Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Star Wars e o legado que atravessa gerações
Por Andre Lucas Mariano dos Santos
“Bom, pessoal, a história se passa em uma galáxia fictícia habitada por várias criaturas orgânicas e androides robóticos. O governo está nas mãos do Império Galáctico.
Neste cenário, existe a ‘Força’, uma energia onipresente cujo controle dá poderes sobrenaturais como premonição e controle mental. Os Jedis usam a ‘Força’ para o bem, enquanto os Siths, para o mal.
A história, em ordem cronológica conta a trajetória da transformação do jovem Anakin em Darth Vader e depois as aventuras de seu filho, Luke Skywalker, contra o Império Galáctico”, explica. “Acho que seria isso, obrigado”.
Provavelmente foi mais ou menos dessa forma que o então desconhecido diretor George Lucas apresentou seu ambicioso e estranho projeto para a Fox Studios. E imaginar o porquê de os executivos da empresa terem investido num enredo como esse, principalmente numa época em que a ficção científica estava em baixa, chega a ser bizarro. Pouco antes, George Lucas já havia oferecido essa mesma ideia para inúmeras produtoras e todas as haviam recusado, inclusive as gigantes Universal e Warner Bros. Dizem que, na verdade, a Fox também estava pronta para ‘bater a porta’ na cara do diretor, mas o chefe de recursos criativos da empresa, Alan Ladd Jr., ficou encantado quando ouviu essa mesma história do início do texto, e convenceu a diretoria do estúdio a investir no filme.
O INÍCIO
A verba disponibilizada foi de 8 milhões de dólares, o que obrigou Lucas a escolher a parte do roteiro que exigisse o menor gasto possível. A produção esbarrou em todos os problemas possíveis: estúdio descontente com o elenco, tempestades de areia na Tunísia, atrasos nas filmagens, calor insuportável, cenários e figurinos que não funcionavam direito. Além disso, também não ajudava o fato de boa parte da equipe achar tudo aquilo que estava sendo rodado totalmente ridículo.
Em 25 de maio de 1977, “Star Wars: Episódio IV” era lançado. Desde então, o mundo nunca mais foi o mesmo. O longa-metragem de quase três horas, com aquele roteiro sem ‘pé nem cabeça’, conquistou a maior bilheteria daquele ano: 775,3 milhões de dólares, sendo aclamado pela crítica e pelo público. Lucas então pôde produzir os demais episódios e tornou-se um dos mais respeitados empreendedores do cinema.
LEGADO
Star Wars é considerado um marco da sétima arte, pois gerou um impacto cultural sem precedentes. Após o lançamento dos primeiros episódios, os efeitos especiais e roteiros mais superficiais obtiveram notoriedade em Hollywood e várias outras obras de ficção científica ganharam destaque.
Mas o maior legado com certeza é a legião de fãs construída. Pessoas do mundo inteiro se contagiaram com a trama e foi criada até uma data para celebrar a saga: o “Star Wars Day”, anualmente no dia 4 de maio.
No Brasil não é diferente, milhares de pessoas amam a obra idealizada por George Lucas e alguns fazem questão de disseminar o conhecimento sobre a saga. Como é o caso do Conselho Jedi do Paraná, um grupo aberto para todo e qualquer fã da franquia. “Nosso objetivo é reunir todos que gostam da saga em eventos e atividades pelo estado a fora. Um dos exemplos é o JediCon, realizado anualmente”, explica um dos membros do grupo, Rodrigo Bordenousky.
Ele diz que nesses encontros são feitas palestras, explicações de vídeos do universo da saga, além de venda de itens. “Promovemos ações bastante variadas. Desde arrecadação para ajudar alguma entidade carente, até provas de conhecimento, batalhas com sabres de luz, enfim, quem é fã se diverte”, complementa.
O Conselho Jedi do Paraná existe há 15 anos e é composto por centenas de fãs de todos os lugares do estado.
DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO
Apesar de estar completando quase 40 anos do lançamento do primeiro filme, Star Wars tem admiradores de todas as idades. Um bom exemplo disso é observado na família Klug de Cascavel.
Nataniel Klug cresceu sendo influenciado diretamente pelos primos mais velhos na década de 90. Hoje, repassa o conhecimento que adquiriu para o filho Murilo, de 10 anos. “Quando ele começou a entender as coisas, já coloquei os filmes para ele assistir”, brinca, dizendo que o que mais lhe chama a atenção é a história de honra e guerra explorada na saga. Já o pequeno Murilo diz que, apesar da pressão do pai, está aprendendo a gostar cada vez mais da obra. “Adoro as roupas, brinquedos, desenhos e principalmente os sabres”, comenta empolgado. “Igual meu pai, procuro incentivar meus amigos a gostarem também”, diz.
fonte:
Star Wars e o legado que atravessa gerações
Por Andre Lucas Mariano dos Santos
“Bom, pessoal, a história se passa em uma galáxia fictícia habitada por várias criaturas orgânicas e androides robóticos. O governo está nas mãos do Império Galáctico.
Neste cenário, existe a ‘Força’, uma energia onipresente cujo controle dá poderes sobrenaturais como premonição e controle mental. Os Jedis usam a ‘Força’ para o bem, enquanto os Siths, para o mal.
A história, em ordem cronológica conta a trajetória da transformação do jovem Anakin em Darth Vader e depois as aventuras de seu filho, Luke Skywalker, contra o Império Galáctico”, explica. “Acho que seria isso, obrigado”.
Provavelmente foi mais ou menos dessa forma que o então desconhecido diretor George Lucas apresentou seu ambicioso e estranho projeto para a Fox Studios. E imaginar o porquê de os executivos da empresa terem investido num enredo como esse, principalmente numa época em que a ficção científica estava em baixa, chega a ser bizarro. Pouco antes, George Lucas já havia oferecido essa mesma ideia para inúmeras produtoras e todas as haviam recusado, inclusive as gigantes Universal e Warner Bros. Dizem que, na verdade, a Fox também estava pronta para ‘bater a porta’ na cara do diretor, mas o chefe de recursos criativos da empresa, Alan Ladd Jr., ficou encantado quando ouviu essa mesma história do início do texto, e convenceu a diretoria do estúdio a investir no filme.
O INÍCIO
A verba disponibilizada foi de 8 milhões de dólares, o que obrigou Lucas a escolher a parte do roteiro que exigisse o menor gasto possível. A produção esbarrou em todos os problemas possíveis: estúdio descontente com o elenco, tempestades de areia na Tunísia, atrasos nas filmagens, calor insuportável, cenários e figurinos que não funcionavam direito. Além disso, também não ajudava o fato de boa parte da equipe achar tudo aquilo que estava sendo rodado totalmente ridículo.
Em 25 de maio de 1977, “Star Wars: Episódio IV” era lançado. Desde então, o mundo nunca mais foi o mesmo. O longa-metragem de quase três horas, com aquele roteiro sem ‘pé nem cabeça’, conquistou a maior bilheteria daquele ano: 775,3 milhões de dólares, sendo aclamado pela crítica e pelo público. Lucas então pôde produzir os demais episódios e tornou-se um dos mais respeitados empreendedores do cinema.
LEGADO
Star Wars é considerado um marco da sétima arte, pois gerou um impacto cultural sem precedentes. Após o lançamento dos primeiros episódios, os efeitos especiais e roteiros mais superficiais obtiveram notoriedade em Hollywood e várias outras obras de ficção científica ganharam destaque.
Mas o maior legado com certeza é a legião de fãs construída. Pessoas do mundo inteiro se contagiaram com a trama e foi criada até uma data para celebrar a saga: o “Star Wars Day”, anualmente no dia 4 de maio.
No Brasil não é diferente, milhares de pessoas amam a obra idealizada por George Lucas e alguns fazem questão de disseminar o conhecimento sobre a saga. Como é o caso do Conselho Jedi do Paraná, um grupo aberto para todo e qualquer fã da franquia. “Nosso objetivo é reunir todos que gostam da saga em eventos e atividades pelo estado a fora. Um dos exemplos é o JediCon, realizado anualmente”, explica um dos membros do grupo, Rodrigo Bordenousky.
Ele diz que nesses encontros são feitas palestras, explicações de vídeos do universo da saga, além de venda de itens. “Promovemos ações bastante variadas. Desde arrecadação para ajudar alguma entidade carente, até provas de conhecimento, batalhas com sabres de luz, enfim, quem é fã se diverte”, complementa.
O Conselho Jedi do Paraná existe há 15 anos e é composto por centenas de fãs de todos os lugares do estado.
DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO
Apesar de estar completando quase 40 anos do lançamento do primeiro filme, Star Wars tem admiradores de todas as idades. Um bom exemplo disso é observado na família Klug de Cascavel.
Nataniel Klug cresceu sendo influenciado diretamente pelos primos mais velhos na década de 90. Hoje, repassa o conhecimento que adquiriu para o filho Murilo, de 10 anos. “Quando ele começou a entender as coisas, já coloquei os filmes para ele assistir”, brinca, dizendo que o que mais lhe chama a atenção é a história de honra e guerra explorada na saga. Já o pequeno Murilo diz que, apesar da pressão do pai, está aprendendo a gostar cada vez mais da obra. “Adoro as roupas, brinquedos, desenhos e principalmente os sabres”, comenta empolgado. “Igual meu pai, procuro incentivar meus amigos a gostarem também”, diz.
fonte:
I - A incredibilidade da equipe por parte de George Lucas elencou uma série de problemas de orçamento e o direto escolheu preterir elementos centrais do roteiro em detrimento da conclusão do projeto.
II - Em contraposição às pontas soltas na narrativa do primeiro longa-metragem da franquia, Star Wars preconizou uma guinada na cultura de consumo de entretenimento que apresenta resquícios até os dias atuais.
III - Star Wars pode ser considerado um produto de origem marginalizada de filmes que acabaram por ser incorporados, com o tempo, ao segmento mais comercial; provavelmente em função do apreço do público, bem como consequência do faturamento que os filmes renderam ao diretor e aos estúdios.
A afirmação correta sobre a estruturação e a interpretação desse pensamento é:
Constatamos facilmente que há um erro de raciocínio, causado pelo seguinte fato:
Há uma série de pensamentos que aparecem mencionados ou estão implícitos nesse pequeno segmento de texto; entre as recomendações abaixo, aquela cujo conteúdo está ausente da mensagem desse segmento é:
— De quem? perguntei. — De um moço que está na casa de Detenção. — De um preso?! Como se chama ele? — V. S. vai ficar sabendo pelo que vem nesse papel. Tenha a bondade de ler.”
Esse é o início de um romance de Aluísio Azevedo; sobre o narrador desse pequeno texto pode-se afirmar que:
1. A Rússia e a Ucrânia restabelecem relações diplomáticas; 2. As eleições francesas ocorrem sem anormalidades; 3. Novos computadores são lançados no mercado; 4. Servidores pressionam o Congresso por aumento.
A única marca estrutural comum a todas essas manchetes é:
“Bruno passava por uma loja lotérica e sentiu um forte impulso que o obrigou a entrar e jogar; saiu esperançoso com o bilhete, mas três dias depois descobriu que estava pobre como antes.”
A afirmação adequada sobre esse pequeno texto narrativo é:
Leia atentamente a crônica a seguir, escrita por Paulo Mendes Campos, para responder a próxima questão.
“A ciência da chateação, segundo certa corrente moderna, apresenta três princípios básicos: 1) O homem nasce com a tendência natural de exercer a chateação; 2) A chateação é uma exorbitância tolerada dos direitos do homem em sociedade; 3) Em determinadas situações, todo homem é capaz de produzir chateação. Em outras palavras: só a força de vontade diminui em nós a chateação inata e compulsiva; não há leis naturais contra a chateação. Reduzir a nossa capacidade de aborrecer o próximo ao mínimo é resultado do esforço pessoal. A ciência pode ainda ser resumida em uma única frase: damos o nome de chato ao indivíduo que produz um tipo de chateação diferente do nosso. A classificação de todos os tipos está ainda muito incompleta, mas poderemos apresentar algumas figuras bastante caracterizadas, a título de curiosidade. Há um tipo de gente que não te deixa contar vantagem. Se ganhaste algum dinheiro, ele está milionário. Se lhe contas, pelo contrário, que andas perdendo dinheiro, ele está na mais negra miséria. Há também o sujeito que te fala exatamente as coisas que não desejas ouvir no momento, ou o cara que esguicha água nos teus olhos com a flor da lapela, dá choque com a mão, puxa a cadeira quando vais sentar, etc. Existe também o tipo especial dos sujeitos levados à política através da popularidade granjeada em outras profissões. E há o sujeito que diz: ‘Por que não largas esse teu emprego e fazes como eu? Só no mês passado ganhei quatrocentos mil reais sem fazer nada!’. Finalmente, há os formalistas, que se exprimem através de frases feitas, e o que proíbe qualquer palpite sobre um determinado assunto porque ele conhece isso de dentro para fora”. (Paulo Mendes Campos, Tipos exemplares, com adaptações).
Leia atentamente a crônica a seguir, escrita por Paulo Mendes Campos, para responder a próxima questão.
“A ciência da chateação, segundo certa corrente moderna, apresenta três princípios básicos: 1) O homem nasce com a tendência natural de exercer a chateação; 2) A chateação é uma exorbitância tolerada dos direitos do homem em sociedade; 3) Em determinadas situações, todo homem é capaz de produzir chateação. Em outras palavras: só a força de vontade diminui em nós a chateação inata e compulsiva; não há leis naturais contra a chateação. Reduzir a nossa capacidade de aborrecer o próximo ao mínimo é resultado do esforço pessoal. A ciência pode ainda ser resumida em uma única frase: damos o nome de chato ao indivíduo que produz um tipo de chateação diferente do nosso. A classificação de todos os tipos está ainda muito incompleta, mas poderemos apresentar algumas figuras bastante caracterizadas, a título de curiosidade. Há um tipo de gente que não te deixa contar vantagem. Se ganhaste algum dinheiro, ele está milionário. Se lhe contas, pelo contrário, que andas perdendo dinheiro, ele está na mais negra miséria. Há também o sujeito que te fala exatamente as coisas que não desejas ouvir no momento, ou o cara que esguicha água nos teus olhos com a flor da lapela, dá choque com a mão, puxa a cadeira quando vais sentar, etc. Existe também o tipo especial dos sujeitos levados à política através da popularidade granjeada em outras profissões. E há o sujeito que diz: ‘Por que não largas esse teu emprego e fazes como eu? Só no mês passado ganhei quatrocentos mil reais sem fazer nada!’. Finalmente, há os formalistas, que se exprimem através de frases feitas, e o que proíbe qualquer palpite sobre um determinado assunto porque ele conhece isso de dentro para fora”. (Paulo Mendes Campos, Tipos exemplares, com adaptações).
O centro da Terra
O escritor francês de ficção científica Júlio Verne, autor de Viagem ao Centro da Terra, certamente gostaria desta novidade: pesquisadores da Universidade Nacional Australiana (ANU) confirmaram a existência do “núcleo interno mais interno” da Terra. Segundo a pesquisadora Joanne Stephenson, embora essa nova camada seja difícil de observar, suas propriedades distintas podem apontar para um evento desconhecido e dramático na história da Terra.
“Encontramos evidências que podem indicar uma mudança na estrutura do ferro, o que sugere talvez dois eventos separados de resfriamento na história da Terra”, disse Stephenson. “Os detalhes desse grande evento ainda são um pouco misteriosos, mas adicionamos outra peça do quebra-cabeça quando se trata de nosso conhecimento do núcleo interno da Terra.”
A cientista afirmou que investigar a estrutura do núcleo interno pode ajudar a entender mais sobre a história e evolução da Terra.
“Tradicionalmente, ensinaram-nos que a Terra tem quatro camadas principais: a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno”, declarou Stephenson. “A ideia de outra camada distinta foi proposta algumas décadas _________, mas os dados não eram muito claros. Conseguimos contornar isso usando um algoritmo de busca muito inteligente para vasculhar milhares de modelos do núcleo interno. É muito emocionante – e pode significar que teremos de ___________ os livros!”
No mínimo, o famoso romance de Verne poderia precisar de algumas páginas adicionais.
(Fonte: Revista Planeta - adaptado.)