Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Acerca das ideias e dos sentidos do texto, julgue o item.
No primeiro parágrafo, o autor serve-se de um exemplo
para sugerir uma relação direta entre ocupação do
espaço geográfico e clima.
Acerca das ideias e dos sentidos do texto, julgue o item.
O texto informa que Nevada, Flórida e Arizona lideram a
lista dos estados com clima mais quente dos Estados
Unidos.
Texto
Chimpanzés usam insetos para tratar feridas, mostra novo estudo
Os chimpanzés criam e usam ferramentas, como já sabemos. Mas é possível que eles também usem medicamentos para tratar seus ferimentos? Um novo estudo sugere que sim.
Desde 2005, pesquisadores vêm estudando uma comunidade de aproximadamente 45 chimpanzés no Parque Nacional Loango, no Gabão, na costa oeste da África. Em um período de 15 meses, de novembro de 2019 a fevereiro de 2021, os pesquisadores notaram 76 feridas abertas em 22 chimpanzés. Em 19 casos eles viram um deles realizar o que parecia um autotratamento da ferida, usando um inseto como remédio. Em alguns casos, um chimpanzé parecia tratar outro. Os cientistas publicaram suas observações na revista Current Biology na segunda-feira (7).
O procedimento era semelhante em todas as ocasiões. Primeiro, os chimpanzés pegavam um inseto voador; depois o imobilizavam, apertando-o entre os lábios. Aí colocavam o inseto sobre a ferida, movendo-o em círculo com as pontas dos dedos. Finalmente, retiravam o inseto, usando a boca ou os dedos. Com frequência eles colocavam o inseto na ferida e o retiravam diversas vezes.
Os pesquisadores não sabem que inseto os chimpanzés usavam, ou exatamente como ele pode ajudar a curar um ferimento. Sabem que eram pequenos insetos voadores de cor escura. Não há evidência de que os chimpanzés comam os insetos – eles com certeza os espremem entre os lábios e os aplicam sobre os ferimentos.
Há outros relatos de automedicação em animais, incluindo cães e gatos que comem capim ou plantas, provavelmente para fazê-los vomitar, e ursos e veados que consomem plantas medicinais, aparentemente para se automedicar. Orangotangos foram vistos aplicando material para aliviar lesões musculares. Mas os pesquisadores não sabem de relatos anteriores de mamíferos não humanos usarem insetos para fins medicinais.
Em três casos, os pesquisadores viram os chimpanzés usarem a técnica em outro chimpanzé. Em um deles, uma fêmea adulta chamada Carol cuidou de um ferimento na perna de um macho adulto, Littlegrey. Ela pegou um inseto e o deu a Littlegrey, que o colocou entre os lábios e o aplicou na ferida. Mais tarde, Carol e outro macho adulto foram vistos esfregando o inseto em torno da ferida de Littlegrey. Outro macho adulto se aproximou, retirou o inseto da ferida, colocou-o entre seus lábios e depois o reaplicou na perna de Littlegrey.
Um chimpanzé macho adulto chamado Freddy era um grande entusiasta da medicina com insetos, tratando-se diversas vezes de ferimentos na cabeça, nos braços, região dorsal, o pulso esquerdo e o pênis. Um dia, os pesquisadores o viram tratar-se duas vezes do mesmo ferimento no braço. Os pesquisadores não sabem como Freddy se feriu, mas alguns casos provavelmente envolviam brigas com outros machos.
Alguns animais cooperam com outros de maneiras semelhantes, segundo Simone Pika, diretora do laboratório de cognição animal na Universidade de Osnabruck, na Alemanha, que é um dos autores do estudo. “Mas não sabemos de qualquer outro caso em mamíferos”, disse ela. “Pode ser um comportamento adquirido que só existe nesse grupo. Não sabemos se nossos chimpanzés são especiais nesse sentido.”
Aaron Sandel, antropólogo na Universidade do Texas em Austin, achou o trabalho valioso, mas ao mesmo tempo manifestou certas dúvidas. “Eles não oferecem uma explicação alternativa para o comportamento, nem fazem conexão com que inseto poderia ser", disse. "O salto para uma potencial função médica é um exagero, nesta altura.”
Mas, disse ele, “cuidar de seus próprios ferimentos ou de outros usando um instrumento, outro objeto, é muito raro”. A documentação dos chimpanzés cuidando de outros é “uma importante contribuição para o estudo do comportamento social dos macacos”, acrescentou Sandel. “E é interessante também perguntar se há empatia envolvida nisso, como nos humanos.”
Em algumas formas de comportamento social de macacos, fica claro que há uma troca valiosa. Por exemplo, pentear outro chimpanzé oferece alívio dos parasitas para o animal penteado, mas também um lanche de insetos para o que penteia. Mas em casos que Pika observou, segundo disse, o chimpanzé não recebe nada em troca. Para ela, isso mostra que os macacos estão envolvidos num ato que aumenta “o bem-estar de outro ser” e nos ensina mais sobre os relacionamentos sociais dos primatas.
“Em cada observação em campo aprendemos mais sobre os chimpanzés”, disse ela. “Eles realmente nos surpreendem.”
(Nicholas Bakalar. The New York Times. Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves.
Fevereiro de 2022.)
I. O comportamento dos primatas descrito no texto levanta o questionamento se os relacionamentos sociais entre eles se dariam somente por troca ou se há uma forma de uma doação de um membro da espécie a outro.
II. Como o trabalho apresenta valiosas contribuições para a Ciência, naturalmente o comportamento dos macacos dará ao ser humano mais conhecimento acerca da propriedade do tratamento com aqueles determinados insetos.
III. O comportamento observado naqueles chimpanzés pode não representar uma característica de toda a espécie, uma vez que não foi observado nada semelhante em outros exemplares fora daquele grupo social em específico.
Assinale

Conclui-se da leitura do texto que o preconceito é um dos obstáculos ao tratamento adequado da depressão.

No texto, que se caracteriza como dissertativo-argumentativo, defende-se a ideia de tratamentos alternativos para a depressão, principalmente em relação a crianças e adolescentes, que não devem ser tratados com antidepressivos.

Depreende-se da leitura do texto que a ansiedade é um fator que propicia a intensificação de distúrbios mentais.

Entende-se da leitura do texto que o desconforto com a expectativa de retorno, após o confinamento imposto pela pandemia de covid-19, a uma rotina de interação social inclui-se, por exemplo, entre os sintomas do transtorno do pânico.



Sobre o Texto 3, é CORRETO afirmar:
Fonte: https://www.google.com.br/search?q=tiras +redes+sociais&tbm. Acesso em 25 out. 2021. Sobre os recursos linguísticos que compõem o Texto 2, analise os itens que se seguem.
I. Linguagem denotativa e conotativa.
II. Registro formal e registro informal.
III. Frase nominal e frase verbal.
IV. Linguagem verbal e não verbal.
Estão CORRETOS os itens

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questãoque a ele se refere.
Texto 2

Fonte: https://www.google.com.br/search?q=tiras +redes+sociais&tbm. Acesso em 25 out. 2021.
Entre as ideias do Texto 1 que se seguem, a que melhor se relaciona às ideias do Texto 2 é:

I. “[...] ou assistindo os recomendados no YouTube?” (Linha 2)
II. “Porque com o tempo, a gente adquiriu esse automatismo.” (Linhas 23-24)
III. “Quem nunca, né?” (Linha 25)
IV. “[...] veste um uniforme com bonezinho [...]” (Linha 12)
V. “[...] dicas de programas de detox digital [...]” (Linhas 22-23)
As marcas de oralidade estão presentes nos trechos

I. A maior parte do tempo que as pessoas passam na internet é desperdiçado.
II. As pessoas não desenvolveram ainda autonomia para uso adequado da internet.
III. Muitas pessoas já aprenderam a usar a internet de forma autônoma e atenta.
IV. Os brasileiros estão buscando adquirir, paulatinamente, a alfabetização digital.
Estão CORRETAS as afirmativas:






“A mãe de David fumava durante toda a gravidez, por isso seu filho nasceu fraco e com peso baixo”.
O argumento lógico racional que foi empregado nesse pequeno texto pode ser caracterizado como
Observe o seguinte parágrafo de um texto:
“Há diversas maneiras de entender o vocábulo “geração”. Ele pode designar as pessoas que tiveram uma experiência histórica comum, particularmente impactante. Assim, falamos da geração da guerra de 14 ou da Resistência de maio de 1968, na França. Podemos também identificar uma geração a partir da idade: todas as pessoas de 20 anos dos anos 90. Podemos finalmente pensar numa experiência familiar: a geração dos filhos, em oposição à dos pais ou avós...”
A partir da frase inicial, o desenvolvimento do parágrafo se faz por
