Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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“O aviamento é um modelo socioeconômico que implica a formação de uma cadeia de escambo a crédito entre, de um lado, comerciantes/patrões e, de outro, produtores/fregueses, ambos situados – como elos de uma corrente – entre dois polos sociopolíticos hierárquicos marcados por relações assimétricas de dominação e dependência em função de uma dívida estabelecida, e nunca paga, entre o freguês e o patrão. Tal sistema estabeleceu-se historicamente, e de forma ampla, na Amazônia como um todo. No caso do Noroeste Amazônico, ele se fundou principalmente nas relações entre patrões brancos e fregueses indígenas”.
(MEIRA, Márcio. A persistência do aviamento: colonialismo e história indígena no noroeste amazônico. São Carlos: Edufscar, 2018. p.32).
Com base no texto é correto afirmar que o
( ) A direção argumentativa no primeiro parágrafo indica que o autor é indiferente à capacidade dos leitores em preservar a memória e o patrimônio cultural brasileiro.
( ) O principal objetivo do autor é tão somente trazer à tona uma descrição minuciosa dos dados biográficos de um renomado médico, jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro.
( ) O repertório de informações veiculado por Niskier atesta o comprometimento de Pedro Bloch com uma produção literária cuja dicção interlocutiva visa apenas o público infantil e juvenil.
( ) A ideia de que a linguagem é, por natureza, dialógica está presente no último parágrafo por meio da alusão, tipo de intertextualidade que apela à capacidade de associação de ideias do leitor.
( ) A relação lógico-semântica entre “Assim, amplificou o contato revelador que ele anotava através dessa peculiar percepção do mundo.” (3º§) e o período anterior é uma relação de conclusão, o que torna adequada a substituição de “Assim” por “Consequentemente”.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Leia com atenção o texto abaixo, para responder a questão .
A Globalização
A partir da segunda metade do século XX, o mundo parece ter ficado cada vez menor. Os avanços nos sistemas de comunicação tornaram possível que pessoas de diferentes lugares passassem a se falar e a estar em contato o tempo todo. As pessoas começaram a viajar mais e, com isso, alteraram o seu modo de ver o mundo e de se relacionar.
Os satélites, a televisão e a Internet possibilitam que uma pessoa que mora no Brasil seja informada de um fato que esteja ocorrendo do outro lado do mundo quase no exato momento em que ele está acontecendo.
A globalização modificou a vida das pessoas no mundo e trouxe aspectos positivos, como o maior contato entre indivíduos de lugares distantes e notícias em tempo real. Porém, também trouxe aspectos negativos, entre os quais o aumento do desemprego, da pobreza e de problemas sociais, como a violência urbana.
Alguns aspectos da globalização, como o acesso ao computador, ainda não são uma realidade para milhões de pessoas no Brasil. Alguns programas sociais, porém, têm procurado levar informação e conhecimento a todo o país.
(Cláudia Carvalho Neves)
Por ser um dos meios de transformação, a inovação na educação é essencialmente necessária e deve ser compreendida de modo mais amplo, porque
Leia com atenção o texto abaixo, para responder a questão
Súplica por uma árvore
Um dia, um professor comovido falava-me de árvores. Seu avô conhecera Andersen‐Andersen, esse pequeno deus que encantou para sempre a infância, todas as infâncias, com suas maravilhosas histórias. Mas, além de conhecer Andersen, o avô desse comovido professor legara a seus descendentes uma recordação extremamente terna: ao sentir que se aproximava o fim de sua vida, pediu que o transportassem aos lugares amados, onde brincara em menino, para abraçar e beijar as árvores daquele mundo antigo – mundo de sonho, pureza, poesia – povoado de crianças, ramos, flores, pássaros... O professor comovido transportava se a esse tempo de ternura, pensava nesse avô tão sensível, e continuava a participar, com ele, dessa cordialidade geral, desse agradecido amor à Natureza que, em silêncio, nos rodeia com a sua proteção, mesmo obscura e enigmática.
Lembrei‐me de tudo isso ao contemplar uma árvore que não esqueço, e cujo tronco há quinze dias se encontra todo ferido, lascado pelo choque de um táxi desgovernado. Segundo os técnicos, se não for socorrida, essa árvore deverá morrer dentro em breve: pois a pancada que a atingiu afetou‐a na profundidade da sua vida.
Uma testemunha realista, meramente interessada na descrição dos fatos aparentes, contaria que, uma destas tardes, um pobre táxi obscuro, rodando dentro da quilometragem regular, foi abalroado por um poderoso furgão, de maneira tão jeitosa que o motorista foi cuspido do seu lugar; e o carro, em movimento, dirigiu‐se, desgovernado, para cima, para baixo, para a direita e para a esquerda, até se amassar contra uma árvore. Apenas isso: sem falar que o táxi levava passageiro, que, no seu lugar, aguardava o desfecho desse jogo de forças cumprindo‐se inexoráveis dentro das leis da física.
Mas um observador mais sensível, mais dedicado ao que mora além das aparências – sem divergir da descrição gráfica do fato –, veria, no instante mais agudo da situação, a bondosa, a caridosa, a dadivosa árvore enfrentar o desastre com a sua solidez estoica, deter o desvario da máquina, embora expondo ao risco a sua vida.
Com que abraço se pode agradecer o heroísmo de uma árvore? Num tempo em que os homens se destroem com pensamentos, palavras e atos, de que maneira se pode louvar uma árvore que protege e salva, embora anônima e em silêncio? A quem se deve pedir que venha, com os recursos de que os homens dispõem, impedir que se extinga a vida vegetal que salvou uma vida humana? Vinde, senhores da cidade! Tratai desta árvore‐símbolo! Tratai‐a com amor, porque está sofrendo, porque está ferida, porque não se queixa – e para que não se diga que os homens são menos generosos que as plantas.
(MEIRELES, Cecília. Crônicas para jovens)
( ) No período “Como a linguagem está em constante transformação, outras expressões correm o risco de serem excluídas, ou por serem ofensivas ou por não fazerem mais sentido.”, os termos em destaque constituem expressões indicativas de causa.
( ) De acordo com a norma-padrão, o trecho “Expressões se conhecem e expressões se ensinam. Outra que envelheceu mal foi ‘armado até os dentes.’” está corretamente reescrito assim: “Expressões se conhecem cujo se ensinam. Outra que envelheceu mau foi ‘armado até os dentes’”.
( ) Conforme sua estrutura composicional, o texto “Expressões banidas do português” pertence ao gênero artigo científico, pois tem a função de deixar acessível ao leitor leigo as informações e novidades acerca de certas expressões idiomáticas contidas em estudos e pesquisas linguísticas.
( ) Expressões como “descascar abacaxi”, “custar os olhos da cara”, “negócio da China” e “armado até os dentes” são formas linguísticas denominadas estrangeirismos, que se harmonizam com a linguagem dos dias atuais, dão mais vivacidade à linguagem e despertam o interesse do receptor.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é