Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4100334 Português
TEXTO

BENEFÍCIOS DO ESPORTE PARA A SAÚDE MENTAL


     Pesquisas mostram que o exercício físico regular pode reduzir o risco de depressão e reduzir a perda cognitiva em pacientes com Alzheimer. Uma das descobertas de pesquisas mais recentes é que exercícios como caminhar, correr ou andar de bicicleta são essenciais para manter a função nervosa saudável, mesmo com a idade mais avançada. Diante do declínio do nível de atividade física da população mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) assumiu que estamos vivenciando a prevalência de estilos de vida sedentários. Ou seja, a falta de exercícios não é mais apenas um problema estético, mas um grave problema de saúde pública, causando 2 milhões de mortes a cada ano.

     De modo geral, quando se trata dos riscos do sedentarismo para a saúde, na maioria das vezes se fala muito em hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Mas os efeitos dos hábitos sedentários na saúde mental podem ser igualmente devastadores. Estudos da OMS indicam que pessoas moderadamente ativas têm menos probabilidade de serem afetadas por transtornos mentais do que pessoas que não praticam nenhuma atividade física. Isso mostra que a participação em um programa de exercícios físicos pode trazer benefícios físicos e psicológicos. Além de melhorar a aptidão física, o exercício físico regular também pode melhorar a capacidade cognitiva e reduzir os níveis de ansiedade e estresse em geral.

   Em contrapartida, pessoas sedentárias costumam ter problemas com a autoestima, autoimagem, depressão, ansiedade, aumento do estresse e maior risco de doenças como Alzheimer e Parkinson. É preciso ressaltar que os exercícios ajudam a melhorar a imagem corporal, a cognição e a função social de pacientes em risco de saúde mental. Nesse caso, atividade física se refere a qualquer movimento físico produzido pelo tecido muscular esquelético que faz com que o praticante consuma energia. Nessas atividades, há também componentes biológicos psicossociais, culturais e comportamentais, como jogos, lutas, dança, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamento. Tudo isso faz da atividade física uma ferramenta imprescindível para a promoção da saúde mental, e seu custo é muito menor se comparado a outros tratamentos e medicamentos.

    A prática de exercício pode melhorar a circulação sanguínea no cérebro, alterando assim a síntese e a degradação dos neurotransmissores. Este é considerado o efeito direto da atividade física na melhoria da velocidade do processamento cognitivo. Além desse efeito direto, existem alguns mecanismos indiretos que podem promover a saúde mental, como redução da pressão arterial, redução dos níveis de triglicerídeos no sangue e inibição da agregação plaquetária. Acredita-se que o exercício físico pode aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, aumentando assim o oxigênio e outros substratos de energia, melhorando assim a função cognitiva.

    Ademais, deve-se descartar que o exercício físico leva ao aumento da concentração de serotonina e Beta-endorfina, resultando em uma sensação de bem-estar.

    Portanto, é essencial que a sociedade reconheça e promova os benefícios da atividade física como parte integrante de uma abordagem holística para a saúde mental. Não se trata apenas de manter o corpo em forma, mas também de cuidar da mente.


Disponível em:
<https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/beneficios-doesporte-para-a-saude-mental/>. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
A relação entre atividade física e saúde mental, apresentada no texto, pode ser melhor descrita como:
Alternativas
Q4100116 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
O papel do hipocampo no contexto do texto é:
Alternativas
Q4100115 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Segundo o texto, a “dupla tarefa” mencionada no primeiro parágrafo, é caracterizada por:
Alternativas
Q4100114 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
De acordo com o texto, qual é a relação entre o exercício físico e as miocinas? Assinale CORRETAMENTE.
Alternativas
Q4099971 Português
TEXTO

ARMAS EM TEMPOS DE GUERRA, PESTICIDAS EM TEMPOS DE PAZ

    Em maio de 2024, o noticiário mundial destacou a acusação dos Estados Unidos contra a Rússia pelo suposto uso de cloropicrina como arma química na guerra da Ucrânia. Descoberta em 1848 pelo químico escocês John Stenhouse (1809-1880), a cloropicrina foi patenteada como pesticida, em 1908. Durante a Primeira Guerra Mundial, no entanto, sua aplicação tomou outro rumo, sendo amplamente utilizada como agente químico sufocante. Embora menos letal que outros compostos da mesma categoria, a cloropicrina induz náuseas, forçando as vítimas a removerem seus equipamentos de proteção para vomitar, deixando-as vulneráveis a outros agentes mais perigosos. Embora seu uso como arma química seja proibido atualmente, a substância continua sendo amplamente empregada como pesticida, especialmente para a desinfecção de solos.

        A Primeira Guerra Mundial marcou um ponto de inflexão na relação entre guerras e o uso de pesticidas. No início do conflito, a Alemanha já contava com uma indústria química diversificada e avançada, em grande parte graças às contribuições de cientistas renomados como Walther Nernst (1864- 1941) e Fritz Haber (1868-1934). Mediante incentivo direto do Kaiser, eles desempenharam papeis fundamentais na consolidação da guerra química. Haber, em particular, é reconhecido como o idealizador do primeiro ataque com uma arma de destruição em massa da história, quando 150 toneladas de gás cloro foram lançadas sobre o campo de batalha em Ypres, na Bélgica. Enquanto isso, do outro lado das trincheiras, os Estados Unidos ainda apresentavam um setor químico incipiente, produzindo apenas compostos químicos simples, muitas vezes com matérias-primas importadas da Alemanha.

        Na época, a produção alemã de compostos químicos superava a estadunidense em 21 vezes. Mas logo aconteceria uma transformação drástica nesse cenário: enquanto a Alemanha emergiu devastada e empobrecida pela Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos aproveitaram a oportunidade para impulsionar o desenvolvimento de sua indústria química. Em 1917, começaram a fabricar corantes para preencher o vácuo deixado pelo colapso da indústria alemã. As empresas DuPont e a National Aniline & Chemical (posteriormente renomeada como Allied Chemical) se tornaram líderes de mercado. Já a Hooker Company, que inicialmente produzia apenas água sanitária e soda cáustica, diversificou significativamente seu portfólio até o final da guerra, assumindo a liderança na produção de clorobenzeno, composto essencial para a fabricação de corantes, explosivos e armas químicas. Poucos meses após o final da guerra, os EUA produziam uma quantidade de gases tóxicos suficiente para despejar diariamente 200 toneladas dessas substâncias no campo de batalha.

       A pesquisa impulsionada pelo avanço industrial levou ao desenvolvimento do primeiro pesticida orgânico sintético. Aqui, alguns leitores devem estar se perguntando: “como assim pesticida orgânico, se alface orgânico é justamente aquele produzido livre de pesticidas?”. Bem, na química, compostos orgânicos são aqueles formados por cadeias de carbono, e a química orgânica é a área que estuda esses compostos.

    Então, voltando aos pesticidas, ao longo da Primeira Guerra, indústrias químicas produziram grandes quantidades de ácido pícrico, usado em explosivos. Como subproduto da sua fabricação, formava-se o para-diclorobenzeno (PDB), cuja toxicidade foi testada frente a diferentes insetos, obtendo-se resultados promissores. Rapidamente o PDB conquistou seu lugar no mercado de pesticidas e, nas décadas seguintes, toneladas dessa substância foram comercializadas. Armas químicas também passaram a ser estudadas para esses fins. Cientistas testaram, por exemplo, diferentes agentes frente ao piolho do corpo, vetor responsável pela transmissão do tifo. O objetivo era desenvolver um gás que pudesse ser liberado em uma câmara de desinfecção, sendo letal para os piolhos, mas seguro para seres humanos equipados com máscaras de proteção.

    Nessa época, já estava consolidado o paradigma do uso de substâncias químicas para a eliminação do “outro”, fosse esse outro um inimigo no campo de batalha ou um inseto capaz de destruir plantações e transmitir doenças. Em ambos os contextos, a produção dessas substâncias estava alinhada aos interesses de um mercado em expansão e altamente lucrativo. Assim, empregar determinados compostos como armas químicas em tempos de guerra e como pesticidas em tempos de paz era considerado uma possibilidade bastante lógica.

    No livro ‘A Era Química: Como os químicos combateram a fome e as doenças, mataram milhões e mudaram nossa relação com a Terra’, o biólogo Frank Hippel destaca uma visão emblemática de William Sibert (1860-1935), o primeiro diretor do Serviço Norte-Americano de Armas Químicas. Sibert foi categórico ao afirmar que um empreendimento eficaz de guerra nunca deveria ser abandonado até que se tornasse obsoleto. Além disso, defendia que a “genialidade e o patriotismo” demonstrados por químicos e engenheiros durante os tempos de conflito não deveriam ser desperdiçados em períodos de paz. Em outras palavras, enquanto fosse possível encontrar aplicações para as substâncias químicas desenvolvidas durante a guerra, essas inovações deveriam ser aproveitadas.

    Deixo claro que meu intuito não é demonizar o uso de substâncias químicas na agricultura. A necessidade do uso de agrotóxicos é um debate aberto e extremamente complexo. Entretanto, essas histórias nos levam a refletir: será que o uso de determinadas substâncias na agricultura foi inicialmente motivado pela necessidade de resolver o problema da fome, que afeta muitos, ou serviu principalmente para criar mercados lucrativos para uma indústria emergente, beneficiando o enriquecimento de poucos?


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armas-emtempos-de-guerra-pesticidas-em-tempos-de-paz/>. Adaptado. Acesso em: 10 de outubro de 2025.
Em “Sibert foi categórico ao afirmar que um empreendimento eficaz de guerra nunca deveria ser abandonado até que se tornasse obsoleto”, os termos destacados têm como sinônimos, respectivamente: 
Alternativas
Q4099969 Português
TEXTO

ARMAS EM TEMPOS DE GUERRA, PESTICIDAS EM TEMPOS DE PAZ

    Em maio de 2024, o noticiário mundial destacou a acusação dos Estados Unidos contra a Rússia pelo suposto uso de cloropicrina como arma química na guerra da Ucrânia. Descoberta em 1848 pelo químico escocês John Stenhouse (1809-1880), a cloropicrina foi patenteada como pesticida, em 1908. Durante a Primeira Guerra Mundial, no entanto, sua aplicação tomou outro rumo, sendo amplamente utilizada como agente químico sufocante. Embora menos letal que outros compostos da mesma categoria, a cloropicrina induz náuseas, forçando as vítimas a removerem seus equipamentos de proteção para vomitar, deixando-as vulneráveis a outros agentes mais perigosos. Embora seu uso como arma química seja proibido atualmente, a substância continua sendo amplamente empregada como pesticida, especialmente para a desinfecção de solos.

        A Primeira Guerra Mundial marcou um ponto de inflexão na relação entre guerras e o uso de pesticidas. No início do conflito, a Alemanha já contava com uma indústria química diversificada e avançada, em grande parte graças às contribuições de cientistas renomados como Walther Nernst (1864- 1941) e Fritz Haber (1868-1934). Mediante incentivo direto do Kaiser, eles desempenharam papeis fundamentais na consolidação da guerra química. Haber, em particular, é reconhecido como o idealizador do primeiro ataque com uma arma de destruição em massa da história, quando 150 toneladas de gás cloro foram lançadas sobre o campo de batalha em Ypres, na Bélgica. Enquanto isso, do outro lado das trincheiras, os Estados Unidos ainda apresentavam um setor químico incipiente, produzindo apenas compostos químicos simples, muitas vezes com matérias-primas importadas da Alemanha.

        Na época, a produção alemã de compostos químicos superava a estadunidense em 21 vezes. Mas logo aconteceria uma transformação drástica nesse cenário: enquanto a Alemanha emergiu devastada e empobrecida pela Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos aproveitaram a oportunidade para impulsionar o desenvolvimento de sua indústria química. Em 1917, começaram a fabricar corantes para preencher o vácuo deixado pelo colapso da indústria alemã. As empresas DuPont e a National Aniline & Chemical (posteriormente renomeada como Allied Chemical) se tornaram líderes de mercado. Já a Hooker Company, que inicialmente produzia apenas água sanitária e soda cáustica, diversificou significativamente seu portfólio até o final da guerra, assumindo a liderança na produção de clorobenzeno, composto essencial para a fabricação de corantes, explosivos e armas químicas. Poucos meses após o final da guerra, os EUA produziam uma quantidade de gases tóxicos suficiente para despejar diariamente 200 toneladas dessas substâncias no campo de batalha.

       A pesquisa impulsionada pelo avanço industrial levou ao desenvolvimento do primeiro pesticida orgânico sintético. Aqui, alguns leitores devem estar se perguntando: “como assim pesticida orgânico, se alface orgânico é justamente aquele produzido livre de pesticidas?”. Bem, na química, compostos orgânicos são aqueles formados por cadeias de carbono, e a química orgânica é a área que estuda esses compostos.

    Então, voltando aos pesticidas, ao longo da Primeira Guerra, indústrias químicas produziram grandes quantidades de ácido pícrico, usado em explosivos. Como subproduto da sua fabricação, formava-se o para-diclorobenzeno (PDB), cuja toxicidade foi testada frente a diferentes insetos, obtendo-se resultados promissores. Rapidamente o PDB conquistou seu lugar no mercado de pesticidas e, nas décadas seguintes, toneladas dessa substância foram comercializadas. Armas químicas também passaram a ser estudadas para esses fins. Cientistas testaram, por exemplo, diferentes agentes frente ao piolho do corpo, vetor responsável pela transmissão do tifo. O objetivo era desenvolver um gás que pudesse ser liberado em uma câmara de desinfecção, sendo letal para os piolhos, mas seguro para seres humanos equipados com máscaras de proteção.

    Nessa época, já estava consolidado o paradigma do uso de substâncias químicas para a eliminação do “outro”, fosse esse outro um inimigo no campo de batalha ou um inseto capaz de destruir plantações e transmitir doenças. Em ambos os contextos, a produção dessas substâncias estava alinhada aos interesses de um mercado em expansão e altamente lucrativo. Assim, empregar determinados compostos como armas químicas em tempos de guerra e como pesticidas em tempos de paz era considerado uma possibilidade bastante lógica.

    No livro ‘A Era Química: Como os químicos combateram a fome e as doenças, mataram milhões e mudaram nossa relação com a Terra’, o biólogo Frank Hippel destaca uma visão emblemática de William Sibert (1860-1935), o primeiro diretor do Serviço Norte-Americano de Armas Químicas. Sibert foi categórico ao afirmar que um empreendimento eficaz de guerra nunca deveria ser abandonado até que se tornasse obsoleto. Além disso, defendia que a “genialidade e o patriotismo” demonstrados por químicos e engenheiros durante os tempos de conflito não deveriam ser desperdiçados em períodos de paz. Em outras palavras, enquanto fosse possível encontrar aplicações para as substâncias químicas desenvolvidas durante a guerra, essas inovações deveriam ser aproveitadas.

    Deixo claro que meu intuito não é demonizar o uso de substâncias químicas na agricultura. A necessidade do uso de agrotóxicos é um debate aberto e extremamente complexo. Entretanto, essas histórias nos levam a refletir: será que o uso de determinadas substâncias na agricultura foi inicialmente motivado pela necessidade de resolver o problema da fome, que afeta muitos, ou serviu principalmente para criar mercados lucrativos para uma indústria emergente, beneficiando o enriquecimento de poucos?


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/armas-emtempos-de-guerra-pesticidas-em-tempos-de-paz/>. Adaptado. Acesso em: 10 de outubro de 2025.
No trecho “Enquanto isso, do outro lado das trincheiras, os Estados Unidos ainda apresentavam um setor químico incipiente”, o termo em destaque pode ser substituído, mantendo o sentido original, por: 
Alternativas
Q4099781 Português

Sociedade do espetáculo


Maria Rita Kehl


A frenética busca por “15 minutos de fama” nas plataformas digitais tornou-se uma perigosa armadilha, ainda mais cruel quando envolve crianças e adolescentes 


“Observem o paradoxo: justamente ali, nas situações em que a vida parece, aos olhos dos outros, mais vibrante e interessante, é onde ela acaba por ser mais aviltada” (linhas 46 e 47). O paradoxo apresentado pela autora pode ser observado em todas as alternativas, EXCETO: 
Alternativas
Q4098427 Português
TEXTO

CAMPEONATO DE FUTEBOL

Então era um destes dias ensolarados de domingo e meu sobrinho batia bola contra a parede, que voltava até ele conforme a velocidade dos seus pés. Lembramos da sua viagem para Bento Gonçalves quando participou de um campeonato de futebol. A Copa Inovação Gaúcha de Futebol edição 2017, 14º fase classificatória.

Seu time havia disputado uma partida antes e perdido: Esporte Clube Cruzeiro 0x1 Clube Esportivo, na cidade de Cachoeirinha RS. Nesse jogo, o campo estava com muita água, porém, não havia barro. Com as dificuldades em campo, acabaram tomando um gol no segundo tempo. A adolescência é como um campeonato de futebol. Há momentos cansativos e momentos de glória. Começamos a nos interessar pelas pessoas, umas vêm e quando outras se vão, sofremos o gol. Então, parece que tudo está acabado, mas é apenas o começo. Em seguida, bola em campo e tudo recomeça na expectativa de virar o placar.

A viagem a Bento Gonçalves tornou-se prazerosa, com a vista de muitos arvoredos no trajeto. A zoeira dos guris dentro ônibus, as risadas, músicas e batidas nos bancos. Conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho, o que lembra o nome do estádio: Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos. Naquele estádio profissional, de grama boa, a motivação para jogar estava estampada no semblante dos jovens jogadores.

Na partida de Bento Gonçalves, apesar de ganharem: Clube Cruzeiro 3x0 Clube Esportivo, o time do meu sobrinho não levantou a taça. Mas a alegria do primeiro gol de cabeça, outro de pênalti e o último que desviou o goleiro, mostrou a eles a importância de entender a vida e quem faz o jogo. Ele é feito por nós. O medo de enfrentar algo novo é semelhante ao que acontece antes da partida. O friozinho na barriga. Alguns vão te criticar e outros te exaltar, o mesmo acontece com a torcida no estádio, que xinga e aplaude. Seus amigos são como “volantes capitães”, enfrentarão os adversários com dribles, toques e passes, correndo pelo campo e até enfrentarão o árbitro se for preciso. É correto afirmar que os verdadeiros estarão sempre ao seu lado. Existem situações em nossa vida que chegam para nos derrubar em campo com suas faltas. Precisamos driblá-las e, se não conseguirmos e tivermos que cair, nos levantaremos mais fortes e sempre com o pensamento em frente, aprendendo e progredindo enquanto pessoas.

Cristiane Luz
Disponível em:
<https://www.editorametamorfose.com.br/textos/7518/cronicacampeonato-de-futebol>. Acesso em: 15 de Setembro de 2025.
Sobre amizades verdadeiras, o texto sugere que:
Alternativas
Q4098426 Português
TEXTO

CAMPEONATO DE FUTEBOL

Então era um destes dias ensolarados de domingo e meu sobrinho batia bola contra a parede, que voltava até ele conforme a velocidade dos seus pés. Lembramos da sua viagem para Bento Gonçalves quando participou de um campeonato de futebol. A Copa Inovação Gaúcha de Futebol edição 2017, 14º fase classificatória.

Seu time havia disputado uma partida antes e perdido: Esporte Clube Cruzeiro 0x1 Clube Esportivo, na cidade de Cachoeirinha RS. Nesse jogo, o campo estava com muita água, porém, não havia barro. Com as dificuldades em campo, acabaram tomando um gol no segundo tempo. A adolescência é como um campeonato de futebol. Há momentos cansativos e momentos de glória. Começamos a nos interessar pelas pessoas, umas vêm e quando outras se vão, sofremos o gol. Então, parece que tudo está acabado, mas é apenas o começo. Em seguida, bola em campo e tudo recomeça na expectativa de virar o placar.

A viagem a Bento Gonçalves tornou-se prazerosa, com a vista de muitos arvoredos no trajeto. A zoeira dos guris dentro ônibus, as risadas, músicas e batidas nos bancos. Conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho, o que lembra o nome do estádio: Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos. Naquele estádio profissional, de grama boa, a motivação para jogar estava estampada no semblante dos jovens jogadores.

Na partida de Bento Gonçalves, apesar de ganharem: Clube Cruzeiro 3x0 Clube Esportivo, o time do meu sobrinho não levantou a taça. Mas a alegria do primeiro gol de cabeça, outro de pênalti e o último que desviou o goleiro, mostrou a eles a importância de entender a vida e quem faz o jogo. Ele é feito por nós. O medo de enfrentar algo novo é semelhante ao que acontece antes da partida. O friozinho na barriga. Alguns vão te criticar e outros te exaltar, o mesmo acontece com a torcida no estádio, que xinga e aplaude. Seus amigos são como “volantes capitães”, enfrentarão os adversários com dribles, toques e passes, correndo pelo campo e até enfrentarão o árbitro se for preciso. É correto afirmar que os verdadeiros estarão sempre ao seu lado. Existem situações em nossa vida que chegam para nos derrubar em campo com suas faltas. Precisamos driblá-las e, se não conseguirmos e tivermos que cair, nos levantaremos mais fortes e sempre com o pensamento em frente, aprendendo e progredindo enquanto pessoas.

Cristiane Luz
Disponível em:
<https://www.editorametamorfose.com.br/textos/7518/cronicacampeonato-de-futebol>. Acesso em: 15 de Setembro de 2025.
Assinale CORRETAMENTE como o texto relaciona o futebol à adolescência.
Alternativas
Q4098425 Português
TEXTO

CAMPEONATO DE FUTEBOL

Então era um destes dias ensolarados de domingo e meu sobrinho batia bola contra a parede, que voltava até ele conforme a velocidade dos seus pés. Lembramos da sua viagem para Bento Gonçalves quando participou de um campeonato de futebol. A Copa Inovação Gaúcha de Futebol edição 2017, 14º fase classificatória.

Seu time havia disputado uma partida antes e perdido: Esporte Clube Cruzeiro 0x1 Clube Esportivo, na cidade de Cachoeirinha RS. Nesse jogo, o campo estava com muita água, porém, não havia barro. Com as dificuldades em campo, acabaram tomando um gol no segundo tempo. A adolescência é como um campeonato de futebol. Há momentos cansativos e momentos de glória. Começamos a nos interessar pelas pessoas, umas vêm e quando outras se vão, sofremos o gol. Então, parece que tudo está acabado, mas é apenas o começo. Em seguida, bola em campo e tudo recomeça na expectativa de virar o placar.

A viagem a Bento Gonçalves tornou-se prazerosa, com a vista de muitos arvoredos no trajeto. A zoeira dos guris dentro ônibus, as risadas, músicas e batidas nos bancos. Conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho, o que lembra o nome do estádio: Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos. Naquele estádio profissional, de grama boa, a motivação para jogar estava estampada no semblante dos jovens jogadores.

Na partida de Bento Gonçalves, apesar de ganharem: Clube Cruzeiro 3x0 Clube Esportivo, o time do meu sobrinho não levantou a taça. Mas a alegria do primeiro gol de cabeça, outro de pênalti e o último que desviou o goleiro, mostrou a eles a importância de entender a vida e quem faz o jogo. Ele é feito por nós. O medo de enfrentar algo novo é semelhante ao que acontece antes da partida. O friozinho na barriga. Alguns vão te criticar e outros te exaltar, o mesmo acontece com a torcida no estádio, que xinga e aplaude. Seus amigos são como “volantes capitães”, enfrentarão os adversários com dribles, toques e passes, correndo pelo campo e até enfrentarão o árbitro se for preciso. É correto afirmar que os verdadeiros estarão sempre ao seu lado. Existem situações em nossa vida que chegam para nos derrubar em campo com suas faltas. Precisamos driblá-las e, se não conseguirmos e tivermos que cair, nos levantaremos mais fortes e sempre com o pensamento em frente, aprendendo e progredindo enquanto pessoas.

Cristiane Luz
Disponível em:
<https://www.editorametamorfose.com.br/textos/7518/cronicacampeonato-de-futebol>. Acesso em: 15 de Setembro de 2025.
A viagem para Bento Gonçalves foi considerada prazerosa pois:  
Alternativas
Q4098424 Português
TEXTO

CAMPEONATO DE FUTEBOL

Então era um destes dias ensolarados de domingo e meu sobrinho batia bola contra a parede, que voltava até ele conforme a velocidade dos seus pés. Lembramos da sua viagem para Bento Gonçalves quando participou de um campeonato de futebol. A Copa Inovação Gaúcha de Futebol edição 2017, 14º fase classificatória.

Seu time havia disputado uma partida antes e perdido: Esporte Clube Cruzeiro 0x1 Clube Esportivo, na cidade de Cachoeirinha RS. Nesse jogo, o campo estava com muita água, porém, não havia barro. Com as dificuldades em campo, acabaram tomando um gol no segundo tempo. A adolescência é como um campeonato de futebol. Há momentos cansativos e momentos de glória. Começamos a nos interessar pelas pessoas, umas vêm e quando outras se vão, sofremos o gol. Então, parece que tudo está acabado, mas é apenas o começo. Em seguida, bola em campo e tudo recomeça na expectativa de virar o placar.

A viagem a Bento Gonçalves tornou-se prazerosa, com a vista de muitos arvoredos no trajeto. A zoeira dos guris dentro ônibus, as risadas, músicas e batidas nos bancos. Conhecida como a capital brasileira da uva e do vinho, o que lembra o nome do estádio: Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos. Naquele estádio profissional, de grama boa, a motivação para jogar estava estampada no semblante dos jovens jogadores.

Na partida de Bento Gonçalves, apesar de ganharem: Clube Cruzeiro 3x0 Clube Esportivo, o time do meu sobrinho não levantou a taça. Mas a alegria do primeiro gol de cabeça, outro de pênalti e o último que desviou o goleiro, mostrou a eles a importância de entender a vida e quem faz o jogo. Ele é feito por nós. O medo de enfrentar algo novo é semelhante ao que acontece antes da partida. O friozinho na barriga. Alguns vão te criticar e outros te exaltar, o mesmo acontece com a torcida no estádio, que xinga e aplaude. Seus amigos são como “volantes capitães”, enfrentarão os adversários com dribles, toques e passes, correndo pelo campo e até enfrentarão o árbitro se for preciso. É correto afirmar que os verdadeiros estarão sempre ao seu lado. Existem situações em nossa vida que chegam para nos derrubar em campo com suas faltas. Precisamos driblá-las e, se não conseguirmos e tivermos que cair, nos levantaremos mais fortes e sempre com o pensamento em frente, aprendendo e progredindo enquanto pessoas.

Cristiane Luz
Disponível em:
<https://www.editorametamorfose.com.br/textos/7518/cronicacampeonato-de-futebol>. Acesso em: 15 de Setembro de 2025.
A mensagem principal transmitida pelo texto é: 
Alternativas
Q4097677 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Em relação ao texto, é correto afirmar que  
Alternativas
Q4097676 Português

O cuidado com a saúde mental na atualidade

Por FMUSP

O século XXI, junto a tantas novidades em diversos setores da sociedade, trouxe também um aumento significativo das doenças mentais – a depressão, por exemplo, é considerada o mal desse período. No Brasil, durante o primeiro ano da pandemia da covid-19, os casos de ansiedade e depressão aumentaram cerca de 25%. Dessa forma, a saúde mental se tornou tema corriqueiro na vida dos brasileiros. Se antes ela não estava entre as preocupações, hoje tem um protagonismo e é mais discutida abertamente. Em quatro anos, houve um aumento de 2,7 vezes na quantidade de pessoas que a consideram uma inquietude.

[...]

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental não é só a ausência de doenças, mas, sim, o perfeito equilíbrio entre saúde física, mental, social e espiritual. Além de estar bem fisicamente, a pessoa precisa ter boas relações sociais e se entender como ser humano, por meio do autoconhecimento. Sendo assim, o fundamento da saúde mental se encontra em seus três pilares: o lado espiritual, físico e mental. Nesse sentido, há uma diferença entre ela e a saúde emocional, que está relacionada com o desequilíbrio momentâneo: “Você pode ser uma pessoa que não tem transtorno psiquiátrico, no entanto não está bem emocionalmente. Por exemplo, está em um processo de separação e está muito mexido e, com isso, não tem mecanismos internos para lidar no campo das emoções diante de um conflito. E aí adoece mentalmente naquele momento”, pontua o Coordenador da Pós-Graduação Multiprofissional em Saúde Mental e Psiquiatria do HCFMUSP, Dr. José Gilberto Prates, especialista em saúde mental e doutor em ciências da saúde.

[...]

Para que a saúde mental esteja sempre em dia, é preciso se conhecer e estabelecer alguns hábitos, como se alimentar bem, dormir o suficiente e ter relações sociais e afetivas de maneira saudável. Para os profissionais da saúde, que estiveram na linha de frente da covid-19 e tiveram de lidar com situações delicadas ao longo desse tempo, o cuidado é redobrado. Segundo o Dr. José Gilberto, a negligência com a saúde mental sempre existiu nessa classe, já que muitos trabalham em mais de dois ou três hospitais, o que prejudica os afazeres da vida pessoal, como praticar esportes, ler um livro e aproveitar a família. “Como cuidamos de outras pessoas, é necessário entender que precisamos cuidar da gente também. Tudo o que ajuda na qualidade de vida, ajuda na saúde mental”, afirma.

[...]

Hodiernamente, a sociedade passa por um período de vulnerabilidade no campo das emoções e no seu tempo de equilíbrio. Para que esse cenário comece a mudar, é importante que as pessoas comecem a adquirir hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com a quantidade de trabalho e uma vida mais frenética, não há autocuidado, nem atenção com o que está acontecendo ao redor, inclusive com a família. Resgatar a espiritualidade, até mesmo no campo religioso, faz com que a saúde mental fique protegida: “Quando eu vejo um jovem entrando em uma escola e praticando violência contra todo mundo… Eu acho que ele está muito freneticamente adoecido, e ninguém viu. Onde estamos falhando?”, pergunta Dr. José Gilberto.

É preciso se perguntar para onde a vida está caminhando e o que você está fazendo com ela. Algumas perguntas que o especialista sugere são: “Eu tenho conversado com meus amigos?”, “Eu dou atenção o suficiente?”, “Eu falo com minha família?”. O contato das relações é importante para que haja essa manutenção, de forma que você e o outro possam ser percebidos: “A professora de enfermagem Maria Júlia Paes da Silva tem um texto, que diz: ‘comunicação tem remédio’. Eu conversei com ela recentemente e falei: ‘professora, eu acho que comunicação é o remédio’”, finaliza.

[...]

Adaptado de: https://hcxfmusp.org.br/portal/online/saude-mental/. Acesso em: 19 nov. 2024.

Concernente à estrutura do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A menção a um doutor e à Organização Mundial da Saúde contribui, de maneira substancial, para fundamentar teoricamente a composição argumentativa do texto.
( ) O texto, entendido como uma transmissão e construção de saberes por meio de uma exposição, recorre a dados teóricos sobre o conhecimento acerca do cuidado com a saúde mental.
( ) O texto se constrói a partir de uma introdução, de um desenvolvimento e de uma conclusão, é uma composição argumentativa, por defender a ideia de que a atualidade cooperou com o aumento de doenças mentais. 
Alternativas
Q4097547 Português

Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>


Na tirinha, Armandinho recebe uma ordem para sair da frente do videogame. Diante dessa ordem, o que o garoto faz?

Alternativas
Q4097542 Português




Disponível em: <https://cronicabrasileira.org.br/>


No trecho acima, Clarice Lispector compara a saudade com o quê?
Alternativas
Q4097531 Português





Disponível em:

<https://www.belasmensagens.com.br/frases-dampb>.

Qual das alternativas a seguir contém uma interpretação correta sobre o trecho acima? 
Alternativas
Q4097335 Português
A aprendizagem favorável ao conhecimento e aquisição de informações se dá por meio do ambiente em que o indivíduo está inserido, assim como a sua relação com o mediador desse conhecimento. Por meio disso, a relação professor – aluno, está CORRETAMENTE apresentada na alternativa:
Alternativas
Q4096705 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Histórias que o vento contou



Quando o Vento passa, o capim se encrespa como um lago e o trigal ondula como o mar. É a dança do Vento.


Não ouves o Vento contar histórias?


Sua voz é um canto, tem vários sons. Ouvido entre as árvores da floresta, tem um som; através dos buracos, das fendas e rachaduras das paredes, tem outro.


Vês, lá no alto, o Vento tangendo as nuvens como se fosse um rebanho de ovelhas? Ouves como aqui embaixo o Vento uiva através do portão aberto, como se fosse a sentinela tocando a sua corneta? Com estranho gemido entra pela chaminé da lareira. Erguem-se as labaredas, o fogo crepita, voam fagulhas, o clarão das chamas ilumina todo o aposento. Como é bom e agradável deixar-se ficar ali no aconchego da sala aquecida, e ouvir, embevecido, o Vento lá fora, a assobiar, a uivar... Ele conhece mais lendas e histórias do que todos nós juntos. A voz dele é um canto e um gemido. Deixa-o contar. (...)



ANDERSEN, Hans Christian. Histórias que o vento contou. Contos de Andersen. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. p. 119 (Coleção Leitura). 

Assinale a alternativa correta em relação à interpretação de “Histórias que o vento contou”.
Alternativas
Q4096416 Português
Um estudante questiona ao professor por que o handebol é considerado um esporte coletivo. O professor então destaca que esse tipo de esporte envolve cooperação e oposição entre equipes.

De acordo com o texto, qual é a característica central dos jogos esportivos coletivos? 
Alternativas
Q4095521 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A princesa e o sapo



    Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.


    Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...


    Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.


    Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.


    A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...


    Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:


    - Eu, hein?... nem morta!



VERÍSSIMO, Luis Fernando. A princesa e o sapo. Disponível em . <https://www.pensador.com/frase/MTM3OTAy/>.


Em relação ao texto “A princesa e o sapo”, é correto afirmar que o autor:
Alternativas
Respostas
3401: B
3402: C
3403: B
3404: B
3405: C
3406: D
3407: A
3408: C
3409: A
3410: D
3411: B
3412: E
3413: E
3414: B
3415: B
3416: D
3417: A
3418: A
3419: A
3420: B