ao estímulo à expansão, ao uso e melhoria da qualidade das redes e serviços de telecomunicações, à redução das desigualdades regionais e ao estímulo ao uso e desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade.


    E, recentemente, foi autorizado o investimento para que as ações previstas pelo FUST possam ser viabilizadas. No dia 27 de setembro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), o Decreto nº 11.713, de 26 de setembro de 2023, que institui a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC). Ao todo, serão investidos R$ 8,8 bilhões para as ações relacionadas às Escolas Conectadas. Desse total, R$ 6,5 bilhões são do eixo “Inclusão Digital e Conectividade” do Novo PAC, que serão destinados para a implantação de conexão à internet e rede interna nas escolas.


    Um projeto piloto também foi implementado previamente para fornecer conectividade a 177 instituições de ensino em 10 municípios, espalhados pelas cinco regiões do País. Ele já conectou mais de 94% das escolas selecionadas e todas deverão ser contempladas com a infraestrutura.

Considerando o texto assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2560720 Português
De acordo com Platão e Fiorin, o texto dissertativo é ____________. Explica, analisa, classifica, avalia os seres concretos. Por isso, sua referência ao mundo faz-se por conceitos amplos, modelos genéricos, muitas vezes abstraídos do tempo e do espaço. O texto dissertativo é mais __________ do que o descritivo e o narrativo, ele explica os dados concretos da realidade. Por isso, em uma dissertação, as referências a casos concretos e particulares, ou seja, narrações ou descrições que aparecerem em seu interior, ocorrem apenas para ___________ afirmações gerais ou para argumentar a favor delas ou contra elas.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
Alternativas
Q2560708 Português
Ao se construir um texto, é necessário cuidado com o vocabulário, visando à compreensão da ideia; deve haver uma adequação entre o que se deseja dizer e o que se disse, e, para tanto, os recursos linguísticos que estão à disposição do produtor do texto são muitos. Considerando o que nos ensinam Platão e Fiorin, analise as assertivas abaixo sobre alguns recursos e suas respectivas definições, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Antífrase ou ironia é utilizado quando se afirma alguma coisa que na verdade se quer negar.

( ) Lítotes, quando se diz alguma coisa e, ao mesmo tempo, nega-se explicitamente que se pretenda dizê-la, ou seja, nega-se claramente que se queira dizer o que se disse, simula-se não querer dizer o que, no entanto, se disse claramente.

( ) Preterição, quando se diz menos para significar mais; ou seja, quando se nega alguma coisa de sentido positivo para afirmar o contrário, com sentido negativo.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Respostas
8861: C
8862: C
8863: E
8864: A
8865: B
8866: A
8867: B
8868: D
8869: B
8870: A
8871: D
8872: D
8873: D
8874: E
8875: C
8876: D
8877: A
8878: D
8879: A
8880: C