Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 51.407 questões

Q1087887 Português
De acordo com o texto 2, o humor da tirinha consiste em
Alternativas
Q1087823 Português
Na tirinha do Armandinho acima, percebe-se que o autor faz uma crítica:
Alternativas
Q1087816 Português
A MENTIROSA LIBERDADE
Lya Luft
      Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em pratel
eiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.
      Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
       Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?
         Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?             Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras,
ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.

Disponível em: <https://www.contioutra.com/a-mentirosa
liberdade-lya-luft/>. Acesso: 22 de outubro de 2019.

Após ler a crônica da autora Lya Luft acima, considerando-se a função social do gênero textual em questão, isto é, incitar uma reflexão sobre determinados fatos presentes na sociedade, percebe-se que a cronista critica:
Alternativas
Q1087359 Português

       O bullying, segundo a Lei no 13.185, de 2015, consiste em intimidar, constranger, ofender, castigar, submeter, ridicularizar ou expor alguém, entre pares, a sofrimento físico ou moral, de forma reiterada.

       Em 2018, a Lei no 13.663 incluiu, entre as atribuições das escolas, a promoção da cultura da paz e ações de conscientização, prevenção e combate a diversos tipos de violência, como o bullying.

      Apesar dessas duas medidas, não há nenhuma passagem no Código Penal Brasileiro que caracterize a prática como crime propriamente dito.

     Especialistas recomendam que, por isso, além das ações planejadas pelas escolas, também haja um acompanhamento cuidadoso dos pais sobre as mudanças de comportamento das crianças, por menores que elas possam ser.

     Desta maneira, é possível perceber se a criança está sofrendo bullying ou praticando-o. 

(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educação.

Acesso em 05.08.2019. Adaptado)

Considerando-se a relação das ações que descrevem o bullying no 1º parágrafo, é correto afirmar que, para que este seja caracterizado, é preciso que os comportamentos sejam
Alternativas
Q1087356 Português

       A proteção da criança e do adolescente é reflexo do clamor mundial pela proteção de um grupo considerado de peculiar vulnerabilidade. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) atribui a obrigação de proteção não somente aos pais, mas também à sociedade e às autoridades públicas.

       O atual cenário nacional retrata uma infeliz realidade. Quando analisamos os atos infracionais mais praticados pela população jovem do país, um delito que desponta dos outros é o tráfico de entorpecentes, que é responsável por abreviar o futuro de milhares de jovens no Brasil, causando uma grande preocupação nas famílias.

     A sociedade passa por uma constante mudança comportamental, e é preciso trazer o jovem para perto da família, da escola, da religião, representando uma bagagem cultural que possibilite escolhas seguras que o afastem de um mundo muitas vezes sem volta.

(José Roberto Lopes Júnior, Diário da Região, 02.08.2019. Adaptado)

Entre os problemas que afetam a população jovem, o autor destaca
Alternativas
Q1087354 Português

      Entre os números que contam a grandeza do Município de Cachoeiro do Itapemirim, há este, capaz de espantar o leitor distraído: 25 379 pios de aves, anualmente. Não, a Prefeitura não espalhou pela cidade e distritos equipes de ouvidores municipais, encarregados de tomar nota cada vez que uma avezinha pia. Trata-se de pios feitos para caçadores de pássaros. E quem os faz é uma família de caçadores de ouvido fino – os Coelho, cujas três gerações moram na mesma e linda ilha, onde o rio se precipita naquele encachoeirado, ou cachoeiro, que deu o nome à cidade.

      Trata-se de um artesanato sutil; não lhe basta a perícia técnica de delicados torneiros que faz desses pios bem acabados pequenas obras de arte; exige uma sensibilidade que há de estar sempre aguçada. Direis que é uma arte assassina; e, na verdade, incontáveis milhares de bichos do Brasil e da América do Sul já morreram por acreditar, em algum momento de fome ou de amor, naqueles pios imaginados entre os murmúrios do rio Itapemirim.

      Dizem que os Coelho fazem até, em segredo, pios para caçar mulher. Famosa caçada é essa, em que não raro é o caçador a presa da caça. Não sei. Ainda que eu seja Coelho pela parte de mãe, devo ser de outro ramo, visto que nunca me deram um pio desses. Nem quero.

(Rubem Braga, “Quinca Cigano”.

Elenco de cronistas brasileiros modernos. Adaptado)

No contexto em que se encontra, a afirmação do narrador “Famosa caçada é essa, em que não raro é o caçador a presa da caça” expressa a ideia de que,
Alternativas
Q1087349 Português

        O filho de um amigo é negro. Outro dia, na escola, a professora chamou sua atenção e disse: “Você está na minha lista negra”. Meu amigo fez uma reclamação à coordenadora da escola, por entender que a expressão é racista. Por que a lista é “negra”?

       Palavras e expressões racistas fazem parte do repertório cotidiano sem que, muitas vezes, a gente tenha consciência do que realmente está dizendo. Eu mesmo me surpreendo dizendo coisas que não quero, por força do hábito. Ainda se ouve “amanhã é dia de branco”, “a coisa tá preta”. Nos anúncios de emprego, pedia-se “boa aparência”. Uma forma de dizer que negros não seriam aceitos?

       Continuamos a usar termos racistas. A linguagem forma as pessoas, molda o modo de pensar. Não aceito mais essas palavras e expressões, policio meu vocabulário. É preciso reaprender a falar. 

(Walcyr Carrasco, “Uma linguagem racista”. Veja, 31.07.2019. Adaptado)

É correto afirmar que, na frase final do 1º parágrafo “Por que a lista é “negra?”, a escolha da forma interrogativa tem o objetivo de
Alternativas
Q1087347 Português

        O filho de um amigo é negro. Outro dia, na escola, a professora chamou sua atenção e disse: “Você está na minha lista negra”. Meu amigo fez uma reclamação à coordenadora da escola, por entender que a expressão é racista. Por que a lista é “negra”?

       Palavras e expressões racistas fazem parte do repertório cotidiano sem que, muitas vezes, a gente tenha consciência do que realmente está dizendo. Eu mesmo me surpreendo dizendo coisas que não quero, por força do hábito. Ainda se ouve “amanhã é dia de branco”, “a coisa tá preta”. Nos anúncios de emprego, pedia-se “boa aparência”. Uma forma de dizer que negros não seriam aceitos?

       Continuamos a usar termos racistas. A linguagem forma as pessoas, molda o modo de pensar. Não aceito mais essas palavras e expressões, policio meu vocabulário. É preciso reaprender a falar. 

(Walcyr Carrasco, “Uma linguagem racista”. Veja, 31.07.2019. Adaptado)

No texto, o racismo expresso na linguagem
Alternativas
Q1087111 Português

          Há algum tempo, o software para hospital tinha uma única função principal, a gestão do negócio. O que se via eram módulos de faturamento, contas a pagar e receber, cálculo de folha e tarefas administrativas sendo geridas através dele. O corpo clínico e os computadores, portanto, viviam em mundos diferentes dentro da mesma instituição.

        Como muito da prática médica é sobre coletar e analisar informações, a Tecnologia da Informação passou a ter um papel crítico também na assistência à saúde. O surgimento de softwares especializados para o corpo clínico criou a necessidade de um novo olhar sobre os provedores de saúde no que diz respeito à tecnologia, agora onipresente na organização.

        Os benefícios da informatização na assistência à saúde são inúmeros e o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma ferramenta tecnológica crucial para extrair plenamente esses benefícios. Além de centralizador da informação dos pacientes, ele se tornou um aliado do médico na prática diária. Hoje, esses sistemas geralmente são equipados com ferramentas de apoio a decisão clínica, que indicam possíveis interações medicamentosas e até auxiliam no diagnóstico através de referências de casos similares. Sem contar no acesso fácil a resultados de exames e imagens, evitando, inclusive, solicitações desnecessárias.

          Assim, o que antes estava amontoado no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) em pastas e papeis embolorados, agora é largamente disponível de forma informatizada. Essa aproximação do corpo clínico e da TI é irreversível e muito proveitosa para todo o sistema de saúde, o que, no final das contas, significa melhoria nos cuidados dos seres humanos.

(Fonte: Saúde Business)

Leia com atenção as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A tecnologia era subaproveitada há alguns anos nos hospitais, já que seu uso se limitava à organização burocrática dessas instituições.

II. O desenvolvimento da tecnologia transformou a perspectiva das instituições de saúde, levando-as a utilizar os novos instrumentos tecnológicos de forma mais abrangente e presente nessa área de trabalho.

III. O texto faz uma crítica à forma como eram guardados os prontuários, que, sem um acondicionamento adequado, chegavam a embolorar pastas e papéis.

Alternativas
Q1086803 Português
A CHEGADA

    Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer na rodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou.
   — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem.
   — Já sentiram a diferença do ar?
    Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri:
 — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aquela poluição...
 — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências...
 — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera.
 — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia.
 — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera.
    As três sorriem.
    Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emília, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mesmo colégio de São Paulo.
 — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia?
 — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando.
 — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os motoristas de táxi pelo nome.
 — Também — desdenha Emília —, devem ser só três ou quatro em toda Atibaia.
 — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pessoa especial, ele é filho da Eulália.
    Sílvia e Emília não compreendem. Vera logo acrescenta:
 — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... 
  — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasticamente.
  — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia.
 — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta!
  — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor.
      Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jovem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas.
  — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília.
      Ângelo sorri para elas e estende a mão:
  — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas.
  — Vamos lá? A minha mãe está esperando vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento!
       Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro.
    A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar.

(BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
Em relação à seguinte passagem Mas essas não são as qualidades da água? - inquieta-se Sílvia” pode-se afirmar em relação ao narrador:
Alternativas
Q1086802 Português
A CHEGADA

    Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer na rodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou.
   — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem.
   — Já sentiram a diferença do ar?
    Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri:
 — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aquela poluição...
 — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências...
 — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera.
 — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia.
 — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera.
    As três sorriem.
    Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emília, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mesmo colégio de São Paulo.
 — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia?
 — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando.
 — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os motoristas de táxi pelo nome.
 — Também — desdenha Emília —, devem ser só três ou quatro em toda Atibaia.
 — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pessoa especial, ele é filho da Eulália.
    Sílvia e Emília não compreendem. Vera logo acrescenta:
 — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... 
  — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasticamente.
  — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia.
 — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta!
  — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor.
      Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jovem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas.
  — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília.
      Ângelo sorri para elas e estende a mão:
  — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas.
  — Vamos lá? A minha mãe está esperando vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento!
       Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro.
    A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar.

(BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
A alternativa que NÃO se adequa ao texto é a:
Alternativas
Q1086801 Português
A CHEGADA

    Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer na rodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou.
   — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem.
   — Já sentiram a diferença do ar?
    Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri:
 — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aquela poluição...
 — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências...
 — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera.
 — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia.
 — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera.
    As três sorriem.
    Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emília, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mesmo colégio de São Paulo.
 — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia?
 — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando.
 — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os motoristas de táxi pelo nome.
 — Também — desdenha Emília —, devem ser só três ou quatro em toda Atibaia.
 — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pessoa especial, ele é filho da Eulália.
    Sílvia e Emília não compreendem. Vera logo acrescenta:
 — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... 
  — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasticamente.
  — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia.
 — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta!
  — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor.
      Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jovem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas.
  — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília.
      Ângelo sorri para elas e estende a mão:
  — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas.
  — Vamos lá? A minha mãe está esperando vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento!
       Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro.
    A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar.

(BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
A alternativa que se adequa à organização do texto é a:
Alternativas
Q1086721 Português
É correto afirmar que na frase "Mas numa tarde de verão, conheceu a Maria" o verbo indica uma ação que ocorreu num determinado momento do passado, tal como em
Alternativas
Q1086719 Português
O infográfico a seguir mostra uma das situações do emprego no nosso país.
Onde estão os empregos.
Mesmo com a incerteza na economia e o alto índice de desemprego, o mercado de trabalho está em recuperação e traz oportunidades. Em especial, para setores como saúde, tecnologia e agronegócio.
Imagem associada para resolução da questão Com base na leitura integral do texto e nos fatos apresentados, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que afirma.
( ) O avanço dos empregos formais ocorreu nos dois últimos anos, isto é, entre 2018 e 2019. ( ) O aumento no número de vagas de emprego é um fato contestado. ( ) O setor que mais cresceu foi o correspondente à execução de obras. ( ) A oferta de trabalho regrediu por conta do alto índice de desemprego. ( ) O dado otimista diz respeito ao cultivo da terra com vistas à produção animal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q1086718 Português

Leia o microconto.

Imagem associada para resolução da questão

É correto afirmar que a última frase dessa pequena narrativa contém


Alternativas
Q1086716 Português
A doninha e a raposa.

Magra e faminta, uma doninha descobriu uma fresta que dava para um celeiro e por ela passou. Ali, no meio da abundância, foi comendo, comendo, e engordando à proporção. Quando quis sair, já não podia passar pela fresta.
– Você está presa, minha amiga! – disse-lhe uma raposa. Se quer sair, faça uma dieta, jejua, e quando estiver magra e desfeita, como entrou antes, poderá sair.

Disponível em:<http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/fabulas.html> . Acesso em: 20 jul. 2019. Adaptado.
O último parágrafo do texto termina com uma lição de moral. Que ditado popular NÃO explica o comportamento da doninha?
Alternativas
Q1086594 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


Tendo em vista o título do texto, as crianças se tornarem futuros corruptos é um(a)
Alternativas
Q1086593 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


De acordo com o texto, as crianças têm as primeiras experiências de corrupção com os
Alternativas
Q1086592 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


De acordo com o texto, os pais devem ser sempre, para os filhos, um
Alternativas
Q1086591 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


Tendo em vista os argumentos do texto, infere-se que
Alternativas
Respostas
30961: E
30962: A
30963: C
30964: B
30965: C
30966: C
30967: A
30968: A
30969: A
30970: D
30971: B
30972: C
30973: B
30974: B
30975: C
30976: C
30977: A
30978: E
30979: B
30980: D