Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3026236 Português

Leia a lenda e responda o item.


Lenda da Vitória Régia


    Conta a lenda que uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci (a Lua), que brilhava no céu a iluminar as noites. Nos contos dos pajés e caciques, Jaci de quando em quando descia à Terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu para lhe fazer companhia. Naiá, ouvindo aquilo, quis também virar estrela para brilhar ao lado de Jaci.

    Durante o dia, bravos guerreiros tentavam cortejar Naiá, mas era tudo em vão, pois ela recusava todos os convites de casamento. E mal podia esperar a noite chegar, quando saía para admirar Jaci, que parecia ignorar a pobre Naiá. Mas ela esperava sua subida e sua descida no horizonte e, já quase de manhãzinha, saía correndo em sentido oposto ao Sol para tentar alcançar a Lua. Corria e corria até cair de cansaço no meio da mata. Noite após noite, a tentativa de Naiá se repetia. Até que ela adoeceu. De tanto ser ignorada por Jaci, a moça começou a definhar.

    Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da Lua. Numa dessas vezes, a índia caiu cansada à beira de um igarapé. Quando acordou, teve um susto e quase não acreditou: o reflexo da Lua nas águas claras do igarapé a fizeram exultar de felicidade! Finalmente ela estava ali, bem próxima de suas mãos. Naiá não teve dúvidas: mergulhou nas águas profundas e acabou se afogando.

    Jaci, vendo o sacrifício da índia, resolveu transformá-la numa estrela incomum. O destino de Naiá não estava no céu, mas nas águas, a refletir o clarão do luar. Naiá virou a Vitória Régia, a grande flor amazônica das águas calmas, a estrela das águas, tão linda quanto as estrelas e com um perfume inconfundível. E que só abre suas pétalas ao luar.

No trecho “Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da Lua”, qual termo é um advérbio que indica negação? 
Alternativas
Q3026235 Português

Leia a lenda e responda o item.


Lenda da Vitória Régia


    Conta a lenda que uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci (a Lua), que brilhava no céu a iluminar as noites. Nos contos dos pajés e caciques, Jaci de quando em quando descia à Terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu para lhe fazer companhia. Naiá, ouvindo aquilo, quis também virar estrela para brilhar ao lado de Jaci.

    Durante o dia, bravos guerreiros tentavam cortejar Naiá, mas era tudo em vão, pois ela recusava todos os convites de casamento. E mal podia esperar a noite chegar, quando saía para admirar Jaci, que parecia ignorar a pobre Naiá. Mas ela esperava sua subida e sua descida no horizonte e, já quase de manhãzinha, saía correndo em sentido oposto ao Sol para tentar alcançar a Lua. Corria e corria até cair de cansaço no meio da mata. Noite após noite, a tentativa de Naiá se repetia. Até que ela adoeceu. De tanto ser ignorada por Jaci, a moça começou a definhar.

    Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da Lua. Numa dessas vezes, a índia caiu cansada à beira de um igarapé. Quando acordou, teve um susto e quase não acreditou: o reflexo da Lua nas águas claras do igarapé a fizeram exultar de felicidade! Finalmente ela estava ali, bem próxima de suas mãos. Naiá não teve dúvidas: mergulhou nas águas profundas e acabou se afogando.

    Jaci, vendo o sacrifício da índia, resolveu transformá-la numa estrela incomum. O destino de Naiá não estava no céu, mas nas águas, a refletir o clarão do luar. Naiá virou a Vitória Régia, a grande flor amazônica das águas calmas, a estrela das águas, tão linda quanto as estrelas e com um perfume inconfundível. E que só abre suas pétalas ao luar.

De acordo com o texto, qual substantivo é usado para se referir à Lua?
Alternativas
Q3026234 Português

Leia a lenda e responda o item.


Lenda da Vitória Régia


    Conta a lenda que uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci (a Lua), que brilhava no céu a iluminar as noites. Nos contos dos pajés e caciques, Jaci de quando em quando descia à Terra para buscar alguma virgem e transformá-la em estrela do céu para lhe fazer companhia. Naiá, ouvindo aquilo, quis também virar estrela para brilhar ao lado de Jaci.

    Durante o dia, bravos guerreiros tentavam cortejar Naiá, mas era tudo em vão, pois ela recusava todos os convites de casamento. E mal podia esperar a noite chegar, quando saía para admirar Jaci, que parecia ignorar a pobre Naiá. Mas ela esperava sua subida e sua descida no horizonte e, já quase de manhãzinha, saía correndo em sentido oposto ao Sol para tentar alcançar a Lua. Corria e corria até cair de cansaço no meio da mata. Noite após noite, a tentativa de Naiá se repetia. Até que ela adoeceu. De tanto ser ignorada por Jaci, a moça começou a definhar.

    Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da Lua. Numa dessas vezes, a índia caiu cansada à beira de um igarapé. Quando acordou, teve um susto e quase não acreditou: o reflexo da Lua nas águas claras do igarapé a fizeram exultar de felicidade! Finalmente ela estava ali, bem próxima de suas mãos. Naiá não teve dúvidas: mergulhou nas águas profundas e acabou se afogando.

    Jaci, vendo o sacrifício da índia, resolveu transformá-la numa estrela incomum. O destino de Naiá não estava no céu, mas nas águas, a refletir o clarão do luar. Naiá virou a Vitória Régia, a grande flor amazônica das águas calmas, a estrela das águas, tão linda quanto as estrelas e com um perfume inconfundível. E que só abre suas pétalas ao luar.

Qual foi o destino de Naiá após se sacrificar por seu amor a Jaci?
Alternativas
Q3026139 Português

Leia o texto e responda a questão.


    Dança popular no Brasil, quadrilha junina é oficializada como manifestação da cultura nacional


    Um dos mais tradicionais e característicos estilos de dança do Brasil, a quadrilha junina junta-se a outros marcos, como as escolas de samba, o forró e as próprias festas juninas e, a partir desta segunda-feira (24/6), passa a ser reconhecida como manifestação da cultura nacional. A Lei Nº 14.900, que oficializa a decisão, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Margareth Menezes (Cultura) e publicada no Diário Oficial da União.

     As raízes das quadrilhas juninas têm origem nas danças de salão europeias, que chegaram ao Brasil pela corte portuguesa no início do século XIX. A “quadrille” surgiu em Paris, no século XVIII, como dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência, por volta de 1830, onde tornou-se febre no ambiente aristocrático.

    A partir da corte carioca, a quadrilha foi ganhando muito espaço junto ao povo e passou a incorporar elementos culturais, religiosos e folclóricos nacionais. Nesse processo de adaptação, ampliou o número de pares dançantes, abandonou os passos e ritmos franceses, e, ao longo do tempo, as músicas e o casamento caipira, que antecede a dança, foram sendo incorporadas. 

De acordo com o texto, a quadrilha junina foi reconhecida como manifestação da cultural nacional, assim como:
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Q3025735 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

O pé de jabuticaba.

Janete foi ao sítio do seu tio Janjão.
No sítio tem um belo Pomar!
- Puxa o pé está lotado, titio! O tio deu-lhe uma sacola para ela colocar as jabuticabas.
Ele pediu a Janete que as lavasse antes de comê-las. Janete sabe que o tio tem razão.
No texto, a palavra “pé”:
Alternativas
Q3025666 Português

Leia atentamente o poema Lembrança rural, de Cecília Meireles, para responder à questão.

Lembrança rural 



Chão verde e mole. Cheiros de selva. Babas de lodo.
A encosta barrenta aceita o frio, toda nua.
Carros de bois, falas ao vento, braços, foices.
Os passarinhos bebem do céu pingos de chuva.


Casebres caindo, na erma tarde. Nem existem
na história do mundo. Sentam-se à porta as mães descalças.
É tão profundo, o campo, que ninguém chega a ver que é triste.
A roupa da noite esconde tudo, quando passa...


Flores molhadas. Última abelha. Nuvens gordas.
Vestidos vermelhos, muito longe, dançam nas cercas.
Cigarra escondida, ensaiando na sombra rumores de bronze.
Debaixo da ponte, a água suspira, presa...


Vontade de ficar neste sossego toda a vida:
bom para ver de frente os olhos turvos das palavras,
para andar à toa, falando sozinha,
enquanto as formigas caminham nas árvores...


A partir da leitura do poema, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3025665 Português

Leia atentamente o poema Lembrança rural, de Cecília Meireles, para responder à questão.

Lembrança rural 



Chão verde e mole. Cheiros de selva. Babas de lodo.
A encosta barrenta aceita o frio, toda nua.
Carros de bois, falas ao vento, braços, foices.
Os passarinhos bebem do céu pingos de chuva.


Casebres caindo, na erma tarde. Nem existem
na história do mundo. Sentam-se à porta as mães descalças.
É tão profundo, o campo, que ninguém chega a ver que é triste.
A roupa da noite esconde tudo, quando passa...


Flores molhadas. Última abelha. Nuvens gordas.
Vestidos vermelhos, muito longe, dançam nas cercas.
Cigarra escondida, ensaiando na sombra rumores de bronze.
Debaixo da ponte, a água suspira, presa...


Vontade de ficar neste sossego toda a vida:
bom para ver de frente os olhos turvos das palavras,
para andar à toa, falando sozinha,
enquanto as formigas caminham nas árvores...


Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Predomina no poema a descrição estática, ou seja, quando não há movimento na cena.
II – A oração “Sentam-se à porta as mães descalças” está na ordem direta.
III – O eu lírico não afirma sua vontade no poema.

É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 
Alternativas
Q3025557 Português
História de bem-te-vis

    Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
    Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura...
    Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
    E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria.
    O que leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “...te-vi! ...te-vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
    Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou-se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
    O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...)
    Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar. E cantava assim: “Bem-bem-bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrando...”. E o passarinho: “Bem-bem-bem...te-te-te... vi-vi-vi!”.
    Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”.
    (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...)


(MEIRELES, Cecília. 1901-1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado)
Segundo o texto, a autora:
Alternativas
Q3025556 Português
História de bem-te-vis

    Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
    Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura...
    Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
    E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria.
    O que leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “...te-vi! ...te-vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
    Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou-se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
    O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...)
    Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar. E cantava assim: “Bem-bem-bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrando...”. E o passarinho: “Bem-bem-bem...te-te-te... vi-vi-vi!”.
    Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”.
    (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...)


(MEIRELES, Cecília. 1901-1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado)
A narradora, Cecília Meireles, deixa explícito o processo de extinção do bem-te-vi. É possível comprovar tal fato em:
Alternativas
Q3025555 Português
História de bem-te-vis

    Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
    Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura...
    Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
    E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria.
    O que leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “...te-vi! ...te-vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
    Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou-se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
    O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...)
    Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar. E cantava assim: “Bem-bem-bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrando...”. E o passarinho: “Bem-bem-bem...te-te-te... vi-vi-vi!”.
    Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”.
    (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...)


(MEIRELES, Cecília. 1901-1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado)
Sabe-se que a contemporaneidade na obra de Cecília Meireles está principalmente nas crônicas. A partir da leitura do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3025514 Português
Comportamento Sedentário


Atividades realizadas na posição sentada, reclinada ou deitada,
com pouco gasto de energia, quando se está acordado.



     De acordo com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, o comportamento sedentário envolve atividades realizadas quando se está acordado sentado, reclinado ou deitado e gastando pouca energia. Essas atividades geralmente são realizadas em frente a telas de computador, televisão, celulares e tablets, mas também incluem o tempo sentado para se deslocar de um lugar a outro utilizando carro, ônibus ou metrô, e para realizar trabalhos manuais, jogar cartas ou jogos de mesa.

    As evidências científicas mostram que longos períodos em comportamentos sedentários estão relacionados a um maior risco de mortalidade, ao surgimento de diabetes, de doenças cardiovasculares e de câncer, independentemente da quantidade de atividade física praticada. A parte preocupante disso é que mesmo para as pessoas que praticam alguma atividade física ao longo do dia, o tempo excessivo em comportamento sedentário oferece riscos para a saúde.

       Ou seja, a prática de atividade física não compensa os efeitos do tempo em comportamento sedentário. Portanto, além de incluir mais atividade física na sua rotina, se tornando mais ativo fisicamente, diminuir o tempo gasto em comportamento sedentário é tão importante quanto!

        Sendo assim, para quem passa muito tempo sentado ou deitado, é importante reduzir e interromper esse comportamento sempre que possível.

      Como atualmente o trabalho, os estudos e até mesmo os momentos de lazer, bem como algumas condições de saúde, levam as pessoas a ficarem cada vez mais sentadas por muitas horas ao longo do dia, o uso de estratégias que ajudam a diminuir e a interromper o comportamento sedentário, de forma simples e eficiente, é uma maneira de amenizar os efeitos prejudiciais desses comportamentos. 



(Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/glossario/comportamento-sedentario. Acesso em: 25 ago.
2024, com adaptações.)

No que se refere à relação entre o comportamento sedentário e a prática de atividade física de acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3025415 Português
Algas suspendem a venda de moluscos


      O governo de São Paulo detectou grande presença da alga tóxica Dinophysis acuminata, causadora do fenômeno conhecido como maré vermelha, nas cidades de Cananeia, Peruíbe, Itanhaém, Praia Grande e São Sebastião. Essas microalgas são tóxicas e podem contaminar moluscos que filtram a água do mar, como mexilhões, ostras e vieiras. Diante disso, o Estado emitiu comunicado proibindo a venda até segunda ordem desses moluscos.

    Esse problema já havia sido identificado, em meados de julho, em Santa Catarina e depois no Paraná – as algas têm feito um deslocamento pelo litoral do País. Diarreia, dores abdominais e outros sintomas gastrointestinais estão associados ao contato. O governo esclarece que até o momento não há registros de contaminação humana. “Uma das possíveis causas (da proliferação) é a poluição orgânica. Uma quantidade maior de esgoto sendo liberado, ou de insumos agrícolas podem permitir que essas algasse alimentem”, diz a professora do Instituto de Biociências da USP Mariana Oliveira.


(O Estado de S. Paulo. 18 ago. 2024. José Maria Tomazela e Milena Félix. Disponível em: https://digital.estadao.com.br/o-estado-des-paulo/20240818/page/28/textview. Acesso em: 25 ago.2024, com adaptações.)
No que se refere à frase “O governo esclarece que até o momento não há registros de contaminação humana”, assinale a alternativa que apresenta o pressuposto implícito.
Alternativas
Q3025414 Português
Algas suspendem a venda de moluscos


      O governo de São Paulo detectou grande presença da alga tóxica Dinophysis acuminata, causadora do fenômeno conhecido como maré vermelha, nas cidades de Cananeia, Peruíbe, Itanhaém, Praia Grande e São Sebastião. Essas microalgas são tóxicas e podem contaminar moluscos que filtram a água do mar, como mexilhões, ostras e vieiras. Diante disso, o Estado emitiu comunicado proibindo a venda até segunda ordem desses moluscos.

    Esse problema já havia sido identificado, em meados de julho, em Santa Catarina e depois no Paraná – as algas têm feito um deslocamento pelo litoral do País. Diarreia, dores abdominais e outros sintomas gastrointestinais estão associados ao contato. O governo esclarece que até o momento não há registros de contaminação humana. “Uma das possíveis causas (da proliferação) é a poluição orgânica. Uma quantidade maior de esgoto sendo liberado, ou de insumos agrícolas podem permitir que essas algasse alimentem”, diz a professora do Instituto de Biociências da USP Mariana Oliveira.


(O Estado de S. Paulo. 18 ago. 2024. José Maria Tomazela e Milena Félix. Disponível em: https://digital.estadao.com.br/o-estado-des-paulo/20240818/page/28/textview. Acesso em: 25 ago.2024, com adaptações.)
Com relação à definição do tipo e a principal função do texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3025366 Português

Leia atentamente o poema Coração numeroso, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileira, para responder à questão.


Coração numeroso



Foi no Rio.
Eu passava na Avenida quase meia-noite.
Bicos de seio batiam nos bicos de luz estrelas inumeráveis.
Havia a promessa do mar
e bondes tilintavam,
abafando o calor
que soprava no vento
e o vento vinha de Minas.


Meus paralíticos sonhos desgosto de viver
(a vida para mim é vontade de morrer)
faziam de mim homem-realejo imperturbavelmente
na Galeria Cruzeiro quente quente
e como não conhecia ninguém a não ser o doce vento mineiro,
nenhuma vontade de beber, eu disse: Acabemos com isso.


Mas tremia na cidade uma fascinação casas compridas
autos abertos correndo caminho do mar
voluptuosidade errante do calor
mil presentes da vida aos homens indiferentes,
que meu coração bateu forte, meus olhos inúteis choraram.


O mar batia em meu peito, já não batia no cais.
A rua acabou, quede as árvores? a cidade sou eu
a cidade sou eu
sou eu a cidade
meu amor.


ANDRADE, Carlos Drummond de. “Alguma poesia”. In: Poesia completa. Org. de Gilberto Mendonça Teles. Introdução de Silviano Santiago. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p.20-12.

A partir da leitura de Coração numeroso, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3025365 Português

Leia atentamente o poema Coração numeroso, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileira, para responder à questão.


Coração numeroso



Foi no Rio.
Eu passava na Avenida quase meia-noite.
Bicos de seio batiam nos bicos de luz estrelas inumeráveis.
Havia a promessa do mar
e bondes tilintavam,
abafando o calor
que soprava no vento
e o vento vinha de Minas.


Meus paralíticos sonhos desgosto de viver
(a vida para mim é vontade de morrer)
faziam de mim homem-realejo imperturbavelmente
na Galeria Cruzeiro quente quente
e como não conhecia ninguém a não ser o doce vento mineiro,
nenhuma vontade de beber, eu disse: Acabemos com isso.


Mas tremia na cidade uma fascinação casas compridas
autos abertos correndo caminho do mar
voluptuosidade errante do calor
mil presentes da vida aos homens indiferentes,
que meu coração bateu forte, meus olhos inúteis choraram.


O mar batia em meu peito, já não batia no cais.
A rua acabou, quede as árvores? a cidade sou eu
a cidade sou eu
sou eu a cidade
meu amor.


ANDRADE, Carlos Drummond de. “Alguma poesia”. In: Poesia completa. Org. de Gilberto Mendonça Teles. Introdução de Silviano Santiago. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p.20-12.

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – A partir da terceira estrofe, o eu-lírico passa por um processo de adaptação e assimilação do espaço.
II – Não há, no poema, menção a elementos naturais.
III – É possível afirmar que há uma construção identitária entre o eu-lírico e a cidade do Rio de Janeiro.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q3025364 Português

Leia atentamente o poema Coração numeroso, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileira, para responder à questão.


Coração numeroso



Foi no Rio.
Eu passava na Avenida quase meia-noite.
Bicos de seio batiam nos bicos de luz estrelas inumeráveis.
Havia a promessa do mar
e bondes tilintavam,
abafando o calor
que soprava no vento
e o vento vinha de Minas.


Meus paralíticos sonhos desgosto de viver
(a vida para mim é vontade de morrer)
faziam de mim homem-realejo imperturbavelmente
na Galeria Cruzeiro quente quente
e como não conhecia ninguém a não ser o doce vento mineiro,
nenhuma vontade de beber, eu disse: Acabemos com isso.


Mas tremia na cidade uma fascinação casas compridas
autos abertos correndo caminho do mar
voluptuosidade errante do calor
mil presentes da vida aos homens indiferentes,
que meu coração bateu forte, meus olhos inúteis choraram.


O mar batia em meu peito, já não batia no cais.
A rua acabou, quede as árvores? a cidade sou eu
a cidade sou eu
sou eu a cidade
meu amor.


ANDRADE, Carlos Drummond de. “Alguma poesia”. In: Poesia completa. Org. de Gilberto Mendonça Teles. Introdução de Silviano Santiago. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p.20-12.

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Nas duas primeiras estrofes, o eu-lírico é confrontado com uma realidade diferente da sua realidade habitual, o que lhe causa estranhamento. 
II – A partir da leitura das duas primeiras estrofes, é possível afirmar que o eu-lírico sente nostalgia de Minas Gerais.
III – Predomina nas duas primeiras estrofes um sentimento de deslocamento e solidão.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q3025315 Português

Leia atentamente o poema Legado, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.


Legado
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.


E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.


Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.


De tudo quanto foi meu passo caprichoso
Na vida, restará, pois o resto se esfuma,
Uma pedra que havia em meio do caminho.


(ANDRADE, Carlos Drummond de, Claro enigma, São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 19.) 

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – O poeta valeu-se de um tom coloquial, marcado, por exemplo, pelo uso excessivo de interrogações.
II – O poeta não se preocupou com a forma do poema, uma vez que os versos não têm rima.
III – Em relação à sintaxe, a última estrofe foi escrita em ordem indireta.

É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 
Alternativas
Q3025314 Português

Leia atentamente o poema Legado, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.


Legado
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.


E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.


Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.


De tudo quanto foi meu passo caprichoso
Na vida, restará, pois o resto se esfuma,
Uma pedra que havia em meio do caminho.


(ANDRADE, Carlos Drummond de, Claro enigma, São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 19.) 

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Ao longo do poema, o eu-lírico questiona o valor de sua obra.
II – Predomina no poema certo otimismo em relação ao legado deixado pelo poeta.
III – Em “Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.” ocorre a figura de linguagem pleonasmo.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):  
Alternativas
Q3025124 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos. 

"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.

Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.

No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.

Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.

Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.

A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.

Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024.

 A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:
I.O hidrogel apresentado funciona, especificamente, no biodiesel brasileiro.
II.A solução apresentada no texto colabora com a diminuição em problemas mecânicos nas máquinas movidas a biodiesel.
III.A acrilamida é a matéria-prima mais barata para a produção do hidrogel. IV. Uma das vantagens do diesel fóssil é que ele não carrega água em sua composição.
V.O hidrogel visa acabar com a absorção de água do ar por parte do biodiesel.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3024929 Português
Leia o texto a seguir, intitulado “A Rendeira”, de autoria do poeta cearense Adriano Espínola (1952):

1 Na teia da manhã que se desvela,
a rendeira compõe seu labirinto;
movendo sem saber e por instinto

a rede dos instantes numa tela.



5 Ponto a ponto, paciente, tenta ela
traçar no branco linho mais distinto
a trama de um desenho tão sucinto
a jornada humana se revela.

Em frente, o mar desfia a eternidade,
10 noutra tela de espuma e esquecimento,
enquanto, entrelaçado, o pensamento
costura sobre o sonho a realidade.

Em que perdida tela mais extrema
foi tecida a rendeira e este poema?...

Sobre aspectos linguísticos e de interpretação do texto, podemos afirmar que:
I. “Enquanto” (verso 11), por ser conjunção adversativa, expressa enunciados que contrastam entre si.
II. O vocábulo “sucinto” (verso 7) significa dilatado, com grandes dimensões.
III. O tecer da rendeira sugere os acontecimentos da vida e do mundo.
IV. “Labirinto” (verso 2) é uma metáfora para as múltiplas atividades humanas.
V. O mar se opõe à existência humana, pois esta, ao contrário daquele, é efêmera.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
8781: B
8782: D
8783: C
8784: B
8785: C
8786: D
8787: A
8788: A
8789: C
8790: D
8791: B
8792: C
8793: C
8794: B
8795: A
8796: D
8797: D
8798: C
8799: D
8800: D