Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1988628 Português

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.


Ao sugerir que a estereotipagem pode ser válida em média, o autor a defende como um instrumento adequado para elaborar hipóteses científicas a respeito dos comportamentos de grupos sociais.

Alternativas
Q1987930 Português
       Atualmente, os campos com as maiores produções de petróleo no Brasil são os de Tupi, Búzios e Sapinhoá. Em determinado período de 2018, a soma da produção desses campos foi de 1.570 barris de petróleo por dia. Sabe-se que a soma da produção diária do campo de Búzios com o triplo da produção diária do campo de Sapinhoá é igual a 1.170 barris por dia e que a diferença entre a produção diária dos campos de Tupi e Sapinhoá supera a produção diária do campo de Búzios em 30 mil barris.
Com base nas informações hipotéticas apresentadas anteriormente e considerando o período em tela, julgue o item a seguir.

A produção diária de petróleo do campo de Tupi foi superior a 830 mil barris por dia.
Alternativas
Q1987923 Português
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

Em relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item subsecutivo.


No terceiro período do segundo parágrafo, “assim que” exprime circunstância de tempo.

Alternativas
Q1987922 Português
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

Em relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item subsecutivo.


O modo verbal empregado em “imagine” (primeiro período do segundo parágrafo) expressa um desejo do autor do texto em relação ao leitor. 

Alternativas
Q1987921 Português
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

Considerando os mecanismos de coesão e coerência do texto CG1A1-I, julgue o próximo item. 


No último período do primeiro parágrafo, o termo “dele” retoma “um sistema complexo”.

Alternativas
Q1987919 Português
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.


O exemplo do aquecimento do bloco de gelo é apresentado no texto para ilustrar a diferença entre dois tipos distintos de mudança.

Alternativas
Q1987915 Português
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.


Infere-se do texto que a linearidade é uma relação proporcional entre as variações das causas e das consequências de determinado fato. 

Alternativas
Q1987914 Português
Texto CG1A1-I

       É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados graduais, incrementais. Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos, em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
       Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica. Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.

Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar:
desvendando os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro:
Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações). 

No que se refere aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.


De acordo com as informações do texto, a transição de fase ocorre quando uma mudança significativa tem efeitos incrementais. 

Alternativas
Q1987754 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 

Passagem para outro país
Por Martha Medeiros





(Disponível em: Zero Hora, Porto Alegre, 25 e 26 jun. 2022. Caderno Donna, p. 12 – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Em relação às informações que a autora menciona relacionadas à Europa, assinale a alternativa que NÃO encontra respaldo no texto.
Alternativas
Q1987723 Português

O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


        Tomar um café da manhã reforçado e pegar leve no jantar pode ajudar na perda de peso, fazendo com que você sinta menos fome, dizem os pesquisadores.

        Cientistas controlaram com precisão as refeições das pessoas para comparar o impacto de um café da manhã ou um jantar farto. A equipe da Universidade de Aberdeen, na Escócia, descobriu que os participantes queimavam as mesmas calorias sempre que faziam a maior refeição do dia. Mas o apetite era visivelmente menor após um café da manhã reforçado, o que poderia tornar mais fácil manter uma dieta.

        Os pesquisadores estavam investigando o mundo da “crononutrição” —e como a comida que consumimos é afetada pelos ritmos do relógio interno do nosso corpo. Uma teoria é que a noite é uma hora ruim para comer, porque o relógio biológico muda nosso metabolismo para podermos dormir.

        Os 30 voluntários tiveram todas as refeições preparadas para eles por mais de dois meses — com café da manhã, almoço e jantar, somando cerca de 1.700 calorias por dia. Eles passaram um mês tomando um café da manhã reforçado, consumindo quase metade de suas calorias diárias, seguido por um almoço menor e uma refeição noturna menor ainda. No mês seguinte, os voluntários fizeram sua maior refeição à noite, e não pela manhã.

        O metabolismo das pessoas foi medido com precisão usando água duplamente marcada, que é mais densa que a água normal e pode ser rastreada à medida que sai do corpo. Os resultados, publicados na revista Cell Metabolism, mostraram que o horário da grande refeição não fez diferença em quantas calorias foram queimadas, na taxa metabólica de repouso das pessoas ou na quantidade de peso que perderam.

            A principal diferença foi nos níveis de apetite ou fome, que foram suprimidos pelo café da manhã reforçado. A professora Alexandra Johnstone disse que isso provavelmente seria crucial no mundo real, quando a quantidade de comida disponível não está sendo controlada. “Os estudos sugerem que, para o controle do apetite, o café da manhã reforçado foi campeão”, diz ela. “Se você pode começar o dia com um grande café da manhã saudável, é mais provável que você mantenha os níveis de atividade física e mantenha esse controle sobre o apetite pelo resto do dia”.

(GALLAGHER, James. Café da manhã farto e jantar menor ajudam a controlar apetite, mostra estudo. BBC Brasil, 16 set., 2022. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-62924706.)

“Uma teoria é que a noite é uma hora ruim para comer, porque o relógio biológico muda nosso metabolismo para podermos dormir.” Essa teoria é:
Alternativas
Q1987721 Português

O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


        Tomar um café da manhã reforçado e pegar leve no jantar pode ajudar na perda de peso, fazendo com que você sinta menos fome, dizem os pesquisadores.

        Cientistas controlaram com precisão as refeições das pessoas para comparar o impacto de um café da manhã ou um jantar farto. A equipe da Universidade de Aberdeen, na Escócia, descobriu que os participantes queimavam as mesmas calorias sempre que faziam a maior refeição do dia. Mas o apetite era visivelmente menor após um café da manhã reforçado, o que poderia tornar mais fácil manter uma dieta.

        Os pesquisadores estavam investigando o mundo da “crononutrição” —e como a comida que consumimos é afetada pelos ritmos do relógio interno do nosso corpo. Uma teoria é que a noite é uma hora ruim para comer, porque o relógio biológico muda nosso metabolismo para podermos dormir.

        Os 30 voluntários tiveram todas as refeições preparadas para eles por mais de dois meses — com café da manhã, almoço e jantar, somando cerca de 1.700 calorias por dia. Eles passaram um mês tomando um café da manhã reforçado, consumindo quase metade de suas calorias diárias, seguido por um almoço menor e uma refeição noturna menor ainda. No mês seguinte, os voluntários fizeram sua maior refeição à noite, e não pela manhã.

        O metabolismo das pessoas foi medido com precisão usando água duplamente marcada, que é mais densa que a água normal e pode ser rastreada à medida que sai do corpo. Os resultados, publicados na revista Cell Metabolism, mostraram que o horário da grande refeição não fez diferença em quantas calorias foram queimadas, na taxa metabólica de repouso das pessoas ou na quantidade de peso que perderam.

            A principal diferença foi nos níveis de apetite ou fome, que foram suprimidos pelo café da manhã reforçado. A professora Alexandra Johnstone disse que isso provavelmente seria crucial no mundo real, quando a quantidade de comida disponível não está sendo controlada. “Os estudos sugerem que, para o controle do apetite, o café da manhã reforçado foi campeão”, diz ela. “Se você pode começar o dia com um grande café da manhã saudável, é mais provável que você mantenha os níveis de atividade física e mantenha esse controle sobre o apetite pelo resto do dia”.

(GALLAGHER, James. Café da manhã farto e jantar menor ajudam a controlar apetite, mostra estudo. BBC Brasil, 16 set., 2022. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-62924706.)

De acordo com o texto, reforçar o café da manhã e reduzir o jantar contribuem para perda de peso, porque 
Alternativas
Q1987720 Português

O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


        Tomar um café da manhã reforçado e pegar leve no jantar pode ajudar na perda de peso, fazendo com que você sinta menos fome, dizem os pesquisadores.

        Cientistas controlaram com precisão as refeições das pessoas para comparar o impacto de um café da manhã ou um jantar farto. A equipe da Universidade de Aberdeen, na Escócia, descobriu que os participantes queimavam as mesmas calorias sempre que faziam a maior refeição do dia. Mas o apetite era visivelmente menor após um café da manhã reforçado, o que poderia tornar mais fácil manter uma dieta.

        Os pesquisadores estavam investigando o mundo da “crononutrição” —e como a comida que consumimos é afetada pelos ritmos do relógio interno do nosso corpo. Uma teoria é que a noite é uma hora ruim para comer, porque o relógio biológico muda nosso metabolismo para podermos dormir.

        Os 30 voluntários tiveram todas as refeições preparadas para eles por mais de dois meses — com café da manhã, almoço e jantar, somando cerca de 1.700 calorias por dia. Eles passaram um mês tomando um café da manhã reforçado, consumindo quase metade de suas calorias diárias, seguido por um almoço menor e uma refeição noturna menor ainda. No mês seguinte, os voluntários fizeram sua maior refeição à noite, e não pela manhã.

        O metabolismo das pessoas foi medido com precisão usando água duplamente marcada, que é mais densa que a água normal e pode ser rastreada à medida que sai do corpo. Os resultados, publicados na revista Cell Metabolism, mostraram que o horário da grande refeição não fez diferença em quantas calorias foram queimadas, na taxa metabólica de repouso das pessoas ou na quantidade de peso que perderam.

            A principal diferença foi nos níveis de apetite ou fome, que foram suprimidos pelo café da manhã reforçado. A professora Alexandra Johnstone disse que isso provavelmente seria crucial no mundo real, quando a quantidade de comida disponível não está sendo controlada. “Os estudos sugerem que, para o controle do apetite, o café da manhã reforçado foi campeão”, diz ela. “Se você pode começar o dia com um grande café da manhã saudável, é mais provável que você mantenha os níveis de atividade física e mantenha esse controle sobre o apetite pelo resto do dia”.

(GALLAGHER, James. Café da manhã farto e jantar menor ajudam a controlar apetite, mostra estudo. BBC Brasil, 16 set., 2022. Adaptado. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-62924706.)

O propósito comunicativo desse excerto é:
Alternativas
Q1987714 Português

O texto contextualiza a questão . Leia-o atentamente.


        Decrescer para sobreviver, talvez a única estratégia

        A ideia de que a economia deve crescer sempre, infinitamente, é tão arraigada que chega a parecer tão natural quanto a lei da gravidade. Faz parte do discurso dos políticos, dos economistas e da expectativa das pessoas comuns. Não por acaso, foi no momento em que a industrialização avançava a todo vapor (literalmente), no século XVIII, que a economia começou a se tornar uma disciplina científica. E a ideia do crescimento, com pensadores como Adam Smith (1723-1990) e David Ricardo (1772-1823), ocupou desde o início um papel central. Ao longo do tempo, consolidou-se o entendimento de que a contínua expansão da economia seria até mesmo uma garantia para a sobrevivência do capitalismo, pois os trabalhadores poderiam ganhar mais sem que o capital perdesse. Ou, como afirmou Delfim Netto quando foi ministro no regime militar, o projeto era crescer o bolo para depois dividi-lo. Mas não há nada de “natural” no crescimento infinito. Civilizações do passado ora se expandiam, ora encolhiam, e estabilidade era mais desejável que crescimento.

        Será o crescimento inevitável? Nos últimos anos, cada vez mais vozes têm questionado essa ideia. Deixando de lado pioneiros como Alexandre von Humboldt (1769-1859), que já no começo do século XIX alertava sobre o delicado equilíbrio planetário, podemos estabelecer 1971 como o ano zero da crítica ao crescimento sem limites, pois foi quando o economista romeno-americano Nicholas Georgescu-Roegen publicou “A Lei da Entropia e o Processo Econômico”. Neste livro, ele mostrou que nosso planeta não poderia nos abastecer, infinitamente, de recursos naturais não renováveis. Para muita gente, na época, as ideias do pensador romeno pareceram pura excentricidade. Não mais. Até mesmo Robert Solow, Nobel de economia de 1987 e célebre defensor do crescimento, já admitiu que, se os limites biológicos da natureza forem levados em conta, as teorias do crescimento econômico ilimitado se tornam inviáveis. Hoje, quando a crise climática nos atinge com intensidade cada vez maior, os críticos do crescimento passaram a ser ouvidos. Como disse o documentarista inglês David Attenborough, “quem defende crescimento infinito num planeta finito ou é louco ou é economista”.

        É amplo o espectro de críticos ao crescimento descontrolado. De um lado, mais palatáveis a governos e empresas, estão os “green-growthers” (desenvolvimentistas verdes), que defendem o crescimento sustentável e ecologicamente responsável. É nesse campo que vicejam propostas mitigatórias, como, por exemplo, a dos negócios com créditos de carbono, criados em Kyoto, em 1997 (quem libera compra créditos de quem sequestra, sem que a emissão seja necessariamente reduzida). Um dos nomes mais conhecidos desse grupo é o norueguês Per Espen Stoknes. Em seu mais recente livro, “A Economia do Amanhã – Um Guia para a Criação do Crescimento Verde e Saudável” (em tradução livre, 2021), há um belo apanhado de tudo que se tem falado, criticado e sugerido a respeito das possibilidades do crescimento sustentável: mais energias limpas, educação, inclusão e reciclagem, menos consumo de carne etc. Mas Stoknes admite, na conclusão, que mesmo que todas as boas práticas venham a ser globalmente adotadas, não se pode ter certeza de que conseguirão salvar o planeta.

        Na extremidade oposta estão os defensores da tese do decrescimento. Herdeiros diretos de Georgescu, eles acreditam que, por mais que se recicle, reutilize e otimize, o problema é apenas adiado, pois, no fim, a conta não vai fechar. Um dos pioneiros dessa turma, o economista e filósofo francês Serge Latouche, resumiu muito bem a questão, dizendo que, se você embarca num trem e, no meio do caminho, descobre que está indo para a cidade errada, não adianta diminuir a velocidade do trem, pois ainda estará indo na direção errada. Para ele, não existe crescimento sustentável, mas, simplesmente, crescimento insustentável mais lento.

(AUBERT, André Caramuru. Decrescer para sobreviver, talvez a única estratégia. O Estado de São Paulo, São Paulo, ano 143, nº 47084, 15 set. 2022. A Fundo, C6, p. 50.)

De acordo com o texto:
Alternativas
Q1987709 Português

O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente. 


        O WhatsApp começou a disponibilizar em maior escala o recurso de esconder o “on-line” dos contatos. Agora, é possível escolher quem pode visualizar o status, e é possível configurar para quem ninguém tenha acesso. A liberação da função, oficializada em agosto, gerou comemorações nas redes sociais.

Para ocultar o status on-line, siga os seguintes passos:

1) Clique em Configurações;

2) Vá em Conta;

3) Depois, em Privacidade;

4) Clique em Visto por último e on-line.

        Depois, é só selecionar quem pode acessar o Visto por último. As opções são: Todos, Meus contatos, Meus contatos, exceto ou Ninguém. Abaixo disso, ficam as configurações para o status on-line. É possível escolher Todos ou Mesmo que visto por último.

(Disponível em: https://www.estadao.com.br/link/whatsapp-usuarioscomemoram-recurso-que-esconde-status-on-line-saiba-como-usar/. Adaptado.)

Acerca dos recursos coesivos utilizados em trechos do excerto, analise estas proposições.


I. Em “A liberação da função [...] gerou comemorações nas redes sociais.”, o termo “função” retoma o tema do texto, que é o novo recurso de configuração do statusdo WhatsApp.

II. Em “3) Depois, em Privacidade;”, a vírgula foi utilizada para indicar que, na estrutura da oração, o verbo está em elipse, já que ele pode ser facilmente identificável, na oração anterior.

III. Em “Abaixo disso, ficam as configurações para o status on-line.”, o pronome “isso”, fundido com a preposição “de”, faz referência a uma informação que ainda será dada no texto, portanto, exerce função catafórica.


Está correto o que se afirma apenas em 

Alternativas
Q1987708 Português

O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente. 


        O WhatsApp começou a disponibilizar em maior escala o recurso de esconder o “on-line” dos contatos. Agora, é possível escolher quem pode visualizar o status, e é possível configurar para quem ninguém tenha acesso. A liberação da função, oficializada em agosto, gerou comemorações nas redes sociais.

Para ocultar o status on-line, siga os seguintes passos:

1) Clique em Configurações;

2) Vá em Conta;

3) Depois, em Privacidade;

4) Clique em Visto por último e on-line.

        Depois, é só selecionar quem pode acessar o Visto por último. As opções são: Todos, Meus contatos, Meus contatos, exceto ou Ninguém. Abaixo disso, ficam as configurações para o status on-line. É possível escolher Todos ou Mesmo que visto por último.

(Disponível em: https://www.estadao.com.br/link/whatsapp-usuarioscomemoram-recurso-que-esconde-status-on-line-saiba-como-usar/. Adaptado.)

A finalidade comunicativa desse excerto é:
Alternativas
Q1987706 Português

O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


        Fundo do mar, em algum ponto do planeta. Na luminosidade difusa, partículas mínimas – fragmentos de plantas, micro-organismos, grãos erguidos do chão arenoso – dançam nas águas uma dança a que ninguém assiste. Tudo é silêncio e quietude no fundo do mar, esse mar eterno.

(SEIXAS, Heloisa. Pérolas absolutas. In: ZILBERMAN, Regina (Org.). Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p. 17. Adaptado.)

A função comunicativa desse excerto de texto é:
Alternativas
Q1987704 Português

O excerto contextualiza a questãao. Leia-o atentamente.


        Gore Vidal dividiu a humanidade entre os que amam Roma e os que a detestam. Fidel Castro, mais prático, dividiu a espécie humana entre aqueles que fumam charuto com anel ou sem anel. Esqueceu os que não fumam charuto. Na opinião dele, quem não fumava charuto não merecia pertencer à humana espécie. Adotando o radicalismo de Gore Vidal e de Fidel Castro, prefiro dividir homens e mulheres entre aqueles que têm medo do vento e aqueles não o temem.

(CONY, Carlos Heitor. Eu e a brisa. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.). Crônica brasileira contemporânea. São Paulo: Moderna, 2008. p. 34. Adaptado.)

Compreende-se corretamente desse excerto de texto, EXCETO: 
Alternativas
Q1987358 Português
Leia o texto para responder à questão.


Como era a vida antes da internet?

   Pamela Paul, uma norte-americana de 50 anos e editora- -chefa da seção de livros do The New York Times, acaba de publicar um livro para tentar entender o que nós perdemos com a internet. O livro fala sobre sensações perdidas como a atenção que damos às coisas, sentimentos como o tédio, virtudes como a paciência, ou ainda objetos que saíram do nosso cotidiano, como a enciclopédia, o telefone na cozinha, o porta-cartões de visitas ou os cartões de aniversário.
   O livro não foi escrito para lamentar um mundo que desapareceu. “Sou nostálgica, sentimental e pessimista, mas também tenho consciência de que alguns desses desdobramentos são bons”, explica. A intenção da autora é nos levar a fazer uma pausa para que nos perguntemos como chegamos aqui.
   Sobre as férias, por exemplo, Paul diz: “Quando você saía de férias há 20 anos, ao voltar tinha algumas cartas na caixa do correio, alguns recados na secretária eletrônica, no trabalho havia alguma coisa sobre a mesa, e isso era tudo. Agora é como ter uma multidão esperando na porta, perguntando: “você viu aquela mensagem?”, “você curte ou não essa foto?”. Você tem 36 notificações e muitas pessoas querendo se conectar com você”, explica.
   Em vez de ler o jornal no sábado de manhã, agora passamos a consultar uma rede social na qual milhares de desconhecidos ou meio conhecidos gritam seus pensamentos. Paul acredita que nossos corpos não se adaptaram às reações que o mundo de hoje nos pede. Por exemplo, quando você descobre que alguém não muito próximo morreu, mas aí logo esquece: “Muitas vezes eu percebo que esqueci completamente que o tio de tal pessoa tinha morrido porque aconteceu há seis horas e depois disso 30 outras coisas ocorreram. É uma chicotada constante de atenção emocional. É esgotante. Temos tantas reações emocionais porque há tanto a que reagir que é difícil a gente se recuperar no final do dia”, afirma.


(Jordi Pérez Colomé. El País, 27 de novembro de 2021. Adaptado)
A respeito das diferenças apresentadas no texto entre a vida antes e depois da internet, é possível afirmar que
Alternativas
Q1987357 Português
Leia o texto para responder à questão.


Como era a vida antes da internet?

   Pamela Paul, uma norte-americana de 50 anos e editora- -chefa da seção de livros do The New York Times, acaba de publicar um livro para tentar entender o que nós perdemos com a internet. O livro fala sobre sensações perdidas como a atenção que damos às coisas, sentimentos como o tédio, virtudes como a paciência, ou ainda objetos que saíram do nosso cotidiano, como a enciclopédia, o telefone na cozinha, o porta-cartões de visitas ou os cartões de aniversário.
   O livro não foi escrito para lamentar um mundo que desapareceu. “Sou nostálgica, sentimental e pessimista, mas também tenho consciência de que alguns desses desdobramentos são bons”, explica. A intenção da autora é nos levar a fazer uma pausa para que nos perguntemos como chegamos aqui.
   Sobre as férias, por exemplo, Paul diz: “Quando você saía de férias há 20 anos, ao voltar tinha algumas cartas na caixa do correio, alguns recados na secretária eletrônica, no trabalho havia alguma coisa sobre a mesa, e isso era tudo. Agora é como ter uma multidão esperando na porta, perguntando: “você viu aquela mensagem?”, “você curte ou não essa foto?”. Você tem 36 notificações e muitas pessoas querendo se conectar com você”, explica.
   Em vez de ler o jornal no sábado de manhã, agora passamos a consultar uma rede social na qual milhares de desconhecidos ou meio conhecidos gritam seus pensamentos. Paul acredita que nossos corpos não se adaptaram às reações que o mundo de hoje nos pede. Por exemplo, quando você descobre que alguém não muito próximo morreu, mas aí logo esquece: “Muitas vezes eu percebo que esqueci completamente que o tio de tal pessoa tinha morrido porque aconteceu há seis horas e depois disso 30 outras coisas ocorreram. É uma chicotada constante de atenção emocional. É esgotante. Temos tantas reações emocionais porque há tanto a que reagir que é difícil a gente se recuperar no final do dia”, afirma.


(Jordi Pérez Colomé. El País, 27 de novembro de 2021. Adaptado)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a autora do livro
Alternativas
Q1987354 Português
Leia a tira para responder à questão.




(Bill Watterson. O essencial de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad, 2018)
A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor deriva principalmente
Alternativas
Respostas
21241: E
21242: C
21243: C
21244: E
21245: E
21246: C
21247: C
21248: E
21249: D
21250: C
21251: A
21252: C
21253: D
21254: D
21255: C
21256: D
21257: A
21258: C
21259: D
21260: A