Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2057860 Português
Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea. As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública.

Imensos interesses comerciais, egoísticos e narcisistas se escondem por trás da televisão. Comerciantes, publicitários, os “donos” das Emissoras e suas famílias usurpam essa “nossa” concessão pública. Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bem-estar da população que lhe deu a permissão (ou, permissividade) para nos “entreter”, nos dar Cultura e ser-nos úteis. Para essas pessoas (todos os que fazem a Televisão), pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade.

A Televisão e tantos outros inventos e descobertas foram idealizadas para fins positivos e úteis para a Humanidade. Entretanto, sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos.

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/televisao-formacao-personalidade.htm. Acesso em: 01/07/2022)
Infere-se da leitura desse texto: 
Alternativas
Q2057859 Português
Faz parte da maioria da população brasileira ser espectadora de um tipo de programa de televisão no qual a intimidade das pessoas é o objeto central do espetáculo: programa de auditório, de entrevistas e de debates com adultos, jovens e crianças contando suas preferências pessoais desde o sexo até o brinquedo, da culinária ao vestuário, da leitura à religiosidade, do ato de escrever ou encenar uma peça teatral aos hábitos de lazer e cuidados corporais. O ponto culminante desse tipo de espetáculo é o programa intitulado Big Brother.

(CHAUÍ, Marilena. A ideologia da competência/ Escritos de Marilena Chauí; Volume 3. Org. André Rocha. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2022.)
A respeito desse texto, marque a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2057858 Português
Faz parte da maioria da população brasileira ser espectadora de um tipo de programa de televisão no qual a intimidade das pessoas é o objeto central do espetáculo: programa de auditório, de entrevistas e de debates com adultos, jovens e crianças contando suas preferências pessoais desde o sexo até o brinquedo, da culinária ao vestuário, da leitura à religiosidade, do ato de escrever ou encenar uma peça teatral aos hábitos de lazer e cuidados corporais. O ponto culminante desse tipo de espetáculo é o programa intitulado Big Brother.

(CHAUÍ, Marilena. A ideologia da competência/ Escritos de Marilena Chauí; Volume 3. Org. André Rocha. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2022.)
Depreende-se da leitura desse texto que
Alternativas
Q2057075 Português


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A charge acima revela uma crítica com o principal objetivo de mostrar: 
Alternativas
Q2057069 Português
Fúria no trânsito


    Existe uma forma simples de avaliar o grau de evolução do ser humano. Basta observar dois sujeitos após uma batida. Saem dos veículos arrebentando as portas. Olhares ferozes. Torsos inclinados para a frente. Mãos crispadas. Batem boca. Bastaria mudar o cenário, trocar os ternos por peles e entregar um porrete para cada um. Estaríamos de volta à pré-história. Poucas atividades humanas despertam tanto o espírito selvagem como a guerra no trânsito.    
    Tenho um amigo de fala mansa, calmo e sensato. Outro dia estávamos no carro. Chuviscava. O suficiente para que os carros entrassem numa luta desenfreada no asfalto. Cortadas súbitas. Buzinas. Ele passou a costurar por todos os lados. Fomos ao Morumbi Shopping. Havia uma fila para o estacionamento vip (quem almoça em alguns restaurantes de lá tem direito a manobrista gratuito).
    - Um idiota está parado lá na frente - ele anunciou.
    - Por que idiota? Você não sabe o motivo.
   Não pude terminar a frase. Agarrei-me ao banco. Ele atirou o carro para a direita. O da frente fez o mesmo. Para não bater, meu amigo jogou o seu sobre o canteiro. Veio a pancada. O pneu arrebentou. O veículo parado mexeu-se, vagarosamente, e partiu. Meu amigo esbravejou. Trocou o pneu. Depois foi a uma borracharia, onde acabou brigando também. Passou o resto do dia num humor de cão. Telefonou:
     - Tudo por culpa daquele imbecil!
     Argumentei:
    - Você não sabia o motivo de o carro estar parado. A pessoa podia estar se sentindo mal. Pense. Por causa de alguém que não conhece, você quase amassou o carro, arrebentou seu pneu e está furioso. Como permite que um desconhecido faça tudo isso com você?
  Silêncio sepulcral. Depois, ouvi um clique do telefone sendo desligado. 
      Costumo dirigir devagar. Quando vou para o Litoral Norte é uma tortura. A estrada só tem uma pista, com muitos locais de ultrapassagem proibida. Tento me manter na velocidade exigida pelas placas. Adianta? Alguém sempre gruda em mim. Volta e meia, quando ultrapassam, ouço me xingarem.
   Nestes tempos politicamente corretos, já não se ouvem tantos gritos do tipo:
      - Ô, dona Maria, vá pilotar fogão!
     Entretanto, existe, sim, um preconceito contra mulher ao volante. Confesso que também já tive. Hoje, às vezes, passo por uma senhora dirigindo em paz. Alguém do meu lado reclama:
     - Olha lá, empatando o trânsito. Só podia ser mulher.
   Lembro que as seguradoras costumam cobrar menos de motoristas do sexo feminino. Causam menos acidentes. Há algum tempo uma amiga bateu em uma moto. Teve de se trancar no carro enquanto um bando de motoqueiros solidários com o acidentado chutava seu carro. Foi resgatada pelo socorro. Detalhe: o culpado era o motoqueiro. Ninguém se machucou. Ela voltou para casa apavorada.
    Soube de um rapaz que certa vez foi fechado numa grande avenida. Gritou:
    - Safado, você vai ver!
    Seguiu atrás, buzinando. O outro tentava fugir, ele perseguia. Deu uma superfechada, obrigando o carro a parar. Saiu furioso, pronto para a briga. Aproximou-se.
    No banco do motorista, estava uma senhora idosa, tremendo de medo. Ele caiu em si.
    - Parecia que eu estava em um filme, me assistindo.
   Gaguejou. Pediu desculpa. Partiu.
     No dia seguinte, vendeu o carro.
   - Não confio em mim mesmo ao volante. Eu me torno outra pessoa. Prefiro não dirigir.
   Claro que não é uma receita para todo mundo. Para ele, funcionou. Anda de ônibus, táxi ou metrô. Sente-se feliz. Como se tivesse abandonado a pré-história e, finalmente, ingressado na civilização.

CARRASCO, Walcyr. São Paulo, 2010
Analise as seguintes afirmativas:

I- O texto apresenta um narrador personagem. II- No título do texto, há um substantivo e um adjetivo. III- A linguagem informal faz parte do texto. IV- Há uma descrição no primeiro parágrafo do texto.

Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q2056933 Português


(Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge-o-tempo-01-07-2022-1.2692347. Acesso em: 04/07/2022.)

Sobre a intencionalidade do autor e os componentes linguísticos empregados nessa charge, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A palavra impossível é formada pelo processo de prefixação e sufixação.
( ) O uso da linguagem informal está coerente com a situação discursiva.
( ) A expressão No preço que tá faz referência ao contexto situacional em que a charge foi produzida.
( ) O autor dessa charge tem como intencionalidade usar o humor para fazer uma reflexão acerca de uma situação cotidiana.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2056932 Português


(Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge-o-tempo-01-07-2022-1.2692347. Acesso em: 04/07/2022.)

A charge é um gênero textual cujos elementos de textualidade são ressignificados, buscando a reconstrução de sentido a partir da linguagem verbal e não verbal.
Considerando a situação discursiva dessa charge, é correto afirmar:
Alternativas
Q2056927 Português
Leia o texto para responder a questão.

Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea. As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública.
Imensos interesses comerciais, egoísticos e narcisistas se escondem por trás da televisão. Comerciantes, publicitários, os “donos” das Emissoras e suas famílias usurpam essa “nossa” concessão pública. Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bem-estar da população que lhe deu a permissão (ou, permissividade) para nos “entreter”, nos dar Cultura e ser-nos úteis. Para essas pessoas (todos os que fazem a Televisão), pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade.
A Televisão e tantos outros inventos e descobertas foram idealizadas para fins positivos e úteis para a Humanidade. Entretanto, sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos.

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/televisao-formacao-personalidade.htm. Acesso em: 01/07/2022) 
Sobre os recursos linguísticos responsáveis pela conexão entre as partes do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Se, no trecho a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea, o pronome lhe fosse substituído pelo pronome possessivo sua, não comprometeria o sentido do texto.
( ) No trecho pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade., o pronome relativo que retoma resultados do condicionamento.
( ) A conjunção entretanto estabelece relação de adversidade entre os períodos que compõem o último parágrafo.
( ) Em Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bemestar da população que lhe deu a permissão, os pronomes pessoais oblíquos a e lhe são elementos referenciais usados para retomar o elemento televisão.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2056926 Português
Leia o texto para responder a questão.

Assim como muitos inventos, a televisão não é boa e nem é má; ela apenas reflete o nível e o perfil mental da sociedade que lhe é contemporânea. As pessoas que a programam são as responsáveis pela deturpação da sua finalidade original: cultura, entretenimento saudável e utilidade pública.
Imensos interesses comerciais, egoísticos e narcisistas se escondem por trás da televisão. Comerciantes, publicitários, os “donos” das Emissoras e suas famílias usurpam essa “nossa” concessão pública. Atores, diretores e outros que a usam quase sempre estão divorciados da saúde e do bem-estar da população que lhe deu a permissão (ou, permissividade) para nos “entreter”, nos dar Cultura e ser-nos úteis. Para essas pessoas (todos os que fazem a Televisão), pouco importam os resultados do condicionamento que impõem à Sociedade.
A Televisão e tantos outros inventos e descobertas foram idealizadas para fins positivos e úteis para a Humanidade. Entretanto, sabemos do que são capazes tais criações nas mãos de indivíduos inescrupulosos e insanos.

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/televisao-formacao-personalidade.htm. Acesso em: 01/07/2022) 
Infere-se da leitura desse texto:
Alternativas
Q2056925 Português
Leia atentamente o texto para responder a questão.

Faz parte da maioria da população brasileira ser espectadora de um tipo de programa de televisão no qual a intimidade das pessoas é o objeto central do espetáculo: programa de auditório, de entrevistas e de debates com adultos, jovens e crianças contando suas preferências pessoais desde o sexo até o brinquedo, da culinária ao vestuário, da leitura à religiosidade, do ato de escrever ou encenar uma peça teatral aos hábitos de lazer e cuidados corporais. O ponto culminante desse tipo de espetáculo é o programa intitulado Big Brother.

(CHAUÍ, Marilena. A ideologia da competência/ Escritos de Marilena Chauí; Volume 3. Org. André Rocha. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2022.) 
A respeito desse texto, marque a afirmativa correta.
Alternativas
Q2056924 Português
Leia atentamente o texto para responder a questão.

Faz parte da maioria da população brasileira ser espectadora de um tipo de programa de televisão no qual a intimidade das pessoas é o objeto central do espetáculo: programa de auditório, de entrevistas e de debates com adultos, jovens e crianças contando suas preferências pessoais desde o sexo até o brinquedo, da culinária ao vestuário, da leitura à religiosidade, do ato de escrever ou encenar uma peça teatral aos hábitos de lazer e cuidados corporais. O ponto culminante desse tipo de espetáculo é o programa intitulado Big Brother.

(CHAUÍ, Marilena. A ideologia da competência/ Escritos de Marilena Chauí; Volume 3. Org. André Rocha. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2022.) 
Depreende-se da leitura desse texto que
Alternativas
Q2056840 Português


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Pode-se dizer, em relação ao texto que: 

Alternativas
Q2056833 Português


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Na língua portuguesa identificamos os tipos de frase através das entonações da voz e na escrita por meio dos sinais de pontuação. Quanto à tira, é possível perceber que: 

Alternativas
Q2056831 Português
Texto 1

Filha do senador Romário escreve carta ao ministro da Educação

Ivy Faria, 16 anos, é uma pessoa com deficiência e diz que em nada atrapalha aos colegas de sua classe

A filha caçula do senador Romário (PL-RJ) Ivy Faria, divulgou, em suas redes sociais, carta ao ministro da Educação, Milton Ribeiro. A menina, que tem síndrome de down, diz estar triste com a fala do ministro...

O ministro da educação, em entrevista ao programa 'Sem Censura', da TV Brasil, na última segunda-feira (9/8), disse que crianças com deficiências "atrapalhavam" os demais alunos sem a mesma condição quando colocadas na mesma sala de aula.


Texto 2

"Seu ministro da Educação, aqui é a Ivy, eu estou muito triste com Sr. Sabe, eu tenho síndrome de Down, sou uma pessoa com deficiência, e sou estudante. Eu estudo para ter um futuro e ajudar o meu país. Eu não atrapalho ninguém. Frequento uma escola regular, onde há jovens com e sem deficiência, cada um aprende no seu tempo, ninguém é igual. A minha presença e a de outras pessoas com deficiência não é ruim, muito pelo contrário, desde a escola, meus coleguinhas aprendem uma lição que parece que o Sr. não teve a oportunidade de aprender, que a diversidade faz parte da natureza humana e isso é uma riqueza.” 
A palavra “coleguinha” no texto 2 foi utilizada no sentido de 
Alternativas
Q2056830 Português
Texto 1

Filha do senador Romário escreve carta ao ministro da Educação

Ivy Faria, 16 anos, é uma pessoa com deficiência e diz que em nada atrapalha aos colegas de sua classe

A filha caçula do senador Romário (PL-RJ) Ivy Faria, divulgou, em suas redes sociais, carta ao ministro da Educação, Milton Ribeiro. A menina, que tem síndrome de down, diz estar triste com a fala do ministro...

O ministro da educação, em entrevista ao programa 'Sem Censura', da TV Brasil, na última segunda-feira (9/8), disse que crianças com deficiências "atrapalhavam" os demais alunos sem a mesma condição quando colocadas na mesma sala de aula.


Texto 2

"Seu ministro da Educação, aqui é a Ivy, eu estou muito triste com Sr. Sabe, eu tenho síndrome de Down, sou uma pessoa com deficiência, e sou estudante. Eu estudo para ter um futuro e ajudar o meu país. Eu não atrapalho ninguém. Frequento uma escola regular, onde há jovens com e sem deficiência, cada um aprende no seu tempo, ninguém é igual. A minha presença e a de outras pessoas com deficiência não é ruim, muito pelo contrário, desde a escola, meus coleguinhas aprendem uma lição que parece que o Sr. não teve a oportunidade de aprender, que a diversidade faz parte da natureza humana e isso é uma riqueza.” 
Marque a opção correta. 
Alternativas
Q2056793 Português
Meninos carvoeiros

Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles…
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
— Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como
espantalhos desamparados.




Manuel Bandeira 

“[...] encarapitados nas alimárias [...].”


A palavra acima sublinhada significa:

Alternativas
Q2056791 Português
Meninos carvoeiros

Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
— Eh, carvoero!
E vão tocando os animais com um relho enorme.

Os burros são magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

— Eh, carvoero!
Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles…
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!
— Eh, carvoero!

Quando voltam, vêm mordendo num pão encarvoado,
Encarapitados nas alimárias,
Apostando corrida,
Dançando, bamboleando nas cangalhas como
espantalhos desamparados.




Manuel Bandeira 
O autor do texto revela um sentimento de: 
Alternativas
Q2056785 Português
A disciplina do amor

Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra, um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postavase na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas, e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava a sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos, as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casouse a noiva com um primo. Os familiares voltaram para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era novo quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.

As pessoas estranhavam, “Mas quem esse cachorro está esperando?”. Uma tarde (era inverno), ele lá ficou, o focinho sempre voltado para aquela direção.

Lygia Fagundes Telles. A disciplina do amor.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980.p. 99-100.
“Só o cachorro já velhíssimo continuou a esperá-lo na sua esquina.” 3º parágrafo.
Na frase acima, a palavra sublinhada
Alternativas
Q2056784 Português
A disciplina do amor

Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra, um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postavase na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas, e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava a sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos, as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casouse a noiva com um primo. Os familiares voltaram para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era novo quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.

As pessoas estranhavam, “Mas quem esse cachorro está esperando?”. Uma tarde (era inverno), ele lá ficou, o focinho sempre voltado para aquela direção.

Lygia Fagundes Telles. A disciplina do amor.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980.p. 99-100.
“O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança.” - 2º parágrafo.
Assinale a alternativa em que a substituição da palavra acima destacada mantém o sentido da frase. 
Alternativas
Q2056782 Português
A disciplina do amor

Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra, um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postavase na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e, na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas, e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava a sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos, as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casouse a noiva com um primo. Os familiares voltaram para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era novo quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.

As pessoas estranhavam, “Mas quem esse cachorro está esperando?”. Uma tarde (era inverno), ele lá ficou, o focinho sempre voltado para aquela direção.

Lygia Fagundes Telles. A disciplina do amor.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980.p. 99-100.
“Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto [...].” 2º parágrafo
A palavra sublinhada na frase acima pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Respostas
20921: B
20922: B
20923: A
20924: C
20925: D
20926: D
20927: A
20928: D
20929: B
20930: B
20931: A
20932: C
20933: C
20934: B
20935: B
20936: D
20937: B
20938: A
20939: B
20940: D