Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2225772 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Tenho uma coisa por bibliotecas. Livrarias são lindas, e cada vez mais raras. Mas bibliotecas têm algo a mais em sua beleza – essa ideia de comunidade, de compartilhamento, de armazenamento, de conhecimento e histórias comuns, guardadas como se guarda algo precioso, para servir de alimento e inspiração para quem quiser e quem precisar.

        Criança, na escola, eu me refugiava na biblioteca. Tinha tanta coisa contra mim – a asma, o aparelho nos dentes, a família classe média em um colégio de elite, minha absoluta falta de jeito para esportes que não fossem na água, meus fracos pendores para o papel de boa moça, que era essencial naquele contexto, e a mistura de CDF com rebeldia. Nenhum refúgio me parecia possível até o dia em que descobri a biblioteca. Ficava no segundo andar, e era silenciosa, quieta, sempre na penumbra. Lá fora o sol do Rio, mas ali, na minha caverna, havia apenas esse tesouro de respostas para tantas perguntas que eu nunca havia feito. Ali eu descobri Brecht, Darwin, Madame Curie, Platão, a Odisseia, as artes e as ciências e um novo mundo sem limites.

        A paixão ficou pra vida toda. Quando vim morar aqui não sabia exatamente o quanto Los Angeles amava as bibliotecas, e o quanto elas eram parte integral da cidade. Descobri primeiro a maravilhosa Biblioteca Central, no coração do que um dia foi o Pueblo, onde a cidade foi fundada. Depois vieram outras: a biblioteca da University of Southern California, a biblioteca da UCLA, onde eu pesquisava minhas matérias na era pré-internet, e às vezes só saía de lá quando o faxineiro já estava me olhando atravessado. E meu novo refúgio favorito: a Biblioteca Margaret Herrick da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, repositório da história do cinema desde que ele desembarcou por estas plagas.

        Tenho inscrição em todas essas bibliotecas. Mas gosto mesmo é de visitar minha biblioteca do bairro, ver os novos títulos, pegar um ou dois ou três volumes, checar a lista de atividades do mês, me deixar ficar por alguns momentos com meus amigos desconhecidos, meus vizinhos, as pessoas da minha rua, quem sabe, que compartilham comigo esse banquete de ideias, sempre ali, sempre possível, sempre propondo novas perguntas.

(Ana Maria Bahiana. https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Meu-amor-de-biblioteca. 20.09.2022. Adaptado)
De acordo com o texto, quando criança, a autora começou a refugiar-se na biblioteca da escola porque
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Q2225768 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Alimentos que os humanos não conseguem digerir em sua forma natural − como trigo, arroz e batata – tornaram-se itens essenciais da nossa dieta graças ao cozimento. O fogo não só mudava a química dos alimentos; mudava também sua biologia. Cozinhar matava germes e parasitas que infestavam os alimentos. Também passou a ser muito mais fácil para os humanos mastigar e digerir seus alimentos favoritos, como frutas, nozes, insetos e carniça, se cozidos. Enquanto os chimpanzés passam cinco horas por dia mastigando alimentos crus, uma hora é suficiente para as pessoas comerem alimentos cozidos.

        O advento do hábito de cozinhar possibilitou aos humanos comer mais tipos de comida, dedicar menos tempo à alimentação e se virar com dentes menores e intestino mais curto. Alguns estudiosos acreditam que existe uma relação direta entre o advento do hábito de cozinhar, o encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano. Considerando que tanto um intestino longo quanto um cérebro grande consomem muita energia, é difícil ter os dois ao mesmo tempo. Ao encurtar o intestino e reduzir seu consumo de energia, o hábito de cozinhar inadvertidamente abriu caminho para o cérebro enorme dos neandertais e dos sapiens.

        O fogo também abriu a primeira brecha significativa entre o homem e os outros animais. O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. Embora possam fazer uso de ventos e correntes, são incapazes de controlar essas forças da natureza e estão sempre limitados por sua estrutura física.

        Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada. E o que é mais importante, o poder do fogo não era limitado pela forma, estrutura ou força do corpo humano. Uma única mulher com uma pedra ou vareta podia produzir fogo para queimar uma floresta inteira em uma questão de horas. A domesticação do fogo foi um sinal do que estava por vir.
(Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Fragmento adaptado)
Segundo as informações do texto, é possível afirmar que a utilização do fogo
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Q2225767 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Alimentos que os humanos não conseguem digerir em sua forma natural − como trigo, arroz e batata – tornaram-se itens essenciais da nossa dieta graças ao cozimento. O fogo não só mudava a química dos alimentos; mudava também sua biologia. Cozinhar matava germes e parasitas que infestavam os alimentos. Também passou a ser muito mais fácil para os humanos mastigar e digerir seus alimentos favoritos, como frutas, nozes, insetos e carniça, se cozidos. Enquanto os chimpanzés passam cinco horas por dia mastigando alimentos crus, uma hora é suficiente para as pessoas comerem alimentos cozidos.

        O advento do hábito de cozinhar possibilitou aos humanos comer mais tipos de comida, dedicar menos tempo à alimentação e se virar com dentes menores e intestino mais curto. Alguns estudiosos acreditam que existe uma relação direta entre o advento do hábito de cozinhar, o encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano. Considerando que tanto um intestino longo quanto um cérebro grande consomem muita energia, é difícil ter os dois ao mesmo tempo. Ao encurtar o intestino e reduzir seu consumo de energia, o hábito de cozinhar inadvertidamente abriu caminho para o cérebro enorme dos neandertais e dos sapiens.

        O fogo também abriu a primeira brecha significativa entre o homem e os outros animais. O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. Embora possam fazer uso de ventos e correntes, são incapazes de controlar essas forças da natureza e estão sempre limitados por sua estrutura física.

        Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada. E o que é mais importante, o poder do fogo não era limitado pela forma, estrutura ou força do corpo humano. Uma única mulher com uma pedra ou vareta podia produzir fogo para queimar uma floresta inteira em uma questão de horas. A domesticação do fogo foi um sinal do que estava por vir.
(Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Fragmento adaptado)
Segundo as informações do texto, é possível afirmar que
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Q2212656 Português

Considere as informações:

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Pelo exemplo apresentado, entende-se que o processo de retextualização está relacionado a

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Q2212655 Português
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A formiga e a cigarra

    A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nem um pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar- -se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.

    – Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.

    A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.

    – Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.

    – Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.

    – Estou muito bem. Você cantava; pois bem: agora dance.

(Fábula de La Fontaine. Extraída de Fiorin, 1990)
Com base em Schneuwly e Dolz (2004), a fábula é um gênero que circula no domínio social de comunicação da
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Q2212654 Português
Leia o texto para responder à questão.

A formiga e a cigarra

    A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nem um pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar- -se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.

    – Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.

    A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.

    – Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.

    – Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.

    – Estou muito bem. Você cantava; pois bem: agora dance.

(Fábula de La Fontaine. Extraída de Fiorin, 1990)
Com base em Fiorin, conclui-se corretamente que, no nível narrativo do texto, a passagem “– Estou muito bem. Você cantava; pois bem: agora dance.” corresponde à
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Q2212651 Português
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        Em 1944, o poeta recifense Solano Trindade publicava “Poemas d’uma vida simples”, seu segundo livro, impregnado pela crítica social característica de sua obra. A publicação teve boa repercussão, mas não agradou todo mundo: Trindade foi perseguido e preso pela ditadura do Estado Novo e o livro, apreendido.

         A prisão teria sido motivada por “Tem Gente com Fome”, que se tornou um de seus poemas mais conhecidos. O texto poderia ser de 2022, ano em que 33 milhões passam fome e 125 milhões convivem com algum grau de insegurança alimentar no Brasil.

(Juliana Domingos de Lima. www.uol.com.br/ecoa, 23.07.2022. Adaptado) 
Na passagem “Em 1944, o poeta recifense Solano Trindade publicava ‘Poemas d’uma vida simples’, seu segundo livro, impregnado pela crítica social característica de sua obra. A publicação teve boa repercussão, mas não agradou todo mundo…”, a expressão “seu segundo livro” e a conjunção “mas” expressam, correta e respectivamente, sentido de: 
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Q2212643 Português
Na obra Gêneros orais e escritos na escola (2004), os autores explicam que a sequência didática corresponde
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Q2212616 Português
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Máscara no chão

        A oscilação do arco narrativo russo acerca de sua campanha militar contra a Ucrânia segue fielmente o desempenho de suas tropas, no solo do vizinho desde 24 de fevereiro.

        Assim que os primeiros mísseis caíram, Vladimir Putin declarou o objetivo de desmilitarizar o rival, além de evitar sua entrada em estruturas ocidentais como a Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, e garantir a autonomia dos separatistas russófonos no leste ucraniano.

        Pode-se argumentar que a Ucrânia esteja se militarizando mais rapidamente, apesar de a enxurrada de armas ocidentais parecer distante de deter os russos. O sucesso de Putin é maior, contudo, na inviabilização do Estado ucraniano.

        
       A União Europeia pode até prometer uma vaga a Kiev, mas isso é ilusão: mesmo sem o conflito o país não reunia condições para ser aceito no bloco. Quanto a chegar à Otan, o caminho é ainda mais bloqueado por temores de ampliação da guerra.

        Putin optou pelo cinismo. Agiu para derrubar o governo de Volodimir Zelenski numa tacada única, mas, ao fracassar militarmente por soberba tática, negou buscar isso. Descartou querer ganhos territoriais, apesar de ter anexado a Crimeia em 2014 e fomentado a guerra civil no Donbass, que incubou a tragédia ora em curso.

        Agora, a máscara caiu. Em duas falas, o chanceler russo entregou o jogo. Segundo Serguei Lavrov, um dos decanos da diplomacia mundial, a Rússia não se contentará com o Donbass. Quer o sul ucraniano, a saber se o território que já ocupa ou toda a costa até o enclave que mantém na Moldova, e tem por meta livrar os ucranianos do “fardo desse regime absolutamente inaceitável”. Ou seja, destruir a soberania do país.

        No campo de batalha, ganhos lentos, mas firmes, sugerem a consolidação da posição militar russa, mais sóbria agora. Reveses poderão fazer Putin buscar remendar as fantasias rasgadas, o que será inócuo tanto para adversários céticos como para aliados que já não se importam com o estado delas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. São Paulo, 26 jul. 2022. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/07/
mascara-no-chao.shtml>. Adaptado)
O termo destacado na oração do quinto parágrafo “… ao fracassar militarmente por soberba tática, negou buscar isso.” exprime a noção de
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Q2212612 Português
Leia o texto para responder à questão.

Máscara no chão

        A oscilação do arco narrativo russo acerca de sua campanha militar contra a Ucrânia segue fielmente o desempenho de suas tropas, no solo do vizinho desde 24 de fevereiro.

        Assim que os primeiros mísseis caíram, Vladimir Putin declarou o objetivo de desmilitarizar o rival, além de evitar sua entrada em estruturas ocidentais como a Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, e garantir a autonomia dos separatistas russófonos no leste ucraniano.

        Pode-se argumentar que a Ucrânia esteja se militarizando mais rapidamente, apesar de a enxurrada de armas ocidentais parecer distante de deter os russos. O sucesso de Putin é maior, contudo, na inviabilização do Estado ucraniano.

        
       A União Europeia pode até prometer uma vaga a Kiev, mas isso é ilusão: mesmo sem o conflito o país não reunia condições para ser aceito no bloco. Quanto a chegar à Otan, o caminho é ainda mais bloqueado por temores de ampliação da guerra.

        Putin optou pelo cinismo. Agiu para derrubar o governo de Volodimir Zelenski numa tacada única, mas, ao fracassar militarmente por soberba tática, negou buscar isso. Descartou querer ganhos territoriais, apesar de ter anexado a Crimeia em 2014 e fomentado a guerra civil no Donbass, que incubou a tragédia ora em curso.

        Agora, a máscara caiu. Em duas falas, o chanceler russo entregou o jogo. Segundo Serguei Lavrov, um dos decanos da diplomacia mundial, a Rússia não se contentará com o Donbass. Quer o sul ucraniano, a saber se o território que já ocupa ou toda a costa até o enclave que mantém na Moldova, e tem por meta livrar os ucranianos do “fardo desse regime absolutamente inaceitável”. Ou seja, destruir a soberania do país.

        No campo de batalha, ganhos lentos, mas firmes, sugerem a consolidação da posição militar russa, mais sóbria agora. Reveses poderão fazer Putin buscar remendar as fantasias rasgadas, o que será inócuo tanto para adversários céticos como para aliados que já não se importam com o estado delas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. São Paulo, 26 jul. 2022. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/07/
mascara-no-chao.shtml>. Adaptado)
O título “Máscara no chão” antecipa a ideia defendida no Editorial segundo a qual a 
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Q2212611 Português
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Máscara no chão

        A oscilação do arco narrativo russo acerca de sua campanha militar contra a Ucrânia segue fielmente o desempenho de suas tropas, no solo do vizinho desde 24 de fevereiro.

        Assim que os primeiros mísseis caíram, Vladimir Putin declarou o objetivo de desmilitarizar o rival, além de evitar sua entrada em estruturas ocidentais como a Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, e garantir a autonomia dos separatistas russófonos no leste ucraniano.

        Pode-se argumentar que a Ucrânia esteja se militarizando mais rapidamente, apesar de a enxurrada de armas ocidentais parecer distante de deter os russos. O sucesso de Putin é maior, contudo, na inviabilização do Estado ucraniano.

        
       A União Europeia pode até prometer uma vaga a Kiev, mas isso é ilusão: mesmo sem o conflito o país não reunia condições para ser aceito no bloco. Quanto a chegar à Otan, o caminho é ainda mais bloqueado por temores de ampliação da guerra.

        Putin optou pelo cinismo. Agiu para derrubar o governo de Volodimir Zelenski numa tacada única, mas, ao fracassar militarmente por soberba tática, negou buscar isso. Descartou querer ganhos territoriais, apesar de ter anexado a Crimeia em 2014 e fomentado a guerra civil no Donbass, que incubou a tragédia ora em curso.

        Agora, a máscara caiu. Em duas falas, o chanceler russo entregou o jogo. Segundo Serguei Lavrov, um dos decanos da diplomacia mundial, a Rússia não se contentará com o Donbass. Quer o sul ucraniano, a saber se o território que já ocupa ou toda a costa até o enclave que mantém na Moldova, e tem por meta livrar os ucranianos do “fardo desse regime absolutamente inaceitável”. Ou seja, destruir a soberania do país.

        No campo de batalha, ganhos lentos, mas firmes, sugerem a consolidação da posição militar russa, mais sóbria agora. Reveses poderão fazer Putin buscar remendar as fantasias rasgadas, o que será inócuo tanto para adversários céticos como para aliados que já não se importam com o estado delas.

(Editorial. Folha de S.Paulo. São Paulo, 26 jul. 2022. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/07/
mascara-no-chao.shtml>. Adaptado)
Conforme aponta o Editorial,
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Q2212609 Português
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Morte de uma baleia

        Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia no Leme e outra no Leblon haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem, no entanto, poder voltar. Eram descomunais apesar de apenas filhotes. Todos foram ver. Eu não fui: sobre a mais próxima de mim, corria o boato de que ela agonizava já há oito horas e que até atirar nela haviam atirado mas ela continuava agonizando e sem morrer.

        Senti um horror diante do que contavam e que talvez não fossem estritamente os fatos reais, mas a lenda já estava formada em torno do extraordinário que enfim, enfim! acontecia, pois, por pura sede de vida melhor, estamos sempre à espera do extraordinário que talvez nos salve de uma vida contida. Se fosse um homem que estivesse agonizando na praia durante oito horas, nós o santificaríamos, tanto precisamos de crer no que é impossível. Não.
        Não fui vê-la: detesto a morte.

(LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: do Rio de Janeiro e seus personagens. Rio de Janeiro: Rocco jovens leitores, 2011. Excerto adaptado)
A palavra em destaque na frase “Eram descomunais apesar de apenas filhotes.” expressa a ideia de que, para a autora, as baleias se destacavam 
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Q2212527 Português

Leia a tira, para responder à questão.


(André Dahmer@malvados) 

Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta acerca de elementos extraídos do texto.
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Q2212519 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Sobre IA, empregos e disrupção social

        De tempos em tempos, raras tecnologias surgem de forma tão avassaladora que provocam profundas mudanças na dinâmica social. São aquelas que os economistas chamam de tecnologias de propósito geral (GPTs), que alcançam diversas áreas e abrem novos campos do conhecimento. O motor a vapor do século 18 foi uma GPT, assim como a energia elétrica a partir da invenção do dínamo no século seguinte e, mais recentemente, a internet.

        Hoje testemunhamos o avanço de uma tecnologia com potencial de disrupção socioeconômica, a inteligência artificial (IA). Esse conjunto de sistemas e algoritmos que permitem a máquinas analisar, aprender e tomar decisões sozinhas se desenvolve em um mercado que deve passar dos US$ 15 trilhões até 2030, conforme previsão da PwC. E do mesmo jeito que um dia ocorreu com as GPTs citadas anteriormente, a IA levanta a questão: as máquinas inteligentes acabarão com os empregos do ser humano?

        Dois grupos dominam o debate. Um defende que previsões catastróficas para o emprego na era da IA não passam de uma falácia. Eles têm a história ao lado. Durante a Revolução Industrial, por exemplo, camponeses substituídos por máquinas na agricultura foram absorvidos nas fábricas das cidades. Do outro lado estão os que tratam a IA como uma tecnologia diferente, pois está entrando na vida das pessoas de forma muito mais rápida do que qualquer outra na história. Kai-Fu Lee, um dos maiores investidores da China em inteligência artificial, estima que, em meados da década que vem, soluções de IA poderão substituir, tecnicamente, até metade dos empregos nos EUA.

        Máquinas dotadas de IA realizarão trabalhos tanto físicos (procure pela Boston Dinamics) quanto intelectuais com velocidade e potência incrivelmente superiores a qualquer ser humano. E funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, sem férias.

        Além disso, o choque da IA nos empregos deve ignorar a distinção entre trabalhadores pouco e muito qualificados. Nesse processo transformador, intenso e abrangente, muitos ficarão para trás e, dizem alguns pensadores, formarão a nova classe de seres humanos inúteis – aqueles que nunca mais conseguirão se ocupar.

        Então, se prepare, pois o pleno emprego será realidade para robôs, não para você.

(Wladimir D’Andrade. Diário da Região, 19-07-2022. Adaptado)
No 3º parágrafo, os argumentos apontados pelos dois grupos no debate acerca da IA estão centrados na questão
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Q2212518 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Sobre IA, empregos e disrupção social

        De tempos em tempos, raras tecnologias surgem de forma tão avassaladora que provocam profundas mudanças na dinâmica social. São aquelas que os economistas chamam de tecnologias de propósito geral (GPTs), que alcançam diversas áreas e abrem novos campos do conhecimento. O motor a vapor do século 18 foi uma GPT, assim como a energia elétrica a partir da invenção do dínamo no século seguinte e, mais recentemente, a internet.

        Hoje testemunhamos o avanço de uma tecnologia com potencial de disrupção socioeconômica, a inteligência artificial (IA). Esse conjunto de sistemas e algoritmos que permitem a máquinas analisar, aprender e tomar decisões sozinhas se desenvolve em um mercado que deve passar dos US$ 15 trilhões até 2030, conforme previsão da PwC. E do mesmo jeito que um dia ocorreu com as GPTs citadas anteriormente, a IA levanta a questão: as máquinas inteligentes acabarão com os empregos do ser humano?

        Dois grupos dominam o debate. Um defende que previsões catastróficas para o emprego na era da IA não passam de uma falácia. Eles têm a história ao lado. Durante a Revolução Industrial, por exemplo, camponeses substituídos por máquinas na agricultura foram absorvidos nas fábricas das cidades. Do outro lado estão os que tratam a IA como uma tecnologia diferente, pois está entrando na vida das pessoas de forma muito mais rápida do que qualquer outra na história. Kai-Fu Lee, um dos maiores investidores da China em inteligência artificial, estima que, em meados da década que vem, soluções de IA poderão substituir, tecnicamente, até metade dos empregos nos EUA.

        Máquinas dotadas de IA realizarão trabalhos tanto físicos (procure pela Boston Dinamics) quanto intelectuais com velocidade e potência incrivelmente superiores a qualquer ser humano. E funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, sem férias.

        Além disso, o choque da IA nos empregos deve ignorar a distinção entre trabalhadores pouco e muito qualificados. Nesse processo transformador, intenso e abrangente, muitos ficarão para trás e, dizem alguns pensadores, formarão a nova classe de seres humanos inúteis – aqueles que nunca mais conseguirão se ocupar.

        Então, se prepare, pois o pleno emprego será realidade para robôs, não para você.

(Wladimir D’Andrade. Diário da Região, 19-07-2022. Adaptado)
Considerando-se os pontos de vista dos dois grupos mencionados no 3º parágrafo, é correto afirmar que
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Ano: 2022 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2022 - UFMA - Historiador |
Q2211218 Português
A questão tem como base o texto a seguir.

Entrevistador – Então, para estimular o gosto pela leitura nos filhos, tanto faz impor a leitura quanto apenas deixar o livro por perto?

Tony Bellotto – Além de ter livros por perto, é preciso conduzir os jovens a lerem algo que lhes interesse e seja divertido para eles. Sou a favor de novas formas de criar leitores, como usar histórias em quadrinhos. Às vezes, impor cedo demais, à criança por exemplo, a leitura dos livros de Machado de Assis, que é muito prazerosa, pode provocar um efeito inverso, que é o cara ficar com bode da literatura em geral. Depois que o leitor está criado, é mais fácil apresentar coisas mais sofisticadas.

(Trecho da entrevista de Tony Bellotto publicada na Revista Língua Portuguesa, nº 78, abr. 2012, p.14)  
Entre a pergunta do entrevistador e o início da resposta do entrevistado, o conector além de:  
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2022 - UFMA - Historiador |
Q2211217 Português
A questão tem como base o texto a seguir.

Entrevistador – Então, para estimular o gosto pela leitura nos filhos, tanto faz impor a leitura quanto apenas deixar o livro por perto?

Tony Bellotto – Além de ter livros por perto, é preciso conduzir os jovens a lerem algo que lhes interesse e seja divertido para eles. Sou a favor de novas formas de criar leitores, como usar histórias em quadrinhos. Às vezes, impor cedo demais, à criança por exemplo, a leitura dos livros de Machado de Assis, que é muito prazerosa, pode provocar um efeito inverso, que é o cara ficar com bode da literatura em geral. Depois que o leitor está criado, é mais fácil apresentar coisas mais sofisticadas.

(Trecho da entrevista de Tony Bellotto publicada na Revista Língua Portuguesa, nº 78, abr. 2012, p.14)  
Os pronomes lhes e eles referem-se, no texto a: 
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Ano: 2022 Banca: UFMA Órgão: UFMA Prova: UFMA - 2022 - UFMA - Historiador |
Q2211215 Português
A questão tem como base o texto a seguir.

Entrevistador – Então, para estimular o gosto pela leitura nos filhos, tanto faz impor a leitura quanto apenas deixar o livro por perto?

Tony Bellotto – Além de ter livros por perto, é preciso conduzir os jovens a lerem algo que lhes interesse e seja divertido para eles. Sou a favor de novas formas de criar leitores, como usar histórias em quadrinhos. Às vezes, impor cedo demais, à criança por exemplo, a leitura dos livros de Machado de Assis, que é muito prazerosa, pode provocar um efeito inverso, que é o cara ficar com bode da literatura em geral. Depois que o leitor está criado, é mais fácil apresentar coisas mais sofisticadas.

(Trecho da entrevista de Tony Bellotto publicada na Revista Língua Portuguesa, nº 78, abr. 2012, p.14)  
A leitura global do texto permite afirmar que: 
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Q2211171 Português
A questão abaixo tem como base o texto a seguir.


O vírus da gripe pode estar em muitos lugares.
Só que você não vê.
Lave as mãos frequentemente.

(Campanha do Ministério da Saúde veiculada na Revista Nova Escola, nº 230, mar. 2010)
O uso do imperativo na campanha publicitária do Ministério da Saúde se justifica porque o Ministério:
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Q2211170 Português
Leia o texto, a seguir, para responder à questão.
Imagem associada para resolução da questão

(FRASESDECRIANÇA. Craque da Bocha. Instagram: @frasesdecrianca. Disponível em: https://instagram.com/frasesdecriancas. Acesso em: 26 jan. 2022) 

Pode-se afirmar que a substituição da expressão “jogo da velha” por “jogo do idoso”: 
Alternativas
Respostas
13201: C
13202: A
13203: B
13204: A
13205: A
13206: D
13207: B
13208: C
13209: A
13210: E
13211: B
13212: C
13213: A
13214: C
13215: D
13216: A
13217: E
13218: D
13219: D
13220: A