Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Texto 4
Cada um tem de mim exatamente o que cativou e cada um é responsável pelo que cativou; não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. (Charles Chaplin)
https://www.google.com/search?q=mensagens+charles+chaplin+/&rlz=1C1GCEA_enBR977BR977&Acesso em 14/07/2022
Texto 2
No meu jardim ainda floresce esperança, solidariedade, alegria, carinho, respeito, doçura e muitas outras flores nobres, Hoje os canteiros de amor-perfeito amanheceram todos floridos, o sol entrou por entre as ramas e intimidou ervas daninhas, Logo as sementes de sonhos começarão a germinar. Na primavera o ciclo se completa, e o perfume há de se espalhar pelo ar.
https://www.pensador.com/textos_sobre_solidariedade/3/ Acesso em 13/07/2022
Texto 2 para a questão.
Todos nós passamos por dificuldades na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros, a alegria da alma. Muitos lutam para sobreviver; outros são ricos, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade. Não adianta dominar o mundo lá fora e não dominar o mundo interior, o enorme território da sua alma.
(Augusto Cury)
https://www.google.com/search?q=textos+de+augusto+cury&tbm=isch&ved; Acesso em 13.07.2022.
Texto 02 para a questão.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
https://www.pensador.com/charles_chaplin_sobre_a_vida/ Acesso em 06/10/2022
Observe os itens abaixo e os termos destacados (em maiúscula)
I. “- não para o seu INFORTÚNIO.”
II. “Por que havemos de odiar e DESPREZAR uns aos outros?”
III. “A terra, que é boa e rica, pode PROVER todas as nossas necessidades.”
Sobre esses termos, está CORRETO afirmar que, respectivamente, significam
Texto 01 para à questão.
O Respeito às Diferenças
Atualmente, muito se fala sobre a igualdade social de nossos direitos. De fato, é um direito de todos. Deveríamos ter os mesmos direitos à saúde, educação, alimentação e cultura. Entretanto, o que percebemos é que muito se fala sobre o direito à igualdade e nos esquecemos do respeito às diferenças. Na verdade, somos todos diferentes. Cada indivíduo com suas peculiaridades, raça, credo, política, valores e costumes. Somos um povo diferente e, portanto, precisamos conviver com as diferenças da melhor forma possível. O respeito ao outro e as suas peculiaridades é fundamental, pois através deste respeito temos a possibilidade de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.
https://www.google.com/search?q=textos+sobre+respeito+ao+pr%C3%B3ximo. Acesso em 05/10/2022.
Marque a alternativa CORRETA que está relacionada ao contexto acima.
Fonte: Silvio Gallo, 2016 (modificado).
De acordo com o texto acima, julgue os itens a seguir como V, para verdadeiro, ou F, para falso:
I.(__)Política é o ato individual de exercer a cidadania.
II.(__)Ética particularmente envolve a reflexão dos atos humanos.
III.(__)Coletivamente tem-se exercido a política, quando se refletem sobre os atos humanos em sociedade.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O fim do mundo
A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.
Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, “estremunhada”, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.
Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna. Ainda há uns dias, a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês …
(Cecília Meireles. Adaptado).
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Homem no Mar
De minha varanda vejo, entre árvores e telhados, o mar. Não há ninguém na praia, que “resplende” ao sol. O vento é nordeste, e vai tangendo, aqui e ali, no belo azul das águas, pequenas espumas que marcham alguns segundos e morrem, como bichos alegres e humildes; perto da terra a onda é verde.
Mas percebo um movimento em um ponto do mar; é um homem nadando. Nada a favor das águas e do vento, e as pequenas espumas que nascem e somem parecem ir mais depressa do que ele. Justo: espumas são leves, não são feitas de nada, toda sua substância é água e vento e luz, e o homem tem sua carne, seus ossos, seu coração, todo seu corpo a transportar na água.
Ele usa os músculos com uma calma energia; avança. Certamente não suspeita que um desconhecido o vê e o admira porque ele está nadando em uma praia deserta. Não sei de onde vem essa admiração, mas encontro nesse homem uma nobreza calma, sinto-me solidário com ele, acompanho o seu esforço solitário como se ele estivesse cumprindo uma bela missão. Já nadou em minha presença uns trezentos metros; antes, não sei, duas vezes o perdi de vista, quando ele passou atrás das árvores, mas esperei com toda confiança que reaparecesse sua cabeça, e o movimento alternado de seus braços. Mais uns cinquenta metros, e o perderei de vista, pois um telhado o esconderá. Que ele nade bem esses cinquenta ou sessenta metros, isto me parece importante, é preciso que conserve a mesma batida de sua braçada, que eu o veja desaparecer assim como o vi aparecer, no mesmo rumo, no mesmo ritmo, forte, lento, sereno. Será perfeito; a imagem desse homem me faz bem.
É apenas a imagem de um homem, e eu não poderia saber sua idade, nem sua cor, nem os traços de sua cara. Estou solidário com ele, e espero que ele esteja comigo. Que ele atinja o telhado vermelho, e então eu poderei sair da varanda tranquilo, pensando – “vi um homem sozinho, nadando no mar; quando o vi ele já estava nadando; acompanhei-o com atenção durante todo o tempo, e testemunho que ele nadou sempre com firmeza e correção; esperei que ele atingisse um telhado vermelho, e ele atingiu”.
Não desço para ir esperá-lo na praia e lhe apertar mão; mas dou meu silencioso apoio, minha atenção e minha estima a esse desconhecido, a esse nobre animal, a esse homem, a esse correto irmão.
(Rubem Braga).
Analise a frase abaixo para responder à questão.
A instabilidade mental começou na segunda década de reinado, acentuando-se após uma sucessão de perdas na família, “especialmente” a do primogênito.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
A onça e a raposa
Não há melhor momento para se contar história do que no final do dia. Nessa hora, todas as crianças já estão cansadas e a mente, mais tranquila. “Nosso corpo tem que estar bem tranquilo quando ouvimos uma história”, dizia sempre a velha Kaluhá. E ela dizia isso porque sabia que era necessário manter nosso corpo relaxado e a mente atenta para os desafios que a mata nos apresenta.
– E como a gente consegue isso, vovó? – perguntou meio sonolento o pequeno Tarú. A velha mulher olhou para o pequeno e lançou-lhe um olhar muito carinhoso.
– Você ainda é muito pequeno para saber todos os mistérios de nossas vidas, menino. Mas é observando os animais que aprendemos a nos comportar e a sobreviver.
– Como assim? – alguém questionou.
A anciã ajeitou seu corpo na esteira onde estava sentada e passou a narrar em voz alta a história da esperteza da raposa no dia em que queria tomar água e a onça não queria deixar.
MUNDURUKU, Daniel. Coisas de onça. São Paulo: Mercuryo Novo Tempo, 2011 p. 31 e 32.