Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3630642 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A inteligência artificial (IA) tem-se tornado uma presença cada vez mais marcante na sociedade, especialmente na educação. No ambiente escolar, as vantagens do uso da IA são inúmeras. Ela pode personalizar o ensino, adaptando atividades ao nível de conhecimento de cada aluno, o que favorece um aprendizado mais eficiente. Sistemas inteligentes conseguem identificar dificuldades específicas e propor exercícios direcionados, ajudando tanto professores quanto estudantes. Além disso, a IA pode automatizar tarefas administrativas, liberando os educadores para se dedicarem mais ao planejamento de aulas e à atenção personalizada das necessidades dos alunos.

    Outro benefício é a ampliação do acesso ao conhecimento. Ferramentas baseadas em IA, como assistentes virtuais e plataformas de ensino online, permitem que alunos de diferentes regiões estudem com qualidade, superando barreiras geográficas e sociais. Recursos de tradução automática, leitura em voz alta e recomendação de conteúdos também promovem a inclusão de estudantes com deficiência. 

    Contudo, existem pontos contrários que precisam ser considerados. A dependência excessiva da IA pode prejudicar o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia dos estudantes. Ademais, há o risco de desvalorização do papel do professor, que é insubstituível como mediador humano do processo educativo. Outro problema é o possível reforço de desigualdades: escolas com menos recursos podem não ter acesso às tecnologias mais avançadas. Por fim, o uso inadequado de dados dos alunos gera preocupações com a privacidade e a segurança da informação. Assim, a integração da IA na educação exige equilíbrio, responsabilidade e reflexão constante. (By: Technology. IA).
Sobre os benefícios da IA na educação, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q3630640 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    A inteligência artificial (IA) tem-se tornado uma presença cada vez mais marcante na sociedade, especialmente na educação. No ambiente escolar, as vantagens do uso da IA são inúmeras. Ela pode personalizar o ensino, adaptando atividades ao nível de conhecimento de cada aluno, o que favorece um aprendizado mais eficiente. Sistemas inteligentes conseguem identificar dificuldades específicas e propor exercícios direcionados, ajudando tanto professores quanto estudantes. Além disso, a IA pode automatizar tarefas administrativas, liberando os educadores para se dedicarem mais ao planejamento de aulas e à atenção personalizada das necessidades dos alunos.

    Outro benefício é a ampliação do acesso ao conhecimento. Ferramentas baseadas em IA, como assistentes virtuais e plataformas de ensino online, permitem que alunos de diferentes regiões estudem com qualidade, superando barreiras geográficas e sociais. Recursos de tradução automática, leitura em voz alta e recomendação de conteúdos também promovem a inclusão de estudantes com deficiência. 

    Contudo, existem pontos contrários que precisam ser considerados. A dependência excessiva da IA pode prejudicar o desenvolvimento do raciocínio crítico e da autonomia dos estudantes. Ademais, há o risco de desvalorização do papel do professor, que é insubstituível como mediador humano do processo educativo. Outro problema é o possível reforço de desigualdades: escolas com menos recursos podem não ter acesso às tecnologias mais avançadas. Por fim, o uso inadequado de dados dos alunos gera preocupações com a privacidade e a segurança da informação. Assim, a integração da IA na educação exige equilíbrio, responsabilidade e reflexão constante. (By: Technology. IA).
Marque a opção que está de acordo com o texto proposto.
Alternativas
Q3627771 Português
O direito ao lazer e os direitos culturais sob uma perspectiva multidisciplinar

José Olímpio Ferreira Neto José
Davi Leite Castro
Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida


     O lazer é um conjunto de ocupações em que o indivíduo se envolve de livre vontade para repousar, para se divertir, recrear, entreter-se ou para desenvolver a sua formação desinteressada, assim como exercer a sua participação social voluntária ou manifestar sua livre capacidade criadora longe do ambiente laboral e de suas obrigações. Apesar de não haver uma consonância para a definição de lazer, é possível dizer que está em oposição ao trabalho, cuja origem está no termo latino tripaliare, um instrumento de tortura composto por três paus que remete a ideia inicial de sofrimento, de sofrer.

    Direito ao lazer, no ordenamento jurídico brasileiro, está esparso e encontra escopo no texto constitucional e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na Constituição Brasileira de 1988, é possível observar o termo lazer no artigo 6º, que trata dos direitos sociais, devendo, assim, estar ao acesso de todos indistintamente, uma vez que é indispensável para assegurar a dignidade da pessoa humana. É preciso destacar ainda, no texto constitucional, o artigo 7º, que trata dos direitos dos trabalhadores, no qual estão assegurados, entre outros direitos, o descanso, as férias, a aposentadoria e, também, o lazer.

    O direito ao lazer é uma matéria intrinsecamente ligada ao Direito do Trabalho, pois, com o processo de urbanização, industrialização e a comunicação de massa, elementos herdados da Revolução Industrial, a discussão sobre o lazer e o seu acesso ganham destaque, pois este é essencial para a vida humana. Os direitos culturais, assim como o direito ao lazer, também têm fulcro na dignidade da pessoa humana e são garantidos pela Constituição, explicitamente no artigo 215.

    Os direitos culturais são aqueles afetos às artes, às memórias coletivas e ao fluxo dos saberes. Esses três grandes grupos representam a fruição de diversas formas de manifestação da cultura, plasmada em equipamentos culturais ou em bens patrimoniais materiais ou imateriais.

    Ao fazer a leitura do texto constitucional, é possível inferir alguns princípios, tais como o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade. Ambos garantem o pleno acesso aos bens culturais que têm gênese nos diversos povos que compõem o povo brasileiro. É preciso destacar ainda o princípio da participação popular, que garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor. 

   Os entes brasileiros têm responsabilidade na promoção da cultura, garantindo o acesso a todos indistintamente. Muitos desses bens estão dispostos em equipamentos culturais que difundem as variadas expressões, tais como bibliotecas, centros culturais, teatros, museus, cinemas e parques. O estabelecimento desses bens culturais, por meio das políticas intersetoriais, favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física. Nesse contexto, a Educação Física e outras áreas, como a História ou mesmo o Direito, podem figurar nesses equipamentos para intervir e reforçar a ideia de construção coletiva do prazer e alegria nos momentos e ambientes de lazer, com base nas possibilidades sociais e culturais de determinado grupo/região, de forma a propiciar uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e favorecer a humanização desses seres diante de uma participação cidadã consciente e integrada. [...]

    É possível afirmar que a cultura, em suas várias formas de expressão, é um meio para o lazer e há relações de reciprocidade entre os campos. Os equipamentos culturais presentes em uma cidade podem ser considerados como possibilidades de lazer para seus moradores, pois é uma via onde circulam as artes, as memórias e os saberes. Sendo assim, certamente, também podem ser entendidos como equipamentos de lazer. Dessa forma, pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar, garantindo acesso ao lazer e aos bens culturais, assegurando uma formação humana digna e ampla. [...]

    O tempo livre, neste contexto social, aflora no homem a culpa por obtê-lo. Entretanto, para Gaelzer, “o tempo livre é oportunidade; oportunidade é liberdade; liberdade permite eleição, escolha. O valor do tempo livre vai depender do uso que lhe for atribuído”. Assim, carece no homem da sociedade de consumo a consciência diante do seu tempo e de opinar sobre ele, reconhecendo maneiras sadias de saciar suas necessidades de crescimento interior, amadurecimento, sabedoria e felicidade.


Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2021-ago-22/opiniaodireito-lazer-direitos-culturais/. Acesso em: 10 jul. 2025.
De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3624868 Português
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu

        Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

        O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

        Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual. 

        Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto. 

        O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

        Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

        Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

        Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline. 

(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
“Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual.” (3º§). De acordo com o contexto exposto, a expressão “hiperestimulação” significa:
Alternativas
Q3624867 Português
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu

        Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

        O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

        Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual. 

        Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto. 

        O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

        Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

        Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

        Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline. 

(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
O principal objetivo do texto é:
Alternativas
Q3624628 Português
        Comumente, inteligência artificial (IA) é relacionada com a imagem de robôs que pensam e agem como humanos, numa analogia às cenas clássicas dos filmes de ficção científica. Porém, mesmo com muitos avanços no desenvolvimento de “substitutos” para os humanos, diversas outras formas de IA bem mais discretas já fazem parte da rotina de pessoas por todo o mundo.

        A IA se caracteriza por sistemas de machine learning, que, em uma explicação simples, são algoritmos treinados a partir de uma grande base de dados. Exemplos desses algoritmos no cotidiano são os sistemas de busca, que consideram o histórico de preferências do usuário para oferecer melhores resultados em aplicativos que calculam rotas e que são capazes de sugerir o melhor caminho de volta para casa em um dia de trânsito complicado. Toda vez que você tem a impressão de que a máquina leu seus pensamentos ou antecipou uma necessidade sua, você provavelmente está diante de um sistema de IA.

        A advogada Thays Joana Tumelero, especialista em proteção de dados e privacidade, explica que atualmente o Poder Judiciário brasileiro utiliza recursos de inteligência artificial para fins mais simples, como a leitura de documentos e a classificação de processos. Isso evita o trabalho repetitivo de dezenas ou centenas de servidores, mas representa apenas parte do que as máquinas são capazes de fazer. No sistema elaborado pelo STJ, por exemplo, os algoritmos verificam o assunto e classificam os processos que entram no tribunal, agilizando a fase de distribuição.

         Sistemas de inteligência artificial que extrapolam a simples promoção de agilidade na tramitação de processos já têm sido questionados, do ponto de vista legal e também ético, em diversas partes do mundo. Isso porque, se os algoritmos são capazes de ler processos e sugerir classificações e procedimentos, eles também podem ser usados para estudar padrões de decisão dos magistrados e apontar tendências em ações específicas.

         Tumelero também acredita que a transformação digital é um movimento inevitável nas organizações. Mas, ao contrário das previsões apocalípticas que apontam uma total substituição do trabalho dos operadores do direito pela mão de obra de robôs, Thays aposta em um cenário no qual homem e máquina se complementam: “Nenhuma solução tecnológica vem com criatividade, sensibilidade e ética. Esses são elementos comuns aos operadores do direito que a inteligência artificial não é capaz de substituir”, conclui.

Internet:<www.esmesc.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.


O autor do texto argumenta a favor da ideia de que há características humanas que a IA não é capaz de substituir.  

Alternativas
Q3624594 Português
Segundo Marcuschi (2008) e Yule (2010), a linguagem humana possui diferentes dimensões que permitem ao falante construir sentido, organizar estruturas e interagir adequadamente em contextos comunicativos. A comunicação eficaz em Língua Portuguesa depende do domínio simultâneo dessas dimensões, garantindo coerência, clareza e adequação à situação de comunicação. 

Considerando essas ideias, é CORRETO associar:  
Alternativas
Q3624584 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




Considerando o texto “Reflexões de um burro” de Machado de Assis, é CORRETO afirmar que o registro predominante apresenta: 
Alternativas
Q3622122 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


TEXTO I


A Eficácia do Riso


Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h.


Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas.


Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria.


Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905- 1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica.


Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução.


A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação.


Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la. 


O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro.


Rir, achar algo engraçado, é um processo complexo, que requer várias etapas do pensamento.



Por Patrícia Lopes

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/a-eficacia-riso.htm. 

De acordo com o texto I, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3618176 Português
A piscina

        Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.

        Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.

        Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada, de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.

        Era um ser encardido, cujos mulambos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina.

        De súbito, pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar os olhos dela. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejo, sempre a olhá-la, em desafio e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão.

        Lá no terraço, o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate.

        Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, 1976.)
De acordo com o conteúdo temático do texto, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3618171 Português
A piscina

        Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.

        Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.

        Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada, de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.

        Era um ser encardido, cujos mulambos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina.

        De súbito, pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar os olhos dela. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejo, sempre a olhá-la, em desafio e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão.

        Lá no terraço, o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate.

        Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, 1976.)
“Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.” (1º§). É possível perceber que Fernando Sabino recorre a alguns recursos de linguagem para que o leitor construa imagens do cenário. Dessa forma, pode-se afirmar que essa estratégia, realizada pelo autor desde o início do texto, expressa: 
Alternativas
Q3618170 Português
A piscina

        Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.

        Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.

        Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada, de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.

        Era um ser encardido, cujos mulambos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina.

        De súbito, pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar os olhos dela. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejo, sempre a olhá-la, em desafio e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão.

        Lá no terraço, o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate.

        Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, 1976.)
O título do texto de Fernando Sabino, através de uma única palavra, o identifica e antecipa o seu conteúdo principal. Ele é importante para atrair a atenção do leitor e dar uma ideia inicial sobre o que o texto irá abordar. É provável que, a partir do título – “A piscina”, as hipóteses sobre a temática se concentrem em aspectos relacionados ao prazer, à diversão, ao lazer. No entanto, é possível inferir que o texto aborda uma questão consideravelmente séria e crítica; assinale-a.
Alternativas
Q3616172 Português
Leia o texto a seguir:


Penteados apertados demais podem causar alopecia: entenda


A utilização, com muita frequência, de penteados que envolvam o ato de puxar o cabelo com força podem causar riscos irreversíveis para sua saúde capilar


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 5% das mulheres lidam com algum tipo de alopecia, muitos desses casos, por tração.


Viralizaram na internet vídeos de internautas fazendo diversas reclamações e compartilhando suas experiências após passar por quadros de alopecia ou o início dela. Kananda Eller, química e mestra pela USP, compartilhou um vídeo em sua rede social, explicando de forma dinâmica e de fácil compreensão a causa e os impactos que a alopecia podem causar.


Segundo a especialista, os fios nascem, crescem, caem e depois são substituídos por um novo folículo. Quando os fios param de crescer, um dos motivos pode ser o início de uma alopecia, causada por puxar demais os fios, a ponto de interromper o crescimento.


E a situação pode se agravar mais em casos mais específicos. Uma pesquisa feita por estudantes do Centro Universitário UNA avaliou 30 voluntárias negras que faziam a utilização de implante capilar artificial em cabelos relaxados a base de hidróxido alcalino há mais de 12 meses. Eles concluíram que, devido à tração realizada pelo implante artificial capilar, em muitas delas, houve um comprometimento do couro cabeludo ocasionando a calvície permanente em algumas regiões do couro cabeludo.


Fonte: https://extra.globo.com/blogs/inventando-moda/post/2025/07/penteadosapertados-demais-podem-causar-alopecia-entenda.ghtml. Acesso em 11/07/2025.
O ponto principal desse texto é:
Alternativas
Q3616171 Português
Leia o texto a seguir:


Penteados apertados demais podem causar alopecia: entenda


A utilização, com muita frequência, de penteados que envolvam o ato de puxar o cabelo com força podem causar riscos irreversíveis para sua saúde capilar


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 5% das mulheres lidam com algum tipo de alopecia, muitos desses casos, por tração.


Viralizaram na internet vídeos de internautas fazendo diversas reclamações e compartilhando suas experiências após passar por quadros de alopecia ou o início dela. Kananda Eller, química e mestra pela USP, compartilhou um vídeo em sua rede social, explicando de forma dinâmica e de fácil compreensão a causa e os impactos que a alopecia podem causar.


Segundo a especialista, os fios nascem, crescem, caem e depois são substituídos por um novo folículo. Quando os fios param de crescer, um dos motivos pode ser o início de uma alopecia, causada por puxar demais os fios, a ponto de interromper o crescimento.


E a situação pode se agravar mais em casos mais específicos. Uma pesquisa feita por estudantes do Centro Universitário UNA avaliou 30 voluntárias negras que faziam a utilização de implante capilar artificial em cabelos relaxados a base de hidróxido alcalino há mais de 12 meses. Eles concluíram que, devido à tração realizada pelo implante artificial capilar, em muitas delas, houve um comprometimento do couro cabeludo ocasionando a calvície permanente em algumas regiões do couro cabeludo.


Fonte: https://extra.globo.com/blogs/inventando-moda/post/2025/07/penteadosapertados-demais-podem-causar-alopecia-entenda.ghtml. Acesso em 11/07/2025.
No texto, a expressão “riscos irreversíveis” significa uma:
Alternativas
Q3616170 Português
Leia o texto a seguir:


Penteados apertados demais podem causar alopecia: entenda


A utilização, com muita frequência, de penteados que envolvam o ato de puxar o cabelo com força podem causar riscos irreversíveis para sua saúde capilar


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 5% das mulheres lidam com algum tipo de alopecia, muitos desses casos, por tração.


Viralizaram na internet vídeos de internautas fazendo diversas reclamações e compartilhando suas experiências após passar por quadros de alopecia ou o início dela. Kananda Eller, química e mestra pela USP, compartilhou um vídeo em sua rede social, explicando de forma dinâmica e de fácil compreensão a causa e os impactos que a alopecia podem causar.


Segundo a especialista, os fios nascem, crescem, caem e depois são substituídos por um novo folículo. Quando os fios param de crescer, um dos motivos pode ser o início de uma alopecia, causada por puxar demais os fios, a ponto de interromper o crescimento.


E a situação pode se agravar mais em casos mais específicos. Uma pesquisa feita por estudantes do Centro Universitário UNA avaliou 30 voluntárias negras que faziam a utilização de implante capilar artificial em cabelos relaxados a base de hidróxido alcalino há mais de 12 meses. Eles concluíram que, devido à tração realizada pelo implante artificial capilar, em muitas delas, houve um comprometimento do couro cabeludo ocasionando a calvície permanente em algumas regiões do couro cabeludo.


Fonte: https://extra.globo.com/blogs/inventando-moda/post/2025/07/penteadosapertados-demais-podem-causar-alopecia-entenda.ghtml. Acesso em 11/07/2025.
De acordo com o texto, sobre a relação entre práticas capilares e ocorrência de alopecia, é possível inferir que: 
Alternativas
Q3616081 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Passar três dias longe do celular pode mudar seu cérebro, sugere estudo

        Reduzir o uso do celular por apenas três dias provoca alterações químicas no cérebro em regiões relacionadas a mecanismos de recompensa e vício, sugere um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, publicado no periódico científico Computers in Human Behavior.
    
        Segundo os autores da pesquisa, o uso excessivo de smartphones tem sido comparado a certos transtornos aditivos, já que evidências sugerem que isso pode levar a uma série de efeitos psicossociais e somáticos. Mas ainda faltam dados sobre os mecanismos cerebrais envolvidos nesse comportamento.
    
        Os pesquisadores decidiram testar o que acontece quando se limita o uso do aparelho por 72 horas. Para isso, selecionaram 25 adultos jovens entre 18 e 30 anos, que foram orientados a utilizá-lo apenas para tarefas essenciais nesse período, como comunicação com familiares.
   
        Para avaliar as mudanças no cérebro, todos passaram por exames de ressonância magnética no início e no final do teste. O exame foi feito enquanto os voluntários observavam três imagens: cenas neutras, como paisagens, e fotos de celulares ligados e desligados. Além disso, eles preencheram questionários sobre estados de humor e hábitos de uso.
   
        Após três dias de restrição do celular, os voluntários apresentaram mudanças em áreas do cérebro ligadas ao sistema de recompensa. Quando expostos a imagens de smartphones, houve ativação de regiões associadas ao desejo mais intenso, como o giro cingulado anterior e o núcleo accumbens, estudadas em quadros de dependência de substâncias, como cigarro e drogas. “Isso pode sugerir uma demonstração de um desejo mais intenso pelo uso do celular”, avalia o psiquiatra Gabriel Garcia Okuda, do Einstein Hospital Israelita.
   
        Também houve ativação em vias de dopamina e serotonina, neurotransmissores relacionados a regulação do humor e dependência. “Isso pode indicar uma associação, já que essas vias foram estimuladas a ver imagens do celular após o período de abstinência”, observa Okuda. Os resultados também sugerem uma melhora na qualidade do sono e do humor dos voluntários após três dias menos conectados.
   
        No entanto, o estudo tem limitações — entre elas, o número pequeno da amostra, a ausência de um grupo controle para comparar as respostas e a falta de monitoramento para saber se efetivamente os voluntários ficaram abstinentes.

        Outro problema é que a avaliação do uso e dos estados de humor foi feita de forma subjetiva, a partir do relato dos próprios pacientes. Também faltam dados sobre a presença de outras comorbidades ou uso de substâncias. “Por isso, o estudo não ‘bate o martelo’ para nada”, comenta Okuda. “Mas, ainda assim, ajuda a começar a pensar a respeito.”

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/passar-tres-dias-longe-docelular-pode-mudar-seu-cerebro-sugere-estudo/ (adaptado). 
O estudo relaciona a dependência tecnológica a mecanismos semelhantes aos do uso de substâncias psicoativas. Nesse sentido, é correto afirmar que:
I. As áreas cerebrais ativadas após o período de restrição são as mesmas analisadas em dependência de drogas, como o giro cingulado anterior e o núcleo accumbens.
II. O estudo conclui de forma definitiva que o uso do celular provoca dependência igual à do cigarro ou da cocaína.
Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3615977 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Somos feitos dessa escrita imperfeita que se renova a cada dia

        Entre um pensamento e outro, os sentimentos se movimentam serenamente... O que sentimos nos preenche, ao ponto de termos que ser seletivos... Viver é ser capaz de não perder de vista o ideal... Traçamos metas e formulamos objetivos: nossos sonhos querem alcançar a realidade... Feliz dia!

        A vida merece ser escrita. Viver é construir uma história de vida. Os registros são muitos e diversificados. Entre altos e baixos, vamos tecendo a nossa teia existencial. É claro que algumas rasuras vão aparecer. O importante é encontrar-se com a superação. Olha só: um caderno cheio de páginas em branco jamais terá o mesmo valor que aquele que já carrega marcas, borrões e correções. Somos feitos dessa escrita imperfeita que se renova a cada dia.
    
        Há momentos em que nos enganamos na escolha das palavras, em que os caminhos se mostram precipitados e em que o arrependimento deixa suas marcas como riscos em uma folha. Mas até mesmo esses sinais de falha são preciosos, porque revelam nossa coragem de tentar. Viver é lidar com o que não deu certo sem deixar que isso roube nossa capacidade de continuar escrevendo.
 
        Entre rasuras e recomeços, vamos descobrindo que não precisamos apagar tudo para começar de novo; basta escolher sublinhar o que ainda é belo, o que ainda nos dá força. O encanto não surge de uma narrativa perfeita, mas da decisão de enxergar beleza mesmo quando a linha não ficou reta, mesmo quando a frase não saiu como planejado. Encantar-se, nesse sentido, é mais do que um estado de espírito: é um exercício de fé.
   
        É a confiança de que, mesmo em meio a páginas manchadas, ainda há espaço para frases luminosas. O lamento pode até fazer parte do texto, mas não deve ocupar o título da história. É preciso coragem para riscar o que não serve mais, desprender-se da dor que insiste em ocupar espaço e dar protagonismo ao que nos faz acreditar de novo. O encanto é essa força discreta que sustenta, que dá cor às páginas e que nos devolve a certeza de que vale a pena continuar.
    
        Se cada dia é uma nova oportunidade de reescrever, também é um convite para amadurecer, para aceitar que a perfeição não existe e que a beleza mora justamente na imperfeição. No fim, não será a quantidade de lamentos que contará, mas os encantos que escolhemos sublinhar ao longo do caminho.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
O texto associa imperfeição e encanto em uma perspectiva existencial. Nesse sentido, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3614880 Português
Leia o texto a seguir:


A fruta que ajuda a eliminar toxinas e reduz a inflamação nas vias aéreas


Seu alto teor de vitamina C faz dessa fruta cítrica uma aliada natural contra o dano oxidativo e o enfraquecimento do sistema imunológico


Diante do aumento de doenças respiratórias e da crescente exposição a poluentes ambientais, especialistas em saúde recomendam dar mais atenção ao cuidado com os pulmões. Uma opção simples, acessível e com respaldo científico é o consumo de laranjas. Diversos estudos indicam que essa fruta não só fortalece as defesas do organismo, como também contribui para a limpeza pulmonar, a redução da inflamação nas vias respiratórias e a reparação de tecidos danificados.


As laranjas estão entre as frutas mais ricas em vitamina C, um micronutriente essencial para combater o estresse oxidativo, especialmente nos pulmões. A exposição constante a poluentes atmosféricos, fumaça de cigarro ou partículas em suspensão gera radicais livres, que danificam as células pulmonares e provocam inflamação crônica.


De acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de Nottingham, a vitamina C atua como um agente antioxidante que neutraliza esses radicais livres. Seu consumo frequente ajuda a reduzir a inflamação nas vias respiratórias, o que melhora a função pulmonar e pode aliviar sintomas em pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).


Além disso, o European Respiratory Journal publicou um estudo que associa uma dieta rica em frutas cítricas a uma redução de 30% no risco de desenvolver doenças pulmonares obstrutivas em adultos mais velhos.


Cada laranja fornece mais de 90% do valor diário recomendado de vitamina C, o que favorece a produção de glóbulos brancos: responsáveis por combater infecções respiratórias como resfriados e gripes. De acordo com uma análise realizada pela Universidade de Helsinque, pessoas que incluem essa fruta regularmente na dieta apresentam uma duração menor dos sintomas associados a infecções respiratórias.


Recomenda-se consumir a fruta inteira, já que a polpa contém fibras e outros compostos que potencializam seus efeitos positivos.


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/07/11/a-fruta-que-ajudaa-eliminar-toxinas-e-reduz-a-inflamacao-nas-vias-aereas.ghtml. Acesso em 11/07/2025. Excerto 
De acordo com o texto, ao tratar do cuidado pulmonar, a principal justificativa para o consumo de laranja é: 
Alternativas
Q3613399 Português

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um menino de família, mas também não era um menino de rua. É assim que a gente divide. Menino de família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um menino de rua. Menino de rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...)

Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que nos pertencem.


(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002.) 

A elipse é uma estratégia coesiva muito utilizada para evitar repetição desnecessária de termos.


Assinale a opção em que não se observa o uso dessa estratégia.

Alternativas
Q3613390 Português

Do lixo ao luxo: catadora que brilhou na literatura chega à Sapucaí


No ano em que o Rio é a Capital Mundial do Livro, honraria que se estende até abril de 2026, a Unidos da Tijuca entra na Passarela do Samba de páginas abertas. A azul e amarela vai levar para a Sapucaí o enredo Carolina Maria de Jesus, uma homenagem à escritora negra mineira (1914-1977) que viveu boa parte da vida em São Paulo, sustentando três filhos como catadora de papel – matéria-prima da obra que a fez conhecida no mundo. Era em sujos cadernos encontrados no lixo que ela narrava o cotidiano da favela e a realidade de fome e preconceito racial que vivia.


https://vejario.abril.com.br/cidade/carolina-maria-de-jesus-catadora-homenagemunidos-da-tijuca/

Assinale a opção em que o elemento destacado não funciona como retomada a algo anteriormente dito
Alternativas
Respostas
1661: A
1662: C
1663: E
1664: A
1665: B
1666: E
1667: A
1668: C
1669: B
1670: B
1671: A
1672: B
1673: B
1674: C
1675: D
1676: C
1677: A
1678: D
1679: D
1680: A