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Q2562089 Português
Leia o texto a seguir.

[...] não podemos dizer que no Brasil a juventude brasileira oriunda da classe trabalhadora pode adiar para depois da educação básica ou do ensino superior o ingresso na atividade econômica. Enquanto o Brasil for um país com as marcas de uma história escrita com a exploração dos trabalhadores, no qual estes não têm a certeza do seu dia seguinte, o sistema sócio-político não pode afirmar que o ensino médio primeiro deve “formar para a vida”, enquanto a profissionalização fica para depois. A classe trabalhadora brasileira e seus filhos não podem esperar por essas condições porque a preocupação com a inserção na vida produtiva é algo que acontece assim que os jovens tomam consciência dos limites que sua relação de classe impõe aos seus projetos de vida.

RAMOS, Marise N. Concepção do ensino médio integrado. Curitiba: SEED, 2008, p. 12.


O excerto pertence a um texto no qual a pesquisadora Marise Ramos discute o ensino médio integrado e a situação da juventude brasileira. Ela pondera sobre a factibilidade da premissa de que o ensino médio deve “formar para a vida” visto que, conforme a autora,
Alternativas

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Comentário da correção – Interpretação de Texto

Tema central da questão: O ponto-chave avaliado é interpretação de texto argumentativo. A habilidade central é identificar a ideia principal e distinguir a intenção da autora sobre a relação entre ensino médio, profissionalização e realidade dos jovens da classe trabalhadora.

Pela norma-padrão, interpretar textos significa captar informações explícitas e implícitas, identificar relações lógicas e distinguir a tese do autor (Koch, A coesão textual).

Análise da alternativa correta (E):

A alternativa E afirma que os jovens estudantes da classe trabalhadora não podem postergar o ingresso no trabalho remunerado, o que confirma a necessidade de integração entre ensino geral e profissional – exatamente o defendido pela autora. O texto deixa claro que a “preocupação com a inserção na vida produtiva” ocorre desde cedo para essa classe; a ideia de isolar o ensino médio de qualquer formação profissional é, assim, inviável à realidade brasileira.

Estratégia de interpretação: Atente-se a expressões centrais do texto (“não podem esperar”, “limites que sua relação de classe impõe”) e palavras como “enquanto o Brasil for...”, que reforçam a tese socioeconômica. Sempre desconfie de alternativas que distorcem a tese do autor.

Análise das alternativas incorretas:

A) Fala sobre distinção de talento e exclusão, não sobre impossibilidade de adiamento da profissionalização. Foge do foco do texto.

B) Sinaliza que o sucesso depende da conjugação “incontornável” entre estudo e trabalho. O texto, porém, discute a impossibilidade da postergação, não as formas “ideais” de êxito.

C) Centraliza o professor como agente do processo e traz uma interpretação equivocada (“dicotomiza formação para a vida e ensino profissional”). Não encontra respaldo explícito no excerto.

D) Trata do “destino fixado previamente”, perspectiva determinista que o texto não adota.

Resumo: A alternativa E se destaca por traduzir com precisão o argumento principal, respeitando a coerência e coesão textual (Koch) e mantendo toda a adequação formal da norma culta (Bechara).

Dica para concursos: Sempre relacione o conteúdo da alternativa à ideia central explicitamente defendida no texto. Evite ser atraído por palavras de efeito ou por temas próximos, mas não presentes no argumento original.

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GABARITO CORRETO LETRA E)

ADENDO

"o sistema sócio-político não pode afirmar que o ensino médio primeiro deve “formar para a vida”, enquanto a profissionalização fica para depois. A classe trabalhadora brasileira e seus filhos não podem esperar por essas condições porque a preocupação com a inserção na vida produtiva é algo que acontece assim que os jovens tomam consciência dos limites que sua relação de classe impõe aos seus projetos de vida".

Logo..

Os jovens estudantes brasileiros da classe trabalhadora não possuem a opção de postergar o ingresso em uma atividade produtiva remunerada, o que confirma a pertinência de se conceber uma escola na qual a formação geral e a profissional são tratadas em conjunto.

GAB. E

Já no inicio do texto podemos concluir a alternativa E

não podemos dizer que no Brasil a juventude brasileira oriunda da classe trabalhadora pode adiar para depois da educação básica ou do ensino superior o ingresso na atividade econômica.

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